Como o Framboesa de Ouro passou de brincadeira a pesadelo de Hollywood

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Todos os anos, os vencedores do Oscar recebem uma estatueta banhada a ouro, avaliada em cerca de US$ 400. Na contramão do glamour, o Framboesa de Ouro entrega um prêmio bem mais modesto: uma miniatura de framboesa pintada com spray dourado, avaliada em aproximadamente US$ 5.


A premiação é realizada tradicionalmente um dia antes do Oscar e reconhece os piores filmes e atuações do ano. Apesar da fama atual, a ideia surgiu de forma despretensiosa, em 1981, na sala do redator John Wilson.


Na ocasião, Wilson reuniu amigos para assistir à 53ª edição do Oscar. Após a transmissão, conduziu os convidados até um púlpito de papelão pintado à mão. A brincadeira consistia em apresentar ou receber prêmios fictícios em oito categorias dedicadas ao pior do cinema naquele ano.


“Depois, todos os convidados me disseram o quanto haviam se divertido — e que grande ideia eu havia tido”, escreveu Wilson no livro The Official Razzie Movie Guide.



No dia seguinte, ele enviou à imprensa um comunicado anunciando os grandes “vencedores” da noite. Entre os destaques da primeira edição estavam Robert Greenwald, eleito Pior Diretor por Xanadu, e Can’t Stop the Music, estrelado pelo grupo Village People, vencedor de Pior Roteiro e Pior Filme.


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O Framboesa de Ouro começou como uma brincadeir entre amigos
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O Framboesa de Ouro começou como uma brincadeir entre amigos

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Troféu entrege aos ganhadores do Framboesa de Ouro
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Troféu entrege aos ganhadores do Framboesa de Ouro

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John Wilson e Mo Murphy, organizadores do Framboesa de Ouro
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John Wilson e Mo Murphy, organizadores do Framboesa de Ouro

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Ao longo das edições, alguns artistas foram pessoalmente receber o Framboesa de Ouro
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Ao longo das edições, alguns artistas foram pessoalmente receber o Framboesa de Ouro

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“Alguns dias depois, o Los Angeles Daily News publicou uma matéria com o título ‘E os vencedores não são’. O Framboesa estava oficialmente lançados”, publicou o autor.

A repercussão fez a premiação crescer rapidamente. Já no segundo ano, a cerimônia foi transferida para uma mansão em Bel Air. A partir da quarta edição, passou a ocorrer sempre na véspera do Oscar, estratégia que ampliou a atenção da imprensa.


O evento, que começou como uma brincadeira entre amigos, hoje caminha para a 46ª edição e segue acompanhado de perto por indicados e fãs. “Minha criação deixou de ser uma piada de festa sobre o Oscar para se tornar o antídoto perfeito ao exagero autocelebratório da temporada de premiações de Hollywood”, escreveu Wilson.


Vitória ao avesso


Em 2026, o Brasil repetiu conquistou quatro indicações ao Oscar com O Agente Secreto e uma para o diretor de fotografia de Sonhos de Trem, o paulista Adolpho Veloso. Já no Framboesa de Ouro, Isis Valverde representou o país e concorreu ao título de Pior Atriz Coadjuvante pelo papel no filme Código AlarumA brasileira perdeu o prêmio para a americana Scarlet Rose Stallone, que atuou em Terra de Pistoleiros.


Isis Valverde em Código Alarum - Metrópoles
Brasil entra no “Oscar dos piores” com estreia de Isis Valverde em Hollywood

Apesar da proposta satírica, o prêmio não tem a intenção de desrespeitar artistas. A cofundadora da premiação, Mo Murphy, afirma que o objetivo sempre foi revelar um lado mais humano das celebridades. “Os fãs adoram quando a celebridade favorita assume seus erros. Isso os humaniza, tornando-os mais próximos do público”, declarou.


Ao longo dos anos, alguns artistas decidiram abraçar a brincadeira e comparecer à cerimônia para receber o troféu. O diretor Paul Verhoeven foi o primeiro a fazer isso, em 1996, ao aceitar pessoalmente o prêmio por Showgirls.


Uma das aparições mais marcantes foi a de Halle Berry, eleita Pior Atriz em 2005 pelo papel em Mulher Gato. Durante o discurso, ela segurava o Oscar conquistado três anos antes. Sandra Bullock também entrou para a história da premiação em 2010, ao receber o Framboesa de Ouro por Maluca Paixão. Na noite seguinte, venceu o único Oscar da carreira, por Um Sonho Possível.



“Se os ‘vencedores’ não se levarem tão a sério, eles podem se divertir bastante com isso”, reflete Murphy. “O premiado pode reagir da forma que quiser: se defender, culpar outra pessoa ou assumir a responsabilidade — qualquer coisa, menos ignorar!”


Nem todos, porém, reagem bem ao título. Com cerca de 40 indicações e 10 vitórias, Sylvester Stallone é o recordista da premiação e já teria demonstrado incômodo com o resultado.


