Estudo sugere que primeiros primatas surgiram em regiões frias
Pesquisa desafia teoria clássica e indica que ancestrais dos primatas modernos viveram fora dos trópicos há cerca de 66 milhões de anos
Durante décadas, cientistas acreditaram que os primeiros primatas haviam surgido em florestas tropicais quentes e úmidas. Um novo estudo publicado na revista científica Proceedings of the National Academy of Sciences (PNAS) coloca a hipótese em xeque ao indicar que os ancestrais dos primatas modernos provavelmente viveram em regiões frias e sazonais da América do Norte.
A pesquisa foi conduzida por cientistas da universidades de Reading e Oxford, no Reino Unido. Para reconstruir a história evolutiva do grupo, os cientistas combinaram registros fósseis, informações climáticas antigas e modelos estatísticos capazes de estimar onde viveram os ancestrais dos primatas atuais.
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Os resultados indicam que os primeiros primatas surgiram há cerca de 66 milhões de anos em ambientes com estações bem definidas, verões quentes e invernos rigorosos. Segundo os autores, o grupo só alcançou as florestas tropicais milhões de anos depois.
A análise também mostrou que os primatas antigos passaram por diferentes tipos de clima ao longo da evolução, incluindo regiões frias, áridas e temperadas, antes de ocuparem os ambientes tropicais onde a maioria das espécies vive atualmente.
Outro achado importante é que a diversificação dos primatas parece ter sido favorecida por ambientes instáveis. Quando temperatura e chuvas mudavam rapidamente, populações precisavam migrar para novas áreas. Os grupos com maior capacidade de deslocamento tiveram mais chances de sobreviver e dar origem a novas espécies.
Os pesquisadores também sugerem que alguns primatas ancestrais podem ter desenvolvido estratégias para enfrentar o frio intenso, possivelmente semelhantes à hibernação observada em alguns lêmures. A hipótese, porém, ainda não foi comprovada diretamente por fósseis.
Além do El Niño, aquecimento global explica mudanças climáticas
Fenômeno influencia o clima, mas aquecimento global e mudanças regionais ajudam a explicar eventos extremos recentes
As recentes chuvas fora de época, ondas de calor e outros eventos extremos têm levado muitas pessoas a questionar se as mudanças climáticas observadas atualmente são consequência direta do El Niño. Embora o fenômeno exerça influência importante sobre o clima atual, especialistas alertam que a resposta é mais complexa e envolve também os efeitos do aquecimento global e transformações ambientais em diferentes escalas.
O debate ganhou força diante do aumento da frequência de eventos meteorológicos extremos registrados em várias regiões do Brasil e no mundo. Segundo os especialistas ouvidos pelo Metrópoles, atribuir todas essas ocorrências ao El Niño pode simplificar excessivamente um sistema climático marcado por múltiplas interações.
O geógrafo Wellington Lopes Assis, professor da Universidade Federal de Minas Gerais (UFMG), explica que os efeitos do El Niño podem permanecer por muitos meses após sua formação.
De acordo com o pesquisador, as anomalias climáticas registradas neste período ainda podem ser parcialmente explicadas pela atuação do fenômeno. No entanto, ele ressalta que a diferença entre os impactos do El Niño e das mudanças climáticas de longo prazo nem sempre é simples, especialmente quando se analisa um intervalo curto de tempo.
Além do El Niño, Assis cita outros fatores capazes de influenciar o clima, como a Oscilação Decadal do Pacífico, a Oscilação Multidecadal do Atlântico, os ciclos solares e a atividade vulcânica.
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A física mais nova do Brasil que deixou tudo para estudar o Universo
Física e divulgadora científica, Caroline Oliveira inspira jovens ao aproximar a astronomia e a ciência do público nas redes
A trajetória de Caroline Oliveira desafia expectativas e chama atenção tanto no meio acadêmico quanto nas redes sociais. Aos 20 anos, a bacharel em Física e estudante de Ciências Matemáticas e da Terra da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) tornou-se um dos nomes mais jovens da área no país, conciliando a formação científica com a missão de tornar a ciência mais acessível para milhares de pessoas na internet.
Apaixonada pelo universo desde a adolescência, Caroline encontrou na física uma forma de responder às perguntas que sempre a intrigaram sobre o cosmos. Hoje, além da vida acadêmica, ela atua como divulgadora científica e transforma conceitos complexos em conteúdos compreensíveis e atrativos para o público.
O interesse da jovem pela física nasceu junto com sua paixão pela astronomia. O ponto de virada aconteceu em 2019, quando a divulgação da primeira imagem real de um buraco negro despertou sua curiosidade sobre os estudos do universo.
Segundo a física, a descoberta da astrofísica como área de pesquisa e o contato com histórias de mulheres que contribuíram para grandes avanços científicos reforçaram sua decisão profissional.
A inspiração veio também das cientistas que ajudaram a tornar possível a histórica imagem do buraco negro, demonstrando que a presença feminina na ciência é fundamental para o avanço do conhecimento.
Um post compartilhado por Caroline Oliveira | Astronomia (@astrolinxy)
A caminhada de Caroline até a física não foi simples. Moradora de Campos dos Goytacazes, cidade do interior do estado do Rio de Janeiro, ela precisou buscar alternativas para cursar a graduação, já que nenhuma instituição de sua cidade oferecia bacharelado em Física.
A jovem optou pelo ensino a distância e logo se deparou com uma realidade comum para muitas mulheres na ciência: a baixa representatividade feminina. Em uma turma com mais de 50 estudantes, apenas dez eram mulheres.
