Zebrinhas, antes restritos ao Plano Piloto, agora circulam por diferentes regiões do DF

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No Distrito Federal, as zebras têm listras vermelhas. Mas não os animais e, sim, os ônibus do Transporte de Vizinhança. Nas ruas desde a década de 1980, os zebrinhas, antes restritos ao Plano Piloto, agora também circulam em outras regiões administrativas.


A extensão começou em 2024. Hoje, 12 regiões são atendidas: Águas Claras, Arniqueira, Ceilândia, Cruzeiro, Lago Sul, Paranoá, Plano Piloto, São Sebastião, Sol Nascente/Pôr do Sol, Sudoeste/Octogonal, Taguatinga e Vicente Pires. Nesta segunda-feira (10), o serviço chegará também ao Park Way.


O Transporte de Vizinhança foi criado pela portaria nº 61, de 10 de julho de 1980 | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília


Ao todo, são 19 linhas, 51 veículos e uma média de 13,5 mil passageiros por dia. Há pouco mais de um ano, nós decidimos ampliar as linhas do Zebrinha para outras regiões administrativas, além do Plano Piloto, e hoje já são 12 RAs beneficiadas com o serviço, destaca o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves.


O Zebrinha é um veículo que tem maior facilidade de se locomover no trânsito pelas vias internas das cidades, facilitando os deslocamentos de passageiros em viagens rápidas para acessar o comércio local, serviços de saúde, escolas e tem sido muito bem-aceito pela população, acrescenta o titular da pasta.


Essa boa aceitação é facilmente vista nas ruas. Moradora do bairro Crixá, em São Sebastião — onde o Zebrinha chegou no último dia 17 — a massoterapeuta Jerusa Soares avalia que a nova linha deu uma melhorada em sua vida: Eu desço bem pertinho, então para mim é uma ajuda.


Já a dona de casa Elis Regina Vaz, moradora do Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, também em São Sebastião, conta que o Zebrinha lhe rende uma economia de R$ 300 por mês. Tenho uma filha com necessidades especiais, e precisava andar léguas e léguas com ela. Aí, na hora de ir embora, tinha que juntar tudo que era dinheiro para pagar um transporte por aplicativo. Então agora está uma maravilha, celebra. Está aprovadíssimo. Que passem outros e que não pare mais não.


Elis Regina Vaz, dona de casa e moradora do Núcleo Rural Zumbi dos Palmares, em São Sebastião, conta que o Zebrinha lhe rende uma economia de R$ 300 por mês


Histórico


O Transporte de Vizinhança foi criado pela portaria nº 61, de 10 de julho de 1980. Os ônibus chegaram às ruas em 30 de abril de 1981, com tarifa diferenciada e trajetos que normalmente não eram percorridos pelas linhas regulares. Em 2012, a licitação do Sistema de Transporte Público Coletivo do DF estabeleceu que as cores dos veículos deveriam estar de acordo com cada área de operação, dando fim ao tradicional vermelho zebrado que rendeu o apelido aos veículos. Há dois anos, este Governo do Distrito Federal (GDF) determinou a volta das cores e padrões originais.


Confira abaixo as linhas de Zebrinha em circulação atualmente.


Segunda a sexta-feira


→ 0.011 – Terminal Asa Norte (Entrequadras Norte)/Esplanada (L2 Norte)/Aeroporto (Eixão Sul)


→ 0.018 – Paranoá Parque/W3 Norte (via Ponte JK)


→ 0.030 – Terminal Asa Norte (SQN 212 – 213)/W3 Norte-Sul/Aeroporto


→ 0.021 – Terminal de São Sebastião/Morro da Cruz (Zumbi dos Palmares)


→ 0.032 – Circular Terminal Asa Sul/L2 Sul – Norte (Esplanada)/W3 Norte – Sul


→ 0.031 – Circular Terminal Asa Sul/W3 Sul – Norte/L2 Norte – Sul (Esplanada)


→ 0.024 – Cruzeiro/Octogonal – Sudoeste/Esplanada (CNB)


→ 0.023 – Estação Asa Sul/ L2 Sul – W3 Norte/(Vila Telebrasília – SQN 212 – 213)/L2 Norte – W3 Sul


→ 0.022 – Estação Asa Sul/W3 Sul-L2 Norte/W3 Norte (SDN)/L2 Sul-Vila Telebrasília


→ 0.016 – Terminal Asa Sul/EPIG/Setor Noroeste


→ 0.006 – Cruzeiro/Sudoeste/W3 Sul/Octogonal


→ 959.3 – Taguatinga Sul (Via Metrô)/Arniqueira (Veredão) – Taguatinga Centro


Segunda-feira a sábado


→ 0.008 – Águas Claras (Tag. Shopping/Católica)


→ 0.019 – P Sul (P4, P3, P2, Via Guariroba)/Metrô Ceilândia Centro


→ 0.020 – P Sul (P3, P1)/Pôr do Sol/Metrô Ceilândia Centro


→ 959.2 – Taguatinga Sul/Estação Metrô Taguatinga Sul/Arniqueira (EPVP)/Tag. Centro


→ 0.355 – Taguatinga Sul/Samdu/QNG/Comercial


→ 355.1 – Taguatinga Sul/QNG/QNL(Via LJ2)/Via M3 (HRC)


Segunda-feira a domingo


→ 0.005 – Circular Vicente Pires/Feira do Produtor (ruas 4, 6, 8, 10, São José).


09/03/2025 - Zebrinhas, antes restritos ao Plano Piloto, agora circulam por diferentes regiões do DF










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Mulheres no esporte: ministério lança campanha por respeito, igualdade e vitórias

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Durante todo o mês de março o Ministério do Esporte trabalhará a campanha "Respeite. Ou assista a gente vencer” em homenagem às mulheres

Respeito com as mulheres é mais do que um princípio; é um compromisso que deve ser reafirmado diariamente. Neste 8 de março, Dia Internacional da Mulher, celebramos a força, a coragem e as conquistas femininas em diversas áreas, com destaque para o esporte, onde atletas brasileiras desafiam limites e provam seu talento.


A campanha do Ministério do Esporte, "Respeite. Ou assista a gente vencer.", é um recado direto: ou as mulheres são reconhecidas e respeitadas, ou aqueles que duvidam terão que presenciar suas vitórias. E o MEsp tem trabalhado para impulsionar a participação feminina, desde o esporte de base até o alto rendimento. Todos os projetos e programas fomentados pela pasta têm como regra a participação de, no mínimo, 50% de meninas e mulheres.


Na Secretaria Nacional de Excelência Esportiva (SNE), o protagonismo feminino é impulsionado por meio de iniciativas concretas, como o Programa Revelar Talentos, que, em apenas 10 meses, já atende 423 atletas femininas em 15 estados, promovendo o desenvolvimento do esporte de base e a formação de novas campeãs em modalidades como atletismo, judô, ginástica rítmica, boxe, remo, vôlei, skate e escalada.




O Dia Internacional da Mulher é um momento para reafirmarmos o compromisso com a equidade de gênero no esporte. As mulheres atletas têm demonstrado garra, superação e talento em diversas modalidades, e cabe a nós, gestores, garantir que elas tenham as condições necessárias para alcançar o mais alto nível.”, diz Iziane Marques, secretária Nacional de Excelência Esportiva




“O Dia Internacional da Mulher é um momento para reafirmarmos o compromisso com a equidade de gênero no esporte. As mulheres atletas têm demonstrado garra, superação e talento em diversas modalidades, e cabe a nós, gestores, garantir que elas tenham as condições necessárias para alcançar o mais alto nível”, destaca a secretária da SNE, Iziane Marques.


O Ministro do Esporte, André Fufuca, também reforça esse compromisso: “Nossa gestão tem priorizado a inserção de meninas e mulheres na prática esportiva. Nosso compromisso é garantir que elas tenham as mesmas oportunidades, visibilidade e respeito que merecem, construindo assim um ambiente mais inclusivo e justo para todos”.


