Um homem de 32 anos, identificado como pesquisador da UFMG, foi resgatado após cair de aproximadamente seis metros dentro de uma caverna, na região de Barbosilândia, zona rural de Posse (GO), nesse domingo (22/3).
Veja:
De acordo com o Corpo de Bombeiros Militar de Goiás (CBMGO), o homem é pesquisador vinculado à Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG) e realizava estudos sobre fauna cavernícola na caverna conhecida como “Corujão” quando sofreu a queda.
Ao chegarem ao local, as equipes fizeram o reconhecimento da cena e constataram que a vítima estava consciente, orientada e com escoriações leves.
Para acessar a caverna com segurança, as equipes montaram um sistema de descida controlada, permitindo que um dos bombeiros alcançasse o pesquisador e fizesse a avaliação inicial.
Em seguida, foram aplicadas técnicas de salvamento terrestre, com a instalação de sistemas de ancoragem e içamento para retirar a vítima até a superfície.
Após o resgate, já em área segura, o homem recebeu atendimento pré-hospitalar. Segundo os bombeiros, ele tinha um corte contuso na mão esquerda e ferimentos no rosto e não houve intercorrências durante o atendimento.
A manutenção ilegal de animais silvestres voltou a ser alvo de fiscalização no Distrito Federal. Em ação realizada no último sábado (21), alunos do XXIII Curso de Policiamento Ambiental da Polícia Militar do DF (PMDF) localizaram e apreenderam 38 animais mantidos de forma irregular em diferentes regiões.
Do total, 37 eram aves, entre elas canário-da-terra, papa-capim, azulão, patativa, trinca-ferro e pássaro-preto, além de um jabuti. Durante a operação, também foram recolhidos materiais associados à criação ilegal desses animais.
A atividade integrou o estágio operacional supervisionado do curso e teve como foco verificar denúncias e pontos com indícios de irregularidades. As situações encontradas se enquadram como infrações ambientais previstas na legislação que trata da proteção da fauna.
Após o recolhimento, os animais foram levados ao Hospital da Fauna Silvestre (HFAUS/IBRAM), onde recebem avaliação e cuidados especializados. A destinação final depende do processo de reabilitação e dos critérios estabelecidos pelos órgãos ambientais.
A operação resultou na lavratura de 13 Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCO). Os casos também foram encaminhados à Polícia Civil do Distrito Federal, que dará sequência à investigação.
Na vida real, a mãe da criança, Lourdes das Neves Ferreira, que na série se chama Catarina e é vivida pela atriz Marina Merlino, segue viva e enfrenta, até hoje, as consequências da tragédia.
Lourdes das Neves com a foto da filha, Leide das Neves Ferreira. A criança foi contaminada após brincar com o material radioativo retirado de um aparelho de radioterapia
Aos 74 anos, Lourdes das Neves Ferreira vive com uma pensão vitalícia destinada às vítimas do acidente com césio-137. Segundo a repórter Giovanna Estrela, responsável pela série Memórias Radioativas, do Metrópoles, o benefício, atualmente de R$ 954, abaixo do salário mínimo, é, em grande parte, comprometido com a compra de medicamentos de uso contínuo.
Após a morte da filha, em 1987, Lourdes também perdeu a casa onde vivia, que foi demolida durante as ações de descontaminação. A família recebeu um novo imóvel do governo estadual em Aparecida de Goiânia, mas nunca retornou ao antigo endereço.
Anos depois, ela também enfrentou a perda do marido, Ivo Alves Ferreira, que teve contato com o material radioativo e conviveu com sequelas por anos. Ele morreu em 2003.
