Se a Vida te Der Tangerinas: o que esperar do novo dorama da Netflix

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Com uma história envolvente, a mais nova série coreana da Netflix, Se a Vida te Der Tangerinas, chegou ao catálogo da plataforma nesta sexta-feira (7/3) e prende o público ao mostrar a jornada de amizade e, posteriormente de amor, entre Ae-sun (IU) e Gwan-sik (Park Bo-gum).


Sob o panorama na cidade de Jeju, acompanhamos o começo da amizade entre Ae-sun e de Gwan-sik, enquanto ainda são novos. As possibilidades de romance entre eles, com nuances de Romeu e Julieta, é sempre colocado à prova quando a família de ambos entram no caminho.


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Park Bo-gum as Yang Gwan-sik em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix
Kim Yong-lim como Park Mak-cheon, Oh Min-ae como Kwon Gye-ok em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix
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IU as Oh Ae-sun em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix

Yoo Eun-mi/Netflix
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Park Bo-gum as Yang Gwan-sik em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix

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Kim Yong-lim como Park Mak-cheon, Oh Min-ae como Kwon Gye-ok em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix

Yoo Eun-mi/Netflix


O Metrópoles teve acesso aos quatros primeiros episódios do dorama que dão apenas vislumbres da jornada entre os protagonistas. Entre as idas e vindas da vida, Se a Vida Te Der Tangerinas tem o potencial de virar uma queridinha dos amantes de dorama.


Vai ou não vai


Logo na infância, Ae-sun é ensinada pela mãe de que não deve seguir seus passos e que pode ser mais do que a vida às ofereceu. Tomada por uma sequência de desilusões, a menina estima uma vida fora da pequena cidade de Jeju e longe de Gwan-sik, que está sempre atrás dela.


Já Gwan-sik sempre tenta agradar a Ae-sun, mesmo que muitas vezes suas boas ações sejam menosprezadas. De uma família rica, o jovem luta contra o preconceito da própria família para conseguir ficar do lado da amada.


Além de pintar o panorama de que os jovens vivem em mundos distantes, os primeiros episódios da série criam uma expectativa para um possível romance entre os protagonistas. Em um clássico estilo de vai ou não vai, o público acompanha o desenrolar dos sentimentos amorosos entre eles.


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Moon So-ri como Oh Ae-sun mais velha em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix
Park Bo-gum as Yang Gwan-sik, IU as Oh Ae-sun em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix
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Park Bo-gum as Yang Gwan-sik em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix

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Moon So-ri como Oh Ae-sun mais velha em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix

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Park Bo-gum as Yang Gwan-sik, IU as Oh Ae-sun em Se a Vida Te Der Tangerinas - Netflix

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Reviravoltas


Se a Vida te Der Tangerinas também é marcada por algumas reviravoltas nos primeiros episódios. Seja na definição se o casal protagonista ficará junto, seja por uma série de flashbacks ou até mesmo os flashforwards, quando temos vislumbres do futuro, a produção prende o espectador a cada virada de episódio e deixa um gostinho de quero mais sempre que os créditos começam a subir.


Pouco a pouco, a trama consegue prender os espectadores, na antecipação de se os protagonistas ficarão ou não juntos em como chegamos à determinado momento do futuro.


Usando as estações do ano como uma forma de passar o tempo, a série vai ampliando cenários entre as entre a ilha de Jeju, em 1960, até Seul, em 2025, mesclando a ideia de uma vida pacata em uma ilha tradicional e conservadora, até uma vida moderna e mais liberal na cidade grande.


Veja o trailer







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Sintomas e tratamentos: tudo o que você precisa saber sobre menopausa

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A menopausa é um marco na vida de toda mulher, mas nem sempre é compreendida com clareza. Definida pela interrupção definitiva da ovulação, é a última menstruação, e ocorre entre os 45 e os 55 anos. Porém, mesmo que seja uma certeza, sua chegada pode provocar sintomas incômodos, dolorosos e que levantam muitas dúvidas.


O processo não precisa ser complicado: o climatério pode ter seus sintomas amenizados e a transição ser mais tranquila com algumas mudanças nos hábitos de vida.



Menopausa é um processo


A menopausa não ocorre de forma abrupta. A transição é gradual e pode durar entre cinco e dez anos, dependendo do organismo de cada mulher. Durante esse período, os ovários começam a diminuir a produção de estrogênio e progesterona, hormônios fundamentais para a regulação do ciclo menstrual e de várias funções do corpo.


A perimenopausa é a fase inicial, que precede a menopausa e é marcada por ciclos menstruais irregulares, além de sintomas como ondas de calor e mudanças de humor. “Essa fase de transição pode ser confusa, pois muitas mulheres não percebem que estão nela e acabam não buscando meios de aliviar os sintomas”, explica o ginecologista Igor Padovesi, de São Paulo, autor do livro Menopausa sem Medo.




Sintomas da menopausa



  • Irregularidades menstruais, hemorragias ou escassez no fluxo.

  • Ondas de calor ou fogachos, com episódios súbitos de sensação de calor no rosto, pescoço e na parte superior do tronco. Geralmente, vêm acompanhados de vermelhidão.

  • Manifestações como dificuldade para esvaziar a bexiga, dor ao urinar e escape de urina.

  • Ressecamento vaginal, dor na penetração e diminuição da libido.

  • Aumento da irritabilidade, instabilidade emocional, choro descontrolado.

  • Depressão, ansiedade, melancolia, perda da memória.

  • Mudanças no ritmo de sono.

  • Alterações no vigor da pele, dos cabelos e das unhas, que ficam mais finos e quebradiços;

  • Alterações na distribuição da gordura corporal, que passa a se concentrar mais na região abdominal.

  • Perda de massa óssea característica da osteoporose e da osteopenia;

  • Risco aumentado de doenças cardiovasculares.




Como é feito o diagnóstico?


O diagnóstico da menopausa é essencialmente clínico. O médico avalia os sintomas apresentados e a história médica da paciente, sem depender apenas de exames laboratoriais, pois os níveis hormonais flutuam e podem não refletir de forma precisa o estágio em que a mulher está.


“Esperar uma redução consolidada dos hormônios nos exames laboratoriais pode atrasar o início de tratamentos importantes, prejudicando a qualidade de vida da mulher durante esse período”, completa Padovesi. O diagnóstico de menopausa é fechado apenas após 12 meses consecutivos sem menstruar.


