Carnaval no DF tem redução de 42,9% na média diária de registros policiais

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O Carnaval de 2025 no Distrito Federal segue marcado pela segurança e pela redução expressiva nos índices criminais. O transporte público gratuito, oferecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), tem facilitado a mobilidade dos participantes. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) indicam que desde o início da folia, no sábado (1º), foram registradas 83 ocorrências relacionadas às festividades carnavalescas.


Para públicos de todas as idades, Carnaval tem sido de alegria sem distúrbios no DF | Fotos: Divulgação/SSP-DF


Os números preliminares apontam ainda 41 registros entre a manhã de domingo (2) e a madrugada desta segunda-feira (3). Entre os principais registros estão furtos de celulares (15 casos, representando 36,5%) e apreensões de substâncias entorpecentes e armas brancas (nove casos, equivalentes a 21,9%). Também foram contabilizados episódios de embriaguez ao volante, maus-tratos, furtos diversos e um caso de roubo a transeunte envolvendo a subtração de um celular.



“A secretaria vem acertando com as novas rotinas e realocação de alguns blocos em locais mais seguros, seguindo recomendações do Ministério Público, e com acesso facilitado ao sistema de transporte público, de forma que os foliões possam se divertir e voltar para casa com segurança”


Carlos Eduardo de Souza, subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF



Em 2024, o Carnaval se encerrou com um total de 364 casos no período festivo – uma proporção de 72,8 casos por dia. Até o momento, os dados indicam uma redução de 42,9% na média diária de registros policiais, no comparativo com o ano passado.


“A secretaria vem acertando com as novas rotinas e realocação de alguns blocos em locais mais seguros, seguindo recomendações do Ministério Público, e com acesso facilitado ao sistema de transporte público, de forma que os foliões possam se divertir e voltar para casa com segurança”, afirmou o subsecretário de Operações Integradas da pasta, Carlos Eduardo Melo de Souza.


Reforço na segurança


A Polícia Militar (PMDF) tem atuado de forma intensa nas linhas de revista, de forma integrada com o videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), coordenado pela SSP-DF e com os centros de comando e operações instalados na Cidade da Segurança Pública, no estacionamento da Torre de TV.



Somente no domingo (2), a Polícia Militar (PMDF) apreendeu 142 tesouras, 85 facas, 13 canivetes e seis estiletes, além de outros objetos diversos, como armas de choque, aerossóis, espargidores e um simulacro de arma de fogo.


Ao todo, foram 248 armas brancas retiradas de circulação. Também foram apreendidas porções de maconha, cocaína, haxixe e ecstasy. Seis termos circunstanciados precisaram ser lavrados para porte de arma branca e outros três por uso de substância entorpecente.


Fiscalização


A Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) também esteve ativa na fiscalização. O órgão apreendeu 127 garrafas de cerveja do tipo long neck, 56 bebidas destiladas, 17 cigarros eletrônicos e diversos outros produtos que estavam sendo comercializados de maneira irregular por ambulantes sem o devido licenciamento no Plano Piloto. Os ambulantes precisam ser licenciados e não podem comercializar objetos perfurocortantes, tais como garrafas de vidro e espetinhos.


Em Planaltina, um bar foi interditado por funcionar sem a devida licença para executar música eletrônica. Ao todo, durante o domingo, a pasta fiscalizou 16 eventos e fez a interdição de três eventos que funcionavam sem licenciamento. A DF Legal vem observando as licenças de funcionamento, horário de início e fim e estimativa de público.


Ações preventivas


A atuação preventiva contou também com a ação da Polícia Civil (PCDF), que distribuiu três mil panfletos com informações sobre o combate à violência contra a mulher e os canais de denúncia disponíveis. Também foi montada uma delegacia móvel, na área da Torre de TV, para facilitar o registro das ocorrências.



Episódios de consumo exagerado de álcool foram a principal causa dos atendimentos prestados pelo Corpo de Bombeiros



O Corpo de Bombeiros (CBMDF) prestou 43 atendimentos durante os eventos de domingo, com destaque para casos de alcoolemia, entorse, desmaio, ferimentos diversos, maus-tratos, sangramento nasal, mal súbito, taquicardia e intoxicação medicamentosa. O consumo excessivo de álcool foi a principal causa dos atendimentos, com 19 ocorrências.


Segurança infantil


Crianças também estiveram sob foco da ação da PMDF, que ajudou os pais a identificá-las com pulseirinhas e carteiras


A proteção das crianças também recebeu atenção especial. No domingo, a PMDF entregou 600 pulseiras de identificação para crianças, e os pais puderam emitir carteirinhas no site da corporação. Os documentos contêm dicas de segurança, como evitar aceitar alimentos ou bebidas de desconhecidos e sempre permanecer próximo aos responsáveis.


Além disso, policiais militares do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) promoveram ações educativas no bloco Baratinha, no Parque da Cidade, contemplando crianças e adolescentes.


Educação no trânsito


Operação Carnaval Seguro promove fiscalização de trânsito nas regiões administrativas


Em Águas Claras, a operação Carnaval Seguro, do Detran-DF, mobilizou as equipes de fiscalização para coibir irregularidades e garantir segurança para condutores e pedestres. Foram feitas mais de 210 abordagens, resultando em 17 autuações por alcoolemia – foram aplicados 130 testes de etilômetro – e outras infrações, como dois veículos sem licenciamento, um condutor com CNH Vencida e dois escapamentos regulares. Cinco veículos foram removidos ao depósito.


“A operação Carnaval Seguro integra as estratégias do Detran-DF para reforçar a segurança viária e reduzir os riscos de acidentes durante o período festivo, quando o consumo de álcool ao volante tende a aumentar”, observou o  diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Glauber Peixoto.


A Polícia Militar (PMDF) também atuou no trânsito, abordando 1.280 veículos e aplicando 453 autos de infração, sendo 108 por direção sob efeito de álcool. Cinco veículos foram removidos ao depósito.


