Quem era o homem que morreu eletrocutado ao pegar mangas em árvore

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O homem que morreu na manhã deste sábado (15/11) no Gama (DF), após sofrer um choque elétrico enquanto tentava pegar mangas em uma árvore, é Cristiano dos Santos Ferreira, de 40 anos.



Vídeo:



De acordo com informações preliminares, o incidente ocorreu quando o homem entrou em contato com uma fiação elétrica durante a tentativa de apanhar os frutos. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal foi acionado e, ao chegar ao local, confirmou o óbito.


Veja imagens:


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Fumaça saindo,após vítima morrer eletrocutada

Imagem cedida ao Metrópoles
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Vítima

Imagem cedida ao Metrópoles
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Homem morre eletrocutado

Imagem cedida ao Metrópoles
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Local isolado

Reprodução / CBMDF
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Militares no local

Reprodução / CBMDF
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Atendimento dos bombeiros

Reprodução / CBMDF

A dinâmica exata do acidente ainda não foi esclarecida, e o local foi isolado para a realização da perícia. A Polícia Civil do Distrito Federal investigará as circunstâncias do ocorrido.






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Pai de Marcos Matsunaga ajudou a escrever biografia de Elize Matsunaga

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O sucesso da série Tremembé: A Prisão dos Famosos, do Prime Video, reacendeu o interesse do público em casos criminais que marcaram o país. Em meio à repercussão, Ulisses Campbell, autor dos livros que inspiraram a série e roteirista da produção, concedeu entrevista ao Metrópoles e explicou detalhes do processo de escrita da biografia de Elize Matsunaga, que foi uma das inspirações da série.



Elize foi condenada por matar e esquartejar o marido, Marcos Matsunaga, em 2012, e, segundo Ullisses, o pai de Marcos, Mitsuo Matsunaga, o ajudou bastante durante a construção da biografia da criminosa, já que acompanhou de perto a investigação e os bastidores do caso. O livro Elize Matsunaga: A Mulher que Esquartejou o Marido (Ed. Matrix) foi lançado em 2021.


“Para fazer o livro da Elize Matsunaga, conversei muito com o pai do Marcos Matsunaga. Ele ajudou bastante. Todo o perfil da Yoki, os bastidores da venda da Yoki, foi ele que contou”, afirmou Ullisses.


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Marcos e Elize Matsunaga

Arquivo pessoal
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Elize Matsunaga

Divulgação/Netflix
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Elize Matsunaga no documentário da Netflix

Divulgação/Netflix
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Elize Matsunaga no documentário da Netflix

Divulgação/Netflix
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Marcos e Elize Matsunaga em imagem divulgada no documentário de Elize para a Netflix

Divulgação/Netflix


O escritor destacou também que em todas as conversas com Mitsuo, o pai de Marcos manteve uma postura firme e jamais demonstrou qualquer sinal de perdão pela ex-nora.


“Ele reforçou que não perdoa a Elize. Tinha uma revolta muito grande porque, na época, ela era viúva do filho e ainda carregava o sobrenome dele nos documentos”, explicou. Segundo Campbell, Mitsuo chegou a desabafar: “O que mais me deixa revoltado é que tem uma garota de programa usando meu sobrenome”, teria dito ele na época.

Esse sentimento foi determinante para a adaptação da história na série. Campbell contou que a indignação da família foi levada para a cena da audiência retratada na produção, que mostrou a tensão e a ausência de reconciliação entre Elize e os parentes de Marcos. Os pais de Marcos, inclusive, travam uma batalha na Justiça contra Elize, já que são eles que detém a guarda da filha de Marcos e Elize.






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Nove apostas do DF batem na trave e levam bolada na Mega-Sena

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Nove apostadores do DF bateram na trave e faturaram uma bolada no sorteio da Mega-Sena realizado nesta sexta-feira (14/11). Uma das apostas, feita pela internet e com oito números, foi premiada com R$84.022,92. As demais apostas simples e com seis números levaram R$28.007,60 cada.


Além dos canais digitais, as lotéricas premiadas ficam na Asa Norte, Recanto das Emas, Guará e Águas Claras. Confira:



O Sorteio realizado no sábado (14/11) premiou um sortudo com R$ 99 milhões de reais.  


A aposta, feita em uma tabacaria de Porto Alegre, acertou os seis números premiados. O ganhador fez um jogo simples, no valor de R$6.



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A Mega-Sena dessa sexta-feira teve os seguintes números sorteados: 07-08-09-13-22-53.







