Por que sentimos fome depois de comer maçã e como evitar a sensação

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Incluir maçã na rotina é uma ótima opção para quem busca uma alimentação saudável. A fruta é rica em nutrientes e compostos bioativos poderosos que podem ajudar a prevenir doenças cardíacas e diabetes tipo 2, além de melhorar a saúde digestiva e cerebral. No entanto, algumas pessoas acabam sentindo um efeito indesejado após o consumo dela: fome.


Essa sensação ocorre por uma combinação de fatores, incluindo o horário do consumo e o que a pessoa comeu antes ou junto. Isso porque a maçã é rica em frutose, um tipo de carboidrato simples de rápida absorção.


Quando a fruta é ingerida sem nenhum acompanhamento, especialmente em jejum, rapidamente o açúcar entra na corrente sanguínea, levando a um pico de glicose. Ele cai em seguida, aumentando a sensação de fome.



Por que algumas maçãs dão mais fome que outras?


As diferentes composição de cada maçã provocam reações distintas no organismo. Quanto maior é o nível de frutose e menor é a acidez — como nas maçãs Fuji (mais crocante) e a gala (mais macia) —, mais rápido passa a sensação de saciedade, provocando fome.


Por outro lado, variedades mais ácidas da fruta, como a maçã verde, concentram mais ácido málico e menos açúcar, alterando a resposta do organismo e dando mais saciedade após o consumo.


“Alguns tipos de maçã possuem mais açúcar e menos fibras. Por exemplo, a Fuji tende a ser mais doce do que a verde, que é mais ácida. A quantidade de fibra e o índice glicêmico variam entre os tipos, influenciando na saciedade”, explica a nutricionista Raissa Bomfim, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.


maça
A maçã ajuda na melhora da saúde digestiva e auxilia no controle do colesterol

Apesar de não ser o fator principal, o ácido málico, composto responsável pelo sabor azedo, também está envolvido no processo. Ele estimula a produção de saliva e sucos gástricos, podendo aumentar o apetite em algumas pessoas.


Horário também influencia


O horário em que a fruta é ingerida também faz diferença. Em jejum ou consumida isoladamente, ela tende a aumentar a sensação de fome em pouco tempo. Porém, quando acompanhada por certos alimentos, o efeito é diferente.


“Comer maçã em refeições ou lanches que contenham proteínas e gorduras atenua esse efeito, mantendo a glicemia mais estável”, destaca o nutricionista Fernando Castro, que atua em Brasília.

Como consumir a fruta sem sentir fome


É possível aproveitar os benefícios da maçã sem sentir mais fome após o consumo. Basta associá-la com os alimentos corretos, como iogurte natural; assá-la com aveia e canela ou servi-la com granola, por exemplo. As combinações equilibram a entrada de nutrientes no organismo e ajudam a manter a energia por mais tempo, além de diminuir o efeito indesejável.


Segundo Raissa, apesar de causar fome em algumas pessoas, a maçã não pode ser vista como vilã na rotina alimentar e sim como aliada. O alimento ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas, como diabetes e problemas cardíacos, além de auxiliar na perda de peso indiretamente.


“A maçã é rica em fibras, especialmente pectina, que auxilia na digestão e pode ajudar a reduzir o colesterol. Ela também possui antioxidantes e compostos bioativos benéficos para a saúde digestiva e cardiovascular, como os polifenóis”, finaliza a profissional.

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Por que sentimos fome depois de comer maçã e como evitar a sensação

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Incluir maçã na rotina é uma ótima opção para quem busca uma alimentação saudável. A fruta é rica em nutrientes e compostos bioativos poderosos que podem ajudar a prevenir doenças cardíacas e diabetes tipo 2, além de melhorar a saúde digestiva e cerebral. No entanto, algumas pessoas acabam sentindo um efeito indesejado após o consumo dela: fome.


Essa sensação ocorre por uma combinação de fatores, incluindo o horário do consumo e o que a pessoa comeu antes ou junto. Isso porque a maçã é rica em frutose, um tipo de carboidrato simples de rápida absorção.


Quando a fruta é ingerida sem nenhum acompanhamento, especialmente em jejum, rapidamente o açúcar entra na corrente sanguínea, levando a um pico de glicose. Ele cai em seguida, aumentando a sensação de fome.



Por que algumas maçãs dão mais fome que outras?


As diferentes composição de cada maçã provocam reações distintas no organismo. Quanto maior é o nível de frutose e menor é a acidez — como nas maçãs Fuji (mais crocante) e a gala (mais macia) —, mais rápido passa a sensação de saciedade, provocando fome.


Por outro lado, variedades mais ácidas da fruta, como a maçã verde, concentram mais ácido málico e menos açúcar, alterando a resposta do organismo e dando mais saciedade após o consumo.


“Alguns tipos de maçã possuem mais açúcar e menos fibras. Por exemplo, a Fuji tende a ser mais doce do que a verde, que é mais ácida. A quantidade de fibra e o índice glicêmico variam entre os tipos, influenciando na saciedade”, explica a nutricionista Raissa Bomfim, do Hospital Santa Lúcia, em Brasília.


maça
A maçã ajuda na melhora da saúde digestiva e auxilia no controle do colesterol

Apesar de não ser o fator principal, o ácido málico, composto responsável pelo sabor azedo, também está envolvido no processo. Ele estimula a produção de saliva e sucos gástricos, podendo aumentar o apetite em algumas pessoas.


Horário também influencia


O horário em que a fruta é ingerida também faz diferença. Em jejum ou consumida isoladamente, ela tende a aumentar a sensação de fome em pouco tempo. Porém, quando acompanhada por certos alimentos, o efeito é diferente.


“Comer maçã em refeições ou lanches que contenham proteínas e gorduras atenua esse efeito, mantendo a glicemia mais estável”, destaca o nutricionista Fernando Castro, que atua em Brasília.

Como consumir a fruta sem sentir fome


É possível aproveitar os benefícios da maçã sem sentir mais fome após o consumo. Basta associá-la com os alimentos corretos, como iogurte natural; assá-la com aveia e canela ou servi-la com granola, por exemplo. As combinações equilibram a entrada de nutrientes no organismo e ajudam a manter a energia por mais tempo, além de diminuir o efeito indesejável.


