Nesta edição, serão contemplados trabalhos com ideias sustentáveis de preservação hídrica
Por Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Fernando Jordão
Estudantes e professores da rede pública já podem se inscrever para o 14º Circuito de Ciências do Distrito Federal, promovido pela Secretaria de Educação (SEEDF). Em 2025, o evento tem como tema “Água para quê?” para estimular a pesquisa, a criatividade e o protagonismo estudantil na busca de soluções para um mundo mais justo e sustentável.
Com etapas locais — regionais e distrital —, o circuito mobiliza escolas de todas as coordenações regionais de ensino, concretizando as ideias em projetos científicos de impacto educacional e social. Para orientar a criação das propostas, a SEEDF sugeriu quatro eixos temáticos: água como direito humano; água e meio ambiente; água e inovação; e água na arte, história e cultura.
Circuito mobiliza escolas de todas as coordenações regionais de ensino | Foto: André Amendoeira/SEEDF
A partir desses temas, professores e estudantes têm liberdade para definir o enfoque que melhor dialoga com a realidade e os interesses de sua comunidade escolar. As inscrições para as etapas regionais já estão abertas, com prazos que variam conforme cada Coordenação Regional de Ensino (CRE). Confira abaixo:
● CRE Brazlândia – até 20/8 ● CRE Ceilândia – até 21/8 ● CRE Gama – até 22/8 ● CRE Guará – até 20/8 ● CRE Núcleo Bandeirante – até 15/8 ● CRE Paranoá – até 22/8 ● CRE Planaltina – até 15/8 ● CRE Plano Piloto – até 8/8 ● CRE Recanto das Emas – até 25/8 ● CRE Samambaia – até 13/8 ● CRE Santa Maria – até 21/8 ● CRE São Sebastião – até 11/8 ● CRE Sobradinho – até 20/8 ● CRE Taguatinga – até 22/8
O regulamento completo e o formulário de inscrição estão disponíveis no site oficial do evento.
Nesta edição, serão contemplados trabalhos com ideias sustentáveis de preservação hídrica
Por Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Fernando Jordão
Estudantes e professores da rede pública já podem se inscrever para o 14º Circuito de Ciências do Distrito Federal, promovido pela Secretaria de Educação (SEEDF). Em 2025, o evento tem como tema “Água para quê?” para estimular a pesquisa, a criatividade e o protagonismo estudantil na busca de soluções para um mundo mais justo e sustentável.
Com etapas locais — regionais e distrital —, o circuito mobiliza escolas de todas as coordenações regionais de ensino, concretizando as ideias em projetos científicos de impacto educacional e social. Para orientar a criação das propostas, a SEEDF sugeriu quatro eixos temáticos: água como direito humano; água e meio ambiente; água e inovação; e água na arte, história e cultura.
Circuito mobiliza escolas de todas as coordenações regionais de ensino | Foto: André Amendoeira/SEEDF
A partir desses temas, professores e estudantes têm liberdade para definir o enfoque que melhor dialoga com a realidade e os interesses de sua comunidade escolar. As inscrições para as etapas regionais já estão abertas, com prazos que variam conforme cada Coordenação Regional de Ensino (CRE). Confira abaixo:
● CRE Brazlândia – até 20/8 ● CRE Ceilândia – até 21/8 ● CRE Gama – até 22/8 ● CRE Guará – até 20/8 ● CRE Núcleo Bandeirante – até 15/8 ● CRE Paranoá – até 22/8 ● CRE Planaltina – até 15/8 ● CRE Plano Piloto – até 8/8 ● CRE Recanto das Emas – até 25/8 ● CRE Samambaia – até 13/8 ● CRE Santa Maria – até 21/8 ● CRE São Sebastião – até 11/8 ● CRE Sobradinho – até 20/8 ● CRE Taguatinga – até 22/8
O regulamento completo e o formulário de inscrição estão disponíveis no site oficial do evento.
Um avanço científico pode transformar o diagnóstico da tuberculose (TB), doença que ainda mata mais de um milhão de pessoas por ano no mundo. Pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, desenvolveram o Shine-TB, um teste rápido e portátil que detecta Mycobacterium tuberculosis diretamente do escarro.
Os resultados dos testes mostraram 100% de precisão nos primeiros ensaios clínicos e foram publicados na última quarta-feira (6/8) na revista científica Science Advances.
“O Mycobacterium tuberculosis (Mtb) é uma grande ameaça à saúde global, e há uma necessidade urgente de diagnóstico de tuberculose acessível e simples em áreas com poucos recursos. O Shine-TB simplifica o diagnóstico da doença, da amostra à resposta, combinando amplificação e detecção”, descrevem os autores no artigo.