Em 2000, o intérprete de Rambo venceu uma categoria especial: Pior Ator do Século. Anos depois, Wilson afirmou ter recebido uma mensagem de voz atribuída ao ator, na qual ele criticava o prêmio e argumentava que os filmes dele rendiam muito dinheiro.


“O fato de o público e a imprensa apreciarem a brincadeira já faz tudo valer a pena. E o fato de a chamada indústria nos detestar, na verdade, torna o Framboesa de Ouro ainda mais engraçado”, escreveu o idealizador do prêmio.


O poder dos filmes ruins


Segundo os organizadores, a tradição do Framboesa de Ouro se mantém de pé graças à capacidade de Hollywood de produzir filmes ruins. Todos os anos, novas produções que frustram crítica e público aparecem entre os indicados.


Para Murphy, o prêmio também funciona como uma forma de refletir sobre a indústria cinematográfica.  “A atitude mais inteligente é entrar em contato conosco e pegar o troféu para colocá-lo em uma vitrine ao lado de outros prêmios prestigiosos — isso os mantém humildes!”, aponta.


Como fã de cinema, ela acredita que o evento pode estimular uma reflexão maior sobre as decisões criativas em Hollywood. A cofundadora acredita que atualmente muitos projetos acabam envolvendo pessoas demais no processo, o que faz com que eles “acabem perdendo a alma”.


Na contramão dessa tendência, a cita dois filmes brasileiros que, na avaliação dela, apresentam uma abordagem única. “O Agente Secreto tem uma visão singular, é um grande filme! Assim como um dos meus outros filmes brasileiros favoritos, Central do Brasil”, opina.


Imagem colorida de Wagner Moura caracterizado para o filme O Agente Secreto - Metrópoles
Cena de Wagner Moura como Marcelo/Armando no filme O Agente Secreto

Para se tornar votante do Framboesa de Ouro, é preciso se registrar e pagar uma taxa à organização. A seleção dos indicados considera listas enviadas pelos assinantes, críticas especializadas e a repercussão na imprensa. O valor das assinaturas é destinado às despesas administrativas e criativas do prêmio.


Mesmo com as polêmicas e o tom crítico do evento, ao longo dos anos, o fundador Wilson descobriu o poder dos filmes ruins. “Em um quarto de século apresentando o Framboesa de Ouro, também aprendi que, de vez em quando, surge um filme tão ruim que acaba se tornando incrivelmente divertido”, refletiu.





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Filmes de Glauber Rocha passam por restauro que une analógico e digital

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Ao longo de 24 anos de atividade, Glauber Rocha ajudou a construir alguns dos pilares do cinema brasileiro. Jornalista, intelectual, escritor, crítico e diretor de clássicos como Deus e o Diabo na Terra do Sol, o cineasta baiano completaria 87 anos neste sábado (14/3).


Mesmo após mais de duas décadas de sua morte, a obra de Glauber continua a instigar gerações de espectadores e estudiosos. Seus filmes continuam sendo referência para o audiovisual brasileiro e parte essencial da história do Cinema Novo.


Agora, em 2026, quatro títulos dirigidos pelo cineasta passam por um processo inédito de restauração, que combina técnicas analógicas e tecnologia digital de ponta para preservar esse legado. A iniciativa reúne instituições públicas e privadas no Brasil e no exterior e é liderada por Paloma Rocha, filha do diretor, que há mais de 20 anos se dedica à preservação da memória do pai.


“Este é um grande presente para Glauber Rocha”, declara Paloma. “São filmes de caráter histórico, crítico e político, alguns deles inéditos no Brasil. Este é um projeto pioneiro que valoriza a obra do diretor, que precisava de um reparo à altura.”


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Glauber Rocha (1939-1981)
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Glauber Rocha (1939-1981)

Acervo pessoal
Glauber Rocha e a filha, Paloma Rocha
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Glauber Rocha e a filha, Paloma Rocha

Acervo pessoal
Glauber Rocha. patrono do Cinema Novo
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Glauber Rocha. patrono do Cinema Novo

Acervo pessoal
Glauber Rocha nasceu em Vitória da Conquista, no sudeste da Bahia
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Glauber Rocha nasceu em Vitória da Conquista, no sudeste da Bahia

Acervo pessoal
Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol

Acervo pessoal
Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol

Acervo pessoal
Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol

Acervo pessoal
Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol

Acervo pessoal

Quando o processo for concluído, 10 filmes de Glauber Rocha terão sido resgatados e preservados para a posteridade. Atualmente, quatro obras passam por restauração conduzida por uma equipe especializada de cineastas e técnicos. São elas:



  • Amazonas, Amazonas (1966) – curta-documentário publicitário produzido para incentivar o turismo no estado do Amazonas. Encomendado pela Ditadura Militar, o filme ajuda a entender as nuances da relação do cineasta com o governo da época.