Segundo Raissa, apesar de causar fome em algumas pessoas, a maçã não pode ser vista como vilã na rotina alimentar e sim como aliada. O alimento ajuda a reduzir o risco de doenças crônicas, como diabetes e problemas cardíacos, além de auxiliar na perda de peso indiretamente.


“A maçã é rica em fibras, especialmente pectina, que auxilia na digestão e pode ajudar a reduzir o colesterol. Ela também possui antioxidantes e compostos bioativos benéficos para a saúde digestiva e cardiovascular, como os polifenóis”, finaliza a profissional.

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“Microdosagem” com cogumelos aumentou casos de envenenamento nos EUA

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*O artigo foi escrito pelo professor de química de produtos naturais Joshua Kellogg, da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.


Imagine que você compra um saco de jujubas com o rótulo nootrópico – um termo usado para descrever substâncias que alegam melhorar a cognição e a função mental, ou “drogas inteligentes”. No entanto, poucas horas depois de consumi-las, seu coração começa a acelerar, você sente náuseas e vômitos. Em seguida, você começa a ter convulsões e uma crise epiléptica, o que resulta em uma ida ao hospital.


Você certamente não esperava ter uma reação tão grave a um produto comestível vendido sem receita médica, disponível online. O que aconteceu?


A chamada “microdosagem” de cogumelos tem crescido nos últimos anos, acompanhando uma mudança na política sobre drogas em algumas áreas dos EUA e o aumento no número de pesquisas sobre seus potenciais benefícios para o humor e a saúde mental.


A microdosagem envolve a ingestão de quantidades pequenas de cogumelos psicoativos – menos do que uma dose “normal”, insuficiente para induzir uma “viagem” ou experiência psicodélica – para melhorar o humor, a criatividade, a concentração ou a produtividade.



Cogumelos psicodélicos são ilegais a nível federal nos EUA, classificados como substância de Categoria 1 pela Food and Drug Administration (FDA), embora alguns estados e municipalidades americanos tenham iniciado o processo de descriminalização da posse desses cogumelos.


Essa maior aceitação dos cogumelos e psicodélicos abriu um crescente mercado de produtos comestíveis contendo espécies de cogumelos não alucinógenos que estão nas prateleiras de supermercados, lojas de vaporizadores e até mesmo postos de gasolina, com alegações de que esses produtos melhoram a função mental.


Para atender à demanda, os fabricantes também estão recorrendo a outros tipos de cogumelos — incluindo tanto psicoativos quanto não psicodélicos. Mas alguns deles são potencialmente mais tóxicos, e muitas vezes faltam informações importantes para que os consumidores tomem decisões informadas sobre quais produtos consumir.


Sou um pesquisador de produtos naturais da Universidade Estadual da Pensilvânia, onde meu laboratório se especializa em compreender as moléculas encontradas em plantas, cogumelos e outros recursos naturais e como elas podem beneficiar ou prejudicar a saúde humana. Nossa equipe pesquisa ativamente essas pequenas moléculas para descobrir como elas podem tratar doenças infecciosas e crônicas, mas também as monitora para detectar efeitos tóxicos ou adversos à saúde humana.


Embora os produtos nootrópicos tenham potencial para melhorar a saúde, pode haver pouca transparência em torno de muitos produtos comerciais à base de cogumelos, o que pode ter consequências perigosas.


Química e toxicologia dos cogumelos psicoativos


Os principais componentes psicoativos dos cogumelos “mágicos” tradicionais, encontrados no gênero Psilocybe, são a psilocibina e a psilocina. Essas duas pequenas moléculas são alcaloides que ativam receptores no cérebro para desencadear os principais efeitos psicoativos dos cogumelos mágicos.


Tanto a psilocibina quanto a psilocina têm um alto índice terapêutico – o que significa que geralmente não são tóxicas para os seres humanos, pois a quantidade que deve ser ingerida para ser fatal ou perigosa é mais de 500 vezes a dose na qual se mostrou ser terapeuticamente eficaz.


Portanto, os cogumelos que contêm psilocibina são geralmente considerados como tendo um baixo potencial de toxicidade aguda em humanos, a ponto de se acreditar que é quase impossível atingir uma dose tóxica pelo consumo oral.


Demanda gera diversificação de cogumelos


Com o crescimento da popularidade dos cogumelos psicodélicos, empresas têm procurado maneiras de atender à demanda dos consumidores. E, em alguns casos, isso significou encontrar cogumelos que não contêm psilocibina e, portanto, não são restringidos pela FDA.


O resultado foi um aumento na oferta de produtos que não envolvem complicações legais, o que significa que existem produtos que podem conter outros tipos de cogumelos, incluindo juba de leão, chaga, reishi, maitake e um gênero de cogumelos chamado Amanita, que pode ser alucinógeno.


Os Amanita são cogumelos venenosos com manchas brancas e “chapéu” vermelho por excelência — a imagem estereotipada de um cogumelo. Esses fungos contêm compostos muito diferentes em comparação com os cogumelos Psilocybe, como muscarina e ácido ibotênico. Esses compostos funcionam de maneira diferente no cérebro e, embora também sejam capazes de produzir experiências psicodélicas, são geralmente considerados mais tóxicos.


Produtos nootrópicos e outros produtos à base de cogumelos são frequentemente encontrados como comestíveis, incluindo chocolates e jujubas. No entanto, há pouca fiscalização em relação à rotulagem dos ingredientes desses suplementos alimentares; os produtos que têm uma mistura patenteada de ingredientes geralmente não precisam informar os ingredientes individuais ao nível da espécie.


Isso protege os segredos comerciais relativos a misturas exclusivas de ingredientes, mas também pode obscurecer a composição real de alguns produtos nootrópicos comestíveis e de microdosagem. E isso pode ter consequências perigosas.


Aumento nos casos de efeitos adversos


A explosão na oferta de produtos nootrópicos à base de cogumelos levou ao surgimento de uma grande variedade de produtos no mercado que podem conter quantidades de cogumelos muito diferentes, muitas vezes com misturas de várias espécies. E, com poucas diretrizes de rotulação em vigor, pode ser difícil saber exatamente o que você está tomando.


