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Megaeventos esportivos viram palco de disputa política e cultural. Entenda

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Durante o show do intervalo do Super Bowl, no último fim de semana, Bad Bunny se tornou o primeiro artista a cantar integralmente em espanhol na história do evento. A apresentação, que celebrou a cultura latina, repercutiu nas redes sociais e gerou reações políticas nos Estados Unidos poucos dias após o cantor vencer o Grammy de Álbum do Ano.


O episódio reforça um movimento que se intensificou nas últimas décadas: megaeventos esportivos passaram a concentrar não apenas audiência, mas também disputas simbólicas. Com bilhões de espectadores acompanhando transmissões ao vivo, Olimpíadas, Copas do Mundo e finais de grandes ligas oferecem visibilidade difícil de alcançar em outros espaços.



“Com a televisão e depois com as plataformas digitais, o esporte virou um grande dispositivo de cultura pop (…) A disputa política também passou a ser disputa por visibilidade, e esses eventos concentram atenção simultânea”, explica o doutor em comunicação Christian Gonzatti.


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O cantor se destaca por suas escolhas fashionistas
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O cantor se destaca por suas escolhas fashionistas

Neilson Barnard/Getty Images
Bad Bunny durante o Super Bowl
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Bad Bunny durante o Super Bowl

Bob Kupbens/Icon Sportswire via Getty Images
Em parte da apresentação, o cantor vestiu um paletó por cima do look
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Em parte da apresentação, o cantor vestiu um paletó por cima do look

Kathryn Riley via AP via Getty Images
Bad Bunny durante o Super Bowl
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Bad Bunny durante o Super Bowl

Bob Kupbens/Icon Sportswire via Getty Images
Bad Bunny durante apresentação no intervalo do Super Bowl
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Bad Bunny durante apresentação no intervalo do Super Bowl

Kevin Sabitus/Getty Images
Bad Bunny durante apresentação no intervalo do Super Bowl
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Bad Bunny durante apresentação no intervalo do Super Bowl

Kevin C. Cox/Getty Images

“É para onde todo mundo está olhando”


Essa lógica da visibilidade ajuda a entender por que gestos feitos dentro dessas arenas ultrapassam o momento esportivo. Em 2020, Lewis Hamilton cruzou a linha de chegada no GP da Bélgica e fez o gesto do Pantera Negra em homenagem ao ator Chadwick Boseman. No mesmo ano, LeBron James vestiu uma camiseta com a inscrição Black Lives Matter durante um jogo da NBA. Ambos os momentos circularam mundialmente em poucos minutos.


“Quando o Hamilton cruza a linha de chegada, ele já sabe que a câmera vai nele, que aquela imagem vai rodar o mundo em 10 segundos. Aquele gesto do Pantera Negra não foi só uma homenagem espontânea: ele sabia do potencial daquilo viralizar e da importância de fazer aquilo naquele exato momento”, afirma o jornalista Edivelton da Rosa.



A transformação dos eventos esportivos em megapalcos culturais é frequentemente associada ao Super Bowl de 1993, quando Michael Jackson protagonizou um show de intervalo que mudou a lógica da transmissão. Até então, o intervalo era visto como momento protocolar. A performance fez a audiência crescer durante a pausa pela primeira vez e consolidou o modelo de espetáculo que se tornou padrão nas décadas seguintes.


“O esporte nunca deixou de ser competição. Mas ele virou também um grande palco cultural porque é ali que está todo mundo olhando ao mesmo tempo. O divisor de águas foi o Super Bowl de 1993. O intervalo era quase um ‘encher linguiça’. Aí chega o Michael Jackson, entrega um show histórico e a NFL percebe que aquilo podia ser um evento dentro do evento”, acrescenta Edivelton.



A relação entre esporte e política, no entanto, não é recente. Em 1936, nas Olimpíadas de Berlim, o atleta negro Jesse Owens conquistou quatro medalhas de ouro diante de Adolf Hitler. O feito esportivo ganhou dimensão simbólica imediata. Décadas depois, a dinâmica permanece, mas em velocidade acelerada pelas redes sociais.


“Nas Olimpíadas, na Copa do Mundo, existem sanções caso o atleta se posicione politicamente. Mas como separar o ser político do ser atleta? É a mesma pessoa. As pessoas não se contentam mais em saber apenas se aquele atleta é um bom jogador. Elas querem saber quem é essa pessoa, porque estão acompanhando pelas redes o tempo todo”, afirma Thiago Costa, pesquisador do Laboratório CultPop da Universidade Federal Fluminense (UFF).


