F1: o Filme ganhará sequência, afirmou o produtor Jerry Bruckheimer em entrevista à BBC durante um evento organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nessa terça-feira (10/2). Sem dar detalhes do projeto, ele afirmou que começaram a trabalhar na nova produção.
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Cena de F1: O Filme
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F1 arrecadou mais de US$ 630 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) em todo o mundo, tornando-se o lançamento cinematográfico de maior sucesso da Apple Original Films até o momento.
O longa estrelado por Brad Pitt também foi indicado quatro vezes ao Oscar. A lista coloca a produção nas disputas de Melhor Montagem, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Som e Melhor Filme, na qual concorre com O Agente Secreto.
F1: o Filme acompanha a trajetória de Sonny Hayes, ex-piloto promissor que precisou abandonar a Fórmula 1 após sofrer um grave acidente nas pistas. Três décadas depois, ele recebe um convite inesperado de um antigo colega para retornar à categoria e defender a APX GP, uma escuderia novata que enfrenta sérias dificuldades.
Ambientada na temporada de 2023 da Fórmula 1, a produção aposta no realismo ao contar com a participação de pilotos e chefes de equipe reais, além de realizar filmagens em circuitos oficiais, como Silverstone e Abu Dhabi.
Após décadas de espera, moradores e empresários do Setor Norte da Cidade Estrutural passaram a contar com infraestrutura urbana completa. O Governo do Distrito Federal concluiu, na terça-feira (10), a urbanização da Quadra 2 da região, garantindo acesso regular a água potável, energia elétrica, pavimentação e drenagem pluvial para cerca de 500 moradores, além de beneficiar diretamente o polo empresarial da Cidade do Automóvel.
A intervenção resolveu um dos problemas mais antigos da área: o acúmulo de água da chuva nas vias. Com a implantação de uma nova galeria pluvial, o sistema de drenagem da Cidade do Automóvel foi integrado à rede geral do Distrito Federal, reduzindo os alagamentos que, por anos, comprometeram o funcionamento de concessionárias, revendas de veículos e outros estabelecimentos comerciais. Ao todo, 362 empresas passam a ser atendidas pela nova infraestrutura.
Para o administrador regional Alceu de Mattos, a entrega das obras representa o encerramento de uma dívida histórica com a região. Segundo ele, partes da cidade permaneceram por décadas sem urbanização básica. “Havia moradores e empresários que já não acreditavam que essa situação seria resolvida. Hoje, problemas que se arrastavam há anos finalmente receberam uma resposta concreta”, afirmou.
Os serviços foram executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap), responsável pela terraplanagem e pelo levantamento topográfico detalhado das vias. As equipes implantaram redes de água, esgoto e energia elétrica, além de realizar a pavimentação com bloquetes, assegurando o nivelamento adequado das ruas e o correto escoamento das águas pluviais.
A regularização do saneamento ocorreu em parceria com a Companhia Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb), por meio do programa Água Legal, que viabilizou a implantação formal das redes de abastecimento de água e esgotamento sanitário na região.
A obra também incorporou um eixo social. Os bloquetes utilizados na pavimentação foram produzidos por reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), em ação coordenada pela Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda. Dez participantes receberam capacitação específica e atuaram tanto na fabricação quanto na instalação do material.
De acordo com a administração regional, novas intervenções já estão previstas. Áreas como a Chácara do Susano devem receber obras após o período chuvoso, com a implantação de redes de água, esgoto e iluminação pública. No Setor Oeste da Estrutural, onde nunca houve infraestrutura completa, a Caesb iniciou os procedimentos técnicos para implantar sistemas de abastecimento, esgotamento sanitário, drenagem e calçamento.
Com a conclusão da urbanização da Quadra 2, o Setor Norte da Cidade Estrutural avança na consolidação urbana e na melhoria das condições de moradia e de atividade econômica, encerrando um ciclo de quase três décadas marcado pela precariedade da infraestrutura.
A onda de artistas que decidiram transformar seus catálogos em cifras milionárias ganhou mais um nome de peso: Britney Spears. Segundo a revista Rolling Stone, a cantora vendeu os direitos de suas músicas para a Primary Wave, empresa que vem concentrando obras de grandes ícones da indústria fonográfica.