Um estudo de caso no estado americano da Virgínia envolveu cinco pessoas que foram hospitalizadas após ingerirem jujubas de diferentes marcas nootrópicas rotuladas como contendo muscarina, muscimol e ácido ibotênico, todos compostos encontrados nos cogumelos Amanita.


Uma análise de acompanhamento de marcas de jujubas disponíveis localmente que continham ingredientes “nootrópicos de cogumelos” revelou a presença de psilocibina, mas também de cafeína, do estimulante efedrina e de mitraginina, um analgésico potente encontrado em produtos vegetais do sudeste asiático, como o kratom.


Nenhum desses ingredientes estava listado no rótulo do produto. Portanto, o coquetel de cogumelos e substâncias a que essas pessoas foram expostas não estava necessariamente refletido no rótulo no momento da compra.


O aumento do uso de outros cogumelos potencialmente tóxicos em produtos vendidos sem receita médica tem se refletido nos casos de envenenamento relatados nos Estados Unidos. Em 2016, dos mais de 6,4 mil casos de intoxicação relacionados a cogumelos nos EUA, apenas 45 foram causados por cogumelos do gênero Amanita.


Nos últimos anos, desde que certos estados começaram a descriminalizar a psilocibina, os EUA viram um aumento nas chamadas e denúncias aos centros de controle de intoxicações de pessoas sentindo náuseas e apresentando vômitos, convulsões, sintomas cardiovasculares e outros efeitos adversos após ingerir produtos comestíveis à base de cogumelos, como chocolates e jujubas.


Isso levou a uma investigação em vários estados iniciada em 2023, que revelou mais de 180 casos em 34 estados de pessoas que haviam ingerido uma marca específica de produtos comestíveis à base de cogumelos, a Diamond Shruumz.


Um recall em 2024 exigiu que as lojas removessem esses produtos de suas prateleiras. E, no final de 2024, a FDA divulgou um alerta para consumidores e fabricantes sobre os perigos associados aos cogumelos Amanita, afirmando que eles “não atendem ao padrão de Geralmente Reconhecido como Seguro (GRAS, na sigla em inglês), e que os cogumelos Amanita são aditivos alimentares não aprovados”. Apesar desse alerta, tais produtos ainda estão disponíveis.


Mesmo quando um produto é rotulado com os ingredientes relevantes, os cogumelos são notoriamente fáceis de serem erroneamente identificados quando coletados. Inúmeras espécies de cogumelos têm formas, cores e hábitos semelhantes.


Mas, apesar de suas semelhanças visuais, esses diferentes cogumelos podem ter composições químicas e toxicidades drasticamente diferentes. Isso afeta até mesmo os coletores de cogumelos comestíveis, com centenas de visitas a prontos-socorros devido à identificação incorreta de fungos todos os anos nos Estados Unidos.


Atualmente, há pouca regulamentação ou supervisão para a identificação das espécies presentes em suplementos alimentares ou produtos comestíveis à base de cogumelos vendidos sem receita médica, deixando os consumidores à mercê dos produtores em listarem com precisão todos os materiais e ingredientes crus nos rótulos.The Conversation


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“Microdosagem” com cogumelos aumentou casos de envenenamento nos EUA

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*O artigo foi escrito pelo professor de química de produtos naturais Joshua Kellogg, da Universidade Penn State, nos Estados Unidos, e publicado na plataforma The Conversation Brasil.


Imagine que você compra um saco de jujubas com o rótulo nootrópico – um termo usado para descrever substâncias que alegam melhorar a cognição e a função mental, ou “drogas inteligentes”. No entanto, poucas horas depois de consumi-las, seu coração começa a acelerar, você sente náuseas e vômitos. Em seguida, você começa a ter convulsões e uma crise epiléptica, o que resulta em uma ida ao hospital.


Você certamente não esperava ter uma reação tão grave a um produto comestível vendido sem receita médica, disponível online. O que aconteceu?


A chamada “microdosagem” de cogumelos tem crescido nos últimos anos, acompanhando uma mudança na política sobre drogas em algumas áreas dos EUA e o aumento no número de pesquisas sobre seus potenciais benefícios para o humor e a saúde mental.


A microdosagem envolve a ingestão de quantidades pequenas de cogumelos psicoativos – menos do que uma dose “normal”, insuficiente para induzir uma “viagem” ou experiência psicodélica – para melhorar o humor, a criatividade, a concentração ou a produtividade.



Cogumelos psicodélicos são ilegais a nível federal nos EUA, classificados como substância de Categoria 1 pela Food and Drug Administration (FDA), embora alguns estados e municipalidades americanos tenham iniciado o processo de descriminalização da posse desses cogumelos.


Essa maior aceitação dos cogumelos e psicodélicos abriu um crescente mercado de produtos comestíveis contendo espécies de cogumelos não alucinógenos que estão nas prateleiras de supermercados, lojas de vaporizadores e até mesmo postos de gasolina, com alegações de que esses produtos melhoram a função mental.


Para atender à demanda, os fabricantes também estão recorrendo a outros tipos de cogumelos — incluindo tanto psicoativos quanto não psicodélicos. Mas alguns deles são potencialmente mais tóxicos, e muitas vezes faltam informações importantes para que os consumidores tomem decisões informadas sobre quais produtos consumir.


Sou um pesquisador de produtos naturais da Universidade Estadual da Pensilvânia, onde meu laboratório se especializa em compreender as moléculas encontradas em plantas, cogumelos e outros recursos naturais e como elas podem beneficiar ou prejudicar a saúde humana. Nossa equipe pesquisa ativamente essas pequenas moléculas para descobrir como elas podem tratar doenças infecciosas e crônicas, mas também as monitora para detectar efeitos tóxicos ou adversos à saúde humana.


Embora os produtos nootrópicos tenham potencial para melhorar a saúde, pode haver pouca transparência em torno de muitos produtos comerciais à base de cogumelos, o que pode ter consequências perigosas.


Química e toxicologia dos cogumelos psicoativos


Os principais componentes psicoativos dos cogumelos “mágicos” tradicionais, encontrados no gênero Psilocybe, são a psilocibina e a psilocina. Essas duas pequenas moléculas são alcaloides que ativam receptores no cérebro para desencadear os principais efeitos psicoativos dos cogumelos mágicos.


