
Cerca de um ano após perder o pai, o cantor Vitor Kley, de 31 anos, lançou, nessa sexta-feira (24/4), um EP chamado O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas. O trabalho traz cinco faixas inéditas que não passaram na seleção para entrar no álbum As Pequenas Grandes Coisas, lançado em abril do ano passado.
Ao Metrópoles, Vitor Kley revelou que prefere o EP ao álbum original. Em tom bem-humorado, disse que a declaração pode não agradar a todos.
“No momento eu prefiro o EP, porque foi muito especial gravar em casa, com os meninos da banda que me acompanham ao vivo. Foi a primeira vez que a gente se reuniu nesse formato, e eu estava conduzindo tudo. Aproveitamos muito o tempo e, nos intervalos, jogávamos videogame e, no meio disso, surgiam músicas novas”, contou.
O cantor também explicou que o álbum original partiu de uma seleção com 31 faixas, das quais apenas 11 foram escolhidas. A decisão foi feita por votação entre ele, o irmão e o produtor.
Segundo Kley, as músicas que ficaram de fora não atingiram maioria dos votos. Ainda assim, ele considera essas canções especiais e, ao vê-las “paradas”, decidiu dar a elas um novo espaço com o lançamento do EP.
Seleção das faixas
Das 20 músicas que ficaram de fora do álbum, cinco foram escolhidas para integrar O Que Sobrou das Pequenas Grandes Coisas: Abalo Psicológico, que abre o EP com leveza; O Vento, com um tom mais potente, abordando resiliência e busca por paz interior; Da Minha Natureza, de atmosfera introspectiva; Desacostumei, uma reflexão sensível sobre perdas; e Vivão e Vivendo, que encerra o projeto com um olhar otimista para o futuro.
Apesar da temática, Desacostumei não trata do luto por Ivan Kley, o renomado ex-tenista brasileiro. “Eu pensei esses dias: ‘será que as pessoas vão achar que eu estou falando do meu pai?’. Mas, na verdade, não é. É de um relacionamento que vivi anos atrás”, explicou.
Kley também relatou que, ao mostrar o EP para amigos, ouviu que o trabalho reflete o momento atual da vida dele. “Eu já passei dos 30 anos, sabe? Já passou o meu retorno de Saturno. E acho que combina muito com essa nova fase, mais madura”, brincou.
Pai de Vitor Kley morreu dias antes de lançamento de álbum
Apesar da música do EP não ser sobre o pai, o álbum original, lançado em 25 de abril de 2025, trouxe a canção Vai Por Mim, que foi escrita para o ex-atleta. Ele morreu no dia 3 de abril do mesmo ano.
“Eu escrevi e ele não conseguiu ouvir. Não deu tempo de ele ouvir, porque ele estava passando por um momento difícil ali, mentalmente, com a doença e tudo mais. Eu queria deixar tudo prontinho, bem bonito pra ele ver, mas não deu tempo”, disse.
Vitor acredita que as coisas aconteceram como Deus quis e tem a certeza de que, de um outro plano, o pai ouviu a música e está muito feliz com o resultado.
O artista contou que, durante o processo de montar o álbum As Pequenas Grandes Coisas, ia mostrando as faixas aos pais, para ver o que eles achavam. “Ele estava muito feliz com tudo que a gente vinha conquistando. Acho que era o único assunto que ele mais gostava de conversar na época, no final da vida dele”, lembrou.
Para Kley, falar sobre o pai não é um tabu. “Eu acho que a gente vai ressignificando a passagem das pessoas. Então, hoje, eu já vejo que a passagem do meu pai para o outro plano é uma coisa que, foi como tinha que ser. Que bom que ele foi em paz também. E eu vejo que hoje ele está muito perto de mim. Eu sinto ele, sempre converso com ele, sempre sinto ele”, admitiu.
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