*Com informações da Secretaria de Segurança Pública


 










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https://jornalismodigitaldf.com.br/carnaval-no-df-tem-reducao-de-429-na-media-diaria-de-registros-policiais/?fsp_sid=119488
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Carnaval no DF tem redução de 42,9% na média diária de registros policiais

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O Carnaval de 2025 no Distrito Federal segue marcado pela segurança e pela redução expressiva nos índices criminais. O transporte público gratuito, oferecido pelo Governo do Distrito Federal (GDF), tem facilitado a mobilidade dos participantes. Dados da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) indicam que desde o início da folia, no sábado (1º), foram registradas 83 ocorrências relacionadas às festividades carnavalescas.


Para públicos de todas as idades, Carnaval tem sido de alegria sem distúrbios no DF | Fotos: Divulgação/SSP-DF


Os números preliminares apontam ainda 41 registros entre a manhã de domingo (2) e a madrugada desta segunda-feira (3). Entre os principais registros estão furtos de celulares (15 casos, representando 36,5%) e apreensões de substâncias entorpecentes e armas brancas (nove casos, equivalentes a 21,9%). Também foram contabilizados episódios de embriaguez ao volante, maus-tratos, furtos diversos e um caso de roubo a transeunte envolvendo a subtração de um celular.



“A secretaria vem acertando com as novas rotinas e realocação de alguns blocos em locais mais seguros, seguindo recomendações do Ministério Público, e com acesso facilitado ao sistema de transporte público, de forma que os foliões possam se divertir e voltar para casa com segurança”


Carlos Eduardo de Souza, subsecretário de Operações Integradas da SSP-DF



Em 2024, o Carnaval se encerrou com um total de 364 casos no período festivo – uma proporção de 72,8 casos por dia. Até o momento, os dados indicam uma redução de 42,9% na média diária de registros policiais, no comparativo com o ano passado.


“A secretaria vem acertando com as novas rotinas e realocação de alguns blocos em locais mais seguros, seguindo recomendações do Ministério Público, e com acesso facilitado ao sistema de transporte público, de forma que os foliões possam se divertir e voltar para casa com segurança”, afirmou o subsecretário de Operações Integradas da pasta, Carlos Eduardo Melo de Souza.


Reforço na segurança


A Polícia Militar (PMDF) tem atuado de forma intensa nas linhas de revista, de forma integrada com o videomonitoramento do Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), coordenado pela SSP-DF e com os centros de comando e operações instalados na Cidade da Segurança Pública, no estacionamento da Torre de TV.



Somente no domingo (2), a Polícia Militar (PMDF) apreendeu 142 tesouras, 85 facas, 13 canivetes e seis estiletes, além de outros objetos diversos, como armas de choque, aerossóis, espargidores e um simulacro de arma de fogo.


Ao todo, foram 248 armas brancas retiradas de circulação. Também foram apreendidas porções de maconha, cocaína, haxixe e ecstasy. Seis termos circunstanciados precisaram ser lavrados para porte de arma branca e outros três por uso de substância entorpecente.


Fiscalização


A Secretaria de Proteção da Ordem Urbanística do Distrito Federal (DF Legal) também esteve ativa na fiscalização. O órgão apreendeu 127 garrafas de cerveja do tipo long neck, 56 bebidas destiladas, 17 cigarros eletrônicos e diversos outros produtos que estavam sendo comercializados de maneira irregular por ambulantes sem o devido licenciamento no Plano Piloto. Os ambulantes precisam ser licenciados e não podem comercializar objetos perfurocortantes, tais como garrafas de vidro e espetinhos.


Em Planaltina, um bar foi interditado por funcionar sem a devida licença para executar música eletrônica. Ao todo, durante o domingo, a pasta fiscalizou 16 eventos e fez a interdição de três eventos que funcionavam sem licenciamento. A DF Legal vem observando as licenças de funcionamento, horário de início e fim e estimativa de público.


Ações preventivas


A atuação preventiva contou também com a ação da Polícia Civil (PCDF), que distribuiu três mil panfletos com informações sobre o combate à violência contra a mulher e os canais de denúncia disponíveis. Também foi montada uma delegacia móvel, na área da Torre de TV, para facilitar o registro das ocorrências.



Episódios de consumo exagerado de álcool foram a principal causa dos atendimentos prestados pelo Corpo de Bombeiros



O Corpo de Bombeiros (CBMDF) prestou 43 atendimentos durante os eventos de domingo, com destaque para casos de alcoolemia, entorse, desmaio, ferimentos diversos, maus-tratos, sangramento nasal, mal súbito, taquicardia e intoxicação medicamentosa. O consumo excessivo de álcool foi a principal causa dos atendimentos, com 19 ocorrências.


Segurança infantil


Crianças também estiveram sob foco da ação da PMDF, que ajudou os pais a identificá-las com pulseirinhas e carteiras


A proteção das crianças também recebeu atenção especial. No domingo, a PMDF entregou 600 pulseiras de identificação para crianças, e os pais puderam emitir carteirinhas no site da corporação. Os documentos contêm dicas de segurança, como evitar aceitar alimentos ou bebidas de desconhecidos e sempre permanecer próximo aos responsáveis.


Além disso, policiais militares do Programa Educacional de Resistência às Drogas (Proerd) promoveram ações educativas no bloco Baratinha, no Parque da Cidade, contemplando crianças e adolescentes.


Educação no trânsito


Operação Carnaval Seguro promove fiscalização de trânsito nas regiões administrativas


Em Águas Claras, a operação Carnaval Seguro, do Detran-DF, mobilizou as equipes de fiscalização para coibir irregularidades e garantir segurança para condutores e pedestres. Foram feitas mais de 210 abordagens, resultando em 17 autuações por alcoolemia – foram aplicados 130 testes de etilômetro – e outras infrações, como dois veículos sem licenciamento, um condutor com CNH Vencida e dois escapamentos regulares. Cinco veículos foram removidos ao depósito.