Tanto a psilocibina quanto a psilocina têm um alto índice terapêutico – o que significa que geralmente não são tóxicas para os seres humanos, pois a quantidade que deve ser ingerida para ser fatal ou perigosa é mais de 500 vezes a dose na qual se mostrou ser terapeuticamente eficaz.


Portanto, os cogumelos que contêm psilocibina são geralmente considerados como tendo um baixo potencial de toxicidade aguda em humanos, a ponto de se acreditar que é quase impossível atingir uma dose tóxica pelo consumo oral.


Demanda gera diversificação de cogumelos


Com o crescimento da popularidade dos cogumelos psicodélicos, empresas têm procurado maneiras de atender à demanda dos consumidores. E, em alguns casos, isso significou encontrar cogumelos que não contêm psilocibina e, portanto, não são restringidos pela FDA.


O resultado foi um aumento na oferta de produtos que não envolvem complicações legais, o que significa que existem produtos que podem conter outros tipos de cogumelos, incluindo juba de leão, chaga, reishi, maitake e um gênero de cogumelos chamado Amanita, que pode ser alucinógeno.


Os Amanita são cogumelos venenosos com manchas brancas e “chapéu” vermelho por excelência — a imagem estereotipada de um cogumelo. Esses fungos contêm compostos muito diferentes em comparação com os cogumelos Psilocybe, como muscarina e ácido ibotênico. Esses compostos funcionam de maneira diferente no cérebro e, embora também sejam capazes de produzir experiências psicodélicas, são geralmente considerados mais tóxicos.


Produtos nootrópicos e outros produtos à base de cogumelos são frequentemente encontrados como comestíveis, incluindo chocolates e jujubas. No entanto, há pouca fiscalização em relação à rotulagem dos ingredientes desses suplementos alimentares; os produtos que têm uma mistura patenteada de ingredientes geralmente não precisam informar os ingredientes individuais ao nível da espécie.


Isso protege os segredos comerciais relativos a misturas exclusivas de ingredientes, mas também pode obscurecer a composição real de alguns produtos nootrópicos comestíveis e de microdosagem. E isso pode ter consequências perigosas.


Aumento nos casos de efeitos adversos


A explosão na oferta de produtos nootrópicos à base de cogumelos levou ao surgimento de uma grande variedade de produtos no mercado que podem conter quantidades de cogumelos muito diferentes, muitas vezes com misturas de várias espécies. E, com poucas diretrizes de rotulação em vigor, pode ser difícil saber exatamente o que você está tomando.


Um estudo de caso no estado americano da Virgínia envolveu cinco pessoas que foram hospitalizadas após ingerirem jujubas de diferentes marcas nootrópicas rotuladas como contendo muscarina, muscimol e ácido ibotênico, todos compostos encontrados nos cogumelos Amanita.


Uma análise de acompanhamento de marcas de jujubas disponíveis localmente que continham ingredientes “nootrópicos de cogumelos” revelou a presença de psilocibina, mas também de cafeína, do estimulante efedrina e de mitraginina, um analgésico potente encontrado em produtos vegetais do sudeste asiático, como o kratom.


Nenhum desses ingredientes estava listado no rótulo do produto. Portanto, o coquetel de cogumelos e substâncias a que essas pessoas foram expostas não estava necessariamente refletido no rótulo no momento da compra.


O aumento do uso de outros cogumelos potencialmente tóxicos em produtos vendidos sem receita médica tem se refletido nos casos de envenenamento relatados nos Estados Unidos. Em 2016, dos mais de 6,4 mil casos de intoxicação relacionados a cogumelos nos EUA, apenas 45 foram causados por cogumelos do gênero Amanita.


Nos últimos anos, desde que certos estados começaram a descriminalizar a psilocibina, os EUA viram um aumento nas chamadas e denúncias aos centros de controle de intoxicações de pessoas sentindo náuseas e apresentando vômitos, convulsões, sintomas cardiovasculares e outros efeitos adversos após ingerir produtos comestíveis à base de cogumelos, como chocolates e jujubas.


Isso levou a uma investigação em vários estados iniciada em 2023, que revelou mais de 180 casos em 34 estados de pessoas que haviam ingerido uma marca específica de produtos comestíveis à base de cogumelos, a Diamond Shruumz.


Um recall em 2024 exigiu que as lojas removessem esses produtos de suas prateleiras. E, no final de 2024, a FDA divulgou um alerta para consumidores e fabricantes sobre os perigos associados aos cogumelos Amanita, afirmando que eles “não atendem ao padrão de Geralmente Reconhecido como Seguro (GRAS, na sigla em inglês), e que os cogumelos Amanita são aditivos alimentares não aprovados”. Apesar desse alerta, tais produtos ainda estão disponíveis.


Mesmo quando um produto é rotulado com os ingredientes relevantes, os cogumelos são notoriamente fáceis de serem erroneamente identificados quando coletados. Inúmeras espécies de cogumelos têm formas, cores e hábitos semelhantes.


Mas, apesar de suas semelhanças visuais, esses diferentes cogumelos podem ter composições químicas e toxicidades drasticamente diferentes. Isso afeta até mesmo os coletores de cogumelos comestíveis, com centenas de visitas a prontos-socorros devido à identificação incorreta de fungos todos os anos nos Estados Unidos.


Atualmente, há pouca regulamentação ou supervisão para a identificação das espécies presentes em suplementos alimentares ou produtos comestíveis à base de cogumelos vendidos sem receita médica, deixando os consumidores à mercê dos produtores em listarem com precisão todos os materiais e ingredientes crus nos rótulos.The Conversation


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“Protocolo superbebê”: saiba os riscos da suplementação sem evidência

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Nos últimos meses, conteúdos sobre o chamado “protocolo superbebê” começaram a circular nas redes sociais. A proposta sugere que a administração de um coquetel de vitaminas, minerais e aminoácidos na gravidez pode potencializar o desenvolvimento fetal, supostamente aumentando o QI do bebê, fortalecendo sua imunidade e até garantindo um melhor desempenho físico ao longo da vida.