Para o pesquisador Ale Santos, o impacto desses momentos está diretamente ligado ao contexto social. “Você cria uma arena que tem uma suspensão da realidade, onde a narrativa é só os ícones e símbolos dos times. Mas quando a sociedade vira um caldeirão fervendo, cheio de tensões, essas tensões atravessam o esporte. Esse caldeirão explode ali também”, avalia.


O modelo discreto de Milano-Cortina


E quando o esporte opta por não disputar atenção fora das arenas?


Thiago Costa cita os Jogos Olímpicos de Inverno Milano-Cortina, realizados na Itália entre 6 e 22 de fevereiro. A cerimônia de abertura teve apresentação de Andrea Bocelli — uma escolha alinhada à tradição musical italiana, mas que passou longe de dominar as redes sociais.


O cenário contrasta com Paris 2024, cuja abertura repercutiu globalmente com shows de Lady Gaga e Céline Dion, além de forte presença digital.


Imagem colorida de Celine Dion cantando na abertura das Olimpíadas
Celine Dion cantou na abertura das Olimpíadas

“Dá para imaginar algo que seja 100% esportivo, como as Olimpíadas de Inverno que estão acontecendo agora. Na abertura teve um show do Andrea Bocelli. É lindo, musicalmente muito alinhado com a Itália, mas não teve polêmica. A gente consegue fazer algo que não tenha impacto, mas será que as organizadoras querem que não tenha esse impacto?”, questiona Costa.


Ele observa que, mesmo em eventos mais tradicionais, elementos culturais seguem sendo incorporados como forma de ampliar o alcance. “Na patinação artística estão sendo usadas músicas pop, Madonna, até AC/DC. Isso gera comentário, público e audiência”, afirma.






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Sônia Abrão detona Sol após expulsão: “Não se iludam”; veja

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Sônia Abrão detonou Sol Vega após a expulsão da participante do BBB 26 e afirmou que “nunca se convenceu” com a postura dela dentro do reality. Durante o programa A Tarde é Sua, da RedeTV!, nesta quarta-feira (11/2), a apresentadora celebrou a decisão da Globo e disse que a eliminação era inevitável.




“A Sol nunca me convenceu desde o começo”, disparou Sônia, ao comentar o comportamento da sister no jogo. Na avaliação da apresentadora, Sol já vinha acumulando atitudes agressivas e não sabia jogar. “Um ataque atrás do outro, gritaria. Aliás, ela não sabe jogar! Mas para ela, o que ela tentava foi sempre na base do grito”, afirmou também.


Sônia também criticou o modo como Sol abordava pautas sociais dentro do BBB e acusou a participante de usar causas importantes em benefício próprio.


Não se iludam com a história das causas da Sol. As causas sérias em relação a preconceitos, em relação ao racismo., ela esvaziou tudo. Por quê? Ela usou essas bandeiras importantíssimas, fundamentais, em causa própria. Era tudo para showzinho por 5 milhões de reais”, disse.

Sônia Abrão detona Sol após expulsão: “Não se iludam”; veja - destaque galeria

Sol Vega.
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Sol Vega.

Reprodução/Globo.
A veterana Sol Vega
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A veterana Sol Vega

Reprodução/TV Globo
Participantes que saíram fora do Paredão no BBB 26
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Participantes que saíram fora do Paredão no BBB 26

Reprodução/Globo
Sol Vega foi a segunda pessoa expulsa do BBB 26
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Sol Vega foi a segunda pessoa expulsa do BBB 26

Foto: Reprodução/TV Globo
Sol Vega parte para cima de Ana Paula no BBB 26
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Sol Vega parte para cima de Ana Paula no BBB 26

Reprodução/ Globoplay

Ainda no programa, Abrão reforçou que recebeu a notícia com satisfação e defendeu que o termo “expulsão” deveria ser usado sem suavizações. “Foi com muito alívio, muita satisfação que eu recebi a informação da expulsão da Sol. Expulsão é expulsão, merecida!”, declarou.



Expulsão de Sol Vega


Sol Vega foi expulsa do BBB 26 após se irritar com Milena, que acordou os participantes batendo nas portas dos quartos. A situação evoluiu para uma discussão generalizada e, em seguida, Sol correu aos gritos na direção de Ana Paula e empurrou a sister.


Ela é a segunda participante expulsa do reality. O primeiro foi Paulo Augusto, que deixou o programa após empurrar Jonas Sulzbach durante a dinâmica do Big Fone.






