Judocas brasileiras superam preconceito e inspiram jovens atletas

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“Quando eu comecei a fazer esses eventos, eu via que eu não podia parar, porque através da minha história, da minha conquista ali, da minha medalha, eu estava inspirando outras gerações”.


A fala é da judoca brasileira Rafaela Silva (à direita, no destaque) que, juntamente com Jéssica Pereira, ambas da seleção brasileira de judô, participaram de evento sobre equidade de gênero e desenvolvimento social, por ocasião do Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março. 


Na moderação, que ocorreu na última quinta-feira (12), no Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES), as atletas debateram sobre carreira, dificuldades de se manter em um esporte de alto rendimento, e preconceitos sociais e de gênero que enfrentaram durante a trajetória. 


Atualmente com 28 medalhas olímpicas, o judô é o esporte que mais rendeu pódios ao Brasil na competição. Das cinco medalhas de ouro, três são de atletas femininas: Sarah Menezes (2012), Rafaela Silva (2016) e Beatriz Souza (2024). 


A conversa foi mediada pela gerente de comunicação da Confederação Brasileira de Judô (CBJ), Camila Dantas (à esquerda, na foto em destaque). 


Presença Feminina


Aos 33 anos, Rafaela conta que conheceu o judô aos 5, através de um projeto social perto da sua casa, então na Cidade de Deus, no Rio de Janeiro. Depois de não se sentir acolhida nas aulas de futebol, onde era a única menina do grupo, ela observou que no judô as crianças se divertiam juntas independentemente do gênero.  


Jéssica Pereira, de 31 anos, é tricampeã pan-americana e hepta campeã brasileira. Ela conta que iniciou sua vida no esporte aos 7 anos como uma forma de fugir da violência, na Ilha do Governador, perto do Morro do Dendê. Ela explica que foi a mãe que a matriculou, juntamente com outros cinco irmãos no judô, para ocupar as crianças durante o dia. 



“Quando eu recebo uma mensagem no Instagram dizendo que eu sou uma inspiração ou uma criança dizendo assim: ‘Ah, eu entrei no judô porque eu te vi lutar’. Esses momentos são muito gratificantes, e a gente sabe que serve como inspiração pra nova juventude que tá vindo aí.” 



Rafaela Silva conta que quando começou na seleção brasileira, em 2008, os treinos no Japão eram reservados apenas para os homens, já que a confederação não acreditava que elas tinham nível para treinar no país onde o esporte surgiu. Segundo a atleta, este cenário que mudou com o tempo.


“O judô feminino é igual o masculino. A gente luta o mesmo tempo de luta, a gente recebe a mesma premiação, a gente tem as mesmas oportunidades e as pessoas ainda têm essa visão, né?”, acrescentou. 


Desafios e conquistas


Rafaela lembra que, durante sua trajetória, lidou com olhares tortos e desconfiança por ser uma atleta mulher. O preconceito partia tanto de familiares quanto nas competições internacionais. 



“Várias tias nossas falavam: ‘Não, mas isso daí é negócio de homem, ficar se agarrando, ficar se batendo lá’. Até que elas começaram a entender um pouco da nossa história dentro da modalidade e mudaram essa visão.” 



Mesmo diante de desafios, as conquistas da categoria feminina do judô são muitas. A ex-judoca Mayra Aguiar, por exemplo, é a maior medalhista brasileira do esporte. Foram três medalhas olímpicas de bronze em duas competições: Londres 2012 e Tóquio 2020.


Ela também foi a primeira mulher brasileira a conquistar três medalhas olímpicas em esportes individuais, e hoje divide a conquista com a ginasta Rebeca Andrade.


Federação internacional


A Federação Internacional de Judô tem trabalhado para o desenvolvimento da categoria feminina. No campeonato mundial de 2017, foi inaugurada a competição por equipes mistas, que mescla homens das categorias 73 kg, 90 kg e +90 kg com mulheres do 57 kg, 70 kg, +70 kg.


Antes disso, a competição por equipes era separada por gênero, e a mudança forçou países de tradição na modalidade, como Geórgia, Azerbaijão e Uzbequistão a investirem na formação e profissionalização de atletas mulheres. 


