Ponto alto do evento será corrida principal da MotoGP, marcada para as 15h, quando principais pilotos do mundo disputam Grande Prêmio do Brasil em Goiânia (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia)
A etapa da MotoGP em Goiânia chega ao seu momento decisivo neste domingo (22/03), com programação oficial definida pela organização e início das atividades ainda pela manhã.
O dia começa com a classificação da Moto2, às 9h40, seguida do warm-up da categoria principal às 10h40, culminando nas corridas que encerram o fim de semana histórico no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
A primeira largada do dia será da Moto3, às 12 horas, abrindo a sequência de provas. Na sequência, a Moto2 entra na pista às 13h15.
O ponto alto do evento será a corrida principal da MotoGP, marcada para as 15 horas, quando os principais pilotos do mundo disputam o Grande Prêmio do Brasil em Goiânia.
MotoGP em Goiânia
O domingo consolida o retorno da MotoGP à capital goiana após 37 anos, já que o circuito havia recebido a competição pela última vez em 1989.
A realização da etapa marca a retomada do Brasil no calendário mundial da motovelocidade e reposiciona Goiânia como sede de grandes eventos internacionais do esporte.
Para viabilizar esse retorno, o Autódromo Internacional Ayrton Senna passou por uma ampla modernização, com:
investimentos em recapeamento da pista;
reestruturação de boxes;
melhorias nas áreas de segurança e adequação às exigências da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
As intervenções colocaram o circuito em padrão internacional e ampliaram a capacidade de receber outras categorias do automobilismo mundial.
Além do impacto esportivo, o evento também movimenta a economia goiana.
Estimativas oficiais indicam que a MotoGP pode gerar cerca de R$ 870 milhões em impacto econômico, com possibilidade de superar R$ 1 bilhão.
O fluxo de visitantes, que inclui turistas de diversas regiões do Brasil e do exterior, impulsiona setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos ao longo da realização do evento.
O cinema brasileiro vive um momento de projeção internacional. Nos últimos anos, produções nacionais voltaram a ganhar espaço entre as principais do mundo e entraram novamente no radar do Oscar. Esse movimento reforça a força das histórias brasileiras no exterior e alimenta a expectativa por uma possível indicação na edição de 2027 — mas isso não garante presença na premiação.
Mesmo impulsionado pelos resultados de Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025), o caminho não é simples e envolve uma combinação de fatores que vão além da qualidade dos filmes. A safra de produções brasileiras segue crescendo, mas especialistas apontam que visibilidade internacional, estratégia e investimento continuam sendo decisivos para transformar potencial em indicação.
Veja os filmes que podem estar no radar:
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Pôster do filme Feito Pipa, estrelado Lázaro Ramos, Yuri Gomes, Teca Pereira
Divulgação
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Elenco do filme Velhos Bandidos
Laura Campanella
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Amyr Klink com o ator Filipe Bragança que o interpretará no filme 100 dias
Divulgação/ Adriano Vizoni
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Cena do filme Corrida dos Bichos, estrelado por Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso, Isis Valverde, Grazi Massafera, João Guilherme, Silvero Pereira e Seu Jorge
Divulgação/Prime Video
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A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
Divulgação
Feito Pipa, de Allan Deberton
Gugu, um menino de 11 anos que sonha em ser jogador de futebol, vive uma relação de liberdade e afeto com sua avó, Dilma. Diante da fragilidade da saúde dela, ele tenta esconder a situação para evitar a separação e o reencontro forçado com um pai que não o aceita. Estrelado por Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira.
Geni e o Zepelim, de Anna Muylaert
Inspirado na obra de Chico Buarque, o filme acompanha uma prostituta hostilizada pela cidade onde vive. Sua sorte muda quando um militar (Seu Jorge) ameaça destruir a região, a menos que Geni aceite se deitar com ele, colocando o destino de seus algozes nas mãos dela.
Velhos Bandidos, de Claudio Torres
Uma comédia de ação que acompanha um casal de assaltantes veteranos que planeja um último e audacioso assalto a um banco. Para o plano dar certo, eles precisam recrutar dois jovens criminosos inexperientes, gerando um conflito de gerações enquanto tentam realizar o crime perfeito. Estrelado por Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta e Lázaro Ramos.
Corrida dos Bichos, de Fernando Meirelles
Ambientado em um Rio de Janeiro distópico e tecnológico, o filme apresenta um universo onde o Jogo do Bicho evoluiu para uma corrida de parkour de alta performance. A trama segue um jovem que entra nessa competição perigosa para salvar a vida de sua irmã, enfrentando as castas que dominam a cidade. Estrelado por Rodrigo Santoro, Isis Valverde, Bruno Gagliasso e Matheus Abreu.
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
O documentário retrata meninas do sertão do Piauí equilibrando-se entre tradições familiares, desigualdade de gênero e sonhos de futuro.
A cinebiografia do político paulista Braz Nogueira (1928-2018) mostra como ele, com a ajuda de líderes comunitários, conseguem transformar uma escola repleta de violência urbana em um centro de lazer. A produção é protagonizada por Júlio Andrade.
Outras produções em destaque:
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães
No jardim do Ogro, de Leila Slimani
As Vitrines, de Flavia Castro
O Homem de Ouro, de Mauro Lima
Leila e a Noite, de Fellipe Barbosa
O que pode levar um filme ao Oscar
Para a crítica de cinema Isabella Faria, que integra o corpo de votantes do Globo de Ouro, o primeiro passo está nos festivais. Segundo ela, eventos como o Festival de Cannes e o Festival de Veneza funcionam como vitrines globais, onde os filmes ganham projeção e atraem distribuidoras internacionais.
Já o crítico Marcio Sallem, que é votante no Critic’s Choice Awards, reforça que esse circuito é determinante para qualquer produção estrangeira que queira chegar ao Oscar. É nesses espaços que ocorrem negociações com empresas que levam os filmes ao mercado americano.
