John Davidson, ativista diagnosticado com Síndrome de Tourette, se pronunciou, nessa segunda-feira (23/2), após proferir insultos racistas contra o elenco de Pecadores. Em comunicado enviado à imprensa, ele afirmou que as falas foram resultado de tiques verbais involuntários associados ao transtorno neuropsiquiátrico.
“Gostaria de agradecer ao Bafta e a todos os envolvidos na premiação ontem à noite pelo apoio e compreensão, e por terem me convidado para comparecer à transmissão”, disse. “Apreciei o anúncio feito ao auditório antes da gravação, avisando a todos que meus tiques são involuntários e não são um reflexo das minhas crenças pessoais”, continuou.
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Cena de Pecadores
Reprodução/Warner Bros.
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Cena de Pecadores
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Cena de Pecadores
Warner Bros. Pictures/Divulgação
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“Fiquei encorajado pela salva de palmas que se seguiu a este anúncio e me senti acolhido e compreendido em um ambiente que normalmente seria impossível para mim. Além do anúncio do Alan Cumming, da BBC e do Bafta, só posso acrescentar que fico, e sempre fiquei, profundamente mortificado se alguém considerar que meus tiques involuntários são intencionais ou que carregam qualquer significado”, completou.
Entenda o caso
John Davidson causou polêmica após proferir insultos racistas contra o elenco de Pecadores durante o Bafta, nesse domingo (22/2).
Em certo momento da premiação, Michael B. Jordan e Delroy Lindo, estrelas de Pecadores, subiram ao palco para apresentar uma categoria da noite. Neste momento, Davidson grita o termo “nigger”, insulto racista e ofensivo derivado de um termo pejorativo usado contra pessoas negras.
Apesar da situação, os atores seguiram com a apresentação da categoria e não responderam ao ativista. Alan Cumming, apresentador da cerimônia do Bafta, pediu desculpas logo depois.
“Vocês podem ter notado algumas palavras fortes ao fundo. Isso pode ser uma das formas como a Síndrome de Tourette se manifesta em algumas pessoas, como o filme explora essa experiência”, afirmou Alan, citando o filme I Swear, inspirado na vivência do ativista com a doença.
O cantor MC Livinho anunciou uma pausa na carreira por tempo indeterminado. Em nota divulgada nesta segunda-feira (23/2), sua equipe alegou que “2026 será o último ano em que realizará shows” e disse que a pausa se dá após um “ciclo de alta produtividade, relevância cultural e consolidação de marca dentro da música urbana brasileira”.
“Foram 15 anos de estrada, sonhos realizados, desafios superados e uma trajetória construída com verdade, entrega e amor pela música,um percurso que agora se encerra com consciência, respeito e gratidão”, diz a nota.
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MC Livinho.
Reprodução/Internet.
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Livinho
Instagram/Reprodução
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Livinho
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Internado na UTI, MC Livinho detalha tratamento após acidente
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MC Livinho mostra ferimentos após acidente e fala em alta
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No texto, Livinho ainda alega: “Chegou a hora de dar um tempo, respirar e olhar para minha história com calma. A música sempre foi tudo para mim, e justamente por isso esse momento pede consciência. 2026 vai ser um ano especial, de encontros, de troca e de gratidão com o público que sempre esteve comigo”.
“MC Livinho confirma que todos os shows agendados para 2026 serão integralmente realizados, transformando o próximo ano em um grande encontro de despedida temporária com os fãs. Reconhecido como um dos nomes mais importantes da cena, o artista foi fundamental para expandir o alcance do funk e da música urbana brasileira, construindo uma carreira marcada por hits, reinvenções estéticas e forte presença multiplataforma”, finaliza o comunicado.
Livinho é dono de grandes sucessos, como Novidade na Área, Ela É Espetacular, Na Ponta do Pé, entre outras.
Um caso perturbador de três estudantes de uma pequena cidade da Flórida, Estados Unidos, que morreram após serem hipnotizados pelo diretor da escola onde estudavam voltou à tona após ser tema de um dos episódios da série documental The Curious Case Of…, que retornou ao Canal ID em 16 de fevereiro.
Conforme detalha a revista People, o então diretor da North Port High School, George Kenney, teria hipnotizado mais de 70 pessoas, incluindo vários alunos, pais e funcionários da instituição, apesar de nunca ter sido um hipnoterapeuta licenciado.
Os métodos de Kenney eram atribuídos a uma suposta melhora no desempenho atlético e acadêmico dos estudantes. Tudo mudou, porém, quando, na primavera de 2011, os alunos Marcus Freeman, Wesley McKinley e Brittany Palumbo vieram a falecer. Todos tiveram sessões particulares de hipnose com Kenney e morreram com poucas semanas de diferença.
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Imagem de arquivo mostra Dr. George Kenney.com alunos da escola onde era diretor
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Dr. George Kenney., diretor de uma escola na Flórida que hipnotizou mais de 70 pessoas, incluindo estudantes
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Mãe de McKinley, um dos alunos que morreram após passar por uma sessão de hipnose
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Diretor hipnotizou alunos, que morreram dias depois
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No documentário Look Into My Eyes (2023), Kenney disse que desenvolveu interesse por hipnose na adolescência. Ele decidiu aplicar a prática na escola quando participou de um curso de cinco dias no final de 2009. “Foi um treinamento excelente. Senti que fui eficaz e que tinha conhecimento do que estava fazendo”, contou em depoimento ao documentário.
