Com o uso de tecnologias, novas variedades de mandioca podem chegar a produzir 64 kg por hectare

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A popularidade da mandioca se deve não apenas à versatilidade culinária da planta, mas também ao uso integral, que contribui para a sustentabilidade e agrega valor à cadeia produtiva. Desde a raiz até as folhas, a mandioca tem mostrado potencial, tanto no consumo humano quanto na indústria de alimentação animal. No Distrito Federal, o número de produtores que cultivam a planta passou de 921, em 2019, para 1920, em 2023 – um aumento de 108,4%.


Responsável pelo programa de olericultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Antonio Dantas explica: “A mandioca tem deixado de ser uma cultura marginalizada, em que os produtores cultivavam sem correção de solo, adubação e tecnologias. Hoje, vemos muitos produtores investindo na mandioca, com uso de novas cultivares, adoção de tecnologias na produção que contribuem para o aumento de produtividade”.


Mais de 50 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas | Fotos: Divulgação/Emater-DF


A adoção de tecnologias pelos produtores se deve, principalmente, ao trabalho articulado entre a Emater-DF, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cerrados) e a Universidade de Brasília (UnB). “O trabalho de articulação entre o serviço público de extensão rural e a pesquisa é um dos principais fatores que contribuem para o aumento da produção e da produtividade no cultivo da mandioca, levando as demandas dos produtores aos pesquisadores e vice-versa”, explica o extensionista rural da Emater-DF Hélcio Henrique Santos.


Hoje, 54 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas. “A Emater-DF é responsável por fazer a seleção dos produtores que participam do trabalho de validação tecnológica, além de fazer o acompanhamento técnico e orientações de manejo”, pontua Hélcio.


Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca e vende a produção in natura em feiras e para descascadores


O produtor Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca no núcleo rural Taquara. Atualmente ele planta as cultivares japonesinha, a BRS 429 e o clone 54/10 (ainda em fase de validação), as duas últimas da Embrapa Cerrados. “A BRS 429 e a 54/10 são mandiocas que me atraíram pela rentabilidade, pois dão o dobro de produtividade da japonesinha”, conta Antônio José. Enquanto a japonesinha produz 25 kg por hectare, a BRS 429 produz 49 kg por hectare e a 54/10 tem produzido 64 kg por hectare.


“Além da produtividade, a gente observa a resistência a doenças, se o consumidor gosta, se cozinha bem, se a textura é boa, o tempo para a colheita e o tamanho da raiz. A gente repassa tudo para os técnicos da Emater e para a Embrapa”, observa Antônio. Ele vende a raiz in natura em feiras e para descascadores por cerca de R$ 50 a caixa de 26 kg.


O pesquisador Josefino Fialho defende a sustentabilidade econômica, social e ambiental na produção de mandioca no DF


Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados Josefino Fialho, independentemente de o produtor plantar mandioca para indústria ou mandioca de mesa, é importante que tenha um processo produtivo sustentável. “Não tem como querer atingir uma alta produtividade de raiz se o seu comércio não atende aos requisitos para cobrir os custos dessa alta produtividade. É preciso ter sustentabilidade econômica, social e ambiental”, diz Josefino.


Tecnologias de produção


Entre algumas tecnologias utilizadas pelos produtores atualmente está o cultivo no mulching (cobertura plástica no solo), com uso de irrigação localizada. “Após a colheita de hortaliças como tomate, pimentão, pepino, os produtores aproveitam a mesma estrutura plástica e de irrigação, os resíduos de adubação da cultura anterior, para plantar a mandioca. Isso reduz os custos e melhora a produtividade”, conta o extensionista Hélcio Santos.


O uso de cobertura plástica aumenta a produtividade das raízes, mantém a umidade do solo, controla a erosão e diminui a mão de obra para roçar o mato. Na unidade demonstrativa implantada na AgroBrasília, a produtividade do cultivo da mandioca no mulching chegou a 64 toneladas por hectare.



Esse resultado deve-se a anos de trabalho participativo entre pesquisa, extensão rural e produtor. O pesquisador Josefino Fialho detalha: “É com essa pesquisa participativa que se determina quais os melhores materiais genéticos, as melhores formas de adubar, de espaçamento entre plantas, observando as diferentes fases do sistema, desde o plantio até a colheita. A troca de experiência é fantástica”.


Usos da mandioca


O uso integral da mandioca no Distrito Federal surge como uma estratégia para agregar valor à produção agrícola local. Em 2023, foram 883,25 hectares destinados ao cultivo de mandioca, por 1.920 produtores, que produziram 19.754 toneladas.


“A mandioca é uma raiz de reserva, mas ela tem um período de sobrevida pós-colheita muito curto. Então, ela perde a qualidade não só da forma microbiológica, mas também fisiológica, principalmente a mandioca para mesa. A Embrapa Cerrados e outras unidades desenvolveram vários trabalhos voltados a minimamente processados, para que a mandioca pudesse conservar mais tempo e obtivesse assim melhor qualidade do produto para o consumidor”, afirma.


A economista doméstica da Emater-DF Cátia Freitas destaca que a mandioca é rica em fibras, potássio e vitamina C, podendo ser consumida cozida, assada, em sopas e em diversas outras receitas. “Por não possuir glúten, ainda é uma ótima opção para pessoas com doença celíaca. Apenas não deve ser consumida crua, por conta da toxidade”, pondera.


A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos


A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos. Ele tem uma agroindústria há 20 anos, na região do Café sem Troco, no PAD-DF, onde emprega seis pessoas na produção dos alimentos. “Eu vendo a mandioca descascada, além de produzir a farinha de mandioca e de tapioca e a massa puba. Algumas pessoas vêm comprar direto na propriedade e outras compram na banca que minha filha administra na feira no Guará. Processar a mandioca ajuda a ter mais renda do que a vendendo in natura”, conta Luís.


Além da raiz, o caule e as folhas podem ser utilizados na alimentação animal, orienta o zootecnista é responsável pelo Programa de Ruminantes e Equídeos da Emater-DF, Maximiliano Cardoso. “Na alimentação animal, a raiz é um alimento energético, bem-aceito pelos animais, de forma fresca ou desidratada. Já a parte aérea da mandioca, que é composta pelo terço médio das hastes principais, galhos e folhas, pode ser usada como volumoso e é rica em vitaminas A e C. Essa parte pode ser aproveitada in natura ou também passada por processo de fenação, facilitando a estocagem, por exemplo”.