Mesmo assim, a presença em festivais não garante o sucesso na premiação. Isabella Faria destaca que o investimento em marketing tem peso central na disputa e que campanhas bem estruturadas aumentam a visibilidade entre os votantes, podendo impulsionar até filmes menos evidentes.
“Não adianta nada a gente ter um apelo internacional do tema, presença de nomes conhecidos se a gente não tiver dinheiro para colocar na campanha do filme. Às vezes o filme pode ser mediano e ser propagandeado como a melhor coisa do mundo. Então, na verdade, o que mais pesa pro filme brasileiro entrar na corrida do Oscar é dinheiro de campanha”, pontua a especialista.
Nos conteúdos das produções, também há um padrão. Marcio Sallem aponta que histórias com apelo universal, mas ancoradas em contextos locais, costumam ter mais força. Ele também destaca que diretores já consolidados facilitam o reconhecimento internacional e ampliam as chances de circulação.
Entre os nomes que chegam com mais peso na safra de 2026, estão Fernando Meirelles, Cao Hamburger e Anna Muylaert, todos com filmes prestes a estrear em 2026. Projetos como Corrida dos Bichos e 100 dias aparecem como apostas com maior alcance fora do Brasil, enquanto outros títulos podem enfrentar mais dificuldades dependendo do perfil.
Cena do filme Corrida dos Bichos, estrelado por Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso, Isis Valverde, Grazi Massafera, João Guilherme, Silvero Pereira e Seu Jorge
Há também ressalvas em relação ao circuito de festivais. Mesmo premiado em Berlim, Feito Pipa pode não ter o mesmo impacto na corrida, já que o evento não costuma influenciar o Oscar com a mesma força de Cannes ou Veneza.
“Acho um cenário cedo, ainda incerto para a gente escolher um título. Talvez quando nós tivermos em mente tanto a seleção dos filmes do Festival de Cannes e se há representantes brasileiros ou não, ou mesmo a seleção de Veneza, que também é um festival convidativo — foi de lá que veio Ainda Estou Aqui — aí poderemos ter uma resposta mais conclusiva para essa pergunta”, pontuou Sallem.
Quem vai decidir o filme que tentará uma vaga no Oscar de 2027 é a Academia Brasileira de Cinema. Para Isabella Faria, a decisão precisa considerar não apenas o valor artístico, mas principalmente o potencial de campanha e circulação internacional.
A morte da desembargadora Maria de Lourdes Abreu, aos 73 anos, encerra uma trajetória marcada por mais de quatro décadas de atuação no sistema de Justiça e deixa uma lacuna significativa no Judiciário do Distrito Federal. Integrante do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT), ela faleceu na quarta-feira (18), após complicações de saúde. A magistrada estava internada no Hospital Sírio-Libanês e havia se afastado das funções desde o ano passado para tratamento médico.
A repercussão da morte foi imediata entre autoridades e instituições. O TJDFT decretou luto oficial de três dias e ressaltou, em nota, a relevância da contribuição da desembargadora para a Corte. O presidente em exercício, Roberval Casemiro Belinati, afirmou que Maria de Lourdes construiu uma carreira sólida, pautada por princípios éticos e compromisso com a Justiça. “Sua atuação sempre refletiu equilíbrio, responsabilidade e profundo respeito às instituições”, declarou.
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, também lamentou a perda e destacou o legado deixado pela magistrada. Em manifestação, afirmou que Maria de Lourdes foi exemplo de dedicação ao serviço público e de firmeza na aplicação do Direito. “Ela deixa uma contribuição importante para o fortalecimento das instituições e para a construção de uma Justiça mais sólida”, disse.
O Ministério Público do Distrito Federal e Territórios (MPDFT), onde a desembargadora iniciou a carreira em 1981, relembrou sua atuação ao longo dos anos e destacou seu perfil comprometido com a missão institucional. Em nota, o órgão ressaltou sua participação em áreas relevantes e o respeito conquistado entre colegas. A Ordem dos Advogados do Brasil no DF (OAB-DF) e a Caixa de Assistência dos Advogados do DF (CAADF) também divulgaram manifestações de pesar, destacando a importância de sua trajetória para o meio jurídico.
Natural de Goiânia, Maria de Lourdes Abreu foi nomeada desembargadora em novembro de 2014. Antes de chegar ao TJDFT, construiu carreira no Ministério Público, onde atuou como promotora e procuradora de Justiça, além de coordenar câmaras voltadas ao meio ambiente, à ordem urbanística e ao patrimônio cultural. Em maio de 2024, assumiu a função de ouvidora-geral do tribunal.
O velório está marcado para a manhã de sexta-feira (20/3), no Cemitério Campo da Esperança, na Asa Sul. Após a cerimônia, o corpo será cremado no Crematório de Valparaíso, em Goiás.
Reconhecida pela atuação técnica e pela postura firme, Maria de Lourdes Abreu deixa um legado associado à defesa das instituições, ao respeito ao Direito e à dedicação ao serviço público.
A trajetória artística começou nos palcos, em meio a nomes consagrados como Aracy Balabanian e Glória Menezes, experiência que ajudou a moldar sua presença cênica.
Juca de Oliveira na série O Primeiro Dia
Em seguida, passou pelo prestigiado Teatro Brasileiro de Comédia (TBC), onde mergulhou em montagens de grandes clássicos, entre eles O Pagador de Promessas e A Morte do Caixeiro Viajante, consolidando sua formação no teatro.
Já a entrada na televisão ocorreu ainda nos anos 1960, pela TV Tupi, com participações em teleteatros e programas de humor. O salto para a popularidade veio pouco depois, em 1969, ao assumir o papel principal de Nino, o Italianinho.
A produção teve longa duração e projetou o ator nacionalmente, tornando-o conhecido do grande público.