  • Di Cavalcanti Di Glauber (1977) – curta-documentário, feito em homenagem ao pintor Di Cavalcanti (1897-1976). Por imbróglios judiciais, o filme nunca foi exibido no Brasil. Vencedor do Prêmio Especial do Júri para Melhor Curta-Metragem no Festival de Cannes e um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).

  • História do Brasil (1974) – documentário e um dos filmes mais extensos da filmografia do diretor. Foi produzido durante o exílio de Glauber Rocha em Cuba de 1971 a 1973. Um trabalho que busca refletir de forma crítica sobre o impacto da colonização e do neocolonialismo.

  • Terra em Transe (1967) – longa-metragem e um dos trabalhos mais celebrados do cineasta. É considerado o filme mais íntimo e pessoal do diretor. Vencedor dos prêmios Luis Buñuel e Fipresci no Festival de Cannes e um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos segundo a Abraccine.


Os três primeiros filmes estão sendo restaurados no Brasil, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto é conduzido pela produtora Box Cultural, em parceria com a Cinemateca Brasileira e laboratórios privados de restauração.


Já Terra em Transe passa por restauração no exterior, por meio do World Cinema Project, iniciativa ligada à The Film Foundation, organização fundada pelo diretor Martin Scorsese.


Imagem de arquivo de Terra em Transe, filme de Glauber Rocha
“Terra em Transe é o filme-ápice do movimento Cinema Novo. Nunca houve um filme como ele e não haverá de novo. Esse tal Martin Scorsese, com sua fundação, sabe das coisas”, Lino Meireles

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Imagem de arquivo de Terra em Transe, filme de Glauber Rocha
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Imagem de arquivo de Terra em Transe, filme de Glauber Rocha

Reprodução/Cinemateca Brasileira
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Imagem de arquivo de Terra em Transe, filme de Glauber Rocha

Reprodução/Cinemateca Brasileira

Segundo Sara Rocha, diretora da Box Cultural e neta de Glauber Rocha, o objetivo é trazer o que há de melhor em termos técnicos e tecnológicos para o processo de preservação e restauro da filmografia do cineasta baiano.

“A iniciativa do restauro é de fato devolver esses filmes ao público. São obras eloquentes e polêmicas, e é uma grata oportunidade devolvê-las aos brasileiros e ao mundo. É mais uma etapa em um processo que é um compromisso histórico e de vida, passado de forma geracional na família. Desde dona Lúcia , que salvou tudo o que ele deixou”, afirma Sara.


Esta não é a primeira iniciativa voltada à preservação do legado de Glauber Rocha. Desde 1980, a obra do cineasta vem sendo alvo de projetos de conservação e restauro, viabilizados pelos vastos acervos mantidos pela família, pela Cinemateca Brasileira e pelo Arquivo Nacional.


Em 2022, Deus e o Diabo na Terra do Sol voltou ao Festival de Cannes — evento que lançou o longa para o mundo — após ter sua cópia restaurada em 4K e exibida na 75ª edição do festival. O trabalho foi resultado de uma parceria entre Paloma Rocha e o cineasta Lino Meireles, que celebra mais uma restauração da obra de Glauber Rocha.


“Acontece em tempos recentes uma onda de restauração de clássicos do cinema brasileiro”, afirma. “O mais importante é que tudo está sendo feito no Brasil, com equipes técnicas nacionais. Então nós rompemos esta barreira.”


Para Rodrigo Mercês, coordenador de preservação da Cinemateca Brasileira, essas iniciativas não apenas mantêm viva a memória do diretor, como também ajudam a abrir caminhos para todo o audiovisual do país.


“Glauber é um diretor cuja filmografia vem sendo preservada e restaurada há mais de 40 anos. É impressionante pensar que uma mesma coleção tenha atravessado tantos processos e contextos históricos diferentes, que acabam influenciando a forma como a obra é recebida. Sempre que falamos de avanços no cinema brasileiro, ele aparece”, avalia.



União do analógico ao digital


Para restaurar os filmes no Brasil, a equipe utiliza um método que combina técnicas analógicas — voltadas à preservação dos materiais originais — com tecnologias digitais capazes de adaptar o acervo do diretor a novas mídias, na maior resolução atualmente disponível. É a primeira vez que um projeto com esse nível de complexidade técnica é realizado no país.


O primeiro e mais importante passo do processo é a pesquisa dos materiais que servirão de base para o restauro. Apesar do vasto acervo disponível, muitos negativos originais foram severamente danificados pela ação do tempo ou simplesmente se perderam.


Esse é o caso, por exemplo, de Terra em Transe. Há 35 anos, os negativos originais do filme foram destruídos em incêndio em um laboratório em Paris. No Brasil, restava apenas um negativo de câmera com granulação muito forte, o que inviabilizava o uso da imagem. Para viabilizar o restauro, foi necessário combinar uma cópia de positivos franceses, usada como base visual, com um negativo preservado em Cuba, de onde foi recuperado o áudio.


