A atuação integrada das forças de segurança do Distrito Federal tem garantido um Carnaval 2026 marcado por organização, resposta rápida e ausência de ocorrências graves. O planejamento estratégico é acompanhado de perto pelo secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, junto à equipe técnica da pasta.
Entre os recursos utilizados está o sistema de reconhecimento facial, que no domingo (15) possibilitou a identificação e prisão de um indivíduo com mandado de prisão em aberto na área central de Brasília. Além disso, órgãos do sistema de segurança promoveram ações educativas e preventivas. O Departamento de Trânsito (Detran-DF) intensificou campanhas de conscientização, enquanto a Polícia Civil do DF (PCDF) realizou mobilizações de combate à violência doméstica na Rodoviária do Plano Piloto. Já a Polícia Militar do DF (PMDF) implementou a Sala Lilás Itinerante, espaço de acolhimento humanizado voltado a mulheres vítimas de violência de gênero durante as festividades.
O Corpo de Bombeiros Militar do DF (CBMDF) também lançou campanha nas redes sociais incentivando a população a ativar a ficha médica no celular, cadastrando informações como tipo sanguíneo, alergias e contatos de emergência.
Planejamento integrado
O planejamento do Carnaval começou em outubro do ano passado, sob coordenação da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), com reuniões técnicas que envolveram organizadores de blocos e órgãos públicos. A estratégia priorizou a redução de conflitos, a organização dos espaços e a mitigação de impactos em áreas residenciais.
Segundo o secretário Sandro Avelar, o evento superou a expectativa de público e contou com policiamento reforçado, viaturas posicionadas estrategicamente e monitoramento aéreo. O secretário-executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury, destacou o caráter preventivo da presença das forças, enquanto o subsecretário de Operações Integradas, Alexandre Melo, reforçou que o foco da operação é preservar vidas e inibir práticas criminosas.
Balanço das ações
A PMDF apreendeu 142 armas brancas somente no domingo, além de porções de substâncias ilícitas e um celular recuperado. Nas fiscalizações de trânsito, foram identificados 91 condutores dirigindo após consumo de álcool. Ao todo, 168 autos de infração foram lavrados e 586 abordagens veiculares realizadas. Também foram distribuídas 587 pulseiras de identificação infantil.
O CBMDF mobilizou 295 militares e 33 viaturas, registrando 78 atendimentos em oito pontos de apoio. A maioria dos casos foi classificada como de baixo risco, com predominância de ocorrências relacionadas ao consumo excessivo de álcool. Apenas três pessoas precisaram ser encaminhadas a unidades de saúde.
Entre sexta-feira (13) e a manhã de segunda-feira (16), a PCDF registrou 90 furtos de celular, além de cinco furtos e nove roubos a transeuntes. Houve ainda três ocorrências de tráfico de drogas e um furto de veículo em Águas Claras. A corporação investiga o desaparecimento de uma mulher de 30 anos, vista pela última vez durante evento no Museu Nacional. O caso está sob responsabilidade da 5ª Delegacia de Polícia.
A PCDF mantém delegacia móvel no estacionamento da Torre de TV, com apoio da Unidade Técnica de Atendimento Móvel (Utam) e do Instituto de Criminalística, garantindo atendimento ágil à população.
O Detran-DF realizou 333 testes de etilômetro e abordou 209 veículos no domingo, identificando 21 casos de alcoolemia. Também promoveu ações educativas que alcançaram cerca de 3 mil pessoas no Parque da Cidade e 200 participantes no Bloco Literário de Arniqueira.
Já a Secretaria DF Legal fiscalizou 27 eventos sem necessidade de interdições. Durante a atuação contra o comércio irregular, 300 ambulantes foram orientados a se retirar das imediações dos blocos, com apreensão de 15 garrafas de vidro.
O balanço parcial reforça o impacto do planejamento antecipado e da atuação coordenada das forças de segurança, consolidando o modelo integrado adotado no Distrito Federal para grandes eventos.