Nos anos 1970, consolidou seu espaço na dramaturgia com personagens marcantes. Um dos mais lembrados é João Gibão, da primeira versão de Saramandaia, figura emblemática dentro do universo de realismo fantástico da trama.
Na mesma década, fez parte dos elencos de novelas como Cuca Legal, À Flor da Pele e Pecado Rasgado, em papéis que reforçavam sua inclinação para personagens densos e emocionalmente complexos.
Entre seus trabalhos mais icônicos está o Doutor Augusto Albieri, de O Clone. A novela, exibida no início dos anos 2000, alcançou repercussão dentro e fora do Brasil, e o personagem — um cientista envolvido com clonagem humana — tornou-se um dos mais emblemáticos de sua carreira.
Nas décadas seguintes, continuou ativo em produções de grande alcance. Em Avenida Brasil, deu vida ao personagem Santiago. Também esteve em Flor do Caribe, Os Experientes e O Outro Lado do Paraíso, onde interpretou o juiz Natanael Montserrat.
No cinema, construiu uma carreira consistente desde a década de 1960. Um de seus papéis mais marcantes foi em O Caso dos Irmãos Naves, obra baseada em um caso real de injustiça. Anos depois, participou de produções como Bufo & Spallanzani, O Signo da Cidade e De Onde Eu Te Vejo, além de Outras Estórias. Também atuou como roteirista em projetos como Caixa Dois e na peça que originou Qualquer Gato Vira-Lata.
O ator Juca de Oliveira
Paralelamente, firmou-se como autor teatral, assinando textos como Meno Male, Hotel Paradiso e Caixa Dois. Ao longo de mais de seis décadas de carreira, acumulou prêmios importantes, como o Troféu APCA de Melhor Ator e o reconhecimento no Festival de Gramado por sua atuação em Bufo & Spallanzani.
Com uma trajetória extensa e versátil, o ator se consolidou como um dos nomes mais respeitados da dramaturgia brasileira, transitando com naturalidade entre teatro, televisão e cinema, sempre marcado pela intensidade de suas interpretações e pela capacidade de se reinventar ao longo do tempo.
Ceilândia se prepara para uma das maiores celebrações de sua história recente. Ao completar 55 anos no próximo dia 27 de março, a cidade terá uma programação extensa que combina cultura, esporte e entretenimento, com atividades gratuitas distribuídas até o dia 29. A expectativa é de grande participação popular ao longo dos eventos.
A agenda foi organizada pela Administração Regional de Ceilândia, em articulação com a Secretaria de Turismo do Distrito Federal e grupos culturais da região. A proposta é ocupar espaços públicos com iniciativas que reforcem a identidade local e ampliem o acesso ao lazer.
De acordo com o administrador regional, Dilson Resende, a data representa mais do que um aniversário simbólico. Ele afirmou que a trajetória da cidade é marcada pelo esforço coletivo de seus moradores e que a programação foi planejada para reconhecer essa história e fortalecer o vínculo da população com o território.
As comemorações começam neste domingo (22), com uma intervenção artística na sede da administração regional. A partir das 9h, os grafiteiros Rivas e Elon comandam uma ação que pretende transformar o espaço com cores e referências à cultura urbana, destacando o grafite como ferramenta de expressão e valorização dos espaços públicos.
Entre os pontos altos da programação está o tradicional corte do bolo, marcado para o dia 27, às 9h, na Praça do Trabalhador. No dia seguinte, a Via M1 será palco do desfile cívico-militar, com participação de escolas, forças de segurança e representantes da comunidade.
A programação musical também promete atrair público expressivo. Shows serão realizados na Praça do Trabalhador, reunindo artistas locais e nomes de projeção nacional. Um dos destaques é a cantora Jú Marques, que retorna à cidade onde iniciou sua carreira. Segundo a artista, voltar a se apresentar em Ceilândia tem um significado especial, por representar um reencontro com suas origens e com o público que acompanhou seus primeiros passos.
Além das apresentações, o calendário inclui competições esportivas, atividades culturais e eventos comunitários. Estão previstos campeonatos de motocross, torneios de vôlei, beach soccer e boxe, além de batalhas de hip-hop, oficinas e ações na Casa do Hip-Hop. As Olimpíadas de Ceilândia e encontros automotivos também integram a programação.
Com uma agenda diversificada, as comemorações reforçam a importância de Ceilândia no cenário cultural do Distrito Federal e destacam o papel da cidade como um dos principais polos de produção artística e mobilização comunitária da capital.
A comemoração pelos 55 anos de Ceilândia ganha força com uma programação diversificada que promete movimentar a cidade até o dia 29 de março. Com atividades gratuitas que envolvem cultura, esporte e lazer, a expectativa é de grande حضور popular ao longo dos próximos dias.
A agenda é coordenada pela Administração Regional, com apoio da Secretaria de Turismo do Distrito Federal e participação de coletivos culturais. A proposta é transformar diferentes espaços da cidade em pontos de encontro, valorizando a produção local e ampliando o acesso da população às atividades comemorativas.
O administrador regional, Dilson Resende, destacou o significado da data e o envolvimento da comunidade na construção da cidade. “Ceilândia chega a esse aniversário carregando a marca da luta diária e do trabalho do seu povo. É uma história construída com esforço coletivo e muito orgulho. Pensamos em uma programação que represente essa identidade e valorize cada morador”, afirmou.
A abertura oficial ocorre neste domingo (22), a partir das 9h, com uma ação de grafite na sede da administração. Os artistas Rivas e Elon serão responsáveis pela intervenção, que pretende reforçar o grafite como expressão cultural e instrumento de ocupação dos espaços urbanos.
Entre os momentos mais aguardados está o tradicional corte do bolo, marcado para o dia 27, às 9h, na Praça do Trabalhador. No dia seguinte, a Via M1 recebe o desfile cívico-militar, reunindo escolas, forças de segurança e moradores.