“A operação Carnaval Seguro integra as estratégias do Detran-DF para reforçar a segurança viária e reduzir os riscos de acidentes durante o período festivo, quando o consumo de álcool ao volante tende a aumentar”, observou o  diretor de Policiamento e Fiscalização de Trânsito do Detran-DF, Glauber Peixoto.


A Polícia Militar (PMDF) também atuou no trânsito, abordando 1.280 veículos e aplicando 453 autos de infração, sendo 108 por direção sob efeito de álcool. Cinco veículos foram removidos ao depósito.


*Com informações da Secretaria de Segurança Pública


 










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carros icônicos não se tornarão SUVs

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Lembram-se de quando a Mitsubishi anunciou a volta o Eclipse? Lembram-se de terem ficado absolutamente arrasados quando ele foi revelado como um SUV pouco inspirador, em vez de um carro esportivo divertido? A Volkswagen não quer que as pessoas se sintam assim em relação a seus carros. Ou, pelo menos, os carros com legados interessantes.


Essa é a palavra do CEO da marca VW, Thomas Schafer, de acordo com uma entrevista recente à revista britânica Autocar. Por enquanto, parece que a empresa valoriza a história e o legado de seus veículos e não está interessada em reiniciar nada. Isso não quer dizer que o desenvolvimento de novos produtos não trará mais SUVs ou crossovers. Mas Schafer promete que esses modelos não usarão emblemas de veículos de desempenho consagrados do passado da empresa. Para deixar claro esse ponto, ele mencionou especificamente que o Scirocco, então cupê baseado no Golf, nunca se tornaria um SUV.





“O Scirocco é um modelo muito especial”, disse Schafer, de acordo com a Autocar. “Posso citar alguns outros, mas se ele não refletir o DNA do carro original em um sentido realmente forte, então dar a ele um novo nome e fazer outra coisa.”


A declaração vem em um momento em que algumas montadoras foram criticadas por trazer de volta modelos antigos em gêneros completamente novos. O já mencionado Mitsubishi Eclipse Cross vem imediatamente à mente, mas outros modelos como o Ford Capri – que costumava ser um cupê fastback esportivo, mas retornou em julho passado como um crossover elétrico – também incomodaram os puristas.


“Se você chamar algo de algo que não é, tenha muito cuidado”, disse Schafer. “Por exemplo, se for um GTI, é melhor que seja um GTI. É o nosso modelo. Ele tem que ser fiel aos genes.”








VW Scirocco R at 24H Nurburgring Nordschleife


A última vez que vimos o VW Scirocco foi em 2017, quando o hot hatch de três portas foi aposentado. Lançado originalmente na década de 1970, ele foi um elemento básico do desempenho da VW até a década de 1980. Após um hiato de 16 anos, retornou em 2008, embora as vendas nunca tenham sido particularmente fortes. Rumores de um novo Scirocco flutuaram em segundo plano durante o último ano, possivelmente retornando à cena como um elétrico de alto desempenho. No entanto, esses rumores têm sido escassos e amplamente especulativos.


Será que um hot hatch elétrico de três portas ainda teria DNA suficiente para justificar o nome Scirocco, ou será necessário um motor de quatro cilindros de alta potência para torná-lo um retorno adequado? Entre nos comentários e nos diga.



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Di Propósito encerra Carnaval do Mané com samba e pagode nesta terça

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O Carnaval do Mané se despede nesta terça-feira (4/3) com uma noite de pagode e samba. O grupo Di Propósito comanda a festa na Arena BRB Mané Garrincha, trazendo seus maiores sucessos e um repertório para ninguém ficar parado.


A programação ainda conta com Adriana Samartini, Benzadeus, Clima de Montanha e o bloco Aparelhinho, garantindo um fim de festa à altura da folia.


Os ingressos custam a partir de R$ 103 e estão à venda no site e aplicativo da R2. Compre aqui!



Estrutura


A estrutura do Carnaval do Mané é um show à parte. O espaço conta com um palco principal de 16 metros de altura, camarote coberto de 1.200m²,  painel de LED de 180m² e uma área exclusiva para pessoas com deficiência.


Outra novidade é o Buraco do Mané. No espaço, que fica no subsolo do estádio e tem uma “passagem secreta” direto da arena, DJ’s vão animar a festa do início ao fim.


Para os foliões que precisarem de um momento de descanso, haverá também um espaço de descompressão.


Veja a programação:


Terça-feira (4/2): Di Propósito, Aparelinho, Adriana Samartini, Benzadeus e Clima de Montanha


Carnaval do Mané


Dias 4 de março, na Arena BRB Mané Garrincha, a partir das 16h. Os ingressos custam a partir de R$ 103 a meia-entrada e podem ser comprados no site ou app da R2 produções. Classificação indicativa: 18 anos.






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Febre amarela: entenda a situação e saiba se você deve se preocupar

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A febre amarela é uma doença transmitida por mosquitos, que pode levar a casos graves e até à morte. Em 2024, foram registrados 61 casos e 30 óbitos no Brasil. Este ano, o foco da doença se concentra em São Paulo, onde foram confirmados 19 casos e 13 mortes apenas nos primeiros dois meses do ano.


Nenhuma das vítimas estava vacinada contra a febre amarela, de acordo com a Secretaria de Estado da Saúde de São Paulo (SES-SP). A incidência de casos aumenta a preocupação com um novo surto relacionado à doença.


“A única forma de prevenção da febre amarela é a vacinação. Ela é segura e eficaz, e confere imunidade para vida toda”, explica a infectologista Tânia Chaves, coordenadora do Comitê de Medicina de Viagem da Sociedade Brasileira de Infectologia (SBI).



Existem riscos de novos surtos?