Por não conter glúten, a mandioca é uma boa opção na dieta de celíacos


Ao aproveitar todas as partes da planta, desde a raiz até as folhas, os produtores do DF não só contribuem para a sustentabilidade ambiental, mas também abrem novos caminhos para o desenvolvimento de produtos inovadores que atendem a um mercado cada vez mais exigente.


*Com informações da Emater-DF










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https://jornalismodigitaldf.com.br/com-o-uso-de-tecnologias-novas-variedades-de-mandioca-podem-chegar-a-produzir-64-kg-por-hectare/?fsp_sid=119038
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Com o uso de tecnologias, novas variedades de mandioca podem chegar a produzir 64 kg por hectare

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A popularidade da mandioca se deve não apenas à versatilidade culinária da planta, mas também ao uso integral, que contribui para a sustentabilidade e agrega valor à cadeia produtiva. Desde a raiz até as folhas, a mandioca tem mostrado potencial, tanto no consumo humano quanto na indústria de alimentação animal. No Distrito Federal, o número de produtores que cultivam a planta passou de 921, em 2019, para 1920, em 2023 – um aumento de 108,4%.


Responsável pelo programa de olericultura da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF), Antonio Dantas explica: “A mandioca tem deixado de ser uma cultura marginalizada, em que os produtores cultivavam sem correção de solo, adubação e tecnologias. Hoje, vemos muitos produtores investindo na mandioca, com uso de novas cultivares, adoção de tecnologias na produção que contribuem para o aumento de produtividade”.


Mais de 50 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas | Fotos: Divulgação/Emater-DF


A adoção de tecnologias pelos produtores se deve, principalmente, ao trabalho articulado entre a Emater-DF, a Empresa Brasileira de Pesquisa Agropecuária (Embrapa Cerrados) e a Universidade de Brasília (UnB). “O trabalho de articulação entre o serviço público de extensão rural e a pesquisa é um dos principais fatores que contribuem para o aumento da produção e da produtividade no cultivo da mandioca, levando as demandas dos produtores aos pesquisadores e vice-versa”, explica o extensionista rural da Emater-DF Hélcio Henrique Santos.


Hoje, 54 propriedades rurais são parceiras na validação de tecnologias e servem de unidades demonstrativas. “A Emater-DF é responsável por fazer a seleção dos produtores que participam do trabalho de validação tecnológica, além de fazer o acompanhamento técnico e orientações de manejo”, pontua Hélcio.


Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca e vende a produção in natura em feiras e para descascadores


O produtor Antônio José Ribeiro cultiva 7 hectares de mandioca no núcleo rural Taquara. Atualmente ele planta as cultivares japonesinha, a BRS 429 e o clone 54/10 (ainda em fase de validação), as duas últimas da Embrapa Cerrados. “A BRS 429 e a 54/10 são mandiocas que me atraíram pela rentabilidade, pois dão o dobro de produtividade da japonesinha”, conta Antônio José. Enquanto a japonesinha produz 25 kg por hectare, a BRS 429 produz 49 kg por hectare e a 54/10 tem produzido 64 kg por hectare.


“Além da produtividade, a gente observa a resistência a doenças, se o consumidor gosta, se cozinha bem, se a textura é boa, o tempo para a colheita e o tamanho da raiz. A gente repassa tudo para os técnicos da Emater e para a Embrapa”, observa Antônio. Ele vende a raiz in natura em feiras e para descascadores por cerca de R$ 50 a caixa de 26 kg.


O pesquisador Josefino Fialho defende a sustentabilidade econômica, social e ambiental na produção de mandioca no DF


Segundo o pesquisador da Embrapa Cerrados Josefino Fialho, independentemente de o produtor plantar mandioca para indústria ou mandioca de mesa, é importante que tenha um processo produtivo sustentável. “Não tem como querer atingir uma alta produtividade de raiz se o seu comércio não atende aos requisitos para cobrir os custos dessa alta produtividade. É preciso ter sustentabilidade econômica, social e ambiental”, diz Josefino.


Tecnologias de produção


Entre algumas tecnologias utilizadas pelos produtores atualmente está o cultivo no mulching (cobertura plástica no solo), com uso de irrigação localizada. “Após a colheita de hortaliças como tomate, pimentão, pepino, os produtores aproveitam a mesma estrutura plástica e de irrigação, os resíduos de adubação da cultura anterior, para plantar a mandioca. Isso reduz os custos e melhora a produtividade”, conta o extensionista Hélcio Santos.


O uso de cobertura plástica aumenta a produtividade das raízes, mantém a umidade do solo, controla a erosão e diminui a mão de obra para roçar o mato. Na unidade demonstrativa implantada na AgroBrasília, a produtividade do cultivo da mandioca no mulching chegou a 64 toneladas por hectare.



Esse resultado deve-se a anos de trabalho participativo entre pesquisa, extensão rural e produtor. O pesquisador Josefino Fialho detalha: “É com essa pesquisa participativa que se determina quais os melhores materiais genéticos, as melhores formas de adubar, de espaçamento entre plantas, observando as diferentes fases do sistema, desde o plantio até a colheita. A troca de experiência é fantástica”.


Usos da mandioca


O uso integral da mandioca no Distrito Federal surge como uma estratégia para agregar valor à produção agrícola local. Em 2023, foram 883,25 hectares destinados ao cultivo de mandioca, por 1.920 produtores, que produziram 19.754 toneladas.


“A mandioca é uma raiz de reserva, mas ela tem um período de sobrevida pós-colheita muito curto. Então, ela perde a qualidade não só da forma microbiológica, mas também fisiológica, principalmente a mandioca para mesa. A Embrapa Cerrados e outras unidades desenvolveram vários trabalhos voltados a minimamente processados, para que a mandioca pudesse conservar mais tempo e obtivesse assim melhor qualidade do produto para o consumidor”, afirma.


A economista doméstica da Emater-DF Cátia Freitas destaca que a mandioca é rica em fibras, potássio e vitamina C, podendo ser consumida cozida, assada, em sopas e em diversas outras receitas. “Por não possuir glúten, ainda é uma ótima opção para pessoas com doença celíaca. Apenas não deve ser consumida crua, por conta da toxidade”, pondera.


A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos


A farinha de mandioca e a tapioca são as principais fontes de renda do agricultor Luís Carlos de Jesus Santos. Ele tem uma agroindústria há 20 anos, na região do Café sem Troco, no PAD-DF, onde emprega seis pessoas na produção dos alimentos. “Eu vendo a mandioca descascada, além de produzir a farinha de mandioca e de tapioca e a massa puba. Algumas pessoas vêm comprar direto na propriedade e outras compram na banca que minha filha administra na feira no Guará. Processar a mandioca ajuda a ter mais renda do que a vendendo in natura”, conta Luís.