Além disso, enfrentou comentários preconceituosos relacionados tanto ao gênero quanto à idade. Mesmo diante das dificuldades, decidiu seguir em frente e ampliar seus horizontes acadêmicos.
Aos 17 anos, deixou a cidade onde morava e se mudou para a capital do Rio de Janeiro. A decisão permitiu que se aproximasse de oportunidades ligadas à astronomia e fortalecesse sua formação científica por meio da segunda graduação na UFRJ.
Além da atuação acadêmica, Caroline encontrou nas redes sociais uma poderosa ferramenta de divulgação científica. Para ela, levar conteúdos de física e astronomia para plataformas digitais é uma forma de aproximar a ciência de pessoas que dificilmente buscariam esses temas por conta própria.
Experimentos, curiosidades sobre planetas, exploração espacial e explicações sobre fenômenos do universo estão entre os assuntos mais populares em seu perfil. O retorno do público reforça a importância desse trabalho.
Para os jovens que sonham em seguir carreira científica, Caroline deixa uma mensagem de perseverança. “Nunca desistam do que sonham. Estudem, insistam, leiam, pesquisem e tenham certeza de que vocês são capazes de alcançar tudo o que almejam”, aconselha.
Com atrações nacionais e locais, festival ocupa escola pública da região para celebrar a diversidade cultural do DF
A música e a pluralidade artística vão movimentar o Gama neste sábado (20). A região administrativa recebe mais uma etapa do DF Instrumental Fest 2026, que será realizado no Centro de Ensino Médio (CEM) 02. Com portões abertos a partir das 15h55, o evento tem acesso gratuito à comunidade. O festival conta com o apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF) e do Fundo de Apoio à Cultura do Distrito Federal (FAC-DF).
O secretário de Cultura e Economia Criativa, Fernando Modesto, destaca que o DF Instrumental Fest contribui para ampliar o acesso da população à produção cultural de qualidade, levando música, formação de público e diversidade artística a diferentes regiões do Distrito Federal. “Ao reunir artistas consagrados, talentos locais e manifestações da cultura popular em espaços públicos e educacionais, o festival fortalece a circulação cultural, estimula a economia criativa e reafirma a cultura como instrumento de encontro, cidadania e desenvolvimento social".
A grade de atrações desta etapa foi pensada para misturar diferentes vertentes artísticas. O grande destaque da noite é o guitarrista Lúcio Maia, consagrado como um dos fundadores da histórica banda Chico Science & Nação Zumbi. O público também poderá conferir as apresentações do grupo de Maracatu Zenga Baque Angola, do violonista Cairo Vitor e uma intervenção literária especial com a Banca de Poetas.
Segundo R. C. Ballerini, idealizador do projeto, o DF Instrumental Fest é uma plataforma de difusão cultural, intercâmbio artístico e fortalecimento da economia criativa. “Promovemos encontros que ampliam o acesso à cultura e estimulam novas conexões entre artistas e público”, reforça.
Com a promessa de movimentar o Gama, o festival se consolida como uma opção de lazer acessível para toda a família, unindo entretenimento e valorização da identidade cultural local. Não há necessidade de retirada prévia de ingressos.
Subsecretaria de Divulgação Secretaria de Estado de Comunicação do DF Palácio do Buriti, térreo, sala T-26 Brasília - DF
IA na Copa do Mundo: veja benefícios e riscos do uso da tecnologia
*O artigo foi escrito pelos professores Paul Salmon e Scott McLean (associado adjunto) e pelo pesquisador Isaiah Jesse Elstak, do Centro de Fatores Humanos e Sistemas University of the Sunshine Coast, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.
Com 48 seleções e 104 partidas em 16 cidades-sede em três países (Estados Unidos, Canadá e México), a Copa do Mundo da Fifa deste ano deve ser o maior evento esportivo de todos os tempos em termos de público, receita e audiência global.
Mas ela também promete ser a mais avançada tecnologicamente, com a inteligência artificial (IA), em particular, presente em quase todos os aspectos do torneio.
Isso reflete um uso crescente da IA no futebol e nos esportes de elite, com ferramentas aplicadas não apenas para otimizar o desempenho dos atletas, mas também para aprimorar a arbitragem das partidas, a segurança do evento e a experiência dos torcedores.
Vamos ver como a IA será usada na Copa do Mundo, quem pode se beneficiar e quais riscos podem surgir disso.
Em nossa análise do uso da IA no futebol, identificamos várias maneiras pelas quais ela pode auxiliar em campo:
Na Copa do Mundo, os técnicos das seleções usarão IA junto com dados mais convencionais para definir como abordar cada partida, incluindo quais pontos fortes do adversário precisam neutralizar e quais pontos fracos podem explorar. Da mesma forma, auxiliares técnicos das equipes usarão a IA para monitorar a saúde e bem-estar dos jogadores e prever ou prevenir possíveis lesões.
As temidas disputas de pênaltis também são uma área em que a IA terá uma influência direta. As equipes usarão a tecnologia para sintetizar dados históricos e fornecer insights sobre as prováveis estratégias dos goleiros e dos cobradores de pênaltis.
Um benefício fundamental da IA é a velocidade com que essas análises podem ser realizadas. O que antes levava dias de trabalho manual à moda antiga agora pode ser feito em horas, mesmo para elencos inteiros.
Caso uma partida chegue aos pênaltis, é muito provável que a IA influencie o chute ou a defesa vencedora.
Embora a tecnologia semiautomatizada de impedimento tenha sido introduzida na Copa do Mundo de 2022, ela será aprimorada com a adição de avatares 3D de todos os jogadores usando IA. O objetivo é melhorar a precisão das decisões dos árbitros por meio do uso de medidas corporais mais precisas dos jogadores envolvidos.