Dificuldade no diagnóstico de tuberculose
Atualmente, a tuberculose é difícil de diagnosticar de forma rápida e precisa. Os métodos disponíveis não conseguem aliar três quesitos importantes na detecção da doença: sensibilidade, tempo de resposta e acessibilidade.
Entre as principais formas de identificação, a realizada com cultura bacteriana tem alta sensibilidade, mas é lenta para fornecer resultados. Já a baciloscopia de escarro é rápida – cerca de uma hora –, porém tem baixa precisão e depende da experiência do profissional.
Por fim, os testes baseados em PCR oferecem bons resultados, mas exigem equipamentos especializados, além de cartuchos de uso único, deixando de atender áreas com pouco recurso.
Como funciona o novo teste para tuberculose
Os pesquisadores usaram uma tecnologia de edição genética que permite modificar o DNA, chamada de CRISPR. Nesse caso, ela foi usada como sensor para reconhecer sequências genéticas específicas da bactéria responsável pela tuberculose. Eles também utilizaram a amplificação da polimerase recombinase, uma técnica que copia mais vezes o DNA alvo, facilitando a detecção. Todo o processo foi realizado em único tubo a uma temperatura de 37 °C.
Para validar o teste, os cientistas coletaram amostras de escarro de adultos sintomáticos em unidades públicas de saúde na Colômbia, e escarro negativo para tuberculose estocados em um hospital universitário nos Estados Unidos. Em 13 amostras analisadas, o Shine-TB acertou todos os diagnósticos — tendo 100% de sensibilidade e 100% de especificidade em comparação ao exame de cultura bacteriana.
Um outro diferencial importante é que os reagentes do Shine-TB podem ser liofilizados, permitindo transporte e armazenamento sem necessidade de refrigeração. Isso abre caminho para a aplicação do teste em regiões remotas e com poucos recursos. Além disso, o desempenho do método atende aos padrões da Organização Mundial da Saúde.
Um avanço científico pode transformar o diagnóstico da tuberculose (TB), doença que ainda mata mais de um milhão de pessoas por ano no mundo. Pesquisadores da Universidade de Princeton, nos Estados Unidos, desenvolveram o Shine-TB, um teste rápido e portátil que detecta Mycobacterium tuberculosis diretamente do escarro.
Os resultados dos testes mostraram 100% de precisão nos primeiros ensaios clínicos e foram publicados na última quarta-feira (6/8) na revista científica Science Advances.
“O Mycobacterium tuberculosis (Mtb) é uma grande ameaça à saúde global, e há uma necessidade urgente de diagnóstico de tuberculose acessível e simples em áreas com poucos recursos. O Shine-TB simplifica o diagnóstico da doença, da amostra à resposta, combinando amplificação e detecção”, descrevem os autores no artigo.
Dificuldade no diagnóstico de tuberculose
Atualmente, a tuberculose é difícil de diagnosticar de forma rápida e precisa. Os métodos disponíveis não conseguem aliar três quesitos importantes na detecção da doença: sensibilidade, tempo de resposta e acessibilidade.
Entre as principais formas de identificação, a realizada com cultura bacteriana tem alta sensibilidade, mas é lenta para fornecer resultados. Já a baciloscopia de escarro é rápida – cerca de uma hora –, porém tem baixa precisão e depende da experiência do profissional.
Por fim, os testes baseados em PCR oferecem bons resultados, mas exigem equipamentos especializados, além de cartuchos de uso único, deixando de atender áreas com pouco recurso.
Como funciona o novo teste para tuberculose
Os pesquisadores usaram uma tecnologia de edição genética que permite modificar o DNA, chamada de CRISPR. Nesse caso, ela foi usada como sensor para reconhecer sequências genéticas específicas da bactéria responsável pela tuberculose. Eles também utilizaram a amplificação da polimerase recombinase, uma técnica que copia mais vezes o DNA alvo, facilitando a detecção. Todo o processo foi realizado em único tubo a uma temperatura de 37 °C.
Para validar o teste, os cientistas coletaram amostras de escarro de adultos sintomáticos em unidades públicas de saúde na Colômbia, e escarro negativo para tuberculose estocados em um hospital universitário nos Estados Unidos. Em 13 amostras analisadas, o Shine-TB acertou todos os diagnósticos — tendo 100% de sensibilidade e 100% de especificidade em comparação ao exame de cultura bacteriana.
Um outro diferencial importante é que os reagentes do Shine-TB podem ser liofilizados, permitindo transporte e armazenamento sem necessidade de refrigeração. Isso abre caminho para a aplicação do teste em regiões remotas e com poucos recursos. Além disso, o desempenho do método atende aos padrões da Organização Mundial da Saúde.
O ministro Edson Fachin foi eleito, nesta quarta-feira (13), presidente do Supremo Tribunal Federal (STF) para um mandato de dois anos. O vice-presidente será o ministro Alexandre de Moraes. A posse da nova gestão está marcada para 29 de setembro.