Nos casos de Di Glauber e História do Brasil, os desafios são ainda maiores. No primeiro, o material disponível é precário e apresenta forte deterioração, com fungos e manchas. Já o segundo enfrenta uma camada adicional de complexidade: o documentário, de longa duração, foi montado a partir de imagens de arquivo de baixa qualidade, as únicas às quais o diretor teve acesso em Cuba durante o exílio político.



Rodrigo Mercês, da Cinemateca Brasileira, explica que um dos principais objetivos do restauro — e o que torna o projeto revolucionário — é preservar as características da obra original. Isso inclui não apenas as escolhas estéticas do diretor, mas também as limitações tecnológicas da época e até eventuais imperfeições do material utilizado. Por isso, segundo ele, a combinação entre processos analógicos e digitais é fundamental. “A tecnologia digital e a Inteligência Artificial (IA) não resolvem tudo”, afirma.


“Esses processos mecânicos e fotoquímicos muitas vezes trazem resultados até melhores do que o digital e ajudam a preservar a essência do filme. São elementos como profundidade de campo, iluminação e granulação que dão aquela ‘cara de cinema’. E isso é crucial para entender o que foi e como era aquela época”, explica.



O restauro, ainda em fase inicial, é conduzido por um grupo seleto de cineastas e especialistas que já colaboraram com Paloma Rocha e com a Cinemateca Brasileira em projetos anteriores. Integram a equipe o diretor de fotografia Luís Abramo, o especialista em som José Luiz Sasso e o restaurador João Sócrates.


Para recuperar as imagens, está sendo aplicada uma metodologia inédita no Brasil, que combina duas técnicas distintas: a duplicação fotoquímica — responsável por gerar novas cópias duráveis a partir das matrizes originais — e o escaneamento em “janela molhada”, processo em que um fluido especial é utilizado para preencher arranhões, riscos superficiais e outras imperfeições físicas durante a digitalização do filme.


“O Glauber nos deixou um legado de genialidade incomparável a qualquer outro diretor nacional ou internacional. A obra dele é importantíssima e estamos tendo essa preocupação de que ela não dure só por cinco ou 10 anos, mas por 500 até 1000 anos”, promete o restaurador João Sócrates.


A combinação dessas técnicas não garante apenas maior fidelidade à obra original e melhor qualidade de preservação do acervo. Ela também reduz a dependência de ferramentas digitais mais complexas, o que ajuda a conter custos. A restauração de um filme pode exigir investimentos que variam de R$ 200 mil a R$ 2 milhões, dependendo da duração da obra e do estado de conservação do material.


Este é um trabalho que merece ser feito“, destaca Paloma Rocha. “Os restauros possibilitam que essas obras estejam disponíveis ao público e sirvam de inspiração para novos projetos, como documentários, exibições em alta qualidade ou lançamentos para o streaming. Nós queremos que a obra do Glauber Rocha possa ser usada para alavancar a qualidade da restauração no Brasil, que ainda não tem uma indústria consolidada. Porque se até para o Glauber é difícil, imagina para tantos outros cineastas.”


A previsão da equipe de restauração é que os primeiros resultados estejam prontos até o fim do primeiro semestre de 2026. A partir de 2027, a ideia é que os filmes integrem mostras especiais pelo país e, posteriormente, sirvam de base para novas produções voltadas ao streaming — ampliando a circulação da obra de Glauber Rocha e levando seu legado a novas mídias e gerações.





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Ibaneis Rocha amplia área estratégica de segurança em Brasília e inclui setores hoteleiros

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O governador Ibaneis Rocha oficializou nesta sexta-feira (13) a ampliação da Área de Segurança Especial (ASE) do Distrito Federal. A medida passa a incluir o Setor Hoteleiro Sul (SHS) e o Setor Hoteleiro Norte (SHN), regiões que concentram grande fluxo de turistas e visitantes na capital.


Com a mudança, os dois setores passam a integrar o conjunto de áreas consideradas estratégicas para o planejamento das ações das forças de segurança. A partir de agora, manifestações e reuniões públicas realizadas dentro desse perímetro deverão ser comunicadas previamente à Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), com antecedência mínima de cinco dias úteis.


Segundo o governador Ibaneis Rocha, a iniciativa busca fortalecer a política de segurança e garantir que ela tenha continuidade ao longo do tempo. “A proposta é dar estabilidade a essa política pública. Queremos que essa estratégia de segurança continue sendo aplicada e que qualquer alteração futura precise ser debatida com a sociedade e com o Legislativo”, afirmou.


A ampliação da área especial foi discutida por um grupo de trabalho criado no âmbito da Secretaria de Segurança Pública e também atende a uma demanda apresentada por representantes do setor hoteleiro da capital.


Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a medida reforça o caráter preventivo das ações de segurança na região central de Brasília. “Estamos avançando em uma lógica de planejamento antecipado. A ideia é organizar melhor a atuação das forças de segurança e agir antes que situações de risco aconteçam”, destacou.


Representantes do setor hoteleiro avaliaram a decisão como um reconhecimento da importância da atividade turística para a economia local. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Henrique Severien, a inclusão da região na área especial representa um avanço no planejamento urbano e na segurança da cidade.