Bruno Reis (UNIÃO-BA), prefeito de Salvador (BA), viralizou nas redes sociais após cometer uma gafe durante uma entrevista ao vivo a uma afiliada do SBT. O gestor enalteceu a cobertura de Carnaval da Band – e deixou os repórteres sem reação após os elogios à concorrente.
O prefeito de Salvador decidiu ser sincero e falou ao vivo no SBT que o carnaval da Band é melhor pic.twitter.com/MYuciwcxlY
“Sem sombra de dúvidas, a Band é quem faz a melhor cobertura do Carnaval“, disparou Bruno Reis, que estava em frente a um banner com a logo do SBT.
Uma das repórteres fica sem reação à atitude do prefeito e apenas sorri para a câmera. O outro continua a transmissão e termina a entrevista como se nada tivesse acontecido.
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Bruno Reis comete gafe e elogia Band em entrevista ao SBT
Reprodução/TV Aratu
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Bruno Reis, prefeito de Salvador, ironizou possível candidatura de Gusttavo Lima
Reprodução/ Instagram
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Antes de se tornar prefeito de Salvador, Bruno Reis (União) foi vice de ACM Neto
Reprodução/Instagram
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Bruno Reis
@brunoreisba/Instagram/Reprodução
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Bruno Reis comete gafe e elogia Band em entrevista ao SBT
Reprodução/TV Aratu
A cena dividiu opiniões entre os internautas, que ficaram em dúvida se o prefeito se confundiu ou estava sendo “sincero até demais”.
O prefeito de Salvador decidiu ser sincero e falou ao vivo no SBT que o carnaval da Band é melhor pic.twitter.com/MYuciwcxlY
Um episódio ocorrido durante o Carnaval de rua em Brasília terminou em denúncia de racismo e registro policial na noite de segunda-feira (16). O caso foi registrado após uma confusão no bloco Concentra, Mas Não Sai, realizado nas imediações do Minas Tênis Clube, na Asa Norte.
Segundo relato do empresário Rodrigo Martins, ele participava da festa com a esposa, as duas filhas e amigos quando houve um desentendimento envolvendo uma mulher que tentava atravessar um ponto já ocupado por foliões. De acordo com ele, o grupo pediu que ela utilizasse outro caminho, já que o espaço não comportava a passagem naquele momento.
Ainda conforme a versão apresentada, a mulher insistiu em avançar e, durante a movimentação, teria pisado em um idoso que acompanhava o grupo, quase provocando sua queda. A tentativa de evitar novos empurrões levou familiares e amigos a intervirem, o que elevou a tensão.
Rodrigo afirma que, após a intervenção, passou a ser alvo de ofensas de cunho racista. Segundo ele, a mulher teria feito xingamentos públicos, chamando-o de “macaco” e “bicho”, diante de diversas pessoas que acompanhavam o bloco.
O empresário relata que o episódio teve repercussão imediata dentro da própria família. Uma de suas filhas, de três anos, teria presenciado a cena e questionado o pai após ouvir os insultos.
Depois da confusão, Rodrigo decidiu deixar o local, mas afirma que voltou a encontrar a mulher conversando com policiais nas proximidades. Ele se apresentou como vítima, e ambos foram conduzidos à 5ª Delegacia de Polícia da Asa Norte, onde a ocorrência foi registrada.
A Polícia Civil do Distrito Federal foi procurada para informar se houve detenção, mas não havia retorno até a última atualização. Em nota, a Polícia Federal informou que tomou conhecimento do caso e que os fatos serão analisados pelas instâncias competentes, nos termos da legislação vigente.
O resultado do 5º Paredão do reality show – em que competem Marcelo, Samira e Solange Couto – será mais cedo: a partir das 21h10. O programa também será mais curto, previsto para encerrar às 21h50.
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Paredão BBB 26: Marcelo, Samira e Solange Couto
Globo/ Manoella Mello
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Desfile da Acadêmicos do Tucuruvi
Felipe Araujo /Liga-SP
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Participantes do BBB 26 levam esporro após recorde de expulsões
Reprodução/BBB
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Tadeu Schmidt no BBB 26
Reprodução/BBB
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Em meio aos blocos que lotam as ruas do Distrito Federal, alguns não se destacam apenas pelo tamanho da multidão, mas pelo impacto social que provocam. O Portadores da Alegria consolidou-se como um dos principais símbolos de um Carnaval mais acessível em Brasília ao colocar, desde 2015, a inclusão no centro da festa.
