William Placides, de 35 anos, é o mais novo terceiro-secretário do Itamaraty. Ele tomou posse ao lado de 50 outros aprovados no concurso para a carreira diplomática. Natural de Itapecerica da Serra (SP), Willian sempre sonhou em representar o Brasil no exterior, negociar acordos internacionais e prestar assistência aos brasileiros em outros países.
Aos 10 anos, William mudou-se com a mãe e seus três irmãos para o Distrito Federal, após o divórcio dos pais. Eles se instalaram no Sol Nascente, que já foi considerada a maior favela da América Latina, segundo dados do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatísticas (IBGE).
Apesar das dificuldades financeiras, William foi sempre muito dedicado aos estudos. No Exame Nacional do Ensino Médio (Enem), ficou em 3º lugar entre todos os alunos de escolas públicas do DF, conquistando uma vaga no curso de Relações Internacionais da Universidade Católica de Brasília, em 2007, através do Programa Universidade para Todos (Prouni).
“Eu tinha nota para Medicina em algumas universidades pelo Brasil, mas escolhi Relações Internacionais”, conta William. Mesmo na universidade, enfrentou desafios financeiros, com dificuldades para bancar custos e cursos de idiomas. “Já fui para a faculdade só com o dinheiro da ida, e um colega me deu a passagem de volta”, lembra.
Em 2009, com apenas 19 anos, foi aprovado no concurso público e ingressou na carreira de atividades penitenciárias, atual Polícia Penal, onde permaneceu por mais 14 anos. Uma vez no serviço público e tocando atividades comerciais para ter renda extra, surgiram oportunidades de intercambio como o Programa Brasília sem Fronteiras e, posteriormente, em 2018, vivenciou um estágio na sede da Organização das Nações Unidas-ONU, em Genebra, na Suíça.
Aos 35 anos e após cinco reprovações nos concursos para diplomacia, incluindo quatro em fases finais, William finalmente conseguiu sua aprovação no Itamaraty e tomou posse no dia 23/01.
Willian Placides passou no concurso do Itamaraty
Ele destaca a felicidade da conquista sem deixar de mencionar as dificuldades da trajetória. “É um concurso historicamente muito elitista, mas que agora tem mudado o perfil permitindo maior representatividade. Em um país onde menos de 5% da população fala um idioma estrangeiro, exigiam o domínio de três outros além de um português impecável”, afirma. “Minha vivência não se encaixava no perfil mais comum dos aprovados, e isso pode inspirar outros jovens em situação de vulnerabilidade a não desistirem dos seus sonhos.”
A história de William é marcada por perseverança, desafios e uma busca incessante por uma mobilidade social que o tirasse da realidade de sua comunidade. “Minha conquista não me resume apenas de onde eu vim, é muito mais, envolve muita dedicação e estudo. A origem de uma pessoa não define o que ela é e o que pode conquistar “, destaca.
O Cerrado, bioma essencial para a biodiversidade brasileira, ganha um importante reforço em sua preservação com o lançamento do projeto Ação Oikos realizado no sábado (1º), no Centro de Práticas Sustentáveis (CPS) do Jardim Botânico. O projeto, fruto de uma parceria entre o Instituto Brasília Ambiental e o Movimento Comunitário do Jardim Botânico (MCJB), tem como objetivo impulsionar ações de educação ambiental e recuperação da vegetação nativa do Cerrado. Entre as atividades estão a obra dos viveiros do CPS, o plantio e a distribuição gratuita de mudas nativas e medicinais, além de cursos e atividades para a comunidade.
Para a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a educação ambiental é a principal porta para a conscientização da comunidade. “Durante muito tempo, nos acostumamos a ver o meio ambiente se renovando sozinho, mas, com eventos climáticos extremos ocorrendo com cada vez mais frequência, precisamos educar e mobilizar a sociedade para que cada um faça sua parte na preservação”, destacou.
Para a vice-governadora do Distrito Federal, Celina Leão, a educação ambiental é a principal porta para a conscientização da comunidade | Fotos: Divulgação/ Sema-DF
A iniciativa, que terá 16 meses de duração, também promoverá a capacitação de moradores, funcionários de condomínios da região e servidores de escolas públicas para a implementação de mini-hortas de plantas medicinais e temperos. Essa ação beneficiará diretamente a alimentação escolar e incentivará o cultivo sustentável.
A Ação Oikos não apenas contribui para a restauração do meio ambiente, mas também conscientiza as futuras gerações sobre a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos naturais.