Além da raiz, o caule e as folhas podem ser utilizados na alimentação animal, orienta o zootecnista é responsável pelo Programa de Ruminantes e Equídeos da Emater-DF, Maximiliano Cardoso. “Na alimentação animal, a raiz é um alimento energético, bem-aceito pelos animais, de forma fresca ou desidratada. Já a parte aérea da mandioca, que é composta pelo terço médio das hastes principais, galhos e folhas, pode ser usada como volumoso e é rica em vitaminas A e C. Essa parte pode ser aproveitada in natura ou também passada por processo de fenação, facilitando a estocagem, por exemplo”.


Por não conter glúten, a mandioca é uma boa opção na dieta de celíacos


Ao aproveitar todas as partes da planta, desde a raiz até as folhas, os produtores do DF não só contribuem para a sustentabilidade ambiental, mas também abrem novos caminhos para o desenvolvimento de produtos inovadores que atendem a um mercado cada vez mais exigente.


*Com informações da Emater-DF










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vendas caem 57% e ficam abaixo da Ferrari

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Pode ser quase março, mas os números de vendas do ano passado ainda estão chegando. Como era de se esperar, a Maserati teve um ano terrível, pior do que o esperado. A Stellantis, dona da marca do tridente divulgou os resultados de 2024, mostrando que a Maserati perdeu 57% de suas vendas na comparação com o ano anterior. As entregas diminuíram de 26.600 carros em 2023 para apenas 11.300 unidades no ano passado.


Para colocar isso em perspectiva, a Ferrari vendeu 13.752 carros no ano passado, um aumento de 0,7%. Sim, por mais louco que pareça, a Ferrari superou a Maserati. Outra marca italiana exótica, a Lamborghini, quase igualou as vendas da Maserati em 2024. A fabricante de Urus e outros superesportivos viu sua demanda aumentar em 5,7%, para 10.700 veículos.










Foto de: Maserati



Então, o que aconteceu? Antes de se afastar, Carlos Tavares, ex-CEO da Stellantis, culpou o marketing ruim pela queda nas vendas. Em uma entrevista no mês passado, o recém-nomeado CEO da Maserati, Santo Ficili, repetiu o argumento. O novo chefe estima que a empresa ainda estará no vermelho este ano, mas ele espera que 2026 seja lucrativo.


Não podemos nos esquecer de que a ex-diretora financeira da Stellantis, Natalie Knight, deu a entender em julho de 2024 que a Maserati poderia ser vendida: “Pode haver algum momento no futuro em que analisaremos qual é a melhor casa para ”. No entanto, a Stellantis rapidamente negou tais planos em uma declaração ao Motor1.com: “A Stellantis não tem intenção de vender a Maserati, assim como não tem intenção de agrega-la a outros grupos de luxo italianos.”


Em outubro de 2024, semanas antes de se demitir da Stellantis, Tavares disse que as marcas em dificuldades teriam alguns anos para se salvar. Ele não deu nenhum nome, mas a lógica nos diz que ele estava pelo menos se referindo à Maserati, se não a outras marcas também. Afinal de contas, os carros da Lancia e da DS Automobiles também não estão vendendo exatamente como o esperado. Do outro lado do oceano, a Chrysler certamente já viveu dias melhores, especialmente porque sua linha de produtos foi reduzida a apenas a minivan Pacifica/Voyager.








2025 Maserati GT2 Stradale Revisão da primeira unidade

Foto de: Maserati



Em fevereiro de 2025, a Stellantis ainda está procurando um novo CEO e ressurgiram rumores sobre a racionalização do portfólio da marca. Atualmente, portfólio de marcas inclui 14 membros, mas a revista internacional Automotive News relata que o presidente da Stellantis, John Elkann, pedirá ao sucessor de Tavares que decida quais marcas ficam e quais devem sair.


Ainda é muito cedo para dizer se a Maserati fará parte do corte. Um novo CEO foi nomeado há apenas alguns meses, portanto, é provável que a Stellantis ainda seja paciente com a problemática marca italiana. Jean-Philippe Imparato, diretor de operações para a Europa da Stellantis, disse recentemente que a Maserati merece um plano de relançamento. Este ano e o próximo provavelmente serão cruciais. O futuro da empresa também depende das decisões tomadas pelo substituto de Tavares, que será anunciado no primeiro semestre de 2025.



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Carnaval no Rio: 2º dia terá Beija-Flor e Salgueiro; veja programação

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Após um primeiro dia de desfiles agitado, as apresentações do Grupo Especial do Carnaval do Rio de Janeiro continuam nesta segunda-feira (3/3), no Sambódromo da Marquês de Sapucaí.


A noite começa com a Unidos da Tijuca, que entra na avenida às 22h. Na sequência, Beija-Flor e Salgueiro desfilam no Carnaval carioca. Fechando o primeiro dia, a Vila Isabel completa o segundo dia de apresentações.


Veja como foi o primeiro dia de desfiles no Carnaval do Rio de Janeiro.


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Unidos de Padre Miguel no Carnaval 2025

Wagner Meier/Getty Images
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Imperatriz Leopoldinense fez um desfile correto na Sapucaí

Wagner Meier/Getty Images
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Rainha de Bateria da Imperatriz Leopoldinense no Carnaval 2025

Wagner Meier/Getty Images
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Viradouro no Carnaval carioca em 2025

Wagner Meier/Getty Images
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Mestre-Sala e Porta-Bandeira da Viradouro

Wagner Meier/Getty Images


Neste ano, o Grupo Especial do Carnaval carioca desfilará com um novo tempo de apresentação. A partir de 2025, as escolas terão entre 70 e 80 minutos para cruzar a avenida — um aumento em relação ao antigo limite, que variava de 60 a 70 minutos.


Além dos desfiles desta segunda-feira, o Carnaval do Rio de Janeiro segue com apresentações do Grupo Especial na terça-feira (4/3), com transmissão da TV aberta.


Confira a programação dos desfiles restantes no Rio de Janeiro


Segunda-feira (3/3)



  • Unidos da Tijuca – 22h

  • Beija-Flor – entre 23h30 e 23h40

  • Salgueiro – entre 0h50 e 1h10

  • Vila Isabel – entre 2h10 e 2h40


Terça-feira (4/3)



  • Mocidade Independente de Padre Miguel – 22h

  • Paraíso do Tuiuti – entre 23h30 e 23h40

  • Grande Rio – entre 0h50 e 1h10

  • Portela – entre 2h10 e 2h40






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Confira 3 receitas de chás para ter mais disposição no Carnaval

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O Carnaval é um período de festa, dança e animação, mas a maratona de blocos e eventos pode ser exaustiva. Algumas opções de chás naturais podem ser grandes aliadas para manter o fôlego e aproveitar todos os dias com energia.