“Não se trata de classificar a região como insegura, mas de reconhecer o peso estratégico do setor hoteleiro para Brasília e garantir que essa área receba atenção especial no planejamento da segurança”, afirmou.


A Área de Segurança Especial reúne alguns dos principais pontos institucionais e turísticos da capital federal, como a Esplanada dos Ministérios, o Eixo Monumental, a Praça dos Três Poderes, a Plataforma Rodoviária, a Praça do Buriti e os setores culturais Norte e Sul. Também fazem parte do perímetro a Esplanada da Torre e o Setor do Palácio Presidencial, onde ficam os palácios da Alvorada e do Jaburu.


Parte desses espaços integra o Conjunto Urbanístico de Brasília, área tombada pelos governos distrital e federal e reconhecida como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).


A portaria assinada pelo governador também institui o Comitê Técnico de Aprimoramento das Normas e Protocolos Relacionados às Manifestações Públicas. O grupo terá caráter consultivo e será responsável por propor melhorias nos procedimentos adotados pelos órgãos de segurança durante eventos e manifestações.


O colegiado será coordenado pela Secretaria de Segurança Pública e contará com representantes da Polícia Civil do Distrito Federal, Polícia Militar do Distrito Federal, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Departamento de Trânsito do Distrito Federal e Casa Militar do Distrito Federal.






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Vamos? Domingo tem Feira Raiz Feminina no Martim Cererê

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Feira Raiz Feminina realiza mais uma edição no Martim Cererê
Evento será realizado das 15 às 22 horas, e a entrada é gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado ao Cevam (Fotos: Silvio Simões)


O Centro Cultural Martim Cererê recebe, neste domingo (15/03), mais uma edição da Feira Raiz Feminina, iniciativa que promove o empreendedorismo feminino, a economia criativa e a ocupação qualificada dos espaços públicos.


O evento será realizado das 15 às 22 horas, e a entrada é gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado ao Centro de Valorização da Mulher (Cevam).


Ao longo do dia, o público poderá conferir produtos comercializados por mulheres e mães e apoiar o trabalho das empreendedoras.


A programação deste domingo inclui ainda uma palestra da empreendedora Luciana Brandão sobre sua trajetória no ramo da moda.


Oficina de colagem


Além disso, será realizada uma oficina de colagem com a artista visual Natasha Alkmim, no valor de R$ 62,00. A atividade irá fornecer todos os materiais necessários, como revistas, papéis coloridos, cola e tesoura, e requer inscrição prévia por meio do Instagram da Feira (@feiraraizfeminina).


Feira Raiz Feminina – primeira feira Lixo Zero de Goiânia


A Feira Raiz Feminina é a primeira feira Lixo Zero de Goiânia, atuando com práticas sustentáveis, educação ambiental e consumo consciente, guiada pela crença de que a transformação da cidade também passa pela forma como se produz, consome e relaciona.


Ao longo do ano, o empreendimento promove formação, capacitação e redes de apoio, fomentando o crescimento sustentável para negócios liderados por mulheres.


Serviço


Feira Raiz Feminina
Data: Domingo (14/03)
Horário: A partir das 15h
Local: Centro Cultural Martim Cererê (Travessa Bezerra de Menezes – St. Sul, Goiânia)


Saiba mais


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Rotina de baianas que vivem da quebra de pedras vira livro fotográfico

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No sertão da Bahia, um grupo de mulheres sustenta a família com um trabalho duro: quebrar rochas brutas para transformá-las em paralelepípedos. Foi sob o sol da Chapada Diamantina, que o fotógrafo e jornalista Alexandre Augusto transformou essa realidade no livro de fotografias Mulheres de Pedra, lançado em janeiro deste ano.


A obra revela a rotina de trabalhadoras que vivem da pedreira. O livro apresenta 58 fotografias que mostram uma realidade que atravessa gerações: mães, filhas e netas submetidas a um trabalho desgastante e pouco debatido publicamente. Após horas nas pedreiras, muitas ainda assumem as tarefas domésticas e o cuidado com a família.


Rotina de baianas que vivem da quebra de pedras vira livro fotográfico - destaque galeria

O livro mulheres de pedra retrata o trabalho de baianas na Chapada Diamantina
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O livro mulheres de pedra retrata o trabalho de baianas na Chapada Diamantina

Alexandre Augusto
Cada pedra tranformada em paralelepípedo vale cerca de
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Cada pedra tranformada em paralelepípedo vale cerca de

Alexandre Augusto
O trabalho nas pedreiras é passado de mãe para filha
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O trabalho nas pedreiras é passado de mãe para filha

Alexandre Augusto
Capa do livro Mulheres de Pedra (2026)
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Capa do livro Mulheres de Pedra (2026)

Divulgação

“Essas mulheres trabalham na pedreira sob o sol forte, cuidam da casa, dos filhos e, quando a noite chega, ainda há comida pronta na mesa”, afirma Alexandre. “Minhas fotos tentam guardar essa força silenciosa, que resiste sem aplauso, sem discurso e sem proteção.”