O presidente do Instituto Brasília Ambiental, Rôney Nemer, ressaltou a importância da parceria em prol do meio ambiente: “Somando forças, conseguimos alcançar mais espaços, recuperar mais áreas e cuidar daquelas que já existem. Essa parceria reforça o nosso compromisso com o Cerrado”.
Engajamento
A Ação Oikos foi estruturada para atender a múltiplas frentes de atuação, garantindo não apenas a recuperação da vegetação, mas também a promoção da conscientização ambiental e o envolvimento da comunidade. Entre os principais resultados esperados, estão:
→ Obra dos viveiros de plantas nativas do Cerrado e medicinais no CPS; → Produção e distribuição gratuita de 12 mil mudas, sendo 8 mil de árvores nativas do Cerrado e 4 mil de plantas medicinais; → Criação de mini-hortas medicinais em pelo menos oito escolas públicas do Jardim Botânico e regiões vizinhas; → Estabelecimento de parcerias com escolas para visitas educativas ao CPS, incentivando o aprendizado ambiental na prática; → Capacitação da comunidade e de síndicos para a implementação de práticas sustentáveis em condomínios; → Lançamento do Disque-Cerrado, iniciativa que permitirá aos moradores solicitar o plantio gratuito de mudas em suas propriedades, desde que assumam o compromisso de cuidar delas.
A equipe de plantio, composta por profissionais capacitados, atenderá às solicitações sempre que houver um mínimo de dez mudas a serem plantadas em uma área de um hectare, reduzindo custos logísticos e garantindo a eficiência do programa.
O plantio seguirá um protocolo técnico de conservação, incluindo o uso de substrato adequado, aplicação de gel para plantio e entrega de uma cartilha educativa ao solicitante, assegurando que a muda receba os cuidados necessários para seu desenvolvimento.
O projeto é aberto à participação de toda a comunidade do Distrito Federal, que poderá receber mudas gratuitamente, participar de oficinas e ações educativas, além de visitar os viveiros do CPS
Sustentabilidade
O Cerrado é um dos biomas mais ameaçados do Brasil, sofrendo constantes impactos devido ao desmatamento e às queimadas. A região do Jardim Botânico é um território privilegiado para a recuperação ambiental, pois abriga um dos poucos espaços urbanos voltados à educação ambiental e à sustentabilidade: o Centro de Práticas Sustentáveis.
Ao investir na obra dos viveiros e no envolvimento da população, a Ação Oikos não apenas contribui para a restauração do meio ambiente, mas também conscientiza as futuras gerações sobre a importância da preservação e do uso sustentável dos recursos naturais.
Como participar?
O projeto é aberto à participação de toda a comunidade do Distrito Federal, que poderá receber mudas gratuitamente, atuar nas oficinas e ações educativas, além de visitar os viveiros do CPS. Para acompanhar a programação completa e conhecer o calendário de distribuição de mudas, acesse o site da Ação Oikos.
São Paulo — O ano legislativo na Câmara Municipal de São Paulo se inicia nesta terça-feira (4/2) com a primeira reunião do Colégio de Líderes. Entre os principais temas, deverão ser discutidas quais Comissões Parlamentares de Inquérito (CPIs) serão levadas a plenário para sua implantação.
O regimento interno da Casa determina que haja, no mínimo, duas CPIs funcionando de forma simultânea. O número máximo de CPIs permitidas é cinco.
Para protocolar um pedido de criação de CPI, são necessárias 19 assinaturas de vereadores. Depois disso, os líderes de bancadas definem quais serão levadas para aprovação do plenário. É preciso aprovação simples, 28 votos, para que uma CPI seja criada.
Parlamentares da direita e da esquerda já disputam o “espaço” para protocolar suas CPIs. Os primeiros a protocolar pedidos de abertura, após a coleta do mínimo de um terço dos 55 vereadores (19 assinaturas), foram os novatos Lucas Pavanato (PL) e Amanda Vettorazzo (União).
Ambos querem criar CPIs para investigar ocupações de prédios públicos e privados promovidas por movimentos sociais de moradia, o que classificam como invasões.
Embora de tema similar, cada um protocolou um requerimento diferente, sendo que um assinou o pedido do outro. A tendência é que apenas um seja levado para votação em plenário.
Outro requerimento de CPI já protocolado, de autoria de Pavanato, prevê investigar a atuação de ONGs que atuam junto à população em situação de rua na região da Cracolândia.