Ricos em compostos estimulantes e antioxidantes, essas bebidas ajudam a reduzir a fadiga, aumentar o foco e melhorar a circulação sanguínea.


Segundo a nutricionista Natália Garcia, que atende em São Paulo, algumas ervas e especiarias possuem compostos bioativos que estimulam o sistema nervoso e otimizam o metabolismo.


“A cafeína e a teobromina, presentes no chá verde, mate e guaraná, ajudam a aumentar a atenção e reduzir o cansaço. Já ingredientes como gengibre e canela têm efeito termogênico, acelerando o metabolismo e fornecendo mais energia ao corpo”, explica.



Veja três chás para aumentar a disposição para o Carnaval


Se a ideia é ter mais energia de forma natural, algumas combinações podem fazer toda a diferença. Confira:


Chá verde com gengibre


Rico em cafeína e antioxidantes, o chá verde melhora o foco e combate o cansaço sem causar o efeito rebote do café. O gengibre, por sua vez, estimula a circulação sanguínea e possui efeito termogênico, ajudando a manter a disposição ao longo do dia.


Xícara de chá verde com limão, gengibre sob uma mesa de madeira. Metrópoles
O chá verde possui ação termogênica, que é potencializada graças às propriedades digestivas do gengibre. A bebida pode ser tomada quente ou gelada

Chá mate com limão


Com uma boa dose de cafeína, a erva-mate melhora a concentração e mantém a energia de forma equilibrada. “O limão potencializa a ação antioxidante e dá um efeito revigorante para o corpo e a mente, além de ser refrescante”, diz Natália.


Chá de guaraná


Considerado uma das maiores fontes naturais de cafeína, o guaraná ajuda a reduzir a fadiga e aumentar a disposição. Ideal para quem precisa de um estímulo extra durante o dia.


Atenção às contraindicações


Apesar dos benefícios, alguns desses chás devem ser consumidos com moderação, especialmente por pessoas com condições de saúde específicas. A cafeína pode elevar a pressão arterial e causar irritação no estômago, sendo contraindicada para quem tem hipertensão, gastrite ou refluxo.


“Pessoas com insônia ou ansiedade devem evitar o consumo excessivo, pois a cafeína pode aumentar a agitação e as palpitações”, alerta Natália.


O chá de gengibre, por sua vez, pode ser agressivo para quem tem problemas gastrointestinais severos. Já gestantes e lactantes devem consultar um profissional antes de consumir qualquer chá estimulante.


Além disso, a nutricionista Bruna Salgado ressalta que o excesso dessas bebidas pode interferir na absorção de nutrientes e até levar ao ganho de peso se forem adoçadas.


“O ideal é ter uma alimentação equilibrada, praticar atividades físicas e cuidar da qualidade do sono para não depender tanto de estimulantes”, pontuou Salgado em entrevista anterior ao Metrópoles.


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Governo investe na qualificação de professores para fortalecer ciência e inovação

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Iniciativa estimula formação continuada de professores, impactando ensinos fundamental e médio (Fotos: Secom e Seduc)



O Governo de Goiás está investindo R$ 1.319.576,60 na qualificação de professores por meio da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de Goiás (Fapeg). Desde o início de 2024, 37 projetos de pesquisa em cursos de licenciatura recebem apoio financeiro para qualificar docentes e aprimorar a educação no estado.


As propostas foram selecionadas por chamada pública e têm o objetivo de fortalecer a formação inicial e continuada de professores, impactando diretamente os ensinos fundamental e médio em Goiás até 2026.


A iniciativa antecipa ações do governo federal, que lançou o programa Mais Professores para o Brasil apenas em janeiro de 2025. A Fapeg identificou a necessidade de estimular a docência diante do desinteresse crescente pelos cursos de licenciatura e da possível escassez de professores no futuro.


O programa beneficia 25 doutores e 12 mestres, com atenção especial aos cursos do interior do estado, onde há um número significativo de docentes mestres.


Qualificação de professores


Para o gerente de Parcerias Internacionais da Fapeg, Gabriel de Paula, responsável pela execução da chamada pública, investir na formação docente é essencial para a ciência e a inovação.



“Uma educação básica de qualidade garante a formação dos cientistas do futuro. Valorizar a carreira docente é fundamental para atrair mais jovens para a área e fortalecer o ensino no país”, afirma.



Os projetos contemplados promovem estudos sobre pedagogia e licenciaturas, abordando temas como projetos pedagógicos, identidade profissional, integração entre ensino superior e educação básica, diversidade na educação, estágios supervisionados e metodologias inovadoras, incluindo ensino a distância.


Além de aprimorar a formação dos docentes, o edital incentiva pesquisas sobre políticas e gestão educacional.


Com a execução dos projetos até 2026, a expectativa é ampliar a produção científica na área da educação e contribuir para a formação de novos professores no estado.



Agência Cora Coralina






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Vai de Graça: Mais de 782 mil viagens gratuitas no primeiro dia de Carnaval no DF

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No primeiro dia de implementação do programa Vai de Graça, o transporte público do Distrito Federal registrou um aumento significativo no número de passageiros. No sábado (1º), 782.108 viagens gratuitas foram feitas pelos ônibus e metrô, o que representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo dia do ano passado, quando foram registradas 633.473.


Gratuidade, já instituída como obrigatória nos domingos e feriados, foi estendida durante o Carnaval | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília


A iniciativa instituída pelo governador Ibaneis Rocha garante a gratuidade no transporte público aos domingos e feriados. O programa começou a valer no Carnaval, proporcionando deslocamento gratuito para a população desde sábado até as 23h59 de terça-feira (4). A medida tem o objetivo de beneficiar os moradores do DF, além de impulsionar o comércio, a economia e o turismo na capital.



“Tivemos um dos melhores inícios de Carnaval de todos os tempos, mais seguro e com transporte acessível gratuito”


Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade



De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, a quantidade de ônibus e vagões disponibilizados foi o suficiente para atender os foliões. “O primeiro dia do Vai de Graça foi um verdadeiro sucesso”, afirmou. “A frota disponível foi mais do que suficiente; não tivemos nenhuma ocorrência de vandalismo, e, por volta de 1h30 da manhã, a Rodoviária do Plano já estava completamente vazia, todos já haviam voltado para casa. Tivemos um dos melhores inícios de Carnaval de todos os tempos, mais seguro e com transporte acessível gratuito”.


