A apresentadora Rita Batista se despediu ao vivo do programa É De Casa, da Globo, na manhã deste sábado (15/11), depois de três anos a frente da atração matinal. Ela confirmou que deixa a apresentação para se preparar para atuar na próxima novela da Globo.
“Estou fazendo uma transição dentro da TV Globo”, disse a apresentadora. “Em março estreia o novo sucesso das 18h, vou fazer uma participação em A Nobreza do Amor”, comemorou.
"Queria ficar", afirma Rita Batista sobre saída do Saia Justa
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Rita Batista posa nos bastidores da cobertura do Carnaval
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Apresentadora Rita Batista revela busca por identidade do pai
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Rita Batista.
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“Foram três anos dos mais queridos da minha vida, aprendendo todos os dias com meus companheiros de jornada. Essa casa vai ser sempre a minha casa também e muitíssimo obrigada. Que bom que vou ter essa experiência. Estou ansiosa e feliz”, encerrou Rita.
A emissora havia anunciado mais cedo, ao longo da semana, que a apresentadora estaria ao lado de Lázaro Ramos e Érika Januza na novela das 18h que vai substituir Etâ Mundo Melhor! a partir de 2026.
“Fiz um teste e passei. Essa novela fala de um amor real e fabular, uma pessoa que foge da África e vem para cá. Essa novela acontece nos anos 20, no interior do Rio Grande do Norte. Será uma experiência nova”, adiantou.
A trama de A Nobreza do Amor vai contar a história de uma princesa, interpretada por Duda Santos, que decide fugir para o Rio Grande do Norte em busca da própria liberdade.
Após a primeira parte do exame com questões de linguagens, ciências humanas e redação no primeiro fim de semana, os candidatos enfrentam, agora, as avaliações de matemática e ciências da natureza.
O clima entre os estudantes participantes era de calma e concentração mesmo antes e durante a abertura do portão.
A prova teve início às 13h30 e, ao todo, os candidatos terão de responder 45 perguntas objetivas de ciências da natureza (biologia, física e química) e 45 perguntas objetivas de matemática.
A aplicação terá duração de 5 horas, 30 minutos a menos do que no 1º dia do exame.
No Sol Nascente, uma simples ligação trouxe emoção e esperança. Uma moradora comemorava o primeiro banho em casa, algo que antes parecia impossível, já que dependia de bicas. A história foi compartilhada com Luís Antônio Reis, presidente da Caesb, e reflete o impacto do Programa Água Legal.
Criado em 2024 pelo Governo do Distrito Federal, o programa leva água potável a regiões que não contavam com abastecimento regular. Mais de 36 mil pessoas já se beneficiaram, conquistando conforto, saúde e qualidade de vida.
O investimento do GDF no projeto supera R$ 14 milhões, contemplando diferentes bairros e regiões administrativas, como Ceilândia e Sol Nascente/Pôr do Sol (R$ 5,7 milhões), Sobradinho (R$ 2 milhões), Vicente Pires (R$ 1,7 milhão), Planaltina (R$ 1,5 milhão) e Núcleo Bandeirante (R$ 1,3 milhão). Outros bairros menores também receberam recursos, incluindo Arapoanga, Arniqueira, Guará, Jardim Botânico, Riacho Fundo, Santa Maria e Estrutural.
O presidente da Caesb destaca que o benefício vai além da água: ter abastecimento significa ter endereço, possibilidade de matrícula escolar, abertura de contas e acesso a serviços essenciais. “É cidadania e inclusão social de verdade”, afirma.
O programa também inclui a Tarifa Social, que reduz em 50% o valor da conta para famílias de baixa renda. O DF é pioneiro na aplicação integral do benefício, atendendo cerca de 300 mil pessoas de forma automática por meio do Cadastro Único, sem necessidade de registro adicional.
