GDF faz campanha nas escolas para orientar pais e alunos sobre segurança no trânsito – Secretaria de Estado de Educação

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Campanha percorrerá os centros de ensino pelos próximos 15 dias promovendo ações educativas



Por Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger


 


Com o retorno das férias de mais de 459 mil estudantes em 710 escolas públicas, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta segunda-feira (4), a campanha Volta às Aulas, que promove ações educativas nas vias de acesso a centros de ensino da capital. O primeiro colégio a receber a campanha foi o Elefante Branco, na Asa Sul. A ação, coordenada pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), visa orientar pais e alunos sobre os cuidados para que o trajeto de casa para o colégio, e vice-versa, seja feito com segurança. A campanha ocorrerá pelos próximos 15 dias, durante os períodos de entrada e de saída de diversas escolas do DF.


 


O Detran-DF promoveu ação educativa da campanha Volta às Aulas no colégio Elefante Branco, nesta segunda (4) | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília


 


Os alunos recebem cartilhas com atividades pedagógicas, além de ganharem um panfleto no formato da mão do mascote do Detran-DF, Segurito, para se lembrarem da importância do sinal de vida e de atravessar a rua com segurança. As orientações abrangem também cuidados com ciclistas, pedestres, passageiros e também aos motoristas.


 


Nas abordagens, os pais recebem material educativo com orientações sobre os cuidados com os pedestres e ciclistas no trânsito, a importância do uso do cinto de segurança e cadeirinha, os riscos de parar em fila dupla, a forma correta de fazer embarque e desembarque de passageiros e os cuidados ao contratar o transporte escolar.


 


Estudantes recebem material informativo e orientações, como não usar celular ao atravessar a faixa de pedestre


 


Segundo Ana Maria Moreira, diretora de Educação de Trânsito do Detran, a ação de volta às aulas é um momento importante para a conscientização do pedestre, do motorista, do ciclista e do motociclista. “Nosso objetivo aqui é fazer com que o aluno tenha uma travessia tranquila. A gente sabe que nesse momento de volta às aulas, o fluxo de carros aumenta bastante e o trânsito fica mais intenso, o que gera algum desconforto”, comenta. “Uma coisa que acontece muito são os pais que vão deixar os alunos na escola pararem em fila dupla. Esse é outro alerta que a gente dá. Não pare em fila dupla, você pode colocar seu filho em risco”, alerta.


Distrações causadas pelo celular

 


Ana afirma que o uso do celular também tem sido motivo de preocupação. “Em relação ao uso do celular, a gente sabe que, principalmente o adolescente, costuma atravessar a faixa de pedestre com o celular na mão, com fone de ouvido. Então a gente também orienta que durante a travessia o cidadão deixe o celular um pouquinho de lado”, aconselha.


 


“Muitos alunos colocam em risco a própria vida ao atravessar a rua sem atenção”, comentou a estudante Isabela Souza Abreu, que elogiou a ação educativa


O analista em atividades de trânsito Marcelo Vilela Moraes confirma. “Hoje em dia o celular se tornou o fator de maior distração, tanto para o motorista quanto para pedestres”, afirma. Segundo Moraes, muitos jovens andam distraídos pelos celulares, até na hora de atravessar a rua. “Ao atravessar na faixa de pedestres, além de esperar os carros pararem, é importante parar de olhar o celular e prestar atenção na hora da travessia”, afirma.


 


Ele conta que a campanha está sendo bem-recebida pelos estudantes. “A gente percebe que os alunos têm sido bem receptivos. Inclusive, dependendo de onde a gente está, eles vêm em nossa direção para interagir e pegar o material. A receptividade deles tem sido muito boa”, avalia. Para ele, a dica principal é atravessar sempre na faixa de pedestre. “Quando a faixa de pedestre não for semaforizada, deve-se fazer o sinal de vida, aguardar que os carros parem para poder fazer a travessia segura”, aconselha.


 


“Ao atravessar na faixa de pedestres, além de esperar os carros pararem, é importante parar de olhar o celular e prestar atenção na hora da travessia”, destacou o analista em atividades de trânsito Marcelo Vilela Morae


A estudante Isabela Souza Abreu cursa o 3º ano do ensino médio no Elefante Branco. Para ela, a campanha de conscientização é muito importante. “Muitos alunos colocam em risco a própria vida ao atravessar a rua sem atenção. Então eu acho uma coisa muito importante tanto para os alunos, quanto para os motoristas”, afirma.


 


Maria Clara Venâncio também é aluna do 3º ano do centro educacional. Ela conta que já soube de um caso de aluno atropelado em frente à escola. “Eu acho importante a campanha educativa, porque tem risco de acidente com alunos antes de entrar na escola”, avalia.