Veja fotos dos personagens reais e os da ficção:
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Emergência Radioativa O protagonista Márcio, vivido por Johnny Massaro, é fictício e representa diferentes cientistas que atuaram no combate à contaminação. Entre eles está o físico Walter Mendes
Netflix/Ana Paula Freire/CNEN
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Emergência Radioativa: Roberto Santos e Wagner Mota Pereira foram os catadores que encontaram máquina com Césio
Emergência Radioativa Devair é retratado como Enevildo, interpretado por Bukassa Kabengele
Neflix/Reprodução/TV Globo
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Emergência Radioativa entre os casos mais marcantes está o da menina Leide das Neves, de seis anos, na série, a personagem Celeste representa esse episódio
Netflix/Reprodução/TV Anhanguera
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Emergência Radioativa Antônia, interpretada por Ana Costa, foi inspirada em Maria Gabriela Ferreira, esposa de Devair
Netflix/Arquivo/Polícia Federal
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Emergência Radioativa Tuca Andrada dá vida ao governador do estado de Goiás que, na época do acidente, tinha Henrique Santillo no cargo
Netflix/Agência Senado
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Emergência Radioativa José de Júlio Rozental, da CNEN, inspira o personagem Benny Orenstein, vivido por Paulo Gorgulho
Netflix/Reproduçao/YouTube
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Emergência Radioativa Nelson Valverde e Alexandre Rodrigues são representados pelos médicos Eduardo (Antônio Sabóia) e Loureiro (Luiz Bertazzo)
Netflix/Reprodução/Gov Goiás
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Emergência Radioativa: Maria Paula Curado inspira a personagem Paula, interpretada por Clarissa Kiste
Netflix/Ana Paula Freire/CNEN
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Emergência Radioativa Leide das Neves Ferreira, mãe de Leide das Neves, inspira a personagem Catarina, vivida por Marina Merlino
Reprodução/ Netflix / Hugo Barreto/Metrópoles
Atualmente, Lourdes relata dificuldades financeiras e cobra melhorias no valor da pensão. Em março, o governador de Goiás, Ronaldo Caiado, anunciou o envio de um projeto de lei para reajustar os benefícios pagos às vítimas do Césio-137. A proposta ainda depende de aprovação da Assembleia Legislativa.
Mesmo quase 40 anos após o acidente, Lourdes afirma que convive diariamente com as marcas deixadas pela tragédia, que resultou na morte de quatro pessoas e deixou centenas de contaminados em Goiânia.
Santa Maria vive um novo momento. Quem circula pela cidade já percebe que as mudanças deixaram de ser promessa e passaram a fazer parte da rotina, impulsionadas por um pacote de investimentos que ultrapassa R$ 109 milhões e redesenha o dia a dia da população.
Um dos símbolos mais visíveis dessa transformação é a rodoviária, entregue em 2021. O espaço ganhou uma nova estrutura, com baias organizadas, estacionamento, bicicletário e áreas de apoio que melhoram o fluxo e oferecem mais conforto a quem depende do transporte público. A mudança impacta diretamente milhares de pessoas que passam pelo local todos os dias.
Na área da educação, os avanços também se destacam. A Escola Técnica de Santa Maria surge como uma aposta na qualificação profissional, abrindo caminhos para jovens e adultos que buscam inserção no mercado de trabalho. Já o Centro de Educação para a Primeira Infância, inaugurado na CL 201 em 2024, amplia o acesso à educação desde os primeiros anos e fortalece a base do ensino na cidade.
A rede de saúde acompanhou esse ritmo de expansão. A segunda unidade da UBS 6 trouxe alívio para a demanda local, ampliando a capacidade de atendimento e beneficiando cerca de 10 mil moradores da região sul do Distrito Federal. O reforço representa não apenas mais estrutura, mas também mais acesso e agilidade no cuidado com a população.
As mudanças vão além dos equipamentos públicos. A cidade também avança na qualidade dos espaços urbanos, com a revitalização de áreas de lazer, como o Parque Ecológico, e investimentos em mobilidade, incluindo novas ciclovias que incentivam deslocamentos mais seguros e sustentáveis.
Para os moradores, a sensação é a de uma cidade que começa a acompanhar suas próprias necessidades. “Hoje a gente sente diferença no dia a dia. Não é só obra, é melhoria real para quem vive aqui”, relata uma moradora da região.
Santa Maria, que por muito tempo conviveu com carências estruturais, passa a consolidar uma nova fase. Mais do que intervenções isoladas, o conjunto de entregas aponta para uma cidade que ganha forma com planejamento, presença do poder público e foco direto na vida de quem mora ali.
Os proprietários de veículos no Distrito Federal que optaram pelo parcelamento do IPVA 2026 começam a pagar, nesta segunda-feira (23), a segunda cota do imposto. O calendário segue até sexta-feira (27), de acordo com o dígito final da placa.
Nesta segunda, vence o prazo para veículos com placas de final 1 e 2. Nos dias seguintes, o pagamento avança de forma escalonada até alcançar os finais 9 e 0.
Segundo a Secretaria de Economia do DF, os boletos foram enviados pelos Correios, mas também podem ser emitidos pela internet, no portal da Receita do Distrito Federal. O contribuinte pode copiar o código de barras e quitar o valor em qualquer banco.