Um exemplo dessas ações foi a conquista da realização da Copa do Mundo de Futebol Feminina em 2027 e a histórica participação das mulheres nos Jogos Olímpicos de Paris 2024, onde, pela primeira vez, elas foram maioria na delegação brasileira. Destacaram-se nomes como Rebeca Andrade, Beatriz Souza, Ana Patrícia e Duda, que subiram ao pódio. No paradesporto, atletas como Carol Santiago também brilharam, mostrando que o talento feminino não tem limites.


A pasta também fortalece o esporte feminino por meio de parcerias, como a Copa da Liga de Basquete Feminino (LBF) e a Copa do Mundo de Ginástica, que contará com 320 mulheres competindo. Além disso, o Bolsa Atleta, um dos maiores programas de patrocínio esportivo do mundo, tem sido ampliado para atender cada vez mais mulheres. Em 2024, 4.045 mulheres foram contempladas (44% do total de beneficiários), e para 2025, esse número aumentou para 4.371 atletas, incluindo 21 gestantes ou puérperas.


“Nossas ações demonstram nosso compromisso com a permanência das mulheres no esporte em todas as fases de suas vidas. Seguimos ampliando essas oportunidades, garantindo que meninas e mulheres possam sonhar e prosperar no esporte. O caminho para a equidade passa por políticas públicas eficazes, e estamos trabalhando para que o Brasil continue sendo referência no desenvolvimento do esporte feminino”, reforça Iziane Marques.


Mulheres no Paradesporto


As barreiras ainda persistem, especialmente para as mulheres com deficiência, que enfrentam desafios adicionais. Segundo dados da PNAD, das 18,6 milhões de pessoas com deficiência no Brasil, mais da metade são mulheres (10,7 milhões), representando 10% da população feminina do país.


“O cenário da mulher no esporte ainda é muito desigual. Apesar da equiparação no número de participantes em modalidades olímpicas, a desigualdade ainda é evidente no patrocínio, tratamento, valorização e salários. No caso das mulheres paralímpicas, a realidade é ainda mais desafiadora”, destaca Nayara Araújo, diretora de Projetos Paradesportivos.


A Secretaria Nacional do Paradesporto tem implementado medidas para ampliar o acesso feminino ao esporte. Seja por fomentos para entidades via Lei de Incentivo ao Esporte, emendas parlamentares ou pelo PPBR, uma regra garante que pelo menos 50% das vagas sejam destinadas a mulheres. “Acreditamos que essas medidas podem auxiliar na construção de um cenário mais equitativo”, conclui Nayara.


O esporte é uma poderosa ferramenta de inclusão e transformação social. O reconhecimento e o respeito às mulheres devem ser prioridades. Com investimentos, programas e políticas públicas eficazes, o Brasil segue na direção de um futuro mais igualitário e justo para todas as mulheres no esporte.


Por Ministério do Esporte





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Ministério das Mulheres lidera comitiva brasileira na 69ª CSW, na sede da ONU

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Ministra Cida Gonçalves participa do principal evento internacional sobre gênero entre 10 e 14 de março. Edição comemora os 30 anos da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim, um marco histórico no avanço dos direitos das mulheres

A ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, participará da 69ª Sessão da Comissão sobre a Situação da Mulher - CSW, na sigla em inglês, entre os dias 10 e 14 de março, na sede da Organização das Nações Unidas, em Nova Iorque (EUA). Na segunda semana do evento, entre 17 e 21 de março, a comitiva será liderada pela secretária-executiva, Maria Helena Guarezi.


Na ocasião, lideranças mundiais e representantes da sociedade civil vão debater e articular oportunidades para o fortalecimento da agenda dos direitos das mulheres de todo o mundo. A CSW é, desde 1946, a principal instância global dedicada à promoção da igualdade de gênero e empoderamento das mulheres.


Com o lema “Vamos juntas por um mundo mais igualitário!”, a 69ª edição abordará a revisão e avaliação da implementação da Declaração e Plataforma de Ação de Pequim (1995), que completa 30 anos em setembro. A chamada Declaração de Pequim é considerada o marco fundamental para o avanço dos direitos das mulheres. A sessão também vai revisar o plano pactuado na 68ª sessão. 


O Ministério das Mulheres realizará dois eventos paralelos na sede da ONU: 

- Mulheres na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza, no dia 13 de março, das 16h45 às 18h, na sala CR12. Inscrições aqui.
- Misoginia on-line: os desafios para enfrentar o ódio e todas as formas de violência e discriminação contra as mulheres, em 18 de março, das 16h45 às 18h, na sala CR12. Inscrições aqui.


Além dos eventos encabeçados pelo Brasil na CSW, a ministra Cida Gonçalves estará presente no debate geral da Comissão, em mesas de diálogo, reuniões bilaterais e outros eventos. Confira abaixo a agenda completa, sujeita a atualizações:


10 de março (segunda-feira)


9h30 - 10h - Celebração dos 30 anos da Convenção de Pequim
Local: Sede da ONU


10h - 13h - Participar da abertura da 69ª Sessão da Comissão sobre o Estatuto da Mulher
Local: Sede da ONU


15h - 18h - Participar, com fala, do Diálogo Interativo de Alto Nível sobre os resultados das revisões regionais de Pequim +30
Local: Sede da ONU


11 de março (terça-feira)


8h - 9h30 - Café da manhã de Ministras e Altas Autoridades dos Mecanismos para as Mulheres da América Latina e Caribe
Local: Missão do México


10h - 13h - Participar, com fala, da Mesa Redonda Ministerial sobre Mecanismos Nacionais para a Igualdade de Gênero e o Empoderamento das Mulheres e Meninas
Local: Sede da ONU


13h15 - 14h45 - Reunião com a delegação brasileira (governo federal)
Local: a confirmar


15h - 16h15 - Participar, como painelista, do evento paralelo organizado pela Espanha: “Diálogos para uma Aliança Internacional Feminista” 
Local: Instituto Cervantes


18h - 20h - Participar, com intervenção, do evento de celebração dos 30 anos da Convenção de Belém do Pará e da Plataforma de Ação de Pequim, na qualidade de Presidenta da Convenção de Estados Partes da Convenção de Belém do Pará
Local: Sede da ONU


12 de março (quarta-feira)


9h - 10h - Reunião bilateral com a vice-presidenta do Clube de Madri e ex-presidenta do Chile, Michelle Bachelet. 
Local: Missão Permanente do Chile


11h30 - 13h - Participar do evento paralelo da União Europeia: “Quem comanda o Mundo? Meninas moldando o futuro do ativismo”
Local: Sede da ONU


13h - 13h30 - Reunião bilateral com a ministra da Igualdade da Polônia, Kararzyna Kotula (a confirmar)
Local: a confirmar


15h - 16h15 - Participar do evento paralelo organizado pela África do Sul: “Reflexão e Revisão do Progresso da Igualdade de Gênero dentro do G20”
Local: Sede da ONU


16h15 - 16h45 - Reunião com as ministras do Chile, Uruguai, Espanha e Colômbia sobre fortalecimento da agenda de gênero.
Local: Sede da ONU


13 de março (quinta-feira)


8h - 9h - Reunião bilateral com a ministra da Mulher da República Dominicana, Mayra Jiménez (a confirmar)
Local: a confirmar


10h - 13h - Participar, com fala, do Diálogo Interativo de Alto Nível sobre a aceleração da implementação da Plataforma de Ação de Pequim: o papel da Comissão sobre a Situação da Mulher
Local: Sede da ONU


15h - 16h - Reunião bilateral com a Comissária Europeia para a Igualdade & Preparação e Gestão de Crises, Hadja Lahbib
Local: a confirmar


16h45 - 18h - Participar do evento paralelo organizado pelo Brasil: ”Mulheres na Aliança Global contra a Fome e a Pobreza”
Local: Sede da ONU


14 de março (sexta-feira)


9h30 - 10h - Reunião bilateral com a ministra das Mulheres e Equidade de Gênero do Chile, Antonia Orellana
Local: Sede da ONU


15h - 17h - Reunião com a sociedade civil
Local: a confirmar


Participação social


O Ministério das Mulheres recebeu contribuições de organizações da sociedade civil e movimentos populares, feministas e de mulheres que serão levadas à sessão (leia mais). Na temática violência contra a mulher, as ameaças digitais são questões que afetam as mulheres em todo o mundo como o assédio online, as chamadas deep fakes e a violência digital com um todo. A participação de mulheres na política e em espaços de poder também serão discutidos, bem como a igualdade salarial, autonomia econômica e o incentivo ao empreendedorismo. A Política Nacional de Cuidados é outra iniciativa brasileira, aprovada em 2024, que demonstra a importância do compartilhamento de responsabilidades e será levada para conhecimento de todas as lideranças mundiais presentes na sessão.


