Reflexão e saudade: cemitérios do DF ficam lotados no Dia de Finados

 on  with No comments 
In  




Brasilienses de todas as regiões administrativas visitam os cemitérios do DF neste domingo (2/11) feriado de Dia de Finados, para prestar homenagens a pessoas queridas que já morreram.


Em meio a muita fé e saudades, amigos e familiares levam flores, velas e cuidam dos locais como mais uma forma de recordar com carinho das pessoas falecidas.


Tio e sobrinho, Juarez Batista, de 65 anos, e Jailson Pereira, 46, saíram cedo de Santa Maria rumo ao cemitério da Asa Sul, para visitar e realizar reparos no túmulo do pai e avó, respectivamente, que faleceu em 1970, o paraíbano Manoel Batista Sobrinho.


“A gente vem todos os anos. Cuidar da sepultura dele é uma forma de demonstrar o respeito, carinho e toda a saudade que sentimos. Algo sagrado para a nossa família. Eu nem conheci o meu avó e estou aqui todos os Dias de Finados para partilhar desse amor com ele”, disse o neto de Manoel.


Os cemitérios do DF abriram às 7h e a entrada de visitantes é permitida até as 18h. O encerramento das atividades ocorrerá às 19h. Velórios e sepultamentos ocorrerão normalmente.


O aposentado Emer Ferreira, 78, compareceu ao cemitério para homenagear o filho que morreu recém-nascido, em 1975, ao nascer com problemas cardíacos.


“Foi o primeiro filho. Planejamos muito o seu nascimento e o pior aconteceu. O perdemos ainda bebê. Depois tivemos mais três. Todos saudáveis e vivos até hoje. Venho todos os anos para conversar com ele e ascender a vela no Cruzeiro. Esse dia celebra muito respeito às santas almas. Que o pai maior proteja e guie a todos”, comentou o pai.


22 imagensEmer FerreiraJuarez Batista e Jailson PereiraFechar modal.1 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova2 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova3 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova4 de 22

Emer Ferreira

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova5 de 22

Juarez Batista e Jailson Pereira

Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova6 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova7 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova8 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova9 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova10 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova11 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova12 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova13 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova14 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova15 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova16 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova17 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova18 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova19 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova20 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova21 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova22 de 22Luis Nova/Especial Metrópoles @LuisGustavoNova

Personalidades


Nesta manhã, diversas pessoas também levaram orações, presentes e carinho para o túmulo de Ana Lídia Braga. A menina foi sequestrada e morta em 11 de setembro de 1973, na saída do colégio onde estudava, no Plano Piloto. A criança foi encontrada em uma cova rasa, no dia seguinte. O crime chocou o país, por conta da crueldade e impunidade do caso.


Os túmulos do ex-presidente e fundador de Brasília, Juscelino Kubitschek, e do ex-governador do Distrito Federal Joaquim Roriz também receberam visitas de cidadãos brasilienses neste Dia de Finados


A entrada de pedestres está liberada pelos portões principais de cada cemitério. As unidades administradas pela Campo da Esperança – Asa Sul, Brazlândia, Gama, Planaltina, Taguatinga e Sobradinho também contam com sinalização e fiscalização do trânsito.


Na Asa Sul, três portões estão abertos: o principal, o do Parque da Cidade e o do Setor Policial. A entrada de veículos será restrita: em Asa Sul, Taguatinga, Gama e Sobradinho, só tem acesso carros com autorização de vaga especial para idosos, pessoas com deficiência ou autistas. Em Planaltina e Brazlândia, não está permitido o acesso de veículos.


Transporte interno gratuito é oferecido nos quatro maiores cemitérios do DF (Asa Sul, Taguatinga, Gama e Sobradinho) com vans circulando em média a cada 15 minutos.


Localização de jazigos e atendimento


Atendentes estão disponíveis para ajudar os visitantes a localizar os jazigos, com terminais de consulta espalhados por todas as unidades. Também é possível pesquisar os locais por meio de QR codes nas entradas.