Criado para garantir que pessoas com deficiência (PcDs) também pudessem viver a folia com autonomia, conforto e segurança, o bloco nasceu com uma proposta clara: ser um espaço onde famílias inteiras se sintam acolhidas e onde a participação não dependa de adaptações improvisadas, mas de planejamento.
Com o passar dos anos, o crescimento foi natural, e expressivo. O que começou como uma iniciativa voltada ao acolhimento transformou-se em um dos maiores encontros inclusivos do Carnaval brasiliense. Em 2024, cerca de 48 mil foliões participaram do evento, entre eles 2 mil PcDs. No ano seguinte, o número saltou para 62 mil pessoas, com aproximadamente 4 mil participantes com deficiência.
Para 2026, a projeção indica novo avanço: a expectativa é reunir 75 mil foliões, incluindo cerca de 5 mil PcDs. Mais do que um aumento de público, os dados evidenciam o fortalecimento de um modelo de Carnaval que prioriza convivência, mobilidade e pertencimento.
O diferencial do Portadores está na forma como organiza a experiência. A estrutura é pensada para garantir circulação adequada, ambientes seguros e uma programação que dialogue com públicos diversos, especialmente crianças, acompanhantes e famílias.
Outro aspecto que consolidou a identidade do bloco foi o compromisso com a sustentabilidade. Em 2024, foliões do Plano Piloto apontaram o Portadores como o bloco mais limpo do Carnaval do DF, reconhecimento que refletiu ações de conscientização ambiental voltadas ao próprio público.
Neste ano, dentro da programação do DF Folia 2026, o Portadores da Alegria retorna ao Parque da Cidade reafirmando seu princípio fundamental: a festa só é completa quando todos podem participar.
A edição acontece nesta terça-feira (17), das 12h às 20h, no estacionamento do Nicolândia.
De acordo com o organizador Paulo Henrique Nadiceo, o espírito do bloco vai além da música. “O Portadores nasceu para aproximar pessoas. A diversão é importante, mas o que faz diferença é ver todo mundo participando junto, em um ambiente acolhedor.”
A programação deste ano reúne atrações que reforçam o caráter familiar do evento, com apresentações das bandas Baratinha, Baratona e Portadores da Alegria, além do Comboio Kids, dos mágicos Tio André e Steiner, e sets dos DJs Daniel e Ryan BS.
Ao transformar a inclusão em parte essencial da folia, o Portadores da Alegria não apenas ocupa espaço no Carnaval de Brasília, amplia o acesso à celebração e reforça que a festa pública só se realiza plenamente quando todos podem participar.
Os leitores do Metrópoles escolheram a trilha sonora oficial do Carnaval 2026. Em enquete realizada pelo portal, Gostosin, parceria entre Anitta, Felipe Amorim e HITMAKER, conquistou o primeiro lugar na votação, com 24,38% dos votos.
A faixa, que integra o EP Ensaios da Anitta, voltado especialmente para o Carnaval, vinha ganhando força nas redes sociais antes mesmo do lançamento oficial. Com coreografias virais no TikTok e presença constante nas playlists de verão, a música confirmou o favoritismo também entre os leitores.
Na segunda posição aparece Panamera, de Tony Salles, com 16,12% dos votos. Apostando no pagode baiano com influências afro-latinas, o cantor tem embalado o público com uma faixa quente e dançante.
Fechando o pódio está Vampirinha, de Ivete Sangalo, com 14,17%. Lançada em janeiro deste ano, a música ganhou destaque após apresentação no Festival Virada Salvador e rapidamente viralizou nas redes sociais.
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Anitta
Reprodução/Instagram
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Tony Salles se prepara para sair do Parangolé
Instagram/Reprodução
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Pedro Sampaio
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Ivete Sangalo comanda trio elétrico em bloco de pré-Carnaval em São Paulo
Danilo M. Yoshioka / Especial Metrópoles
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Léo Santana
Reprodução/Instagram/@leosantana
Logo atrás, em quarto lugar, ficou Carnaval, parceria de Marina Sena com o grupo Psirico, somando 13,08%.