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Maxiane conta mentira sobre Ana Paula e revolta público do BBB 26

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Depois de Sol Vega ser expulsa do BBB 26 nesta quarta-feira (11/2), o público ficou revoltado com a atitude de Maxiane de mentir sobre a reação de Ana Paula logo após ter passado pela agressão no reality show.




A Breno e Marciele, Maxiane alegou que estava presente no momento da agressão e que teria visto a jornalista pedir pela expulsão de Sol, que a segurou pelo braço e a balançou enquanto gritava. Ao se levantar para ir até a participante, a veterana do BBB 4 também acabou pisando no pé de Ana Paula.


“Eu tava na cozinha e ela repetiu várias vezes: ‘Você pegou no meu braço, isso é expulsão!’ ‘Você pegou no meu braço, é expulsão'”, mentiu a participante. No entanto, segundo imagens do programa, Maxiane sequer estava no mesmo cômodo quando ocorreu a cena. Veja:






“Maxiane não cansa de passar vergonha com essas ‘fics'”, criticou um internauta. “Alguém desliga o roteiro dela porque a audiência já percebeu tudo”, comentou outro. “Ana Paula nem precisa se esforçar para ser protagonista enquanto outros inventam novela”, escreveu um terceiro.




Breno chegou inclusive a salientar que essa teria sido a mesma estratégia usada por Jonas para “incentivar” a expulsão de Paulo Augusto, que dias antes foi desclassificado por empurrar o veterano do BBB 12 após ambos disputarem para atender o Big Fone.


Ana Paula diz que não se sentiu agredida


Depois de passar pela agressão, durante a manhã, imagens da casa mostram que, na verdade, Ana Paula se opôs à decisão da produção. Aos aliados dentro do programa ela afirmou que “não se sentiu agredida” pelas atitudes da rival.


“Eu fico triste real porque aconteceu comigo e eu sei o quanto é frustrante e triste”, declarou a Chaiany, Milena e Samira.

Veja:








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Trailer de Sirat, indicado ao Oscar, ironiza crítica de diretor ao Brasil

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Indicado a duas categorias ao Oscar 2026, Sirât voltou aos holofotes após o lançamento do trailer no Brasil. O material faz referência direta à polêmica envolvendo o diretor espanhol Oliver Laxe e as críticas feitas por ele aos brasileiros.


O longa concorre a Melhor Filme Internacional, disputando a estatueta com O Agente Secreto, e também está indicado a Melhor Som. Já o filme de Kleber Mendonça Filho recebeu outras três indicações: Melhor Filme, Mehor Ator, com Wagner Moura; e Melhor Elenco, com Gabriel Domingues.


Cena de Sirât
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Cena de Sirât

Divulgação
Bastidores de Sirât
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Bastidores de Sirât

Divulgação
Pôster de Sirât
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Pôster de Sirât

Divulgação

A controvérsia começou em janeiro, quando Laxe comentou as indicações do longa brasileiro e atribuiu o resultado ao número de integrantes do país na Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, que escolhe os vencedores do prêmio.


“Na Academia há muitos brasileiros, nós gostamos muito deles, mas eles são ultranacionalistas. Acho que, se os brasileiros inscrevessem um sapato no Oscar, todos votariam nele”, declarou o cineasta durante o talk show La Revuelta.


A fala provocou uma onda de críticas nas redes sociais. O novo trailer incorpora esse cenário ao mesclar um comentário negativo da internet com avaliações positivas de veículos internacionais. Em um dos trechos, aparece a publicação: “Bom filme, mas inferior aos sapatos dos brasileiros”.


Sirât acompanha a jornada de um pai em busca da filha desaparecida no circuito de festas eletrônicas no Deserto do Saara. A cerimônia do Oscar está marcada para 15 de março.


Assista ao trailer de Sirât:







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Indicado ao Oscar, F1: o Filme ganhará sequência

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F1: o Filme ganhará sequência, afirmou o produtor Jerry Bruckheimer em entrevista à BBC durante um evento organizado pela Academia de Artes e Ciências Cinematográficas nessa terça-feira (10/2). Sem dar detalhes do projeto, ele afirmou que começaram a trabalhar na nova produção.


Cena de F1: O Filme
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Cena de F1: O Filme

Reprodução/AppleTV
Cena de F1: O Filme
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Cena de F1: O Filme

Reprodução/AppleTV
Cena de F1: O Filme
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Cena de F1: O Filme

Reprodução/AppleTV

F1 arrecadou mais de US$ 630 milhões (cerca de R$ 3,2 bilhões) em todo o mundo, tornando-se o lançamento cinematográfico de maior sucesso da Apple Original Films até o momento.