A diretora de Educação de Trânsito lembra ainda que a segurança no trânsito é responsabilidade de todos. “Eu gostaria de dizer principalmente para os pais não se esquecerem que a gente está transportando o nosso bem maior, que são os nossos filhos. A gente tem uma responsabilidade maior com o trânsito. O trânsito seguro é responsabilidade de todos. E que todo mundo leve a sério aquela frase: Desacelere, seu bem maior é a vida”, conclui Ana.


 


Veja abaixo onde a campanha Volta às Aulas do Detran estará nesta semana:


 Terça-feira (5) – 11h às 13h – Colégio Ideal Manacá – Rua Manacá 2, Bloco 2 – Águas Claras;
 Quarta-feira (6) – 11h às 13h – Colégio Único – SGAS II 606 – Asa Sul;
 Quinta-feira (7) – 11h às 13h – Colégio Digital Jardins – Jardins Mangueiral – Lote 4;
 Sexta-feira (8) – 11h às 13h – Jardim de Infância 305 Sul – SQS 305 Sul – Área Especial.


 


04/08/2025 - Volta às aulas: GDF faz campanha em escolas públicas para orientar pais e alunos sobre segurança no trânsito








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https://jornalismodigitaldf.com.br/gdf-faz-campanha-nas-escolas-para-orientar-pais-e-alunos-sobre-seguranca-no-transito-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=172872
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GDF faz campanha nas escolas para orientar pais e alunos sobre segurança no trânsito – Secretaria de Estado de Educação

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Campanha percorrerá os centros de ensino pelos próximos 15 dias promovendo ações educativas



Por Carlos Eduardo Bafutto, da Agência Brasília | Edição: Débora Cronemberger


 


Com o retorno das férias de mais de 459 mil estudantes em 710 escolas públicas, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou, nesta segunda-feira (4), a campanha Volta às Aulas, que promove ações educativas nas vias de acesso a centros de ensino da capital. O primeiro colégio a receber a campanha foi o Elefante Branco, na Asa Sul. A ação, coordenada pelo Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), visa orientar pais e alunos sobre os cuidados para que o trajeto de casa para o colégio, e vice-versa, seja feito com segurança. A campanha ocorrerá pelos próximos 15 dias, durante os períodos de entrada e de saída de diversas escolas do DF.


 


O Detran-DF promoveu ação educativa da campanha Volta às Aulas no colégio Elefante Branco, nesta segunda (4) | Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília


 


Os alunos recebem cartilhas com atividades pedagógicas, além de ganharem um panfleto no formato da mão do mascote do Detran-DF, Segurito, para se lembrarem da importância do sinal de vida e de atravessar a rua com segurança. As orientações abrangem também cuidados com ciclistas, pedestres, passageiros e também aos motoristas.


 


Nas abordagens, os pais recebem material educativo com orientações sobre os cuidados com os pedestres e ciclistas no trânsito, a importância do uso do cinto de segurança e cadeirinha, os riscos de parar em fila dupla, a forma correta de fazer embarque e desembarque de passageiros e os cuidados ao contratar o transporte escolar.


 


Estudantes recebem material informativo e orientações, como não usar celular ao atravessar a faixa de pedestre


 


Segundo Ana Maria Moreira, diretora de Educação de Trânsito do Detran, a ação de volta às aulas é um momento importante para a conscientização do pedestre, do motorista, do ciclista e do motociclista. “Nosso objetivo aqui é fazer com que o aluno tenha uma travessia tranquila. A gente sabe que nesse momento de volta às aulas, o fluxo de carros aumenta bastante e o trânsito fica mais intenso, o que gera algum desconforto”, comenta. “Uma coisa que acontece muito são os pais que vão deixar os alunos na escola pararem em fila dupla. Esse é outro alerta que a gente dá. Não pare em fila dupla, você pode colocar seu filho em risco”, alerta.


Distrações causadas pelo celular

 


Ana afirma que o uso do celular também tem sido motivo de preocupação. “Em relação ao uso do celular, a gente sabe que, principalmente o adolescente, costuma atravessar a faixa de pedestre com o celular na mão, com fone de ouvido. Então a gente também orienta que durante a travessia o cidadão deixe o celular um pouquinho de lado”, aconselha.