Na sequência aparecem Desliza, de Léo Santana com participação de Melody (11,21%), e JetSki, hit viral de Pedro Sampaio feat. MC Meno K e Melody (10,75%). Ambas viralizaram com dancinhas e desafios nas redes.
Também figuram na lista O Baiano Tem o Molho, de O Kannalha (6,46%); Freak Le Boom Boom, clássico de Gretchen (3,19%) que voltou a circular após viral nas redes; e Resenha do Arrocha 4.0, de J. Eskine (0,62%).
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) classificou como “lamentável e abusiva” a postura do parlamentar Fábio Félix (PSOL) ao tentar obstruir uma ação da Polícia Militar durante o Bloco Rebu, no Setor Comercial Sul de Brasília, nestasegunda-feira de carnaval (16 ).
De acordo com as informações publicadas por veículos de comunicação, episódio envolveu a tentativa de Félix de atrapalhar a prisão de dois suspeitos de tráfico de drogas, flagrados com entorpecentes por cães farejadores da PM durante o evento carnavalesco.
Pelas suas redes sociais Roosevelt Vilela afirmou estar diante de mais um episódio lamentável de abuso de autoridade.
“ Aquela famosa frase “vocêsabe com quem está falando?” parece ter ganhado vida, desta vez na figura de um deputado distrital.”
Ele prosseguiu: “Em vez de apoiar a ação da polícia, ele tentou obstruir o trabalho dos agentes, chegando a dar voz de prisão a um policial militar. Essa atitude, além de inapropriada, expõe uma falta de respeito pelas leis que todos nós devemos respeitar, independente de cargo ou posição.”
De acordo com relatos da Polícia Militar, a operação começou após a detecção de drogas em uma tenda do bloco. Uma coordenadora do evento tentou impedir a abordagem, resultando em sua prisão por desacato e obstrução.
Félix, que se aproximou para mediar a situação alegando arbitrariedade, foi atingido com spray de pimenta por um PM e, em seguida, anunciou voz de prisão ao agente por desacato à autoridade, apresentando-se como presidente da Comissão de Direitos Humanos da CLDF.
Rooseveltdefendeu que o colega deputado tem direito de registrar sua versão na delegacia e pedir providências, mas também deverá responder por sua conduta.
“É crucial que figuras públicas atuem de maneira a fortalecer a confiança nas instituições e não a comprometer a segurança coletiva”, destacou.
O parlamentar do PL parabenizou a PM pelo profissionalismo e moderação na ocorrência, enfatizando a necessidade de reflexão sobre responsabilidade e cooperação para preservar a ordem pública.
O Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF) abriu novos processos seletivos para formação de cadastro reserva de médicos especialistas. As inscrições já estão abertas e seguem até o dia 22 deste mês. A remuneração pode chegar a R$ 18.115,68, a depender da especialidade e da carga horária.
As oportunidades são destinadas às áreas de nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia clínica, cirurgia pediátrica e urologia, consideradas estratégicas para o reforço da assistência nas unidades administradas pelo instituto.
A carga horária mínima varia entre 12 e 24 horas semanais. Para jornadas de 24 horas, a remuneração bruta é de R$ 13.359,56 para nefrologistas, endoscopistas respiratórios e urologistas. No caso de cirurgião pediátrico, o salário pode chegar a R$ 18.115,68. Já para oncologista clínico, com carga mínima de 12 horas, a remuneração é de R$ 8.015,46.
Além do salário, os profissionais contratados terão direito a benefícios como auxílio-transporte, auxílio-alimentação (conforme acordo coletivo e local de trabalho), clube de descontos em estabelecimentos parceiros, abono semestral e folga no mês de aniversário.
Reforço na assistência especializada
Os editais destinam-se à formação de cadastro reserva, o que significa que os candidatos aprovados poderão ser convocados conforme a necessidade das unidades sob gestão do IgesDF. A validade dos processos seletivos se estende até março de 2027, a depender da especialidade.
