Rotina de baianas que vivem da quebra de pedras vira livro fotográfico

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No sertão da Bahia, um grupo de mulheres sustenta a família com um trabalho duro: quebrar rochas brutas para transformá-las em paralelepípedos. Foi sob o sol da Chapada Diamantina, que o fotógrafo e jornalista Alexandre Augusto transformou essa realidade no livro de fotografias Mulheres de Pedra, lançado em janeiro deste ano.


A obra revela a rotina de trabalhadoras que vivem da pedreira. O livro apresenta 58 fotografias que mostram uma realidade que atravessa gerações: mães, filhas e netas submetidas a um trabalho desgastante e pouco debatido publicamente. Após horas nas pedreiras, muitas ainda assumem as tarefas domésticas e o cuidado com a família.


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O livro mulheres de pedra retrata o trabalho de baianas na Chapada Diamantina
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O livro mulheres de pedra retrata o trabalho de baianas na Chapada Diamantina

Alexandre Augusto
Cada pedra tranformada em paralelepípedo vale cerca de
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Cada pedra tranformada em paralelepípedo vale cerca de

Alexandre Augusto
O trabalho nas pedreiras é passado de mãe para filha
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O trabalho nas pedreiras é passado de mãe para filha

Alexandre Augusto
Capa do livro Mulheres de Pedra (2026)
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Capa do livro Mulheres de Pedra (2026)

Divulgação

“Essas mulheres trabalham na pedreira sob o sol forte, cuidam da casa, dos filhos e, quando a noite chega, ainda há comida pronta na mesa”, afirma Alexandre. “Minhas fotos tentam guardar essa força silenciosa, que resiste sem aplauso, sem discurso e sem proteção.”


O projeto documental começou em 2015 e tem um primeiro livro publicado em 2018. Dez anos depois, o fotógrafo retornou à região para reencontrar algumas das mulheres retratadas nas primeiras imagens.


Quebradeira de pedra veterana na Chapada Diamantina
O trabalho nas pedreiras foi registrado pelo fotógrafo Alexandre Augusto

Segundo ele, algumas conseguiram melhorar minimamente as condições de vida graças ao trabalho com a pedra. Conquistas como a compra de uma geladeira ou até de uma moto são fruto de décadas de esforço e de milhares de pedras quebradas, cada uma vendida por cerca de R$ 0,15.


“Agradeço a Deus todos os dias pela pedra. Foi com a pedra que criei meus filhos. É com a pedra que hoje eles criam meus netos”, relata uma das trabalhadoras.





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