A programação musical também se destaca, com shows na Praça do Trabalhador reunindo artistas locais e nacionais. Um dos nomes confirmados é a cantora Jú Marques, que falou sobre a emoção de voltar à cidade onde iniciou sua trajetória. “Voltar a cantar em Ceilândia é reviver o começo de tudo. Tenho uma ligação muito forte com esse lugar e poder participar dessa comemoração ao lado do público que sempre me apoiou é algo muito especial”, disse.
Além dos shows, o cronograma inclui campeonatos esportivos, batalhas de hip-hop, oficinas culturais e eventos comunitários. Estão previstos torneios de vôlei, beach soccer e boxe, além de motocross, atividades na Casa do Hip-Hop e as Olimpíadas de Ceilândia.
Com uma programação ampla e descentralizada, a celebração reforça a importância de Ceilândia no cenário cultural do Distrito Federal e evidencia a força de sua população na construção de uma identidade marcada por diversidade e participação popular.
Em palestra a um público de jovens na Universidade de Pequim, a mais antiga do país, fundada em 1898, o presidente da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), André Basbaum, destacou o papel da comunicação pública no Brasil e o desenvolvimento da tecnologia da TV 3.0, que será implantada este ano no país.
Basbaum disse que “a China é um gigante.
Tudo que acontece na China interessa ao mundo e ao Brasil. Em um mundo cada vez mais integrado, conectado pela informação, a gente quer estar cada vez mais perto da China, do povo chinês, da cultura chinesa. É isso que a gente veio começar a construir aqui”, explicou.
Entre os compromissos da semana, a delegação brasileira também visitou, entre outro locais, a sede da agência de notícias Xinhua, em Xangai, onde foi recebida pelo presidente da agência, o secretário do Partido Comunista Chinês, Fu Hua.
“A Xinhua está disposta a trabalhar com a EBC para fortalecer ainda mais o compartilhamento de informações e recursos sobre intercâmbios de alto nível, importantes projetos de cooperação e grandes eventos de intercâmbio cultural entre os dois países, disse Fu Hua.
Para ele, outro objetivo é ajudar os povos chinês e brasileiro a sentirem melhor a vitalidade da comunidade China-Brasil, com um futuro compartilhado por meio da reportagem.
Na agenda, também houve visitas a empresas de mídias sociais, mercado em que a China também vem se destacando. Em Pequim, Basbaum esteve na sede mundial do Kwai, uma das principais plataformas de conteúdo do mundo, com mais de 700 milhões de usuários ativos por mês – 60 milhões deles no Brasil.
“O Kwai é uma rede social que cresce forte no Brasil, o maior mercado deles fora da China. Queremos construir parceria para o São João deste ano”, afirmou Basbaum.
Mesmo após a temporada do Oscar, O Agente Secreto segue em evidência no circuito internacional de premiações. Nesta sexta-feira (20/3), o longa dirigido por Kleber Mendonça Filho conquistou oito indicações aos Prêmios Platino, principal reconhecimento do cinema ibero-americano.
A produção brasileira aparece como a terceira mais indicada da edição, atrás apenas de Belén (Argentina) e Los Domingos (Espanha), ambos com 11 nomeações. As três obras disputam o prêmio de Melhor Filme Ibero-Americano ao lado de Sirāt e Aún Es de Noche en Caracas.
Wagner Moura como Marcelo/Armando no filme O Agente Secreto
Divulgação
Outros indicados brasileiros
Além de O Agente Secreto, o Brasil marca presença nos Prêmios Platino com outras produções de destaque. Manas, dirigido por Marianna Brennand, recebeu três indicações: Melhor Filme de Estreia, Melhor Atriz Coadjuvante — para Dira Paes — e o Prêmio de Educação e Valores.
Já O Último Azul, de Gabriel Mascaro, concorre na categoria de Melhor Ator Coadjuvante, com Rodrigo Santoro.
Outro representante brasileiro é O Filho de Mil Homens, de Daniel Rezende, indicado a Melhor Maquiagem e Penteado. Na categoria de documentário, Apocalipse nos Trópicos, de Petra Costa, também disputa o prêmio.
Na televisão, o Brasil aparece com a minissérie Angela Diniz: Assassina e Condenada, indicada a Melhor Música Original, e com o sucesso Beleza Fatal, que concorre como Melhor Série de Longa Duração.
Os vencedores dos Prêmios Platino serão anunciados no dia 9 de maio, em cerimônia realizada no México.
Planaltina será palco da 7ª edição do Festival ExpoMix Brasil entre os dias 10 e 12 de abril, no Parque de Exposições da cidade. Com três dias de programação, o evento reúne nomes da música nacional, artistas regionais e novos talentos do Distrito Federal, em uma agenda que combina entretenimento e estímulo à economia local.
A abertura está marcada para sexta-feira (10), às 18h, com show de Xand Avião. No sábado (11), no mesmo horário, a principal atração será Lauana Prado. O encerramento, no domingo (12), a partir das 15h, contará com apresentações de Mari Fernandes e da dupla Matheus & Kauan.
Além dos nomes de alcance nacional, o festival mantém espaço para a cena regional. Estão previstos shows de artistas como Calixto, Emanuel & Mikael, Lucas & Bárbara, Surra de Modão, Miozin do Goiás, Tiago Moura & Juliano, Kaio Fonseca, Robson Ferraz, Heverton & Heverson, Daniele Leão, Nego Rainer e Paulo Sérgio. Nos intervalos, DJs assumem a programação enquanto ocorre a troca de equipamentos no palco.
Financiado pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), o evento integra a estratégia de descentralização cultural, com foco na ampliação do acesso a grandes produções fora do eixo central de Brasília.