Os avatares também serão usados para fornecer um conteúdo mais envolvente quando as decisões do Árbitro Assistente de Vídeo (VAR) forem mostradas aos torcedores. Em vez de ver apenas figuras genéricas, os torcedores agora verão avatares realistas que incorporam os rostos dos jogadores, seus uniformes e até mesmo seus penteados.
Cientistas decifram como animal consegue ficar até 5 anos sem comer
Tem pessoas que se passarem alguns minutos do horário de comer já ficam cansadas, sem energia ou até estressadas. Imagine então ficar cinco anos sem se alimentar. Difícil, não é mesmo? Mas para o batinomídeo supergigante, um isópode de águas profundas, o hábito não fica apenas na imaginação. O animal é capaz de passar longos períodos sem uma refeição e mesmo assim sobreviver.
O curioso é que se trata de um bicho de corpo muito grande, o que normalmente exige uma quantidade enérgica maior de comida. Intrigados, pesquisadores chineses foram entender o que está por trás do “jejum bem intermitente” do animal, que vive em um ambiente com pouca disponibilidade de nutrientes.
O trabalho liderado pelo Instituto de Oceanologia da Academia Chinesa de Ciências (IOCAS) teve os resultados publicados na revista Cell na última sexta-feira (5/6).
Em busca de respostas, foram analisadas duas espécies de isópodes de água profundas distintas: o Bathynomus jamesi, que vive a cerca de 898 metros de profundidade, e o Bathynomus doederleini, localizado a cerca de 300 metros de profundidade.
Após realizar análises morfológicas, fisiológicas, comportamentais e metagenômicas, descobriu-se que os animais utilizam uma estratégia dupla para realizar o feito: eles têm um estômago dilatado com capacidade de guardar grandes quantidades de alimentos e uma taxa metabólica basal muito baixa – o termo corresponde a quantidade mínima de energia que o seu corpo necessita para realizar funções vitais em repouso.
Em outras palavras, quando tem a oportunidade, o batinomídeo supergigante se enche de comida, visto que seu estômago ocupa dois terços de seu corpo, e o organismo demora bastante tempo para digeri-la, fornecendo uma boa reserva e por bastante tempo. Segundo o exemplo dos pesquisadores, é como aumentar a “receita” e depois reduzir as “despesas”.
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Artemis III: Nasa divulga tripulação que fará parte da próxima missão
Os astronautas Andre Douglas, Francisco Rubio, Randy Bresnik, da Nasa, e Luca Parmitano, da Agência Espacial Europeia (ESA), formarão a tripulação da Artemis III, considerada uma das missões mais complexas já feitas pela agência com o objetivo de chegar à Lua.
Além deles, o astronauta Robert “Bob” Hines, também da Nasa fará parte da tripulação reserva. A agência anunciou os nomes nesta terça-feira (9/6), em coletiva de imprensa.
Em vez de pousar em solo lunar, como estava previsto anteriormente, a terceira fase do programa Artemis irá simular, em órbita terrestre, o encontro e o acoplamento da cápsula Órion (a espaçonave onde ficam os astronautas) com os módulos de pouso lunar Starship, da SpaceX, e Blue Moon, da Blue Origin.
Na etapa prevista para ocorrer em 2027, a Órion será lançada com o foguete de propulsão Space Launch System (SLS) até a órbita da Terra. Como os testes serão realizados acima da superfície terrestre, a etapa é considerada complicada.
Além de testar o encontro e o acoplamento, os astronautas da Artemis III irão avaliar na prática o desempenho dos sistemas de suporte à vida da espaçonave.
Caso dê tudo certo e o cronograma da Nasa não seja afetado por intercorrências, a expectativa é que o tão sonhado pouso em solo lunar ocorra na Artemis IV, etapa prevista para 2028.
Natural do estado da Virgínia, nos Estados Unidos, Andre Douglas iniciou suas atividades na Nasa em 2022. Engenheiro espacial da agência, ele será especialista de missão durante a Artemis III.
Douglas quase participou da Artemis II, quando foi selecionado para ser membro reserva e passou por treinamento ao lado da tripulação que deu a volta em torno da Lua.
Mais conhecido como Frank Rubio, o astronauta da Flórida começou a trabalhar na Nasa em 2017 e também será especialista de missão na Artemis III. Entre suas especialidades, Rubio é médico de família e cirurgião de voo certificado.
Além da missão atual, ele já esteve à bordo da espaçonave Soyuz MS-22, que chegou à Estação Espacial Internacional (ISS, na sigla em inglês) em 2023.
Único tripulante que não faz parte da Nasa, Luca Parmitano é italiano e pertence à Agência Espacial Europeia (ESA). Ele é o primeiro europeu a ser selecionado para participar do programa Artemis e será o piloto da missão. Parmitano já esteve presente na ISS em duas ocasiões.
Comandante da missão, Randy Bresnik está na Nasa desde 2004. Nascido em Fort Knox, localizado em Kentucky, o astronauta já esteve à frente da Expedição 53, uma missão espacial da Nasa na ISS, e foi o engenheiro de voo na Expedição 52. Ao todo, ele acumula 3,6 mil horas de tempo de voo em espaçonaves.
O Centcom (Comando Central dos Estados Unidos) realizou ataques de "autodefesa" contra a ilha iraniana de Qeshm nesta terça-feira (2), segundo comunicado do Exército americano.
Os militares pontuaram que os ataques foram uma resposta a "tentativas de ataques do Irã em todo o Oriente Médio".