Embora os termos oficiais não tenham sido divulgados, fontes ouvidas pela publicação indicam que o valor do negócio pode se aproximar dos US$ 200 milhões — cifra semelhante à obtida por Justin Bieber ao negociar seu repertório em 2023. Na cotação atual, o montante gira em torno de R$ 1 bilhão.
O acordo envolve canções que definiram uma geração e consolidaram Britney como um dos maiores fenômenos do pop, como Baby One More Time”, Oops!… I Did It Again e Toxic.
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Britney Spears
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Britney Spears
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Britney Spears no clipe de Baby One More Time
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A Primary Wave, por sua vez, tem ampliado agressivamente seu portfólio nos últimos anos. A empresa já administra catálogos ligados a nomes como Prince, Whitney Houston, Bob Marley e Stevie Nicks, reforçando sua posição no mercado de direitos autorais.
Desde o álbum Glory, lançado em 2016, Britney não apresenta um novo projeto de estúdio. Sua aparição mais recente no cenário musical foi em 2023, com a faixa “Mind Your Business”, parceria com will.i.am.
A Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) aprovou, nesta terça-feira (10), os primeiros projetos de lei de 2026 voltados aos concursos públicos do DF. As proposições, votadas em dois turnos e em redação final, tratam da suspensão do prazo de validade de certames para provimento de vagas, medida que beneficia candidatos já aprovados.
Um dos textos aprovados foi o Projeto de Lei nº 2.124/2026, de autoria do deputado Eduardo Pedrosa (União Brasil). A proposta determina a suspensão dos prazos de validade de concursos públicos em razão de restrições orçamentárias e financeiras nos exercícios de 2025 e 2026. A medida alcança os certames homologados e em vigor na data de publicação dos Decretos nº 47.386, de 25 de junho de 2025, e nº 48.172, de 20 de janeiro de 2026.
De acordo com o projeto, os prazos suspensos voltarão a correr a partir do primeiro dia útil subsequente a 31 de dezembro de 2026. O texto também esclarece que a suspensão não impede a nomeação de candidatos durante esse período.
Na mesma sessão, os parlamentares aprovaram o Projeto de Lei nº 2.139/2026, na forma de substitutivo. A proposta, de autoria do deputado João Cardoso (Avante), altera a Lei nº 4.949/2012, que estabelece a norma geral dos concursos públicos no Distrito Federal. O projeto prevê a suspensão do prazo de validade dos certames homologados antes ou durante os 180 dias que antecedem o fim do mandato do chefe do Poder Executivo, estendendo a suspensão até a posse dos eleitos.
Segundo o texto, o prazo de validade dos concursos será retomado, pelo período remanescente, no primeiro dia útil após o término da restrição ou vedação legal. Caberá ao órgão ou entidade responsável pelo certame publicar, no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF), os atos que declarem a suspensão e, posteriormente, a retomada do prazo.
Durante a sessão, diversos parlamentares elogiaram as iniciativas, destacando a importância das medidas para garantir segurança jurídica aos candidatos aprovados. O presidente da CLDF, deputado Wellington Luiz (MDB), afirmou que solicitará ao Poder Executivo a sanção das propostas “o mais rapidamente possível”, uma vez que alguns concursos públicos têm prazo de validade prestes a expirar ainda neste mês.
A chamada Lei dos Influenciadores entrou em vigor em janeiro deste ano com a promessa de dar reconhecimento formal a quem atua na produção de conteúdo digital. A norma, oficialmente registrada como lei 15.325/2026, regulamenta o exercício da profissão de multimídia, conceito amplo que vai além dos influenciadores.
O texto define como atividades de multimídia a criação, produção, edição, gestão e publicação de conteúdos digitais. A regra alcança desde produtores independentes até gestores de mídia em estruturas empresariais. A abrangência, porém, levanta dúvidas.
Para o professor e especialista em Direito Digital Marcelo Crespo, o objetivo da lei foi reconhecer e profissionalizar o setor. “O propósito da lei é de reconhecimento legal e profissionalização de quem trabalha com multimídia. Por isso, o foco do texto foi amplo e funcional”, afirma.
O que a lei estabelece:
Reconhecimento formal da profissão de multimídia, com definição legal da atividade.
Previsão de parâmetros contratuais, criando uma referência para negociações com marcas e empresas.
Abrangência ampla, que inclui produtores independentes, gestores de mídia e criadores de conteúdo digital.