A expectativa é de que o festival também tenha reflexos na economia da região. Eventos desse porte tendem a impulsionar setores como comércio, turismo e alimentação, além de gerar demanda por serviços ligados à produção cultural.
A estrutura montada inclui palco principal, vila gastronômica, parque de diversões e áreas de convivência, com capacidade para receber públicos de diferentes faixas etárias ao longo dos três dias.
Programação
Sexta-feira (10/4) — a partir das 18h Emanuel & Mikael Lucas & Bárbara Miozin do Goiás Show nacional: Xand Avião
Sábado (11/4) — a partir das 18h Calixto Robson Ferraz Kaio Fonseca Daniele Leão Surra de Modão Nego Rainer Show nacional: Lauana Prado
Domingo (12/4) — a partir das 15h Calixto Tiago Moura & Juliano Paulo Sérgio João Mineiro & Marciano Heverton & Heverson Show nacional: Mari Fernandes Show nacional: Matheus & Kauan
Morreu na madrugada deste sábado (21), em São Paulo, o ator, autor e diretor Juca de Oliveira, de 91 anos. Reconhecido como um dos grandes nomes das artes cênicas do país, Juca construiu uma trajetória sólida e admirada no teatro, na televisão e no cinema.
O ator estava internado desde o dia 13 deste mês, na Unidade de Terapia Intensiva (UTI) cardíaca do Hospital Sírio-Libanês, em decorrência de um quadro de pneumonia associado a uma condição cardiológica.
Carreira
Ao longo de sua carreira, participou de importantes produções teatrais, muitas delas de sua própria autoria, além de integrar elencos de novelas e programas televisivos de grande alcance nacional. Sua atuação sempre foi pautada pelo rigor artístico e pelo compromisso com a cultura brasileira. Ele também era membro da Academia Paulista de Letras.
Juca de Oliveira atuou no teatro em mais de 60 peças como ator. Fez na maioria das vezes o papel principal, que dá à linha mestra a história encenada e por isso os personagens mais pesados.
Televisão
Na televisão, deu vida a personagens célebres, como o misterioso João Gibão em Saramambaia, novela da TV Globo, eternizado pela cena emblemática de seu voo sobre a cidade de Bole Bole.
Em 2001, trabalhou em O Clone, também na TV Globo. Novela abordou o tema da clonagem. Ele interpretou o médico Doutor Augusto Albieri, considerado o personagem mais importante de sua carreira na televisão.
Em 2012, Juca ganhou destaque como o cruel vilão Santiago Moreira, na Avenida Brasil, novela de João Emanuel Carneiro. O personagem era o pai e mentor da vilã Carminha, interpretada pela atriz Adriana Esteves.
O governador do Distrito Federal, Ibaneis Rocha, participou na manhã deste sábado (21) do pré-lançamento do evento “Correndo ou Pedalando Contra o Feminicídio”, realizado na Floresta Nacional de Brasília (Flona), em Taguatinga Sul. A ação, prevista para agosto, aposta na mobilização esportiva como ferramenta de conscientização e engajamento social no enfrentamento à violência de gênero.
Durante o encontro, o chefe do Executivo associou a prática esportiva a políticas públicas de prevenção, destacando o papel do esporte na promoção da saúde e na redução de vulnerabilidades sociais. Ele também ressaltou a prioridade dada pelo governo ao combate à violência doméstica.
“São duas bandeiras que me preocupam muito. Uma é a questão do esporte, pela importância no combate às drogas, na melhoria da saúde, da qualidade de vida e do psicológico. E a outra pauta que me preocupa muito, e com a qual não fiquei apenas na preocupação, fui para a ação, é a questão da violência doméstica”, afirmou.
Na sequência, Ibaneis citou medidas implementadas ao longo da gestão, como a criação da Secretaria da Mulher, a expansão das Casas da Mulher Brasileira e a gratuidade no transporte público para vítimas de violência. Também mencionou a pensão destinada a filhos de vítimas de feminicídio, classificada por ele como uma medida necessária diante da gravidade do problema.
“E fiz uma coisa que eu não gostaria de ter feito, que foi criar uma pensão para os filhos das vítimas de feminicídio. Infelizmente, hoje nós temos centenas de crianças nessa situação, para vocês saberem o tamanho da gravidade”, disse.
Organizado pelos grupos Pedal Cor de Rosa, Brutas e Pedal do Zeca, o evento esportivo teve, nesta etapa inicial, atividades como café da manhã, distribuição de camisetas e inscrições gratuitas para os primeiros participantes, além de sorteio de brindes.
O Distrito Federal conta atualmente com um plano estruturado de enfrentamento à violência contra a mulher, instituído por legislação federal recente, que reúne diretrizes para prevenção, acolhimento e responsabilização. A política abrange diferentes formas de violência — doméstica, sexual, patrimonial, institucional e política de gênero — e orienta ações integradas entre áreas como segurança, assistência social e saúde.
Dados do Observatório de Violência contra a Mulher e Feminicídio indicam que, apenas no primeiro semestre do ano passado, foram registrados 24.983 atendimentos psicossociais no DF, com 11.226 mulheres acolhidas em situação de vulnerabilidade. O monitoramento desses indicadores subsidia a formulação de políticas públicas e o ajuste de estratégias voltadas à proteção das mulheres no Distrito Federal.
Uma situação inusitada dentro do BBB 26 repercutiu nas redes sociais. Na tarde desta sexta-feira (20/3), Alberto Cowboy, Jonas e Jordana, que estavam no quarto do líder, tiveram um rápido acesso a um ranking dentro da casa. As imagens circularam na web e viraram alvo de especulações de espectadores sobre do que seria esse ranking.