Leia também:
Março das Mulheres: agenda extensa traz inaugurações e retorno da Conferência Nacional


O que é a CSW


A Comissão sobre a Situação da Mulher completa 79 anos em 2025. É o principal fórum da ONU sobre os direitos das mulheres e foi criado no âmbito do Conselho Econômico e Social das Nações Unidas (ECOSOC), em 21 de junho de 1946. 





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Temporada de gripe pode agravar crises de asma; veja como evitar

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Falta de ar, chiado, sensação de pressão no peito, tosse e cansaço ao falar são alguns dos sintomas de uma crise de asma, doença pulmonar inflamatória e crônica que causa obstrução das vias aéreas, dificultando a passagem do ar.


Após passar por sucessivas doenças respiratórias, Rosemeire Pereira faz acompanhamento no Hran:  “Sigo o controle diário, faço fisioterapia para fortalecer os pulmões e tomo as medicações corretamente” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde


A pneumologista Andréa Martha Rodrigues, referência técnica distrital (RTD) de asma na Secretaria de Saúde (SES-DF), fala sobre a importância de identificar os fatores desencadeantes das crises: “Pode ser a poeira, uma infecção viral, ácaros, pólen, pelos de animais, fumaça de cigarro, produtos químicos, poluição, exercício físico intenso ou estresse. A lista é grande”.


Segundo a especialista, doenças respiratórias, como a gripe e a covid-19, são grandes responsáveis por agravar as crises, pois aumentam as chances de crianças – principalmente – e adultos desenvolverem bronquiolite e pneumonia, por exemplo.


Medicações


No caso de Rosemeire Pereira, 55, a covid-19 foi o gatilho para a crise mais recente. Ela recebeu o diagnóstico há três anos, após sucessivas doenças respiratórias, e hoje faz acompanhamento no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). “Estou cansada, tenho dificuldade até para fazer um esforço mínimo, sinto chiado e muita tosse – isso porque sigo o controle diário, faço fisioterapia para fortalecer os pulmões e tomo as medicações corretamente”, relata ela, que utiliza direto as bombinhas broncodilatadoras.



Segundo o Registro Brasileiro de Asma Grave de 2024, 60% dos pacientes não fazem controle da doença



Já Maria Guiomar Moraes, 61, conhece a asma desde a infância e sabe de cor o passo a passo para controlar suas crises: “Utilizo a bombinha de uso diário e a de resgate. Acho essencial acompanhar e realizar o treinamento corretamente para evitar que a crise se agrave”.


Embora Rosemeire e Maria saibam reconhecer os sinais de uma crise, um estudo do Registro Brasileiro de Asma Grave (Rebrag) sobre asma grave no país, divulgado em 2024, aponta que 60% dos pacientes não têm a doença controlada. O histórico de hospitalizações chega a 69% entre maiores de 18 anos.


Tratamento



“Priorizar os exercícios aeróbicos também ajuda no fortalecimento do abdômen e dos pulmões”


Andréa Rodrigues, pneumologista



A asma é uma doença sem cura que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Só no Brasil, 20 milhões de habitantes convivem com a doença.


Apesar desse cenário, existem tratamentos eficazes que permitem o controle pleno da asma, como o uso adequado dos broncodilatadores inalatórios, a vacinação anual contra gripe e pneumonia e as medicações específicas sob orientação médica.


“Além desses pontos, pessoas asmáticas precisam dar atenção especial à higiene e à alimentação, uma vez que ambas auxiliam na produção de anticorpos e impactam a imunidade”, lembra a pneumologista Andréa Rodrigues. “Priorizar os exercícios aeróbicos também ajuda no fortalecimento do abdômen e dos pulmões.”


Clima


O tempo seco é outro fator que dificulta a vida de quem convive com a asma, pois provoca inflamações nas vias aéreas superiores associadas a ressecamento e inflamações nasais recorrentes. “Evitar a baixa umidade e a exposição em dias muito quentes, com alta poluição, é o recomendado”, pontua a médica.



No Distrito Federal, o tratamento e o acompanhamento são oferecidos em todos os níveis de assistência. Desde 1999, a população conta com o Programa de Atendimento ao Paciente Asmático – que, aliado à capacitação dos profissionais da saúde, permitiu o desenvolvimento de 27 centros de referência que atendem aos casos mais complexos e de difícil controle.


Com equipes aptas a diagnosticar, as unidades básicas de saúde (UBSs) continuam sendo a porta de entrada aos serviços. Em caso de crises recorrentes, os profissionais encaminham os pacientes para ambulatórios especializados, onde a análise é feita com base na história clínica, no exame físico e nos testes de função pulmonar.


Automedicação


Segundo Andréa Rodrigues, o paciente diagnosticado com asma precisa manter a medicação em dia e utilizá-la de forma emergencial, quando necessário. Para ela, a automedicação é um desafio, pois a venda de corticoides e broncodilatadores sem prescrição médica possibilita o uso de doses altas sem necessidade ou por tempo prolongado, o que pode reduzir sua eficácia ou até mesmo agravar o quadro clínico e a doença.


Já o uso prolongado de corticoides de forma sistêmica, adverte a médica,  pode causar gastrite, úlceras gástricas e osteoporose, enquanto os broncodilatadores podem ocasionar arritmias cardíacas.


*Com informações da Secretaria de Saúde


 










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https://jornalismodigitaldf.com.br/temporada-de-gripe-pode-agravar-crises-de-asma-veja-como-evitar/?fsp_sid=122155
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Temporada de gripe pode agravar crises de asma; veja como evitar

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Falta de ar, chiado, sensação de pressão no peito, tosse e cansaço ao falar são alguns dos sintomas de uma crise de asma, doença pulmonar inflamatória e crônica que causa obstrução das vias aéreas, dificultando a passagem do ar.


Após passar por sucessivas doenças respiratórias, Rosemeire Pereira faz acompanhamento no Hran:  “Sigo o controle diário, faço fisioterapia para fortalecer os pulmões e tomo as medicações corretamente” | Foto: Sandro Araújo/Agência Saúde


A pneumologista Andréa Martha Rodrigues, referência técnica distrital (RTD) de asma na Secretaria de Saúde (SES-DF), fala sobre a importância de identificar os fatores desencadeantes das crises: “Pode ser a poeira, uma infecção viral, ácaros, pólen, pelos de animais, fumaça de cigarro, produtos químicos, poluição, exercício físico intenso ou estresse. A lista é grande”.


Segundo a especialista, doenças respiratórias, como a gripe e a covid-19, são grandes responsáveis por agravar as crises, pois aumentam as chances de crianças – principalmente – e adultos desenvolverem bronquiolite e pneumonia, por exemplo.