O que ficou de fora:
A norma não trata de temas sensíveis frequentemente associados aos influenciadores digitais, como:
Responsabilidade civil e penal específica;
Regras sobre publicidade enganosa;
Combate à desinformação;
Mecanismos de fiscalização ou punição.
Além disso, “Lei dos Influenciadores” é apenas uma denominação popular. O texto oficial regula a atividade de profissional de multimídia, conceito mais amplo.
Como a lei afeta os influenciadores?
Apesar do apelido, a lei não trata exclusivamente dos influenciadores digitais. Segundo a advogada e professora Ana Júlia Milanez, o principal efeito é simbólico.
“A principal implicação é o reconhecimento inicial da atividade de multimídia como uma profissão, que até então estava às margens. Embora a lei não estruture a atividade de influencer, representa um primeiro passo para uma regulação mais consistente”, explica.
A norma também não avançou em temas que costumam gerar debate público, como ética na publicidade, proteção do consumidor e desinformação. Para Ana Júlia, a lei acaba sendo mais genérica do que regulatória.
“O tema é complexo, e uma única lei não é capaz de solucionar os inúmeros problemas envolvendo influenciadores digitais, já que a matéria envolve diferentes áreas do direito”, afirma. Ela defende a criação de regras que diferenciem as categorias incluídas no conceito de profissional de multimídia, com obrigações específicas para cada uma.
Marcelo Crespo avalia que a ausência de mecanismos punitivos ou fiscalizatórios pode abrir espaço para interpretações divergentes. “Essa lacuna pode ser interpretada como uma resistência do legislador em entrar em temas controversos”, diz.
Leis complementares à vista
Especialistas apontam que a falta de parâmetros mais detalhados pode gerar conflitos, especialmente nas áreas trabalhista e tributária. A expectativa é que normas complementares sejam discutidas para preencher as lacunas e dar mais segurança jurídica ao setor.
“Não é uma lei exclusiva de influenciadores. Trata-se de uma categoria profissional ampla, que ainda comporta regulamentações específicas”, conclui Crespo.
As gravações de Tenho Você em Mim, novo curta-metragem escrito e dirigido por Alex Vidigal, foram concluídas em Brasília na última semana. O filme, que tem previsão de estreia para este ano no Festival de Cinema de Brasília, parte de uma experiência pessoal do diretor para contar a história do encontro entre uma adolescente e a avó, que chega do interior para cuidar da saúde. A relação entre as duas conduz uma narrativa centrada em família, identidade e herança cultural.
Alex afirma em entrevista ao Metrópoles que o ponto de partida do curta veio da própria infância. “Tem Você em Mim nasceu de vivências que tive com a minha avó, quando eu era mais novo, no período da minha infância e adolescência. Ela tinha hábitos que eu, que cresci em Brasília, não tinha, como dormir em rede, comer com a mão, cuscuz, entre outros”, diz.
Essas lembranças deram forma ao vínculo retratado no curta. A trama acompanha uma adolescente fascinada pela cultura do K-pop, que recebe a visita da avó vinda do interior do Norte para realizar exames na capital.
“Dessa convivência vai nascer uma nova percepção que diz respeito à família, a hábitos e à ancestralidade”, explica o diretor.
O filme marca o terceiro capítulo de uma trilogia idealizada por Vidigal. “Ele é meu terceiro curta e também o terceiro de uma trilogia que eu chamo de trilogia das idades”, afirma. Os outros títulos são O Filho do Vizinho, de 2010, e Riscados pela Memória, de 2018. Cada obra se dedica a uma fase da vida e às questões que atravessam esse período.
No caso de Tenho Você em Mim, a adolescência aparece como um território de construção de identidade: “Ela se encanta pelo K-pop porque tem olhos puxados, como os ídolos coreanos, mas se priva da possibilidade de perceber que esses olhos vêm de uma ancestralidade indígena”, afirma.
A chegada da avó coloca essa herança em evidência, sem confronto direto, a partir do convívio, com hábitos, costumes e uma memória familiar que a jovem desconhecia.
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O curta é dirigido por Alex Vidigal
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Tenho Você em Mim, curta brasiliense
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Tenho Você em Mim, curta brasiliense
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Brasília ocupa um papel central na narrativa. Vidigal optou por mostrar a cidade fora do Plano Piloto. A protagonista, por exemplo, mora em Ceilândia, região administrativa do DF.