A importância de fazer o acompanhamento


A menopausa é caracterizada por uma série de mudanças físicas no corpo da mulher, que podem impactar tanto o bem-estar quanto a saúde a longo prazo. Sem o tratamento adequado, ela leva ao ressecamento da pele e das mucosas, perda muscular e óssea, e aumento das dores musculares e articulares, além de maior risco de doenças cardíacas.


Os efeitos da menopausa não se limitam às mudanças físicas, mas também afetam a função cognitiva e emocional. A falta de concentração e os lapsos de memória conhecidos como nevoeiro cerebral são sintomas comuns e podem prejudicar relacionamentos interpessoais no período. Também aumenta o risco de desenvolver sintomas de transtornos mentais como a depressão e a bipolaridade.


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Média de idade da mulher entrar na menopausa no  <br>Brasil é 48 anos;  mas somente metade delas faz tratamento 
O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa
As doenças cardiovasculares, mais comuns após a menopausa, são a principal causa de morte em mulheres
O fogacho é um dos  principais sintomas da menopausa
As ondas de calor da menopausa precoce podem ocorrer, inclusive, durante o sono
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A menopausa é caracteizada pelo desquilíbrio hormonal no organismo das mulheres

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Média de idade da mulher entrar na menopausa no  
Brasil é 48 anos; mas somente metade delas faz tratamento 

BSIP/UIG/Getty Images
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O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa

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As doenças cardiovasculares, mais comuns após a menopausa, são a principal causa de morte em mulheres

Saúde em Dia/ Reprodução
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O fogacho é um dos principais sintomas da menopausa

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As ondas de calor da menopausa precoce podem ocorrer, inclusive, durante o sono

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A menopausa traz diversos impactos na vida da mulher

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Quais são os tratamentos?


A menopausa em si não tem tratamento. O que existe é um conjunto de ações que pode aliviar os sintomas. Entre os principais tratamentos disponíveis, a reposição hormonal é a opção mais adotada, mas não é a única.


“A terapia hormonal é a maneira mais eficaz de se controlar os sintomas climatéricos como fogachos, ressecamento vaginal, alterações do sono e do humor. Ela também possibilita proteção óssea, prevenindo fraturas de osteoporose que são comuns em mulheres no período. Porém, existem terapias alternativas, como antidepressivos que controlam os sintomas emocionais, mudanças na dieta e na rotina de exercícios para controle do ganho de peso e dos fogachos, e até terapia com psicólogo para atravessar a fase de mudanças”, explica a ginecologista Denise Joffily, do Hospital do Servidor Público Estadual (HSPE), também de São Paulo.


Além de um estilo de vida saudável, é fundamental dar atenção à higiene do sono durante o período, já que muitas mulheres acabam desenvolvendo insônia na menopausa. Criar uma rotina que favoreça o descanso adequado pode ajudar a reduzir o cansaço e melhorar a qualidade de vida.


O que é a terapia hormonal?


O tratamento visa repor os hormônios estrogênio e progesterona no organismo, ajudando a aliviar sintomas como ondas de calor, insônia e secura vaginal. Contudo, a reposição hormonal deve ser sempre realizada com acompanhamento médico especializado, já que seu uso excessivo pode até piorar os sintomas.


Mulheres que tiveram câncer de mama e de endométrio, tromboembolismo, hepatopatias agudas e sangramento uterino intenso sem causa identificada são aconselhadas a não fazer a reposição.


Os especialistas também monitoraram os níveis de cálcio e vitamina D, que costumam cair no período, para avaliar a necessidade de suplementação. Procedimentos como uso de laser íntimo e bioestimuladores podem aumentar a lubrificação vaginal, sintoma que costuma causar dores nas pacientes.


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Iniciativa da Bancada Feminina mostra orçamento real destinado às mulheres — Senado Notícias

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Apesar de as mulheres representarem 51,5 % da população brasileira, pelo último Censo do IBGE, falta muito para que o Estado conheça, de fato, a eficácia dos seus gastos com as políticas públicas voltadas para as mulheres. Porém, os passos iniciais foram dados. Um deles foi a iniciativa da Bancada Feminina no Congresso determinar na Lei de Diretrizes Orçamentárias (LDO) de 2021 a exigência do Executivo federal produzir um relatório periódico, intitulado A Mulher no Orçamento. Seu objetivo é dar transparência aos gastos orçados e sua execução com o chamado recorte de gênero, uma recomendação da ONU Mulheres de 2011. O relatório está na sua quarta edição, com prazo legal para ser publicado até final de abril. O outro marco foi a recriação do Ministério das Mulheres, em 2023.


Mesmo sem ainda poder dimensionar o que o gasto público mudou efetivamente na vida das mulheres, os dados produzidos pelo Orçamento Mulher já estão ajudando nas ações de reforço às políticas públicas. A ex-presidente da Comissão Mista de Orçamento (CMO), senadora Daniella Ribeiro (PSD-PB), relatou a importância dessas informações para criar na sua gestão o programa Antes que Aconteça, com o objetivo de fortalecer os gastos para combater a violência contra a mulher.


— O relatório mostrou que apenas 417 dos 5.570 municípios brasileiros tinham Delegacias Especializadas no Atendimento à Mulher. A falta de informação pode dificultar conhecer onde ainda é preciso investir para combater o feminicídio — apontou Daniella, em entrevista à Agência Senado.


Outro exemplo foi citado pela senadora Augusta Brito (PT-CE), que presidiu a Comissão Mista de Combate à Violência contra a Mulher. Ela afirmou que o colegiado usou os dados dos relatórios para sugerir quais ações deveriam receber mais recursos, por meio de emendas parlamentares.


— Os relatórios nos ajudaram a mapear sinergias e lacunas no financiamento de ações voltadas à promoção da igualdade de gênero e ao enfrentamento da violência contra as mulheres​ — disse a senadora.


Em 2024, os parlamentares foram responsáveis por inserir R$ 1,9 bilhão no Orçamento Mulher, ou seja, 11,3% dessas autorizações de gastos. Os dados são de nota técnica assinada por Rita Santos, que é consultora de Orçamento do Senado, especialista no assunto.


Novo Relatório


A metodologia para organizar o relatório foi desenvolvida pela Secretaria de Orçamento Federal (SOF) do Ministério do Planejamento. A cada novo relatório, a SOF tenta melhorar a qualidade na apuração dos gastos para as mulheres. O desafio está nos gastos não exclusivos, ou seja, naqueles em que não há um carimbo para identificar que a aplicação é destinada somente para as brasileiras. No novo relatório, a SOF solicitou que cada órgão federal explicite o percentual direcionado às mulheres em cada dotação orçamentária. Como explica Rita, isso melhora a informação que era uma estimativa com base no percentual da participação feminina na população brasileira.