O projeto documental começou em 2015 e tem um primeiro livro publicado em 2018. Dez anos depois, o fotógrafo retornou à região para reencontrar algumas das mulheres retratadas nas primeiras imagens.


Quebradeira de pedra veterana na Chapada Diamantina
O trabalho nas pedreiras foi registrado pelo fotógrafo Alexandre Augusto

Segundo ele, algumas conseguiram melhorar minimamente as condições de vida graças ao trabalho com a pedra. Conquistas como a compra de uma geladeira ou até de uma moto são fruto de décadas de esforço e de milhares de pedras quebradas, cada uma vendida por cerca de R$ 0,15.


“Agradeço a Deus todos os dias pela pedra. Foi com a pedra que criei meus filhos. É com a pedra que hoje eles criam meus netos”, relata uma das trabalhadoras.





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SLU entrega prêmio a blocos que incentivaram reciclagem durante o Carnaval

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A preocupação com a limpeza e a preservação dos espaços públicos ganhou destaque no Carnaval 2026 do Distrito Federal. Como forma de valorizar iniciativas que contribuíram para uma festa mais organizada e sustentável, o Serviço de Limpeza Urbana (SLU) realizou, na quinta-feira (12), a entrega do Prêmio Folia Limpa a blocos de rua que se destacaram pelas boas práticas ambientais durante o período carnavalesco.


A cerimônia ocorreu no Espaço Cultural Renato Russo, na Asa Sul, e reuniu representantes de blocos carnavalescos e autoridades do governo. Foram homenageados os blocos Aves Migratórias, Carnarock, Pintinho de Brasília, Galinho de Brasília, Bloco da Piki, Setor Carnavalesco Sul, DF Folia e Vassourinhas de Brasília.


A premiação reconhece iniciativas que estimularam foliões a manter as áreas de festa organizadas, com incentivo ao uso correto das lixeiras e apoio às ações de reciclagem e conscientização ambiental.


Segundo o diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, o envolvimento dos blocos é essencial para garantir que grandes eventos aconteçam sem prejuízos para a cidade. Ele destacou que atitudes responsáveis por parte dos organizadores ajudam a reduzir o impacto ambiental da festa e fortalecem a cultura de cuidado com os espaços públicos.


Para dar suporte à limpeza durante o Carnaval, o SLU reforçou a estrutura de coleta de resíduos nas regiões com maior concentração de blocos. Ao todo, foram distribuídos cinquenta papa-recicláveis e duzentos tambores para descarte de lixo, equipamentos que facilitaram o trabalho das equipes de limpeza e incentivaram a participação do público na separação de resíduos.


O assessor especial do gabinete da Vice-Governadoria, Ricardo Grossi, destacou que a iniciativa reforça o compromisso do governo de promover eventos cada vez mais sustentáveis. Para ele, ações como o Prêmio Folia Limpa demonstram que é possível unir celebração popular, responsabilidade ambiental e participação cidadã.


A expectativa do SLU é que o reconhecimento estimule outros blocos a adotarem práticas semelhantes nas próximas edições do Carnaval, ampliando a consciência ambiental entre organizadores e foliões.






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Programa Jovem Senador mobiliza escolas do DF para discutir democracia nas redes

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A rede pública de ensino do Distrito Federal participa da edição de 2026 do Programa Jovem Senador, iniciativa do Senado Federal que busca estimular a formação cidadã de estudantes do ensino médio. A ação envolve gestores, professores e alunos em um processo educativo que combina produção textual, debate sobre política e aproximação com o funcionamento das instituições democráticas.


Neste ano, os participantes deverão elaborar uma redação com o tema “Democracia nas redes sociais: como construir um debate saudável”. A proposta convida os jovens a analisar os impactos das plataformas digitais na circulação de ideias, no diálogo público e na construção da convivência democrática.


As redações são desenvolvidas dentro das próprias escolas e devem ser encaminhadas às Coordenações Regionais de Ensino (CREs) até o dia 17 de abril. O regulamento, o guia para elaboração do texto e a ficha de inscrição podem ser consultados na página oficial do programa.


A seleção ocorre em diferentes fases. Cada escola realiza inicialmente uma avaliação interna para escolher o trabalho que irá representá-la. As redações selecionadas seguem para as etapas regional e distrital, até a definição do estudante que representará o Distrito Federal na etapa nacional.


O vencedor participará da Semana de Vivência Legislativa, atividade que reúne jovens de todo o país no Senado Federal. A edição de 2026 está prevista para acontecer entre os dias 17 e 21 de agosto, período em que os estudantes terão contato direto com o ambiente parlamentar e participarão de atividades que simulam o processo de elaboração de leis.


A iniciativa busca despertar o interesse dos jovens pela política e ampliar o entendimento sobre a importância da participação cidadã, incentivando novas gerações a refletir sobre o papel da democracia no cotidiano da sociedade.