Para participar, é necessário possuir diploma de medicina reconhecido pelo MEC, registro ativo no Conselho Regional de Medicina (CRM) e residência médica concluída — ou em fase de conclusão até março deste ano — ou título de especialista reconhecido pela Associação Médica Brasileira (AMB) e respectivas sociedades.
Também é exigida experiência mínima de seis meses na área pretendida. Para a especialidade de urologia, experiências em transplante renal, litotripsia extracorpórea (Leco) e nefrolitotripsia percutânea (NLP) são consideradas diferenciais.
Os interessados devem acessar o site oficial do IgesDF, consultar o edital da especialidade desejada e realizar a inscrição dentro do prazo estabelecido.
Serviço
Processo seletivo: Cadastro reserva para médicos → Especialidades: nefrologia, endoscopia respiratória, oncologia, cirurgia pediátrica e urologia → Salários: de R$ 8.015,46 a R$ 18.115,68 (conforme carga horária) → Inscrições até o dia 22 deste mês → Editais disponíveis no site do IgesDF.
A Agência Nacional de Aviação Civil (Anac) oficiou a escola de samba Portela e a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa) após um integrante da agremiação “voar” pela Marquês de Sapucaí em um drone gigante. Em nota, a agência disse que a Portela tem 10 dias para encaminhar as informações solicitadas.
Veja o momento:
CARA, TEM ALGUÉM VOANDO NA COMISSÃO DE FRENTE DA PORTELA
No comunicado enviado ao Metrópoles, a Anac disse: “A norma (RBAC-E nº 94) define, além da proibição do transporte de pessoas, que o operador de drones precisa respeitar uma distância mínima de 30 metros horizontais e o piloto não pode, em hipótese alguma, colocar vidas em risco.”
“O limite de 30 metros não precisa ser observado caso haja barreira mecânica suficientemente forte para isolar e proteger as pessoas não envolvidas na eventualidade de um acidente. Entretanto, não foi o que se viu na Marquês de Sapucaí na madrugada desta segunda-feira (16)”, completa.
“A Anac oficiou tanto a escola quanto a Liga Independente das Escolas de Samba do Rio de Janeiro (Liesa), solicitando o apoio no reforço às instruções relacionadas à proibição do uso de drones tripulados. A Agência também solicitou que a escola informe o modelo do equipamento utilizado, número de série, comprovação de registro do equipamento junto à Anac, dados do piloto remoto da aeronave. A Portela tem dez dias para encaminhar as informações”, finaliza.
Em resposta ao Metrópoles, a Liesa disse: “Até o momento, não recebemos nenhuma notificação sobre o tema”. A Portela ainda não comentou sobre o tema.
A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, visitou nesta segunda-feira (16) a nova ala de nefrologia do Hospital Regional de Taguatinga (HRT), que passou por reforma completa e já está em funcionamento. A modernização integra a estratégia do Governo do Distrito Federal (GDF) para fortalecer a assistência a pacientes renais e ampliar o acesso à hemodiálise na rede pública.
Com as intervenções realizadas no HRT e no Hospital Regional do Gama (HRG), a capacidade conjunta hospitalar saltou de 70 para 180 vagas de hemodiálise – um crescimento de 157%.
Durante a visita, Celina Leão destacou que a reestruturação não se limita às unidades inauguradas. “Toda a área de nefrologia da nossa rede pública foi reestruturada. Todos os hospitais receberam máquinas novas, e agora seguimos com a reestruturação física das unidades. Já inauguramos no Gama e em Taguatinga, e o próximo será Sobradinho”, afirmou.
HRT se consolida como maior centro de nefrologia do Centro-Oeste
No HRT, a unidade de nefrologia passou por reforma estrutural completa. O espaço recebeu novos pontos de hemodiálise, pintura renovada, adequações elétricas e a substituição integral do sistema de osmose reversa – etapa essencial do procedimento, responsável pela purificação da água utilizada na terapia.
O investimento de R$ 4,7 milhões garantiu a aquisição de 75 novas máquinas para a rede pública, sendo 29 destinadas ao HRT. Com isso, a capacidade da unidade passou de 50 para 140 vagas.