O Executivo, segundo ela, está criando diversos processos internos para captar informações espalhadas em diversos ministérios, ajudando assim a sensibilizar e instruir a máquina pública para essa discussão. Isso ajuda o Legislativo. A consultora disse que o diálogo entre a Bancada Feminina e autoridades do Ministério da Justiça e do Fundo Nacional de Segurança Pública (FNSP) para reservar recursos ao combate à violência contra a mulher foi “muito mais fácil devido à sensibilização prévia que o relatório promoveu, tanto pelo trabalho interno quanto pela mídia”. O resultado, acrescentou, foi permitir que em 2022, a Lei 14.316 destinasse pelo menos 5% do FNSP para ações de enfrentamento à violência de gênero.


A coordenadora do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), Joana Mostafa, reconheceu que a marcação dos recursos orçamentários a partir de 2023 promoveu mudanças. 


— A nova sistemática apoia o financiamento e o acompanhamento do orçamento que se direciona às mulheres para além do Ministério das Mulheres. Isso  permite maior transparência e potencializa a crítica da sociedade civil. É preciso traduzir o dinheiro gasto para que as pessoas possam saber exatamente para quem está indo — disse à Agência Senado.


A coordenadora do Ipea ainda apontou que associar a previsão de gasto com as características do beneficiado é uma dificuldade geral do orçamento brasileiro.


— Só o fato de conscientizar os ministérios de que é preciso identificar os públicos em termos de gênero é uma grande transformação. . Trata-se de saber o impacto nas relações entre os cidadãos.


Pioneirismo


De acordo com o relatório A Mulher no Orçamento 2021, a Austrália foi o primeiro país a realizar um orçamento sob a ótica de gênero, entre 1984 e 1996. O segundo foi a África do Sul em 1995 no bojo da reconstrução pós-apartheid e o primeiro país latino foi o México com o seu o Programa Nacional da Mulher (Pronam), em 1999. Em 2001, o então Fundo das Nações Unidas para o Desenvolvimento das Mulheres (Unifem), que antecedeu a ONU Mulheres, lançou um programa de quatro anos com orientações para estimular os orçamentos públicos com recorte de gênero.


Em 2003, já eram mais de 50 iniciativas pelo mundo.  O Fundo Monetário Internacional (FMI) reconheceu, em 2016, que mais de 80 países haviam tentado organizar seus orçamentos sensíveis a gênero, registrando entre eles Bolívia, Equador e El Salvador, na América Latina. Dois anos mais tarde, a Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE) informava que 17 países já haviam adotado seus orçamentos sensíveis a gênero, entre eles Canadá, Chile, Alemanha, Islândia, Japão e Coréia.


Valores Irreais


Antes da LDO de 2021, o Brasil não dispunha de um instrumento oficial que identificasse o que estava sendo feito pelas mulheres e meninas brasileiras. Nessa época a deputada, e agora senadora Professora Dorinha Seabra (União-TO) conta que recebia dados orçamentários sobre mulheres com valores inflados e pouca transparência.


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— O usual era colocar genericamente valores superdimensionados. Isso na verdade mascarava a realidade. mulher — relatou em entrevista à Agência Senado.


Dorinha foi uma das coordenadoras da Bancada Feminina na Câmara dos Deputados em 2020, grupo que articulou a criação do Orçamento Mulher e a derrubada dos vetos presidenciais durante o governo Bolsonaro, que impediam sua instituição em 2021 e 2022.


O problema de irrealismo nos números persistiu mesmo com a instituição do Orçamento Mulher. Os primeiros relatórios, por exemplo, consideravam a totalidade dos gastos de diversos programas como despesas com mulheres, mesmo que homens também fossem beneficiados. 


Em 2022, foram R$ 95 bilhões em compromissos firmados para a saúde da mulher. No ano seguinte, o valor caiu para R$ 70,3 bilhões. Uma das explicações para essa diminuição é que o Executivo passou a estimar que, em ações que atingem ambos os sexos, apenas metade dos gastos se referem a mulheres, considerando sua participação no total da população brasileira.


Ainda assim, a maior parte do Orçamento Mulher é composta por programas que não atendem exclusivamente as mulheres. Em 2023, 62,5% dos compromissos de gastos foram somente com o Bolsa Família e com o Benefício de Prestação Continuada (BPC), que presta auxílio financeiro a pessoas com deficiência e idosos de baixa renda.


Gastos exclusivos


Para a senadora Mara Gabrilli (PSD-SP), o volume de recursos direcionados exclusivamente para mulheres é baixo e pouco usado. 


— Outro grande problema é que o dinheiro que existe nem sempre é usado como deveria. Em 2024, por exemplo, menos de 20% do orçamento exclusivo para mulheres foi realmente executado. Isso significa que a maior parte dos recursos ficou parada — disse Mara à Agência Senado.


Com base nos dados do Sistema Integrado de Planejamento e Orçamento (Siop) do Ministério do Planejamento, do total orçado de pouco mais de R$ 256 milhões em 2024, apenas 15% foi efetivamente pago, incluindo cerca de R$ 300 mil de anos anteriores (restos a pagar), como mostra o gráfico.


A consultora Rita Santos avalia que um dos obstáculos para o melhor uso do dinheiro disponível é a desarticulação entre os governos federal, estaduais e municipais. Sem coordenação, o dinheiro disponível na União não é transferido ao governo local e não chega a quem precisa.


— Não basta ter um relatório federal do Orçamento Mulher: é preciso ter suas expressões nos estados e municípios e promover a sinergia de esforços. Em um país fortemente federativo como o Brasil, qualquer impacto sobre a vida das mulheres precisará ocorrer na ponta, nos municípios onde essa mulher está — explicou.


Monitoramento


A Bancada Feminina pode aprimorar a função do Congresso Nacional de fiscalizar as políticas públicas, na avaliação da senadora Dorinha. Em 2024, foi possível realizar praticamente uma audiência pública sobre mulheres a cada semana e meia no Senado e no Congresso Nacional.


— Acho que as bancadas femininas . Saber quantas são e qual o processo de construção e capacitação que está sendo feito — disse a senadora.


Esse assunto foi debatido na CMO, que levantou a existência de dez estabelecimentos prontos e sete em obras, a um custo de R$ 19 milhões cada. 


Siga Brasil


Na ausência de uma metodologia oficial, a Consultoria de Orçamento do Senado desenvolveu, em 2005, em parceria com o Centro Feminista de Estudos e Assessoria (Cfemea) um orçamento temático sobre as mulheres, com base nos dados do Sistema Integrado de Administração do Governo Federal (Siafi). Conhecido como Orçamento Mulher, os dados podiam ser acessados pelo Siga Brasil. Na época, a iniciativa foi considerada uma inovação no controle social do gasto público para as mulheres, atendendo uma demanda das organizações sociais. 


