Crianças são usadas como escudo contra agentes em protesto na Colômbia

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Um vídeo que circula nas redes sociais mostra crianças sendo usada como escuto em um protesto em Bogotá, na Colômbia, durante confronto com forças de segurança. As cenas ocorreram na última quarta-feira (29/4).


O presidente da Colômbia, Gustavo Petro, reagiu às imagens, divulgadas pela diretora do Instituto Colombiano de Bem-Estar Familiar (ICBF), Astrid Cáceres, nesta quinta-feira (30/4).


“Isso eu não admito. As crianças vêm em primeiro lugar na sociedade”, escreveu Petro em uma publicação na rede social X

De acordo com a mídia local, os registros mostram integrantes da comunidade indígena Emberá posicionando crianças e adolescentes à frente dos manifestantes, enquanto agentes da Unidade Nacional de Diálogo e Manutenção da Ordem (UNDMO) se preparavam para agir.


As imagens foram feitas durante protestos em frente ao Ministério do Interior da Colômbia, na capital colombiana. No vídeo, menores aparecem no meio do grupo, enquanto, ao fundo, forças de segurança utilizam bombas de efeito moral e gás lacrimogêneo.



Segundo autoridades, a operação terminou sem registro de feridos graves. O secretário de Governo de Bogotá, Gustavo Quintero, afirmou que as crianças teriam sido usadas como “escudos de proteção” durante os confrontos.


Os episódios ocorreram após integrantes do povo Emberá ocuparem prédios do Ministério do Interior e bloquearem acessos ao local. De acordo com o governo, mais de 1,2 mil funcionários ficaram dentro dos edifícios por cerca de sete horas.


A mobilização faz parte de uma série de protestos da comunidade Emberá na capital, em que reivindicam melhores condições de vida, mais segurança e o cumprimento de acordos relacionados a direitos territoriais, reassentamento e assistência humanitária, segundo a imprensa local.



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Trump pode continuar guerra contra Irã sem o aval do Congresso dos EUA

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Termina nesta sexta-feira (1º/5) o prazo previsto pela lei norte-americana que obriga o presidente dos Estados Unidos a interromper a guerra no Oriente Médio ou pedir autorização ao Congresso para continuar o conflito.


Mas o governo Trump deixou claro que ignorará essa obrigação e avalia a possibilidade de realizar novos ataques contra o Irã para forçar Teerã a negociar um acordo.


O regime iraniano, que teve de ativar na noite de quinta-feira (30/4) o sistema de defesa antiaérea do país, promete uma reação “dolorosa e prolongada”.



Segundo a Constituição americana, apenas o Congresso tem o poder de declarar uma guerra. No entanto, uma lei aprovada em 1973 permite que o presidente inicie uma intervenção militar limitada para responder a uma situação de emergência, desde que, caso envolva tropas americanas por mais de 60 dias, obtenha autorização do Poder Legislativo.


Esta sexta-feira representaria, portanto, o prazo final para essa autorização de continuar o conflito iniciado em 28 de fevereiro. Mas o secretário de Defesa dos EUA, Pete Hegseth, argumentou na quinta-feira que, em razão do cessar-fogo, “o relógio dos 60 dias está suspenso”.


“As hostilidades iniciadas no sábado, 28 de fevereiro, terminaram”, acrescentou à AFP um alto funcionário do governo americano. “Não houve troca de disparos entre as forças armadas dos Estados Unidos e o Irã desde a terça-feira, 7 de abril”, quando entrou em vigor o cessar-fogo.


“Derrota vergonhosa”


O líder supremo iraniano, Mojtaba Khamenei, afirmou na quinta-feira que os Estados Unidos sofreram uma “derrota vergonhosa” diante do Irã. Já o presidente iraniano, Massoud Pezeshkian, denunciou o bloqueio americano como uma “extensão das operações militares”.


Em Teerã, sistemas de defesa antiaérea foram ativados na noite de quinta-feira contra drones e aeronaves cuja procedência não foi divulgada. “O barulho da defesa antiaérea cessou após cerca de 20 minutos de atividade e de resposta contra pequenas aeronaves”, informaram as agências Tasnim e Fars, acrescentando que Teerã se encontrava novamente em uma “situação normal”.