O diretor começou a oferecer sessões particulares de hipnose para estudantes, mesmo sem licença, buscando ajudá-los com a ansiedade antes das provas, dificuldade de concentração e desempenho atlético. Ele gravava e documentava as sessões em vídeo, exigindo que os pais assinassem autorizações para que os alunos pudessem participar.
A primeira das vítimas, Marcus Freeman, 16 anos, começou a frequentar sessões com Kenney todas as sextas-feiras antes dos jogos de futebol americano para não sentir dor e poder continuar jogando. Segundo o melhor amigo do rapaz, Kenney colocava Freeman em um “transe” no qual ele estava mentalmente presente, mas não conseguia sentir o próprio corpo.
Em 15 de março de 2011, Freeman e a namorada estavam voltando para casa de carro após uma “dolorosa consulta ao dentista”, contou a jovem à polícia. O rapaz, que estava com uma “expressão estranha no rosto”, saiu da estrada e bateu em uma árvore. Ele não resistiu.
Wesley McKinley, 16 anos, por outro lado, morreu em 8 de abril de 2011, apenas algumas semanas após o acidente fatal de Freeman. Ele teria tido três consultas com Kenney para lidar com a ansiedade para disputar uma vaga na prestiosa escola de música de Juilliard. Ele tirou a própria vida um dia antes da audição.
Por fim, Brittany Palumbo, 17 anos, morreu no dia 4 de maio, menos de um mês após McKinley. Ela encontrou-se com Kenney pelo menos uma vez no final de 2010 para tentar melhorar suas notas no SAT (vestibular norte-americano), mas mesmo assim não teve bons resultados. Segundo a mãe, ela acreditava que a hipnose era “o último recurso” para passar na prova.
No dia da morte, ela conversou normalmente com os pais e disse que iria tirar um cochilo. Ela foi encontrada já sem vida no closet horas depois. No documentário, a mãe da jovem lembrou em depoimento que Palumbo não se lembrava de sugestões dadas por Kenney durante as sessões.
Julgamento
Após a morte de Palumbo, a terceira dos alunos da North Port High School, o conselho escolar da região contratou uma agência para investigar as ações de Kenney. Depoimentos de funcionários da escola apontaram que o diretor interferia no atendimento médico dos alunos, além de confirmar as práticas de hipnose sem licença.
Ele renunciou ao cargo em junho de 2012 e foi condenado a seis meses de liberdade condicional (regime aberto) e 50 horas de serviço comunitário. Além disso, o conselho escolar também foi alvo de uma ação judicial, movida por uma associação de pais da escola. Em 2015, as partes fecharam um acordo, garantindo uma indenização de US$ 200 mil às famílias das vítimas.
Durante uma conversa no Big Brother Brasil 26, Marciele afirmou ter sido atingida por Jordana logo após um embate direto entre a sister e Gabriela.
Na presença de Alberto Cowboy e da prórpia Jordana, a amazonense relatou que a aliada fez movimentos bruscos, como bater e empurrar. “Tu fez assim em mim”, declarou Marciele ao reproduzir um gesto de empurrão.
EITA! Marciele cobrou Jordana para ter cuidado pois a sister supostamente a agred1u. #BBB26
A Cunhã Poranga também pediu que Jordana tivesse mais cuidado com os próprios movimentos durante discussões.
A 26ª edição do reality tem sido marcada por um alto número de expulsões por agressão. Paulo Augusto deixou o programa após empurrar Jonas Sulzbach durante a corrida pelo Big Fone.
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Jordana Morais, do BBB26
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Edilson pode ser expulso do BBB 26 após agredir Leandro
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Jonas do BBB 26
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A veterana Sol Vega
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Participantes que saíram fora do Paredão no BBB 26
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Sol Vega também foi desclassificada depois de agredir Ana Paula. Dias depois, Edilson Capetinha foi expulso após um episódio de agressão contra Leandro, conhecido como Boneco.
Babu e Ana Paula Renault já não são mais aliados no BBB 26, e as declarações do veterano passaram a ser usadas para acusar a jornalista, após a confusão com Alberto Cowboy, que segue movimentando a casa. Nesta segunda-feira (23/2), a equipe do ex-participante do BBB 7 divulgou uma conversa dele com Chaiany como argumento de que Cowboy não mencionou o estado de saúde do pai da rival para provocá-la.
No vídeo, Babu é enfático ao contar para a aliada que está do lado de Cowboy na discussão. “Ele não xingou o pai dela. Falou que a ‘Milena deixou ela ganhar’ pra ver o pai dela”, afirmou.
“Eu achei exagerado. O momento é de vocês que tão emparedados, a gente tem que dar apoio, pedir voto, não ficar fazendo escândalo”, acrescenta o veterano do BBB 20. Chaiany, por sua vez, concorda com Babu, mas mostra empatia com Ana Paula: “Não acho que xingou, não. Mas não precisa, precisa só falar o nome”.