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Tentativa de grilagem é interrompida em área pública de Planaltina

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Uma ação da Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) interrompeu, na última sexta-feira (14), o avanço de um parcelamento irregular de terras dentro da Área de Proteção Ambiental da Bacia do Rio São Bartolomeu, em Planaltina. A equipe encontrou o local em plena preparação para se transformar em um condomínio clandestino, apesar de se tratar de área pública sem qualquer possibilidade de regularização futura.


Os fiscais identificaram que a ocupação vinha sendo executada com rapidez. No terreno já havia sido levantado um muro frontal, instalado um portão e colocadas cercas laterais. As vias internas, feitas com brita, deixavam clara a intenção de estruturar um loteamento. Três áreas já estavam demarcadas como lotes iniciais, indicando tentativa de assegurar espaços antes de eventual venda informal.


A área, no entanto, não integra nenhuma das poligonais classificadas como Áreas de Regularização de Interesse Social (Aris) na região — o que inviabiliza qualquer tipo de regularização fundiária. O desmatamento recente chamou atenção dos fiscais. Imagens de satélite mostram que, até 2024, o espaço permanecia preservado, porém registros de 2025 já exibiam trechos de vegetação suprimida e traçados de ruas abertas clandestinamente.


Com a chegada das equipes, a estrutura ilegal começou a ser desfeita. Foram removidos cerca de 250 metros de cerca de arame e estacas, além de aproximadamente 180 metros de muro de alvenaria e o portão de acesso. O objetivo é impedir novas tentativas de ocupação e reforçar a proteção da APA.


A DF Legal destaca que intervenções desse tipo são essenciais para evitar danos ambientais e impedir o avanço de grilagens em áreas públicas sensíveis.






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participante de 314 kg choca com antes e depois

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Octavia Nichelle marcou os espectadores do reality show Quilos Mortais com a história emocionante de superação. A participante, que enfrenta a obesidade desde a infância e que ficou traumatizada após a perda da mãe, chegou a pesar 314 kg quando participou do primeiro episódio da 7ª temporada.


Quando participou do programa, Octavia pesava cerca de 300 kg, o que era um obstáculo para até levantar-se da cama. Devido às dificuldades de locomoção, ela morava com uma amiga, que ficava responsável pelas tarefas básicas do dia a dia.


A luta da norte-americana por causa do peso começou desde cedo. Aos 9 anos, ela já pesava 60 kg, o dobro considerado ideal para a idade. A adolescência e fase adulta, porém, foram ainda mais desafiadoras.



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Octavia, participante da 7ª temporada de Quilos Mortais

Reprodução
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Octavia, participante da 7ª temporada de Quilos Mortais

Reprodução
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Octavia, participante da 7ª temporada de Quilos Mortais

Reprodução
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Octavia, participante da 7ª temporada de Quilos Mortais

Reprodução
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Octavia, participante da 7ª temporada de Quilos Mortais

Reprodução
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Octavia, participante da 7ª temporada de Quilos Mortais

Reprodução

 


Na primeira consulta com Dr. Now, o cirurgião exigiu que ela primeiro eliminasse 45 kg para ser aprovada para a cirurgia bariátrica. A paciente, no entanto, ganhou 28 kg na segunda consulta.


O médico, então, entendeu que a mudança deveria não ser só física, mas também emocional, e a encaminhou para tratamento psicológico. Lá, Octavia entendeu que havia desenvolvido uma compulsão alimentar após a morte precoce da mãe.


Com o acompanhamento multidisciplinar, a participante controlou os hábitos e conseguiu preparar corpo e mente para o processo de emagrecimento. Ao final do episódio, ela perdeu cerca de 120 kg, pesando 187 kg.


O processo de emagrecimento, porém, continuou após o reality show. Pelas redes sociais, Octavia revelou que teve uma recaída após um acidente de carro e voltou a pesar mais de 200 kg. Mesmo assim, leva uma vida mais autônoma e com autoestima desde a particição do programa.






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Como o “Rei das Milhas” criou império com venda de passagens fantasmas

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As polícias Civil do Distrito Federal (PCDF) e de Santa Catarina (PCSC) investigam uma série de golpes aplicados por uma empresa que se apresentava como especialista em gestão de milhas aéreas e oferecia pagamento de boletos bancários com descontos de até 50%, além de pacotes de viagens internacionais. Apenas uma família amargou prejuízo de R$ 150 mil em comprar passagens para a Alemanha.