A história dos irmãos Cravinhos foi uma das que teve mais repercussão após a estreia da série Tremembé: A Prisão dos Famosos, no Prime Video. As reações sobre a trama deles na produção, se divergiram entre aplausos para o trabalho bem feito dos atores, Kelner Macêdo e Felipe Simas, mas também com críticas sobre narrar um lado “mais humanizado” dos personagens, especialmente Daniel.
Em entrevista ao Metrópoles, o roteirista Ullisses Campbell frisou que existe um motivo para essa estranheza do público com a trama de Daniel. O arco do personagem não é ficcional: segue exatamente o que está registrado em laudos psicológicos e documentos oficiais.
Ao explicar a abordagem sobre Daniel, condenado junto ao irmão Cristian e Suzane von Richthofen pelo assassinato do casal Manfred e Marísiavon Richthofen , o autor afirmou que Daniel sente muita culpa pelo crime, fato que foi demonstrado em vários laudos médicos.
“O Daniel Cravinhos carrega uma culpa colossal, não só de ter matado o pai da Suzane, mas por ter arrastado o irmão para esse crime. Ele prova isso nos exames criminológicos, com laudo psicológico. Nada ali foi inventado”, explicou.
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Letícia Rodrigues (Sandrão), Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em Tremembé
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Marina Ruy Barbosa, Leticia Rodrigues e Carol Garcia em Tremembé
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Suzane (Marina Ruy Barbosa), Ana Carolina Jatobá (Bianca Comparato), Elize (Carol Garcia) e Sandrão (Letícia Rodrigues) em Tremembé
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Daniel (Felipe Simas) e Cristian Cravinhos (Kelner Macêdo) – Tremembé
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Daniel (Felipe Simas) e Cristian Cravinhos (Kelner Macêdo) – Tremembé
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Segundo Campbell foram esses documentos que embasaram as diferentes atitudes dos irmãos Cravinhos no presídio e que foi demonstrado na série. “Essa diferença entre o perfil dos dois irmãos dentro da penitenciária vem do perfil psicológico de cada um, que consta no processo de execução penal deles”, pontuou.
Sobre as críticas a maneira que Daniel foi retratado na série, Ullisses apontou uma certa incoerência dessas críticas, já que outros personagens — como Roger Abdelmassih, Alexandre Nardoni e Ana Carolina Jatobá — são retratados como mais antipáticos, como são na vida real. “As pessoas preferem se incomodar mais quando aparece um elemento mais humano no personagem”, argumentou Ullisses.
“Os grileiros precisaram de pouco tempo para desmatar a área. Conforme é possível observar por imagens de satélite, em 2024 ainda não havia sinais de supressão vegetal no local. No entanto, em meados de 2025, as imagens já mostram os arruamentos executados”, declarou a DF Legal em nota. “A situação chamou a atenção da DF Legal, que incluiu o ponto no cronograma”, complementou a pasta.
À esquerda, imagem registrada em 2024, quando ainda não havia desmatamento no local. À direita, imagem de meados de 2025, quando grileiros já haviam começado a desmatar, formar ruas e até demarcar lotes. Foto: DF Legal/Divulgação
Na ação de sexta-feira, servidores da DF Legal derrubaram um muro de alvenaria de cerca de 180 metros de extensão, além de 250 metros de cerca de arame. Também foram removidas estacas de madeira e um portão que demarcava a entrada do condomínio.
“O condomínio irregular na APA do Rio São Bartolomeu já tinha muro frontal, portão, cerca na lateral e ruas feitas com brita. Três futuros lotes já estavam demarcados”, afirma a DF Legal. “A área, no entanto, é pública e não está inserida em nenhuma das poligonais de Áreas de Regularização de Interesse Social (Aris) que existem nas proximidades”, explica.
Veja imagens da derrubada:
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Auditores da DF Legal derrubaram muro de condomínio irregular
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Loteamento seria construído em área de proteção ambiental em Planaltina
Não é a primeira vez que autoridades coíbem crimes na APA do Rio São Bartolomeu. Em agosto deste ano, a Polícia Militar do DF (PMDF) e o Instituto Brasília Ambiental (Ibram) flagraram duas barragens ilegais na região.