PRODUÇÃO? Simplesmente apareceu rapidamente um ranking DO NADA na tela da Central do Líder onde Jonas aparece em primeiro e Ana Paula em segundo. Cowboy viu e tentou desconversar mas Jordana despertou curiosidade. #BBB26pic.twitter.com/OEUQdWLolq
Os três participantes estavam no quarto do líder conversando quando, rapidamente, viram que um ranking apareceu na tela do quarto. Eles mesmos conseguiram identificar que Jonas aparecia em primeiro lugar enquanto Ana Paula vinha em segundo.
“O que é isso?”, indagou Jordana enquanto Cowboy fez piada: “Deu tilt!”. Logo depois, o brother especulou o que poderia ser: “Deve ser uma tela de teste.
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Ana Paula e Milena brigam no BBB 26
Reprodução/TV Globo
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Gabriela Saporito chamou atenção ao provar carne crua durante o preparo dos alimentos e chegou a ser advertida pela produção do programa
Reprodução/Redes sociais
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Gabriela participa do BBB 26
Reprodução/TV Globo
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Milena, do BBB 26
Manoella Mello/Globo
Rapidamente o momento viralizou nas redes sociais e internautas começaram a especular o significaria o ranking. Uma imagem, que também circulou ao lado do vídeo, mostra uma lista com 11 participantes, todos com números que aparentam ser um tempo ao lado. Cowboy, que é o líder da semana, é o único que não estava aparecendo.
Até o momento, a TV Globo não se pronunciou sobre o que seria esse ranking exibido. O Metrópoles tentou contato com a emissora para entender o que teria ocorrido e ainda não obteve resposta. O espaço segue aberto.
O Governo do Distrito Federal (GDF), em parceria com a Companhia Energética de Brasília Iluminação Pública e Serviços (CEB IPes), concluiu antes do prazo a modernização da iluminação pública em todo o território. Com a finalização do projeto, todos os postes do DF passam a operar com tecnologia LED, após a substituição de 325 mil lâmpadas. O investimento total foi de R$ 144 milhões.
A entrega final foi acompanhada nesta sexta-feira (20) pelo governador Ibaneis Rocha, que também anunciou a ampliação do programa. A nova etapa prevê a instalação de postes e luminárias em 18 regiões administrativas, já com a tecnologia LED. Segundo o chefe do Executivo, a modernização tem impacto direto na economia de energia e na segurança pública.
De acordo com o governador, o custo anual com iluminação caiu de R$ 209 milhões para R$ 120 milhões, permitindo o redirecionamento de recursos para novos investimentos. Ele também destacou que a melhoria na iluminação contribui para aumentar a sensação de segurança, especialmente em áreas com baixa luminosidade, onde moradores, sobretudo mulheres, se sentiam mais vulneráveis.
O programa Energia Legal também foi citado como parte dos avanços na infraestrutura urbana, ao viabilizar o acesso à energia elétrica em regiões ainda em processo de regularização, como a 26 de Setembro, em Vicente Pires.
A substituição das antigas lâmpadas de vapor de sódio por luminárias de LED trouxe ganhos em eficiência energética, maior durabilidade e melhor visibilidade nas vias públicas. Além disso, o projeto incluiu a modernização dos quadros de comando e investimentos em iluminação de destaque para monumentos.
O presidente da CEB IPes, Edison Garcia, ressaltou o avanço das obras em áreas que ainda não contavam com iluminação pública. Entre os destaques está a instalação de postes na DF-001, na região da Papuda, conectando trechos importantes como São Sebastião e Tororó, integrando vias já iluminadas e ampliando a cobertura do sistema.
Os impactos da modernização também se refletem na sustentabilidade. A iniciativa reduziu em cerca de 58,6% o consumo de energia por luminária, gerando economia de R$ 32 milhões no último ano. Além disso, evitou a emissão de aproximadamente 13,3 mil toneladas de dióxido de carbono (CO₂) por ano.
Para 2026, a previsão é de um novo ciclo de investimentos. A CEB IPes planeja aplicar R$ 57 milhões em 53 projetos de expansão da iluminação pública, incluindo a instalação de mais de 5 mil luminárias, 1.289 postes e a implantação de mais de 100 quilômetros de cabos. As ações devem ampliar a cobertura do serviço, melhorar a eficiência energética e reforçar a segurança nas áreas atendidas.
The Last of Us já definiu quem dará vida a Yara e Lev na terceira temporada. Segundo o Deadline, as personagens serão interpretadas por Michelle Mao e Kyriana Kratter, respectivamente.
As duas figuras são centrais no arco de Abby Anderson, vivida por Kaitlyn Dever, que deve ganhar protagonismo na terceira — e possivelmente última — temporada da série.
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Bella Ramsey em The Last of Us
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Pedro Pascal como Joel na segunda temporada de The Last of Us
Divulgação/ Max
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The Last of Us
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Assim como no jogo, Lev será retratado como um menino transgênero de 13 anos, mantendo fidelidade à narrativa original.
O novo ano também contará com o retorno de Bella Ramsey, Isabela Merced, Gabriel Luna e Jeffrey Wright. Entre as novidades no elenco estão Clea DuVall e Jorge Lendeborg Jr., que assumirá o papel de Manny após a saída de Danny Ramirez.
Além disso, Jason Ritter e Patrick Wilson terão participações recorrentes como Hanley, um soldado da WLF, e Jerry, pai de Abby, respectivamente.
A terceira temporada de The Last of Us deve estrear em 2027, segundo a HBO, com gravações previstas para iniciar em abril de 2026.
Quem ainda não conseguiu manter a vacinação em dia terá uma nova chance neste fim de semana no Distrito Federal. Neste sábado (21), a rede pública organiza uma ação ampliada, com 48 locais de atendimento espalhados por 20 regiões administrativas.
A proposta é facilitar o acesso e incentivar a atualização do esquema vacinal, permitindo que qualquer pessoa seja atendida no ponto mais conveniente, sem restrição de endereço de residência.