O esquema criminoso, atribuído a Gustavo Real Rabelo, conhecido como “o rei das milhas”, deixou dezenas de consumidores no prejuízo. O  golpe também envolvia a venda de passagens aéreas e hospedagens ao redor do mundo. Todo o pacote era pago pelos clientes, mas o suspeito nunca entregava o prometido. Pelo menos 10 ocorrências foram registradas no DF contra a agência de turismo Mais Milhas, responsável por divulgar a falsa facilidade.


O esquema dos boletos  funcionava da seguinte forma: o cliente enviava o valor do boleto para o golpista, já o suposto desconto. O pagamento deveria ser efetuado nos próximos dias. No início, alguns boletos eram realmente pagos, mas fazia parte da estratégia para gerar confiança. Depois disso, os golpes se multiplicavam.



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Com a credibilidade inicial, as vítimas passaram a enviar boletos com valores maiores para o golpista pagar, com desconto obtido por meio de milhas. Foi então que a fraude aconteceu: os títulos nunca eram quitados, obrigando os consumidores a pagá-los novamente, para evitar multas e negativação.


Após duas transações bem-sucedidas, um morador do DF usou o serviço oferecido por Gustavo para pagar um boleto em outubro de 2025. O golpista alegou que o pagamento poderia levar até 10 dias úteis. Passados 25 dias, nada havia sido registrado pelo banco. Ao ser cobrado, o suspeito enviou um comprovante de quitação — que, após verificação, revelou-se falso. O prejuízo da vítima soma R$ 5,4 mil.


Veja imagens do golpista e dos carrões apreendidos pela polícia:


4 imagensFechar modal.1 de 4Material cedido ao Metrópoles2 de 4Material cedido ao Metrópoles3 de 4Material cedido ao Metrópoles4 de 4Material cedido ao Metrópoles

Viagens fantasmas


Além dos boletos, muitas pessoas também foram enganadas ao comprar passagens e pacotes internacionais. Uma família de São Paulo — quatro adultos e duas crianças — desembolsou R$ 150 mil por uma viagem completa para a Alemanha. Nada do que foi contratado chegou a ser emitido.


Os golpes foram convertidos em patrimônio para Gustavo, como móveis e imóveis. Além disso, o rapaz gostava de desfilar em carrões de alto luxo, sempre importados.


Em março de 2024, uma ação conjunta em Santa Catarina mirou a movimentação de uma empresa sediada em Garopaba (SC), ligada à família de Gustavo. A investigação apontava a suspeita do mesmo tipo de golpe, em nível nacional. Na operação, foram cumpridos quatro mandados de busca e apreensão em Balneário Camboriú e Garopaba.


A polícia apreendeu:



  • 1 BMW 540i

  • 1 BMW X5

  • 1 Land Rover

  • Documentos e equipamentos eletrônicos


Golpe de R$ 1,5 milhão


Bloqueios judiciais foram realizados nos ativos financeiros da empresa. Segundo a Delegacia de Defraudações de SC, o prejuízo total às vítimas ultrapassa R$ 1,5 milhão. A investigação detalhou que a empresa operava por meio de um site onde o cliente copiava o código de barras do boleto, já com desconto aplicado.


Gustavo e pessoas ligadas à empresa já foram alvo de apurações anteriores por supostas fraudes bancárias. Agora, as polícias de ambos os estados trabalham para reunir provas, rastrear o fluxo financeiro e formalizar novas denúncias.


O outro lado


A coluna procurou Gustavo por meio de ligações e mensagens, mas ele não retornou. O espaço permanece aberto para manifestações.





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Roteirista revela nome de temido criminoso "cortado" de Tremembé

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O sucesso da série Tremembé: A Prisão dos Famosos, do Prime Video, despertou a curiosidade do público sobre as escolhas feitas na produção, incluindo a seleção dos criminosos que foram incluídos. Em entrevista ao Metrópoles, o roteirista e autor dos livros que inspiraram a série, Ullisses Campbell, revelou um caso que ele queria inserir na trama, mas que acabou sendo “cortado”.


Trata-se de Mateus da Costa Meira, conhecido como o “atirador do shopping”. Apesar do interesse de Campbell em contar a história dele, um dos critérios adotados pelos roteiristas impediu que o caso fosse abordado na série.