As alíquotas do imposto permanecem as mesmas de anos anteriores. Veículos de carga pesada pagam 1%; motocicletas e similares, 2%; e automóveis de passeio, caminhonetes e utilitários, 3%.
O valor cobrado varia conforme o preço de mercado do veículo, calculado com base em levantamento regional da Fundação Instituto de Pesquisas Econômicas. De acordo com o estudo, houve uma valorização média de 1,72% nos preços dos veículos entre setembro de 2024 e setembro de 2025, o que impacta diretamente o valor do imposto.
Na prática, um carro avaliado em R$ 80 mil, por exemplo, paga cerca de R$ 2,4 mil de IPVA. A expectativa do GDF é arrecadar aproximadamente R$ 2,14 bilhões com o tributo em 2026.
O caso Henry Borel vai a júri popular nesta segunda-feira (23/3), mais de cinco anos após o crime que chocou o país. São réus o ex-vereador Jairo Souza Santos Júnior, conhecido como Jairinho, e a mãe do menino, Monique Medeiros.
Após grande repercussão, o caso foi retratado na série Investigação Criminal, disponível na Apple TV. O episódio dedicado ao crime integra a 10ª temporada da produção, com cerca de 2h30 de duração.
Semanas antes do crime ocorrer, a babá que cuidava de Henry alertou Monique, por mensagem, sobre um episódio em que Jairinho se trancou no quarto do casal com o menino, que depois deixou cômodo alegando dores e mancando
Arquivo Pessoal
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Jairinho e Monique são acusados pela morte do menino
Divulgação
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Henry Borel morreu aos 4 anos de idade
Reprodução/Instagram
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Crime chocou o país
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Justiça diz que Jairinho vai participar de j[uri em março
Aline Massuca/Metrópoles
Quem foi Henry Borel
Nascido em 3 de maio de 2016, na Barra da Tijuca, no Rio de Janeiro, Henry Borel morreu aos quatro anos, em 2021. A morte ocorreu pouco tempo após a separação dos pais.
Nos meses seguintes ao divórcio, o menino passou a apresentar sinais de sofrimento, como medo, regressão de comportamento e queixas físicas. Ele chegou a ser atendido por médicos e a fazer sessões de psicoterapia, em meio a relatos de possíveis agressões e ao desejo de não retornar à casa da mãe após visitas ao pai.
No fim de semana de 7 de março de 2021, Henry esteve com o pai, participou de atividades em família e foi visto em bom estado. Já na madrugada seguinte, foi levado ao hospital pela mãe e pelo padrasto, sem vida.
O laudo pericial apontou 23 lesões pelo corpo, incluindo ferimentos no crânio e hemorragia interna, descartando acidente e indicando violência extrema, sem possibilidade de defesa.
As investigações da Polícia Civil do Rio de Janeiro concluíram que Henry era submetido a uma rotina de agressões e torturas atribuídas a Jairinho. De acordo com o inquérito, Monique tinha conhecimento das violências — tendo sido alertada pela babá do menino ao menos um mês antes da morte — e, ainda assim, consentiu com a situação.
Uma adolescente de 14 anos está desaparecida há três dias. Larissa Yasmin Jesus Silva (foto em destaque) foi vista pela última vez na sexta-feira (13/3) após ser deixada por uma van escolar na porta do colégio onde estuda.
Após descer na porta do colégio, localizado no Jardim Goiás, em Goiânia (GO), por volta das 12h30, Larissa foi a um supermercado com amigas antes de entrar na escola e sumiu em seguida.
Quaisquer informações sobre o paradeiro de Larissa podem ser repassadas ao pai, Marcos Aurélio Silva, por meio do número (61) 99146-5423, ou para a Polícia Civil de Goiás (PCGO), no disque-denúncia 197.
De acordo com o pai dela, o motorista Marcos Aurélio Silva, 50 anos, Larissa disse às amigas que estava passando mal e que iria ligar para a mãe dela buscá-la. Ela chegou a ser vista encostando entre dois carros em um estacionamento e, depois disso, desapareceu dos olhares das colegas.
Marcos conta ainda que Larissa saiu de casa com roupas guardadas na mochila, algo que nunca havia feito. “Minha esposa percebeu que estão faltando peças de roupa no guarda-roupa”, explica.
Nesta segunda-feira (16/3), Larissa teria encaminhado uma mensagem a alguns colegas de sala contando que estava bem, mas sem dar detalhes do paradeiro. Sendo assim, a família segue sem pistas de onde a adolescente pode estar.