O Instituto de Estudos Socioeconômicos (Inesc) usou o orçamento temático do Senado para suas análises. Atualmente, o Inesc informa que usa o relatório A Mulher no Orçamento como uma das ferramentas para suas avaliações.


— Utilizamos como parâmetro para nossas análises, que têm metodologia diferente. . Para o que ele se propõe, o relatório é bom. Mas falta o “link” deste tipo de instrumento com os indicadores de melhoria — disse Carmela Zigoni, assessora do Inesc.


Veja aqui os últimos relatórios:


Agência Senado (Reprodução autorizada mediante citação da Agência Senado)






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Mulheres representam 63% dos servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Mulheres: Protagonistas do Desenvolvimento. Foi com esse tema que a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) promoveu nesta sexta-feira (7) um evento especial para homenagear as servidoras, em alusão ao Dia da Mulher, comemorado em 8 de março.


Evento em comemoração ao Dia da Mulher teve palestras, cursos, feira de artesanato e almoço exclusivo para as servidoras | Fotos: Renato Raphael/Sedes-DF


A ação celebra também o lugar de destaque que as mulheres ocupam na Secretaria. Dos 1.842 servidores da Sedes, lotados nas unidades socioassistenciais e no edifício-sede, 1.157 são mulheres, ou seja, 63% da força de trabalho da pasta são de servidoras, muitas delas exercendo funções de chefia e coordenação. Dos 181 cargos de chefia, 113 são mulheres (62%).


“Na Sedes, estamos em todos os lugares e posições. Estamos no atendimento ao público, no planejamento, em cargos de liderança. Somos 63% de servidoras. É uma rede de proteção feita por mulheres para mulheres. 85% dos benefícios socioassistenciais da Sedes são destinados a mulheres, a maioria mães chefes de família”, enfatizou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.


Dos 1.842 servidores da Sedes, 1.157 são mulheres


Os cargos da alta gestão também são compostos por mulheres. Entre eles, a secretária de Estado, a secretária adjunta de Desenvolvimento Social, a chefe de gabinete e a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes.



O evento da Sedes em comemoração ao Dia da Mulher teve palestras, cursos, feira de artesanato, almoço exclusivo para as servidoras, entre outras atividades. Servidora lotada na Central de Vagas de acolhimento institucional, Maria da Glória Almeida foi uma das expositoras da feira de artesanato. “Foi muito bom compartilhar com as colegas aqui da Sedes os meus produtos, que eu amo. Eu vendo com cosméticos e trabalho com tricô, faço cachecol. Eu amei essa oportunidade de estar aqui mostrando o meu talento”, conta.


As atividades aconteceram no novo espaço Sedes Colab, na 515 Norte, ambiente integrado com auditórios e salas de reunião e convivência para servidores no edifício-sedes da Secretaria.


“Toda a programação foi planejada para fortalecer o empoderamento das nossas servidoras como mulheres. Falamos de saúde mental e inteligência emocional para mulheres, tivemos um momento de automaquiagem, reiki, cadeiras de massagem e o momento de trocar experiências no almoço. Foi um dia especial”, comemorou a secretária Ana Paula Marra.


Quem também prestigiou o evento foi a servidora Raqueline Neves, que é especialista em Desenvolvimento e Assistência Social e assessora da Subsecretaria de Assistência Social da Sedes. “Considero importante comemorar essa data, ter ações voltadas para essa data, até para quando formos fazer os atendimentos nas unidades, onde nós também temos um público majoritariamente feminino, para que possamos ter um olhar diferenciado para as demandas que essas mulheres também apresentam”, pontua.


*Com informações da Sedes-DF


 










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Mulheres representam 63% dos servidores da Secretaria de Desenvolvimento Social

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Mulheres: Protagonistas do Desenvolvimento. Foi com esse tema que a Secretaria de Desenvolvimento Social (Sedes-DF) promoveu nesta sexta-feira (7) um evento especial para homenagear as servidoras, em alusão ao Dia da Mulher, comemorado em 8 de março.


Evento em comemoração ao Dia da Mulher teve palestras, cursos, feira de artesanato e almoço exclusivo para as servidoras | Fotos: Renato Raphael/Sedes-DF


A ação celebra também o lugar de destaque que as mulheres ocupam na Secretaria. Dos 1.842 servidores da Sedes, lotados nas unidades socioassistenciais e no edifício-sede, 1.157 são mulheres, ou seja, 63% da força de trabalho da pasta são de servidoras, muitas delas exercendo funções de chefia e coordenação. Dos 181 cargos de chefia, 113 são mulheres (62%).


“Na Sedes, estamos em todos os lugares e posições. Estamos no atendimento ao público, no planejamento, em cargos de liderança. Somos 63% de servidoras. É uma rede de proteção feita por mulheres para mulheres. 85% dos benefícios socioassistenciais da Sedes são destinados a mulheres, a maioria mães chefes de família”, enfatizou a secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra.


Dos 1.842 servidores da Sedes, 1.157 são mulheres


Os cargos da alta gestão também são compostos por mulheres. Entre eles, a secretária de Estado, a secretária adjunta de Desenvolvimento Social, a chefe de gabinete e a subsecretária de Segurança Alimentar e Nutricional da Sedes.



O evento da Sedes em comemoração ao Dia da Mulher teve palestras, cursos, feira de artesanato, almoço exclusivo para as servidoras, entre outras atividades. Servidora lotada na Central de Vagas de acolhimento institucional, Maria da Glória Almeida foi uma das expositoras da feira de artesanato. “Foi muito bom compartilhar com as colegas aqui da Sedes os meus produtos, que eu amo. Eu vendo com cosméticos e trabalho com tricô, faço cachecol. Eu amei essa oportunidade de estar aqui mostrando o meu talento”, conta.


As atividades aconteceram no novo espaço Sedes Colab, na 515 Norte, ambiente integrado com auditórios e salas de reunião e convivência para servidores no edifício-sedes da Secretaria.


“Toda a programação foi planejada para fortalecer o empoderamento das nossas servidoras como mulheres. Falamos de saúde mental e inteligência emocional para mulheres, tivemos um momento de automaquiagem, reiki, cadeiras de massagem e o momento de trocar experiências no almoço. Foi um dia especial”, comemorou a secretária Ana Paula Marra.