Na ocasião, constatou-se que o responsável pela obra soterrou o rio, derrubou árvores nativas do Cerrado e construiu duas barragens. Não havia autorização para tais alterações.
O Ibram aplicou advertência e multa de R$ 276 mil contra o responsável, que não teve o nome divulgado. A obra foi embargada.
Em outubro de 2024, a Polícia Civil do DF (PCDF) interrompeu uma ação de grilagem, desta vez na altura de Sobradinho (DF). Quatro pessoas foram detidas.
Àquela altura, a PCDF já havia constatado que, desde 2012, a área vem sendo alvo de grileiros. Os suspeitos impermeabilizam o solo e constroem casas sem a devida autorização, configurando crime ambiental.
Muita gente mora em APA
O Distrito Federal tem 1.102.590 de pessoas morando em áreas de proteção ambiental. O número representa 39,2% da população da capital. Os dados foram divulgados em julho deste ano, pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
O DF tem a maior taxa do país de pessoas morando em APAs. A área do Planalto Central é a mais habitada, com 564.867 pessoas. A área da Bacia do Rio São Bartolomeu, com 360.760 pessoas, vem em seguida. A APA do Lago Paranoá, com 118.601 cidadãos, fecha a lista.
Uso sustentável das Unidades de Conservação
Segundo a coordenadora do curso de Ciências Biológicas na Universidade Católica de Brasília (UCB) Morgana Bruno não é proibido morar em áreas de preservação ambiental, mas existem cuidados a serem tomados para que a flora e a fauna não sejam prejudicadas.
“Nessas áreas de uso sustentável, essa população precisa seguir determinadas regras, como deixar determinadas áreas preservadas. Você não pode, por exemplo, ocupar o terreno inteiro ou impermeabilizar o solo”, explicou.
Franz renovou o papel de Linda ao interpretar uma mulher mais sensual e assertiva, ao invés da esposa submissa que o público esperava.
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Elizabeth Franz morreu aos 84 anos
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Além da indicação pela produção, Franz foi indicada ao Tony em 1983 e 2002 pelas produções Brighton Beach Memoirs e Morning’s at Seven, respectivamente.
Além do sucesso na Broadway, a atriz esteve no cinema em produções como Sabrina (1985), O Segredo do Meu Sucesso (1987), Jacknife (1989), School Ties (1992), entre outros. Já na TV, participou de séries como Querido John, Roseanne, Sisters, Gilmore Girls, Law & Order: SVU e Grey’s Anatomy.
Morte de Elizabeth Franz
A atriz morreu no último dia 4 de novembro, aos 84 anos. A informação só foi divulgada neste sábado (15/11) pelo marido da artista, o roteirista Christopher Pelham.
Ao The New York Times, Pelham afirmou que Franz morreu em sua casa em Woodbury, Connecticut, EUA, após uma longa batalhar contra o câncer.
Um youtuber do Rio de Janeiro, acusado por ao menos 15 mulheres de diversas cidades brasileiras de aplicar “golpes do amor” milionários entrou na mira da Polícia Civil (PCDF) e do Tribunal de Justiça do Distrito Federal e Territórios (TJDFT). O estopim foi um prejuízo de R$ 124 mil. A vítima é a ex-namorada do golpista, moradora de Brasília.
Sob a cortina de um canal no YouTube com cerca de 467 mil inscritos, e um perfil no Instagram que reúne mais de 600 mil seguidores, Fernando Drummond Fernandes (foto em destaque), 41 anos, é alvo de denúncias de estelionato amoroso feitas por mulheres com quem manteve relacionamentos afetivos.
Nas redes sociais, Fernando se apresenta como jornalista e escritor. Ele diz ser primo de Carlos Drummond de Andrade, um dos maiores poetas do Brasil, e até mesmo duque da família real brasileira.
O influencer também usa os títulos de embaixador da paz pela Organização das Nações Unidas (ONU), membro de supostas academias e entidades desconhecidas, comendador defensor do patrimônio histórico e cultural brasileiro, além de doutor honoris causa em literatura, direitos humanos e ciências jurídicas — todos sem qualquer base oficial ou legal.