A médica nefrologista Iara Campos de Carvalho, gerente de serviços de internação da Secretaria de Saúde, explicou que a nova osmose de duplo passo oferece maior segurança e qualidade ao tratamento. “Foi renovada toda a parte dos tubos e o setor ficou totalmente revitalizado, trazendo mais conforto para servidores e pacientes”, ressaltou.
Em 2025, o hospital já realizou 6.538 atendimentos em hemodiálise, consolidando-se como o maior centro de nefrologia do Centro-Oeste e o principal serviço do Distrito Federal na área.
HRG dobra capacidade e amplia suporte em UTI
No HRG, o novo setor começou a receber pacientes na última semana após investimento de aproximadamente R$ 3 milhões. A reestruturação incluiu a troca integral do sistema de osmose com tecnologia de duplo passo, aquisição de 16 máquinas de hemodiálise, novos monitores multiparamétricos, poltronas específicas, rede de gases medicinais e adequações elétricas, hidráulicas e de climatização.
Com a modernização, a capacidade hospitalar dobrou, passando de 20 para 40 vagas. A unidade também passou a oferecer suporte dialítico para dois pacientes por turno no box de emergência e ampliou o atendimento para 20 leitos de UTI com suporte para hemodiálise.
Segundo o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, a reorganização impacta diretamente na gestão hospitalar. “Essa reestruturação permite girar mais leitos, porque conseguimos retirar o paciente da UTI para o serviço de nefrologia com assistência adequada, ampliando a capacidade e melhorando a qualidade do atendimento”, afirmou.
A vice-governadora reforçou que a meta do governo é garantir suporte de hemodiálise em 100% dos leitos de UTI da rede pública, reduzindo transferências e assegurando continuidade no tratamento após a alta da terapia intensiva.
Os crimes de Jeffrey Epstein continuam ganhando novos desdobramentos, com revelações que trazem à tona detalhes perturbadores sobre o caso que chocou o mundo.
Para quem deseja entender melhor a dimensão do escândalo, a Netflix disponibiliza a minissérie documental Jeffrey Epstein: Poder e Perversão. Dividida em quatro episódios, a produção reúne relatos de sobreviventes e investiga como o predador sexual utilizou a fortuna, influência e conexões para cometer e acobertar os crimes.
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Jeffrey Epstein, acusado e preso por abusar de meninas de 14 anos e por operar uma rede de exploração sexual
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Jeffrey Epstein, acusado e preso por abusar de meninas de 14 anos e por operar uma rede de exploração sexual
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Jeffrey Epstein morreu em 2019
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Caso Jeffrey Epstein
O caso envolve uma ampla rede de exploração sexual de menores que veio à tona nos Estados Unidos e ganhou repercussão internacional por causa das conexões do financista com empresários, políticos e celebridades.
Epstein foi acusado de abusar e traficar sexualmente dezenas de meninas, muitas delas menores de idade, entre os anos 1990 e 2000. Em 2008, ele fechou um acordo controverso com promotores na Flórida, que o livrou de acusações federais mais graves. Ele cumpriu cerca de 13 meses de prisão em regime considerado brando.
Em julho de 2019, ele foi preso novamente, desta vez por acusações federais de tráfico sexual. Um mês depois, foi encontrado morto na cela em que ficava no Centro Correcional Metropolitano de Nova York. A morte foi oficialmente classificada como suicídio, mas gerou teorias da conspiração devido à falha nas câmeras de segurança e à ausência de vigilância adequada na noite do ocorrido.
A operadora Marechal começou, nesta segunda-feira (16), uma jornada de qualificação voltada à consolidação de padrões éticos entre seus funcionários. A atividade segue durante todo o dia e será retomada na terça-feira (17), com conteúdos centrados em conformidade legal, prevenção de irregularidades e mecanismos de proteção contra práticas indevidas.
Mais do que uma ação pontual, a formação integra um processo de reorganização interna que busca aprimorar rotinas e fortalecer a estrutura institucional da empresa.