Quem também prestigiou o evento foi a servidora Raqueline Neves, que é especialista em Desenvolvimento e Assistência Social e assessora da Subsecretaria de Assistência Social da Sedes. “Considero importante comemorar essa data, ter ações voltadas para essa data, até para quando formos fazer os atendimentos nas unidades, onde nós também temos um público majoritariamente feminino, para que possamos ter um olhar diferenciado para as demandas que essas mulheres também apresentam”, pontua.


*Com informações da Sedes-DF


 










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O que é pesca probatória, que Bolsonaro usa contra denúncia do golpe

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou na última quinta-feira (6/3) sua defesa na denúncia pela trama golpista em que contesta as acusações da Procuradoria Geral da República (PGR) e alega ter sido vítima da chamada “fishing expedition” (pesca probatória) durante a investigação da Polícia Federal.


A pesca probatória, na tradução em português, consiste na investigação com fins especulativos em que não se tem um alvo pré-definido nem uma causa provável. Na prática, é como se os investigadores jogassem uma “rede” na esperança de “pescar” algum fato novo.


Algumas das práticas de fishing expedition, segundo o advogado criminalista Renato Losinskas Hachul, são, por exemplo, a expedição de mandados de busca e apreensão genéricos, vasculhamento aleatório de conteúdos de celulares e computadores, interceptações telefônicas por longos períodos ou a quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados ampla e sem causa previamente justificada.


Ele afirma, no entanto, que a comprovação do uso da técnica em investigações pode ser dificultada, inclusive, pela conduta dos agentes de investigação, que podem “buscar dar ares de legalidade às práticas investigatórias”.


A opinião é compartilhada pelo advogado criminalista Conrado Gontijo, para quem há um “campo de subjetividade” na análise.


“Não existe um critério matemático ou fixo para dizer se há ‘fishing expedition’ ou não. O conceito é que se eu, de alguma forma, perco o foco e começo a buscar coisas aleatórias, começo a fazer tentativas que sinalizam que eu já não estou procurando um fato específico, mas eu estou tentando procurar alguma coisa qualquer para tentar aproveitar a investigação, eu teria aí uma hipótese de fishing expedition”, afirma.


O advogado, no entanto, aponta para a diferença entre a prática ilegal e o chamado “encontro fortuito” de provas, ou “serendipidade”. Diferentemente da fishing expedition, esse encontro de novas provas é permitido e ocorre quando, por acaso, novos fatos sobre a investigação surgem no curso da apuração.


Celso Vilardi, advogado de Jair Bolsonaro, chega ao STF para reunião com ministro Alexandre de Moraes Metrópoles
Celso Vilardi, advogado de Jair Bolsonaro

Gontijo cita como exemplo o cenário hipotético de agentes que cumprem um mandado de busca e apreensão contra um suspeito de corrupção.


“Imagine uma busca e apreensão na casa de alguém que está sendo investigado por ter corrompido um funcionário público “A”. E aí, durante a busca e apreensão, você pega uma planilha que contém a relação de pagamento para um funcionário público “B”. Você descobriu um fato novo ali. Essa é uma hipótese de encontro fortuito de provas”, afirma.



Nulidade de provas


Apesar da subjetividade no entendimento do que é ou não uma pesca probatória, o advogado Renato Hachul explica que, em caso de comprovada a prática, as provas obtidas por meio da pesca probatória podem ser anuladas.


“Reconhecida a prática do fishing expedition, as provas obtidas por tal método são consideradas nulas e devem ser desentranhadas do processo. Também serão nulas as provas e atos delas derivadas”, afirmou.


Segundo ele, há casos em que é possível que tal nulidade atinja todo o processo. “Se houver uma ação penal por tráfico de drogas decorrente de busca domiciliar que venha a ser considerada ilícita, a nulidade dessa prova anula todo o processo, pois ela é o pilar da acusação”, disse à coluna.


Tal nulidade, inclusive, é baseada em jurisprudências de tribunais superiores, que já barraram o uso da pesca probatória.


Hachul cita, por exemplo, acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de um recurso de Habeas Corpus que entendeu ser ilegal a busca pessoal sem fundada suspeita descrita de modo objetivo e justificada por indícios de que o indivíduo esteja na posse de drogas, armas ou outros objetos ilícitos, evidenciando-se a urgência para a diligência.





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O que é pesca probatória, que Bolsonaro usa contra denúncia do golpe

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O ex-presidente Jair Bolsonaro (PL) apresentou na última quinta-feira (6/3) sua defesa na denúncia pela trama golpista em que contesta as acusações da Procuradoria Geral da República (PGR) e alega ter sido vítima da chamada “fishing expedition” (pesca probatória) durante a investigação da Polícia Federal.


A pesca probatória, na tradução em português, consiste na investigação com fins especulativos em que não se tem um alvo pré-definido nem uma causa provável. Na prática, é como se os investigadores jogassem uma “rede” na esperança de “pescar” algum fato novo.


Algumas das práticas de fishing expedition, segundo o advogado criminalista Renato Losinskas Hachul, são, por exemplo, a expedição de mandados de busca e apreensão genéricos, vasculhamento aleatório de conteúdos de celulares e computadores, interceptações telefônicas por longos períodos ou a quebra de sigilo bancário, fiscal e de dados ampla e sem causa previamente justificada.


Ele afirma, no entanto, que a comprovação do uso da técnica em investigações pode ser dificultada, inclusive, pela conduta dos agentes de investigação, que podem “buscar dar ares de legalidade às práticas investigatórias”.


A opinião é compartilhada pelo advogado criminalista Conrado Gontijo, para quem há um “campo de subjetividade” na análise.


“Não existe um critério matemático ou fixo para dizer se há ‘fishing expedition’ ou não. O conceito é que se eu, de alguma forma, perco o foco e começo a buscar coisas aleatórias, começo a fazer tentativas que sinalizam que eu já não estou procurando um fato específico, mas eu estou tentando procurar alguma coisa qualquer para tentar aproveitar a investigação, eu teria aí uma hipótese de fishing expedition”, afirma.


O advogado, no entanto, aponta para a diferença entre a prática ilegal e o chamado “encontro fortuito” de provas, ou “serendipidade”. Diferentemente da fishing expedition, esse encontro de novas provas é permitido e ocorre quando, por acaso, novos fatos sobre a investigação surgem no curso da apuração.


Celso Vilardi, advogado de Jair Bolsonaro, chega ao STF para reunião com ministro Alexandre de Moraes Metrópoles
Celso Vilardi, advogado de Jair Bolsonaro

Gontijo cita como exemplo o cenário hipotético de agentes que cumprem um mandado de busca e apreensão contra um suspeito de corrupção.