Veja fotos de Fernando:
Em seu canal no YouTube, intitulado Arquivo Estranho, Fernando promove lives nas quais fala sobre “religiosidade, paranormalidade, crimes reais, ufologia e outros mistérios”, conforme descrição disponível na página. De acordo com as vítimas, também há vídeos nos quais ele grava para atacar seus desafetos.
As mulheres com quem o youtuber se envolveu alegam ter sido enganadas por meio de falsas promessas, empréstimos não quitados e violência psicológica. Devido aos prejuízos financeiros e emocionais causados, as vítimas buscam por reparação na Justiça. Uma delas, moradora de SP, pede ressarcimento de mais de R$ 1 milhão.
Namorada da capital
Moradora do Distrito Federal, Camila* teve um relacionamento de um mês e meio com Fernando, em 2022. O namoro, apesar de breve, foi marcado por episódios de violência doméstica. Além das feridas emocionais, o youtuber deixou um prejuízo de R$ 124 mil à vítima.
Durante esse mesmo período, o golpista também mantinha relação amorosa com outra mulher, de São Paulo. Esta foi a quem teve um prejuízo que ultrapassou R$ 1 milhão causado por Fernando.
O relacionamento com a brasiliense começou de forma virtual, e o casal se via esporadicamente entre a ponte aérea Brasília e Rio de Janeiro. Segundo denúncia da vítima, Fernando era uma pessoa agressiva e a ofendeu moralmente durante todo o relacionamento.
Logo no início do namoro, o youtuber pediu que Camila* fizesse uma transação bancária, alegando que estava sofrendo ameaças de uma milícia.
Ela chegou a questiona-lo sobre a situação, mas ele começou a pressioná-la para que sentisse pena dele. “Eu tinha sonhos e você acabou com tudo. Eu queria me casar com você, cuidar de você. Vou morrer ou nas mãos deles ou de depressão. Eu esperava sua ajuda, mas você destruiu tudo”, teria dito Fernando na ocasião.
Sensibilizada com o discurso, e acreditando que ele poderia ser morto, a vítima resolveu ajuda-lo, fazendo duas transferências bancárias, totalizando o montante de R$ 124 mil.
Prints das mensagens trocadas entre eles:
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Após os depósitos, a mulher foi para o Rio de Janeiro passar alguns dias com o então namorado. Durante esse período, ela relatou que foi ofendida verbalmente pelo youtuber, que a chamava de “ordinária, filha da puta e vagabunda” com frequência.
Porém, o homem sempre contornava a situação, dizendo que havia ficado nervoso, pedia perdão e declarava que amava a namorada. Ela acabava aceitando as desculpas, mas ele voltava a ser agressivo.
Após retornar para Brasília, Camila* percebeu que o youtuber começou a se comportar de forma estranha, alegando que não queria mais se relacionar com ela à distância. De acordo com a vítima, sempre que podia, Fernando falava que estava com problemas financeiros para que ela desse mais dinheiro a ele.
A mulher passou a desconfiar do parceiro após cobrar os valores emprestados. Ela percebeu que o youtuber sempre se esquivava, dizendo que as contas dele estavam bloqueadas, em decorrência de problemas judiciais. Em dado momento, Fernando chegou a insinuar que a namorada havia dado o dinheiro a ele, o que a vítima nega.
Mais de uma vez, quando a vítima indagava sobre a quantia devida por ele, o youtuber a injuriava dizendo que ela era uma “nojenta” e “canalha”.
Passadas algumas semanas, Fernando enviou mensagens à Camila*, confessando as dívidas. Nesse meio tempo, ele esteve em Brasília supostamente a trabalho, mas inventou desculpas para não encontrar a companheira, mesmo sendo ela quem custeou a passagem de avião.
A vítima, então, decidiu romper o relacionamento tóxico que vivia com o youtuber. Mais de uma vez, o homem disse que a pagaria, mas sempre acabava inventado alguma desculpa.