O longa estrelado por Brad Pitt também foi indicado quatro vezes ao Oscar. A lista coloca a produção nas disputas de Melhor Montagem, Melhores Efeitos Visuais, Melhor Som e Melhor Filme, na qual concorre com O Agente Secreto.



F1: o Filme acompanha a trajetória de Sonny Hayes, ex-piloto promissor que precisou abandonar a Fórmula 1 após sofrer um grave acidente nas pistas. Três décadas depois, ele recebe um convite inesperado de um antigo colega para retornar à categoria e defender a APX GP, uma escuderia novata que enfrenta sérias dificuldades.


Ambientada na temporada de 2023 da Fórmula 1, a produção aposta no realismo ao contar com a participação de pilotos e chefes de equipe reais, além de realizar filmagens em circuitos oficiais, como Silverstone e Abu Dhabi.







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Britney Spears vende todo seu catálogo musical por valor bilionário

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A onda de artistas que decidiram transformar seus catálogos em cifras milionárias ganhou mais um nome de peso: Britney Spears. Segundo a revista Rolling Stone, a cantora vendeu os direitos de suas músicas para a Primary Wave, empresa que vem concentrando obras de grandes ícones da indústria fonográfica.


Embora os termos oficiais não tenham sido divulgados, fontes ouvidas pela publicação indicam que o valor do negócio pode se aproximar dos US$ 200 milhões — cifra semelhante à obtida por Justin Bieber ao negociar seu repertório em 2023. Na cotação atual, o montante gira em torno de R$ 1 bilhão.



O acordo envolve canções que definiram uma geração e consolidaram Britney como um dos maiores fenômenos do pop, como Baby One More Time”, Oops!… I Did It Again e Toxic.


Britney Spears vende todo seu catálogo musical por valor bilionário - destaque galeria

Britney Spears
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Britney Spears

Reprodução.
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Britney Spears
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@britneyspears/Instagram/Reprodução
Britney Spears
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Britney Spears

David LaChapelle/RCA Records/Divulgação
Britney Spears no clipe de Baby One More Time
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Britney Spears no clipe de Baby One More Time

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A Primary Wave, por sua vez, tem ampliado agressivamente seu portfólio nos últimos anos. A empresa já administra catálogos ligados a nomes como Prince, Whitney Houston, Bob Marley e Stevie Nicks, reforçando sua posição no mercado de direitos autorais.


Desde o álbum Glory, lançado em 2016, Britney não apresenta um novo projeto de estúdio. Sua aparição mais recente no cenário musical foi em 2023, com a faixa “Mind Your Business”, parceria com will.i.am.






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Saiba o que muda com a chamada Lei dos Influenciadores

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A chamada Lei dos Influenciadores entrou em vigor em janeiro deste ano com a promessa de dar reconhecimento formal a quem atua na produção de conteúdo digital. A norma, oficialmente registrada como lei 15.325/2026, regulamenta o exercício da profissão de multimídia, conceito amplo que vai além dos influenciadores.


O texto define como atividades de multimídia a criação, produção, edição, gestão e publicação de conteúdos digitais. A regra alcança desde produtores independentes até gestores de mídia em estruturas empresariais. A abrangência, porém, levanta dúvidas.



Para o professor e especialista em Direito Digital Marcelo Crespo, o objetivo da lei foi reconhecer e profissionalizar o setor. “O propósito da lei é de reconhecimento legal e profissionalização de quem trabalha com multimídia. Por isso, o foco do texto foi amplo e funcional”, afirma.




O que a lei estabelece:



  • Reconhecimento formal da profissão de multimídia, com definição legal da atividade.

  • Previsão de parâmetros contratuais, criando uma referência para negociações com marcas e empresas.

  • Abrangência ampla, que inclui produtores independentes, gestores de mídia e criadores de conteúdo digital.


O que ficou de fora:


A norma não trata de temas sensíveis frequentemente associados aos influenciadores digitais, como:



  • Responsabilidade civil e penal específica;

  • Regras sobre publicidade enganosa;

  • Combate à desinformação;

  • Mecanismos de fiscalização ou punição.


Além disso, “Lei dos Influenciadores” é apenas uma denominação popular. O texto oficial regula a atividade de profissional de multimídia, conceito mais amplo.