Já os vereadores da esquerda miram em temas relacionados à gestão do prefeito Ricardo Nunes (MDB).
Os vereadores Nabil Bonduki e João Ananias, ambos do PT, trabalham para coletar assinaturas para a criação de CPIs que investiguem a construção de empreendimentos imobiliários que recebem subsídios da prefeitura por serem classificados como habitações de interesse social.
Os móveis, segundo a promotoria, têm sido comercializados com valores que não correspondem à faixa de renda prevista nas regras de habitação social, mas, ainda assim, têm recebido benefícios públicos.
A privatização do serviço funerário da cidade, feita pela gestão Nunes no mandato anterior, também está na mira de um pedido de CPI. O vereador Dheison (PT), outro de primeiro mandato, está coletando as assinaturas para protocolar o pedido de criação da comissão.
Segundo o parlamentar, a CPI tem como objetivo investigar possíveis irregularidades na prestação dos serviços funerários concedidos na cidade em janeiro de 2023. “Foram diversas denúncias acerca dos serviços prestados pelos concessionários”, afirma Dheison no requerimento.
A vereador Luna Zaratini, líder do PT na Casa, anunciou que apresentou um pedido de abertura de CPI para investigar supostos aumentos nas contas de água após a desestatização da companhia, além de possível “favorecimento irregular a grupos privados ou prejuízo aos cofres públicos no processo de privatização”.
Na manhã do dia 29 de janeiro, o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), por meio da Secretaria Nacional de Economia Popular e Solidária (Senaes), realizou a primeira reunião de 2025 para dar início à implementação do Edital de Fomento à Economia Solidária, Gestão de Resíduos e Fortalecimento de Organizações de Catadores na Terra Indígena Yanomami e Ye'kwana (TIY). O encontro contou com a participação das organizações vencedoras do edital: a Central de Cooperativas Empreendimentos Solidários (UNISOL BRASIL) e o Centro de Estudos e Assessoria (CEA).
A iniciativa é fruto de uma parceria entre o Ministério dos Povos Indígenas (MPI) e o Ministério do Trabalho e Emprego (MTE), e prevê a destinação de R$ 20 milhões às Organizações da Sociedade Civil (OSC) selecionadas. O objetivo é fortalecer a economia solidária e a gestão de resíduos na região, garantindo a inclusão prioritária dos povos Yanomami e Ye'kwana, nos estados do Amazonas e de Roraima.
Até março, será criado um Comitê Gestor para acompanhar a implementação da política, em conformidade com a Lei 15.068/24. A cerimônia de formação contará com a presença dos ministros Luiz Marinho (MTE) e Sônia Guajajara (MPI).
Para o secretário da Senaes, Gilberto Carvalho, a atuação interministerial é fundamental para enfrentar os desafios da região. "Participar deste programa é uma honra e uma oportunidade de fortalecer a economia solidária nas Terras Indígenas. A gestão desse projeto exige logística complexa, mas reafirma a importância da parceria entre os ministérios. Esperamos que essa política seja permanente", afirmou Carvalho.
O edital prevê a formação de 20 agentes de reciclagem indígena, distribuídos em 10 bases nos estados de Roraima e Amazonas. O programa segue diretrizes do Governo Federal para a preservação dos territórios, coordenadas pela Secretaria-Geral da Presidência da República (SG/PR). Estima-se que 70 toneladas de plástico estejam acumuladas nas áreas afetadas.
A implementação do projeto também segue as diretrizes da Convenção 169 da OIT, que garante aos povos indígenas o direito de participação na gestão de seus territórios e na preservação ambiental. A iniciativa conta com apoio do Ministério da Saúde, através do DSEI, da prefeitura de Boa Vista/RR, da Casa do Governo Federal em Roraima, do Fórum Estadual de Economia Solidária e de agentes do Programa Paul Singer da Senaes.
A execução do edital foi viabilizada por um Termo de Execução Descentralizada (TED), que estabeleceu as condições para o Chamamento Público e a seleção das OSCs participantes. O edital prevê, ainda, estudos sobre a cadeia de valor dos resíduos e a inclusão das comunidades indígenas na gestão de materiais recicláveis.
Impacto na Terra Indígena Yanomami
A iniciativa é um marco na gestão de resíduos na TI Yanomami. Os agentes ambientais recicladores serão capacitados para a separação e armazenamento de resíduos, que serão transportados por vias aéreas, terrestres e fluviais até Boa Vista e Caracaraí. Nessas cidades, organizações de catadores, majoritariamente compostas por mulheres indígenas, farão a gestão dos materiais.