Cerca de quatro meses após o fim do namoro, em abril de 2023, Fernando voltou a procurá-la. Em uma tentativa de enganá-la e obter vantagem, o ex-parceiro lhe enviou um documento, dizendo se tratar de um acordo de pagamento de dívida, que se mostrou ser, na realidade, um termo de doação. O intuito era que a vítima admitisse que havia dado o dinheiro ao homem, em vez de ter emprestado a quantia.
Ao Metrópoles o advogado da vítima brasiliense detalhou que o acusado sempre se mostrou muito carinhoso e atencioso, preenchendo vazios emocionais que existiam na vida da vítima, em um momento em que ela atravessava situações delicadas.
“Ela estava sensibilizada, com real expectativa de construção de um relacionamento. Ele se apresentava como um verdadeiro príncipe encantado. Nessa condição de confiança e vulnerabilidade emocional, ela acabou emprestando dinheiro”, contou Nardenn Souza Porto, responsável pela defesa de Camila*.
Por se sentir lesada psicologicamente e financeiramente diante da relação, Camila* registrou um Boletim de Ocorrência contra Fernando na Delegacia da Mulher (Deam 1) por injúria e estelionato em contexto de violência doméstica. Ela também requereu medidas protetivas.
As investigações sobre o suposto crime ainda não foram concluídas pela PCDF. Na esfera cível, o youtuber chegou a ser condenado pela Justiça do DF a indenizar a ex-namorada em mais de R$ 100 mil. Todavia, a quantia nunca foi repassada à vítima.
“Já existem ações judiciais em curso buscando a restituição integral desses valores, desde o desembolso, com a devida atualização monetária. Paralelamente, tramita ação criminal visando à condenação do acusado pela prática do crime de estelionato. Há, ainda, fortes indícios de que existam inúmeras outras vítimas”, completou o advogado especialista em casos de estelionato amoroso.
Vitrine falsa para seduzir mulheres
O empresário Floriano Paganoti conheceu Fernando em 2015, quando trabalharam juntos em uma empresa estatal. Ele criou um canal no Youtube para denunciar os golpes amorosos aplicados pelo ex-colega.
O primeiro caso de estelionato amoroso que Floriano tomou conhecimento foi de uma senhora, à época de 73 anos, que acabou se casando com Fernando em 2019. Ela acumulou um prejuízo superior a R$ 800 mil.
“O modus operandi dele sempre foi o mesmo: se passar por falso moralista, pseudo-intelectual e viver arrotando virtudes, principalmente em antigo canal no Youtube onde ele trabalhou. Foi nesse ambiente que ele fisgou a maioria das vítimas. Chamava todas elas no privado: em grupos do WhatsApp com inscritos no canal e nos chats. Ali começava a primeira abordagem”, detalha o empresário.
Segundo Floriano, o golpista se aproveitava do status e das aparições ao lado de políticos para parecer alguém influente. No Instagram, ele já acumulava mais de 500 mil seguidores — quase todos comprados. Era mais uma camada da farsa para enganar e parecer relevante.
Grande parte das vítimas, são mulheres mais velhas que o youtuber, algumas sem família ou filhos e emocionalmente fragilizadas.
“Com essa fachada pronta de fama falsa, seguidores falsos, títulos falsos e pose de intelectual, ele se aproximava das vítimas. Queria mulheres que buscavam homens com dinheiro, fama e inteligência. Ele simulava tudo isso. Ele sabia exatamente quem atacar e como conduzir a armadilha. E elas acabavam se envolvendo emocionalmente e caindo nessa farsa montada peça por peça”, lamenta Floriano.
No caso da vítima de 73 anos, Floriano só teve conhecimento do golpe aplicado por Fernando nela no ano passado, quando soube que ela havia processado o youtuber. À época do casamento, ele chegou a ser coagido para ser uma das testemunhas da união do casal.