Segundo Ullisses, a equipe optou, logo no começo do processo da escrita da série, por retratar apenas detentos que, de fato, dividiram a mesma época dentro da penitenciária, o que garantiria coesão e verossimilhança à narrativa


“Eu queria colocar o atirador do shopping que teve uma passagem por Tremembé, mas como ele passou por Tremembé nos anos 1990, ele não chegou a conviver com nenhum desses presos. Então eles foram ficando de fora usando esse critério da temporalidade”, explicou o roteirista na entrevista.


O caso do atirador do Morumbi


Em 3 de novembro de 1999, Mateus da Costa Meira, então estudante de medicina, entrou em uma sala de cinema do Morumbi Shopping, em São Paulo, e abriu fogo contra o público com uma submetralhadora. Três pessoas morreram e outras quatro ficaram feridas.


O julgamento aconteceu cinco anos depois, em 2004. Meira foi condenado a 120 anos e seis meses de prisão pelo Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP). Três anos depois, a pena foi reduzida para 48 anos e nove meses.


O atirador cumpria pena no presídio de Tremembé, no interior paulista, mas foi transferido em fevereiro de 2009 para o presídio Lemos Brito, em Salvador, a pedido da família, que mora na Bahia. Ele deixou o presídio em setembro de 2024, após 25 anos de detenção.






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Mãe de menina do DF executada por chinês em SP: "Destruiu minha vida"

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Familiares de Kamila da Silva Lira, 16 anos, morta após ser atingida com ao menos nove tiros, em um apartamento no Bom Retiro, região central de São Paulo, aguardam o julgamento do acusado pelo crime, o chinês Zhenhua Wu, 34. Kamila morava no Distrito Federal antes de se mudar para a capital paulista e mantinha relacionamento afetivo com o réu há cerca de 1 ano à época do assassinato. O caso aconteceu em setembro de 2024.


Assista a entrevista da mãe de Kamila:



Zhenhua Wu aguarda o julgamento preso. Ele enfrentará júri popular no Tribunal de Justiça do Estado de São Paulo (TJSP) pelo crime de homicídio qualificado. A data está marcada para 19 de fevereiro de 2026.


Com o coração apertado e fragilizada pelo sentimento de impunidade, a mãe da vítima, Roberta da Silva Santos, 43, defende a imposição de pena máxima ao agressor.


“Justiça pela minha Kamila. Eu espero que ele não pague nem um dia a mais e nem um dia a menos da pena que for imposta. O que ele tem que ter na cabeça dele é que ele destruiu a minha família e a minha vida. Tirou o melhor pedaço de mim. Que a minha menina descanse com o Senhor”, desabafou Roberta.

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Crime aconteceu em São Paulo

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto
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Roberta da Silva Santos, mãe da jovem, fala sobre sua filha e sobre o julgamento do assassino

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Antes de se mudar para a capital paulista, Kamila residia com a família no Distrito Federal

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A adolescente Kamila da Silva Lira, 16 anos, foi morta a tiros por um comerciante Chinês

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Kamila tinha 16 anos

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Família quer pena máxima para o acusado

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O chinês Zhenhua Wu que matou Kamila vai a júri popular

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A mãe sofre pela perda da filha

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Roberta mora em Samambaia (DF) e irá para SP acompanhar o júri presencialmente

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Kamila foi brutalmente assassinada em um apartamento em SP

BRENO ESAKI/METRÓPOLES @BrenoEsakiFoto


Luto


Kamila morava na QNL, em Taguatinga Norte (DF), antes de ir para São Paulo e deixou a mãe e três irmãos: uma mais velha e dois mais novos.


Sem a presença dela, os familiares optaram por sair da antiga casa onde ela morou com eles, mas a lembrança da adolescente continua presente por todos os lados. O luto entre parentes é compartilhado. A empregada doméstica Renata da Silva Santos, 39, tia da vítima, também acompanha o caso de perto e cobra por justiça.


“Estamos ansiosas para que ele não fique impune. Que pague de verdade pelo que fez, com uma pena justa. Porque a minha sobrinha a gente não vai ter de volta, infelizmente. Ela não volta. Mas ele tem que pagar”, afirmou Renata.

Pela perspectiva da família, a morte violenta de Kamila chegou de forma abrupta. Não se sabe se a vítima tinha qualquer consciência do destino dela. Os familiares, por certo, não imaginavam.


No Distrito Federal, mesmo com a pouca idade, Kamila trabalhava em eventos e em uma empresa de buffet para ajudar na renda familiar.


Foi desta maneira, em um desses eventos, que a jovem conheceu o empresário chinês Zhenhua Wu, segundo conta a própria mãe.