A escolha ocorreu em votação simbólica no plenário da Corte, seguindo o critério de antiguidade previsto no regimento interno: o cargo é ocupado pelo ministro mais antigo que ainda não tenha presidido o tribunal. Fachin, que atualmente exerce a vice-presidência, vai suceder Luís Roberto Barroso, cujo mandato se encerra após dois anos no comando.
Perfil do novo presidente
Indicado pela ex-presidente Dilma Rousseff, Fachin tomou posse no STF em junho de 2015. Nascido em Rondinha (RS), construiu carreira no Paraná, onde se formou em Direito pela Universidade Federal do Paraná (UFPR). No Supremo, foi relator de casos de grande repercussão, como as investigações da Operação Lava Jato, o julgamento sobre o marco temporal para demarcações de terras indígenas e a ADPF das Favelas, que estabeleceu medidas para reduzir a letalidade policial no Rio de Janeiro.
O vice-presidente
Alexandre de Moraes, que assumirá a vice-presidência, é relator das ações penais envolvendo a trama golpista de 8 de janeiro. Formado pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (USP), foi indicado ao STF pelo ex-presidente Michel Temer em 2017, sucedendo o ministro Teori Zavascki, falecido em um acidente aéreo.
Antes de integrar a Corte, Moraes ocupou diversos cargos públicos, entre eles secretário de Segurança Pública e de Transportes do Estado de São Paulo, além de ministro da Justiça no governo Temer.
A nova gestão no STF inicia oficialmente no fim de setembro, com a missão de conduzir pautas sensíveis e de grande impacto no cenário político e jurídico brasileiro.
O Governo do Distrito Federal (GDF) concluiu a primeira etapa da pavimentação da marginal da BR-040 e já avança na finalização de um novo trecho que ligará a BR-040 à BR-251, no Jardim Botânico. A obra, que recebeu mais de R$ 10 milhões em investimentos e gerou cerca de 100 empregos diretos, promete beneficiar mais de 100 mil motoristas diariamente.
De acordo com a vice-governadora Celina Leão, a nova via terá duas faixas no sentido Valparaíso–Plano Piloto, garantindo mais mobilidade e segurança para quem transita entre cidades como Gama, Santa Maria, Valparaíso, Cidade Ocidental e Luziânia.
“Já são 1,3 quilômetros de asfalto novinho entregues e mais 1 quilômetro e 3 também já saindo do forno.”, afirmou.
Atualmente, as equipes trabalham na sinalização do primeiro trecho, enquanto o segundo já está em fase final de pavimentação. A expectativa é que, com a conclusão total, o fluxo de veículos na região seja distribuído de forma mais eficiente, reduzindo congestionamentos e o tempo de deslocamento.
A obra também reforça a segurança viária, diminuindo riscos de acidentes e oferecendo melhor infraestrutura para motoristas e pedestres. “Mais mobilidade, mais segurança, mais qualidade de vida. O GDF tá na pista e quem ganha é você”, destacou Celina Leão.
Com a pavimentação e sinalização finalizadas, a marginal deve se consolidar como uma rota estratégica de ligação entre importantes rodovias federais, impulsionando não apenas a fluidez do trânsito, mas também o desenvolvimento econômico da região.
O presidente Luiz Inácio Lula da Silva anunciou, que o governo federal vai disponibilizar R$ 30 bilhões em linhas de crédito para empresas brasileiras impactadas pelas tarifas impostas pelo governo do ex-presidente norte-americano Donald Trump. A medida provisória que cria o programa será publicada nesta quarta-feira (13) e poderá ter o valor ampliado caso haja necessidade.
Segundo Lula, o plano terá foco nas pequenas empresas e nos setores mais vulneráveis, como produtores de alimentos perecíveis — espinafre, frutas, mel — e máquinas.
“A gente está pensando em ajudar as pequenas empresas, que exportam espinafre, frutas, mel e outras coisas. Empresas de máquinas. As grandes empresas têm mais poder de resistência. Nós vamos aprovar amanhã, e acho que vai ser importante para a gente mostrar que ninguém ficará desamparado pela taxação do presidente Trump”, prosseguiu o presidente.
O presidente destacou que a medida busca preservar empregos e incentivar a busca por mercados alternativos para as empresas afetadas. Ele afirmou que o governo já está enviando a outros países a lista de companhias que exportavam para os Estados Unidos. “Temos um lema: ninguém larga a mão de ninguém”, declarou.
Além do apoio financeiro, Lula disse que o governo incentivará empresários a recorrer à Justiça norte-americana contra as novas tarifas, defendendo que há amparo legal para questionar as medidas impostas por Washington. “Vamos incentivar os empresários a brigar pelos mercados. Não dá para dar de barato a taxação do Trump. Tem leis nos Estados Unidos, e a gente pode abrir processo. Eles podem brigar lá”, explicou.