As empresas Piracicabana, Pioneira, Urbi, Marechal e BsBus registraram 546.245 viagens no sábado de Carnaval — um aumento de 21% em comparação com o mesmo dia do ano passado, quando o número foi de 449.781. O restante contabilizado em viagens de ônibus foi registrado por cooperativas e empresas de transporte rural.



67.868


Número de pessoas que viajaram gratuitamente pelo Metrô-DF no primeiro dia do programa



Já o Metrô-DF  transportou gratuitamente 67.868 pessoas no primeiro dia do programa. No mesmo dia do ano passado, o número foi de 65.965. 


Com a gratuidade, a expectativa é que mais pessoas utilizem o transporte coletivo, facilitando o acesso aos eventos carnavalescos e promovendo uma cidade mais acessível e sustentável. Para implementar o Vai de Graça, o Governo do Distrito Federal (GDF) subsidiará o valor aproximado de R$ 56 milhões por ano.


Vai de Graça


Para atender a demanda carnavalesca, a Semob-DF elaborou uma programação especial de horários e itinerários que facilita o deslocamento dos passageiros até blocos e festas


Além das linhas regulares de ônibus que atendem a capital, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) reforçou a frota e a quantidade de viagens, especialmente nos horários de dispersão, após o encerramento dos eventos carnavalescos. Vale lembrar que, por não haver cobrança de passagem nos ônibus e no metrô, não serão aceitos cartões de débito e crédito.


Como funciona


Para garantir o transporte gratuito, o passageiro poderá utilizar o Cartão Mobilidade, Vale-Transporte, carteirinha de PcD ou de Idoso ou Passe Livre Estudantil, para a liberação automática na catraca. Já os cartões de crédito e débito e a modalidade Pix não serão aceitos.


Quando o cidadão não possuir um desses cartões, basta avisar ao cobrador e solicitar a liberação da catraca. O acesso será mantido pela porta frontal, e o desembarque, pelas demais. Assim, será possível medir o número de usuários da gratuidade.


Programação dos ônibus



Para atender a demanda carnavalesca, a Semob-DF elaborou uma programação especial de horários e itinerários que facilita o deslocamento dos passageiros até blocos e festas. Haverá reforço na frota e na quantidade de viagens, especialmente nos horários de dispersão dos blocos, após o encerramento dos eventos. Veja, abaixo, o cronograma. 


→ Segunda (3) – Programação de dia útil com reforço ao longo do dia e no encerramento dos eventos (conforme demanda)


→ Terça (4) – Tabela horária de sábado com reforço de viagens ao longo do dia e no encerramento dos eventos (conforme demanda)


→ Quarta (5) – Programação de dia útil com reforço no período das 11h às 13h, em função do início de expediente às 14h nas repartições públicas locais e federais.


A Semob-DF lembra que os ônibus do Entorno não entram na programação da gratuidade, por serem controlados pelo governo federal.


Programação do Metrô-DF


Durante todo o período de Carnaval, o acesso ao Metrô-DF também será gratuito, com período de funcionamento estendido até terça-feira (4).


→ Segunda (3) – Das 5h30 à 1h do dia seguinte


→ Terça-feira (4) – Das 5h30 à 1h do dia seguinte.


Todas as estações estarão abertas para embarque e desembarque até as 23h30. Após esse horário, entre as 23h30 e a 1h, apenas a Estação Central funciona para embarque e desembarque; as demais, apenas para desembarque.


02/03/2025 - Vai de Graça: Mais de 782 mil viagens gratuitas no primeiro dia de Carnaval no DF










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Vai de Graça: Mais de 782 mil viagens gratuitas no primeiro dia de Carnaval no DF

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No primeiro dia de implementação do programa Vai de Graça, o transporte público do Distrito Federal registrou um aumento significativo no número de passageiros. No sábado (1º), 782.108 viagens gratuitas foram feitas pelos ônibus e metrô, o que representa um crescimento de 23% em relação ao mesmo dia do ano passado, quando foram registradas 633.473.


Gratuidade, já instituída como obrigatória nos domingos e feriados, foi estendida durante o Carnaval | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília


A iniciativa instituída pelo governador Ibaneis Rocha garante a gratuidade no transporte público aos domingos e feriados. O programa começou a valer no Carnaval, proporcionando deslocamento gratuito para a população desde sábado até as 23h59 de terça-feira (4). A medida tem o objetivo de beneficiar os moradores do DF, além de impulsionar o comércio, a economia e o turismo na capital.



“Tivemos um dos melhores inícios de Carnaval de todos os tempos, mais seguro e com transporte acessível gratuito”


Zeno Gonçalves, secretário de Transporte e Mobilidade



De acordo com o secretário de Transporte e Mobilidade, Zeno Gonçalves, a quantidade de ônibus e vagões disponibilizados foi o suficiente para atender os foliões. “O primeiro dia do Vai de Graça foi um verdadeiro sucesso”, afirmou. “A frota disponível foi mais do que suficiente; não tivemos nenhuma ocorrência de vandalismo, e, por volta de 1h30 da manhã, a Rodoviária do Plano já estava completamente vazia, todos já haviam voltado para casa. Tivemos um dos melhores inícios de Carnaval de todos os tempos, mais seguro e com transporte acessível gratuito”.


As empresas Piracicabana, Pioneira, Urbi, Marechal e BsBus registraram 546.245 viagens no sábado de Carnaval — um aumento de 21% em comparação com o mesmo dia do ano passado, quando o número foi de 449.781. O restante contabilizado em viagens de ônibus foi registrado por cooperativas e empresas de transporte rural.



67.868


Número de pessoas que viajaram gratuitamente pelo Metrô-DF no primeiro dia do programa



Já o Metrô-DF  transportou gratuitamente 67.868 pessoas no primeiro dia do programa. No mesmo dia do ano passado, o número foi de 65.965. 


Com a gratuidade, a expectativa é que mais pessoas utilizem o transporte coletivo, facilitando o acesso aos eventos carnavalescos e promovendo uma cidade mais acessível e sustentável. Para implementar o Vai de Graça, o Governo do Distrito Federal (GDF) subsidiará o valor aproximado de R$ 56 milhões por ano.


Vai de Graça


Para atender a demanda carnavalesca, a Semob-DF elaborou uma programação especial de horários e itinerários que facilita o deslocamento dos passageiros até blocos e festas


Além das linhas regulares de ônibus que atendem a capital, a Secretaria de Transporte e Mobilidade (Semob-DF) reforçou a frota e a quantidade de viagens, especialmente nos horários de dispersão, após o encerramento dos eventos carnavalescos. Vale lembrar que, por não haver cobrança de passagem nos ônibus e no metrô, não serão aceitos cartões de débito e crédito.