Contudo, além de não haver respaldo em evidências científicas, a prática traz riscos para a saúde materna e fetal. “Não há comprovação científica de que a suplementação indiscriminada durante a gestação aumente o QI do bebê ou melhore seu desempenho imunológico ou físico”, afirma o ginecologista e obstetra Rômulo Negrini, coordenador médico materno-infantil do Einstein Hospital Israelita. “É uma proposta sem base em estudos sérios, com riscos que superam em muito qualquer benefício hipotético”.



Segundo relatos nas redes sociais, o protocolo envolve a aplicação de complexos vitamínicos e aminoácidos (muitas vezes por via injetável) em gestantes saudáveis, sem indicação clínica. Acontece que a gravidez é um período delicado, em que cada decisão pode ter impacto direto na formação do bebê. Por isso, qualquer intervenção deve seguir critérios técnicos e embasados em consensos científicos.


“A administração de suplementos sem necessidade na gestante, especialmente por via injetável, pode causar náuseas, intoxicação, reações alérgicas severas , além de trombose, arritmias cardíacas e infecções locais”, explica Negrini. No feto podem ocorrer malformações, especialmente no sistema nervoso central, devido à interferência no desenvolvimento embrionário, que é altamente sensível durante o primeiro trimestre.


Entidades médicas como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) emitiram notas afirmando que tais práticas não têm respaldo em evidências científicas e podem representar riscos sérios à saúde da mãe e do bebê.


Em maio, o Ministério da Saúde se manifestou nas redes sociais chamando a atenção para os riscos envolvidos no protocolo. A prática também fere princípios fundamentais da medicina. “Não é ciência, é desinformação”, afirma a pasta na postagem.


A disseminação dessa prática também levanta preocupações do ponto de vista ético. A prescrição de substâncias sem indicação clínica clara pode ser enquadrada como charlatanismo, segundo o Código de Ética Médica.


“O médico não pode divulgar procedimentos e/ou medicamentos de forma sensacionalista e induzir pacientes à garantia de resultados”, afirma o Cremesp em posicionamento publicado no último dia 13 de maio no Instagram.


Negrini concorda. “É preocupante que uma mulher grávida aceite receber medicamentos sem saber exatamente o que está tomando. Isso, por si só, já acende um alerta. A gestação exige responsabilidade redobrada. É perigoso”.


Grávida precisa de suplemento?


De fato, o pré-natal prevê o uso de vitaminas e minerais em determinadas fases da gravidez. Mas essa indicação deve ser individualizada. “A necessidade deve ser avaliada caso a caso. Há indicações bem estabelecidas, como o uso de ácido fólico para prevenir defeitos do tubo neural, especialmente nas primeiras semanas de gestação, e de ferro para combater a anemia gestacional”, explica o médico do Einstein.


Em alguns poucos casos, há necessidade de suplementação injetável, mas são exceções. “A suplementação, sempre que possível, deve ser feita por via oral e sob prescrição médica. O uso indiscriminado de substâncias parenterais, ou seja, aplicadas diretamente na corrente sanguínea, não é seguro nem recomendado”, enfatiza Romulo Negrini.


Para o especialista, num cenário em que a desinformação ganha força nas redes sociais, é fundamental reforçar o papel da medicina baseada em evidência. “A gestante deve ser acolhida, ouvida e orientada de forma responsável. Um pré-natal bem conduzido é aquele que respeita a individualidade da mulher, acompanha o desenvolvimento do bebê com critérios técnicos e oferece segurança em todas as decisões. Aventuras terapêuticas podem custar muito caro”, avisa o ginecologista e obstetra.


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https://jornalismodigitaldf.com.br/protocolo-superbebe-saiba-os-riscos-da-suplementacao-sem-evidencia/?fsp_sid=178815
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“Protocolo superbebê”: saiba os riscos da suplementação sem evidência

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Nos últimos meses, conteúdos sobre o chamado “protocolo superbebê” começaram a circular nas redes sociais. A proposta sugere que a administração de um coquetel de vitaminas, minerais e aminoácidos na gravidez pode potencializar o desenvolvimento fetal, supostamente aumentando o QI do bebê, fortalecendo sua imunidade e até garantindo um melhor desempenho físico ao longo da vida.


Contudo, além de não haver respaldo em evidências científicas, a prática traz riscos para a saúde materna e fetal. “Não há comprovação científica de que a suplementação indiscriminada durante a gestação aumente o QI do bebê ou melhore seu desempenho imunológico ou físico”, afirma o ginecologista e obstetra Rômulo Negrini, coordenador médico materno-infantil do Einstein Hospital Israelita. “É uma proposta sem base em estudos sérios, com riscos que superam em muito qualquer benefício hipotético”.



Segundo relatos nas redes sociais, o protocolo envolve a aplicação de complexos vitamínicos e aminoácidos (muitas vezes por via injetável) em gestantes saudáveis, sem indicação clínica. Acontece que a gravidez é um período delicado, em que cada decisão pode ter impacto direto na formação do bebê. Por isso, qualquer intervenção deve seguir critérios técnicos e embasados em consensos científicos.


“A administração de suplementos sem necessidade na gestante, especialmente por via injetável, pode causar náuseas, intoxicação, reações alérgicas severas , além de trombose, arritmias cardíacas e infecções locais”, explica Negrini. No feto podem ocorrer malformações, especialmente no sistema nervoso central, devido à interferência no desenvolvimento embrionário, que é altamente sensível durante o primeiro trimestre.


Entidades médicas como a Federação Brasileira das Associações de Ginecologia e Obstetrícia (Febrasgo) e o Conselho Regional de Medicina de São Paulo (Cremesp) emitiram notas afirmando que tais práticas não têm respaldo em evidências científicas e podem representar riscos sérios à saúde da mãe e do bebê.


Em maio, o Ministério da Saúde se manifestou nas redes sociais chamando a atenção para os riscos envolvidos no protocolo. A prática também fere princípios fundamentais da medicina. “Não é ciência, é desinformação”, afirma a pasta na postagem.


A disseminação dessa prática também levanta preocupações do ponto de vista ético. A prescrição de substâncias sem indicação clínica clara pode ser enquadrada como charlatanismo, segundo o Código de Ética Médica.


“O médico não pode divulgar procedimentos e/ou medicamentos de forma sensacionalista e induzir pacientes à garantia de resultados”, afirma o Cremesp em posicionamento publicado no último dia 13 de maio no Instagram.