 


“Muitos alunos colocam em risco a própria vida ao atravessar a rua sem atenção”, comentou a estudante Isabela Souza Abreu, que elogiou a ação educativa


O analista em atividades de trânsito Marcelo Vilela Moraes confirma. “Hoje em dia o celular se tornou o fator de maior distração, tanto para o motorista quanto para pedestres”, afirma. Segundo Moraes, muitos jovens andam distraídos pelos celulares, até na hora de atravessar a rua. “Ao atravessar na faixa de pedestres, além de esperar os carros pararem, é importante parar de olhar o celular e prestar atenção na hora da travessia”, afirma.


 


Ele conta que a campanha está sendo bem-recebida pelos estudantes. “A gente percebe que os alunos têm sido bem receptivos. Inclusive, dependendo de onde a gente está, eles vêm em nossa direção para interagir e pegar o material. A receptividade deles tem sido muito boa”, avalia. Para ele, a dica principal é atravessar sempre na faixa de pedestre. “Quando a faixa de pedestre não for semaforizada, deve-se fazer o sinal de vida, aguardar que os carros parem para poder fazer a travessia segura”, aconselha.


 


“Ao atravessar na faixa de pedestres, além de esperar os carros pararem, é importante parar de olhar o celular e prestar atenção na hora da travessia”, destacou o analista em atividades de trânsito Marcelo Vilela Morae


A estudante Isabela Souza Abreu cursa o 3º ano do ensino médio no Elefante Branco. Para ela, a campanha de conscientização é muito importante. “Muitos alunos colocam em risco a própria vida ao atravessar a rua sem atenção. Então eu acho uma coisa muito importante tanto para os alunos, quanto para os motoristas”, afirma.


 


Maria Clara Venâncio também é aluna do 3º ano do centro educacional. Ela conta que já soube de um caso de aluno atropelado em frente à escola. “Eu acho importante a campanha educativa, porque tem risco de acidente com alunos antes de entrar na escola”, avalia.



A diretora de Educação de Trânsito lembra ainda que a segurança no trânsito é responsabilidade de todos. “Eu gostaria de dizer principalmente para os pais não se esquecerem que a gente está transportando o nosso bem maior, que são os nossos filhos. A gente tem uma responsabilidade maior com o trânsito. O trânsito seguro é responsabilidade de todos. E que todo mundo leve a sério aquela frase: Desacelere, seu bem maior é a vida”, conclui Ana.


 


Veja abaixo onde a campanha Volta às Aulas do Detran estará nesta semana:


 Terça-feira (5) – 11h às 13h – Colégio Ideal Manacá – Rua Manacá 2, Bloco 2 – Águas Claras;
 Quarta-feira (6) – 11h às 13h – Colégio Único – SGAS II 606 – Asa Sul;
 Quinta-feira (7) – 11h às 13h – Colégio Digital Jardins – Jardins Mangueiral – Lote 4;
 Sexta-feira (8) – 11h às 13h – Jardim de Infância 305 Sul – SQS 305 Sul – Área Especial.


 


04/08/2025 - Volta às aulas: GDF faz campanha em escolas públicas para orientar pais e alunos sobre segurança no trânsito








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Secretário Rodrigo Delmasso celebra candidatura de Brasília para sediar a Liga das Nações de Vôlei

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Por Denise Oliveira.



Brasília está oficialmente na disputa para sediar uma das etapas da Liga das Nações de Vôlei (VNL), o maior evento anual do vôlei mundial. A candidatura da capital federal representa um marco importante na valorização do esporte e na projeção internacional da cidade, e conta com o apoio direto de diversas lideranças — entre elas, o Secretário Executivo das Cidades, Rodrigo Delmasso.



Rodrigo Delmasso destacou o potencial da cidade para receber grandes eventos esportivos e o impacto positivo que a VNL pode trazer para a população. "Brasília é uma cidade que respira esporte, cultura e integração. A chegada da Liga das Nações será um divisor de águas para o turismo, a economia local e, principalmente, para a promoção da prática esportiva entre os nossos jovens", afirmou o secretário.



A candidatura só foi possível graças ao empenho coletivo de lideranças políticas e esportivas. Entre os apoiadores estão:



  • O Governador Ibaneis Rocha, que autorizou oficialmente a candidatura;


  • O Presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Radamés Lattari, que enviará Brasília como única cidade brasileira candidata à Federação Internacional de Voleibol (FIVB);


  • O Presidente da Federação de Voleibol do Distrito Federal, José Bezerra, parceiro desde o início da proposta;


  • O Deputado Federal Júlio César Ribeiro, fundamental no apoio político;


  • E o Secretário de Esportes, Renato Junqueira, que tem caminhado junto nesse projeto.