Como funciona


Para garantir o transporte gratuito, o passageiro poderá utilizar o Cartão Mobilidade, Vale-Transporte, carteirinha de PcD ou de Idoso ou Passe Livre Estudantil, para a liberação automática na catraca. Já os cartões de crédito e débito e a modalidade Pix não serão aceitos.


Quando o cidadão não possuir um desses cartões, basta avisar ao cobrador e solicitar a liberação da catraca. O acesso será mantido pela porta frontal, e o desembarque, pelas demais. Assim, será possível medir o número de usuários da gratuidade.


Programação dos ônibus



Para atender a demanda carnavalesca, a Semob-DF elaborou uma programação especial de horários e itinerários que facilita o deslocamento dos passageiros até blocos e festas. Haverá reforço na frota e na quantidade de viagens, especialmente nos horários de dispersão dos blocos, após o encerramento dos eventos. Veja, abaixo, o cronograma. 


→ Segunda (3) – Programação de dia útil com reforço ao longo do dia e no encerramento dos eventos (conforme demanda)


→ Terça (4) – Tabela horária de sábado com reforço de viagens ao longo do dia e no encerramento dos eventos (conforme demanda)


→ Quarta (5) – Programação de dia útil com reforço no período das 11h às 13h, em função do início de expediente às 14h nas repartições públicas locais e federais.


A Semob-DF lembra que os ônibus do Entorno não entram na programação da gratuidade, por serem controlados pelo governo federal.


Programação do Metrô-DF


Durante todo o período de Carnaval, o acesso ao Metrô-DF também será gratuito, com período de funcionamento estendido até terça-feira (4).


→ Segunda (3) – Das 5h30 à 1h do dia seguinte


→ Terça-feira (4) – Das 5h30 à 1h do dia seguinte.


Todas as estações estarão abertas para embarque e desembarque até as 23h30. Após esse horário, entre as 23h30 e a 1h, apenas a Estação Central funciona para embarque e desembarque; as demais, apenas para desembarque.


02/03/2025 - Vai de Graça: Mais de 782 mil viagens gratuitas no primeiro dia de Carnaval no DF










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https://jornalismodigitaldf.com.br/vai-de-graca-mais-de-782-mil-viagens-gratuitas-no-primeiro-dia-de-carnaval-no-df/?fsp_sid=118977
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Na esteira de 'Ainda Estou Aqui', confira dicas de filmes voltados para o tema do combate à repressão

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O cinema, como toda forma de arte, é um poderoso instrumento para resgatar histórias silenciadas e refletir sobre a memória, a verdade e a justiça. Neste domingo (2/3), a premiação do Oscar coloca o Brasil em destaque com o filme Ainda Estou Aqui (2024), de Walter Salles, como um dos concorrentes à estatueta de Melhor Filme, além de disputar em outras duas indicações: Melhor Filme Internacional e Melhor Atriz, com Fernanda Torres.


Aclamado pela crítica e já vencedor do Globo de Ouro, o longa metragem, que retrata a história de uma família afetada pela ditadura militar, dando ênfase em Eunice Paiva, figura importante na luta pela verdade e memória dos desaparecidos políticos do período, tem levantado debates importantes sobre a ditadura militar, memória, verdade e justiça, temas concernentes à atuação deste ministério.


Diante desse cenário, a Assessoria Especial em Defesa da Democracia, Memória e Verdade (ADMV) do Ministério dos Direitos Humanos e da Cidadania reuniu indicações de filmes que tratam da repressão política e seus impactos na sociedade. São obras que abordam diferentes aspectos da resistência, das perseguições e da busca por justiça, ajudando a reconstruir a história e dar voz àqueles que foram silenciados.


Símbolos de resistência


Carlos Marighella, um dos nomes mais marcantes da luta contra a ditadura militar no Brasil, tem sua história contada em duas produções fundamentais: Marighella (2012), documentário dirigido por Isa Grinspum Ferraz, e Marighella (2019), cinebiografia de Wagner Moura. "Ambos os filmes ajudam a entender não apenas a militância, mas também a dimensão humana de Marighella", destaca o coordenador de Apoio a Políticas de Memória e Verdade, Elson Luiz da Silva. De acordo com ele, a trilha sonora é um dos pontos altos da obra. "A música Mil Faces de um Homem Leal, dos Racionais MC’s, carrega um peso simbólico muito forte e reforça a atualidade do tema”, ressaltou.


Apesar de a resistência à ditadura ser frequentemente associada a figuras masculinas, filmes como Que Bom te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat, e Torre das Donzelas (2018), de Susanna Lira, resgatam o papel fundamental das mulheres nesse contexto. "As histórias de mulheres perseguidas pelo regime militar foram historicamente silenciadas", aponta a coordenadora-geral de Políticas de Memória e Verdade, Paula Franco. "Esses filmes mostram que a repressão teve um recorte de gênero muito forte e que muitas dessas mulheres seguem lidando com as marcas da tortura até hoje”, completou.


Outro documentário essencial é Barra 68 – Sem Perder a Ternura (2001), de Vladimir Carvalho, que resgata a invasão da Universidade de Brasília pelo regime militar. "Assistir a esse documentário é quase um rito de passagem para quem estuda na UnB", comenta Flávia Neri Fontinelle de Aguiar. "A história da universidade se confunde com a história da luta pela democracia no Brasil”.


Arte e luta


Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda, retrata um grupo teatral marginalizado durante a ditadura. "O filme nos lembra que a repressão não foi apenas política, mas também moral, sexual e artística", afirma Elaine Muniz Pires, coordenadora de Apoio à Comissão Especial de Mortos e Desaparecidos Políticos.


Enquanto Dzi Croquettes (2009), dirigido por Raphael Alvarez e Tatiana Issa, também aborda o papel da arte em contextos ditatoriais. É um documentário sobre o grupo teatral homônimo, que traz um olhar inusitado sobre a resistência à repressão. "Muitos pensam que só os grupos armados lutaram contra a ditadura, mas a resistência veio de várias formas, inclusive pela arte e pelo humor", destaca Kátia Azambuja, analista na ADMV.