A segurança também está reforçada tanto dentro quanto fora dos cemitérios, com apoio da Polícia Militar, Corpo de Bombeiros e demais órgãos do GDF. Vendedores ambulantes não podem circular nas áreas internas. Representantes de diversas religiões estão presentes com programações próprias e a Arquidiocese de Brasília realizará missas durante todo o dia nos seis cemitérios da capital.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/reflexao-e-saudade-cemiterios-do-df-ficam-lotados-no-dia-de-finados/?fsp_sid=223030
Share:

Rotary Club de Brasília leva alegria e solidariedade ao CEF 2 da Estrutural

 on  with No comments 
In  




O Rotary Club de Brasília – O Pioneiro promoveu, na manhã do último sábado (1º/11), uma grande Festa das Crianças no CEF 2 da Estrutural, levando alegria, solidariedade e ações sociais para estudantes e famílias da comunidade.


A iniciativa reuniu dezenas de moradores, oferecendo atividades educativas, recreativas, atendimento médico e orientação jurídica.


A programação contou com contação de histórias com a educadora e escritora Nyedja Gennari, que encantou crianças e pais. Ao final, reforçou a importância do incentivo à leitura na infância. “Mais livros e menos telas. É assim que vamos construir um mundo melhor”, destacou a renomada contadora de histórias, que também é reconhecida pelos livros voltados para a educação infantil.


Além das atividades lúdicas, o evento ofereceu orientação jurídica sobre o Benefício de Prestação Continuada (BPC) para responsáveis que ainda não possuem acesso ao auxílio, e atendimento dermatológico, com dicas e cuidados essenciais para a saúde da pele.


Para coroar a festa, as crianças e adolescentes receberam brinquedos, doces e refrigerantes, além de divertirem com muitas brincadeiras, música e momentos de lazer. Entre os presentes, estavam bolas, bonecas, bolhas de sabão e bambolês, doações realizadas pelos rotarianos e parceiros.


Rotarianos reforçam missão humanitária


O presidente do Rotary Club de Brasília, José Fernando Vilela, destacou o compromisso da entidade com a solidariedade e o desenvolvimento humano. “Esse é o terceiro ano que realizamos ações como essa, oferecendo atenção, carinho e cuidado às crianças e adolescentes. Nosso propósito é servir e transformar realidades”, afirmou Vilela.


Escola celebra apoio e impacto social
A diretora do CEF 02 da Cidade Estrutural, Juliana Gomes de Assumpção, elogiou a iniciativa e ressaltou a importância do projeto para a comunidade escolar. “Essa ação representa dignidade, cidadania e esperança para nossas crianças. Muitas delas vivem em situação de vulnerabilidade e hoje tiveram um dia especial, com atividades, atenção e cuidado”, ressaltou a professora.


Apoio de parceiros


A ação contou com apoio das Organizações PaulOOctavio, que doaram doces, refrigerantes e patrocinaram brinquedos como cama elástica, e da BGR Som e Luz, responsável pela sonorização que animou o evento.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/rotary-club-de-brasilia-leva-alegria-e-solidariedade-ao-cef-2-da-estrutural/?fsp_sid=223018
Share:

Tremembé: conheça o polêmico livro censurado que aparece na série

 on  with No comments 
In  




O livro Diário de Tremembé – O Presídio dos Famosos, escrito pelo ex-prefeito e jornalista Acir Filló, ganhou atenção do público novamente após aparecer na nova série do Prime Video, baseada em casos reais de detentos que passaram, ou seguem, no local. Apesar do interesse do público, a obra continua proibida de circular por decisão do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJ-SP), que manteve a censura definida em primeira instância em 2019. A defesa do autor quer recorrer.


A obra relata experiências e interações de Filló enquanto esteve preso no Centro de Detenção Provisória III de Pinheiros, mas também durante a passagem pela P2 de Tremembé, unidade conhecida como o “presídio dos famosos”.



Leia também



Segundo o relator da ação, João Morenghi, a decisão não configura censura, mas visa proteger a imagem de outros detentos que aparecem no livro, todos sob responsabilidade do Estado. As informações são do G1.


O livro menciona encontros com detentos famosos, como Alexandre Nardoni, Cristian Cravinhos, Gil Rugai, Lindenberg Alves, Mizael Bispo de Souza e Guilherme Longo, cujas histórias repercutiram nacionalmente.