Historicamente, a febre amarela segue um padrão cíclico de surtos a cada sete a oito anos, com maior incidência entre dezembro e maio. O último surto importante iniciou em dezembro de 2016 e foi até o ano seguinte. Com a diminuição da cobertura vacinal nas Américas, o perigo de uma epidemia aumenta.


O desmatamento é outro fator que contribui para surtos. Ele altera os habitats naturais dos mosquitos e hospedeiros, aumentando a interação de humanos com animais infectados.


“Infelizmente, pela presença do ciclo silvestre e o aumento progressivo do desmatamento, com pessoas se deslocando para áreas onde existe a doença, aumenta o risco de novos surtos”, diz o professor de medicina César Omar, da Universidade Católica de Brasília.


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A febre amarela, comum na Região Amazônica, é uma doença endêmica, porque ocorre durante uma estação do ano e em certas localidades do Norte

Getty Images
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A doença é transmitida nos ciclos silvestre e urbano

Getty Images
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É importante que a população se vacine contra a doença

Daniel Ferreira/Metrópoles

Formas de transmissão da febre amarela


A transmissão da febre amarela ocorre através da picada dos mosquitos infectados das espécies Haemagogus e Sabethes em áreas de mato, e do mosquito espécie Aedes aegypti em locais urbanos. Assim, existem dois ciclos de transmissão da doença:



  • Ciclo silvestre: ocorre quando mosquitos do gênero Haemagogus e Sabethes picam animais infectados (como macacos) e, posteriormente, transmitem o vírus a seres humanos que vivem ou transitam em áreas de floresta, zonas rurais ou periurbanas.

  • Ciclo urbano: ocorre quando o Aedes aegypti pica uma pessoa infectada e, em seguida, transmite o vírus a outras pessoas em áreas urbanas.


Sintomas da doença


Os sintomas da febre amarela variam de acordo com a gravidade de cada caso, podendo incluir:



  • Febre alta;

  • Dor de cabeça;

  • Dores musculares;

  • Náuseas;

  • Vômitos;

  • Icterícia (pele e olhos amarelados);

  • Sangramentos;

  • Falência de órgãos.


Como se prevenir


A vacinação é a principal medida para evitar casos graves e morte por febre amarela após a picada do mosquito. No entanto, algumas medidas de prevenção podem ser tomadas para controlar o avanço da doença, como a eliminação de criadouros de mosquitos e o uso de repelentes e roupas protetoras.


Para quem reside em áreas de mata, o cuidado deve ser redobrado. “É recomendado evitar atividades ao ar livre nos horários de maior atividade dos vetores, geralmente ao amanhecer e ao entardecer”, orienta a infectologista e professora de medicina Eveline Vale, do Centro Universitário de Brasília (CEUB).


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https://jornalismodigitaldf.com.br/febre-amarela-entenda-a-situacao-e-saiba-se-voce-deve-se-preocupar/?fsp_sid=119458
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UnB lança ferramenta para mapear estrangeiros na comunidade acadêmica

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Em busca de conhecimento ou fugindo de guerras e regimes antidemocráticos, 976 alunos e professores estrangeiros estudam e ensinam atualmente na Universidade de Brasília (UnB). O mapeamento é fruto da nova plataforma DataMigra, produzida pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra/UnB) e a Secretaria de Assuntos Internacionais (INT/UnB).


Veja o levantamento:



Segundo a professora de Línguas Estrangeiras Aplicadas na UnB e coordenadora da Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur/ONU), Susana Martínez, a plataforma poderá ajudar no aperfeiçoamento do acolhimento de imigrantes refugiados. Segundo a educadora, nascida na Espanha, essas pessoas enfrentam barreiras linguísticas, preconceito e muitas vezes desconhece direitos que têm em território brasileiro.



“Há cursos com trajetórias mais acolhedoras, outros não. Tem estrangeiros com relatos de experiências maravilhosas, perfeitas. Outros, lamentavelmente, não”, comentou. A língua é uma das principais barreiras. Martínez também coordena o projeto Mobilang, criado para estudar os fenômenos de contatos linguísticos decorrentes das mobilidades humanas, questionando a noção de fronteira, com uma abordagem sociolinguística.


O Mobilang oferece intérpretes para estrangeiros, não apenas para a comunidade da UnB, mas para todo Brasil. “Em tempos atuais, onde os discursos anti-imigração estão recrudescendo, o Brasil tem um Lei focada no imigrante como uma pessoa com direitos. É bom vermos mais e mais ações para que esses discursos não nos atinjam. Precisamos uma resposta mais humanizada para pessoas que precisam sair de seus países de origem”, destacou.


Estudantes e professoras estrangeiras:


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A professora e pesquisadora Susana Martinez e a estudante Kenderloude Simeon são exemplos de estrangeiras que buscaram a UnB após deixarem seus países

Material cedido ao Metrópoles
2 de 6

Kenderloude Simeon estuda Enfermagem

Material cedido ao Metrópoles
3 de 6

Segundo Kenderloude Simeon, o acolhimento para estrangeiros precisa melhorar

Material cedido ao Metrópoles
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Para a estudante Roheen Naz, a barreira linguística precisa ser superada

Material cedido ao Metrópoles
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Elisha Rani cursa Relações Internacionais e considera que a UnB foi um divisor de águas em sua vida

Material cedido ao Metrópoles
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"Migrar é um direito", afirmou Elisha Rani

Material cedido ao Metrópoles

A UnB acolhe atualmente com 561 alunos refugiados e imigrantes. Os 10 principais países de origem dos discentes são: Colômbia, Cuba, Peru, Moçambique, França, Angola, Argentina, Haiti, Guiné e Bolívia. O número de docentes na mesma situação é de 415. No caso dos educadores, as nacionalidades mais presentes são: Colômbia, Argentina, Itália, Estados Unidos, Peru, Espanha, Alemanha, França, Cuba e Portugal.