Segundo Delmasso, este é mais um passo no esforço do Governo do Distrito Federal para transformar a cidade em referência nacional em eventos esportivos. “Seguimos comprometidos em atrair eventos que movimentem nossa economia, inspirem nossos jovens e fortaleçam a imagem de Brasília no cenário internacional”, concluiu.



Se confirmada pela FIVB, Brasília será palco de jogos que reunirão as principais seleções do mundo, movimentando a economia local e colocando a cidade sob os holofotes do esporte mundial.



Brasília está pronta para fazer história — com a força do nosso vôlei e o entusiasmo da torcida mais vibrante do Brasil!







https://jornalismodigitaldf.com.br/secretario-rodrigo-delmasso-celebra-candidatura-de-brasilia-para-sediar-a-liga-das-nacoes-de-volei/?fsp_sid=172859
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Secretário Rodrigo Delmasso celebra candidatura de Brasília para sediar a Liga das Nações de Vôlei

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Por Denise Oliveira.



Brasília está oficialmente na disputa para sediar uma das etapas da Liga das Nações de Vôlei (VNL), o maior evento anual do vôlei mundial. A candidatura da capital federal representa um marco importante na valorização do esporte e na projeção internacional da cidade, e conta com o apoio direto de diversas lideranças — entre elas, o Secretário Executivo das Cidades, Rodrigo Delmasso.



Rodrigo Delmasso destacou o potencial da cidade para receber grandes eventos esportivos e o impacto positivo que a VNL pode trazer para a população. "Brasília é uma cidade que respira esporte, cultura e integração. A chegada da Liga das Nações será um divisor de águas para o turismo, a economia local e, principalmente, para a promoção da prática esportiva entre os nossos jovens", afirmou o secretário.



A candidatura só foi possível graças ao empenho coletivo de lideranças políticas e esportivas. Entre os apoiadores estão:



  • O Governador Ibaneis Rocha, que autorizou oficialmente a candidatura;


  • O Presidente da Confederação Brasileira de Voleibol (CBV), Radamés Lattari, que enviará Brasília como única cidade brasileira candidata à Federação Internacional de Voleibol (FIVB);


  • O Presidente da Federação de Voleibol do Distrito Federal, José Bezerra, parceiro desde o início da proposta;


  • O Deputado Federal Júlio César Ribeiro, fundamental no apoio político;


  • E o Secretário de Esportes, Renato Junqueira, que tem caminhado junto nesse projeto.



Segundo Delmasso, este é mais um passo no esforço do Governo do Distrito Federal para transformar a cidade em referência nacional em eventos esportivos. “Seguimos comprometidos em atrair eventos que movimentem nossa economia, inspirem nossos jovens e fortaleçam a imagem de Brasília no cenário internacional”, concluiu.



Se confirmada pela FIVB, Brasília será palco de jogos que reunirão as principais seleções do mundo, movimentando a economia local e colocando a cidade sob os holofotes do esporte mundial.



Brasília está pronta para fazer história — com a força do nosso vôlei e o entusiasmo da torcida mais vibrante do Brasil!







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USP: saliva de carrapato pode ajudar no tratamento da febre maculosa

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Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) identificaram uma substância na saliva dos carrapatos que pode abrir um novo caminho para tratar a febre maculosa.


Os pesquisadores conseguiram extrair a molécula Amblyostatin-1 da saliva do carrapato Amblyomma sculptum, o principal vetor da doença. Testes iniciais mostraram as primeiras evidências de que a substância tem propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras e impede o corpo de combater a bactéria da febre maculosa de forma imediata, atrasando a defesa natural do sistema imune.


“A molécula que identificamos é um imunomodulador, que é importante não só para entender como ocorre o contágio com a febre maculosa — ajudando o corpo humano a bloquear a infecção — como também possui uma capacidade de interferir no sistema imune que pode ser útil para o desenvolvimento de remédios e tratamentos no futuro”, afirma o professor de imunologia Anderson de Sá-Nunes, que orientou a investigação.

A pesquisa foi publicada na revista científica Frontiers in Immunology, em 16 de julho, e contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Também participaram da investigação biomédicos gregos, tchecos e espanhóis.





O que é a febre maculosa?



  • A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela, comum em capivaras e bois, e presente em áreas de vegetação e margens de rios.

  • Entre 2014 e 2025, o Brasil notificou 59 mil casos e confirmou 2,7 mil deles. A doença causou 782 mortes no país, com taxa de letalidade de 29,1%.

  • O diagnóstico precoce é essencial para a eficácia do tratamento.

  • A doença é causada pelas bactérias Rickettsia rickettsii (em casos mais graves) e pela Rickettsia parkeri (em geral, levando a quadros mais brandos). Ela não é transmitida entre pessoas, apenas por meio da picada de carrapatos infectados.