"O Irã lançou vários mísseis balísticos em direção a países vizinhos da região; no entanto, todos falharam ao atingir seus alvos pretendidos", destaca o texto.
disparados contra o Kuwait não atingiram seus alvos ou se fragmentaram durante a trajetória, e três mísseis lançados contra o Bahrein foram imediatamente interceptados pelas forças de defesa aérea dos EUA e do Bahrein", adicionou o comunicado.
militar iraniana na ilha de Qeshm, segundo o Centcom, e nenhum militar americano ficou ferido.
disparado ao menos 10 mísseis balísticos.
Os militares iranianos ressaltaram ainda que os ataques são uma “resposta inicial”, alertando para um contra-ataque muito mais forte que está por vir.
A Salt Tecnologia vai gerenciar o sistema de empréstimos com desconto em folha de pagamento dos servidores
Prédio em Minas Gerais onde está localizada a sede da Salt Tecnologia. (Foto: Google Maps)
O Governo de Mato Grosso do Sul, através da SAD (Secretaria de Estado de Administração) fechou uma contratação emergencial e sem necessidade de concorrência pública, de uma empresa para gerenciar o sistema (aplicativo e-Consig) de empréstimos com desconto em folha de pagamento dos servidores públicos estaduais. A escolhida foi a Salt Tecnologia Ltda., que assumirá o controle do sistema eletrônico responsável por calcular a margem disponível e registrar os descontos automáticos no salário do funcionalismo.
O governo de Mato Grosso do Sul contratou emergencialmente a Salt Tecnologia Ltda. para gerenciar o sistema de empréstimos com desconto em folha dos servidores públicos, sem licitação. A empresa, que não cobrará do Estado, tem histórico de problemas no Paraná, onde o TCE suspendeu contrato semelhante por suspeita de urgência artificial e falta de transparência, além de cobranças indevidas a sindicatos investigadas pelo Ministério Público do Trabalho.
A autorização para o negócio foi publicada no Diário Oficial do Estado. O modelo adotado prevê que a empresa forneça o programa de computador e faça a integração com o setor de recursos humanos sem cobrar valores diretamente dos cofres públicos estaduais, um formato que se assemelha a um empréstimo gratuito de tecnologia.
Apesar de o acordo não prever custos diretos para o governo sul-mato-grossense, a empresa escolhida carrega um histórico recente de questionamentos e problemas administrativos em outra região do país. No Paraná, a mesma empresa foi o centro de uma disputa jurídica e de investigações que apontaram possíveis falhas na condução de um contrato semelhante.
Naquele estado, o TCE (Tribunal de Contas) chegou a paralisar o contrato emergencial da empresa devido a indícios de falhas graves. Entre os problemas apontados pelos conselheiros paranaenses estavam a falta de transparência nas informações e a suspeita de que a situação de urgência para a contratação teria sido criada artificialmente, sem justificativa real para dispensar a concorrência entre outras interessadas.
Além das suspeitas levantadas pelos fiscalizadores de contas, a atuação da empresa gerou forte descontentamento entre os representantes de trabalhadores. Sindicatos locais acionaram o MPT/PR (Ministério Público do Trabalho) porque a prestadora de serviço passou a exigir o pagamento de uma taxa financeira individual para cada mensalidade sindical recolhida diretamente na folha de pagamento dos servidores.
Os representantes dos trabalhadores argumentaram que a cobrança inviabilizava a sustentabilidade das entidades e criava barreiras para a organização da categoria. No final de abril deste ano, reuniões de mediação foram convocadas por defensores dos direitos trabalhistas para tentar resolver o impasse, mas os representantes governamentais e da empresa não compareceram aos debates.
A contratação em Mato Grosso do Sul repete a justificativa de urgência e o argumento de custo zero para a administração estadual, nos mesmos moldes do modelo que foi alvo de revisão e ordens de nova licitação no estado vizinho. A reportagem enviou questionamentos ao Estado e aguarda retorno.
Luciano Huck recebeu Carlo Ancelotti para uma conversa especial e relembrou uma gafe que aconteceu durante um encontro entre os dois. A história arrancou risadas no "Domingão" e surpreendeu o técnico da Seleção.
Luciano Huck contou ter cometido uma gafe enorme ao oferecer um jantar íntimo para Carlo Ancelotti. A revelação foi feita no “Domingão” deste final de semana (31), enquanto o apresentador entrevistava o atual técnico da Seleção Brasileira.
Em seu relato, o global disse que se confundiu ao servir um queijo típico de uma cidade rival da terra natal do italiano. “Agora eu preciso dividir uma coisa com vocês para terminar“, anunciou Huck, após surpreender o treinador com depoimentos dos filhos, dos netos e de outros membros da família.
“Poucas semanas atrás, eu tive o privilégio de receber o Ancelotti e a esposa o concorrente. Então, eu te peço desculpas“, declarou.
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Em seguida, Huck apresentou uma reportagem sobre o Parmigiano Reggiano e levou o queijo correto para o treinador provar na entrevista. “Agora sim, Carlo! Peço desculpas pelo queijo equivocado. Esse veio da sua cidade, feito com o mesmo leite que o seu pai produzia“, falou o apresentador. “Mamma mia! Um espetáculo, hein?!“, expressou Ancelotti.
A gafe também foi comentada por outros artistas que participavam do programa. “Oferecer um queijo de outra cidade para ele é como ele chegar à sua casa e botar uma novela da Record para assistir“, brincou o comediante Fábio Porchat.