 


Como a lei afeta os influenciadores?


Apesar do apelido, a lei não trata exclusivamente dos influenciadores digitais. Segundo a advogada e professora Ana Júlia Milanez, o principal efeito é simbólico.


“A principal implicação é o reconhecimento inicial da atividade de multimídia como uma profissão, que até então estava às margens. Embora a lei não estruture a atividade de influencer, representa um primeiro passo para uma regulação mais consistente”, explica.

A norma também não avançou em temas que costumam gerar debate público, como ética na publicidade, proteção do consumidor e desinformação. Para Ana Júlia, a lei acaba sendo mais genérica do que regulatória.


“O tema é complexo, e uma única lei não é capaz de solucionar os inúmeros problemas envolvendo influenciadores digitais, já que a matéria envolve diferentes áreas do direito”, afirma. Ela defende a criação de regras que diferenciem as categorias incluídas no conceito de profissional de multimídia, com obrigações específicas para cada uma.


Marcelo Crespo avalia que a ausência de mecanismos punitivos ou fiscalizatórios pode abrir espaço para interpretações divergentes. “Essa lacuna pode ser interpretada como uma resistência do legislador em entrar em temas controversos”, diz.


Leis complementares à vista


Especialistas apontam que a falta de parâmetros mais detalhados pode gerar conflitos, especialmente nas áreas trabalhista e tributária. A expectativa é que normas complementares sejam discutidas para preencher as lacunas e dar mais segurança jurídica ao setor.


“Não é uma lei exclusiva de influenciadores. Trata-se de uma categoria profissional ampla, que ainda comporta regulamentações específicas”, conclui Crespo.






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Curta brasiliense liga ancestralidade indígena à cultura K-pop

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As gravações de Tenho Você em Mim, novo curta-metragem escrito e dirigido por Alex Vidigal, foram concluídas em Brasília na última semana. O filme, que tem previsão de estreia para este ano no Festival de Cinema de Brasília, parte de uma experiência pessoal do diretor para contar a história do encontro entre uma adolescente e a avó, que chega do interior para cuidar da saúde. A relação entre as duas conduz uma narrativa centrada em família, identidade e herança cultural.


Alex afirma em entrevista ao Metrópoles que o ponto de partida do curta veio da própria infância. “Tem Você em Mim nasceu de vivências que tive com a minha avó, quando eu era mais novo, no período da minha infância e adolescência. Ela tinha hábitos que eu, que cresci em Brasília, não tinha, como dormir em rede, comer com a mão, cuscuz, entre outros”, diz.


Essas lembranças deram forma ao vínculo retratado no curta. A trama acompanha uma adolescente fascinada pela cultura do K-pop, que recebe a visita da avó vinda do interior do Norte para realizar exames na capital.



“Dessa convivência vai nascer uma nova percepção que diz respeito à família, a hábitos e à ancestralidade”, explica o diretor.

O filme marca o terceiro capítulo de uma trilogia idealizada por Vidigal. “Ele é meu terceiro curta e também o terceiro de uma trilogia que eu chamo de trilogia das idades”, afirma. Os outros títulos são O Filho do Vizinho, de 2010, e Riscados pela Memória, de 2018. Cada obra se dedica a uma fase da vida e às questões que atravessam esse período.


No caso de Tenho Você em Mim, a adolescência aparece como um território de construção de identidade: “Ela se encanta pelo K-pop porque tem olhos puxados, como os ídolos coreanos, mas se priva da possibilidade de perceber que esses olhos vêm de uma ancestralidade indígena”, afirma.


A chegada da avó coloca essa herança em evidência, sem confronto direto, a partir do convívio, com hábitos, costumes e uma memória familiar que a jovem desconhecia.


O curta é dirigido por Alex Vidigal
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O curta é dirigido por Alex Vidigal

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Tenho Você em Mim, curta brasiliense
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Tenho Você em Mim, curta brasiliense

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Tenho Você em Mim, curta brasiliense
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Tenho Você em Mim, curta brasiliense

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Brasília ocupa um papel central na narrativa. Vidigal optou por mostrar a cidade fora do Plano Piloto. A protagonista, por exemplo, mora em Ceilândia, região administrativa do DF.


Ainda assim, outro lugar importante para o filme é o Conic, no Setor de Diversões Sul. “O Conic sempre foi um lugar agregador, de cultura alternativa, de música e de encontros”, afirma o diretor, que cresceu frequentando o espaço.