Ainda assim, outro lugar importante para o filme é o Conic, no Setor de Diversões Sul. “O Conic sempre foi um lugar agregador, de cultura alternativa, de música e de encontros”, afirma o diretor, que cresceu frequentando o espaço.
O ponto de virada da história acontece quando um canto da avó é gravado e transformado em música pelo amigo da protagonista. “Ela entra em reflexão ao perceber quem é essa avó que está do lado dela e que ela não valorizava”, diz Vidigal.
“Antes de tratar de cultura ou de mercado, o filme é sobre uma avó encontrando uma neta e uma neta encontrando uma avó. É sobre afeto“, afirma. Segundo ele, a narrativa convida o espectador a reconhecer o valor do que está próximo.
Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (11/2), a exposição Transbordar o Mundo: Os Olhares de Tarsila do Amaral, que revisita a trajetória de uma das principais figuras do modernismo brasileiro. A mostra fica em cartaz até 10 de maio, no Centro Cultural TCU, com entrada gratuita.
Inédita na capital federal, a exposição reúne mais de 60 obras originais da artista, incluindo Operários (1933), uma de suas pinturas mais emblemáticas. O percurso expositivo também conta com uma sala imersiva, que apresenta projeções de obras icônicas como Abaporu, A Cuca e Antropofagia, conduzindo o público por paisagens exuberantes e imaginários que marcam o universo visual de Tarsila do Amaral.
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Quadro Operários (1933), de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Retrato de Mário de Andrade (1922), de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Auto-retrato I (1924), de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Organizada em quatro núcleos curatoriais, a mostra acompanha os deslocamentos do olhar da artista ao longo de sua trajetória — dos primeiros anos na pintura até a fase social, caracterizada por uma abordagem mais direta das desigualdades e das transformações estruturais do país.
Pela primeira vez em Brasília, Transbordar o Mundo apresenta um conjunto expressivo de obras provenientes de importantes acervos públicos e privados.
Idealizadora e curadora da exposição, Karina Santiago explica a escolha de trazer a mostra para a capital: “Sempre fui admiradora da Tarsila. Ela nasceu em uma família muito abastada e rompeu com todos os acordos sociais que se esperavam dela — desde a separação de um casamento infeliz até a decisão de viajar para estudar arte. Quando o Centro Cultural, junto ao ministro Vital do Rêgo, manifestou a vontade de trazer grandes exposições e atividades culturais, Tarsila foi o primeiro nome que me veio à cabeça”.
Sala imersiva
A curadoria também é assinada por Paola Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral, em parceria com Juliana Miraldi. Para Paola, a atualidade das obras da artista reforçam a relevância da exposição:
“Tarsila pintou um Brasil que reverbera até hoje em todos nós. São obras criadas há mais de 100 anos que continuam extremamente atuais. A própria Tarsila dizia que queria ser a pintora do nosso país — e do país como um todo. Por isso, o impacto dessa exposição estar em Brasília, de forma gratuita, é imenso”, ressalta.
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Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
Além das obras originais, a sala imersiva se destaca por reunir trabalhos emblemáticos que não puderam estar fisicamente na exposição. Segundo Juliana Miraldi, a seleção levou em conta critérios de circulação e acesso.
“Nosso foco foi selecionar obras que normalmente não circulam: trabalhos que estão em coleções privadas, pertencentes a colecionadores que raramente emprestam suas peças, ou que fazem parte de grandes museus, além de obras cuja logística e custo de transporte são muito elevados”, explica.
“A seleção foi baseada no critério de complementar essa exposição já extraordinária, que reúne telas e desenhos originais, trazendo também obras marcantes da trajetória de Tarsila que, infelizmente, não poderiam estar fisicamente aqui. Assim, o público pode vivenciar essas obras de outra forma, por meio da experiência imersiva”, finaliza.
Serviço Exposição Transbordar o Mundo: Os Olhares de Tarsila do Amaral Local: Centro Cultural TCU Horário: de segunda a domingo, das 9h às 18h Data: 11 de fevereiro a 10 de maio Entrada gratuita
O Escritório Central de Arrecadação e Distribuição (Ecad) acusa as prefeituras de Ouro Preto e Mariana, em Minas Gerais, de não repassarem valores referentes aos direitos autorais de músicas tocadas durante eventos públicos de Carnaval. Diante da situação, o órgão afirma que pretende acionar judicialmente os municípios.