Medicações


No caso de Rosemeire Pereira, 55, a covid-19 foi o gatilho para a crise mais recente. Ela recebeu o diagnóstico há três anos, após sucessivas doenças respiratórias, e hoje faz acompanhamento no Hospital Regional da Asa Norte (Hran). “Estou cansada, tenho dificuldade até para fazer um esforço mínimo, sinto chiado e muita tosse – isso porque sigo o controle diário, faço fisioterapia para fortalecer os pulmões e tomo as medicações corretamente”, relata ela, que utiliza direto as bombinhas broncodilatadoras.



Segundo o Registro Brasileiro de Asma Grave de 2024, 60% dos pacientes não fazem controle da doença



Já Maria Guiomar Moraes, 61, conhece a asma desde a infância e sabe de cor o passo a passo para controlar suas crises: “Utilizo a bombinha de uso diário e a de resgate. Acho essencial acompanhar e realizar o treinamento corretamente para evitar que a crise se agrave”.


Embora Rosemeire e Maria saibam reconhecer os sinais de uma crise, um estudo do Registro Brasileiro de Asma Grave (Rebrag) sobre asma grave no país, divulgado em 2024, aponta que 60% dos pacientes não têm a doença controlada. O histórico de hospitalizações chega a 69% entre maiores de 18 anos.


Tratamento



“Priorizar os exercícios aeróbicos também ajuda no fortalecimento do abdômen e dos pulmões”


Andréa Rodrigues, pneumologista



A asma é uma doença sem cura que atinge cerca de 300 milhões de pessoas em todo o mundo, de acordo com a Sociedade Brasileira de Pneumologia e Tisiologia (SBPT). Só no Brasil, 20 milhões de habitantes convivem com a doença.


Apesar desse cenário, existem tratamentos eficazes que permitem o controle pleno da asma, como o uso adequado dos broncodilatadores inalatórios, a vacinação anual contra gripe e pneumonia e as medicações específicas sob orientação médica.


“Além desses pontos, pessoas asmáticas precisam dar atenção especial à higiene e à alimentação, uma vez que ambas auxiliam na produção de anticorpos e impactam a imunidade”, lembra a pneumologista Andréa Rodrigues. “Priorizar os exercícios aeróbicos também ajuda no fortalecimento do abdômen e dos pulmões.”


Clima


O tempo seco é outro fator que dificulta a vida de quem convive com a asma, pois provoca inflamações nas vias aéreas superiores associadas a ressecamento e inflamações nasais recorrentes. “Evitar a baixa umidade e a exposição em dias muito quentes, com alta poluição, é o recomendado”, pontua a médica.



No Distrito Federal, o tratamento e o acompanhamento são oferecidos em todos os níveis de assistência. Desde 1999, a população conta com o Programa de Atendimento ao Paciente Asmático – que, aliado à capacitação dos profissionais da saúde, permitiu o desenvolvimento de 27 centros de referência que atendem aos casos mais complexos e de difícil controle.


Com equipes aptas a diagnosticar, as unidades básicas de saúde (UBSs) continuam sendo a porta de entrada aos serviços. Em caso de crises recorrentes, os profissionais encaminham os pacientes para ambulatórios especializados, onde a análise é feita com base na história clínica, no exame físico e nos testes de função pulmonar.


Automedicação


Segundo Andréa Rodrigues, o paciente diagnosticado com asma precisa manter a medicação em dia e utilizá-la de forma emergencial, quando necessário. Para ela, a automedicação é um desafio, pois a venda de corticoides e broncodilatadores sem prescrição médica possibilita o uso de doses altas sem necessidade ou por tempo prolongado, o que pode reduzir sua eficácia ou até mesmo agravar o quadro clínico e a doença.


Já o uso prolongado de corticoides de forma sistêmica, adverte a médica,  pode causar gastrite, úlceras gástricas e osteoporose, enquanto os broncodilatadores podem ocasionar arritmias cardíacas.


*Com informações da Secretaria de Saúde


 










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Estudante goiana cria dispositivo para prevenir violência contra mulheres

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Deborah do Nascimento, de 20 anos, criou aplicativo para smartphone e chaveiro eletrônico com botão de ativação de alerta de perigo (Foto: Secti)


Uma estudante da Escola do Futuro de Goiás (EFG) criou um dispositivo eletrônico para ajudar mulheres a se protegerem de situações de risco.


O equipamento, que está sendo construído nos laboratórios de tecnologia da unidade da EFG em Santo Antônio do Descoberto, é composto por um aplicativo. Ele pode ser instalado em qualquer aparelho móvel e um chaveiro eletrônico com botão de ativação de alerta de perigo.


Criadora do equipamento, Deborah do Nascimento tem 20 anos e é aluna do curso técnico em Desenvolvimento Web Mobile.


Ela explica que o aplicativo batizado de Centro de Informações à Mulher (CIM) conta com ferramentas de emergência que fazem disparos de alertas de pedido de ajuda para patrulhas especializadas e contatos cadastrados. Para isso, basta instalar o programa no celular e registrar informações pessoais.



“O app integrado ao dispositivo de emergência vai garantir às mulheres uma maior sensação de segurança, permitindo a elas que possam seguir suas vidas sem o fantasma do risco diário. E o mais interessante é que estamos fazendo de tudo para que o programa seja o mais acessível possível para que atinja principalmente aquelas que estão em situação de vulnerabilidade”, afirma Deborah.



Atualmente, os trabalhos encontram-se na fase de testes e de adequação do protótipo.


Prevenção


Além disso, as mulheres também vão encontrar diversas funcionalidades no aplicativo. Como, por exemplo, o acesso a conteúdos educativos e orientações e um mapa com locais para atendimento. Além de ícones interligados a serviços oficiais de proteção à mulher, por onde elas poderão solicitar medidas protetivas e realizar denúncias.


Fazem parte da equipe multidisciplinar que trabalha no projeto estudantes e professores das Escolas do Futuro das áreas de Tecnologia de Sistemas para Internet, Design Gráfico, Marketing e Gestão em Segurança Pública e Privada.


Além da produção do app, o trabalho também inclui a programação de um software específico. A composição do dispositivo físico é feito a partir de peças recicladas de lixo eletrônico.


O supervisor do projeto, o professor João Marcos Marques, ressalta que as disciplinas ofertadas nos cursos da unidade foram essenciais para que o projeto se tornasse realidade.



 “Deborah chegou à nossa escola em 2023 e já nos surpreendeu pela curiosidade em descobrir mais sobre o mundo da tecnologia. Ela construiu uma trilha formativa, composta por 10 cursos técnicos, os quais lhe renderam uma importante bagagem para que, neste momento, ela pudesse liderar e executar o CIM”, explica o professor. 



Escola do Futuro


As Escolas do Futuro do Estado de Goiás são uma iniciativa de educação técnica gratuita e de qualidade do Governo de Goiás. Elas são ligadas à Secretaria de Ciência, Tecnologia e Inovação (Secti) e geridas pela Universidade Federal de Goiás (UFG).


As unidades estão localizadas em Goiânia, Aparecida de Goiânia, Mineiros, Santo Antônio do Descoberto e Valparaíso de Goiás. Além de uma unidade de profissionalização em Artes: o Basileu França, em Goiânia.


De 2021 a 2024, mais de 19 mil alunos passaram por 669 cursos oferecidos pelas EFGs. Outros 4 mil devem receber certificados neste ano.


SAIBA MAIS


Escolas do Futuro abrem mais de 4 mil vagas para cursos gratuitos


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Estudante goiana cria dispositivo para prevenir violência contra mulheres



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Via que liga a Hélio Prates à Elmo Serejo, em Taguatinga, ganha nova pavimentação asfáltica

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Considerada uma das principais pistas que liga as avenidas Hélio Prates e Elmo Serejo, a Via 31, em Taguatinga, receberá serviços de reconstrução asfáltica. Com investimento aproximado de R$ 430 mil, o Governo do Distrito Federal (GDF) faz obras de fresagem e recapeamento em uma área de 3.800 m². Os trabalhos são executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) para garantir mais segurança e mobilidade aos moradores tanto de Taguatinga quanto de Ceilândia.