Participantes do encontro integraram imagem com a descrição do 7me, reforçando o uso da ferramenta. Foto: Paulo Araújo
Líderes de tesouraria e mordomia de igrejas de todo o território da Associação Rio Fluminense (ARF), sede administrativa da Igreja Adventista para o Centro, Serra e Norte do Rio de Janeiro, se reuniram neste sábado, 30 de maio, para o Encontro de Tesouraria e Mordomia. O evento reuniu tesoureiros, diretores de mordomia e líderes administrativos das igrejas do centro, da serra e do norte do estado do Rio de Janeiro, com foco em capacitação, alinhamento e renovação de propósito para o trabalho nas comunidades locais.
Mais de 400 líderes participaram do encontro, que aconteceu na cidade de Itaboraí. Foto: Paulo Araújo
O tema escolhido para a edição — Identidade Restaurada — não foi por acaso. Para o tesoureiro da ARF, Diesco Mossmann, ele aponta diretamente para a origem do ser humano e o sentido da fidelidade cristã. “O tema tem a ver com a nossa origem. Fomos criados com uma identidade, e ao longo da história fomos a perdendo. Esse programa tem em vista restaurar essa identidade perdida, uma identidade que tem a ver com o nosso Criador, para que juntos a levemos ao céu”, explicou.
William Ferreira, tesoureiro da USeB, apresentou um relatório das atividades realizadas pelo igreja. Foto: Paulo Araújo
Lideres de todo o território participaram do encontro na cidade de Itaboraí. Foto: Paulo Araújo
Administradores da Associação Rio Fluminense reforçaram a importância do evento para o fortalecimento da igreja. Foto: Paulo Araújo
Mais do que finanças
A mordomia cristã costuma ser associada à administração financeira da igreja, mas os líderes presentes reforçaram que o conceito é bem mais amplo. Para o diretor de Mordomia da ARF, Sidinei Silva, trata-se de um estilo de vida. “A Mordomia Cristã é o reconhecimento de que tudo o que somos e possuímos pertence a Deus. Na prática, ela envolve administrar com fidelidade a vida, o tempo, os talentos, os recursos financeiros, a família e a influência que recebemos do Senhor”, definiu.
Essa visão foi reforçada pelo líder de tesouraria da União Sudeste Brasileira (USeB), William Ferreira, que conectou o tema ao propósito mais amplo da tesouraria. “O papel da tesouraria é apoiar todas as frentes missionárias da Igreja. Nosso papel é organizar os recursos e a estrutura para que ela possa ajudar no cumprimento da missão”, afirmou. Ele destacou ainda a importância de eventos como este para formar líderes multiplicadores: “O principal papel nosso como líderes é levar a igreja a entender que, para fazer esse ministério, requer consagração.”
Para Bruno Robaina, tesoureiro e líder de mordomia da Igreja de Pimentel Marques, em Bom Jesus do Itabapoana, a fidelidade é total, não parcial. “Você tem que entregar tudo que você tem, porque fidelidade tem a ver com tudo que Deus faz na sua vida. Você apenas é o mordomo dele, você dirige tudo que ele te dá. E através disso, você faz com que outras pessoas sintam o mesmo desejo.”
Pastor Felipe Andrade, líder da igreja para o território, encerrou o encontro com um chamado ao compromisso individual e coletivo. Foto: Paulo Araújo
Ao final do programa, os líderes e pastores reforçaram seu compromisso em exercer suas funções com o foco na missão. Foto: Paulo Araújo
Os líderes de mordomia que participaram das oficinas do encontro foram reconhecidos com certificados de participação. Já os tesoureiros que concluíram o curso de formação em tesouraria foram investidos durante o evento, um reconhecimento formal do avanço na sua capacitação para o serviço que já exercem à frente da gestão das igrejas locais.
Formatura de tesoureiros da Associação Rio Fluminense. Foto: Paulo Araújo
Os tesoureiros que concluíram o curso de formação em tesouraria, participaram de uma cerimônia de formatura. Foto: Paulo Araújo
Novas ferramentas para novos tempos
Um dos destaques do encontro foi a ênfase no aplicativo 7me como ferramenta de incentivo à fidelidade e de gestão para as igrejas locais. O aplicativo reúne funcionalidades voltadas tanto para membros quanto para líderes, integrando meditações, notícias, lições e recursos de acompanhamento da vida na igreja.
Enoque de Oliveira Ribeiro, ancião e tesoureiro da Igreja do Campo de Areia, foi direto na avaliação: “O 7me é muito importante. Eu uso, e se a igreja toda usasse facilitaria muito o trabalho do tesoureiro e ajudaria também o próprio membro. É uma ferramenta indispensável, recomendo para todos porque é benção."
Os embaixadores do 7me tem como missão apresentar a ferramenta e incentivar o uso em suas igrejas. Foto: Paulo Araújo
Diesco Mossmann reforçou a importância de reunir líderes presencialmente justamente para apresentar essas inovações. “Nós trazemos as novidades e os novos lançamentos. As formas de exercer a fidelidade mudam, mas o princípio permanece o mesmo. Dessa forma, conseguimos incentivar novas gerações a fazer parte da fidelidade, porque o céu será feito de pessoas fiéis.”
Além de incentivar o uso da plataforma pelos membros, o encontro destacou que o aplicativo também está disponível para qualquer pessoa interessada em conhecer mais sobre a Igreja Adventista e seus conteúdos.
O evento também marcou o lançamento dos Embaixadores 7ME, iniciativa que contará com jovens representantes nos distritos para incentivar o uso da plataforma e ampliar o acesso aos recursos disponíveis.