Mais cedo, o ministro da Fazenda, Fernando Haddad, informou que o recurso será concedido por meio de crédito extraordinário ao Orçamento, mecanismo que permite destinar verbas fora do limite de gastos em situações emergenciais — como ocorreu no ano passado, no socorro às vítimas das enchentes no Rio Grande do Sul.
Haddad garantiu que as medidas já estão “100% prontas” e foram elaboradas em diálogo com representantes do setor produtivo. “O necessário para atender aos afetados”, disse o ministro.
A expectativa do governo é que o pacote de crédito alivie os impactos imediatos das tarifas e ajude as empresas brasileiras a manter competitividade no cenário internacional.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) publicou, nesta terça-feira (12/8), no Diário Oficial do DF, uma portaria que atualiza as regras para inscrição e manutenção de vagas em creches públicas, instituições parceiras e privadas vinculadas ao Programa de Benefício Educacional Social (PBES). A medida tem como objetivo ampliar a transparência e garantir que as vagas sejam destinadas a crianças que realmente necessitam do serviço.
De acordo com as novas diretrizes, no momento da validação da inscrição, pais ou responsáveis legais devem apresentar documentos que comprovem as informações fornecidas previamente pelo telefone 156. Esses documentos serão usados para confirmar a pontuação da criança no sistema que organiza a fila de espera. Caso seja identificado documento falso ou adulterado, a inscrição será cancelada.
A portaria também altera o momento em que as famílias precisam comprovar que não recebem o auxílio-creche — benefício destinado a ajudar no cuidado das crianças. Antes, essa comprovação era solicitada em duas etapas: na validação da inscrição e no encaminhamento para a vaga. Agora, a exigência ocorrerá apenas no momento da efetivação da matrícula.
Segundo a SEEDF, a mudança busca reduzir a burocracia, evitar a perda de benefícios trabalhistas e garantir maior segurança e tranquilidade às famílias durante o processo, sem abrir mão da verificação rigorosa das informações antes da ocupação da vaga.
O período de revalidação das inscrições segue aberto durante todo o mês de agosto. Todas as crianças com inscrições validadas permanecem na fila de espera até que surja uma vaga disponível.
A pasta reforça que a atualização das regras atende a uma demanda por mais clareza e agilidade no acesso às creches, preservando a justiça no processo de seleção e beneficiando as famílias que mais precisam.
A Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF) publicou, nesta terça-feira (12/8), no Diário Oficial do DF, uma portaria que atualiza as regras para inscrição e manutenção de vagas em creches públicas, instituições parceiras e privadas vinculadas ao Programa de Benefício Educacional Social (PBES). A medida tem como objetivo ampliar a transparência e garantir que as vagas sejam destinadas a crianças que realmente necessitam do serviço.
De acordo com as novas diretrizes, no momento da validação da inscrição, pais ou responsáveis legais devem apresentar documentos que comprovem as informações fornecidas previamente pelo telefone 156. Esses documentos serão usados para confirmar a pontuação da criança no sistema que organiza a fila de espera. Caso seja identificado documento falso ou adulterado, a inscrição será cancelada.
A portaria também altera o momento em que as famílias precisam comprovar que não recebem o auxílio-creche — benefício destinado a ajudar no cuidado das crianças. Antes, essa comprovação era solicitada em duas etapas: na validação da inscrição e no encaminhamento para a vaga. Agora, a exigência ocorrerá apenas no momento da efetivação da matrícula.
Segundo a SEEDF, a mudança busca reduzir a burocracia, evitar a perda de benefícios trabalhistas e garantir maior segurança e tranquilidade às famílias durante o processo, sem abrir mão da verificação rigorosa das informações antes da ocupação da vaga.
O período de revalidação das inscrições segue aberto durante todo o mês de agosto. Todas as crianças com inscrições validadas permanecem na fila de espera até que surja uma vaga disponível.
A pasta reforça que a atualização das regras atende a uma demanda por mais clareza e agilidade no acesso às creches, preservando a justiça no processo de seleção e beneficiando as famílias que mais precisam.
O Governo do Distrito Federal (GDF) prorrogou até o dia 17 de agosto as inscrições para o Programa Prepara Ação DF, iniciativa 100% gratuita voltada a estudantes que desejam reforçar a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares. Ao todo, são 10 mil vagas distribuídas em polos por todas as regiões administrativas, garantindo que os alunos possam estudar próximos de casa.
O curso oferece aulas presenciais, com professores qualificados e carga horária intensiva, buscando garantir um desempenho de alto nível nas provas. A proposta atende a uma demanda antiga de estudantes e famílias, que buscavam um programa público com suporte completo para a fase decisiva de ingresso no ensino superior.