De olho nas Olimpíadas de 2028 em Los Angeles, Rafaela Silva já notou a presença de mais atletas femininas nas competições, e conta que aos 33 anos não tem planos de parar de se aposentar. 


*Estagiária sob supervisão da jornalista Mariana Tokarnia. 







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Saiba o que O Agente Secreto tem a comemorar após decepção no Oscar

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Mesmo com a torcida e esperança brasileira, o Brasil não levou nenhuma das cinco categorias que disputava no Oscar 2026. O filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho, perdeu em Melhor Elenco para Uma Batalha Após a Outra, em Melhor Filme Internacional para Valor Sentimental e em Melhor Ator e Melhor Filme para Pecadores. O diretor de fotografia Adolpho Veloso também não levou a estatueta pelo filme estadunidense Sonhos de Trem. 


Especialistas afirmam que, apesar das derrotas no Oscar, o filme brasileiro tem muito o que comemorar. A avaliação é de que a trajetória do longa nacional até a maior premiação do cinema mundial alavanca ainda mais a importância da arte feita no Brasil, enquanto as perdas não invalidam a relevância do potencial dos profissionais brasileiros.


Saiba o que O Agente Secreto tem a comemorar após decepção no Oscar - destaque galeria

Wagner Moura como Marcelo/Armando no filme O Agente Secreto
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Wagner Moura como Marcelo/Armando no filme O Agente Secreto

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Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nos bastidores de O Agente Secreto
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Wagner Moura e Kleber Mendonça Filho nos bastidores de O Agente Secreto

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Wagner Moura e Tânia Maria em O Agente Secreto
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Wagner Moura e Tânia Maria em O Agente Secreto

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Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho
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Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto, de Kleber Mendonça Filho

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Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto
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Wagner Moura em cena do filme O Agente Secreto

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“O Agente Secreto já produziu um efeito estrutural. O simples fato de ter circulado com força no circuito internacional, acumulando indicações e vitórias relevantes, especialmente em festivais como o Festival de Cannes, reposiciona o cinema brasileiro como potência criativa contemporânea, não apenas como memória de um passado glorioso”, afirma Gabriel Amora, jornalista e crítico de cinema.

“Não existe um panorama em que O Agente Secreto saia moralmente derrotado. A campanha foi muito bem-sucedida”, completa Cyntia Calhado pesquisadora e professora universitária do curso de Cinema e Audiovisual da ESPM.


É importante lembrar que, para além das indicações de Ainda Estou Aqui — vencedor da categoria Melhor Filme Internacional no Oscar 2025 — e O Agente Secreto, o Brasil já foi indicado ao Oscar outras 13 vezes nas mais diversas categorias, considerando filmes nacionais e coproduções com outros países.




Brasil no Oscar



  • Orfeu Negro (1960)

  • O Pagador de Promessas (1963)

  • Raoni (1979)

  • O Beijo da Mulher-Aranha (1986)

  • O Quatrilho (1996)

  • O Que É Isso, Companheiro? (1998)

  • Central do Brasil (1999)

  • Uma História de Futebol (2001)

  • Cidade de Deus (2004)

  • Lixo Extraordinário (2011)

  • O Sal da Terra (2015)

  • O Menino e o Mundo (2016)

  • Democracia em Vertigem (2020)




Impactos na indústria


A cineasta Cíntia Domit Bittar garante que o destaque em premiações internacionais também causa impacto direto na indústria, “como o fortalecimento da receptividade ao cinema brasileiro independente dentro do próprio país, ampliando o interesse do público e a busca por filmes nacionais”.


O título brasileiro ganhou destaque em premiações como Critics Choice Awards e Globo de Ouro. No ano passado, o longa Ainda Estou Aqui, de Walter Salles, conquistou o mesmo feito, levando a categoria de Melhor Filme Internacional no Oscar 2025.


“No momento, O Agente Secreto e Ainda Estou Aqui se configuram como exceções. O cinema brasileiro sempre produziu obras extraordinárias, mas o reconhecimento internacional em escala industrial depende de continuidade, de políticas públicas estáveis e de estratégias consistentes de circulação. Sem isso, cada conquista pode ser tratada como um evento isolado, e não como parte de uma presença permanente”, pondera Cíntia.