“O programa de integridade surge dentro de um esforço de aperfeiçoamento dos nossos fluxos internos e diretrizes. Com isso, conseguimos dar mais solidez às decisões e elevar o padrão dos serviços entregues à sociedade”, explica o administrador Angelo Gulin.
A medida dialoga com uma cobrança cada vez maior por clareza e responsabilidade na execução de serviços públicos. Para o secretário de Transporte e Mobilidade do DF, Zeno Gonçalves, investir na disseminação de princípios éticos entre as operadoras contribui diretamente para a melhoria do sistema.
“A boa governança passa, necessariamente, pela integridade. É uma diretriz que orienta a atuação da secretaria e que buscamos incentivar nas empresas que atuam no transporte coletivo. Quando há reforço de controles e transparência, quem ganha é o cidadão que depende desse serviço essencial”, pontuou.
Ao estimular a identificação antecipada de riscos e a adoção de práticas responsáveis, a concessionária pretende qualificar seus mecanismos de controle e estreitar a confiança com os passageiros. A iniciativa parte do entendimento de que a integridade precisa estar presente nas decisões diárias, refletindo-se na eficiência operacional e na credibilidade do transporte público.
No meio do som alto e da movimentação do Bloco do Amor, na região do Museu Nacional, uma estrutura montada ao lado do palco chamou a atenção por um motivo diferente da festa. Ali, a Secretaria de Saúde do Distrito Federal apostou em uma abordagem direta: levar prevenção para dentro do Carnaval.
Durante o sábado (14), foliões que passaram pela Plataforma Carnaval Monumental puderam retirar gratuitamente preservativos, gel lubrificante e autotestes de HIV, além de receber orientações rápidas sobre proteção contra infecções sexualmente transmissíveis.
A iniciativa faz parte de uma mobilização que segue até terça-feira (17), com a entrega de mais de 90 mil insumos a organizadores de blocos. O material está sendo repassado por meio do Espaço Acolher, uma base montada para atender o público ao longo dos quatro dias de programação.
O local funciona como ponto de apoio em meio à festa. Além da distribuição de itens de prevenção, equipes também orientam sobre saúde sexual, redução de danos e como agir diante de situações de importunação.
Segundo a produtora Cristiane Dionísio, que acompanha a operação do espaço, a ideia é que a informação circule com a mesma facilidade que a música. O ambiente reúne ainda orientações sobre cuidados básicos típicos do período, como hidratação, exposição ao sol e uso de preservativos.
Fora do circuito carnavalesco, a rede pública mantém disponíveis recursos como a profilaxia pré e pós-exposição ao HIV — PrEP e PEP — que podem ser acessados em unidades de saúde. As duas medidas integram a chamada prevenção combinada, que reúne diferentes formas de reduzir o risco de transmissão.
De acordo com a gerente de Vigilância das Infecções Sexualmente Transmissíveis e Tuberculose da SES-DF, Beatriz Maciel Luz, a testagem continua sendo uma das principais portas de entrada para o cuidado. O diagnóstico precoce permite início rápido do tratamento, mesmo quando não há sintomas.
Dados da própria secretaria mostram que o maior número de infecções por HIV no DF se concentra entre jovens adultos. Entre 2020 e 2024, pessoas de 20 a 29 anos representaram 42,6% dos casos registrados. No mesmo período, essa faixa etária respondeu por 30% dos diagnósticos de aids.
Ao todo, foram contabilizados 3.838 casos de HIV e 1.177 de aids entre moradores do DF nesses cinco anos. Enquanto o número de infecções por HIV permanece estável, os casos de aids apresentaram queda na taxa de detecção, que passou de 8,5 por 100 mil habitantes em 2020 para 5,3 em 2024.
A presença das equipes em meio à programação busca ampliar o acesso à prevenção sem tirar o foco da festa, mas lembrando que cuidado também faz parte do Carnaval.
OCarnavalsempre foi visto como uma das datas mais aguardadas do calendário brasileiro. Nas redes sociais, contudo, um novo comportamento vem ganhando força e mudando a forma como parte do público enxerga a tradicional festa. Cada vez mais pessoas têm escolhido ficar fora da folia. E não é por falta de opção.