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Dentista fake é detido por manter consultório clandestino em casa

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Um homem que se passava por dentista foi detido pela Polícia Civil de Goiás (PCGO) por exercer a profissão ilegalmente em Inhumas (GO). Ele não possuía registro no Conselho Regional de Odontologia e atendia pacientes em um consultório improvisado dentro de uma casa.



A ação teve início após a Vigilância Sanitária comunicar que havia indícios de que um homem estaria realizando atendimentos odontológicos sem possuir habilitação legal para o exercício da profissão.



Diante da denúncia, as equipes da 16ª Delegacia Regional de Polícia (DRP) se deslocaram até o local indicado, onde encontraram o suspeito que se apresentava publicamente como dentista.


No consultório, foram apreendidos objetos e equipamentos que o “dentista” utilizava durante os atendimentos aos clientes. 


Dentista fake é detido por manter consultório clandestino em casa - destaque galeria


A cadeira de atendimento, inclusive, chamou a atenção com uma frase bíblica bordada no encosto: “O Senhor é meu pastor e nada me faltará”.


Em razão dos fatos, o dentista falso foi conduzido à unidade policial, onde foi autuado em flagrante pelo crime de exercício ilegal da profissão.





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TV Brasil: documentários mostram luta feminina e violência doméstica

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Em continuidade à programação especial dedicada ao Mês da Mulher, a TV Brasil e o Canal Educação, emissora governamental, exibem simultaneamente o documentário Quando elas se movimentam, às 21h, neste sábado (14). 


Em seguida, apenas na TV Brasil, emissora pública da Empresa Brasil de Comunicação (EBC), será transmitido a obra Escola de Homens, às 22h30, que trata sobre o tema da violência doméstica.


Produção da TV Senado, dirigida por Susanna Lira, Quando elas se movimentam retrata histórias de luta e conquista de direitos da população brasileira, a partir da perspectiva de três mulheres de diferentes regiões do país. Cada uma das personagens (Antônia, Angélica e Luana) traz à tona um retrato íntimo e poderoso de resistência, coragem e transformação social.


A TV Brasil também exibe o documentário Escola de Homens, que acompanha oito encontros realizados no Juizado de Violência Doméstica e Familiar de Nova Iguaçu, no Rio de Janeiro, com um grupo de homens que respondem a processos por violência doméstica e familiar contra a mulher.


Além de compartilhar suas histórias, nas reuniões eles debatem temas como papéis de gênero, responsabilização e relações abusivas. A direção é de Sara Stopazzolli.


Feminicídio Nunca Mais


Os veículos públicos e governamentais da EBC apresentam, ao longo de todo o mês de março, conteúdos com foco na valorização das mulheres e na ampliação do debate sobre direitos, representatividade e paridade de oportunidades.


Entre os destaques da programação especial dedicada ao Dia Internacional da Mulher, celebrado em 8 de março, a TV Brasil veicula, durante os intervalos dos jogos de futebol, a campanha de conscientização e prevenção da violência contra mulheres e meninas intitulada “Feminicídio Nunca Mais”.


A iniciativa é coliderada pela NO MORE Foundation, organização global dedicada ao enfrentamento da violência doméstica e sexual, em parceria estratégica com a Agência Brasileira de Promoção Internacional do Turismo (Embratur) e o Consórcio Cristo Sustentável.


Ao vivo e on demand


Acompanhe a programação da TV Brasil pelo canal aberto, TV por assinatura e parabólica. Sintonize: https://tvbrasil.ebc.com.br/comosintonizar.


Seus programas favoritos estão no TV Brasil Play, pelo site http://tvbrasilplay.com.br ou por aplicativo no smartphone. O app pode ser baixado gratuitamente e está disponível para Android e iOS. Assista também pela WebTV: https://tvbrasil.ebc.com.br/webtv.


Serviço


Quando elas se movimentam – Sábado, 14/03, às 21h, na TV Brasil e Canal Educação;
Escola de Homens, Sábado, 14/03, às 22h30, na TV Brasil







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Ator de A Voz de Hind Rajab acusa governo dos EUA de censura no Oscar

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Protagonista do filme A Voz de Hind Rajab, indicado ao Oscar de Melhor Filme Internacional, o ator Motaz Malhees revelou que não vai comparecer ao evento neste domingo (15/3). Segundo o ator, ele foi impedido de viajar para os Estados Unidos por ter cidadania palestina.


A Voz de Hind Rajab é o representante da Tunísia na categoria de Melhor Filme Internacional e concorre ao lado do longa brasileiro O Agente Secreto na cerimônia. Além deles estão indicados: Valor Sentimental (Noruega), Sirât (Espanha) e Foi Apenas Um Acidente (França).