  • Os principais sintomas da doença são: febre, dor de cabeça intensa, diarreia, dor muscular constante e, em casos graves, paralisia dos membros e gangrena.

  • Para evitar a doença, é essencial evitar o contato com carrapatos e inspecionar o corpo a cada duas horas ao transitar por áreas de risco.

  • O carrapato deve ser retirado com pinça e torção leve, sem esmagar o animal, para evitar o contato com saliva ou partes da boca contaminadas.

  • O tratamento com antibióticos deve começar nos primeiros dois ou três dias de sintomas para um melhor prognóstico; o atraso pode causar falência de órgãos e levar à morte.




Enzima pode ter outros usos, diz USP


Ao transmitir a febre maculosa, o carrapato infectado injeta na pele tanto a bactéria quanto moléculas que suprimem a resposta imune do hospedeiro. Isso facilita a doença a se instalar no organismo e dificulta o diagnóstico precoce.


A Amblyostatin-1, encontrada na saliva deles, pertence à família das cistatinas, que inibem enzimas envolvidas na resposta imunológica. No estudo, ela mostrou capacidade de bloquear catepsinas associadas à ativação de células de defesa.


A inibição dessas enzimas resultou na redução da inflamação em testes feitos com camundongos. Os resultados sugerem que a molécula pode ter aplicação terapêutica em doenças inflamatórias crônicas e autoimunes desde que seja adaptada para uso clínico.


Os pesquisadores explicam que, como a molécula não é identificada pelas células de defesa do corpo, o organismo não produz anticorpos para diminuir seu efeito, o que mantém a molécula sabotando as defesas do paciente por longos períodos.


“Essa característica faz da Amblyostatin-1 um antígeno silencioso, ou seja, uma molécula que o organismo não reconhece como uma ameaça. Isso permite seu uso contínuo sem perda de eficácia, algo desejável em tratamentos de longo prazo para doenças inflamatórias crônicas e autoimunes”, complementa Sá-Nunes.

Caminho para novos imunomoduladores


Nos testes laboratoriais, a Amblyostatin-1 reduziu a inflamação da pele e estimulou a produção de IL-10, uma citocina com ação anti-inflamatória. Com essas propriedades, a substância se destaca como um possível agente imunobiológico. Ela pode modular o sistema de defesa sem desencadear respostas agressivas, o que é útil em terapias para inflamações graves.


Ainda são necessários novos estudos para avaliar a aplicação em humanos. No entanto, os dados obtidos indicam que a Amblyostatin-1 pode ser um ponto de partida para medicamentos inovadores.


A molécula já havia sido estudada em testes anteriores pelo mesmo grupo de investigadores, que percebeu que a secreção dela é maior justamente no momento em que o carrapato está se alimentando do sangue, servindo para que não se note o ataque.


Com os dados obtidos, os cientistas esperam avançar em estratégias para impedir que a bactéria atinja o sistema do hospedeiro, especialmente sem ser notada. A ideia é encontrar uma forma de neutralizar a febre maculosa no início e evitar as mortes causadas pela doença.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






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https://jornalismodigitaldf.com.br/usp-saliva-de-carrapato-pode-ajudar-no-tratamento-da-febre-maculosa/?fsp_sid=172833
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USP: saliva de carrapato pode ajudar no tratamento da febre maculosa

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Pesquisadores do Instituto de Ciências Biomédicas da Universidade de São Paulo (ICB-USP) identificaram uma substância na saliva dos carrapatos que pode abrir um novo caminho para tratar a febre maculosa.


Os pesquisadores conseguiram extrair a molécula Amblyostatin-1 da saliva do carrapato Amblyomma sculptum, o principal vetor da doença. Testes iniciais mostraram as primeiras evidências de que a substância tem propriedades anti-inflamatórias e imunomoduladoras e impede o corpo de combater a bactéria da febre maculosa de forma imediata, atrasando a defesa natural do sistema imune.


“A molécula que identificamos é um imunomodulador, que é importante não só para entender como ocorre o contágio com a febre maculosa — ajudando o corpo humano a bloquear a infecção — como também possui uma capacidade de interferir no sistema imune que pode ser útil para o desenvolvimento de remédios e tratamentos no futuro”, afirma o professor de imunologia Anderson de Sá-Nunes, que orientou a investigação.

A pesquisa foi publicada na revista científica Frontiers in Immunology, em 16 de julho, e contou com financiamento da Fundação de Amparo à Pesquisa do Estado de São Paulo (FAPESP) e do Conselho Nacional de Desenvolvimento Científico e Tecnológico (CNPq). Também participaram da investigação biomédicos gregos, tchecos e espanhóis.