Segundo a vice-governadora Celina Leão, o objetivo é criar oportunidades reais para que mais jovens alcancem a tão sonhada vaga na universidade. “É isso mesmo, era uma demanda muito solicitada e agora vira realidade.”, destacou.
Além das aulas, a estrutura do programa foi pensada para facilitar o acesso e incentivar a permanência dos alunos, com polos espalhados estrategicamente pelo DF. “São mais de 10 mil vagas e os polos estão espalhados por todo o DF para que você possa estar bem pertinho da sua casa.”, reforçou Celina.
As inscrições podem ser feitas pelo site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), no endereço www.sedet.df.gov.br. É necessário preencher os dados solicitados e escolher o polo de preferência.
O GDF reforça a importância de não deixar a inscrição para a última hora, já que a procura pelas vagas tem sido intensa. A recomendação é também compartilhar a informação com outros estudantes que estejam em fase de preparação.
O Governo do Distrito Federal (GDF) prorrogou até o dia 17 de agosto as inscrições para o Programa Prepara Ação DF, iniciativa 100% gratuita voltada a estudantes que desejam reforçar a preparação para o Exame Nacional do Ensino Médio (Enem) e vestibulares. Ao todo, são 10 mil vagas distribuídas em polos por todas as regiões administrativas, garantindo que os alunos possam estudar próximos de casa.
O curso oferece aulas presenciais, com professores qualificados e carga horária intensiva, buscando garantir um desempenho de alto nível nas provas. A proposta atende a uma demanda antiga de estudantes e famílias, que buscavam um programa público com suporte completo para a fase decisiva de ingresso no ensino superior.
Segundo a vice-governadora Celina Leão, o objetivo é criar oportunidades reais para que mais jovens alcancem a tão sonhada vaga na universidade. “É isso mesmo, era uma demanda muito solicitada e agora vira realidade.”, destacou.
Além das aulas, a estrutura do programa foi pensada para facilitar o acesso e incentivar a permanência dos alunos, com polos espalhados estrategicamente pelo DF. “São mais de 10 mil vagas e os polos estão espalhados por todo o DF para que você possa estar bem pertinho da sua casa.”, reforçou Celina.
As inscrições podem ser feitas pelo site da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet), no endereço www.sedet.df.gov.br. É necessário preencher os dados solicitados e escolher o polo de preferência.
O GDF reforça a importância de não deixar a inscrição para a última hora, já que a procura pelas vagas tem sido intensa. A recomendação é também compartilhar a informação com outros estudantes que estejam em fase de preparação.
O Distrito Federal enfrenta, nesta semana, um agravamento das condições típicas da estação seca. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um Alerta Laranja para baixa umidade do ar, classificando o cenário como de perigo. A umidade relativa pode variar entre 20% e 12%, patamar considerado crítico e capaz de comprometer o bem-estar da população, além de aumentar os riscos à saúde e ao meio ambiente.
De acordo com o Inmet, esses índices exigem atenção redobrada. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) reforça que a combinação de ar seco e temperaturas mais baixas contribui para o ressecamento da pele, mucosas e vias respiratórias, favorecendo irritações, alergias e problemas respiratórios. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.
A corporação recomenda hidratação constante, uso de soro fisiológico nas vias nasais e evitar atividades físicas intensas nas horas mais quentes e secas do dia.
Além dos impactos à saúde, o tempo seco intensifica o risco de incêndios florestais e urbanos. No cerrado, a vegetação ressecada se torna combustível fácil para o fogo, que pode se espalhar rapidamente. Em áreas urbanas, bitucas de cigarro e queimadas irregulares são as principais causas de ocorrências.
O CBMDF orienta que a população acione imediatamente o telefone de emergência 193 ao identificar qualquer foco de incêndio e jamais tente apagá-lo sem equipamentos e treinamento adequados.
Medidas preventivas recomendadas pelo CBMDF
• Hidratar-se constantemente e reforçar os cuidados com crianças e idosos; • Evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 17h; • Utilizar hidratantes para pele e umidificar ambientes; • Evitar banhos quentes prolongados; • Manter a limpeza com pano úmido, reduzindo poeira e alérgenos; • Não queimar lixo, folhas secas ou restos de poda; • Não descartar bitucas de cigarro acesas; • Em áreas rurais, manter aceiros e reduzir vegetação seca próxima a construções; • Somente fazer fogueiras em locais permitidos e apagá-las completamente antes de sair.
O Distrito Federal enfrenta, nesta semana, um agravamento das condições típicas da estação seca. O Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet) emitiu um Alerta Laranja para baixa umidade do ar, classificando o cenário como de perigo. A umidade relativa pode variar entre 20% e 12%, patamar considerado crítico e capaz de comprometer o bem-estar da população, além de aumentar os riscos à saúde e ao meio ambiente.