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Fernanda Torres em Ainda Estou Aqui
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Fernanda Torres em Ainda Estou Aqui

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Fernanda Torres em Ainda Estou Aqui
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Fernanda Torres em Ainda Estou Aqui

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Pôster de Ainda Estou Aqui (2024)
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Pôster de Ainda Estou Aqui (2024)

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Cena do filme Ainda Estou Aqui
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Cena do filme Ainda Estou Aqui

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E daqui para frente?


Estamos vendo uma fase de ouro da cinematografia brasileira no sentido de prestígio internacional. Esse impacto será muito duradouro.

Pierre Grangeiro, historiador e membro-fundador do Cineclube 24 Quadros

Para os especialistas, a permanência de filmes brasileiros em destaque mundial depende da reorganização para transformar prestígio em política de continuidade.


“Quando um longa como Ainda Estou Aqui alcança repercussão internacional e, no ano seguinte, O Agente Secreto mantém o Brasil em evidência, cria-se uma narrativa de consistência. O mundo deixa de olhar para o cinema brasileiro como ‘surpresa exótica’ e passa a enxergá-lo como produção recorrente de alto nível“, explica Gabriel, que completa:


“Mas isso exige ecossistema, como a existência de editais estáveis, distribuição estratégica, formação de público e integração com o mercado internacional. Se houver política cultural consistente, esses filmes deixam de ser exceções e passam a ser parte de uma nova fase. Se não houver, correm o risco de virar apenas picos isolados numa curva irregular.”

Cíntia finaliza garantindo que, apesar do prestígio de uma estatueta do Oscar, a premiação não é responsável por consolidar um filme como marco histórico. “A trajetória de O Agente Secreto o consolida como um grande marco, desde o estrondo no Festival de Cannes 2025, quando já saiu recordista”, garante.





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Mostra marca abertura do espaço expositivo Casa-ateliê Tomie Ohtake

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A exposição Ruy Ohtake – Percursos do habitar, inaugurada neste mês de março, marca a abertura da Casa-ateliê Tomie Ohtake como espaço de programação cultural do Instituto Tomie Ohtake, com atividades abertas ao público relacionadas à arquitetura, ao design e às artes em geral.


O local é a antiga residência da artista, no bairro do Campo Belo, em São Paulo.


A mostra, que fica em cartaz até 31 de maio na Casa-ateliê, reúne seis projetos residenciais do arquiteto Ruy Ohtake, realizados entre as décadas de 1960 e 2010. Ele explora a casa como espaço central de sociabilidade, memória e construção da vida cotidiana.


Com curadoria de Catalina Bergues e Sabrina Fontenele, o público conhecerá cinco residências unifamiliares projetadas por Ohtake: a Casa-ateliê Tomie Ohtake (1966), a Residência Chiyo Hama (1967), a Residência Nadir Zacarias (1970), a Residência Domingos Brás (1989) e a Residência Zuleika Halpern (2004).


Além delas, há o projeto Condomínio Residencial Heliópolis (2008/2009), a produção habitacional de maior escala do arquiteto, conhecido como “Redondinhos”.


O arquiteto desenvolveu o conceito de casa-praça, compreendendo a moradia como um lugar de convivência ampliada.



“As residências se configuram como lugares voltados ao encontro: as áreas comuns são ampliadas e valorizadas, enquanto os ambientes íntimos são reduzidos à sua dimensão essencial”, afirmou Catalina Bergues.



“A luz desempenha o papel de regente da organização espacial: ora pontual, ora difusa, ela se articula a jardins internos e recuos, orientando o percurso doméstico e tensionando os limites entre interior e exterior”, acrescentou.