Colaboradores da igreja apresentaram as diferentes ferramentas disponíveis para as igrejas no território. Foto: Paulo Araújo
Com um espaço específico no local, o "plantão 7me" mostrou as funcionalidades da ferramenta. Foto: Paulo Araújo
Encontro lança formato inédito de salva "eletrônica"
Entre as novidades apresentadas no encontro, a ARF anunciou o lançamento de um novo formato de salva para devolução de dízimos e ofertas, com tecnologia NFC(aproximação por celular), a ferramenta direciona os usuários diretamente para o 7ME, tornando o processo mais simples e acessível e QR Code, tornando-se pioneira nesse modelo dentro do território.
A iniciativa representa mais um passo na modernização da gestão e na promoção da transparência junto aos membros. Para Diesco Mossmann, as ferramentas acompanham as mudanças da sociedade sem alterar os princípios bíblicos que orientam a fidelidade.
“Ao longo da história tivemos diversas formas de praticar a fidelidade, mantendo sempre o mesmo princípio. As formas mudam, mas a fidelidade permanece. Ferramentas como o 7ME ajudam novas gerações a fazer parte dessa jornada”, afirmou.
Líderes da União Sudeste Brasileira e Associação Rio Fluminense participaram do momento de implantação do novo formato de salvas. Foto: Paulo Araújo
Novo formato de recipiente para devolução de dízimos e ofertas usa tecnologia NFC e direciona os usuários direto para o aplicativo 7me. Foto: ChatGPT
Unidade como força
Para Mossmann, o maior resultado de um encontro como este é a unidade que ele gera. “Não há ações regionais ou pontuais em cada igreja, mas sim um corpo completo, com ações unidas e o mesmo propósito: salvar pessoas. Se alguma região tem um destaque, nós conseguimos distribuir esse destaque.”
O encontro integra o calendário de capacitação da ARF e faz parte de uma agenda mais ampla da USeB para o fortalecimento da mordomia cristã em todo o território que abrange Rio de Janeiro, Espírito Santo e Minas Gerais.
Cerimônia de Santa Ceia encerrou o encontro. Foto: Paulo Araújo
Líderes da ARF participaram juntos dos emblemas da Santa Ceia. Foto: Paulo Araújo
Durante a oportunidade, os participantes do evento renovaram seu compromisso com Deus através da cerimônia da Santa Ceia. Foto: Paulo Araújo
Outra forma de recuperar a conta é utilizando a nova Carteira de Identidade Nacional (CIN). Nesse caso, é necessário fazer o reconhecimento facial em um local bem iluminado e com o celular na altura dos olhos e, posteriormente, ler o QR code do documento físico. Ao final dessa última etapa, será enviado um código para o seu e-mail ou por SMS.
O foguete New Glenn, da Blue Origin, explodiu enquanto estava na plataforma de lançamento, durante um teste em Cabo Canaveral, na Flórida, informaram nesta quinta-feira (28) veículos de imprensa dos Estados Unidos.
"Registramos uma anomalia durante o teste de acionamento de hoje", disse a empresa em um breve comunicado publicado no X, acrescentando que "todo o pessoal foi localizado".
Um vídeo do incidente mostra fumaça saindo da parte inferior do foguete antes de ele ser envolto por uma enorme bola de fogo.
A MasterCom Capital, sediada no Texas (EUA), pretende formalizar uma nova proposta pela SAF do Botafogo até o início da próxima semana, com valores maiores do que os US$ 30 milhões oferecidos inicialmente e apresentação de garantias financeiras, revelou o jornal “O Globo” na noite desta quinta-feira (28/5).
Em seu projeto, a MasterCom promete “transformar o Botafogo no clube mais tecnologicamente avançado da América Latina, usando IA e dados em scouting, formação e valorização de atletas, performance, prevenção de lesões, análise de adversários e decisões esportivas“.
O fundo planeja “investimentos significativos” no Botafogo já a curto prazo, para resolver os transfer bans e fazer contratações. Victor Santos, de 34 anos, empreendedor brasileiro-americano, é o mais cotado para ser o CEO da SAF se a oferta for aceita pelo associativo.
Victor é formado pela Universidad de Berkeley e possui MBA pela Wharton School, foi fundador do banQi, posteriormente comprado pelas CasasBahia, e da OnyxPrivate, fintech dos Estados Unidos adquirida pelo banco Citizens. Ele também trabalhou no Google e teve seus feitos reconhecidos pela Forbes Under 30 dos Estados Unidos.
Ainda segundo “O Globo”, o projeto da MasterCom Capital se inspira no Brighton e Brentford, da Inglaterra, e no Benfica, de Portugal, “clubes que usaram dados, disciplina operacional e desenvolvimento de talentos para competir melhor, valorizar atletas e construir operações esportivas sustentáveis“.
“Há a meta de fazer do Botafogo uma potência continental na formação de jogadores nas divisões de base. Já no futebol profissional, existe a promessa de que a MasterCom ‘realizará investimentos significativos na próxima janela de transferências para tornar o time poderoso ainda nesta temporada e já preparar a próxima desde o início‘, acrescentou a reportagem.
“O ambicioso projeto de gestão passará não só pelo compromisso de assumir o atual passivo, mas também em gerir de forma a não criar novos passivos por má administração“, diz a MasterCom, que também planeja, a longo prazo, construir estádio próprio e criar um novo aplicativo para sócios-torcedores.
Especialistas alertam que fazer o sinal de “paz e amor” agora representa um risco de segurança – Fotos: Freepik
Quase todo mundo com presença nas redes sociais, especialmente influenciadores, criadores de conteúdo ou celebridades no X ou no YouTube, costuma fazer o gesto da vitória, levantando apenas os dedos indicador e médio da mão, formando um V. Apesar de ser considerado inofensivo, ele expõe um dado pessoal importante, que são suas impressões digitais.