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Cowboy e Ana Paula
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Gerardo Renault, de 96 anos
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Ana Paula Renault e o pai, Gerardo Renault
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Suposta agressão de Ana Paula a Milena motiva pedidos de expulsão na web
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Suposta agressão de Ana Paula a Milena motiva pedidos de expulsão na web
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Ana Paula Renault
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BBB 26 - Alberto Cowboy
Globo/ Manoella Mello
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Chaiany e Babu no BBB 26
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Ana Paula vs. Cowboy
Depois da formação do sexto paredão do BBB 26, Ana Paula Renault e Alberto Cowboy protagonizaram uma das brigas mais acaloradas do reality show.
Para atacar a rival, o veterano do BBB 7 relembrou quando, em uma das Provas do Anjo, Milena estava disposta a entregar a disputa para Ana Paula, para que ela pudesse receber um vídeo do pai, Gerardo Renault, de 96 anos. O estado de saúde do ex-deputado federal é uma das grandes preocupações da jornalista.
“Você é tão humana que a Milena tem que perder a prova para você ver o seu pai?”, disparou Cowboy.
A veterana do BBB 16 não reagiu bem à provocação do rival. Visivelmente abalada, ela passou a gritar e a dirigir xingamentos ao participante. Em meio à discussão, chegou a ameaçar partir para cima de Cowboy, mas foi contida por Milena e Samira.
🚨 Cowboy falou DO PAI da Ana Paula Renault. #BBB26
O Brasil vem ampliando sua presença no cenário internacional do cinema. Na esteira dos sucessos de Ainda Estou Aqui e O Agente Secreto, produções nacionais ocupam cada vez mais espaço em festivais pelo mundo. É o caso de Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha. O primeiro longa de Janaína Marques estreou em 15 de fevereiro, na 76ª edição do Festival Internacional de Cinema de Berlim, dentro da mostra Fórum. A produção venceu o Prêmio do Júri de Leitores do Tagesspiegel, um dos jornais mais importantes da Alemanha.
O filme é definido como um road movie do inconsciente e acompanha Rosa (Verônica Cavalcanti), que tenta acessar uma memória feliz durante uma ressonância magnética. Ao mergulhar no próprio subconsciente, ela reconstrói uma viagem imaginada com a mãe, Dalva (Luciana Souza). A partir disso, o filme debate temas como reencontro e reconciliação.
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Cena do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques
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Cena do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques
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Cena do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques
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Cena do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques
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Cena do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques
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Cena do filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha, de Janaina Marques
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Estreia na mostra Fórum
Para a diretora, a seleção para a mostra Fórum coroou o trabalho da equipe, que se esforçou bastante durante as filmagens em 2021, em meio à pandemia.
“A mostra Fórum da Berlinale representa tudo que eu acredito no cinema. É uma mostra que seleciona filmes de riscos, filmes mais radicais, filmes que usam na forma, na linguagem e é tudo que eu acredito no cinema. Eu gosto muito da linguagem cinematográfica. Então, eu estou muito feliz”, afirmou ela em entrevista ao Metrópoles.
A cineasta Janaina Marques
Janaína não é uma estreante no cenário de festivais. Em 2010, o curta Los Minutos, Las Horas estreou na Cinéfondation do Festival de Cannes e repercutiu bastante entre as produções latino-americanas no festival.
“Com o meu primeiro longa entrando na Berlinale, é uma expectativa de que a Berlinale traga ao longa tudo que o que Cannes trouxe pro curta. Foi uma linda trajetória onde vários outros festivais tiveram interesse de ver, atingiu muitos públicos”, recordou a cineasta.
Após a circulação internacional, o filme Fiz um Foguete Imaginando que Você Vinha deve chegar às salas brasileiras em outubro. Janaína espera que o público receba a obra com a mesma entrega com que foi feita. “Que o filme realmente saia ao mundo e possa tocar as pessoas para o bem, para o positivo positivo”, afirmou.
Cinema brasileiro em destaque internacional
Durante a entrevista, a cineasta também analisou o destaque recente de produções brasileiras no exterior. Ela relaciona o momento a políticas públicas de incentivo à diversidade e à descentralização.
“Sinto que isso é muito fruto de políticas públicas que incentiva a descentralização, que incentiva a diversidade. É o Brasil de verdade na tela. É o Brasil representativo, é esse Brasil miscigenado, é esse Brasil da mistura, esse Brasil real mesmo”.
Para Janaína, essa diversidade permitiu que ela e diversas outras realizadoras pudessem criar filmes com “narrativas tão femininas”. “Eu sou fruto disso, eu sou exemplo disso. É um o Brasil que dá certo”.
Além disso, a cineasta destaca que esse reconhecimento internacional fortalece a identidade nacional. “O cinema é agora a nova paixão nacional. As pessoas celebram o cinema como se fosse Copa do Mundo. Ver nossas histórias e isso ser divulgado para o mundo traz autoestima, traz pertencimento, traz identidade”.