“Imagine uma busca e apreensão na casa de alguém que está sendo investigado por ter corrompido um funcionário público “A”. E aí, durante a busca e apreensão, você pega uma planilha que contém a relação de pagamento para um funcionário público “B”. Você descobriu um fato novo ali. Essa é uma hipótese de encontro fortuito de provas”, afirma.



Nulidade de provas


Apesar da subjetividade no entendimento do que é ou não uma pesca probatória, o advogado Renato Hachul explica que, em caso de comprovada a prática, as provas obtidas por meio da pesca probatória podem ser anuladas.


“Reconhecida a prática do fishing expedition, as provas obtidas por tal método são consideradas nulas e devem ser desentranhadas do processo. Também serão nulas as provas e atos delas derivadas”, afirmou.


Segundo ele, há casos em que é possível que tal nulidade atinja todo o processo. “Se houver uma ação penal por tráfico de drogas decorrente de busca domiciliar que venha a ser considerada ilícita, a nulidade dessa prova anula todo o processo, pois ela é o pilar da acusação”, disse à coluna.


Tal nulidade, inclusive, é baseada em jurisprudências de tribunais superiores, que já barraram o uso da pesca probatória.


Hachul cita, por exemplo, acórdão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) de um recurso de Habeas Corpus que entendeu ser ilegal a busca pessoal sem fundada suspeita descrita de modo objetivo e justificada por indícios de que o indivíduo esteja na posse de drogas, armas ou outros objetos ilícitos, evidenciando-se a urgência para a diligência.





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Reajuste: demora na aprovação do Orçamento deixa servidores em alerta

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Os servidores públicos seguem apreensivos com a aprovação do Orçamento de 2025, condição para o pagamento dos reajustes salariais acordados com o governo Lula (PT) no ano passado. Como vem sido mostrado pelo Metrópoles, os deputados federais e senadores deixaram para votar a peça orçamentária deste ano, que deveria ter sido votada até dezembro de 2024, apenas depois do Carnaval.


A votação do Projeto de Lei Orçamentária Anual de 2025 (PLOA) chegou a ser anunciada para o dia 11 de março, mas o relator do projeto, senador Angelo Coronel (PSD-BA), disse que a previsão de votação é 17 de março.


Para pressionar os congressistas, foi convocada uma mobilização dos servidores na próxima semana, entre os dias 11 e 14 de março. “Os servidores têm direito ao reajuste e têm urgência. Não é possível que o orçamento seja sequestrado”, disse o secretário-geral da Confederação dos Trabalhadores no Serviço Público Federal (Condsef), Sérgio Ronaldo da Silva.




Entenda



  • Mais de 45 carreiras da administração pública federal fizeram acordos com o governo no ano passado para reajustes em duas etapas, a primeira em 2025 e a segunda em 2026, com percentuais que variam conforme a carreira e o cargo.

  • Também está previsto o alongamento de carreiras (86% delas passam a ter 20 níveis de progressão).

  • O funcionalismo público vinha se queixando de uma defasagem salarial fruto de sete anos sem reajustes.

  • Uma medida provisória (MP) editada no fim de 2024 formalizou os termos dos acordos firmados pelo Ministério da Gestão e da Inovação em Serviços Públicos (MGI) nas mesas de negociação.

  • Segundo a pasta, junto de acordos anteriores, os documentos garantem recomposição salarial para 100% dos servidores ativos, aposentados e pensionistas da União.





Outra preocupação está no formato do pagamento. A Condsef demanda que o governo emita pagamento dos retroativos em folha suplementar, para que descontos do Imposto de Renda (IR) não recaiam sobre os servidores no momento de receber os retroativos.


Impacto fiscal


O aumento salarial terá impacto de pouco mais de R$ 19 bilhões nos cofres públicos em 2025, que inclui R$ 16,2 bilhões para bancar o reajuste dos servidores civis e R$ 3 bilhões para o de membros das Forças Armadas.


Além disso, há previsão de gasto orçamentário na casa dos R$ 303 milhões para custear o bônus de eficiência e produtividade dos auditores fiscais do trabalho.


Para bancar a segunda parcela da reestruturação, que sairá em 2026, o governo calcula um valor menor, de R$ 8 bilhões.


Relembre


Em 2023, houve um reajuste linear, isto é, geral para todos os servidores do Executivo, de 9%, que só começou a ser pago em maio. O impacto fiscal desse primeiro reajuste do governo Lula foi de R$ 15,5 bilhões.


Já em 2024, a maioria das categorias teve reajuste zero, e o governo optou por fazer uma correção de 52% no auxílio-alimentação, bem como um acréscimo na assistência à saúde complementar (auxílio-saúde) e na assistência pré-escolar (auxílio-creche). Com isso, o conjunto do funcionalismo foi contemplado e o impacto foi maior para quem recebe remunerações menores.


Confira como ficou a correção dos benefícios:



  • Auxílio-alimentação: passou de R$ 658 para R$ 1 mil (aumento de 51,9%);

  • Assistência à saúde suplementar (auxílio-saúde): passou de R$ 144 para R$ 215 (aumento de 49,30%); e

  • Assistência pré-escolar (auxílio-creche): passou de R$ 321 para R$ 484,90 (aumento de 51,05%).


Ao longo do ano passado, em meio a greves de algumas categorias, o governo assinou acordos que incluem, além dos reajustes remuneratórios, mudanças nas carreiras.






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Confira as datas de inscrições em olimpíadas científicas de 2025 – Secretaria de Estado de Educação

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Competições dão oportunidade de bolsas de estudos e iniciação científica



Por Thays de Oliveira, Ascom/SEEDF


 


As olimpíadas científicas buscam facilitar a relação dos estudantes com as diversas áreas do conhecimento | Foto: Álvaro Henrique, Ascom/SEEDF.


 


A Secretaria de Educação do Distrito Federal, por meio da Subsecretaria de Educação Básica (Subeb), divulga o calendário das olímpiadas científicas de 2025, com os prazos para inscrição e link com maiores informações. As competições visam a possibilitar a descoberta de novas habilidades, fortalecer os vínculos entre os estudantes e a escola e enriquecer valores afetivos, como autoestima e sociabilidade.


 


As olimpíadas também têm como proposta intercambiar o saber do estudante com diversas áreas do conhecimento da matemática, astronomia, biologia, história do Brasil, dentre outras disciplinas.


 


No calendário, estão listadas 14 competições oficiais com diferentes prazos de inscrições para a participação de estudantes de diferentes etapas escolares, com oportunidades que vão desde a 1º série do ensino fundamental até a Educação de Jovens e Adultos (EJA).