Ator de A Voz de Hind Rajab acusa governo dos EUA de censura no Oscar - destaque galeria

Cena do filme A Voz de Hind Rajab
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Cena do filme A Voz de Hind Rajab

Divulgação
Ator de A Voz de Hind Rabaj diz que foi impedido de ir ao Oscar por ter cidadania palestina
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Ator de A Voz de Hind Rabaj diz que foi impedido de ir ao Oscar por ter cidadania palestina

Reprodução/Instagram @motazmalhees
Cena do filme A Voz de Hind Rajab (The Voice of Hind Rajab)
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Cena do filme A Voz de Hind Rajab (The Voice of Hind Rajab)

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Cena do filme A Voz de Hind Rajab
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Cena do filme A Voz de Hind Rajab

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Cena do filme A Voz de Hind Rajab
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Cena do filme A Voz de Hind Rajab

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Nas redes sociais, Motaz explicou que estará ausente da cerimônia do Oscar, mesmo com o filme estando indicado em uma das principais categorias da noite. “Tive a honra de interpretar um dos papéis principais em uma história que o mundo precisava ouvir. Mas eu não estarei lá. Não tenho permissão para entrar nos Estados Unidos por causa da minha cidadania palestina”, revelou.


No texto, o ator também afirmou que a voz dele e o que ele representa serão lembrados na cerimônia por conta do filme.


“Dói. Mas aqui está a verdade: Você pode bloquear um passaporte. Você não pode bloquear uma voz. Sou palestino e me posiciono com orgulho e dignidade. Meu espírito estará com A Voz de Hind Rajab naquela noite. Boa sorte a todos vocês. Nossa história é maior do que qualquer barreira, e ela será ouvida”, declarou.

A história de A Voz de Hind Rajab


Dirigido por Kaouther Ben Hania retrata uma noite de terror em Gaza. Na ocasião, uma chamada de emergência se transforma em uma luta desesperada pela vida de Hind Rajab, uma criança palestina de apenas 6 anos presa dentro de um carro sob fogo cruzado.


Na trama, Motaz Malhees interpreta Omar, um dos voluntários Crescente Vermelho, serviço que resgata pessoas em situação de perigo, que conversa primeiro com a criança presa dentro do carro. É o personagem que luta para que eles consigam encontrar a menina.


A produção mistura gravações reais das ligações da criança pedindo socorro com cenas dramatizadas por atores que interpretam funcionários de um serviço de emergência, além de imagens cedidas pela família da vítima. O filme é inspirado na história real de Hind Rajab.









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Prêmio Folia Limpa reconhece blocos que ajudaram a cuidar da cidade no Carnaval

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A promoção de um Carnaval mais sustentável no Distrito Federal foi celebrada na quinta-feira (12) com a entrega do Prêmio Folia Limpa, concedido pelo Serviço de Limpeza Urbana (SLU). A cerimônia ocorreu no Espaço Cultural Renato Russo, na Asa Sul, e homenageou blocos de rua que se destacaram por incentivar o descarte correto de resíduos e colaborar com as ações de limpeza durante a folia de 2026.


Nesta edição, receberam a premiação os blocos Aves Migratórias, Carnarock, Pintinho de Brasília, Galinho de Brasília, Bloco da Piki, Setor Carnavalesco Sul, DF Folia e Vassourinhas de Brasília. As iniciativas foram reconhecidas por estimular práticas sustentáveis entre foliões e contribuir para manter os espaços públicos organizados durante as festas.


A proposta do prêmio é valorizar atitudes que ajudam a reduzir o impacto ambiental de grandes eventos e fortalecer a consciência coletiva sobre a importância de preservar a cidade.


O diretor-presidente do SLU, Luiz Felipe Carvalho, destacou que a participação dos blocos e do público tem papel fundamental para garantir que a festa aconteça com responsabilidade ambiental. “Cada ação que incentiva o descarte correto do lixo ou estimula a reciclagem contribui para uma cidade mais limpa e organizada. O Carnaval mostra que é possível celebrar com alegria e, ao mesmo tempo, demonstrar respeito pelos espaços públicos e pelo meio ambiente”, afirmou.


Durante o período carnavalesco, o SLU também reforçou a estrutura de coleta de resíduos nas áreas com maior concentração de foliões. Ao todo, foram instalados cinquenta papa-recicláveis e duzentos tambores para descarte de lixo, equipamentos que facilitaram a separação de materiais e deram apoio ao trabalho das equipes de limpeza urbana.


O assessor especial do gabinete da Vice-Governadoria, Ricardo Grossi, ressaltou que a realização de um Carnaval organizado depende da colaboração entre governo, organizadores e população. “O Governo do Distrito Federal tem investido em políticas voltadas à sustentabilidade e à educação ambiental. O Prêmio Folia Limpa mostra que, com participação coletiva, é possível transformar grandes eventos em exemplos de cidadania e cuidado com a cidade”, destacou.


Além de reconhecer as boas práticas adotadas neste ano, a iniciativa busca incentivar que cada vez mais blocos incorporem ações ambientais em suas programações. A expectativa é que o Carnaval do Distrito Federal continue crescendo de forma responsável, conciliando celebração popular com a preservação dos espaços urbanos.






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