“Ela não anda de ônibus, nem de carro por aplicativo. A rotina dela é ir para a escola durante a semana e ir para a casa da avó aos sábados”, diz Marcos Aurélio.
A PCGO investiga o caso desde o momento em que a família de Larissa comunicou o desaparecimento e trabalha para encontrá-la.
Um homem foi autuado por lesão corporal após agredir a tia e uma outra mulher, dentro de um restaurante da família, no Distrito de Domiciano Ribeiro, no município de Ipameri, no Goiás. O motivo teria sido um pedido por cachaça negado. Além da agressão o autor também teria destruído objetos do local.
Veja:
Segundo informações da 32ª Companhia Independente da Polícia Militar (Cimp), da Polícia Militar do Goiás (PMGO), eles foram acionados por testemunhas que relataram que o agressor já estava apresentando comportamento violento ao chegar no restaurante.
Ainda de acordo com os relatos, o criminoso teria pedido por uma cachaça, e quando o pedido negado começou a agredir a tia e uma outra mulher. Nas imagens (veja acima) tiradas pelos militares, é possível ver rastros de sangue e objetos quebrados.
O homem foi contido pelos clientes e demais funcionários que estavam presentes. Quando a polícia chegou ele estava com as mãos e os pés amarrados, e ainda assim estava alterado. Ele foi encaminhado até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e segundo a corporação, continuou a apresentar comportamento hostil, tendo que ser contido novamente.
Após a alta médica o agressor foi conduzido à Delegacia de Polícia onde permanece a disposição da justiça. Ele responderá por lesão corporal, resistência, dano, dano qualificado contra o patrimônio público e desacato.
Diante de 148,3 mil espectadores, fim de semana teve como grande vencedor o italiano Marco Bezzecchi (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
A vitória do italiano Marco Bezzecchi, neste domingo (22/03), marcou um momento histórico para o esporte brasileiro: o retorno do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, ao calendário oficial da MotoGP após mais de três décadas.
A reestreia foi à altura do evento: circuito totalmente reformado, interpretação do hino nacional por Gusttavo Lima e público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias — em sua maioria vindas de fora de Goiás, impulsionando o turismo e a economia local.
Além disso, o evento foi transmitido para mais de 200 países.
MotoGP em Goiânia contou com público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias, com maioria das pessoas vindo de outros estados e países (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
O novo autódromo, reinaugurado oficialmente pelo governador Ronaldo Caiado, antes da largada principal, recebeu investimentos de R$ 250 milhões e já garantiu Goiânia como sede exclusiva da MotoGP na América Latina até 2030.
A estrutura moderna, homologada com padrão internacional, recoloca o Brasil no mapa das grandes competições do motociclismo mundial e abre espaço para a atração de novas categorias.
Na pista, Bezzecchi dominou a corrida ao assumir a liderança ainda na primeira volta, após largar em segundo. Ele ultrapassou Fabio Di Giannantonio, que havia conquistado a pole position e terminou em terceiro.
O espanhol Jorge Martín ficou com a segunda colocação, enquanto Marc Márquez, um dos favoritos, cruzou a linha de chegada em quarto. O brasileiro Diogo Moreira terminou na 13ª posição.
Podium teve o italiano Bezzecchi em primeiro lugar, o espanhol Jorge Martín com segunda colocação, e o também italiano Fabio Di Giannantonio em terceiro (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
MotoGP em Goiânia – investimento estratégico e projeção internacional
Após o encerramento da etapa, o governador Ronaldo Caiado destacou o caráter estratégico do investimento e a projeção internacional alcançada pelo estado.
“Demos o passo na hora certa. Hoje nos consolidamos como o único estado do Brasil a receber a motovelocidade”, afirmou.
Ele também ressaltou o desafio da obra.
“Foi um esforço gigantesco concluir esse projeto em 11 meses. Algo que parecia impossível, mas que Goiás mostrou ser capaz de realizar”, disse.
Caiado foi o responsável por dar a bandeirada final e por entregar o troféu ao vencedor da competição.
Governador Ronaldo Caiado ficou responsável pela bandeirada final e pela entrega do troféu ao vencedor da competição. “Hoje nos consolidamos como o único estado do Brasil a receber a motovelocidade”, celebrou (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
Caiado também projetou novos avanços para o complexo esportivo. Segundo ele, Goiânia volta a integrar o circuito dos grandes centros do automobilismo mundial.