5 imagensMarina Ruy Barbosa como Suzane von Richthofen em TremembéMarina Ruy Barbosa, Leticia Rodrigues e Carol Garcia em TremembéTremembéCarol Garcia interpreta Elize Matsunaga em Tremembé. Inicialmente condenada a 16 anos e onze meses de prisão pelo assassinato de seu então marido, Marcos Matsunaga, em 2012, Elize teve sua pena reduziada a 16 anos e três mesesFechar modal.1 de 5

Marina Ruy Barbosa (Suzane von Richthofen), Letícia Rodrigues (Sandrão) e Carol Garcia (Elize Matsunaga) em Tremembé

Divulgação/Prime Vídeo2 de 5

Marina Ruy Barbosa como Suzane von Richthofen em Tremembé

Divulgação/Prime video3 de 5

Marina Ruy Barbosa, Leticia Rodrigues e Carol Garcia em Tremembé

Divulgação/Prime video4 de 5

Tremembé

Divulgação5 de 5

Carol Garcia interpreta Elize Matsunaga em Tremembé. Inicialmente condenada a 16 anos e onze meses de prisão pelo assassinato de seu então marido, Marcos Matsunaga, em 2012, Elize teve sua pena reduziada a 16 anos e três meses

Divulgação/Prime Video

Alguns desses encontros ocorreram no Departamento de Execuções Criminais (Decrim) em São José dos Campos, e o conteúdo gerou questionamentos sobre a forma como Filló atribuiu relatos a esses presos, levando a uma investigação interna.


A advogada do autor, Lygia Frazão, argumenta que a obra não fere direitos de terceiros e que a censura é desnecessária. Ela citou como exemplo que o Supremo Tribunal Federal (STF) liberou a publicação de um livro biográfico sobre Suzane Von Richtofen, que ficou presa em Tremembé após ser condenada pelo assassinato dos pais em 2002.


O que diz o livro


Embora a obra tenha sido censurada, a contracapa do produto entrega algumas das frases que foram escritas por Filló. Alguns dos trechos são retratados na série de forma indireta, como Nardoni garantindo que não matou a filha, Isabella, e o as revelações do médico Carlos Sussumu sobre o real estado de saúde de Roger Abdelmassih. “Os problemas de saúde e a prisão domiciliar de Roger Abdelmassih foram uma fraude”, teria dito o profissional.


Entre os relatos também está uma suposta revelação de Cristian Cravinhos. “Depois que o casal Richthofen foi atacado, a Suzane foi ao quarto deles e desferiu golpes”, teria contado o homem condenado, junto ao irmão Daniel, pela morte de Manfred e Marísia von Richthofen, pais de Suzane von Richthofen.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/tremembe-conheca-o-polemico-livro-censurado-que-aparece-na-serie/?fsp_sid=223001
Share:

Polícia caça faccionados do CV que mataram Bárbara na Linha Amarela

 on  with No comments 
In  




Forças de Segurança do Rio de Janeiro buscam pistas para localizar criminosos com a ajuda do Disque Denúncia. O serviço divulgou neste sábado (1º) um cartaz pedindo informações que possam levar à identificação dos responsáveis pela morte da bancária Bárbara Elisa Yabeta Borges, de 28 anos.


Bárbara foi atingida por um tiro na cabeça na noite de sexta-feira (31/10), enquanto voltava para casa em um carro por aplicativo, a caminho do bairro do Cachambi, na zona norte do Rio. A jovem havia saído da Ilha do Governador e seguia pela Linha Amarela quando o veículo foi surpreendido por um intenso tiroteio.



O crime ocorreu na altura da Rua Praia de Inhaúma, próximo ao Morro do Timbau, no Complexo da Maré. Segundo o motorista, ao ouvir disparos, ele percebeu que a passageira havia sido atingida no banco de trás. A bancária chegou a ser levada para o Hospital Geral de Bonsucesso, mas não resistiu aos ferimentos.


Tiroteio entre facções


A Polícia Militar informou que o confronto teria sido provocado por um tiroteio entre criminosos armados. Um fuzil foi apreendido no local, e o policiamento foi reforçado em toda a região. O caso está sendo investigado pela 21ª DP (Bonsucesso), que busca identificar os envolvidos no crime.


Ajude com informações


O Disque Denúncia reforça o pedido de colaboração da população. Qualquer pessoa que tenha informações sobre os autores dos disparos pode entrar em contato pelos canais abaixo. O anonimato é garantido.