O ponto de virada da história acontece quando um canto da avó é gravado e transformado em música pelo amigo da protagonista. “Ela entra em reflexão ao perceber quem é essa avó que está do lado dela e que ela não valorizava”, diz Vidigal.


“Antes de tratar de cultura ou de mercado, o filme é sobre uma avó encontrando uma neta e uma neta encontrando uma avó. É sobre afeto“, afirma. Segundo ele, a narrativa convida o espectador a reconhecer o valor do que está próximo.






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Exposição inédita de Tarsila do Amaral chega ao DF com entrada franca

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Brasília recebe, a partir desta quarta-feira (11/2), a exposição Transbordar o Mundo: Os Olhares de Tarsila do Amaral, que revisita a trajetória de uma das principais figuras do modernismo brasileiro. A mostra fica em cartaz até 10 de maio, no Centro Cultural TCU, com entrada gratuita.


Inédita na capital federal, a exposição reúne mais de 60 obras originais da artista, incluindo Operários (1933), uma de suas pinturas mais emblemáticas. O percurso expositivo também conta com uma sala imersiva, que apresenta projeções de obras icônicas como Abaporu, A Cuca e Antropofagia, conduzindo o público por paisagens exuberantes e imaginários que marcam o universo visual de Tarsila do Amaral.


Exposição inédita de Tarsila do Amaral chega ao DF com entrada franca - destaque galeria

Quadro Operários (1933), de Tarsila do Amaral
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Quadro Operários (1933), de Tarsila do Amaral

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

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Retrato de Mário de Andrade (1922), de Tarsila do Amaral
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Retrato de Mário de Andrade (1922), de Tarsila do Amaral

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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

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Auto-retrato I (1924), de Tarsila do Amaral
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Auto-retrato I (1924), de Tarsila do Amaral

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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

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Organizada em quatro núcleos curatoriais, a mostra acompanha os deslocamentos do olhar da artista ao longo de sua trajetória — dos primeiros anos na pintura até a fase social, caracterizada por uma abordagem mais direta das desigualdades e das transformações estruturais do país.


Pela primeira vez em Brasília, Transbordar o Mundo apresenta um conjunto expressivo de obras provenientes de importantes acervos públicos e privados.


Idealizadora e curadora da exposição, Karina Santiago explica a escolha de trazer a mostra para a capital: “Sempre fui admiradora da Tarsila. Ela nasceu em uma família muito abastada e rompeu com todos os acordos sociais que se esperavam dela — desde a separação de um casamento infeliz até a decisão de viajar para estudar arte. Quando o Centro Cultural, junto ao ministro Vital do Rêgo, manifestou a vontade de trazer grandes exposições e atividades culturais, Tarsila foi o primeiro nome que me veio à cabeça”.



Sala imersiva


A curadoria também é assinada por Paola Montenegro, sobrinha-bisneta de Tarsila do Amaral, em parceria com Juliana Miraldi. Para Paola, a atualidade das obras da artista reforçam a relevância da exposição:


“Tarsila pintou um Brasil que reverbera até hoje em todos nós. São obras criadas há mais de 100 anos que continuam extremamente atuais. A própria Tarsila dizia que queria ser a pintora do nosso país — e do país como um todo. Por isso, o impacto dessa exposição estar em Brasília, de forma gratuita, é imenso”, ressalta.

Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral

VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES @vinicius.foto
Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral
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Sala imersiva da Exposição Transbordar o mundo - Os olhares de Tarsila do Amaral


Além das obras originais, a sala imersiva se destaca por reunir trabalhos emblemáticos que não puderam estar fisicamente na exposição. Segundo Juliana Miraldi, a seleção levou em conta critérios de circulação e acesso.


“Nosso foco foi selecionar obras que normalmente não circulam: trabalhos que estão em coleções privadas, pertencentes a colecionadores que raramente emprestam suas peças, ou que fazem parte de grandes museus, além de obras cuja logística e custo de transporte são muito elevados”, explica.

“A seleção foi baseada no critério de complementar essa exposição já extraordinária, que reúne telas e desenhos originais, trazendo também obras marcantes da trajetória de Tarsila que, infelizmente, não poderiam estar fisicamente aqui. Assim, o público pode vivenciar essas obras de outra forma, por meio da experiência imersiva”, finaliza.


Serviço
Exposição Transbordar o Mundo: Os Olhares de Tarsila do Amaral
Local: Centro Cultural TCU
Horário: de segunda a domingo, das 9h às 18h
Data: 11 de fevereiro a 10 de maio
Entrada gratuita






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