De acordo com o Inmet, esses índices exigem atenção redobrada. O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) reforça que a combinação de ar seco e temperaturas mais baixas contribui para o ressecamento da pele, mucosas e vias respiratórias, favorecendo irritações, alergias e problemas respiratórios. Crianças, idosos e pessoas com doenças crônicas estão entre os grupos mais vulneráveis.
A corporação recomenda hidratação constante, uso de soro fisiológico nas vias nasais e evitar atividades físicas intensas nas horas mais quentes e secas do dia.
Além dos impactos à saúde, o tempo seco intensifica o risco de incêndios florestais e urbanos. No cerrado, a vegetação ressecada se torna combustível fácil para o fogo, que pode se espalhar rapidamente. Em áreas urbanas, bitucas de cigarro e queimadas irregulares são as principais causas de ocorrências.
O CBMDF orienta que a população acione imediatamente o telefone de emergência 193 ao identificar qualquer foco de incêndio e jamais tente apagá-lo sem equipamentos e treinamento adequados.
Medidas preventivas recomendadas pelo CBMDF
• Hidratar-se constantemente e reforçar os cuidados com crianças e idosos; • Evitar atividades físicas ao ar livre entre 10h e 17h; • Utilizar hidratantes para pele e umidificar ambientes; • Evitar banhos quentes prolongados; • Manter a limpeza com pano úmido, reduzindo poeira e alérgenos; • Não queimar lixo, folhas secas ou restos de poda; • Não descartar bitucas de cigarro acesas; • Em áreas rurais, manter aceiros e reduzir vegetação seca próxima a construções; • Somente fazer fogueiras em locais permitidos e apagá-las completamente antes de sair.
Na manhã desta quarta-feira (12/8), um acidente de trânsito seguido de colisão contra uma passarela de pedestres mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) nas proximidades do viaduto de acesso à Cidade Estrutural. O chamado foi registrado às 6h20, e equipes especializadas foram enviadas ao local para os primeiros atendimentos e levantamentos.
Segundo a corporação, as causas da batida ainda não foram esclarecidas. Até o momento, não há confirmação de feridos. O impacto atingiu a estrutura metálica da passarela que cruza a via principal, gerando preocupação quanto à segurança de pedestres e motoristas que utilizam o trecho.
Técnicos e militares realizam inspeções para avaliar os danos e definir as medidas necessárias para evitar riscos. O tráfego na região permanece parcialmente interditado, o que provoca lentidão no fluxo de veículos.
Para minimizar os transtornos, o CBMDF e órgãos de trânsito orientam que motoristas evitem a Estrutural enquanto as equipes atuam no local. A Estrada Parque Taguatinga (EPTG) é sugerida como rota alternativa para quem precisa se deslocar entre o Plano Piloto e as regiões administrativas do entorno.
A interdição parcial deve se estender até que os trabalhos de inspeção e segurança sejam concluídos. Motoristas que trafegam pelo DF devem redobrar a atenção e respeitar as orientações das autoridades de trânsito.
O caso segue em apuração, e novas informações serão divulgadas conforme o andamento das investigações e avaliações técnicas
Na manhã desta quarta-feira (12/8), um acidente de trânsito seguido de colisão contra uma passarela de pedestres mobilizou o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) nas proximidades do viaduto de acesso à Cidade Estrutural. O chamado foi registrado às 6h20, e equipes especializadas foram enviadas ao local para os primeiros atendimentos e levantamentos.
Segundo a corporação, as causas da batida ainda não foram esclarecidas. Até o momento, não há confirmação de feridos. O impacto atingiu a estrutura metálica da passarela que cruza a via principal, gerando preocupação quanto à segurança de pedestres e motoristas que utilizam o trecho.
Técnicos e militares realizam inspeções para avaliar os danos e definir as medidas necessárias para evitar riscos. O tráfego na região permanece parcialmente interditado, o que provoca lentidão no fluxo de veículos.
Para minimizar os transtornos, o CBMDF e órgãos de trânsito orientam que motoristas evitem a Estrutural enquanto as equipes atuam no local. A Estrada Parque Taguatinga (EPTG) é sugerida como rota alternativa para quem precisa se deslocar entre o Plano Piloto e as regiões administrativas do entorno.
A interdição parcial deve se estender até que os trabalhos de inspeção e segurança sejam concluídos. Motoristas que trafegam pelo DF devem redobrar a atenção e respeitar as orientações das autoridades de trânsito.