Barreiras


A haitiana Kenderloude Simeon é estudante do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e cursa Enfermagem na UnB. Para ela, o modelo de acolhimento da UnB precisa melhorar, e os alunos internacionais deviam ser apresentados para a comunidade acadêmica, pois levou um ano para conversar com alguém da sua turma, falando quem é e de onde vem. “Posso dizer que deixou a desejar o meu acolhimento”, contou.


A estudante contou que alguns cursos contam com poucos alunos internacionais, por isso, sem o acolhimento da turma, muitos acabam isolados. Ela afirma também que seria bom se os estudantes PEC-Gs voltassem a ter contato com a Secretaria de Assuntos Internacionais (INT), pois é a instituição que os representa na UnB. “Hoje temos zero contato com INT e não é porque não queremos”, contou.


“São muitas barreiras, mas a principal é a linguística, principalmente no início da graduação. Apesar dos problemas e barreiras, Kenderloude ama estudar na UnB. “Para mim, é um sonho realizado. É por isso que algumas coisas ruins não me atingem tanto. Sei quanta gente gostaria de estar no meu lugar. Por isso, sempre tento ver o lado bom para me erguer. Estudar na UnB me deixa muito feliz. Tudo o que sou hoje é graças à UnB”, argumentou.


Nascida no Paquistarão, Roheen Naz e estuda Odontologia na UnB. Para ela, estar no campus é um sonho. A estudante decidiu mudar de curso, porque não condições de pagar pelos materiais didáticos exigidos pela graduação. “Odontologia é curso muito caro. Quando entrei, pensava que ia ser tudo de graça, porque é uma universidade federal. Em outros países é diferente. Preciso gastar R$ 6 mil. Se não tiver dinheiro, vou perder a matrícula. Eu desisti. Por causa do problema financeiro, para mim, já era”, revelou.


Entristecida, a jovem planeja migrar para Relações Internacionais. Segundo ela, os estrangeiros deveriam receber as informações detalhadas do curso, inclusive com possíveis gastos, antes de começarem os estudos. Segundo Roheen, a barreira linguística atrapalha os estrangeiros nas provas. Por isso, defende a adoção de um modelo de avaliação, onde os alunos possam escolher a língua aplicada nos exames. “Muitos alunos estrangeiros não sabem os benefícios que têm direito. Era preciso criar uma forma de informar melhor os estudantes”, completou.


Divisor de águas


Elisha Rani também nasceu no Paquistão e cursa Relações Internacionais. “Vim para o Brasil com 10 anos. Estudei o ensino fundamental aqui. Então, a relação com colegas e professores está sendo totalmente diferente. O ambiente é muito bom, muito multicultural. Você vê gente de todos os tipos, jeitos culturas. Entrar na UnB foi um divisor de águas para mim. No Paquistão, em geral, as universidades são pagas. Lá não teria essa oportunidade”, comentou.


Segundo Elisha, a UnB oferece programas e projetos de extensão para acolhimento dos estrangeiros, inclusive para sanar pendências burocráticas. Para ela, a universidade pode melhorar as ações para integração, como por exemplo com dias de exposição cultural onde os estrangeiros apresentam um pouco de suas culturas para a comunidade. No futuro ela espera trabalhar em embaixadas e projetos de apoio a imigrantes e direitos humanos.


Elisha repudia o crescente discurso contra a imigração visto em diversos países atualmente. “É um discurso elitista que não reconhece a sua própria história colonizadora. É um discurso que vai contra as leis humanitárias. Migrar é um direito”, ponderou.


Segundo o coordenador geral do OBMigra, o professor e doutor Leonardo Cavalcanti, a UnB tem um papel central na produção de conhecimento científico voltado para desafios sociais concretos. Por meio do DataMigra BI, ferramenta desenvolvida pelo observatório, pesquisadores e gestores passaram a ter acesso a um banco de dados interativo e atualizado dos migrantes e refugiados na universidade.


“Para a UnB, o mapeamento permite um planejamento mais eficiente para acolher essa população, desenvolvendo políticas institucionais baseadas em dados reais. Para a comunidade acadêmica, representa uma oportunidade de pesquisa interdisciplinar, ampliando o campo de estudos sobre migração e educação no Brasil. Para os próprios migrantes e refugiados, essa iniciativa fortalece sua visibilidade e direitos, garantindo que suas necessidades sejam reconhecidas e contempladas nas políticas educacionais da universidade”, explicou Cavalcanti.


De acordo com o pesquisador, ao tornar esses dados acessíveis e transparentes, a UnB contribui não apenas para seu próprio aprimoramento institucional, mas também para o desenvolvimento de políticas públicas em nível nacional. Para o pesquisador, dentre os desafios, já identificados, destaca-se a necessidade de ampliar políticas de permanência estudantil, garantindo não apenas o acesso à universidade, mas também condições adequadas para que esses estudantes consigam concluir seus cursos.


Desafios para a UnB e outras instituições:


– Programas específicos de moradia e alimentação, considerando as dificuldades enfrentadas por estudantes imigrantes para alugar casas, muitas vezes devido à exigência de fiadores ou comprovação de renda formal, que eles não possuem.


– Ampliação de oportunidades de estágio, bolsas de pesquisa e programas de extensão, como alternativa para garantir subsistência e engajamento acadêmico, visto que estudantes imigrantes não podem trabalhar formalmente no país.


– Apoio jurídico e institucional para facilitar o acesso a direitos básicos e orientação sobre regularização migratória, uma vez que muitos estudantes desconhecem ou enfrentam barreiras burocráticas para acessar benefícios disponíveis.


– Oferta de suporte psicossocial e redes de apoio acadêmico, considerando que a adaptação a um novo país e a um novo sistema educacional pode gerar desafios emocionais e acadêmicos.