“Naquele dia, ele me ligou dizendo que eu precisava estar lá com urgência para assinar como testemunha na abertura de uma empresa. Mas, ao chegar no local, percebi que não se tratava de empresa nenhuma: era uma união estável. Me senti coagido pela presença dos advogados e das outras testemunhas, e acabei assinando”, comenta.
Anos depois, o empresário descobriu que o ex-colega ainda havia lhe colocado como testemunha a favor dele no processo contra ela, algo que jamais autorizou.
O que diz o youtuber
Em nota, a defesa de Fernando Drummond Fernandes repudiou as denúncias, disse que ele é inocente e defendeu que não há comprovação de que o youtuber esteja envolvido em qualquer tipo de golpe. (Confira nota abaixo)
“A posição jurídica do Sr. Fernando Drummond é inequívoca: ele é inocente de todas as acusações levantadas. Não se trata de buscar “inocentação futura”, mas de afirmar uma inocência já existente, pois não há condenação, indiciamento, investigação em curso ou qualquer elemento probatório mínimo que sustente as alegações.
Assim, não autorizamos — sob nenhuma hipótese — que a imagem do Sr. Fernando seja vinculada ao crime de estelionato, sobretudo porque inexistem elementos que preencham os requisitos do art. 171 do Código Penal.
Ademais, é evidente que não há qualquer comprovação de golpe ou “estelionato amoroso”. O Sr. Fernando obteve gratuidade de justiça após rigorosa análise judicial, que incluiu uma devassa completa em suas contas bancárias, histórico financeiro e dados da Receita Federal. A constatação de que não possui patrimônio oculto, movimentações suspeitas ou recursos incompatíveis reforça, de maneira incontestável, a ausência de qualquer prática ilícita.
Diante de todo o exposto, repudiamos integralmente as denúncias apresentadas à senhora e à sua equipe. Reafirmamos que nada foi provado — e nada será — porque simplesmente não existe qualquer conduta criminosa atribuível ao Sr. Fernando Drummond, que, desde o primeiro semestre de 2025, vem sendo alvo de ataques sucessivos, absolutamente destituídos de base fática ou jurídica capaz de justificar sequer um indiciamento.”
O sucesso de Tremembé: A Prisão dos Famosos, do Prime Video, colocou novamente em evidência figuras centrais retratadas na produção — entre elas, Suzane von Richthofen. Em entrevista ao Metrópoles, o roteirista Ullisses Campbell revelou que a criminosa já abriu vários processos contra ele na Justiça, mas perdeu todos.
Campbell acompanha o caso há anos e reconhece que, de certa forma, seu trabalho ajudou a recolocar Suzane sob os holofotes, seja nos livros que escreveu ou agora na série. Condenada por orquestrar o assassinato dos pais, Manfred e Marísia von Richthofen, em 2002, ela contou com a participação do então namorado, Daniel Cravinhos, e do cunhado, Cristian Cravinhos, que executaram o crime.
Ao comentar a relação tensa que mantém com Suzane, o roteirista disse ter enfrentado tentativas dela de barrar suas publicações nos tribunais. Para ele, o comportamento da criminosa reflete um padrão narcisista. “Ela fica naquela: ‘eu odeio’, mas ao mesmo tempo ‘consigo faturar com isso’”, declarou.
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Ullisses Campbell reage a boatos de que Suzane von Richthofen o odeia
Reprodução/Instagram @ullissescampbell/Reprodução2 de 4
Marina Ruy Barbosa, Leticia Rodrigues e Carol Garcia em Tremembé
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Letícia Rodrigues (Sandrão), Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em Tremembé
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Marina Ruy Barbosa interpretou Suzane von Richthofen na série Tremembé
Campbell apontou que, apesar das críticas, Suzane também lucra com a repercussão gerada pela série. Ele citou como exemplo o crescimento expressivo do perfil comercial mantido por ela nas redes sociais.
“Ela tinha 50 mil seguidores, dobrou esse número. Agora vende muito mais aquelas ‘bugigangas’ dela do que vendia antes, graças a essa visibilidade ”, afirmou.