O caso segue em apuração, e novas informações serão divulgadas conforme o andamento das investigações e avaliações técnicas
O Brasil voltou a registrar um preocupante aumento nos casos de hepatite A, após dez anos de queda, segundo o Boletim Epidemiológico de Hepatites Virais divulgado em julho pelo Ministério da Saúde. A taxa nacional de incidência da doença subiu 54,5% de 2023 para 2024, passando de uma média de 1,1 para 1,7 caso a cada 100 mil habitantes, conforme dados do Sistema de Informação de Agravos de Notificação (Sinan).
Historicamente, o problema se concentrava nas regiões Norte e Nordeste (com 24,5% e 29,2% dos casos acumulados, respectivamente). Contudo, o levantamento aponta um novo padrão, com surtos em grandes cidades, que até então eram menos afetadas. Isso se deu principalmente nas regiões Sul, Sudeste e Centro-Oeste. Essa última foi a que apresentou a maior variação proporcional, com um crescimento de 350% em apenas um ano.
As capitais dessas regiões lideram o ranking. Curitiba é o caso mais extremo, com 31,3 casos a cada 100 mil habitantes – quase 20 vezes acima da média nacional. Tal discrepância entre a incidência no país e nas capitais sugere que o surto recente é urbano, e pode estar relacionado a densidade populacional e desigualdades no acesso a saneamento básico e vacinação.
Ameaça silenciosa
Causada pelo vírus da hepatite A (VHA), a doença é transmitida principalmente por via fecal-oral, ou seja, pela ingestão de alimentos ou água contaminados. Por isso, está associada a fatores como sistema de esgoto precário, higiene pessoal deficiente e consumo de água não potável ou de alimentos mal-higienizados.
A infecção também pode se dar por meio do sexo anal. Daí porque campanhas de imunização do Sistema Único de Saúde (SUS) em São Paulo e no Distrito Federal, por exemplo, passaram a se direcionar a públicos específicos, como homens cisgênero homoafetivos.
“Esse vírus tem um período de incubação que varia de 15 a 50 dias. Então, é possível que muitos indivíduos sequer saibam que estão contaminados e transmitam a infecção para seus parceiros”, alerta o infectologista David Salomão Lewi, do Einstein Hospital Israelita.
Quando se manifestam, os sintomas típicos incluem fadiga, febre, mal-estar, enjoo, dor abdominal e icterícia (amarelamento das mucosas, urina escura e fezes brancas). Em casos mais graves, ainda é possível que o quadro evolua para uma insuficiência hepática aguda.
“Geralmente, a hepatite A se apresenta na infância como uma infecção benigna e autolimitada. Mas, na idade adulta, ela costuma aparecer de maneira mais complexa, com maior risco de se tornar uma hepatite fulminante, que pode exigir transplante hepático e oferecer risco de vida”, explica o infectologista e hepatologista Thor Dantas, professor da Universidade Federal do Acre (UFAC) e membro da Sociedade Brasileira de Hepatologia.
E são justamente os mais velhos que a doença tem mais afetado. O boletim do Ministério da Saúde aponta que, em 2014, a incidência de hepatite A entre jovens de 20 a 29 anos era de dois casos por 100 mil habitantes; dez anos depois, esse número subiu para quatro casos a cada 100 mil. Essa mesma tendência pode ser vista na faixa de 30 a 39 anos, que apresentava um caso a cada 100 mil em 2014 e passou para quase quatro casos por 100 mil em 2024.
Na contramão, tanto entre crianças menores de 5 anos quanto entre aquelas na faixa dos 5 aos 9 anos houve uma redução de 99,9% na incidência de hepatite A nesses dez anos. Isso se deve principalmente ao começo da vacinação contra a doença no SUS, em 2014.