– No caso dos refugiados, a situação é ainda mais desafiadora, pois muitos chegam sem documentação acadêmica completa. A UnB pode avançar na facilitação da aceitação de documentos e validação de diplomas, garantindo que a burocracia não seja um entrave ao direito à educação.


 






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UnB lança ferramenta para mapear estrangeiros na comunidade acadêmica

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Em busca de conhecimento ou fugindo de guerras e regimes antidemocráticos, 976 alunos e professores estrangeiros estudam e ensinam atualmente na Universidade de Brasília (UnB). O mapeamento é fruto da nova plataforma DataMigra, produzida pelo Observatório das Migrações Internacionais (OBMigra/UnB) e a Secretaria de Assuntos Internacionais (INT/UnB).


Veja o levantamento:



Segundo a professora de Línguas Estrangeiras Aplicadas na UnB e coordenadora da Cátedra Sérgio Vieira de Mello, da Agência da Organização das Nações Unidas para Refugiados (Acnur/ONU), Susana Martínez, a plataforma poderá ajudar no aperfeiçoamento do acolhimento de imigrantes refugiados. Segundo a educadora, nascida na Espanha, essas pessoas enfrentam barreiras linguísticas, preconceito e muitas vezes desconhece direitos que têm em território brasileiro.



“Há cursos com trajetórias mais acolhedoras, outros não. Tem estrangeiros com relatos de experiências maravilhosas, perfeitas. Outros, lamentavelmente, não”, comentou. A língua é uma das principais barreiras. Martínez também coordena o projeto Mobilang, criado para estudar os fenômenos de contatos linguísticos decorrentes das mobilidades humanas, questionando a noção de fronteira, com uma abordagem sociolinguística.


O Mobilang oferece intérpretes para estrangeiros, não apenas para a comunidade da UnB, mas para todo Brasil. “Em tempos atuais, onde os discursos anti-imigração estão recrudescendo, o Brasil tem um Lei focada no imigrante como uma pessoa com direitos. É bom vermos mais e mais ações para que esses discursos não nos atinjam. Precisamos uma resposta mais humanizada para pessoas que precisam sair de seus países de origem”, destacou.


Estudantes e professoras estrangeiras:


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A professora e pesquisadora Susana Martinez e a estudante Kenderloude Simeon são exemplos de estrangeiras que buscaram a UnB após deixarem seus países

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Kenderloude Simeon estuda Enfermagem

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Segundo Kenderloude Simeon, o acolhimento para estrangeiros precisa melhorar

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Para a estudante Roheen Naz, a barreira linguística precisa ser superada

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Elisha Rani cursa Relações Internacionais e considera que a UnB foi um divisor de águas em sua vida

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"Migrar é um direito", afirmou Elisha Rani

Material cedido ao Metrópoles

A UnB acolhe atualmente com 561 alunos refugiados e imigrantes. Os 10 principais países de origem dos discentes são: Colômbia, Cuba, Peru, Moçambique, França, Angola, Argentina, Haiti, Guiné e Bolívia. O número de docentes na mesma situação é de 415. No caso dos educadores, as nacionalidades mais presentes são: Colômbia, Argentina, Itália, Estados Unidos, Peru, Espanha, Alemanha, França, Cuba e Portugal.


Barreiras


A haitiana Kenderloude Simeon é estudante do Programa de Estudantes-Convênio de Graduação (PEC-G) e cursa Enfermagem na UnB. Para ela, o modelo de acolhimento da UnB precisa melhorar, e os alunos internacionais deviam ser apresentados para a comunidade acadêmica, pois levou um ano para conversar com alguém da sua turma, falando quem é e de onde vem. “Posso dizer que deixou a desejar o meu acolhimento”, contou.


A estudante contou que alguns cursos contam com poucos alunos internacionais, por isso, sem o acolhimento da turma, muitos acabam isolados. Ela afirma também que seria bom se os estudantes PEC-Gs voltassem a ter contato com a Secretaria de Assuntos Internacionais (INT), pois é a instituição que os representa na UnB. “Hoje temos zero contato com INT e não é porque não queremos”, contou.


“São muitas barreiras, mas a principal é a linguística, principalmente no início da graduação. Apesar dos problemas e barreiras, Kenderloude ama estudar na UnB. “Para mim, é um sonho realizado. É por isso que algumas coisas ruins não me atingem tanto. Sei quanta gente gostaria de estar no meu lugar. Por isso, sempre tento ver o lado bom para me erguer. Estudar na UnB me deixa muito feliz. Tudo o que sou hoje é graças à UnB”, argumentou.


Nascida no Paquistarão, Roheen Naz e estuda Odontologia na UnB. Para ela, estar no campus é um sonho. A estudante decidiu mudar de curso, porque não condições de pagar pelos materiais didáticos exigidos pela graduação. “Odontologia é curso muito caro. Quando entrei, pensava que ia ser tudo de graça, porque é uma universidade federal. Em outros países é diferente. Preciso gastar R$ 6 mil. Se não tiver dinheiro, vou perder a matrícula. Eu desisti. Por causa do problema financeiro, para mim, já era”, revelou.


Entristecida, a jovem planeja migrar para Relações Internacionais. Segundo ela, os estrangeiros deveriam receber as informações detalhadas do curso, inclusive com possíveis gastos, antes de começarem os estudos. Segundo Roheen, a barreira linguística atrapalha os estrangeiros nas provas. Por isso, defende a adoção de um modelo de avaliação, onde os alunos possam escolher a língua aplicada nos exames. “Muitos alunos estrangeiros não sabem os benefícios que têm direito. Era preciso criar uma forma de informar melhor os estudantes”, completou.


Divisor de águas


Elisha Rani também nasceu no Paquistão e cursa Relações Internacionais. “Vim para o Brasil com 10 anos. Estudei o ensino fundamental aqui. Então, a relação com colegas e professores está sendo totalmente diferente. O ambiente é muito bom, muito multicultural. Você vê gente de todos os tipos, jeitos culturas. Entrar na UnB foi um divisor de águas para mim. No Paquistão, em geral, as universidades são pagas. Lá não teria essa oportunidade”, comentou.