 





São Paulo (SP), 14/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Espaço expositivo Casa-ateliê Tomie Ohtake. Foto: Cristiano Mascaro/Divulgação

São Paulo (SP), 14/03/2026 - FOTO DE ARQUIVO - Espaço expositivo Casa-ateliê Tomie Ohtake. Foto: Cristiano Mascaro/Divulgação


São Paulo (SP), 14/03/2026 – Espaço expositivo Casa-ateliê Tomie Ohtake. Foto: Arquivo/Cristiano Mascaro/Divulgação 



Segundo as curadoras, os projetos habitacionais na mostra evidenciam como, em diferentes contextos urbanos, escalas e momentos históricos, o arquiteto construía uma reflexão crítica sobre o modo de viver contemporâneo.


O público terá acesso a maquetes de todas as casas e do conjunto habitacional, fotografias históricas das construções e registros recentes, além de desenhos técnicos e croquis. Dessa forma, é possível acompanhar os processos de concepção e as transformações desses espaços ao longo do tempo.


Há ainda um conjunto de vídeos com depoimentos dos moradores, reunindo relatos sobre o cotidiano, os usos dos espaços e as formas de convivência possibilitadas por essas arquiteturas.


As curadoras ressaltam a atuação de Ruy na defesa de espaços públicos de qualidade como instrumento de inclusão social, que, segundo elas, se expressou em Heliópolis, onde trabalhou em parceria com lideranças comunitárias na implementação de equipamentos públicos, como o CEU Heliópolis e os “Redondinhos”.


“Os depoimentos em vídeo dessas lideranças da comunidade ampliam essa perspectiva, situando o habitar como experiência coletiva e urbana”, enfatizaram.







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Público culpa Gwyneth Paltrow por derrota de O Agente Secreto. Entenda

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A histórica derrota de Fernanda Montenegro no Oscar voltou a repercutir nas redes sociais durante a cerimônia deste domingo (15/3). Internautas resgataram o episódio após uma foto de Gwyneth Paltrow com Wagner Moura circular na web.


Na imagem, a atriz americana aparece sorridente ao lado do brasileiro nos bastidores da premiação. O encontro, no entanto, virou motivo de revolta entre internautas brasileiros, que atribuíram as derrotas do Brasil no Oscar ao fato do ator ter posado ao lado de Paltrow.



Os comentários fazem referência à disputa de 1999, quando Gwyneth venceu o Oscar de Melhor Atriz por Shakespeare Apaixonado, superando Fernanda Montenegro, indicada por Central do Brasil. O resultado segue sendo um dos mais debatidos entre fãs de cinema no Brasil, com muitos críticos defendendo que a atuação da brasileira era superior.


Gwyneth Paltrow
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Gwyneth Paltrow

Reprodução
A atriz Gwyneth Paltrow
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A atriz Gwyneth Paltrow

tefanie Keenan/Getty Images for Daily Front Row
Público culpa Gwyneth Paltrow por derrota de O Agente Secreto. Entenda - imagem 3

O Agente Secreto, dirigido por Kleber Mendonça Filho e estrelado por Wagner Moura, encerrou sua participação no Oscar 2026 sem levar estatuetas, apesar de ter quatro indicações


“Depois de 1999, era melhor manter o Wagner longe da Gwyneth”, escreveu um internauta no X (antigo Twitter). “A maldição do Oscar atacou de novo”, brincou outro.


Além disso, após as derrotas, brasileiros invadiram o Instagram da Academia para protestar. “CPI do Oscar já. O Brasil foi roubado”, disse uma pessoa. “Roubaram o Brasil na cara dura”, escreveu outra.





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Divisão armada da Guarda Municipal do Rio começa a atuar neste domingo

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A divisão de elite da Guarda Municipal do Rio de Janeiro começou a atuar neste domingo (15). Criada para fazer o policiamento ostensivo contra roubos e furtos em áreas de grande circulação, a chamada Força Municipal é uma unidade que conseguiu o direito de portar arma de fogo.


Neste primeiro dia, os agentes foram designados para patrulhar o entorno do Terminal Gentileza, ponto de transbordo de ônibus, a rodoviária Novo Rio e a Estação Leopoldina, todos na região central da cidade, assim como o Jardim de Alah, entre os bairros de Ipanema e Leblon, na zona sul, uma região ampla, perto da praia.