“Temos aqui um autódromo com tecnologia de ponta. Nem Interlagos tem o nível de estrutura que implantamos. Vejo chances reais de, no próximo governo, avançarmos para receber categorias como a Fórmula Indy”, afirmou.
“Levamos Goiás ao lugar que ele merece no cenário nacional e internacional”, completou.
Qualidade da pista e da organização foi destacada por representantes da categoria e pela Federação Internacional de Motociclismo (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
Reconhecimento internacional e projeção
A qualidade da pista e da organização foi destacada por representantes da categoria e da federação internacional.
O CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler, classificou o circuito como “espetacular” e ressaltou o protagonismo do estado.
“Os pilotos elogiaram muito. Isso mostra que Goiás tem todas as condições de manter a MotoGP por muitos anos”, afirmou.
Ele também destacou o papel decisivo do poder público.
“Sem apoio do governo, um evento desse porte não acontece”.
O presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), Jorge Viegas, reforçou que o retorno ao Brasil é estratégico para a categoria.
“É um mercado em que sempre quisemos estar. É uma aposta segura, tanto pelo país quanto pelo público”, disse.
Presidente da FIM, Jorge Viegas, reforçou que retorno ao Brasil é estratégico para categoria. “É um mercado em que sempre quisemos estar” (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
A primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, destacou o padrão internacional do autódromo e a experiência proporcionada ao público.
“Hoje Goiânia tem o melhor autódromo da América Latina, com homologação ‘A’. Isso mostra a capacidade de Goiás de entregar grandes projetos com qualidade e emoção”, afirmou.
O vice-governador Daniel Vilela também ressaltou o potencial de expansão do projeto.
“Estamos dando um passo importante para consolidar Goiânia como a capital da motovelocidade no Brasil e avançar também no automobilismo”, afirmou.
Segundo ele, ajustes naturais serão feitos para fortalecer ainda mais o complexo.
“Vamos seguir aprimorando para manter Goiás em evidência mundial”, disse.
Categoria fica em Goiás até 2030 (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
O secretário de Esporte, Nilton Cézar Moreira, destacou que o estado passa a contar com um dos equipamentos mais seguros da América Latina.
Já o secretário de Indústria e Comércio, Joel Sant’Anna Braga Filho, ressaltou o impacto econômico, com a participação de mais de 150 empresas e forte movimentação em diversos setores da economia do estado.
Além da prova principal, Goiânia também recebeu disputas da Moto2 e da Moto3.
Na Moto2, o pódio foi totalmente espanhol, com Daniel Holgado em primeiro, seguido por Daniel Muñoz e Manuel González.
Na Moto3, o espanhol Máximo Quiles venceu, seguido pelo argentino Marco Morelli e pelo indonésio Veda Pratama.
Michael B. Jordan fez história no último dia 15 ao vencer o Oscar 2026 de Melhor Ator, tornando-se um dos poucos atores negros a conquistar a principal categoria de atuação da premiação. O astro de Pecadores citou seus antecessores no discurso de vitória e destacou que sua conquista só foi possível graças a quem veio antes.
A fala do ator chama atenção para um histórico de desigualdade no Oscar. Criada em 1929, a premiação — considerada o auge da carreira no cinema — consagrou apenas uma mulher negra como Melhor Atriz, seis homens negros — incluindo Michael — como Melhor Ator e nenhum diretor negro na categoria de direção.
O primeiro homem negro a vencer como Melhor Ator foi Sidney Poitier, em 1964, por Uma Voz nas Sombras, 35 anos após a criação do prêmio. Já Halle Berry segue como a única mulher negra a conquistar o Oscar de Melhor Atriz, por A Última Ceia, em 2002, mais de sete décadas depois da primeira cerimônia.
Os números são ainda mais expressivos na categoria de direção. Ao longo de quase um século, apenas alguns cineastas negros foram indicados, entre eles Spike Lee e Jordan Peele. Nenhum deles, no entanto, levou a estatueta de Melhor Diretor até hoje.
Veja os dados:
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No total, apenas 14 atores negros foram indicados ao Oscar na categoria Melhor Ator. Seis foram premiados
Gabriel Lucas/ Arte/ Metrópoles
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No caso das atrizes, apenas Halle Barry venceu a categoria de Melhor Atriz
Gabriel Lucas/ Arte/ Metrópoles
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Quando se fala em diretores, nenhum diretor negro nunca venceu a categoria de Melhor Diretor
Gabriel Lucas/ Arte/ Metrópoles
Vale lembrar que os dados consideram apenas três categorias das 24 que competem por prêmios. Historicamente, as categorias de Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Ator Coadjuvante são as que mais premiam artistas negros. Gigantes do cinema como Viola Davis, Denzel Washington, Whoopi Goldberg e Lupita Nyong’o já levaram prêmios em ambas.