Segundo Elisha, a UnB oferece programas e projetos de extensão para acolhimento dos estrangeiros, inclusive para sanar pendências burocráticas. Para ela, a universidade pode melhorar as ações para integração, como por exemplo com dias de exposição cultural onde os estrangeiros apresentam um pouco de suas culturas para a comunidade. No futuro ela espera trabalhar em embaixadas e projetos de apoio a imigrantes e direitos humanos.


Elisha repudia o crescente discurso contra a imigração visto em diversos países atualmente. “É um discurso elitista que não reconhece a sua própria história colonizadora. É um discurso que vai contra as leis humanitárias. Migrar é um direito”, ponderou.


Segundo o coordenador geral do OBMigra, o professor e doutor Leonardo Cavalcanti, a UnB tem um papel central na produção de conhecimento científico voltado para desafios sociais concretos. Por meio do DataMigra BI, ferramenta desenvolvida pelo observatório, pesquisadores e gestores passaram a ter acesso a um banco de dados interativo e atualizado dos migrantes e refugiados na universidade.


“Para a UnB, o mapeamento permite um planejamento mais eficiente para acolher essa população, desenvolvendo políticas institucionais baseadas em dados reais. Para a comunidade acadêmica, representa uma oportunidade de pesquisa interdisciplinar, ampliando o campo de estudos sobre migração e educação no Brasil. Para os próprios migrantes e refugiados, essa iniciativa fortalece sua visibilidade e direitos, garantindo que suas necessidades sejam reconhecidas e contempladas nas políticas educacionais da universidade”, explicou Cavalcanti.


De acordo com o pesquisador, ao tornar esses dados acessíveis e transparentes, a UnB contribui não apenas para seu próprio aprimoramento institucional, mas também para o desenvolvimento de políticas públicas em nível nacional. Para o pesquisador, dentre os desafios, já identificados, destaca-se a necessidade de ampliar políticas de permanência estudantil, garantindo não apenas o acesso à universidade, mas também condições adequadas para que esses estudantes consigam concluir seus cursos.


Desafios para a UnB e outras instituições:


– Programas específicos de moradia e alimentação, considerando as dificuldades enfrentadas por estudantes imigrantes para alugar casas, muitas vezes devido à exigência de fiadores ou comprovação de renda formal, que eles não possuem.


– Ampliação de oportunidades de estágio, bolsas de pesquisa e programas de extensão, como alternativa para garantir subsistência e engajamento acadêmico, visto que estudantes imigrantes não podem trabalhar formalmente no país.


– Apoio jurídico e institucional para facilitar o acesso a direitos básicos e orientação sobre regularização migratória, uma vez que muitos estudantes desconhecem ou enfrentam barreiras burocráticas para acessar benefícios disponíveis.


– Oferta de suporte psicossocial e redes de apoio acadêmico, considerando que a adaptação a um novo país e a um novo sistema educacional pode gerar desafios emocionais e acadêmicos.


– No caso dos refugiados, a situação é ainda mais desafiadora, pois muitos chegam sem documentação acadêmica completa. A UnB pode avançar na facilitação da aceitação de documentos e validação de diplomas, garantindo que a burocracia não seja um entrave ao direito à educação.


 






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https://jornalismodigitaldf.com.br/unb-lanca-ferramenta-para-mapear-estrangeiros-na-comunidade-academica/?fsp_sid=119446
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Ações educativas sobre segurança no trânsito impactam 9 mil pessoas nesta segunda de Carnaval

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Nesta segunda-feira (3), o Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF) realizou ações educativas em diversos eventos carnavalescos, como Bloco das Flores, Brilho Cor e Som, Galinho de Brasília, Baratona, Divinas Tetas, Bloco do Amor, Deficiente e a Mãe, Meninos da Ceilândia e Axé Dudu. Ao todo, as ações alcançaram aproximadamente 9 mil pessoas. Somente no Bloco do Detran-DF, montado no Parque da Cidade, cerca de 600 participantes foram diretamente impactados.



Detran-DF conscientiza foliões, durante o Carnaval, sobre responsabilidade no trânsito | Foto: Divulgação/Detran-DF



Com a campanha “Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir”, o Detran-DF levou ao público apresentações teatrais, jogos interativos e intervenções artísticas, como mímicos e bonecos, para conscientizar as pessoas sobre a importância da segurança no trânsito.


“As ações educativas realizadas pelo Detran-DF durante o Carnaval são um reflexo do nosso compromisso contínuo com a segurança no trânsito. A campanha ‘Vem, pode vir, só não rola beber e dirigir’ e as atividades de conscientização já impactaram milhares de pessoas, lembrando a importância de atitudes responsáveis, não apenas nas festas, mas no dia a dia de todos”, afirma a diretora de Educação do Detran-DF, Ana Moreira.


*Com informações do Detran-DF


 



Agência Brasília






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Terraplanagem na DF-205, em Sobradinho, marca início de nova etapa de pavimentação

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As obras de pavimentação na DF-205, via importante na Fercal, iniciaram para melhorar o tráfego na região. O trabalho é a continuação da via entregue no último ano, sendo executado pelo Departamento de Estrada e Rodagem (DER) com investimento em torno de R$ 4,6 milhões. A pavimentação irá do km 9,6 ao km 11,1 na Região Administrativa de Sobradinho e a empresa responsável pela execução é a RR Terraplenagem e Construções LTDA.


Cerca de 60 pessoas trabalham na obra e, de acordo com a engenheira coordenadora de obras do DER, Paula Emanoela Silva Almeida, atualmente as equipes se concentram na terraplanagem, aterros e supressão vegetal. Em seguida, vão atuar na pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical – além de nas obras complementares, como uma ciclovia e canteiro de obras.