Os agentes podem ser identificados pelas boinas amarelas, cor que também está nos uniformes da nova divisão e contrasta com o cáqui, da atual Guarda Municipal.



“Os agentes passaram por um criterioso processo de seleção e agora, nas ruas, eles têm, diariamente, uma tarefa a cumprir e nós acompanhamos”, disse o prefeito Eduardo Paes, ao acompanhar a saída dos guardas, do Centro de Operações e Resiliência (COR-Rio).



O local é uma espécie de centro de comando da prefeitura.


Os agentes da nova força utilizam pistolas Glock – com capacidade de 15 tiros – e equipamentos de menor potencial ofensivo, como spray de pimenta, gás lacrimogêneo e tasers (aparelho que dá choque e é usado para imobilizações).


Para garantir que o uso dos equipamentos seja proporcional é obrigatório o uso de câmeras corporais e GPS, equipamentos que permitem monitoramento em tempo real dos agentes.


Os guardas fazem o patrulhamento a pé, em duplas ou trios, e com apoio de motos e viaturas. As ordens são de fazer abordagens preventivas, ao identificarem comportamentos suspeitos para circunstâncias de roubos e furtos.


De acordo com o secretário de Segurança Urbana, Brenno Carnevale, o monitoramento, seleção e treinamento “fazem com que os agentes tenham capacidade de atuar de forma técnica e estritamente dentro da lei”. Assim, avalia, os novos guardas vão ganhar confiança da população.


Os primeiros pontos de policiamento da Força Municipal, segundo a prefeitura, foram escolhidos com base na incidência de crimes patrimoniais e nos horários com maior concentração de ocorrências, definidos após análise de dados estatísticos e de circulação na cidade.


Armamento gerou discussão


A Força Municipal sai às ruas mesmo sob questionamentos da Câmara Municipal do Rio e desconfiança da população, que enfrenta alta letalidade praticada pela Polícia Militar, controlada pelo governo do estado, assim como a Polícia Civil.


O vereador Rogério Amorim (PL), quando discutiu a medida na Câmara, disse que a nova unidade “acabava com a Guarda Municipal” por contratar agentes temporários para um cargo público. Ele se preocupava também que, em um curto espaço de tempo (seis anos), os agentes pudessem passar para o crime.


A vereadora Thais Ferreira (PSOL) também disse, à época, que as justificativas da prefeitura foram insuficientes. Já Tainá de Paula (PT), hoje secretária municipal de Ambiente e Clima, afirmou que a Força não poderia se tornar “aparelho de higienização”. “A defesa dos camelôs e da população de rua é uma pauta histórica”, alertou, preocupada com a repressão.


Duas ações contra a Força Municipal foram apresentadas ao Supremo Tribunal Federal (STF), questionando a legalidade da contratação temporária sem concurso público, e ainda com autorização para porte de arma de fogo.


A prefeitura, no entanto, explicou que a decisão foi a de criar um modelo de policiamento complementar ao da Polícia Civil e Militar e que formou 600 agentes depois de meses de treinamento da Polícia Rodoviária Federal.


Com a ação, a prefeitura busca mais segurança.  “A partir de agora vamos entrando, gradativamente, nas áreas da cidade onde os números de roubos e furtos são maiores, permitindo mais segurança”, completou o prefeito, ao comentar a saída da Força, neste domingo.


No planejamento municipal há previsão de estender a atuação da Força Municipal para outros 20 pontos da cidade, em etapas. Entre os locais, estão trechos de Copacabana e Botafogo, na zona sul, Centro, Barra da Tijuca, na zona oeste, além de áreas próximas a estações de trem e metrô.


A prefeitura também pretende cobrir o entorno do Maracanã e da Universidade Estadual do Rio de Janeiro (UERJ), estações de metrô entre São Francisco Xavier e Afonso Pena, na zona norte, assim como áreas comerciais no Méier, Del Castilho e Madureira, na mesma região.


Na zona oeste, o projeto prevê patrulhamento perto das estações ferroviárias em Bangu, Campo Grande e Santa Cruz, além de trechos de vias expressas, na Barra da Tijuca.