Os trabalhos são executados pela Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) para levar mais segurança e mobilidade aos moradores tanto de Taguatinga quanto de Ceilândia | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília



As obras serão feitas por toda a extensão da Via 31, passando pela QNL 22 até a QNL 14. Serão aplicadas 380 toneladas de concreto betuminoso usinado a quente (CBUQ), atendendo a uma demanda antiga dos moradores da região. Essa é uma grande conquista para a população, que sofria  com buracos na via, agravados ainda mais no período chuvoso. Essa ação traz mais segurança, mobilidade e qualidade de vida para todos, e o trabalho continua. Outras quadras também serão beneficiadas com o novo asfalto, garantindo ruas mais seguras e bem cuidadas para os moradores da cidade, acrescentou o administrador de Taguatinga, Renato Andrade.


Além da nova pavimentação, o projeto prevê a sinalização vertical e horizontal da via. Segundo o servidor da Divisão de Obras Diretas da Novacap Ilauro Ribeiro, a execução dos serviços segue um padrão de qualidade para garantir maior durabilidade.



Aqui estava uma buraqueira, era insuportável. Nem carro passava direito. A gente cobrava da administração e do governo e agora chegou um novo asfalto, tanto aqui quanto em outras quadras. É uma satisfação ver essa melhoria, disse o eletricista João Batista Alves, de 51 anos



Estamos retirando o asfalto antigo, realizando a fresagem e, nos pontos onde identificamos necessidade, fazemos a recomposição da base antes de aplicar a nova capa asfáltica. Esse é um serviço essencial para prolongar a vida útil da pavimentação, que tem uma durabilidade aproximada de dez anos, explicou Ilauro.


Além da QNL 22, outras quadras da região já receberam os serviços. Na QNL 16, foram recuperados 2.800 m² de via. Os moradores da região destacam que o recapeamento trouxe mais conforto e segurança.


Aqui estava uma buraqueira, era insuportável. Nem carro passava direito. A gente cobrava da administração e do governo e agora chegou um novo asfalto, tanto aqui quanto em outras quadras. É uma satisfação ver essa melhoria, disse o eletricista João Batista Alves, 51.


Morada da QNL 16 há mais de 40 anos, a aposentada Rosalice Ferreira, 75, comemorou a chegada dos serviços na região: Aqui precisava mesmo. O asfalto estava cheio de buracos e lama. Chegou um momento em que nem dava para passar de carro. Eu moro aqui desde 1985 e vi o primeiro asfalto ser feito. Com o tempo, só vinha tapa-buraco, mas agora temos um recapeamento definitivo, que vai durar muito mais, pontuou.


09/03/2025 - Via que liga a Hélio Prates à Elmo Serejo, em Taguatinga, ganha nova pavimentação asfáltica






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5 filmes sobre mulheres inspiradoras para ver na Netflix

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Neste sábado (8/3), celebramos o Dia Internacional da Mulher, uma data criada para honrar a luta contínua pelos direitos femininos. É o momento de revisitar produções audiovisuais que capturam a força, coragem e resiliência das mulheres, inspirando e empoderando a todos.


Para homenagear a força de grandes mulheres — reais e da ficção — o Metrópoles elenca a seguir cinco filmes disponíveis na Netflix para você assistir neste fim de semana.


5 imagens
Irmãs Sheppard: Das Ruas ao Pódio
A Voz de Makayla: Uma Carta ao Mundo
Feministas: O que Elas Estavam Pensando?
Absorvendo o Tabu
1 de 5

Nossa Luz Interior

Chuck Kennedy/Netflix © 2023
2 de 5

Irmãs Sheppard: Das Ruas ao Pódio

Divulgação
3 de 5

A Voz de Makayla: Uma Carta ao Mundo

Divulgação
4 de 5

Feministas: O que Elas Estavam Pensando?

Divulgação
5 de 5

Absorvendo o Tabu

Divulgação/ Netflix


Confira:


Absorvendo o Tabu


Em uma aldeia rural nos arredores de Déli, na Índia, as mulheres lideram uma revolução silenciosa. Elas lutam contra o estigma profundamente enraizado da menstruação. O curta documental Absorvendo o Tabu, dirigido por Rayka Zehtabchi, conta a história delas.


Por gerações, essas mulheres não tiveram acesso a absorventes, o que causava problemas de saúde e fazia meninas faltarem ou abandonarem a escola. Quando uma máquina é instalada na aldeia, as mulheres aprendem a fabricar e comercializar seus próprios absorventes, empoderando outras mulheres da comunidade.


Clique aqui para assistir.


Nossa Luz Interior: Michelle Obama e Oprah Winfrey


Na última parada da turnê do best-seller Nossa luz interior: Superação em tempos incertos, de 2022, Michelle Obama revela seus segredos. Em uma conversa aberta com a amiga Oprah Winfrey, a ex-primeira dama fala sobre a infância com a família e as experiências na Casa Branca, compartilha as lições que aprendeu sobre autoconfiança, medo e envelhecimento, e dá conselhos práticos para viver nos tempos modernos.


Abordando todos os assuntos, desde a menopausa até questões sociais e romance, Obama e Winfrey têm uma conversa sincera, emocionante, engraçada e muito real sobre o momento em que vivemos.


Clique aqui para assistir.


Irmãs Sheppard: Das Ruas ao Pódio


Este retrato intimista da juventude feminina mostra três irmãs do Brooklyn determinadas a enfrentar todos os obstáculos em uma jornada rumo à esperança e a um futuro melhor.


Clique aqui para assistir.


Feministas: O Que Elas Estavam Pensando?


Em 1977, um livro de fotografias captou o despertar do feminismo entre mulheres que ousavam desafiar as limitações culturais com que haviam crescido para abraçar a vida em toda a sua plenitude. Feministas: O Que Elas Estavam Pensando? revisita essas imagens, as mulheres retratadas e sua época. Também aborda a contínua necessidade de mudanças nos dias de hoje.


Em entrevistas francas e impactantes, Jane Fonda, Lily Tomlin, Judy Chicago, Laurie Anderson e outras mulheres discutem temas como identidade, aborto, etnia, infância e maternidade.


Clique aqui para assistir.


A Voz de Makayla: Uma Carta ao Mundo


Makayla é uma adolescente que vive com uma forma rara de autismo que a deixou basicamente não verbal. No entanto, seus pais, movidos por uma fé inabalável no potencial da filha, embarcaram em uma jornada transformadora para descobrir a incrível profundidade do universo interior de Makayla.


Clique aqui para assistir.





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Jovem com doença rara mortal passa por 36 médicos antes de diagnóstico

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Causada pela mutação em um gene específico, a ataxia de Friedreich (AF) é considerada uma doença rara e estima-se que apenas 15 mil pessoas no mundo vivam com a condição — cerca de 700 delas estão no Brasil, tornando o país o segundo com mais diagnósticos do distúrbio.


Foi por esse número pequeno, mas expressivo, que Renan Treglia, 24 anos, descobriu ter a doença degenerativa. Aos 16 anos, o então adolescente começou a ter sintomas estranhos. Se desequilibrava facilmente, não conseguia carregar um copo de água sem entornar e tinha muita dificuldade para cortar legumes e cozinhar, um de seus hobbies. Os sinais logo evoluíram para tombos constantes.



A ataxia de Friedreich é uma condição neurodegenerativa que reduz a coordenação muscular e motora progressivamente e diminui a expectativa de vida. O distúrbio causa danos progressivos ao sistema nervoso e os sintomas podem evoluir para perda auditiva, problemas de fala e deglutição e deficiência visual. A média de idade de óbito entre pacientes é de apenas 37 anos.