As equipes se concentram na terraplanagem, aterros e supressão vegetal. Mais tarde, virá a fase de pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília


“É 1,5 km de pavimentação em uma importante via que vai desafogar tanto a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) como a Estrada-Parque Taguatinga (EPTG), com uma ciclovia que será entregue. Aqui é uma importante via de escoamento, principalmente de caminhões, incluindo muitas cimenteiras, então ajuda nessa questão de não perder o produto”, destaca.


Qualidade de vida


A obra vai trazer mais infraestrutura, segurança e mobilidade, reduzindo a poeira e melhorando o fluxo para motoristas, ciclistas e pedestres. Além disso, facilita o acesso da comunidade a serviços essenciais e impulsiona o desenvolvimento da região.


Fátima Viégas: “Vai ser um benefício muito grande, especialmente acabar com a poeira, que quando está na seca fica insuportável”


É o que relata a aposentada Fátima Viégas, 70 anos, que mora na região desde 1997 e recebe a notícia da pavimentação com alegria. “A gente esperou muito por esse momento. Vai ser um benefício muito grande, especialmente acabar com a poeira, que quando está na seca fica insuportável. Quando meus netinhos passam o fim de semana comigo sempre ficam doentes. A gente está muito agradecido com esse benefício, além da qualidade de vida, também vai valorizar essa área”, observa.



Ela acrescenta, ainda, a importância da obra incluir uma ciclovia: “Eu gosto de caminhar e sempre tenho que parar quando passa um carro por causa da poeira. E quando está chovendo não dá por causa da lama. A ciclovia é tudo de bom e já estou sonhando com ela”.


O administrador da Fercal, Fernando Madeira, reforça que a DF-205 é uma rodovia importante também para o escoamento do produto agrícola, utilizando o acesso até a DF-206, no sentido de Brazlândia.


“A continuidade da pavimentação da DF 205 oeste reforça o compromisso que o governo tem com a Fercal e com a zona rural do Distrito Federal. A pavimentação dessa importante rodovia trará mais conforto e segurança aos moradores, aos produtores rurais e à comunidade escolar do Ribeirão e Córrego do Ouro. A população está extremamente satisfeita vendo isso acontecer, com as máquinas e uma equipe engajada trabalhando em uma obra de muita qualidade”, afirma Madeira.


03/03/2025 - Terraplanagem na DF-205, em Sobradinho, marca início de nova etapa de pavimentação










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Terraplanagem na DF-205, em Sobradinho, marca início de nova etapa de pavimentação

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As obras de pavimentação na DF-205, via importante na Fercal, iniciaram para melhorar o tráfego na região. O trabalho é a continuação da via entregue no último ano, sendo executado pelo Departamento de Estrada e Rodagem (DER) com investimento em torno de R$ 4,6 milhões. A pavimentação irá do km 9,6 ao km 11,1 na Região Administrativa de Sobradinho e a empresa responsável pela execução é a RR Terraplenagem e Construções LTDA.


Cerca de 60 pessoas trabalham na obra e, de acordo com a engenheira coordenadora de obras do DER, Paula Emanoela Silva Almeida, atualmente as equipes se concentram na terraplanagem, aterros e supressão vegetal. Em seguida, vão atuar na pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical – além de nas obras complementares, como uma ciclovia e canteiro de obras.


As equipes se concentram na terraplanagem, aterros e supressão vegetal. Mais tarde, virá a fase de pavimentação, drenagem, sinalização horizontal e vertical | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília


“É 1,5 km de pavimentação em uma importante via que vai desafogar tanto a Estrada Parque Indústria e Abastecimento (Epia) como a Estrada-Parque Taguatinga (EPTG), com uma ciclovia que será entregue. Aqui é uma importante via de escoamento, principalmente de caminhões, incluindo muitas cimenteiras, então ajuda nessa questão de não perder o produto”, destaca.


Qualidade de vida


A obra vai trazer mais infraestrutura, segurança e mobilidade, reduzindo a poeira e melhorando o fluxo para motoristas, ciclistas e pedestres. Além disso, facilita o acesso da comunidade a serviços essenciais e impulsiona o desenvolvimento da região.


Fátima Viégas: “Vai ser um benefício muito grande, especialmente acabar com a poeira, que quando está na seca fica insuportável”


É o que relata a aposentada Fátima Viégas, 70 anos, que mora na região desde 1997 e recebe a notícia da pavimentação com alegria. “A gente esperou muito por esse momento. Vai ser um benefício muito grande, especialmente acabar com a poeira, que quando está na seca fica insuportável. Quando meus netinhos passam o fim de semana comigo sempre ficam doentes. A gente está muito agradecido com esse benefício, além da qualidade de vida, também vai valorizar essa área”, observa.



Ela acrescenta, ainda, a importância da obra incluir uma ciclovia: “Eu gosto de caminhar e sempre tenho que parar quando passa um carro por causa da poeira. E quando está chovendo não dá por causa da lama. A ciclovia é tudo de bom e já estou sonhando com ela”.


O administrador da Fercal, Fernando Madeira, reforça que a DF-205 é uma rodovia importante também para o escoamento do produto agrícola, utilizando o acesso até a DF-206, no sentido de Brazlândia.


“A continuidade da pavimentação da DF 205 oeste reforça o compromisso que o governo tem com a Fercal e com a zona rural do Distrito Federal. A pavimentação dessa importante rodovia trará mais conforto e segurança aos moradores, aos produtores rurais e à comunidade escolar do Ribeirão e Córrego do Ouro. A população está extremamente satisfeita vendo isso acontecer, com as máquinas e uma equipe engajada trabalhando em uma obra de muita qualidade”, afirma Madeira.


03/03/2025 - Terraplanagem na DF-205, em Sobradinho, marca início de nova etapa de pavimentação










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