Durante a ação, profissionais de saúde vão analisar a situação vacinal de cada paciente e indicar as doses necessárias, de acordo com a idade, o histórico e as recomendações atuais. Para agilizar o atendimento, é indicado levar um documento com foto e, se disponível, a caderneta de vacinação, embora a ausência do registro não impeça a imunização.
O público encontrará vacinas que protegem contra uma série de doenças ainda presentes no país, como sarampo, poliomielite, tétano, difteria e febre amarela. A oferta contempla todas as idades, com esquemas específicos para cada grupo.
No caso de adolescentes e adultos, a atualização costuma incluir imunizantes como a tríplice viral, a hepatite B e a dT. Já crianças, gestantes e idosos seguem calendários diferenciados, com doses adicionais conforme cada perfil.
Entre os destaques da campanha está a vacina contra a dengue, indicada para jovens de 10 a 14 anos, que precisam completar o esquema com duas aplicações para garantir proteção adequada.
Após a mobilização de sábado, não haverá vacinação no domingo (22). O atendimento regular será retomado na segunda-feira (23), com funcionamento das salas de vacina em toda a rede pública de saúde do DF.
Desde esta quinta-feira (19), a população da cidade de Mossoró (RN) passou a contar com o sinal da UERN TV, da Universidade do Estado do Rio Grande do Norte (UERN). O projeto de levar a emissora universitária para o canal 20.1 concretiza-se por meio de parceria com a Empresa Brasil de Comunicação (EBC) e integra a estratégia de expansão da Rede Nacional de Comunicação Pública (RNCP), com recursos do programa Brasil Digital, do governo do Brasil.
A cerimônia de estreia reuniu autoridades municipais, estaduais e federais na cidade de Mossoró. Entre os presentes estavam o gerente de Expansão e Tecnologias de Rede da EBC, David Morais; a reitora da UERN, Cicília Maia; o conselheiro da Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) e presidente do Grupo de Implantação do Processo de Redistribuição e Digitalização de Canais de TV e RTV (Gired), Octávio Pieranti; o diretor executivo do Instituto Cultne, Acácio Jacinto; além de representantes de setores da comunicação, classe política e comunidade acadêmica.
Na ocasião, o gerente da EBC David Morais lembrou que o momento significa um avanço concreto na estratégia de expansão da RNCP, voltada à ampliação da cobertura, interiorização do sinal e ao fortalecimento da comunicação pública como política de Estado.
“A televisão pública brasileira, estruturada a partir de 2007 com a criação da EBC, vem consolidando um modelo baseado na cooperação com emissoras parceiras, especialmente as universidades públicas, que desempenham papel central na produção de conteúdo qualificado, diverso e com identidade regional”, afirmou.
Para a reitora Cicília Maia, o sinal aberto da UERN TV representa um novo passo na democratização da informação e do conteúdo acadêmico para toda a comunidade. “É muita emoção, muita história e muitos desafios superados que chegamos a esse momento hoje. O sinal aberto abrangerá um raio de 40 quilômetros. O que produzimos na UERN terá um maior alcance, com programas e produções que mostram a expertise dos pesquisadores, as nossas ações de ensino e extensão”, declarou.
A iniciativa marca um novo capítulo na trajetória da TV universitária, criada em setembro de 2014. A emissora, que até então operava pela internet e pela TV a cabo, agora amplia o alcance e passa a operar como canal aberto. A UERN TV transmitirá a programação da TV Brasil, além de mostrar a identidade e as expressões culturais do estado em programas de entretenimento e telejornais produzidos localmente.
Para operar em canal aberto, a UERN TV contou com investimento federal de R$ 122.500,00 por meio do programa Brasil Digital, coordenado pelo Ministério das Comunicações. Foi necessário também garantir uma estrutura técnica mais robusta. Para isso, a instituição investiu aproximadamente R$ 1 milhão na aquisição de equipamentos para a central técnica, estrutura de estúdio e sistema de transmissão.
Em sua fala, Octávio Pieranti enfatizou que o sinal aberto é um ato de “liberdade e resistência”. “Ele representa geração de emprego, ampliação do debate público, maior alcance das ações de ensino, pesquisa e extensão da universidade, e uma comunicação de qualidade”, destacou.
Com a inauguração, a UERN TV reforça o compromisso com a difusão de valores públicos, informação de qualidade e conteúdos educativos. A expectativa é que esse novo momento consolide ainda mais a emissora como referência regional em comunicação universitária e pública, aproximando a produção acadêmica da sociedade e ampliando o acesso da população potiguar a conteúdos culturais e educativos. A estimativa é que o sinal chegue a mais de 250 mil moradores de Mossoró. A cidade ainda receberá os sinais da Rede Legislativa, disponíveis no canal 10.
Uma força-tarefa de manutenção urbana tem intensificado serviços em diferentes regiões de Ceilândia nos últimos dias, com ações que vão da recuperação de vias à limpeza de espaços públicos e a melhorias no sistema de drenagem.
As intervenções alcançam pontos estratégicos como a Avenida Hélio Prates, o Setor O, o P Sul, Ceilândia Sul e vias internas de áreas residenciais. Entre os serviços executados, o recapeamento asfáltico ganhou reforço com o uso de caminhão térmico, tecnologia que permite maior aderência do material e aumenta a durabilidade das pistas.
Uma nova etapa dos trabalhos começou nesta sexta-feira (20), no Condomínio Privê, onde as equipes atuam com apoio de rolo compressor para garantir melhor acabamento e resistência do pavimento. Ao todo, mais de 40 toneladas de massa asfáltica já foram aplicadas em diferentes trechos da cidade, incluindo vias como NM3 Norte (ADE), Via O5 e M2 Sul.
Além da recuperação viária, as equipes ampliaram as ações de zeladoria. Serviços de capina, roçagem, poda de árvores e limpeza mecanizada foram realizados em áreas públicas, como a praça da EQNO 4/6, no Setor O, que também passou por manutenção de mobiliário urbano.