O impacto da repressão no campo


O documentário Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho, é um marco na história do cinema político brasileiro. Iniciado antes do golpe de 1964, o projeto foi interrompido pela ditadura e retomado 17 anos depois. "Esse filme é um registro valioso da luta dos trabalhadores rurais e da repressão no campo", explica o chefe da ADMV, MDHC, Nilmário Miranda. Recentemente, ele participou do Festival Cultural da Memória Camponesa, evento que celebrou o centenário de Elizabeth Teixeira, protagonista do documentário.


Marcas no presente


Uma das produções mais recentes sobre o tema é O Pastor e o Guerrilheiro (2023), dirigido por Eduardo Belmonte. O filme acompanha a relação entre um ex-militante da Guerrilha do Araguaia e um pastor evangélico que foi preso por engano. "A obra consegue costurar diferentes tempos históricos e mostrar como as feridas da ditadura ainda estão abertas", comenta o ex-preso político e assessor especial do MDHC, Hamilton Pereira.


As ditaduras na América Latina


Além das produções nacionais, filmes estrangeiros também ajudam a compreender a repressão na América Latina. Entre os indicados pela equipe da ADMV estão Argentina, 1985 (2022), Infância Clandestina (2011) e Crônica de uma Fuga (2006), todos da Argentina, além de Machuca (2004), do Chile. Outro documentário de grande relevância recente é La Memoria de los Cuerpos (2021), que aborda as violências sexuais cometidas contra mulheres durante a ditadura argentina.


O papel do cinema


Com essa seleção de filmes, a Assessoria Especial em Defesa da Democracia, Memória e Verdade reforça a importância de manter viva a história das vítimas da repressão e de ampliar o debate sobre democracia e direitos humanos. "O cinema tem esse poder de dar voz a quem foi silenciado, de fazer com que a sociedade encare seu passado e reflita sobre o presente", conclui a coordenadora-geral, Paula Franco.


Filmes brasileiros:


- Marighella (2012), de Isa Grinspum Ferraz
- Marighella (2019), de Wagner Moura
- Que Bom te Ver Viva (1989), de Lúcia Murat
- Torre das Donzelas (2018), de Susanna Lira
- Tatuagem (2013), de Hilton Lacerda
- Cabra Marcado para Morrer (1984), de Eduardo Coutinho
- O Pastor e o Guerrilheiro (2023), de Eduardo Belmonte
- Dzi Croquettes (2009), de Raphael Alvarez e Tatiana Issa
- Barra 68 – Sem Perder a Ternura (2001), de Vladimir Carvalho


Filmes estrangeiros:


- Argentina, 1985 (2022), de Santiago Mitre
- Infância Clandestina (2011), de Benjamín Ávila
- Crônica de uma Fuga (2006), de Adrián Caetano
- Machuca (2004), de Andrés Wood
- La Memoria de los Cuerpos (2021), de María Marta Garcia Scarano






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https://jornalismodigitaldf.com.br/na-esteira-de-ainda-estou-aqui-confira-dicas-de-filmes-voltados-para-o-tema-do-combate-a-repressao/?fsp_sid=118964
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Contas externas fecham janeiro com déficit de US$ 8,7 bilhões

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As contas externas do país registraram déficit de US$ 8,7 bilhões em janeiro, informou nesta quinta-feira (27/2) o Banco Central (BC). Em relação ao mesmo mês de 2024, o resultado quase dobrou (saldo negativo de US$ 4,4 bilhões).


Este é o maior saldo negativo das contas externas para o mês de janeiro desde 2020 (déficit de US$ 10,8 bilhões), segundo dados da série histórica iniciada em 1995.


Para o cálculo mensal das transações correntes, o Banco Central considera o saldo da balança comercial (diferença entre os valores das importações e das exportações), os serviços e movimentação de renda para outros países.




Entenda as contas externas



  • As contas externas (ou transações correntes) são um dos principais indicadores sobre o setor externo do Brasil.

  • O resultado das transações correntes é formado pelo balanço de pagamentos da compra e venda de mercadorias, balança de serviços e as transferências unilaterais.

  • Um saldo negativo (déficit) nas contas externas significa que o país enviou mais dinheiro para o exterior do que recebeu. Enquanto um saldo positivo (superávit) indica que o Brasil recebeu mais dinheiro do que transferiu para outros países.

  • Em 2024, o saldo negativo somou quase US$ 56 bilhões — o equivalente a 2,55% do Produto Interno Bruto (PIB).




Contas externas em janeiro


Em janeiro, a balança comercial de bens foi superavitária em US$ 1,2 bilhão — uma redução de 78,5% em relação a janeiro de 2024, quando somou US$ 5,6 bilhões. Segundo o BC:



  • As exportações somaram US$ 25,4 bilhões; e

  • As importações totalizaram US$ 24,1 bilhões.



O déficit em serviços foi de US$ 4,6 bilhões em janeiro, o que representa um aumento de 28,9% frente ao déficit computado em janeiro do ano passado, de US$ 3,5 bilhões.


Os destaques vão para os aumentos das despesas líquidas de:



  • Serviços de transportes, que somaram US$ 1,4 bilhão;

  • Serviços de telecomunicação, computação e informações, que foram de US$ 1 bilhão; e

  • Serviços de propriedade intelectual, que totalizaram US$ 768 milhões.


A renda primária computou déficit de US$ 5,6 bilhões — 16,2% inferior ao saldo negativo de janeiro de 2024, de US$ 6,7% bilhões.


Os investimentos diretos no país (IDP) recuaram 28,5% em comparação com janeiro do ano passado. Assim, os estrangeiros aplicaram US$ 6,5 bilhões em janeiro de 2025, ante US$ 9,1 bilhões em janeiro de 2024.


Nos últimos 12 meses até janeiro, o IDP acumula US$ 68,5 bilhões em investimentos (3,16% do PIB), contra US$ 71,1 bilhões (3,25% do PIB) em dezembro de 2024, e US$ 66,6 bilhões (3% do PIB) em janeiro de 2024.





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https://jornalismodigitaldf.com.br/contas-externas-fecham-janeiro-com-deficit-de-us-87-bilhoes/?fsp_sid=118952
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PF recebeu 3.971 notificações de desaparecidos em 2 anos

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Nos últimos dois anos, a Polícia Federal (PF) tem intensificado os esforços para localizar pessoas desaparecidas por meio do Projeto Lumini. Criada em 2023, essa iniciativa foi desenvolvida para otimizar investigações e fortalecer a cooperação entre diferentes órgãos de segurança. Desde então, 3.971 casos foram recebidos, resultando na solução de 1.433 desaparecimentos.


A maior parte dos casos analisados envolve desaparecimentos em território brasileiro, que chegam à PF, via de regra, por meio das autoridades estaduais.