“Após cerca de 11 anos do inícios dos sintomas, esses pacientes vão para a cadeira de rodas e na sequência evoluem com perda também de função dos braços, de controle do tronco. É uma doença que tem um impacto muito significativo na mobilidade e também naturalmente na sobrevida dos pacientes que são afetados”, explica o neurologista Marcondes França Júnior, professor e chefe do setor de neurogenética e neuromuscular do Hospital das Clínicas da Unicamp.


A saga pelo diagnóstico


“Primeiro, procuramos um ortopedista. Nossa suspeita era que um pé quebrado anos antes estava causando o desequilíbrio. Cheguei a fazer um ano de fisioterapia para me ajudar com a marcha, até que o fisioterapeuta nos chamou e disse que o problema devia ser neurológico”, lembra Renan.


Foi aí que começou a saga pelo diagnóstico. Renan e a família procuraram um neurologista, que decretou que o problema era mesmo ortopédico. O ortopedista descartou problemas ósseos, e o encaminhou para outro neurologista. Entre idas e vindas, o jovem se consultou com 36 especialistas.



O caso só caminhou quando a sogra de Renan comentou sobre os sintomas do genro no trabalho e um colega os reconheceu como sendo os mesmos da filha. Giovanna Boscolo tinha sido diagnosticada com a doença e sugeriu que Renan tentasse uma consulta com o neurologista que atendia seu caso.


Em outubro de 2020, um exame genético confirmou o diagnóstico de ataxia de Friedreich no jovem. “Foi um baque muito grande, a gente não acreditava. É uma doença muito rara, meus pais entraram em depressão porque se sentiam culpados. Eu tive muitas crises de ansiedade, de depressão, faço até hoje acompanhamento com psiquiatra. É algo muito difícil para mim”, conta o jovem.


Renan precisou aceitar que alguns planos nunca seriam realizados. O sonho dele era ser piloto de avião: fez o curso para aviões particulares mas, quando estava ingressando no treinamento para piloto comercial, os sintomas se agravaram e foi necessário pausar os estudos para buscar o diagnóstico. “Uma pessoa com ataxia não pode ser piloto. Pensar nisso me afeta muito. Eu tinha planos para o futuro que precisaram ser adaptados”, lamenta.


Imagem mostra homem em cadeira de rodas com uma das mãos segurando um aspirador de pó - Metrópoles
Ataxia de Friedreich: condição neurodegenerativa reduz a coordenação muscular e motora progressivamente

Ataxia de Friedreich: doença rara e complicada


A mutação responsável pela doença atinge um gene que codifica a frataxina, uma proteína que regula o ferro nas mitocôndrias — sem quantidade suficiente da substância, acontece o acúmulo de ferro nas células e um estresse oxidativo que causa a neurodegeneração.


“Em última análise, é uma doença que acontece porque os tecidos são incapazes de produzir energia, e com isso há um processo de desgaste e degeneração. Os tecidos que demandam mais energia são os do sistema nervoso, coração e glândulas em geral. Por isso, são os que mais sofrem nessa doença”, explica França Júnior.


A ataxia de Friedreich não tem cura, e os sintomas vão evoluindo e piorando pouco a pouco. O tratamento disponível atualmente é limitado, e se restringe a medidas de reabilitação, como fisioterapia, fonoaudiologia e terapia ocupacional. Alguns pacientes usam medicamentos para controlar sintomas, como dores, cãibras e espasmos musculares. Mas nada disso atenua o processo de morte dos neurônios.


Hoje, Renan tem dificuldade para caminhar e medo de cair, se apoiando sempre no pai ou na namorada. Ele conta que faz pilates e musculação com uma especialista em exercícios para pessoas com deficiência e, por isso, os sinais não progridem tão rápido quanto em outros pacientes.


“Nas fases mais avançadas da doença, o paciente sofre com dificuldade para respirar por causa de fraqueza das musculaturas respiratórias”, explicou a neurologista Ana Cláudia Pires, do Hospital DF Star, da Rede D’Or, em entrevista anterior ao Metrópoles.


Nova esperança


É complicado desenvolver medicamentos para doenças raras, já que os pacientes são poucos, os médicos não conhecem a condição e a criação de tecnologias demora. Ainda assim, existe um remédio para a ataxia de Friedreich, a omaveloxolona. O medicamento já foi aprovado pelo FDA dos Estados Unidos e está em análise na Anvisa.


“O remédio não é a cura, mas pode estabilizar a doença e até fazer os sintomas retrocederem em dois anos. Para a gente com ataxia, isso é muito. Se estabilizar como estou, já ficaria muito feliz. Caminho com dificuldade, mas consigo seguir a minha rotina”, explica Renan.


França Junior explica que o remédio atua nas mitocôndrias, tentando otimizar a capacidade de produção de energia. Os resultados não são curativos, mas mostram um retardamento da progressão da ataxia de Friedreich.


“É um primeiro medicamento que vai realmente mudar o curso evolutivo da doença. Acho que é um importante passo para essa enfermidade, que até então não tinha tratamento. Representa uma primeira esperança para os pacientes”, garante o especialista.


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Projeto Borboleta ajuda a reconstruir a autoestima de reeducandas

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“É a oportunidade de se vestir, de tirar aquela roupa branca e se sentir diferente e importante na vida; é o primeiro passo para a liberdade”, descreve a reeducanda Samantha*, 50, uma das beneficiadas pelo projeto Borboleta, da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF).


Vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa disponibiliza roupas e acessórios para elevar a autoestima dos sentenciados em sua nova fase de vida. Desde 2017, essa ação já beneficiou 5 mil pessoas.


Samantha, que trabalha como manicure em regime semiaberto, é uma das beneficiárias do projeto:  “Ter acesso a roupas novas de graça e poder trabalhar com dignidade é uma força muito grande – é um gasto a menos, uma preocupação a menos” | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília



“A doação dessas roupas vai muito além do vestuário. Elas representam um novo começo para os reeducandos que estão retomando suas vidas no mercado de trabalho e na sociedade”


Deuselita Martins, diretora-executiva da Funap-DF



“Assim que eu saí da prisão, a situação financeira estava muito difícil, então ter acesso a roupas novas de graça e poder trabalhar com dignidade é uma força muito grande – é um gasto a menos, uma preocupação a menos”, relembra Samantha.


Com o apoio da Funap, desde que entrou em regime semiaberto, ela atua há nove meses como manicure e, quando possível, no projeto Borboleta, ajudando outros reeducandos na nova vida.


As roupas do borboletário, local onde ficam armazenadas, são adquiridas por meio de doações. Cada pessoa (homem e mulher) tem direito a cinco itens, que podem ser escolhidos em araras dispostas na sede da Funap.



“O projeto Borboleta resgata autoestima, dignidade e fortalece a reintegração social e profissional dessas pessoas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”


Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania



“A doação dessas roupas vai muito além do vestuário; elas representam um novo começo para os reeducandos que estão retomando suas vidas no mercado de trabalho e na sociedade”, ressalta a diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins.


“Muitos chegam sem condições de se apresentar adequadamente para uma entrevista ou para o primeiro dia de emprego, e o projeto Borboleta lhes dá esse suporte essencial, ajudando a resgatar a dignidade e a autoestima nesse momento de recomeço”, complementa a gestora.


Andreia escolhe peças no borboletário: “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho”


A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, também vê na iniciativa um caminho para ressocialização. “O projeto Borboleta resgata autoestima, dignidade e fortalece a reintegração social e profissional dessas pessoas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”, pontua.


Autoestima e recomeço


O simples ato de trocar de roupa no borboletário assim que chegou à Funap -DF transformou a vida de Andreia*, 57. Depois de dez anos na prisão, a costureira saiu sem nada. “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho e até nos outros dias,  porque a gente demora 30 dias para receber o primeiro salário”, relata.

Além do impacto financeiro, ela reforça a importância do projeto para a confiança das reeducandas: “Já pensou todo mundo chegando de branco ao trabalho? Seria constrangedor, né? Aqui, a gente entra presa, mas sai como qualquer outra pessoa da sociedade. Isso é muito bom para a nossa autoestima”.