O movimento, que aparece com mais força entre jovens da Geração Z, é conhecido como JOMO (sigla para Joy of Missing Out, em inglês), que significa “alegria de ficar de fora”. Ele é o contraponto do conhecido FOMO, o medo de estar perdendo algo importante.
Enquanto o FOMO está ligado à ansiedade de não participar de algum evento, como o Carnaval, o JOMO segue o caminho inverso. Em vez de preocupação, surge um sentimento de alívio. Em alguns casos, até de satisfação por não precisar acompanhar o ritmo coletivo e por poder viver o feriado de forma mais tranquila.
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Bloco do Amor reúne foliões no Museu da República, no DF
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Foliã se refresca no lago do Museu da República
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Vassourinhas de Brasília é o bloco mais antigo da capital
Arthur Souza / Metrópoles
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Pernambucana, dona Graça curte o Carnaval no DF pela 1ª vez
KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Brasília entra oficialmente no clima de Carnaval neste fim de semana (13 a 15/2), com uma programação diversa espalhada por várias regiões do DF
VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Apesar de aparentar ser um comportamento mais restrito às redes sociais, especialmente entre os jovens, Bianca Dramali, professora de marketing e comportamento do consumidor da ESPM, avalia que essa escolha não deve ser encarada como uma moda passageira, como acontece com trends virais.
Para ela, o JOMO deixou de ser apenas um conceito da internet e passou a se refletir em decisões reais, principalmente em datas marcadas por uma espécie de pressão social, como o Carnaval.
“Esse comportamento emergente estava por aí há um tempo. Hoje fica mais evidente e visível porque atingiu ao que chamamos de maioria inicial, uma parte significativa do mainstream”, pontuou.
A mudança de comportamento também aparece em números. Uma pesquisa da AtlasIntel, divulgada no dia 9 de fevereiro, aponta que 47,2% dos brasileiros pretendem ficar em casa durante o Carnaval, sem participar de blocos, festas ou eventos.
Entre os jovens da chamada Geração Z (nascidos entre 1997 e 2010), o afastamento da folia é ainda mais expressivo. 47,8% desse grupo afirmam não se identificar com o período por falta de conexão cultural com a festa.
Entre os principais motivos citados estão a aversão à música e à multidão (42,8%) e a sensação de não ter relação com o Carnaval como tradição (41,3%).
Mais do que rejeitar a festa, o comportamento revela uma mudança de mentalidade: para muitos, a escolha de não participar também pode ser uma forma de viver o feriado com mais autonomia. Na visão da professora, esse movimento tem relação direta com o desejo de controlar melhor o próprio tempo e a própria energia.
Impacto das redes sociais nas escolhas
Outro fator que ajuda a explicar o crescimento do JOMO é o desgaste provocado pelo excesso de estímulos. Para parte do público, o Carnaval passou a se misturar com a pressão das redes sociais: registrar tudo, aparecer o tempo todo e mostrar felicidade constante virou parte do pacote.
Aglomeração de ambulantes no bloco Agrada Gregos, no Ibirapuera
Segundo a especialista, quem adota essa mentalidade passa também a enxergar as redes sociais de outra forma.
“Quem já adotou essa mentalidade JOMO está resgatando o verdadeiro sentido das redes sociais: um espaço de relacionamento, influência e conversas com pessoas que tenham interesses em comum. Rede social é um conceito que precede as redes sociais digitais”, explica.
A especialista reforça ainda que existe um comportamento de transição entre o FOMO e o JOMO, conhecido como FOBO (Fear of Better Option), que é o medo de abrir mão de uma opção melhor.
“É aquela sensação de que não quero mais deixar o hiperestímulo me comandar, a ansiedade me governar com tantas opções. Mas ainda não consigo dizer que estou bem com a sensação de perder algo deliberadamente por escolha própria”, afirma.
Nesse cenário, o Carnaval deixa de ser obrigação e passa a ser apenas mais uma escolha possível. Para muitos jovens, o verdadeiro luxo agora é poder dizer “não” sem culpa e encontrar satisfação no descanso e na liberdade de não participar.