Segundo o Ecad, as duas administrações municipais estão inadimplentes há anos. Em Ouro Preto, os pagamentos relacionados às festas carnavalescas não seriam feitos há cerca de 20 anos. Já em Mariana, a dívida se acumula há mais de uma década.
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Carnaval de Mariana em 2025
Reprodução/Prefeitura de Mariana (MG)
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Carnaval em Ouro Preto (MG)
Patrick Araújo/Prefeitura de Ouro Preto
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Carnaval de Mariana em 2025
Reprodução/Prefeitura de Mariana (MG)
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Ouro Preto
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A cobrança tem como base a Lei dos Direitos Autorais (Lei nº 9.610/98), que prevê a necessidade de autorização e remuneração aos autores sempre que obras musicais forem executadas publicamente, inclusive em eventos gratuitos. Com isso, o Ecad estima que a dívida de Ouro Preto chegue a R$ 2 milhões, enquanto a de Mariana se aproxima de R$ 1 milhão.
“Os dois municípios mineiros estão inadimplentes com os direitos autorais de música há muitos Carnavais”, diz a nota. “Esse é um pagamento que deve ser efetuado por organizadores e promotores de eventos como qualquer outro serviço, como montagem de palco, iluminação, cachês e outros.”
Enio Medeiros, gerente regional do Ecad em Minas Gerais, afirma que o órgão tentou negociar com ambas as prefeituras, sem sucesso. No caso de Ouro Preto, ele diz que houve um acordo em 2025, com parcelamento da dívida, mas que os valores não teriam sido pagos.
“Já a prefeitura de Ouro Preto chegou a firmar um acordo judicial no ano passado e, mesmo depois do parcelamento dos valores, não cumpriu com o que ficou definido e continua inadimplente em outros eventos”, declarou.
A legislação prevê que os direitos autorais sejam pagos sempre que músicas forem reproduzidas em locais de frequência coletiva. O pagamento pode ocorrer antes da realização do evento ou posteriormente, quando o cálculo depende do público presente.
Ouro Preto conta com mais de 25 blocos na programação oficial de 2026, além de desfiles e programação musical. Já Mariana, que contabiliza 15 blocos nos dias de folia deste ano.
O órgão também alega que a inadimplência se estende a outras festas públicas promovidas pelas prefeituras ao longo do ano. Segundo o Ecad, em eventos gratuitos, o valor a ser repassado é calculado com base no custo musical, que inclui despesas com som, montagem de palco, cachês de artistas e outros gastos.
“A questão é que as duas prefeituras mineiras não disponibilizaram seus contratos”, afirma o comunicado. “Do total arrecadado, 85% são repassados a compositores e artistas, os verdadeiros donos e criadores das obras musicais.”
As prefeituras de Ouro Preto e Mariana foram procuradas, mas não se manifestaram até a publicação desta matéria.
A fiscalização ambiental flagrou, na tarde da última segunda-feira (9), a manutenção ilegal de aves silvestres em um imóvel no Recanto das Emas. Ao todo, nove pássaros foram recolhidos durante a ação, que integra operações de combate a crimes contra a fauna no Distrito Federal.
A intervenção foi realizada por equipes do Grupamento de Operações no Cerrado, com base em informações levantadas previamente pelo núcleo de inteligência ambiental. No endereço, os agentes confirmaram a prática de cativeiro irregular, sem qualquer autorização legal.
Entre os animais apreendidos, a presença de um azulão agravou a ocorrência. A espécie é protegida por normas ambientais, e sua captura ou manutenção em cativeiro caracteriza infração de maior gravidade.
Diante do flagrante, dois Termos Circunstanciados de Ocorrência (TCOs) foram registrados. Os responsáveis deverão responder judicialmente por crime ambiental, conforme a legislação federal.
Após o recolhimento, as aves foram encaminhadas ao Ibama para avaliação veterinária e reabilitação. A possível reintegração ao ambiente natural dependerá das condições de cada animal.
A fiscalização ambiental reforça que denúncias da população são fundamentais para identificar e interromper práticas ilegais envolvendo a fauna silvestre.
A TV aberta segue perdendo espaço no consumo de vídeo no Brasil, enquanto o streaming cresce em ritmo acelerado. Dados publicados pelo Kantar Ibope indicam que, no período de um ano, o consumo audiovisual via internet deve superar aquele realizado pela televisão linear gratuita.