Negrini concorda. “É preocupante que uma mulher grávida aceite receber medicamentos sem saber exatamente o que está tomando. Isso, por si só, já acende um alerta. A gestação exige responsabilidade redobrada. É perigoso”.


Grávida precisa de suplemento?


De fato, o pré-natal prevê o uso de vitaminas e minerais em determinadas fases da gravidez. Mas essa indicação deve ser individualizada. “A necessidade deve ser avaliada caso a caso. Há indicações bem estabelecidas, como o uso de ácido fólico para prevenir defeitos do tubo neural, especialmente nas primeiras semanas de gestação, e de ferro para combater a anemia gestacional”, explica o médico do Einstein.


Em alguns poucos casos, há necessidade de suplementação injetável, mas são exceções. “A suplementação, sempre que possível, deve ser feita por via oral e sob prescrição médica. O uso indiscriminado de substâncias parenterais, ou seja, aplicadas diretamente na corrente sanguínea, não é seguro nem recomendado”, enfatiza Romulo Negrini.


Para o especialista, num cenário em que a desinformação ganha força nas redes sociais, é fundamental reforçar o papel da medicina baseada em evidência. “A gestante deve ser acolhida, ouvida e orientada de forma responsável. Um pré-natal bem conduzido é aquele que respeita a individualidade da mulher, acompanha o desenvolvimento do bebê com critérios técnicos e oferece segurança em todas as decisões. Aventuras terapêuticas podem custar muito caro”, avisa o ginecologista e obstetra.


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SEEDF promove 2ª Jornada de Línguas Estrangeiras – Secretaria de Estado de Educação

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Professores de línguas, estudantes e representantes de embaixadas participaram do evento| Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.



Intercâmbio cultural, valorização da diversidade e aprimoramento do ensino de idiomas marcaram a 2ª Jornada de Línguas Estrangeiras da rede pública, realizada nesta quarta-feira (20), na Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape). A iniciativa da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), promovida por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), tem como objetivo a capacitação de professores dos Centros Interescolares de Línguas (CILs) e demais educadores da rede sobre as temáticas apresentadas.


 


Com o tema Ensino e aprendizagem de línguas para a inclusão e a diversidade, o encontro contou com mesas-redondas, oficinas e a participação de representantes de embaixadas parceiras,  Alemanha, Espanha, Argentina, França, Japão, Mali e Congo. A programação permitiu ao público conhecer mais sobre a língua, cultura e tradições dos países, fortalecendo a compreensão sobre diversidade e internacionalização.


 


Participaram da cerimônia a diretora de Educação Inclusiva da SEEDF, Dulce Alvin;  a diretora de Educação em Tempo Integral da Subin, Érica Martins; a representante da Assessoria de Relações Internacionais do Distrito Federal, Maria Luiza Lourenço e convidados. Para Dulce Alvin, a jornada representa a ampliação do acesso aos CILs para todos, em especial pessoas com deficiência e imigrantes. “Temos uma sociedade muito diversificada, e esses sujeitos devem estar presentes em todos os espaços educacionais. A inclusão não é apenas um direito, mas uma responsabilidade nossa como gestores e educadores”.


 


Já a diretora de Educação em Tempo Integral da Subin, Érica Martins, lembrou que a inclusão envolve também diversidade de gênero, raça e integração de imigrantes. “É fundamental que o CIL seja um espaço de acolhimento, onde estudantes com deficiência e imigrantes possam aprender línguas e sentir-se parte da sociedade”, completou.


Programação

 


 


A professora Valesca Porto enfatizou o letramento em questões de inclusão e diversidade no ensino de línguas | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.


 


Durante a programação, os professores de línguas participaram de oficinas sobre diversidade cultural, inclusão, preconceito de classe, gênero, identidade e letramento crítico. A docente de francês da rede pública, Valesca Porto, especialista em ensino de línguas, ministrou uma atividade voltada para gênero e identidade. “Compreender essas questões é fundamental para que o professor transforme a sala de aula em um espaço de inclusão, reflexão e respeito à diversidade”, disse.


 


A venezuelana Diana Ysabel Mundaraín, aluna do CIL Guará na modalidade Português como Língua de Acolhimento (PLAC), participou da mesa-redonda e falou sobre o apoio emocional recebido no aprendizado do português.Esta escola é fundamental. Nós, imigrantes forçados, chegamos aqui trazendo um pedaço do mundo antigo e também as dores. E, ao interagir no CIL, compartilhamos histórias, perspectivas e visões que expandem os horizontes de todos, principalmente ao ter contato com outros imigrantes de diferentes países”, relatou.


 


O também venezuelano Marcos Aldemar, do CIL Guará, contou que está no Brasil há nove anos e já morou em Manaus e Roraima, onde aprendeu português, principalmente pela gramática. Segundo ele, o CIL oferece aprendizado próximo da vivência social, promovendo a inserção real dos imigrantes. “Essa nova experiência com a Escola de Línguas no Guará foi totalmente incrível. É muito estimulante estar com colegas de outras nacionalidades, como africanos e colombianos. Nós experimentamos a música, a culinária do Brasil e também de outros países”, acrescentou.


 


A representante da Assessoria de Relações Internacionais do Distrito Federal, Maria Luiza Lourenço, ressaltou a parceria com a SEEDF e destacou Brasília como capital plural, sede de cerca de 140 embaixadas e referência em acolhimento de imigrantes e refugiados. “Nosso papel é aproximar as embaixadas do GDF e das escolas, fortalecendo a troca cultural e o intercâmbio de conhecimentos. Além disso, a rede de apoio existente no Distrito Federal facilita a inserção de refugiados e imigrantes, oportunizando a integração e a construção de uma nova vida”, afirmou.


 







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https://jornalismodigitaldf.com.br/seedf-promove-2a-jornada-de-linguas-estrangeiras-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=178794
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SEEDF promove 2ª Jornada de Línguas Estrangeiras – Secretaria de Estado de Educação

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Professores de línguas, estudantes e representantes de embaixadas participaram do evento| Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.



Intercâmbio cultural, valorização da diversidade e aprimoramento do ensino de idiomas marcaram a 2ª Jornada de Línguas Estrangeiras da rede pública, realizada nesta quarta-feira (20), na Unidade-Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape). A iniciativa da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), promovida por meio da Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin), tem como objetivo a capacitação de professores dos Centros Interescolares de Línguas (CILs) e demais educadores da rede sobre as temáticas apresentadas.