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Timothée Chalamet vira piada após fala sobre ópera e balé

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O ator Timothée Chalamet virou piada durante a cerimônia do Oscar 2026, na noite desse domingo (15/3), após a polêmica envolvendo uma fala sobre a ópera e o balé.


Conan O’Brien, apresentador da cerimônia, disse: “A segurança está extremamente reforçada esta noite. Eu só preciso mencionar isso. Sim, me disseram que há preocupações sobre ataques vindo tanto das comunidades da ópera quanto do balé. Eles só estão bravos porque você deixou o jazz de fora”.


Timothée Chalamet está no centro de uma polêmica nas redes sociais após comentários sobre balé e ópera. O ator foi duramente criticado por conta da declaração, que voltou a repercutir dias depois de uma entrevista dele ao lado do ator Matthew McConaughey.




“Não quero trabalhar em algo como balé ou ópera, onde é preciso dizer ‘mantenham essa coisa viva’, mesmo que ninguém mais se importe”, afirmou o ator. Em seguida, ele acrescentou que tem “todo respeito” por profissionais dessas áreas.


Na mesma conversa, Chalamet defendia a importância de manter os cinemas relevantes e disse que, quando o público realmente quer assistir a um filme, ele se mobiliza para isso. Como exemplo, citou os sucessos de bilheteria Barbie e Oppenheimer.


Oscar 2026: Timothée Chalamet vira piada após fala sobre ópera e balé - destaque galeria

Timothée Chalamet no filme Marty Supreme
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Timothée Chalamet no filme Marty Supreme

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Timothée Chalamet, vencedor do prêmio de Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical por
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Timothée Chalamet, vencedor do prêmio de Melhor Ator em Filme de Comédia ou Musical por "Marty Supreme" no Globo de Ouro

Frazer Harrison/WireImage
Timothée Chalamet em Marty Supreme
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Timothée Chalamet em Marty Supreme

A24/Reprodução
O ator francês Timothée Chalamet
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O ator francês Timothée Chalamet

Michael Buckner/Penske Media via Getty Images





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Cidade onde Wagner Moura cresceu terá telão para transmissão do Oscar

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Recanto das Emas vai às ruas em caminhada contra a violência contra a mulher

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Moradoras e moradores do Recanto das Emas participaram, neste sábado (14), de uma caminhada de conscientização contra a violência de gênero. O ato, promovido durante o  reuniu agentes públicos, lideranças comunitárias e famílias da região em um percurso simbólico que buscou chamar atenção para a necessidade de combater a violência contra as mulheres.


A concentração ocorreu na Quadra 101 da cidade. De lá, o grupo seguiu em caminhada até as proximidades do Recanto Shopping. Ao longo do evento, também foram realizadas atividades de saúde, alongamento, aulas coletivas e ações educativas, além da distribuição de materiais informativos sobre canais de denúncia e proteção às vítimas.


Mais do que uma manifestação simbólica, a mobilização foi tratada pelas participantes como um gesto coletivo de conscientização. Em um país onde os casos de violência contra mulheres ainda são recorrentes, a caminhada reforçou a importância da denúncia, da rede de proteção e do fortalecimento de políticas públicas voltadas ao enfrentamento desse tipo de crime.


Cartazes, camisetas roxas e palavras de ordem marcaram o percurso e reforçaram a principal mensagem do ato: o direito das mulheres de viver com liberdade e segurança. Durante a caminhada, participantes lembraram que denunciar agressões é fundamental e destacaram o Disque 180 como um dos principais canais de apoio às vítimas.



A mobilização contou com o apoio da Administração Regional do Recanto das Emas, além de instituições como o Ministério Público do Distrito Federal e Territórios, a Secretaria da Mulher do Distrito Federal e o Governo do Distrito Federal. O evento também reuniu parceiros locais, entidades comunitárias e voluntários.



O administrador regional do Recanto das Emas, Carlos Dalvan, destacou a importância da participação da comunidade na mobilização e reforçou o compromisso da cidade com o enfrentamento da violência.


“O recado do Recanto das Emas é claro: não à violência, especialmente contra as nossas mulheres. Precisamos proteger, acolher e incentivar que elas tenham coragem de denunciar”, afirmou.


Durante sua fala, Dalvan também ressaltou que a defesa das mulheres deve ser uma responsabilidade coletiva. Segundo ele, muitas vítimas ainda enfrentam dificuldades para denunciar por dependência financeira ou medo, o que torna fundamental a atuação da rede de apoio e das políticas públicas voltadas ao acolhimento.


O administrador também lembrou iniciativas estruturadas pelo governo local para atender mulheres em situação de violência, citando equipamentos como a Casa da Mulher Brasileira, implantada na região com apoio do governador Ibaneis Rocha e da vice-governadora Celina Leão.


Conhecido pela forte participação comunitária, o Recanto das Emas tem histórico de engajamento em causas sociais. A caminhada deste sábado reforçou esse perfil da cidade, marcada por iniciativas que buscam mobilizar moradores em torno de pautas coletivas e de interesse público.


No mês em que o debate sobre os direitos das mulheres ganha ainda mais visibilidade, a mobilização também serviu para lembrar que o enfrentamento à violência de gênero exige vigilância permanente. Para muitas participantes, a mensagem deixada pelas ruas da cidade foi direta: mulheres têm o direito de viver com respeito, segurança e dignidade todos os dias.






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Investimentos transformam infraestrutura e serviços públicos em Brazlândia

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Uma das regiões administrativas mais tradicionais do Distrito Federal, Brazlândia tem experimentado, nos últimos anos, um conjunto de intervenções públicas que vêm alterando o cenário urbano da cidade. Fundada em 1933, a localidade passou a receber, a partir de 2019, uma série de investimentos do Governo do Distrito Federal (GDF) voltados à recuperação da infraestrutura, à ampliação de serviços essenciais e à criação de novas oportunidades para a população.


Entre as obras que impactam diretamente o cotidiano dos moradores está a reestruturação de importantes corredores viários que conectam Brazlândia a outras áreas do DF. Um dos principais projetos foi a recuperação de 7,6 quilômetrosda rodovia DF-180, no trecho conhecido como Garrafão. A intervenção contou com investimento de aproximadamente R$ 11 milhões e beneficia diariamente cerca de 30 mil motoristas que utilizam a via para deslocamento e transporte de mercadorias.


Outras rodovias estratégicas que dão acesso à cidade também receberam melhorias ao longo do período. Trechos das DF-001, DF-435 e DF-451 passaram por obras de pavimentação e recapeamento, reduzindo problemas de desgaste do asfalto e garantindo maior segurança no tráfego. No perímetro urbano, o avanço das obras incluiu a construção de mais de 11 mil metros de calçadas, ampliando a acessibilidade e oferecendo melhores condições de circulação para pedestres.


Um dos equipamentos públicos mais utilizados pela população, a Rodoviária de Brazlândia, também passou por revitalização. O terminal recebeu melhorias estruturais após cerca de cinco décadas sem reformas significativas, proporcionando um ambiente mais organizado e confortável para quem utiliza o transporte coletivo na região.


Na área da saúde, o Hospital Regional de Brazlândia passou por um processo de modernização com investimentos que superam R$ 20 milhões. Os recursos foram direcionados principalmente para melhorias na maternidade e no pronto-socorro, com intervenções voltadas à ampliação da capacidade de atendimento e à qualificação da estrutura hospitalar.


A rede de atenção básica também foi fortalecida com a implantação de duas novas Unidades Básicas de Saúde, nas localidades Incra 8 e Chapadinhas. As unidades ampliam o acesso da população aos serviços médicos de prevenção, acompanhamento e atendimento primário.


Já no campo da educação, a cidade ganhou sua primeira escola técnica. A nova unidade amplia a oferta de formação profissional e abre caminhos para que jovens e trabalhadores da região tenham acesso a cursos voltados ao mercado de trabalho, reforçando o papel de Brazlândia como um polo de oportunidades dentro do Distrito Federal.


Com esse conjunto de ações, a região administrativa passa por um processo gradual de transformação, com melhorias que alcançam desde a mobilidade urbana até áreas estratégicas, como saúde e qualificação profissional.






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