O recolhimento de resíduos é outro destaque da operação. Somente nesta semana, cerca de 950 quilos de materiais foram retirados de pontos com descarte irregular, como a Via Leste. Em uma escala maior, a remoção de entulho e lixo verde já soma aproximadamente 142 toneladas em regiões como Ceilândia Norte e Ceilândia Sul.
As intervenções também incluem a manutenção do sistema de drenagem. Equipes atuaram na desobstrução e recuperação de bocas de lobo e poços de visita em vias importantes, como as avenidas Hélio Prates, Elmo Serejo e P1 Norte, com foco na prevenção de alagamentos.
Na área de infraestrutura, seguem obras de implantação de meio-fio, preparação de bases e criação de novas vagas de estacionamento, medidas que contribuem para a organização do espaço urbano e a melhoria da mobilidade.
Segundo o administrador regional de Ceilândia, Dilson Resende, o objetivo é ampliar a presença das equipes nas ruas e atender a demandas prioritárias. “Estamos atuando de forma contínua em várias frentes para melhorar as condições da cidade e garantir mais qualidade de vida para a população”, afirmou.
O acidente com o Césio-137, em Goiânia, em 1987, voltou ao centro do debate após o lançamento da série Emergência Radioativa, da Netflix. O personagem Márcio, vivido por Johnny Massaro, é inspirado no físico Walter Mendes, que esteve entre os primeiros a perceber a gravidade da situação.
Em relato publicado no livro Césio-137: A história do acidente radioativo em Goiânia (2024), ele descreve como identificou o desastre.
“Retornei a Goiânia no dia 27 de setembro, e detectei o acidente no dia 29”, lembra. Segundo ele, o alerta veio após um colega relatar casos estranhos no Hospital de Doenças Tropicais.
“Os pacientes apresentavam vômito, febre, diarreia e perda de cabelos. Eu disse pra ele que esses sintomas eram de síndrome aguda de radiação.”
A suspeita levou à origem do problema: um objeto levado à Vigilância Sanitária. “O médico me informou que os pacientes associavam o mal-estar a uma peça que estava na Vigilância Sanitária, um cilindro de aproximadamente 23 quilos.”
Veja fotos reais do desastre radiológico:
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Manchete do Jornal do Brasil sobre a tragédia
Reprodução
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Demolição do Ferro Velho onde cápsula de Césio-137 foi aberta pela 1ª vez
Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
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Demolição de casas contaminadas pelo Césio-137
Reprodução/Agência Internacional de Energia Atómica
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Leide das Neves, que inspirou a história de Celeste, personagem de Emergência Radioativa. Ela morreu cerca de 1 mês após contato com o Césio-137
Reprodução/TV Anhanguera
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Menina de 6 anos foi uma das quatro pessoas que morreram por causa da contaminação com o material radioativo, há quase 40 anos, em Goiânia
Reprodução/TV Anhanguera
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Cápsula de onde saiu o Césio-137 que causou desastre em Goiânia
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Assim como mostrado na série, recipiente com Césio-137 ficou dias em uma cadeira na Vigilância Sanitária
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Maria Gabriela, tia de Leide e esposa de Devair Alves Ferreira, dono do ferro velho onde a cápsula de Césio foi aberta
Arquivo/Polícia Federal
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Velório das vítimas
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Local onde rejeitos do Césio foram depositados
Reprodução/Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN)
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Leide das Neves Ferreira tornou-se a vítima símbolo da tragédia. Ela tinha apenas 6 anos de idade
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Israel Batista trabalhava no ferro velho de Devair e manuseou, no local, a cápsula de Césio
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Maria Gabriela, tia de Leide das Neves, também morreu. Ela e a sobrinha foram enterradas no mesmo dia, em Goiânia
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Vítimas que morreram foram enterradas em túmulos especiais, com concreto reforçado
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Segundo lote concretado, no Setor Aeroporto, em Goiânia, onde ficava o ferro velho do Devair, que comprou as peças do aparelho que continha Césio
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Técnicos da Comissão Nacional de Energia Nuclear (CNEN) fazem monitoramento periódico no local
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Atualmente o terreno pertence ao estado e é monitorado para que não haja qualquer intervenção no local
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Terreno isolado por concreto especial, no centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos atingidos pelo Césio-137
Vinícius Schmidt/Metrópoles
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Lote na Rua 57, no Centro de Goiânia, onde ficava a casa de um dos homens que coletou o aparelho abandonando contendo a cápsula de Césio em 13 de setembro de 1987
Vinícius Schmidt/Metrópoles
Ao tentar medir a radiação, veio o choque. “Quando cheguei próximo à Vigilância Sanitária, o aparelho saturou a medida, ao ponto de eu achar que ele estava com defeito.” Um segundo detector confirmou: os níveis eram extremamente altos.
O momento mais crítico veio logo depois, como mostrado na série. Ao voltar ao local, Mendes encontrou uma situação que poderia ter ampliado ainda mais o desastre. Uma equipe do Corpo de Bombeiros já estava no local, e um dos militares se preparava para descartar o material. “Um deles já estava saindo com esse cilindro para jogar no rio Capim Puba. Eu tive que intervir.”
Décadas depois, ele avalia o impacto do acidente, que mudou protocolos no Brasil e no mundo. “O acidente radiológico com o Césio-137 mudou completamente toda forma de trabalhar com material radioativo”, afirma. Segundo o físico, a tragédia levou a uma reestruturação nos planos de emergência, no controle de normas e na comunicação com a população.
O relato integra o livro lançado em 2024 pela Secretaria de Estado da Saúde de Goiás em memória dos 37 anos do acidente, e ajuda a reconstruir um dos episódios mais graves da história recente do país.