O que é a febre maculosa?



  • A febre maculosa é transmitida pela picada do carrapato-estrela, comum em capivaras e bois, e presente em áreas de vegetação e margens de rios.

  • Entre 2014 e 2025, o Brasil notificou 59 mil casos e confirmou 2,7 mil deles. A doença causou 782 mortes no país, com taxa de letalidade de 29,1%.

  • O diagnóstico precoce é essencial para a eficácia do tratamento.

  • A doença é causada pelas bactérias Rickettsia rickettsii (em casos mais graves) e pela Rickettsia parkeri (em geral, levando a quadros mais brandos). Ela não é transmitida entre pessoas, apenas por meio da picada de carrapatos infectados.

  • Os principais sintomas da doença são: febre, dor de cabeça intensa, diarreia, dor muscular constante e, em casos graves, paralisia dos membros e gangrena.

  • Para evitar a doença, é essencial evitar o contato com carrapatos e inspecionar o corpo a cada duas horas ao transitar por áreas de risco.

  • O carrapato deve ser retirado com pinça e torção leve, sem esmagar o animal, para evitar o contato com saliva ou partes da boca contaminadas.

  • O tratamento com antibióticos deve começar nos primeiros dois ou três dias de sintomas para um melhor prognóstico; o atraso pode causar falência de órgãos e levar à morte.




Enzima pode ter outros usos, diz USP


Ao transmitir a febre maculosa, o carrapato infectado injeta na pele tanto a bactéria quanto moléculas que suprimem a resposta imune do hospedeiro. Isso facilita a doença a se instalar no organismo e dificulta o diagnóstico precoce.


A Amblyostatin-1, encontrada na saliva deles, pertence à família das cistatinas, que inibem enzimas envolvidas na resposta imunológica. No estudo, ela mostrou capacidade de bloquear catepsinas associadas à ativação de células de defesa.


A inibição dessas enzimas resultou na redução da inflamação em testes feitos com camundongos. Os resultados sugerem que a molécula pode ter aplicação terapêutica em doenças inflamatórias crônicas e autoimunes desde que seja adaptada para uso clínico.


Os pesquisadores explicam que, como a molécula não é identificada pelas células de defesa do corpo, o organismo não produz anticorpos para diminuir seu efeito, o que mantém a molécula sabotando as defesas do paciente por longos períodos.


“Essa característica faz da Amblyostatin-1 um antígeno silencioso, ou seja, uma molécula que o organismo não reconhece como uma ameaça. Isso permite seu uso contínuo sem perda de eficácia, algo desejável em tratamentos de longo prazo para doenças inflamatórias crônicas e autoimunes”, complementa Sá-Nunes.

Caminho para novos imunomoduladores


Nos testes laboratoriais, a Amblyostatin-1 reduziu a inflamação da pele e estimulou a produção de IL-10, uma citocina com ação anti-inflamatória. Com essas propriedades, a substância se destaca como um possível agente imunobiológico. Ela pode modular o sistema de defesa sem desencadear respostas agressivas, o que é útil em terapias para inflamações graves.


Ainda são necessários novos estudos para avaliar a aplicação em humanos. No entanto, os dados obtidos indicam que a Amblyostatin-1 pode ser um ponto de partida para medicamentos inovadores.


A molécula já havia sido estudada em testes anteriores pelo mesmo grupo de investigadores, que percebeu que a secreção dela é maior justamente no momento em que o carrapato está se alimentando do sangue, servindo para que não se note o ataque.


Com os dados obtidos, os cientistas esperam avançar em estratégias para impedir que a bactéria atinja o sistema do hospedeiro, especialmente sem ser notada. A ideia é encontrar uma forma de neutralizar a febre maculosa no início e evitar as mortes causadas pela doença.


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Mortes por câncer colorretal devem crescer 36% até 2040, diz estudo

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O câncer colorretal deve causar 36% mais mortes no Brasil até 2040. A projeção foi divulgada nessa terça-feira (5/8) pela Fundação do Câncer.


“O câncer colorretal, também chamado de câncer do intestino ou câncer de cólon e reto, apesar de altamente prevenível, geralmente só é identificado já em fase avançada, o que dificulta o sucesso do tratamento, como ocorreu com a cantora Preta Gil“, diz Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer.


De acordo com o levantamento, o número de óbitos deve saltar de 146 mil, no período entre 2026 e 2030, para quase 200 mil entre 2036 e 2040. A estimativa é de que a taxa de mortalidade passe de 13,5 para 18 mortes a cada 100 mil habitantes. O crescimento aparece em todas as regiões do país, com destaques preocupantes no Sul e no Sudeste.