 


Acesse aqui o calendário das olímpiadas científicas 2025


 


Os estudantes, professores e escolas mais bem colocados receberão prêmios. Além disso, as competições são porta de entrada para o ingresso de estudantes medalhistas em cursos de graduação e em projetos de iniciação científica por meio dos editais das olimpíadas.


 



A valorização dos professores também é um dos objetivos das competições. A preparação se torna um momento de envolvimento entre professor e alunos, onde a criatividade é estimulada na prática, pois os desafios das olimpíadas buscam incentivar os participantes a utilizar a ciência em situações diárias.


 


Entre os editais está o da Olimpíada Brasileira de Matemática das Escolas Públicas (OBMEP Nacional). Em 2024, a rede pública do Distrito Federal comemorou um feito histórico: 167 estudantes foram premiados na 19ª edição da competição.








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Lula: 'A terra tem que estar na mão do povo para que ele possa produzir'

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O presidente Luiz Inácio Lula da Silva participou nesta sexta-feira, 7 de março, da entrega de 12.297 lotes para famílias acampadas em 138 assentamentos rurais. No total, são 385 mil hectares espalhados em 24 estados. Durante a cerimônia, em Campo do Meio (MG), Lula assinou sete decretos de interesse social para fins de reforma agrária, somando 13.307 hectares e R$ 189 milhões em investimentos.


“Quem tem causa, coragem, quem tem caráter e dignidade não foge, enfrenta. E vocês enfrentaram e hoje estão colhendo aquilo que tanto lutaram. Vocês estão orgulhosamente com todos os direitos garantidos para fazer aquilo que é o sonho de vocês. O que fizemos hoje é o início do pagamento de uma dívida de 525 anos que esse país tem com o povo brasileiro. O que queremos é dar oportunidade para todo mundo”, afirmou o presidente.




Quem é o Estado? É o povo. E a terra tem que estar na mão do povo para que ele possa produzir. Levamos dois anos para colocar essa prateleira de pé, agora é preciso que essa prateleira comece a disponibilizar as terras para que a gente possa assentar, disse  Luiz Inácio Lula da Silva, presidente da República




Lula defendeu a destinação de terras públicas para reforma agrária, argumentando que o Estado não deveria manter grandes extensões de terras improdutivas. O presidente enfatizou que é o momento do Programa Terra da Gente, que define as prateleiras de terras disponíveis no país, começar a gerar os resultados esperados.


“Quem é o Estado? É o povo. E a terra tem que estar na mão do povo para que ele possa produzir. Levamos dois anos para colocar essa prateleira de pé, agora é preciso que essa prateleira comece a disponibilizar as terras para que a gente possa assentar, não apenas quem já está em acampamento, mas também fazer com que outras pessoas que queiram, tenham o direito de trabalhar”, declarou Lula.


O ministro Paulo Teixeira (Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar) destacou a importância da luta dos trabalhadores pela terra, a relevância do movimento para a produção de alimentos e relatou que ele, o presidente Lula e outros ministros puderam conhecer o Quilombo Campo Grande, onde há a produção de diversos tipos de cultivo.


“Pudemos ver a produção de café, milho, gergelim, mandioca e tantas produções de frutas, como goiaba. Muita coisa que pudemos ver aqui e hoje estamos vendo a virtude da reforma agrária, que produz alimentos para ir para a mesa do povo brasileiro”, disse.


Teixeira também enfatizou outros anúncios realizados durante o evento, como mais investimentos para o Crédito Instalação, o Pronera e a segunda operação do Pronaf A. “Aqui é o começo, a alavanca, é o movimento para a gente crescer e assentar milhares de acampados que estão debaixo de lona. Por isso, não vamos dormir enquanto não assentarmos o último acampado nesse Brasil”.


DECRETOS — Os sete decretos de desapropriação assinados pelo presidente Lula envolvem três imóveis no Complexo Ariadnópolis: as fazendas Ariadnópolis (3.182 ha), Mata Caxambu (248 ha) e Potreiro (204 ha). Outras fazendas incluídas são: Santa Lúcia (5.694 ha), localizada no município de Pau-d'Arco (PA); Crixás (3.103 ha), em Formosa (GO); São Paulo (749 ha), em Barbosa Ferraz (PR); e Fazenda Cesa – Horto Florestal (125 ha), em Cruz Alta (RS).


PORTARIAS — Uma Portaria Interministerial, assinada pelos ministérios do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar e da Fazenda, estabeleceu um limite de R$ 700 milhões para adjudicações (posse) a serem realizadas em 2025.


RESPEITO — Jorge Messias, Advogado-Geral da União (AGU), afirmou que o Governo Federal atuará para fazer valer o decreto presidencial e assegurar que os agricultores tenham, de fato, o direito à terra respeitado. “Estamos aqui para garantir que a lei seja cumprida, que a Constituição seja cumprida e que o direito que o presidente Lula está agora reconhecendo seja fielmente cumprido”, pontuou.


ASSENTAMENTOS — O MDA e o Incra também assinaram cinco portarias de criação de projetos de assentamento, envolvendo terras adquiridas para solução de conflitos e pagas com o orçamento de 2024, no total de R$ 383 milhões. Outras quatro portarias foram assinadas para a criação de assentamentos em terras públicas, com transferência de áreas da Secretaria do Patrimônio da União (SPU) para o Incra.


RETORNO — O presidente do Incra, César Aldrighi, reforçou o retorno positivo da autarquia na reforma agrária do país. “É com muito orgulho que a gente vem aqui falar no meio desse lugar que simboliza a resistência, a luta, o compromisso, e volta a assinar decretos de desapropriação depois de longos anos. Os decretos simbolizam a entrega de 138 assentamentos e inicia a reforma agrária depois de longos anos sombrios”, disse Aldrighi.


CRÉDITO INSTALAÇÃO — Para ampliar a destinação de recursos voltados ao desenvolvimento agrícola das famílias assentadas, o Governo Federal anunciou R$ 1,6 bilhão para Crédito Instalação em 2025, que podem ser aplicados em habitação, apoio inicial e fomento aos jovens e mulheres na reforma agrária. Estima-se que pelo menos 18 mil famílias serão beneficiadas com novas moradias.


PRONAF A — Outra autorização realizada no evento foi a segunda rodada do Pronaf A, com liberação de crédito de até R$ 50 mil — com 25% de rebate e juros entre 0,5% e 1,5% ao ano — além de R$ 48 milhões para o Programa Nacional de Educação na Reforma Agrária (Pronera) em 2025. Além disso, foram destinados R$ 900 milhões para o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA), em que boa parte da produção será comprada de famílias assentadas de reforma agrária.