  • Central de Atendimento: (021) 2253-1177 ou 0300-253-1177

  • WhatsApp Anônimo: (021) 2253-1177

  • Aplicativo: Disque Denúncia RJ






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/policia-caca-faccionados-do-cv-que-mataram-barbara-na-linha-amarela/?fsp_sid=222987
Share:

A Fazenda 17: Martina Sanzi se pronuncia após expulsão

 on  with No comments 
In  




Após ser expulsa de A Fazenda 17 na manhã desse sábado (1º/11), Martina Sanzi decidiu se manifestar sobre o episódio nas redes sociais. A ex-peoa afirmou que não teve a intenção de arremessar o copo que atingiu Tàmires Assis durante a confusão generalizada na festa Corrida Maluca.


Martina explicou que o copo teria escorregado de sua mão enquanto ela tentava apenas jogar o líquido na adversária. “Eu jamais tacaria um copo de vidro em quem quer que fosse Infelizmente, ele escapou da minha mão”, declarou.


A ex-participante também aproveitou para se desculpar com o grupo Pixote, que se apresentava no momento da briga e teve o show interrompido.



Leia também



“Não quis mirar em ninguém, muito menos colocar em risco, nossa, Deus o livre, qualquer pessoa da banda. Gostaria de pedir desculpa aqui, publicamente, a todos os integrantes da banda, ao Dodô. Fica aqui o meu pedido de desculpa, assim, mais sincero mesmo por ter acontecido essa fatalidade”, afirmou.


A confusão começou durante a apresentação do Pixote, quando Martina, Duda Wendling e Carol Lek iniciaram uma discussão no meio da pista de dança. Por conta do som alto, o motivo da briga não ficou claro nas imagens transmitidas.


5 imagensMartina.Martina em A Fazenda 17A Fazenda 17.Fechar modal.1 de 5

Briga generalizada em A Fazenda 17

Reprodução/Record2 de 5

Martina.

Reprodução/Record3 de 5

Martina em A Fazenda 17

Reprodução/Record4 de 55 de 5

A Fazenda 17.

Reprodução/Record

No palco, o vocalista Dodô chegou a tentar acalmar os ânimos: “Vamos falar de amor”, disse, enquanto interpretava Apenas Mais Uma de Amor, de Lulu Santos.


Com o aumento da tensão, o clima de festa deu lugar a uma verdadeira “guerra de bebidas”. Rayane teria jogado cerveja em Tàmires, Carol despejou água na namorada de Belo e Martina acabou jogando um balde com gelo e água em Duda. Em meio ao caos, Duda ainda teria cogitado usar esterco dos animais para se vingar, mas desistiu da ideia.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/a-fazenda-17-martina-sanzi-se-pronuncia-apos-expulsao/?fsp_sid=222970
Share:

Fátima Bernardes vai para o SBT? Entenda o caso

 on  with No comments 
In  




Fátima Bernardes esteve nos estúdios do SBT nesta quinta-feira (30/10) e a aparição inesperada na emissora movimentou as redes sociais. A jornalista, entretanto, não está de mudança para a rede televisiva.


Ela esteve no SBT para uma gravação especial do Programa Silvio Santos com Patrícia Abravanel. “Eu e o Túlio estivemos no Programa Silvio Santos com a querida Patrícia Abravanel. Rimos e nos divertimos muito. Adoramos participar!”, afirmou.


4 imagensA apresentadora Fátima BernardesFátima BernardesFátima BernardesFechar modal.1 de 4

A jornalista Fátima Bernardes

Reprodução2 de 4

A apresentadora Fátima Bernardes

Reprodução3 de 4

Fátima Bernardes

Instagram/Reprodução4 de 4

Fátima Bernardes

Instagram/Reprodução

Leia também



Fátima Bernardes esteve na emissora acompanhada do namorado para um bate-papo no quadro Jogo das 3 Pistas, falando sobre carreira, da vida a dois, e detalharam como se conheceram. O casal está junto há 7 anos e teve até beijo durante o programa.


Vale dizer que a jornalista está em um momento de transição na carreira. Após trocar a bancada do Jornal Nacional pelo entretenimento, ficando à frente do programa Encontro por quase 10 anos, ela está longe das telinhas e não tem previsão de estrear algo novo na TV aberta.


Atualmente, ela tem dedicado mais tempo às redes sociais e ao canal no YouTube, produzindo conteúdos como uma influenciadora.