Como ajudar


O projeto Borboleta recebe doações de qualquer item de vestuário, cosmético ou acessório, beneficiando tanto homens quanto mulheres. As peças mais procuradas são roupas de frio, calças jeans (de todos os tamanhos) e camisas, de preferência coloridas.


As doações podem ser entregues de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede da Funap-DF: Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Trecho 2, lotes 1835/1845, 1º andar. Mais informações pelos telefones (61) 3686-5031 e 3686-5030.


09/03/2025 - Projeto Borboleta ajuda a reconstruir a autoestima de reeducandas


*Para preservar a identidade das entrevistadas, foram usados nomes fictícios.










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https://jornalismodigitaldf.com.br/projeto-borboleta-ajuda-a-reconstruir-a-autoestima-de-reeducandas/?fsp_sid=122087
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Projeto Borboleta ajuda a reconstruir a autoestima de reeducandas

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“É a oportunidade de se vestir, de tirar aquela roupa branca e se sentir diferente e importante na vida; é o primeiro passo para a liberdade”, descreve a reeducanda Samantha*, 50, uma das beneficiadas pelo projeto Borboleta, da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap-DF).


Vinculada à Secretaria de Justiça e Cidadania (Sejus-DF), a iniciativa disponibiliza roupas e acessórios para elevar a autoestima dos sentenciados em sua nova fase de vida. Desde 2017, essa ação já beneficiou 5 mil pessoas.


Samantha, que trabalha como manicure em regime semiaberto, é uma das beneficiárias do projeto:  “Ter acesso a roupas novas de graça e poder trabalhar com dignidade é uma força muito grande – é um gasto a menos, uma preocupação a menos” | Fotos: Geovana Albuquerque/Agência Brasília



“A doação dessas roupas vai muito além do vestuário. Elas representam um novo começo para os reeducandos que estão retomando suas vidas no mercado de trabalho e na sociedade”


Deuselita Martins, diretora-executiva da Funap-DF



“Assim que eu saí da prisão, a situação financeira estava muito difícil, então ter acesso a roupas novas de graça e poder trabalhar com dignidade é uma força muito grande – é um gasto a menos, uma preocupação a menos”, relembra Samantha.


Com o apoio da Funap, desde que entrou em regime semiaberto, ela atua há nove meses como manicure e, quando possível, no projeto Borboleta, ajudando outros reeducandos na nova vida.


As roupas do borboletário, local onde ficam armazenadas, são adquiridas por meio de doações. Cada pessoa (homem e mulher) tem direito a cinco itens, que podem ser escolhidos em araras dispostas na sede da Funap.



“O projeto Borboleta resgata autoestima, dignidade e fortalece a reintegração social e profissional dessas pessoas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”


Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania



“A doação dessas roupas vai muito além do vestuário; elas representam um novo começo para os reeducandos que estão retomando suas vidas no mercado de trabalho e na sociedade”, ressalta a diretora-executiva da Funap-DF, Deuselita Martins.


“Muitos chegam sem condições de se apresentar adequadamente para uma entrevista ou para o primeiro dia de emprego, e o projeto Borboleta lhes dá esse suporte essencial, ajudando a resgatar a dignidade e a autoestima nesse momento de recomeço”, complementa a gestora.


Andreia escolhe peças no borboletário: “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho”


A secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani, também vê na iniciativa um caminho para ressocialização. “O projeto Borboleta resgata autoestima, dignidade e fortalece a reintegração social e profissional dessas pessoas, contribuindo para uma sociedade mais justa e inclusiva”, pontua.


Autoestima e recomeço


O simples ato de trocar de roupa no borboletário assim que chegou à Funap -DF transformou a vida de Andreia*, 57. Depois de dez anos na prisão, a costureira saiu sem nada. “O guarda-roupa comunitário facilita a vida do preso que está se reintegrado na sociedade, porque a gente chega aqui e consegue um sapato, uma roupa de qualidade para se apresentar no trabalho e até nos outros dias,  porque a gente demora 30 dias para receber o primeiro salário”, relata.

Além do impacto financeiro, ela reforça a importância do projeto para a confiança das reeducandas: “Já pensou todo mundo chegando de branco ao trabalho? Seria constrangedor, né? Aqui, a gente entra presa, mas sai como qualquer outra pessoa da sociedade. Isso é muito bom para a nossa autoestima”.



Como ajudar


O projeto Borboleta recebe doações de qualquer item de vestuário, cosmético ou acessório, beneficiando tanto homens quanto mulheres. As peças mais procuradas são roupas de frio, calças jeans (de todos os tamanhos) e camisas, de preferência coloridas.


As doações podem ser entregues de segunda a sexta-feira, das 8h às 17h, na sede da Funap-DF: Setor de Indústria e Abastecimento (SIA), Trecho 2, lotes 1835/1845, 1º andar. Mais informações pelos telefones (61) 3686-5031 e 3686-5030.


09/03/2025 - Projeto Borboleta ajuda a reconstruir a autoestima de reeducandas


*Para preservar a identidade das entrevistadas, foram usados nomes fictícios.










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Supermercado é condenado por acusar falsamente cliente. Saiba o valor

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Em decisão unânime, a 3ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou um supermercado a indenizar uma consumidora vítima de abordagem vexatória. A cliente estava com a filha e foi acusada por um funcionário de não ter pago por compras. A sentença determina de indenização de R$ 3 mil.


Na 1ª instância, o supermercado havia sido condenado a pagar R$ 5 mil. O julgamento em 2ª instância manteve a condenação, mas reduziu a indenização. No caso, a cliente alegou ter sido abordada de forma vexatória pelo segurança do estabelecimento e teria sido acusada injustamente de não ter pago compras.



Em sua defesa, a ré sustentou que não ocorreu gritaria ou exposição excessiva, além de afirmar que as imagens em vídeo mostravam conduta regular. A consumidora, porém, apresentou provas de que a abordagem ocorreu na presença de outras pessoas, o que gerou constrangimento e alteração de seu estado de saúde.


O episódio ocorreu em julho de 2024. A consumidora fazia compras no supermercado com a filha. No entanto um segurança a abordou, gritando, bateu no ombro de sua filha e afirmou que elas precisavam voltar, pois ela teria supostamente feito compras de aproximadamente R$ 400 e não havia pagado.


No processo, a consumidora relatou que teria sido levada para dentro do estabelecimento, onde uma funcionária teria afirmado que não era ela nas imagens das câmeras de vigilância. O segurança teria pedido desculpas, mas continuou insistindo que era ela nas imagens. A consumidora alegou ter passado mal e sua pressão arterial se alterou.


Exposição inadequada e desproporcional


Na avaliação dos magistrados, a empresa, como fornecedora de serviços, possui responsabilidade objetiva por atos de seus funcionários. De acordo com a decisão, “a abordagem dispensada à autora possui aptidão para caracterizar violação aos direitos da personalidade, justificando, pois, a condenação a título de danos morais”.


A turma observou que não houve qualquer indício de conduta ilícita por parte da consumidora, por isso a exposição pública foi inadequada e desproporcional. Para os magistrados, o valor de R$ 3 mil é  suficiente para compensar os prejuízos sofridos pela vítima e, ao mesmo tempo, para desestimular práticas semelhantes por parte da empresa.






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Supermercado é condenado por acusar falsamente cliente. Saiba o valor

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Em decisão unânime, a 3ª Turma Recursal do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e dos Territórios (TJDFT) condenou um supermercado a indenizar uma consumidora vítima de abordagem vexatória. A cliente estava com a filha e foi acusada por um funcionário de não ter pago por compras. A sentença determina de indenização de R$ 3 mil.


Na 1ª instância, o supermercado havia sido condenado a pagar R$ 5 mil. O julgamento em 2ª instância manteve a condenação, mas reduziu a indenização. No caso, a cliente alegou ter sido abordada de forma vexatória pelo segurança do estabelecimento e teria sido acusada injustamente de não ter pago compras.