 


Com o tema Ensino e aprendizagem de línguas para a inclusão e a diversidade, o encontro contou com mesas-redondas, oficinas e a participação de representantes de embaixadas parceiras,  Alemanha, Espanha, Argentina, França, Japão, Mali e Congo. A programação permitiu ao público conhecer mais sobre a língua, cultura e tradições dos países, fortalecendo a compreensão sobre diversidade e internacionalização.


 


Participaram da cerimônia a diretora de Educação Inclusiva da SEEDF, Dulce Alvin;  a diretora de Educação em Tempo Integral da Subin, Érica Martins; a representante da Assessoria de Relações Internacionais do Distrito Federal, Maria Luiza Lourenço e convidados. Para Dulce Alvin, a jornada representa a ampliação do acesso aos CILs para todos, em especial pessoas com deficiência e imigrantes. “Temos uma sociedade muito diversificada, e esses sujeitos devem estar presentes em todos os espaços educacionais. A inclusão não é apenas um direito, mas uma responsabilidade nossa como gestores e educadores”.


 


Já a diretora de Educação em Tempo Integral da Subin, Érica Martins, lembrou que a inclusão envolve também diversidade de gênero, raça e integração de imigrantes. “É fundamental que o CIL seja um espaço de acolhimento, onde estudantes com deficiência e imigrantes possam aprender línguas e sentir-se parte da sociedade”, completou.


Programação

 


 


A professora Valesca Porto enfatizou o letramento em questões de inclusão e diversidade no ensino de línguas | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.


 


Durante a programação, os professores de línguas participaram de oficinas sobre diversidade cultural, inclusão, preconceito de classe, gênero, identidade e letramento crítico. A docente de francês da rede pública, Valesca Porto, especialista em ensino de línguas, ministrou uma atividade voltada para gênero e identidade. “Compreender essas questões é fundamental para que o professor transforme a sala de aula em um espaço de inclusão, reflexão e respeito à diversidade”, disse.


 


A venezuelana Diana Ysabel Mundaraín, aluna do CIL Guará na modalidade Português como Língua de Acolhimento (PLAC), participou da mesa-redonda e falou sobre o apoio emocional recebido no aprendizado do português.Esta escola é fundamental. Nós, imigrantes forçados, chegamos aqui trazendo um pedaço do mundo antigo e também as dores. E, ao interagir no CIL, compartilhamos histórias, perspectivas e visões que expandem os horizontes de todos, principalmente ao ter contato com outros imigrantes de diferentes países”, relatou.


 


O também venezuelano Marcos Aldemar, do CIL Guará, contou que está no Brasil há nove anos e já morou em Manaus e Roraima, onde aprendeu português, principalmente pela gramática. Segundo ele, o CIL oferece aprendizado próximo da vivência social, promovendo a inserção real dos imigrantes. “Essa nova experiência com a Escola de Línguas no Guará foi totalmente incrível. É muito estimulante estar com colegas de outras nacionalidades, como africanos e colombianos. Nós experimentamos a música, a culinária do Brasil e também de outros países”, acrescentou.


 


A representante da Assessoria de Relações Internacionais do Distrito Federal, Maria Luiza Lourenço, ressaltou a parceria com a SEEDF e destacou Brasília como capital plural, sede de cerca de 140 embaixadas e referência em acolhimento de imigrantes e refugiados. “Nosso papel é aproximar as embaixadas do GDF e das escolas, fortalecendo a troca cultural e o intercâmbio de conhecimentos. Além disso, a rede de apoio existente no Distrito Federal facilita a inserção de refugiados e imigrantes, oportunizando a integração e a construção de uma nova vida”, afirmou.


 







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Administrador Gilvando Galdino reforça campanha gratuita de vacinação antirrábica para cães e gatos

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Por: Kelven Andrade

O administrador regional de Águas Claras, Gilvando Galdino, anunciou a campanha de vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos com idade a partir de três meses, que será realizada neste sábado (23), das 8h às 14h. A iniciativa visa proteger a saúde dos animais e prevenir a disseminação da raiva na comunidade.

Os pontos de vacinação em Águas Claras serão:

  • Pão de Açúcar – Quadra 206, Lote 02

  • Cia da Terra – Av. das Castanheiras, Lote 1.310, Loja 09 – Ed. Real Esplendor

  • Cia da Terra – Rua Manacá, Lojas 06/07 – Park Mall

O administrador reforçou a importância da participação dos moradores: “Atenção Águas Claras, tenho um aviso muito importante para todos vocês. Campanha de vacinação antirrábica para gatos e cachorros. Pegue o seu gato, o seu cachorro, procure um desses pontos de vacinação. Essa ação é importantíssima para resguardar a saúde e a vida do seu animal e evitar que outros animais sejam contaminados., destacou Galdino.

A campanha é destinada exclusivamente a animais saudáveis; não devem ser vacinadas fêmeas prenhes ou animais debilitados. Para conferir outros pontos de vacinação, os moradores podem acessar o site da Secretaria de Saúde do DF.

O GDF reforça que a ação é parte de um esforço contínuo para garantir a saúde pública e o bem-estar dos pets, promovendo prevenção e cuidado em toda a região.

VEJA MAIS:





https://jornalismodigitaldf.com.br/administrador-gilvando-galdino-reforca-campanha-gratuita-de-vacinacao-antirrabica-para-caes-e-gatos/?fsp_sid=178787
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Administrador Gilvando Galdino reforça campanha gratuita de vacinação antirrábica para cães e gatos

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Por: Kelven Andrade



O administrador regional de Águas Claras, Gilvando Galdino, anunciou a campanha de vacinação antirrábica gratuita para cães e gatos com idade a partir de três meses, que será realizada neste sábado (23), das 8h às 14h. A iniciativa visa proteger a saúde dos animais e prevenir a disseminação da raiva na comunidade.