Na época, a hashtag #OscarsSoWhite (Oscar Tão Brancos, em tradução livre) viralizou nas redes sociais. O termo foi criado pela ativista April Reign e gerou críticas massivas contra a Academia responsável pelo prêmio, que criou um planejamento para melhorar a diversidade entre os seus membros.
“A campanha em si ficou no passado, mas não se pode afirmar que a questão está resolvida. Existiram avanços importantes e inegáveis nos últimos 10 anos, mas o trabalho não pode se encerrar. É preciso continuar dando condições de acesso ao cinema para jovens negros, mulheres e outros membros de comunidades sub-representadas de forma contínua. Não apenas nos Estados Unidos mas também em todos os outros fóruns relevantes do cinema internacional”, afirma Felipe Haurelhuk, cineasta e crítico de cinema.
Apesar da campanha e do debate em torno do tema, a professora do curso de Cinema e Audiovisual da ESPM Dani Balbi afirma que é preciso voltar ao começo para entender a formação do Oscar e discutir o motivo da falta de reconhecimento pelo trabalho desses profissionais.
“Nesse período em que surge o Oscar, vivíamos num momento de fortalecimento dos movimentos reacionários, como a Ku Klux Klan. Os Estados Unidos é um país que, assim como o Brasil, tem uma tradição escravocrata, mas diferente do Brasil institucionalizou o seu racismo. Isso dificultou que as pessoas negras produzissem, atuassem”, explica.
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Michael B. Jordan venceu a categoria de Melhor Ator no Oscar 2026
Getty Images
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Ele se junta a lista de apenas seis atores negros a levarem essa categoria
Mike Coppola/Getty Images
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Ele foi premiado por sua atuação em Pecadores
Reprodução
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O ator faz gêmeos no filme
Warner Bros. Pictures/Divulgação
Dani ainda pontua a história da atriz Hattie McDaniel, a primeira mulher negra a vencer o Oscar, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, em 1940. Na época, ela só pôde entrar no Hotel Ambassador, onde ocorria a cerimônia, após um pedido especial do produtor David O. Selznick. Ela foi obrigada a se sentar em uma mesa isolada, longe dos colegas, por causa da política de proibição de negros no espaço.
“Se considerarmos o período quase centenário de existência da Academia, poderíamos falar em exceções ou desvios estatísticos. Mas desde que a organização se comprometeu com metas e objetivos de representatividade, iniciados há cerca de 10 anos, as mudanças são evidentes e tendem a se aprofundar. Hoje, nenhum filme pode concorrer à categoria principal se não preencher requisitos de inclusão dos chamados grupos sub-representados, tanto na frente como atrás das câmeras”, emenda Felipe.
E o futuro?
Especialistas apontam que a mudança passa, sobretudo, pela composição de quem vota no Oscar. Para eles, não basta ampliar a presença de pessoas negras na produção — é preciso garantir representatividade também nos espaços de decisão.
“Não basta negros ocuparem os espaços de desenvolvimento e produção cinematográfica. É preciso haver essa mesma preocupação nas curadorias, júris, empresas de distribuição, agências de fomento e em outros espaços de circulação do cinema”, afirma Felipe.
Já Dani avalia que a Academia “não está alheia às suscetibilidades da política” e, por isso, vem renovando seu corpo de membros à medida que os debates avançam.
Conan O’Brien abrindo a cerimônia do Oscar 2026
“A gente popularizou o acesso aos meios de produção, principalmente por conta do digital. Essas pessoas de comunidades que antes não teriam acesso a mecânica do audiovisual acabem tendo isso. É uma realidade do mundo inteiro. Fica difícil pensar nesse cenário , a não ser que haja uma decisão radical de redistribuição de recursos e mudança da função de projeção do símbolo do que é ser norte-americano para os Estados Unidos e para o mundo”, finaliza.
“Ainda não atingimos uma representatividade ideal, mas as mudanças são claras tanto no tipo de projetos indicados quanto nos profissionais envolvidos, que hoje são muito mais diversificados e jovens. E é por isso que projetos como Pecadores quebram recordes de indicações, países como o Brasil chegam ao Oscar de Melhor Filme Internacional e filmes como Parasita quebram barreiras antes intransponíveis“, finaliza o crítico de cinema.