Sinais de alerta do câncer de intestino



  • Presença de sangue nas fezes, seja vermelho vivo ou escuro, com ou sem muco.

  • Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.

  • Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.

  • Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.



Diferenças regionais e desigualdades no acesso


A Região Sudeste deve registrar o maior número total de mortes por câncer colorretal, passando de 75 mil para mais de 100 mil óbitos nos próximos 15 anos. Já a Região Sul, apesar de ter menos casos no geral, concentra a maior proporção de mortes em relação ao tamanho da população, com quase 23 óbitos para cada 100 mil habitantes até 2040.


O estudo também chama atenção para a situação do Centro-Oeste, onde a proporção de diagnósticos em estágio avançado é uma das mais altas do país. No total, 58% dos homens e 59% das mulheres da região só descobrem o câncer quando ele já está em estágio 4, o mais grave.


No Norte e no Nordeste, o cenário é diferente. Embora as taxas sejam mais baixas, a tendência de crescimento continua evidente. No Norte, por exemplo, o número de óbitos deve subir de 6,8 mil para mais de 10 mil na próxima década.


Diagnóstico tardio compromete tratamento


Um dos pontos centrais do boletim é o diagnóstico tardio da doença. Segundo a Fundação do Câncer, a maioria das mortes ocorre porque o câncer é descoberto já em fases avançadas, quando as chances de sucesso no tratamento estão reduzidas.


Dados recentes mostram que 78% dos pacientes que morreram estavam nos estágios 3 ou 4 da doença. Entre os homens, mais da metade dos óbitos ocorreram no estágio 4.



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Nos países que adotaram programas de rastreamento estruturados, a taxa de sobrevida após cinco anos de diagnóstico chega a 65%. No Brasil, os índices são bem mais baixos, com 48,3% para câncer de cólon e 42,4% para câncer de reto.


Segundo o coloproctologista Alexandre Nishimura, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o dado mais preocupante do estudo é o avanço da doença entre pessoas com menos de 50 anos, um grupo que até pouco tempo não era considerado de risco.


“Isso reforça a necessidade de reavaliar as diretrizes de rastreamento, que hoje focam apenas na população acima dessa faixa etária”, afirma o médico.

9 imagensPor isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doençaA perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômagoA tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmãoOutro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retidoFechar modal.1 de 9

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

Phynart Studio/ Getty Images3 de 9

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.

Flashpop/ Getty Images4 de 9

Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago

FG Trade/ Getty Images5 de 9

A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

South_agency/ Getty Images6 de 9

Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

Peter Dazeley/ Getty Images7 de 9

A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

RealPeopleGroup/ Getty Images8 de 9

Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

ljubaphoto/ Getty Images9 de 9

Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

DjelicS/ Getty Images

Brasil ainda não tem rastreamento estruturado


O levantamento também destaca que o país ainda não conta com uma política nacional de rastreamento organizada. Hoje, o diagnóstico depende da iniciativa individual do paciente ou da suspeita clínica de um profissional de saúde. Exames como o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia não são oferecidos de forma sistemática à população.


Para Nishimura, a principal barreira é a ausência de um programa robusto e financiado que integre rastreamento e tratamento.


“Sem investimento em infraestrutura, capacitação de profissionais e planejamento estratégico, será difícil mudar o cenário atual. Seria necessário um plano nacional de saúde que priorize a prevenção, como já foi feito em outros países com bons resultados”, completa.

Além disso, segundo Luiz Augusto, é essencial que o país promova a adoção de hábitos saudáveis. “O autocuidado precisa ser incentivado. Fatores como idade avançada, histórico familiar, consumo frequente de carnes processadas, sedentarismo, obesidade, tabagismo e uso excessivo de álcool aumentam significativamente o risco de desenvolver câncer colorretal”, finaliza.


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Mortes por câncer colorretal devem crescer 36% até 2040, diz estudo

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O câncer colorretal deve causar 36% mais mortes no Brasil até 2040. A projeção foi divulgada nessa terça-feira (5/8) pela Fundação do Câncer.


“O câncer colorretal, também chamado de câncer do intestino ou câncer de cólon e reto, apesar de altamente prevenível, geralmente só é identificado já em fase avançada, o que dificulta o sucesso do tratamento, como ocorreu com a cantora Preta Gil“, diz Luiz Augusto Maltoni, diretor executivo da Fundação do Câncer.