“Kamila fez um evento em outubro de 2023 em uma festa de empresários e conheceu esse homem. Voltou para casa deslumbrada. Me contou que ele tinha ‘aberto um mundo de oportunidades’ e lhe ofereceu uma vida melhor na capital paulista. Eu fui contra e ela começou a se relacionar com ele escondido de mim. Após um tempo de insistência, ela me disse que iria para São Paulo com ou sem o meu consentimento”, contou a mãe.

Roberta diz que resolveu deixar a jovem ir conhecer a cidade, mas com a condição de que ela iria voltar. “Minha filha me apresentou alguns amigos que iriam com ela e eles viajaram de carro com outros familiares, em dezembro de 2023. Resolvi deixar ela ir para que ela não fugisse de casa. Nesta estada dela em SP foi que as coisas começaram a fugir do controle.”


Depois que a adolescente voltou para Brasília, a situação ficou completamente incontrolável, segundo a genitora. “Tudo de ruim dentro de casa começou a acontecer. Eu sentia uma energia pesada. Perdemos carro, as coisas quebravam em casa e não tínhamos nem comida para comer. Kamila me disse que iria fugir se eu não emancipasse ela”.


As duas chegaram a correr atrás da emancipação mas não conseguiram oficializar o registro. Desta maneira, Kamila convenceu a mãe de que iria para São Paulo para trabalhar como garçonete e babá, apesar das preocupações da mãe com a idade da menina e os perigos da grande cidade.


Em fevereiro do ano passado, a jovem se mudou para SP de vez. Roberta teve conhecimento que a jovem trabalhava em cassinos de luxo e estava ganhando muito dinheiro. Neste período, a jovem continuou a vir para Brasília em datas comemorativas para visitar a família. Ela também chegou a fazer uma cirurgia estética no nariz.


Com base nas conversas que tinha com a filha, Roberta sabia que a adolescente morava com outra jovem no bairro da Liberdade e descreveu o chinês companheiro de Kamila como agressivo e impaciente. Apesar de não residirem juntos, o chinês também tinha livre acesso ao condomínio que a adolescente morava. Ele não falava português e a tia da vítima conta que também observou que Kamila estava estudando mandarim para se comunicar melhor com o homem e tinha planos de viajar para a China.


Roberta soube da morte da filha em uma manhã de domingo, depois que um investigador de São Paulo, entrou em contato com ela. A notícia, no entanto, já circulava na mídia local de São Paulo desde a madrugada de sábado, 14 de setembro, data do crime.


Depois da morte, Roberta descobriu que Zhenhua Wu tem esposa e filhos que residem na China. Nas diversas vezes que a defesa do acusado impetrou pedidos de habeas corpus, o principal argumento usado foi o de que os familiares dependem financeiramente do réu.


Crime


O chinês foi preso em flagrante no dia do crime. Em seu depoimento, Wu alegou que atirou em legítima defesa. Ele disse que já havia se encontrado com a adolescente em outras ocasiões e que, naquela madrugada, ela teria tentado pegar uma arma para matá-lo, o que o levou a reagir e atirar nela.


A polícia também relatou que, ao atender a ocorrência, o suspeito estava sentado no chão, aparentando confusão mental e sem reação.


Saiba quem é o empresário chinês:


Zhenhua Wu empresário chinês
Zhenhua Wu

A vítima foi encontrada nua e baleada no chão, com a arma do crime próxima à sua cabeça e diversas cápsulas de munição espalhadas pelo local.


Zhenhua também responde por porte ilegal de arma de fogo. A arma do empresário, uma pistola de origem turca e sem registro, era de uso restrito.


A família acredita que o assassinato de Kamila pode estar ligado ao conhecimento que ela tinha sobre os negócios do chinês no Brasil.


O corpo da adolescente foi enterrado no Cemitério Campo da Esperança de Taguatinga, no dia 19 de setembro de 2024.


“A minha filha era extremamente carinhosa, presente e sonhadora. Estava sempre em contato comigo e queria muito viver uma vida melhor do que a que tínhamos. Era vaidosa e almejava grandes conquistas. Infelizmente, ela não soube enxergar o perigo que a cercou. Ela não vai voltar e ele precisa pagar pelo que fez. E que nenhuma outra vítima passe pelo mesmo”, lamentou a mãe.

A defesa do réu foi acionada pela reportagem, mas não havia se manifestado sobre o assunto até a publicação desta reportagem. O espaço permanece aberto para o posicionamento.






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