Os pontos de vacinação em Águas Claras serão:



  • Pão de Açúcar – Quadra 206, Lote 02


  • Cia da Terra – Av. das Castanheiras, Lote 1.310, Loja 09 – Ed. Real Esplendor


  • Cia da Terra – Rua Manacá, Lojas 06/07 – Park Mall







O administrador reforçou a importância da participação dos moradores: “Atenção Águas Claras, tenho um aviso muito importante para todos vocês. Campanha de vacinação antirrábica para gatos e cachorros. Pegue o seu gato, o seu cachorro, procure um desses pontos de vacinação. Essa ação é importantíssima para resguardar a saúde e a vida do seu animal e evitar que outros animais sejam contaminados., destacou Galdino.



A campanha é destinada exclusivamente a animais saudáveis; não devem ser vacinadas fêmeas prenhes ou animais debilitados. Para conferir outros pontos de vacinação, os moradores podem acessar o site da Secretaria de Saúde do DF.



O GDF reforça que a ação é parte de um esforço contínuo para garantir a saúde pública e o bem-estar dos pets, promovendo prevenção e cuidado em toda a região.



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Estudante é picada por escorpião em em provador de loja de shopping no DF

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Por: Kelven Andrade

Uma jovem de 20 anos, estudante de arquitetura, foi picada por um escorpião enquanto provava roupas em uma loja da Zara, no ParkShopping, no Guará, na tarde desta quarta-feira (20). O incidente ocorreu por volta do meio-dia e mobilizou brigadistas do shopping, Corpo de Bombeiros e equipe médica.

De acordo com relatos, a estudante sentiu algo subindo em sua perna e, em seguida, uma dor intensa acompanhada de tontura. Ela estava acompanhada da mãe, que ajudou a identificar o escorpião e acionou a brigada do centro de compras. Após os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde ficou em observação.

Em nota, o ParkShopping lamentou o episódio e informou que a cliente foi prontamente atendida, destacando que o local possui “rigorosos protocolos de dedetização” e que a segurança de clientes e colaboradores é prioridade.

A Zara também se manifestou, afirmando estar em contato direto com a estudante e prestando toda a assistência necessária. A rede de lojas destacou que leva o caso “muito a sério” e que está reforçando medidas preventivas para evitar novos incidentes.

Apesar do susto, a estudante não corre risco de vida. O caso reacende o debate sobre a presença de animais peçonhentos em áreas urbanas do Distrito Federal, especialmente durante períodos de seca, quando os escorpiões tendem a buscar abrigo em locais movimentados.


https://jornalismodigitaldf.com.br/estudante-e-picada-por-escorpiao-em-em-provador-de-loja-de-shopping-no-df/?fsp_sid=178759
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Estudante é picada por escorpião em em provador de loja de shopping no DF

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Por: Kelven Andrade



Uma jovem de 20 anos, estudante de arquitetura, foi picada por um escorpião enquanto provava roupas em uma loja da Zara, no ParkShopping, no Guará, na tarde desta quarta-feira (20). O incidente ocorreu por volta do meio-dia e mobilizou brigadistas do shopping, Corpo de Bombeiros e equipe médica.



De acordo com relatos, a estudante sentiu algo subindo em sua perna e, em seguida, uma dor intensa acompanhada de tontura. Ela estava acompanhada da mãe, que ajudou a identificar o escorpião e acionou a brigada do centro de compras. Após os primeiros socorros, a vítima foi encaminhada de ambulância para o Hospital Regional da Asa Norte (HRAN), onde ficou em observação.



Em nota, o ParkShopping lamentou o episódio e informou que a cliente foi prontamente atendida, destacando que o local possui “rigorosos protocolos de dedetização” e que a segurança de clientes e colaboradores é prioridade.



A Zara também se manifestou, afirmando estar em contato direto com a estudante e prestando toda a assistência necessária. A rede de lojas destacou que leva o caso “muito a sério” e que está reforçando medidas preventivas para evitar novos incidentes.



Apesar do susto, a estudante não corre risco de vida. O caso reacende o debate sobre a presença de animais peçonhentos em áreas urbanas do Distrito Federal, especialmente durante períodos de seca, quando os escorpiões tendem a buscar abrigo em locais movimentados.




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Mais de 11 mil famílias recebem moradias no DF e conquistam dignidade e cidadania

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Por: Kelven Andrade

A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou os avanços na área habitacional, que já beneficiaram mais de 11 mil famílias nos últimos anos. As entregas de imóveis representam a transformação da vida de mais de 36 mil pessoas, que agora contam com um lar próprio, segurança e melhores condições de vida.

O programa habitacional do GDF tem como objetivo reduzir o déficit de moradia, ampliar o acesso à casa própria e garantir mais qualidade de vida à população em situação de vulnerabilidade. A iniciativa envolve parcerias estratégicas e a execução de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social.

A vice-governadora reforçou que o governo seguirá ampliando as ações no setor. “Vamos seguir firmes, com mais entregas e oportunidades, porque habitação transforma vidas”, disse.

As entregas recentes reafirmam o compromisso do Governo do Distrito Federal em investir em políticas habitacionais que proporcionem não apenas moradia, mas também inclusão social e desenvolvimento humano.

VEJA MAIS:





https://jornalismodigitaldf.com.br/mais-de-11-mil-familias-recebem-moradias-no-df-e-conquistam-dignidade-e-cidadania/?fsp_sid=178731
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Mais de 11 mil famílias recebem moradias no DF e conquistam dignidade e cidadania

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Por: Kelven Andrade



A vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, destacou os avanços na área habitacional, que já beneficiaram mais de 11 mil famílias nos últimos anos. As entregas de imóveis representam a transformação da vida de mais de 36 mil pessoas, que agora contam com um lar próprio, segurança e melhores condições de vida.



O programa habitacional do GDF tem como objetivo reduzir o déficit de moradia, ampliar o acesso à casa própria e garantir mais qualidade de vida à população em situação de vulnerabilidade. A iniciativa envolve parcerias estratégicas e a execução de políticas públicas voltadas ao desenvolvimento social.



A vice-governadora reforçou que o governo seguirá ampliando as ações no setor. “Vamos seguir firmes, com mais entregas e oportunidades, porque habitação transforma vidas”, disse.



As entregas recentes reafirmam o compromisso do Governo do Distrito Federal em investir em políticas habitacionais que proporcionem não apenas moradia, mas também inclusão social e desenvolvimento humano.



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