A estratégia também visa estudar e dimensionar o impacto dos resíduos provenientes do garimpo ilegal, que tem causado danos ambientais severos na região. A invasão garimpeira tem resultado na contaminação dos rios, no desmatamento, na redução da fauna e flora e no aumento dos índices de desnutrição e doenças entre os povos indígenas.
Com essa iniciativa, o Governo Federal reafirma seu compromisso com a sustentabilidade e a proteção dos direitos dos povos indígenas, promovendo uma política de economia solidária alinhada à preservação ambiental e à inclusão social.
Em 2020, Everton Carvalho, então com 25 anos, descobriu um caroço na virilha. Com aspecto e dimensões parecidas com uma bola de pingue-pongue, a íngua surgiu enquanto o empresário de Americana (SP) fazia força organizando os equipamentos da academia que estava prestes a inaugurar. Todos, inclusive ele, acreditaram que fosse uma hérnia por esforço, mas se tratava de um câncer raro e de tratamento complexo.
Após uma semana, o caroço permanecia do mesmo tamanho. Embora fosse indolor, ele se tornou incômodo para Everton, que começou a se consultar com uma série de médicos em busca de orientação. Todos diziam se tratar de uma hérnia.
Após seis meses, o empresário pediu que fosse feita uma cirurgia para a retirada do inchaço. Foi apenas após o procedimento que ele descobriu se tratar de um tumor maligno encapsulado.
A primeira e a segunda cirurgia
Encontrar o tipo de câncer que atingia Everton também foi uma dificuldade. As amostras do tumor passaram por três laboratórios, mas os pareceres não eram conclusivos. Além disso, os exames mostravam que já não havia mais sinais de doença no organismo do empresário.
“A descoberta do câncer, então, veio como um falso alívio para mim. Os médicos não conseguiam saber a origem do tumor e como não tinha mais nenhum indicativo da doença nos exames, os médicos acreditaram que eu não precisava fazer nem quimio nem rádio. Encarei aquilo como uma cura”, relembra. Menos de um ano depois, porém, o câncer retornou.
O tumor voltou em pequenos caroços no testículo. O exame oncológico revelou se tratar de um câncer nos linfonodos, resultado da metástase do primeiro nódulo que até aquele momento não era totalmente conhecido.
Na segunda cirurgia para retirada dos pequenos caroços, os médicos descobriram que o tumor se espalhou por todo o abdômen de Everton.
Tratamento fez Everton perder o cabelo e sofrer outros graves efeitos colaterais. Ele atribui a rápida recuperação aos exercícios físicos
Sarcoma raro
O câncer encontrado no empresário foi identificado mais tarde como um tumor desmoplásico de pequenas células, um tipo de sarcoma.
Sarcomas, de modo geral, são tumores raros e malignos. Existem mais de 100 subtipos da doença, que costuma ter origens em condições genéticas ou na exposição a materiais tóxicos, o que não parece, no entanto, ter sido o caso de Everton.
De acordo com o oncologista Rodrigo Munhoz, do Hospital Sírio-Libanês e que foi médico de Everton, sarcomas como o dele são difíceis de diagnosticar devido ao número muito pequeno de casos e ao fato de que, muitas vezes, não apresentarem sintomas evidentes até que a doença esteja avançada. O diagnóstico muitas vezes exige análises moleculares complexas e a participação de patologistas especializados.
“O tumor aparece geralmente no abdômen ou na pelve e pode crescer sem causar sintomas significativos, o que dificulta o diagnóstico precoce. Os sinais dependem muito do local e do estágio da doença. No abdômen, onde apareceu o de Everton, pode causar cólicas. Já as massas da pelve podem crescer em direção à bexiga e ao intestino”, explica o médico.
O papel do exercício físico no tratamento
Após descobrir o tipo de tumor que tinha desenvolvido, Everton entrou em um intenso processo de tratamento. Um ciclo de cinco meses de quimioterapia conseguiu reduzir os traços dos tumores em 80%. Chamada de poliquimioterapia, a técnica é feita com diferentes agentes para reduzir as células doentes ao máximo.
Apesar das dificuldades enfrentadas, o paulista encontrou força para lidar com o tratamento mantendo a prática do exercício físico. Mesmo durante os intensos ciclos de quimioterapia, ele continuou treinando e mantendo uma alimentação equilibrada. Para Everton, essa rotina foi fundamental.