DESENROLA — A cerimônia também marcou a assinatura de contratos de renegociação de dívidas, por meio do Desenrola Rural, com assentados da reforma agrária. O Programa lançado em fevereiro permite o refinanciamento de débitos com descontos de até 96% para o público da reforma agrária.


TÍTULOS — Outros 243 títulos de terras do Programa Nacional de Crédito Fundiário (PNCF) — totalizando R$ 53,7 milhões — e títulos de domínio foram entregues para dez famílias em assentamentos dos estados de Tocantins, Mato Grosso, Bahia, Pará e Acre, no âmbito do Plano Nacional de Reforma Agrária (PNRA). As escrituras entregues pelo PNCF, além de acesso a terra, viabilizam a inserção dos beneficiários em outras políticas públicas voltadas à geração de renda e produção, como o Pronaf, o PAA e o PNAE.


REPRESENTANTES — A dirigente nacional do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST), Ceres Hadich, ressaltou a urgência de enfrentar os problemas relacionados à luta pela terra e à reforma agrária no Brasil. “Essa é a maior cicatriz aberta da nossa história. São mais de 500 anos de violação e negação desse que é um direito humano essencial, o direito do acesso à terra, aos bens naturais, à vida em abundância e ao trabalho com dignidade”, afirmou.


RESISTÊNCIA — O representante estadual do Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra, Silvio Neto, destacou a resistência dos trabalhadores rurais do Quilombo Campo Grande, que enfrentaram múltiplos despejos. “O grande homenageado hoje tem que ser esse povo, que resistiu, e que essa resistência inspire todos os lutadores. A partir desse decreto vamos ampliar a nossa produção, seguir nos alimentando e alimentando a cidade”, disse.


ESFORÇO — Já a secretária de Políticas Sociais da Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (CONTAG), Edjane Rodrigues, reconheceu o esforço do Governo Federal para a reforma agrária. “É a agricultura familiar que vai acabar com a fome no Brasil, com preços justos tanto para quem vende quanto para quem compra”, afirmou.


PRODUÇÃO — Representando a Confederação Nacional dos Trabalhadores e Trabalhadoras na Agricultura Familiar (CONTRAF), Josana Lima enfatizou que a produção de alimentos no Brasil é feita, em grande parte, por meio dos agricultores familiares. “São os agricultores que garantem a comida de qualidade na mesa dos brasileiros. Hoje é um dia de celebração e de reafirmação do compromisso histórico que temos com a luta da reforma agrária nesse país, pela produção de alimentos saudáveis e pelo fortalecimento da agricultura familiar”, disse Josana.


QUILOMBO CAMPO GRANDE — O Complexo Ariadnópolis era parte da massa falida da Usina Ariadnópolis, que encerrou as atividades em 1996 com dívidas e sem pagar direitos trabalhistas. Em 1998, ex-funcionários ocuparam a terra e fundaram o Quilombo Campo Grande, formado por 11 acampamentos e mais de 450 famílias, cada uma com cerca de 8 hectares. A comunidade produz e comercializa mais de 160 alimentos, incluindo mandioca, feijão, hortaliças, milho e café. O café, cultivado em mais de 2,2 milhões de pés e vendido sob a marca Guaií, tornou-se uma referência nacional em qualidade.


07.03.2025 - Cerimônia de entregas e anúncios para a reforma agrária






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DF amplia vacinação contra HPV para adolescentes até 19 anos

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A partir desta segunda-feira (10), adolescentes de 15 a 19 anos, de ambos os sexos, que não tenham se vacinado contra o papilomavírus humano (HPV, na sigla em inglês), podem comparecer a uma das salas de vacina da Secretaria de Saúde (SES-DF) para garantir a proteção. A ampliação do público é temporária e vai até 14 de junho, quando a dose volta a ser exclusiva para crianças e jovens de 9 a 14 anos.


O imunizante protege contra verrugas genitais e alguns tipos de câncer, como os de útero, pênis, boca, ânus e laringe. “A ação pretende levar a vacina para quem não a recebeu na idade indicada e proteger essa faixa etária, que é altamente vulnerável ao HPV”, afirma o chefe da Assessoria de Política de Prevenção e Controle do Câncer (Asccan) da SES-DF, Gustavo Ribas.


O imunizante aplicado na rede pública possui eficácia contra quatro sorotipos do vírus | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde-DF


Na prática, é uma segunda chance para quem não conseguiu se vacinar na época certa. Na capital federal, há 30 mil doses em estoque. A gerente da Rede de Frio Central da SES-DF, Tereza Luiza Pereira, aponta que, se for necessário mais imunizantes, eles serão solicitados ao Ministério da Saúde.


“Iniciamos a aplicação de doses contra o HPV no DF em 2013 e agora vamos possibilitar o acesso para quem já deveria ter sido protegido”, explica Tereza Luiza Pereira. Seja para a faixa etária de 9 a 14 anos, seja para a de 15 a 19 anos, o esquema vacinal é de dose única.


O imunizante aplicado na rede pública é quadrivalente, ou seja, possui eficácia contra quatro sorotipos do vírus. Por isso, mesmo adolescentes que já tenham tido contato com algum sorotipo do HPV devem se vacinar.


Transmissão


O DF tem 30 mil doses da vacina contra o HPV em estoque, mas pode pedir reforço ao Ministério da Saúde, caso seja necessário | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde-DF


O HPV é uma infecção sexualmente transmissível (IST). O vírus é capaz de infectar tanto a pele quanto a mucosa oral, genital e anal de homens e mulheres. Embora a principal forma de transmissão ocorra por via sexual, com penetração desprotegida, ela também pode ocorrer por contato direto entre os órgãos genitais, sem penetração.



Apesar de muitos casos serem assintomáticos, o HPV pode levar ao desenvolvimento de verrugas ou lesões que evoluem para o câncer. Mesmo pessoas assintomáticas conseguem transmitir o vírus durante relações sexuais sem o uso de camisinha. Além disso, as lesões podem demorar até 20 anos para aparecer.


Onde se vacinar


Na hora de se imunizar, é importante levar a caderneta de vacinação e um documento de identidade. A equipe de atendimento também poderá aproveitar a oportunidade para atualizar outras doses que estiverem atrasadas.


Caso o adolescente não possua mais seus registros de vacinação, ele receberá todos os imunizantes previstos para sua faixa etária. A lista dos locais de vacinação está disponível no site da SES-DF.


*Com informações da Secretaria de Saúde










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