De acordo com o levantamento, o número de óbitos deve saltar de 146 mil, no período entre 2026 e 2030, para quase 200 mil entre 2036 e 2040. A estimativa é de que a taxa de mortalidade passe de 13,5 para 18 mortes a cada 100 mil habitantes. O crescimento aparece em todas as regiões do país, com destaques preocupantes no Sul e no Sudeste.



Sinais de alerta do câncer de intestino



  • Presença de sangue nas fezes, seja vermelho vivo ou escuro, com ou sem muco.

  • Sintomas irritativos, como alteração do hábito intestinal e que provoca diarreia crônica e necessidade urgente de evacuar, com pouco volume fecal.

  • Sintomas obstrutivos, como afilamento das fezes, sensação de esvaziamento incompleto, constipação persistente de início recente, cólicas abdominais frequentes associadas a inchaço abdominal.

  • Sintomas inespecíficos, como fadiga, perda de peso e anemia crônica.



Diferenças regionais e desigualdades no acesso


A Região Sudeste deve registrar o maior número total de mortes por câncer colorretal, passando de 75 mil para mais de 100 mil óbitos nos próximos 15 anos. Já a Região Sul, apesar de ter menos casos no geral, concentra a maior proporção de mortes em relação ao tamanho da população, com quase 23 óbitos para cada 100 mil habitantes até 2040.


O estudo também chama atenção para a situação do Centro-Oeste, onde a proporção de diagnósticos em estágio avançado é uma das mais altas do país. No total, 58% dos homens e 59% das mulheres da região só descobrem o câncer quando ele já está em estágio 4, o mais grave.


No Norte e no Nordeste, o cenário é diferente. Embora as taxas sejam mais baixas, a tendência de crescimento continua evidente. No Norte, por exemplo, o número de óbitos deve subir de 6,8 mil para mais de 10 mil na próxima década.


Diagnóstico tardio compromete tratamento


Um dos pontos centrais do boletim é o diagnóstico tardio da doença. Segundo a Fundação do Câncer, a maioria das mortes ocorre porque o câncer é descoberto já em fases avançadas, quando as chances de sucesso no tratamento estão reduzidas.


Dados recentes mostram que 78% dos pacientes que morreram estavam nos estágios 3 ou 4 da doença. Entre os homens, mais da metade dos óbitos ocorreram no estágio 4.



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Nos países que adotaram programas de rastreamento estruturados, a taxa de sobrevida após cinco anos de diagnóstico chega a 65%. No Brasil, os índices são bem mais baixos, com 48,3% para câncer de cólon e 42,4% para câncer de reto.


Segundo o coloproctologista Alexandre Nishimura, do Hospital Israelita Albert Einstein, em São Paulo, o dado mais preocupante do estudo é o avanço da doença entre pessoas com menos de 50 anos, um grupo que até pouco tempo não era considerado de risco.


“Isso reforça a necessidade de reavaliar as diretrizes de rastreamento, que hoje focam apenas na população acima dessa faixa etária”, afirma o médico.

9 imagensPor isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doençaA perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômagoA tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmãoOutro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retidoFechar modal.1 de 9

Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação

boonchai wedmakawand2 de 9

Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença

Phynart Studio/ Getty Images3 de 9

A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.

Flashpop/ Getty Images4 de 9

Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago

FG Trade/ Getty Images5 de 9

A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão

South_agency/ Getty Images6 de 9

Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido

Peter Dazeley/ Getty Images7 de 9

A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados

RealPeopleGroup/ Getty Images8 de 9

Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos

ljubaphoto/ Getty Images9 de 9

Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago

DjelicS/ Getty Images

Brasil ainda não tem rastreamento estruturado


O levantamento também destaca que o país ainda não conta com uma política nacional de rastreamento organizada. Hoje, o diagnóstico depende da iniciativa individual do paciente ou da suspeita clínica de um profissional de saúde. Exames como o teste de sangue oculto nas fezes e a colonoscopia não são oferecidos de forma sistemática à população.


Para Nishimura, a principal barreira é a ausência de um programa robusto e financiado que integre rastreamento e tratamento.


“Sem investimento em infraestrutura, capacitação de profissionais e planejamento estratégico, será difícil mudar o cenário atual. Seria necessário um plano nacional de saúde que priorize a prevenção, como já foi feito em outros países com bons resultados”, completa.

Além disso, segundo Luiz Augusto, é essencial que o país promova a adoção de hábitos saudáveis. “O autocuidado precisa ser incentivado. Fatores como idade avançada, histórico familiar, consumo frequente de carnes processadas, sedentarismo, obesidade, tabagismo e uso excessivo de álcool aumentam significativamente o risco de desenvolver câncer colorretal”, finaliza.


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