A guerra deixou milhares de mortos, principalmente no Irã e no Líbano. Apesar da trégua e de primeiras conversas ocorridas em 11 de abril, em Islamabad, as negociações de paz parecem estar num impasse.


Duplo bloqueio do Estreito de Ormuz


Enquanto as discussões patinam, os efeitos do bloqueio de Ormuz se fazem sentir cada vez mais na economia mundial, entre escassez gradual de vários produtos, pressões inflacionárias e revisões para baixo do crescimento.


Washington impôs um bloqueio aos portos iranianos em retaliação ao bloqueio, por Teerã, do estreito. Antes do conflito, um quinto dos hidrocarbonetos consumidos no mundo transitava pela passagem estratégica. O duplo bloqueio fez os preços do petróleo dispararem.


Um alto funcionário americano mencionou uma possível prorrogação dessa medida “por meses”.


Diante da perspectiva de um prolongamento do conflito, o barril de Brent, referência mundial do petróleo bruto, ultrapassou brevemente, na quinta-feira, os US$ 126, atingindo o maior nível desde o início de 2022, durante a invasão da Ucrânia pela Rússia.


Na manhã desta sexta-feira, o produto registrava alta de 0,59%, a US$ 111,05.


“O mundo enfrenta a mais grave crise energética de sua história”, avaliou o diretor da Agência Internacional de Energia, Fatih Birol.


“À beira do abismo”


O secretário-geral da ONU, António Guterres, também alertou para o “estrangulamento” da economia global devido à paralisação do estreito. “Agora é o momento do diálogo, de soluções que nos afastem da beira do abismo e de medidas capazes de abrir um caminho para a paz”, defendeu em uma mensagem na plataforma X.


Na frente libanesa, novos ataques israelenses no sul do país deixaram pelo menos 17 mortos na quinta-feira.


A embaixada americana em Beirute pediu uma reunião entre o presidente libanês e o primeiro-ministro israelense, Benjamin Netanyahu, considerando o Líbano “em um ponto de inflexão”. “Seu povo tem a oportunidade histórica de retomar o controle de seu país e forjar seu futuro”, afirmou em publicação no X.


As operações conduzidas por Israel no Líbano, onde combate o movimento pró-iraniano Hezbollah, deixaram mais de 2.500 mortos e mais de um milhão de deslocados desde o início de março, segundo as autoridades.


Leia mais reportagens como esta em RFI, parceiro do Metrópoles.



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Carlos diz que Bolsonaro já está na sala de cirurgia: “Mais uma vez”

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Ex-vereador e pré-candidato ao Senado, Carlos Bolsonaro (PL-SC) informou, nesta sexta-feira (1º/5), que o ex-presidente Jair Bolsonaro já se encontra na sala de cirurgia do Hospital DF Star, em Brasília. Bolsonaro passa por procedimento de reparação do manguito rotador e de lesões associadas no ombro.


Em publicação no X às 8h29, Carlos anunciou que o pai já estaria entrando para realizar o procedimento cirúrgico.



“O presidente Jair Bolsonaro entra mais uma vez na sala de cirurgia”, escreveu Carlos.


Mais cedo, também pelas redes sociais, a ex-primeira-dama Michelle Bolsonaro pediu orações para Bolsonaro. “Peço aos meus irmãos em Cristo que orem pelo procedimento cirúrgico do meu galego”, escreveu, a caminho do hospital.


Cirurgia de Bolsonaro


O ministro do Supremo Tribunal Federal (STF) Alexandre de Moraes considerou parecer do procurador-geral da República, Paulo Gonet, que ressaltou existirem exames e relatório fisioterapêutico que indicam a necessidade de realização do procedimento cirúrgico requerido pela defesa do ex-presidente.


Os advogados pediram autorização para que o procedimento cirúrgico fosse realizado na semana passada, mas a decisão de Moraes só foi publicada na segunda-feira (27/4).



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