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A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, uso excessivo de medicamentos ou consumo de bebida alcoólica. Existem cinco tipos de hepatite: A, B, C, D e E. No entanto, no Brasil, os tipos A, B e C são os mais comuns
Getty Images
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A hepatite A é causada por um vírus que pode ser transmitido pelo ato sexual ou pelo consumo de água e alimentos contaminados. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais
TEK IMAGE/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
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Não há tratamento específico para a hepatite A, por isso, deve-se evitar a automedicação. Apesar disso, existe vacina eficaz contra a doença. Entre os principais sintomas dessa tipagem estão: náusea sem motivo aparente, febre baixa, perda de apetite, dor abdominal e fadiga
Glasshouse Images/ Getty Images
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A hepatite B também é causada por um vírus e pode ser transmitida por compartilhamento de objetos pessoais, ao realizar tatuagens e procedimentos cirúrgicos sem a devida higiene, durante relação sexual, entre outros. Entre os principais sintomas estão: amarelamento dos olhos, dor abdominal e urina escura
Jeffrey Coolidge/ Getty Images
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Já na hepatite B, o fígado pode apresentar um quadro de inflamação persistente e há risco de a doença evoluir para cirrose hepática. Ela pode ser identificada através de exames laboratoriais. Na maioria dos casos, pode ser tratada com medicamentos antivirais que impedem a multiplicação do vírus e retardam ou melhoram a evolução da doença
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A hepatite C, também causada por vírus, tem meio de transmissão semelhante a hepatite B. Contudo, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos e há tratamento disponível com medicamentos por via oral. Entre os sintomas estão fadiga, perda do apetite, náuseas, amarelamento dos olhos ou pele
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A hepatite D, também conhecida como hepatite Delta, é causada pelo vírus HDV (Vírus RNA, que precisa do vírus causador da hepatite B para que a infecção ocorra). Está presente no sangue e secreções e pode ser transmitido assim como no caso das hepatites B e C
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A hepatite D pode causar dores abdominais, cansaço e náuseas. O diagnóstico da doença deve ser feito através de exames clínicos e epidemiológicos
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A hepatite E, causada pela vírus VHE, é transmitida por via fecal-oral, ou seja, pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Na maioria dos casos, essa versão da doença tem cura. Os sintomas incluem falta de apetite, náuseas e amarelamento da pele. Em casos raros, a doença pode progredir para insuficiência hepática aguda
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Independentemente da vacina, indicada para todos os casos, algumas recomendações são fundamentais para a prevenção das hepatites virais. São elas: lavar as mãos após a utilização de sanitários, lavar alimentos com água tratada, clorada ou fervida, cozinhar bem os alimentos e não tomar banho em água não tratada ou próxima a esgotos
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Além disso, utilizar preservativos, não compartilhar seringas ou materiais de uso pessoal e certificar-se de que protocolos de biossegurança são cumpridos antes de submeter-se a tatuagens, piercings, tratamentos odontológicos e procedimentos cirúrgicos pode ajudar a evitar a doença
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Além dessas, existe ainda a hepatite alcoólica, causada pelo consumo abusivo e prolongado de álcool. A hepatite medicamentosa, que causa inflamação no fígado após uso indiscriminado de medicamentos, e a Esteato-hepatite, por exemplo, que surge devido ao acúmulo de gordura no fígado
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Em casos mais leves, a doença pode desaparecer sozinha. Mas em certas tipagens é necessário o uso de medicamentos antivirais ou outros cuidados específicos
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Recentemente, diversas crianças com idades entre um mês e 16 anos foram diagnosticadas com hepatite aguda em países da Europa e nos EUA. A gravidade da doença levou 17 crianças a passarem por transplantes de fígado e uma delas morreu
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Os misteriosos casos de inflamação grave do fígado ainda não têm causa definida, mas evidências apontam para a infecção pelo adenovírus 41F
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Tem tratamento para hepatite A?
Não existe um antiviral específico para tratar a hepatite A. “Os cuidados nesses casos são sintomáticos, ou seja, se o paciente tem náusea, é dado um antiemético; se apresenta dor abdominal, recomenda-se um analgésico”, destaca Lewi.
“No geral, o mais indicado para ajudar na recuperação é o repouso relativo — a pessoa não precisa ficar deitada o tempo todo, mas deve evitar esforço desnecessário, como fazer exercício físico, e manter uma dieta balanceada, sem excesso de gordura ou açúcar”, explica.
Também pode ser recomendado o isolamento de contato do indivíduo infectado. Dessa forma, enquanto estiver se recuperando da infecção, é importante que não compartilhe itens de higiene pessoal, como escova de dente, aparelho de barbear e toalha. Não é necessário um isolamento respiratório.
“O fígado possui uma grande capacidade de recuperação, assim, o tratamento da hepatite A é considerado de suporte. A exceção é para os pacientes que evoluíram para uma hepatite fulminante”, observa Dantas. “Nesses casos, como ocorre uma destruição massiva do órgão, essas pessoas precisam ser internadas em centros especializados para a condução de terapias intensivas e acompanhamento médico próximo”.
Além das melhorias no saneamento básico, o principal método preventivo contra a hepatite é a vacina. Desenvolvida a partir do vírus VHA inativo, ela é altamente eficaz, com efeito duradouro e perene, o que significa que não exige doses de reforço ao longo da vida.
Para quem não sabe se foi imunizado, é possível fazer um exame sorológico, que verifica a presença de anticorpos. Se eles não forem encontrados, é indicado se vacinar. Nos postos de saúde do SUS, o imunizante é distribuído gratuitamente para crianças de 12 meses até 5 anos incompletos (4 anos, 11 meses e 29 dias). A aplicação está prevista no calendário de vacinação infantil aos 15 meses.
Além disso, a rede pública oferece a vacina em um esquema de duas doses, com intervalo mínimo de seis meses, para crianças, adolescentes e adultos com hepatopatias crônicas ou outras condições que levem à imunodepressão, como a infecção pelo HIV.