Em sua defesa, a ré sustentou que não ocorreu gritaria ou exposição excessiva, além de afirmar que as imagens em vídeo mostravam conduta regular. A consumidora, porém, apresentou provas de que a abordagem ocorreu na presença de outras pessoas, o que gerou constrangimento e alteração de seu estado de saúde.


O episódio ocorreu em julho de 2024. A consumidora fazia compras no supermercado com a filha. No entanto um segurança a abordou, gritando, bateu no ombro de sua filha e afirmou que elas precisavam voltar, pois ela teria supostamente feito compras de aproximadamente R$ 400 e não havia pagado.


No processo, a consumidora relatou que teria sido levada para dentro do estabelecimento, onde uma funcionária teria afirmado que não era ela nas imagens das câmeras de vigilância. O segurança teria pedido desculpas, mas continuou insistindo que era ela nas imagens. A consumidora alegou ter passado mal e sua pressão arterial se alterou.


Exposição inadequada e desproporcional


Na avaliação dos magistrados, a empresa, como fornecedora de serviços, possui responsabilidade objetiva por atos de seus funcionários. De acordo com a decisão, “a abordagem dispensada à autora possui aptidão para caracterizar violação aos direitos da personalidade, justificando, pois, a condenação a título de danos morais”.


A turma observou que não houve qualquer indício de conduta ilícita por parte da consumidora, por isso a exposição pública foi inadequada e desproporcional. Para os magistrados, o valor de R$ 3 mil é  suficiente para compensar os prejuízos sofridos pela vítima e, ao mesmo tempo, para desestimular práticas semelhantes por parte da empresa.






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Economia desacelera, mas indústria e serviços compensam perdas do agro

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O Produto Interno Bruto (PIB) do Brasil cresceu 3,4% em 2024, puxado pelos bons desempenhos dos setores de serviços e indústria. Embora o resultado seja positivo, economistas alertam para a desaceleração da economia brasileira neste ano devido aos juros altos e ao atual patamar da inflação, fatores que seguem assombrando o governo Lula (PT).




PIB de 2024



  • O PIB é a soma de todos os bens e serviços finais produzidos por um país, estado ou cidade, em um ano. Uma alta significa que a economia está crescendo em ritmo bom, enquanto recuo implica encolhimento da produção econômica.

  • A economia brasileira cresceu 3,4% em 2024, frente a 2023 — a maior taxa desde 2021 (4,8%), segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE). No ano passado, o PIB totalizou R$ 11,7 trilhões.

  • Os setores de Serviços (3,7%) e da Indústria (3,3%) fecharam 2024 em alta, enquanto a Agropecuária recuou (-3,2%).

  • O consumo das famílias também contribuiu para a alta do PIB, com crescimento de 4,8% em relação a 2023.

  • Mesmo tendo a maior marca para os últimos três anos, o índice desacelerou no quarto trimestre ao subir apenas 0,2%, após avançar 0,9% no terceiro trimestre de 2024.




Agro não mantém ritmo de alta em 2024


Principal motor do PIB nos últimos anos, a agropecuária não conseguiu repetir os números expressivos de 2023, quando teve expansão de 15,1%. No ano passado, muito impactado por eventos climáticos adversos (enchentes, secas, queimadas, principalmente), o setor interrompeu o ciclo de altas e recuou 3,2%.


Dessa forma, os setores de serviços e indústria acabaram compensando as perdas da agropecuária. Segundo Volnei Eyng, CEO da gestora Multiplike, o destaque de 2024 foi essa diversificação da economia, com novos atores entrando no cômputo do PIB.



Para Eyng, o avanço de serviços e da indústria evidencia a “resiliência” da economia brasileira. Ele pontuou que nenhum setor cresce indefinidamente e que “a diversificação econômica é essencial para sustentar o crescimento em momentos de oscilações setoriais”.


O economista diz que o aumento da taxa básica de juros, a Selic, no segundo semestre de 2024 começou a produzir efeitos. O Comitê de Política Monetária (Copom) do Banco Central (BC) decidiu elevar os juros para conter o avanço inflacionário do país.


Desde então, a Selic está em um ciclo de altas. O último aumento ocorreu em janeiro, quando o Copom decidiu elevar os juros para 13,25% ao ano. Com a decisão, a Selic volta ao mesmo patamar de agosto de 2023.


“O crescimento mais moderado do PIB no último trimestre reflete essa política monetária. Além disso, fica cada vez mais evidente como empresas e consumidores estão atentos às ações do Banco Central”, resume Eyng.


Por outro lado, o coordenador de Contas Nacionais do FGV Ibre, Claudio Considera, afirmou que esse arrefecimento do PIB de outubro a dezembro de 2024 não tem muita relação com os juros, “porque os investimentos continuaram caminhando firme e o consumo das famílias também”. “Uma surpresa muito boa foram os investimentos”, frisa ele.



A taxa de investimento em 2024 chegou a 17% do PIB e cresceu 7,3% no quarto trimestre (outubro, novembro e dezembro), conforme dados do Sistema de Contas Nacionais Trimestrais.


Claudio Considera diz que a desaceleração da economia brasileira está relacionada ao alto patamar da inflação geral e dos alimentos, que deteriora o poder de compra da população.


Pedro Ros, CEO da Referência Capital, afirma que, além de sinalizar uma “economia resiliente”, o resultado do PIB de 2024 aumenta a pressão inflacionária. “Esse cenário pode fortalecer a imagem do governo no curto prazo, mas a manutenção dos juros elevados pode frear o crescimento em 2025”, avalia.


De acordo com Ros, o desafio do governo federal é “manter a inflação sob controle sem comprometer a atividade econômica”.


PIB deve desacelerar em 2025


Segundo o coordenador de Contas Nacionais do FGV Ibre, 2025 será um “ano cheio de incertezas”, principalmente com as recentes mudanças tarifárias anunciadas pelo presidente dos Estados Unidos (EUA), Donald Trump.


O professor de economia Mauricio Nakahodo, da Faculdade ESEG, do Grupo Etapa, espera um crescimento mais moderado em 2025, em torno de 2%. Ele acredita que este ano terá os seguintes períodos distintos:



  • 1º semestre: retomada do bom ritmo de crescimento, sustentado pelo mercado de trabalho (emprego e renda), e da safra favorável de culturas importantes (como soja e milho).

  • 2º semestre: com a consolidação de uma taxa de juros mais elevada, que impactará de forma mais expressiva as condições de crédito, e a desaceleração da economia a partir do segundo trimestre.


Para Nakahodo, a geração de empregos deve surpreender positivamente. Por outro lado, as eventuais pressões inflacionárias adicionais, os juros altos, piora dos riscos fiscais poderão ser aspectos que puxem o PIB para baixo.


Igor Cadilhac, economista do PicPay, acredita que “a combinação de inflação persistente, juros elevados e o consequente aperto das condições financeiras deve pesar sobre a atividade econômica” de 2025.


Ele frisa que “a desaceleração não apenas se torna inevitável, mas também necessária para corrigir os desequilíbrios atuais”.


Projeções do PIB para 2025


No último Boletim Macrofiscal — relatório bimestral responsável por divulgar as projeções de curto e médio prazo para os indicadores de atividade econômica e de inflação, utilizados no processo orçamentário da União —, o Ministério da Fazenda informou que a estimativa para o crescimento do Produto Interno Bruto de 2025 é de 2,3%.


Para o Banco Central, a economia brasileira deve expandir 2,1% neste ano. Já os analistas do mercado financeiro ouvidos semanalmente pelo BC, no relatório Focus, projetam que o PIB crescerá 2,01% em 2025 e 1,70% em 2026.


A estimativa do Itaú é de alta de 2,2% no PIB em 2025. Para o PicPay, o avanço será de 1,6%.





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