Segundo um experimento feito em um programa de televisão chinês, se alguém fizer esse gesto e registrá-lo em uma selfie, existe a possibilidade de que uma IA analise a imagem e extraia com precisão os padrões da pele nas pontas dos dedos, que são “senhas” pessoais, intransferíveis e inalteráveis. O especialista Li Chang demonstrou ao vivo como uma foto inocente pode ser lida por uma IA para extrair as impressões digitais de dois dedos, usando software de edição de imagens e ferramentas de aprimoramento baseadas em inteligência artificial.
Alguns especialistas, como Lewis Berry, arquiteto-chefe de segurança e Microsoft MVP na Inforcer, afirmam que a ameaça é real, mas depende de condições específicas. É necessário que a palma da mão esteja voltada para a câmera e a distância entre a mão e a lente seja inferior a 1,5 metro para que a IA capture todos os detalhes. Acima de 3 metros, o processo se torna pouco confiável. Fotos públicas podem permitir que hackers criem réplicas das impressões digitais, mas ainda precisariam de acesso aos dispositivos para utilizá-las de forma fraudulenta.
A invasão automotiva chinesa tem impactado o mercado brasileiro, com carros chineses ganhando quase 20% de participação de mercado devido à sua tecnologia e design avançados.
Esse fenômeno é parte de um processo de desindustrialização no Brasil que vem ocorrendo há 40 anos, impulsionado pela globalização e pela ascensão da China como potência manufatureira.
Setores como brinquedos, calçados, têxtil e eletrônicos já sofreram com a concorrência chinesa, resultando em fechamento de fábricas e perda de empregos no Brasil.
O setor automotivo agora enfrenta desafios semelhantes, e a falta de políticas industriais e inovação local pode levar a uma dependência ainda maior de importações chinesas.
Produzido pela Ri7a - a Inteligência Artificial do R7
Linha de produção da fábrica da BYD em Camaçari (BA) Divulgação/BYD
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Leão XIV explica o sentido e a gênese de sua primeira encíclica sobre a “custódia da pessoa humana na era da Inteligência Artificial”, instrumento que influencia a vida, molda decisões e muda a forma de combater a guerra. O Pontífice pede que se liberte a IA “das lógicas que a transformam em instrumento de domínio, exclusão ou morte” e pede o “desarmamento” das tecnologias para que se coloquem a serviço do “bem comum”, exortando a construir juntos o “futuro para a família humana”.
Salvatore Cernuzio – Vatican News
Assim como “o Leão de outrora”, o Papa Leão XIII, também o “Leão” de hoje, o Papa Leão XIV, volta seu olhar para as “res novae”, para aquelas “coisas novas” que desafiam o tempo, a história e a humanidade. E se naquela época era a revolução industrial, com as muitas e complexas mudanças no mundo do trabalho e as novas formas de pobreza impostas, hoje é a Inteligência Artificial, com seu potencial e seus perigos, que está sob os olhos e no coração do Pontífice, que lança uma invocação universal: "Desarmar a IA".
“A Inteligência Artificial hoje precisa ser "desarmada", libertada das lógicas que a transformam em instrumento de dominação, exclusão ou morte.”
Discernir o futuro da humanidade
O Papa Leão XIV fala por metáforas, mas também por referências históricas, em seu discurso proferido na Sala do Sínodo, na apresentação da Magnifica humanitas, a primeira encíclica de seu pontificado, publicada na manhã desta segunda-feira, 25 de maio. Nunca antes um Papa esteve na Sala para apresentar ao público um seu documento magisterial. É também a primeira vez que, além de cardeais e professores, se sentam ao lado do Pontífice especialistas em alta tecnologia. Um sinal da importância e da atenção ao tema abordado na encíclica, um símbolo e sintoma da "gravidade do momento" que estamos vivendo e que causa preocupação na Igreja, chamada a "decifrar coisas novas à luz do Evangelho e da dignidade do ser humano". Uma angústia que Leão XIV enfrenta com confiança:
“A confiança de que, juntos, podemos discernir as grandes questões do nosso tempo e, portanto, o futuro da humanidade.”
Nos passos de Leão XIV
Cento e trinta e cinco anos atrás, o Papa Pecci observou a situação difícil dos trabalhadores e das famílias desenraizadas e empobrecidas pela rápida transformação industrial e “compreendeu que a Igreja não podia permanecer à margem”. Num momento de “mudança de época” que “ameaçava a dignidade humana”, ele escreveu a encíclica Rerum Novarum. No mesmo espírito, o Papa Prevost — que assinou simbolicamente a Magnifica humanitas em 15 de maio, dia da publicação da Rerum Novarum — diz que se sente “chamado a olhar para outra grande transformação com os olhos da fé, com a clareza da razão, com a abertura ao mistério e com os gritos dos pobres e da terra que ressoam em” seu “coração”.
Este é o sentido das aproximadamente 200 páginas, resultado de uma reflexão de dez anos no seio da Santa Sé sobre as novas tecnologias e a Inteligência Artificial, que hoje impactam "muitas áreas de nossas vidas", influenciam decisões e estão "mudando radicalmente a forma como a guerra é travada".
Fruto da escuta
Há tantas contribuições, reflexões e sugestões nesta encíclica que — como o próprio Papa explica — tem uma única raiz: "A escuta". A escuta de cientistas e engenheiros que "trabalham com sincero entusiasmo em tecnologias capazes de aliviar sofrimentos imensos"; a escuta de "líderes políticos e funcionários públicos que perseveraram na busca por regras justas"; a escuta de "pais e professores profundamente preocupados com o futuro das novas gerações".