Ver esta publicação no Instagram























Uma publicação partilhada por Fátima Bernardes (@fatimabernardes)








Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/fatima-bernardes-vai-para-o-sbt-entenda-o-caso/?fsp_sid=222939
Share:

Especialistas explicam por que CV e PCC não conseguem dominar o DF

 on  with No comments 
In  




A megaoperação realizada esta semana contra lideranças e integrantes do Comando Vermelho (CV) nos complexos do Alemão e da Penha, na Zona Norte do Rio de Janeiro, levanta a questão sobre até onde pode chegar o poder de uma organização criminosa.


Apesar da operação ter acontecido no Rio de Janeiro, as maiores facções crimonosas do país —  CV, e o Primeiro Comando da Capital (PCC) — , estão espalhadas no Brasil inteiro com seus faccionados, assim como no Distrito Federal. Entretanto, apesar do registro de atuação dos grupos na capital, o quadradinho segue fora da lista de territórios dominados pelas grandes facções do crime organizado.


De acordo com o estudo “Caracterização da atuação das facções prisionais-criminais na região Centro-Oeste” do Instituto de Pesquisa Econômica Aplicada (Ipea), “a forte estrutura estatal atuante na capital”  acabou por concentrar o sistema prisional e “apresentar eficiência na organização de um enfrentamento aos grupos criminais” que mais representavam problemas de segurança pública no Brasil, como o PCC.


“Não é possível apontar a relevância delas nas dinâmicas urbanas, na violência e nos mercados ilícitos. Sem têm tido êxito em se estruturar e, ao enfrentarem a ‘eficiência’ da polícia na proteção ao ‘quadradinho’, esses grupos acabaram ocupando posição lateral. “

Para o especialista em segurança pública Renato Araújo, o controle ocorre de várias formas, sejam elas diretas ou indiretas, a exemplo das políticas públicas de prevenção, que atuam na desarticulação de redes logísticas, em que a inteligência mapeia atores e fluxos financeiros, antes delas escalarem.


“Fatores estruturais e institucionais, como o ecossistema policial, com forte capacidade de resposta e inteligência; o sistema prisional relativamente centralizado; e o histórico de monitoramento e segmentação de presos, que tende a dificultar a governança faccional intramuros, reduzem a viabilidade do domínio territorial por facções”, completou.


Ele destaca que o fator do ecossistema policial, que se trata da integração operacional entre as corporações militares do DF – Polícia Civil (PCDF), Militar (PMDF) e Penal (PPDF) – é o que diferencia o trabalho de segurança e controle de facções no estado em comparação com os outros estados presentes na lista de territórios dominados.


Isso porque, segundo o especialista, a consolidação dos centros de inteligência com protocolos de compartilhamento de dados é uma tradição das operações em conjunto das corporações. Esta ação, inclusive, fez com que o governador Ibaneis Rocha colocasse a inteligência da PCDF à disposição do Rio de Janeiro, a fim de auxiliar no prosseguimento das investigações.


“A lição exportável está em quatro eixos: coordenação real entre forças; foco em lideranças e fluxos de dinheiro; resposta rápida a eventos críticos; e métricas públicas de desempenho com correção de rota contínua. Estados que replicam essa governança integrada, gestão prisional ativa e rastreamento patrimonial, como o DF, tendem a reduzir a margem de manobra faccional”, explicou.


O Metrópoles acionou a Secretaria de Segurança Pública do Distrito Federal (SSP-DF) e o secretario da pasta, Sandro Avelar, para saber mais informações a respeito das ações da secretaria, mas não obteve retorno. O espaço segue aberto para atualizações



Controle da crescente das organizações criminosas


Desde 2019, o DF passou a receber lideranças de detentos considerados de altíssima periculosidade e foram confinados na Penitenciária Federal de Brasília. O caso mais emblemático foi a prisão de Marcos Willians Herbas Camacho, o Marcola, identificado como líder máximo do PCC.


Este fator faz com que as ações das organizações se aproximam cada vez mais da capital devido à transferência de grandes nomes desses grupos. O também especialista em segurança pública, Nelson Gonçalves destaca que os elementos dos crimes acompanham o chefe das facções aonde quer que ele vá.


“Funcionam como interlocutores dos que estão de fora com os que estão dentro das prisões. Isso traz, obviamente, uma série de orientações da parte do comando dessas organizações para que haja determinadas ações, que podem incluir a aquisição e disponibilização de armas.”