Segundo um balanço da corporação, até o momento 16 unidades federativas já entraram em contato com a PF para enviar registros de desaparecidos. São exemplos: Roraima, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, entre outros.


Geralmente são casos que chegam até a Polícia Civil, mas a autoridade, por uma série de restrições, não consegue solucionar.


Além do recebimento pelos estados, a PF também tem cooperação com ministérios públicos. Os órgãos podem demandar a corporação por meio do Lumini.


Atualmente, o projeto tem cooperação com o MP do Rio de Janeiro, do Amazonas e do Distrito Federal, cujas tratativas ainda estão em andamento para que os casos comecem a ser recebidos.



Como mostrou a coluna, a corporação também atua em ocorrências internacionais, contando com apoio de forças de segurança estrangeiras para localizar brasileiros desaparecidos fora do país. Até agora, casos assim são a minoria, somando um total de 32 pessoas desaparecidas em 21 países localizados em diferentes continentes. Desses, 10 casos foram solucionados até agora.


Entre os métodos utilizados no rastreamento de pessoas desaparecidas vivas estão a análise de bancos de dados restritos, o cruzamento de informações sobre movimentações migratórias, monitoramento de registros de auxílio governamental e emissão de documentos.


Imagem colorida de policial federal. Metrópoles


O projeto Lumini


Como mostrou a coluna, o Projeto Lumini foi desenvolvido para padronizar e fortalecer os procedimentos de busca, promovendo um intercâmbio eficiente de informações entre diferentes órgãos.




A operação se divide em quatro eixos principais: 



  • Pessoas desaparecidas vivas: Quando a Polícia Civil não consegue solucionar um caso, a PF passa a atuar, oferecendo apoio com informações de inteligência e auxiliando nas investigações estaduais

  • Pessoas não identificadas: Indivíduos sem documentação, encontrados em institutos de identificação, têm seus dados analisados pelo sistema da PF, que busca correspondências em bancos de dados para confirmar identidades

  • Pessoas identificadas, mas não reclamadas: Corpos identificados que não foram reclamados por familiares são rastreados para localizar parentes

  • Desaparecimentos internacionais: A PF auxilia na busca de brasileiros desaparecidos no exterior e estrangeiros desaparecidos no Brasil




As denúncias sobre desaparecidos chegam à PF por meio da Polícia Civil, Institutos de Identificação e Medicina Legal, além de iniciativas próprias. O Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Tortura (SERCOT) coordena as investigações e  e realiza o processamento do fluxo de trabalho.


Os casos são recebidos pela PF via e-mail, que dão origem a um processo interno, que vai tramitando dentro da corporação.


No geral, a corporação não abre inquéritos policiais para cuidar de desaparecidos, salvo nos casos em que, ao longo da apuração, haja indícios de que haja algum crime envolvido como sequestro, tráfico internacional de pessoas ou cárcere privado.






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https://jornalismodigitaldf.com.br/pf-recebeu-3-971-notificacoes-de-desaparecidos-em-2-anos/?fsp_sid=118940
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PF recebeu 3.971 notificações de desaparecidos em 2 anos

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Nos últimos dois anos, a Polícia Federal (PF) tem intensificado os esforços para localizar pessoas desaparecidas por meio do Projeto Lumini. Criada em 2023, essa iniciativa foi desenvolvida para otimizar investigações e fortalecer a cooperação entre diferentes órgãos de segurança. Desde então, 3.971 casos foram recebidos, resultando na solução de 1.433 desaparecimentos.


A maior parte dos casos analisados envolve desaparecimentos em território brasileiro, que chegam à PF, via de regra, por meio das autoridades estaduais.


Segundo um balanço da corporação, até o momento 16 unidades federativas já entraram em contato com a PF para enviar registros de desaparecidos. São exemplos: Roraima, Bahia, Maranhão, Mato Grosso, São Paulo, Rio de Janeiro, Paraná, entre outros.


Geralmente são casos que chegam até a Polícia Civil, mas a autoridade, por uma série de restrições, não consegue solucionar.


Além do recebimento pelos estados, a PF também tem cooperação com ministérios públicos. Os órgãos podem demandar a corporação por meio do Lumini.


Atualmente, o projeto tem cooperação com o MP do Rio de Janeiro, do Amazonas e do Distrito Federal, cujas tratativas ainda estão em andamento para que os casos comecem a ser recebidos.



Como mostrou a coluna, a corporação também atua em ocorrências internacionais, contando com apoio de forças de segurança estrangeiras para localizar brasileiros desaparecidos fora do país. Até agora, casos assim são a minoria, somando um total de 32 pessoas desaparecidas em 21 países localizados em diferentes continentes. Desses, 10 casos foram solucionados até agora.


Entre os métodos utilizados no rastreamento de pessoas desaparecidas vivas estão a análise de bancos de dados restritos, o cruzamento de informações sobre movimentações migratórias, monitoramento de registros de auxílio governamental e emissão de documentos.


Imagem colorida de policial federal. Metrópoles


O projeto Lumini


Como mostrou a coluna, o Projeto Lumini foi desenvolvido para padronizar e fortalecer os procedimentos de busca, promovendo um intercâmbio eficiente de informações entre diferentes órgãos.




A operação se divide em quatro eixos principais: 



  • Pessoas desaparecidas vivas: Quando a Polícia Civil não consegue solucionar um caso, a PF passa a atuar, oferecendo apoio com informações de inteligência e auxiliando nas investigações estaduais

  • Pessoas não identificadas: Indivíduos sem documentação, encontrados em institutos de identificação, têm seus dados analisados pelo sistema da PF, que busca correspondências em bancos de dados para confirmar identidades

  • Pessoas identificadas, mas não reclamadas: Corpos identificados que não foram reclamados por familiares são rastreados para localizar parentes

  • Desaparecimentos internacionais: A PF auxilia na busca de brasileiros desaparecidos no exterior e estrangeiros desaparecidos no Brasil




As denúncias sobre desaparecidos chegam à PF por meio da Polícia Civil, Institutos de Identificação e Medicina Legal, além de iniciativas próprias. O Serviço de Repressão a Crimes de Ódio e Tortura (SERCOT) coordena as investigações e  e realiza o processamento do fluxo de trabalho.


Os casos são recebidos pela PF via e-mail, que dão origem a um processo interno, que vai tramitando dentro da corporação.


No geral, a corporação não abre inquéritos policiais para cuidar de desaparecidos, salvo nos casos em que, ao longo da apuração, haja indícios de que haja algum crime envolvido como sequestro, tráfico internacional de pessoas ou cárcere privado.






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