“Também chegaram até mim outros relatos, bastante perturbadores, sobre sistemas de armas cada vez mais autônomos, praticamente fora do controle humano. Estou recebendo relatos muito preocupantes sobre algoritmos que podem negar acesso à saúde, trabalho e segurança com base em dados contaminados por preconceito e injustiça.”
Junto com essas vozes, ressoou também forte “o silêncio de quem não tem voz quando as decisões são tomadas”, explica o Papa Leão XIV, “decisões que correm o risco de gerar novas formas de exclusão e sofrimento”.
Desarmar
De tudo isso, desenvolveu-se uma convicção que o próprio Pontífice chama de "perturbadora" e que norteia a encíclica: "A Inteligência Artificial deve ser desarmada". "A palavra é forte, eu sei", admite Leão XIV, "mas foi escolhida deliberadamente porque este momento precisa de palavras capazes de chamar a atenção, despertar as consciências e indicar o caminho a seguir para a humanidade."
Construir
A Igreja está comprometida há muito tempo com o desarmamento nuclear, como um "serviço à paz e à dignidade da família humana". Da mesma forma, "a Inteligência Artificial requer hoje que seja desarmada", porque "como a energia nuclear, deve estar a serviço de todos e do bem comum". E "as decisões sobre a tecnologia nunca devem ser separadas da consciência e da responsabilidade".
“A paz, e não apenas a ausência de guerra, é a justiça em ação. Mas quando a tecnologia enfraquece nosso senso crítico, a própria paz fica em risco. Desarmar, porém, não basta. Precisamos construir.”
"Ninguém reconstrói sozinho"
Esta última indicação, "reconstruir", traz à tona outra lembrança da história para Robert Francis Prevost. A história mais recente e pessoal de seus anos de missão no Peru. Especificamente, 2017, quando chuvas torrenciais e inundações causadas pelo El Niño atingiram o norte do país: "Muitas famílias viram suas casas engolidas pela lama, e o mesmo aconteceu com muitas estradas." "Ali", confidencia o Papa, "aprendi que reconstruir não significa simplesmente substituir o que foi destruído. Significa consertar laços, restaurar a confiança e reacender a esperança no futuro. Além disso, ninguém reconstrói sozinho."
Somente com uma visão integral a Inteligência Artificial poderá ser orientada para o bem comum. Somente juntos — quem projeta os sistemas e quem sofre suas consequências, os países mais ricos e os mais pobres, as instituições e os indivíduos, os centros de poder e as periferias — seremos capazes de construir um futuro não para poucos privilegiados, mas para toda a família humana.
A sabedoria da Igreja
Esta é a “civilização do amor”, proclamada com veemência por São Paulo VI e São João Paulo II. É por isso que a Igreja deseja, “com humildade e franqueza”, participar do diálogo sobre IA: “Não possuímos respostas técnicas, nem pretendemos substituir quem tem competência”, observa o Papa. “Mas contribuímos com uma sabedoria sobre o humano que o nosso tempo necessita desesperadamente: cada pessoa é única e insubstituível, um sujeito livre e inteligente, dotado de consciência, capaz de buscar a Deus, servir aos outros e cuidar da nossa casa comum.”
Concluindo, o Papa faz um convite a todos os membros da Igreja e da família humana: "Aprendamos a ouvir uns aos outros, a enfrentar com coragem os desafios do presente e a cooperar na construção de uma sociedade mais humana e fraterna". Que este lançamento da Magnifica humanitas, espera o Papa Leão XIV, possa inaugurar uma nova era de "artesãos da esperança" que continuarão a "construir o canteiro de obras do nosso tempo".
missão tripulada Shenzhou-23 atracou com sucesso na Tiangong, a estação espacial modular da China.
Segundo o Escritório de Engenharia Espacial Tripulada da China, após o encontro e acoplamento da espaçonave com a estação espacial, os astronautas deixaram a cápsula e entraram no módulo orbital sem problemas.
A entrada da tripulação aconteceu às 5h13 no horário de Pequim, quando os integrantes da missão Shenzhou-21, que já estavam em órbita, abriram a escotilha da estação para receber os novos astronautas.
O episódio foi descrito pelas autoridades chinesas como o oitavo “encontro espacial” da história do programa espacial do país.
Primeira astronauta de Hong Kong
A missão ganhou destaque internacional pela participação da taikonauta Li Jiaying, primeira representante de Hong Kong a participar de uma missão espacial tripulada da China.
Ela foi selecionada em 2022 como especialista em carga útil, função responsável pela condução de experimentos científicos no espaço.
Missão fará mais de 100 experimentos
projetos científicos e tecnológicos durante sua permanência em órbita.
Os estudos envolvem áreas como:
ciências da vida espacial;
medicina;
ciência de materiais;
novas tecnologias;
pesquisas sobre comportamento de fluidos em ambiente de microgravidade.
permanência prolongada no espaço.
adaptação do corpo humano, testes de sistemas de saúde para astronautas e pesquisas contínuas em períodos mais longos no ambiente espacial.
Programa espacial chinês avança
O lançamento da Shenzhou-23 aconteceu no domingo (24), a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China.
A missão marca uma nova etapa do programa espacial chinês após o país passar sem voos tripulados desde 2024.
Antes da decolagem, o astronauta Zhu Yangzhu afirmou que a operação representa mais um avanço da China em direção a missões mais longas e complexas no espaço.