Em janeiro de 2025, a TV aberta registrava 57,9% de participação no share de audiência. Um ano depois, em janeiro de 2026, o índice caiu para 53,9% — recuo de quatro pontos percentuais e 6,91% em 12 meses.
O streaming, no caminho oposto, segue tendência de alta. No mesmo período, saltou de 33,9% para 39,4% – um avanço de 5,5 pontos percentuais e 16,22%.
A distância entre TV aberta e consumo on-line era de 24 pontos percentuais em 2025 e encolheu para 14,5 pontos em 2026. Em 12 meses, o streaming reduziu em quase 10 pontos a diferença.
Em uma movimentação que já era antecipada pelos bastidores políticos do Distrito Federal, a Câmara Legislativa (CLDF) formalizou nesta segunda-feira (9) o arquivamento de um dos pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).
O despacho, assinado pelo presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), baseou-se em um parecer jurídico que apontou a fragilidade das acusações e a ausência de provas concretas.
O pedido, protocolado pelo servidor e jornalista Antônio Vitor Leitão, mirava a controversa negociação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
No entanto, a Procuradoria-Geral da CLDF foi enfática: a denúncia carecia de “justa causa” e não individualizava a conduta do governador que pudesse ser enquadrada como crime de responsabilidade.
Enquanto o governador Ibaneis Rocha classificou as tentativas de afastamento como “puramente políticas”, sua vice, Celina Leão (PP), tem adotado um tom de cautela e preservação do patrimônio público.
Em vídeos recentes publicados em suas redes sociais e declarações à imprensa, a vice-governadora — que se prepara para assumir o Palácio do Buriti caso Ibaneis se desincompatibilize para disputar o Senado — reforçou que o foco da gestão é a transparência.
“Não temos compromisso com o erro”, tem sido o mantra de Celina ao comentar as investigações que levaram ao afastamento da antiga cúpula do BRB.
Ao se posicionar, Celina busca equilibrar o apoio ao governo com uma imagem de renovação e rigor administrativo, corroborando com sua futura candidatura ao governo do DF em 2026 de possíveis estilhaços da crise bancária.
O imbróglio financeiro que gerou a crise envolve a suposta compra de carteiras de crédito suspeitas e uma tentativa bilionária de aquisição de ações do Banco Master pelo BRB.
A Defesa: Ibaneis sustenta que sua gestão é superior às anteriores e que o arquivamento prova a inexistência de irregularidades cometidas diretamente por ele.
A Oposição: Partidos como PSOL, PT e PSB não recuaram. Mesmo com este arquivamento, outros seis requerimentos ainda tramitam na Casa, pressionando por uma investigação mais profunda sobre o rombo que, segundo parlamentares da oposição, pode superar os R$ 12 bilhões.
O arquivamento reforça uma tendência na CLDF: a necessidade de fundamentos técnicos robustos para processos de impedimento.
Juristas consultados apontam que, sem a “arma fumegante” (prova direta), as denúncias acabam servindo apenas como munição para o debate político, sem força para romper a base aliada do governador no Legislativo.
Com a decisão, Ibaneis ganha fôlego para seguir com seu cronograma político, enquanto Celina Leão solidifica sua posição como a sucessora natural, mantendo o discurso de que as instituições do DF — como o BRB — devem ser protegidas acima de qualquer disputa partidária.
Juliana Alves resolveu falar sobre os bastidores da novela Três Graças. Nesta terça-feira (10/2), no Encontro, a atriz deu detalhes sobre o pouco tempo de tela que a personagem dela, Alaíde, teve nos últimos capítulos.
“Não estou gravando com aquela intensidade. O público até cobra na internet. Vejo algumas pessoas falando: ‘Tem que ter mais cena para Alaíde’”, disse ela.
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Juliana Alves
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Juliana Alves
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Em seguida, Juliana Alves disse que, por conta do elenco robusto, a personagem dela está mais apagada neste momento da novela.
Entretanto, não é motivo de chateação para a atriz. “Enquanto a Alaíde está fazendo vários nadas, está se especializando em fazer coisa nenhuma, estou podendo estar aqui e curtir o Carnaval”, afirmou.
A atriz estará na Sapucaí com a Unidos da Tijuca, no Carnaval do Rio. A escola desfila na segunda-feira (16/2), com o enredo “Carolina Maria de Jesus”.