Com o encaminhamento desses criminosos de renome às prisões do DF, a rivalidade entre as facções continua a ser alimentada, gerando disputas territoriais até mesmo dentro dos presídios, ocasionando um monitoramento constante no sistema carcerário e ações de controle do aumento de faccionados.


A ação da interceptação dos bilhetes, por exemplo, é um controle de monitoramento comum nos presídios, a fim de evitar o repasse de informações e ordens a serem cumpridas tanto dentro da prisão, quanto fora dela, assim como as disputas territoriais das facções rivais.


Um caso a ser relembrado que retrata essa ação foi uma carta escrita por um integrante do PCC dentro do Complexo Penitenciário da Papuda, que revelava um pedido de socorro e receio do grupo do Marcola de ser massacrado pelos integrantes do CDC.


Segundo o Núcleo de Controle e Fiscalização do Sistema Prisional (Nupri), há uma tentativa e avanço que vem sendo coibida pela pronta e efetiva atuação das forças de segurança. Como ação de controle, é realizada uma fiscalização constante do sistema penitenciário do DF, com “medidas preventivas, com foco na preservação da ordem e da segurança no ambiente prisional, como a administração da alocação dos internos.


Renato ressalta que as políticas administrativas de separação criteriosa de presos por perfil de risco, além de outras medidas como o bloqueio efetivo de comunicação ilícita e a inteligência penitenciária integrada à investigação constante, é o fator-chave do modelo de gestão penitenciária para evitar o fortalecimento das facções.


“Essa constância de pressão e precisão operacional é o que mantém o DF fora do mapa de dominação faccional”, destacou.

As facções no DF


Em 2024, o Metrópoles listou as principais facções que atuam na capital. Segundo o Departamento de Combate à Corrupção e ao Crime Organizado (Decor), a presença dos grupos na capital permanece a mesma.


O principal atuante na capital é o Comboio do Cão (CDC). Por alguns anos, o grupo criminoso, que se originou no Distrito Federal, atuou de maneira quase isolada dentro dos limites da capital da República. No entanto, as facções nacionais aumentaram sua teia de influência e chegaram a Brasília e seus arredores, e tentam a continuar a crescer.


Veja as facções listadas que têm algum tipo de vínculo com o DF:


1 de 7

Primeiro Comando da Capital (PCC)

Arte/Metrópoles
2 de 7

Comando Vermelho (CV)

Arte/Metrópoles
3 de 7

Terceiro Comando Puro (TCP)

Arte/Metrópoles
4 de 7

Comboio do Cão (CDC)

Arte/Metrópoles
5 de 7

Amigos do Estado (ADE)

Arte/Metrópoles
6 de 7

Família do Norte (FDN)

Arte/Metrópoles
7 de 7

Guardiões do Estado (GDE)

Arte/Metrópoles

Em um último dado fornecido pela Secretaria de Estado de Administração Penitenciária do Distrito Federal (Seape-DF), no primeiro semestre deste ano, integrantes do PCC, CV e CDC somam cerca de 480 detentos – 200 do PCC, 200 do CDC e 80 do CV – dos mais de 15 mil detentos das penitenciárias da capital.


O pesquisador do Grupo Candango de Criminologia da Universidade de Brasília (UnB), Wellinton Caixeta Maciel, explica que a tentativa da crescente dessas facções vem acontecendo em virtude que os focos dos grupos alteraram conforme a adaptabilidade deles.


“Há alguns anos, temos observado a adaptação da criminalidade às oportunidades que parecem mais propícias para expansão do domínio e fortalecimento das facções criminosas, infiltrando em setores de interesse do Estado”, destacou.

Segundo o Ipea, um dos fatores que influencia esse cenário se dá em razão da “segregação urbana das classes mais pobres” das regiões administrativas do DF comparado ao Plano Piloto, considerado uma “espécie de cinturão de segurança”, conforme o estudo.


“Essas facções tem relação com a precariedade da fiscalização e com a potencialidade da ampliação da ramificação do crime organizado e sua interiorização pelo país, o que acaba por gerar uma estrutura para lavagem de dinheiro e outros crimes, cooptação de membros e outros fatores”, ressaltou.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/especialistas-explicam-por-que-cv-e-pcc-nao-conseguem-dominar-o-df/?fsp_sid=222925
Share: