Médicos que prescreverem Mounjaro sem registro serão punidos pelo CFM
Conselho diz que médicos não podem prescrever ou intermediar acesso a versões sem registro e fora das regras sanitárias
O Conselho Federal de Medicina (CFM) alertou médicos e a população sobre a proibição de uso, prescrição ou indicação de medicamentos à base de tirzepatida que não tenham registro válido na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa). A orientação também vale para produtos de origem desconhecida ou que não sigam as regras sanitárias do país.
A tirzepatida é o princípio ativo de medicamentos usados no tratamento do diabetes e também associados à perda de peso. Nos últimos meses, a substância passou a circular fora dos canais regulares, incluindo versões importadas sem autorização e formulações manipuladas.
Segundo o CFM, o médico não pode usar a consulta ou a receita para facilitar a compra de produtos vindos do exterior sem autorização para entrada no Brasil. Também é proibido indicar ou aplicar medicamentos sem nota fiscal, sem rastreabilidade ou sem documentação sanitária adequada.
A entidade afirma que essas práticas ferem normas éticas e colocam o paciente em risco, já que não há garantia sobre a qualidade, a origem e as condições de armazenamento desses produtos.
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O alerta inclui ainda formulações manipuladas com tirzepatida feitas fora das regras sanitárias. De acordo com o conselho, não é permitido prescrever ou utilizar produtos preparados com insumos sem procedência regular ou sem autorização dos órgãos competentes.
O texto reforça que o uso de substâncias nessas condições pode comprometer a segurança do tratamento.
O CFM informou que médicos que desrespeitarem as normas podem responder a processo ético-profissional. Os casos também podem ser encaminhados para apuração em outras esferas, como a administrativa e a penal.
A orientação do conselho é que profissionais utilizem apenas medicamentos autorizados e comercializados regularmente no Brasil, seguindo as regras definidas pela Anvisa.