“O exercício físico me ajudou muito a manter a força e a energia para suportar o tratamento. Eu queria lutar, e fiz tudo o que estava ao meu alcance para melhorar”, afirma.
Após cinco meses de quimioterapia, o empresário passou por sua terceira cirurgia, chamada citorredução. O procedimento complexo faz uma espécie de lavagem química do abdômen para remover o máximo possível de tumores visíveis no peritônio. O processo continuou com outros cinco meses de ciclos de quimioterapia e 30 sessões de radioterapia, uma combinação de tratamentos agressivos que exigiram uma recuperação física intensa.
“Meu cabelo caiu, fiquei inchado e minhas plaquetas praticamente zeraram. Era muito difícil, mas eu tinha muita fé de que tudo ia ficar bem”, relata. Para ele, a perseverança e a confiança no tratamento foram cruciais para a recuperação.
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Segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o câncer é um dos principais problemas de saúde pública no mundo e é uma das quatro principais causas de morte antes dos 70 anos em diversos países. Por ser um problema cada vez mais comum, o quanto antes for identificado, maiores serão as chances de recuperação
boonchai wedmakawand
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Por isso, é importante estar atento aos sinais que o corpo dá. Apesar de alguns tumores não apresentarem sintomas, o câncer, muitas vezes, causa mudanças no organismo. Conheça alguns sinais que podem surgir na presença da doença
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A perda de peso sem nenhum motivo aparente pode ser um dos principais sintomas de diversos tipos de cânceres, tais como: no estômago, pulmão, pâncreas, etc.
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Mudanças persistentes na textura da pele, sem motivo aparente, também pode ser um alerta, especialmente se forem inchaços e caroços no seio, pescoço, virilha, testículos, axila e estômago
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A tosse persistente, apesar de ser um sintoma comum de diversas doenças, deve ser investigada caso continue por mais de quatro semanas. Se for acompanhada de falta de ar e de sangue, por exemplo, pode ser um indicativo da doença no pulmão
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Outro sinal característico da existência de um câncer é a modificação do aspecto de pintas. Mudanças no tamanho, cor e formato também devem ser investigadas, especialmente se descamarem, sangrarem ou apresentarem líquido retido
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A presença de sangue nas fezes ou na urina pode ser sinal de câncer nos rins, bexiga ou intestino. Além disso, dor e dificuldades na hora de urinar também devem ser investigados
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Dores sem motivo aparente e que durem mais de quatro semanas, de forma frequente ou intermitente, podem ser um sinal da existência de câncer. Isso porque alguns tumores podem pressionar ossos, nervos e outros órgãos, causando incômodos
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Azia forte, recorrente, que apresente dor e que, aparentemente, não passa, pode indicar vários tipos de doenças, como câncer de garganta ou estômago. Além disso, a dificuldade e a dor ao engolir também devem ser investigadas, pois podem ser sinal da doença no esôfago
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Superação e cura após dois anos
Hoje, mais de três anos após o segundo diagnóstico e tratamento intensivo, Everton está em remissão. Ele segue em acompanhamento médico regular, com consultas a cada seis meses. O jovem empresário acredita que a força física e mental, aliada à fé, desempenharam papéis decisivos na superação.
“Foi o melhor ano da minha vida, apesar de tudo. Meu filho nasceu, meus negócios prosperaram, e o câncer, embora uma palavra muito pesada, teve um propósito na minha vida de transformação e hoje sei valorizar mesmo as menores coisas”, conclui Everton.
O ministro da Fazenda, Fernando Haddad (PT), vislumbra um cenário positivo com as novas presidências da Câmara dos Deputados e do Senado Federal. Eleitos no último sábado (1º/2), o deputado Hugo Motta (Republicanos-PB) e o senador Davi Alcolumbre (União-AP) têm boa relação com o titular da equipe econômica. A proximidade é fundamental para a aprovação da agenda econômica na segunda metade do governo Lula (PT).
No último ano, Haddad recebeu Motta na sede da pasta uma dezena de vezes. Ele também esteve com Alcolumbre em outras ocasiões, não registradas na agenda. A relação com o novo presidente da Casa Alta foi construída com a ajuda do antecessor, o senador Rodrigo Pacheco (PSD-MG), que já era próximo de Haddad.
Boa relação com Congresso
A boa relação do ministro da Fazenda com os presidentes da Câmara e do Senado no próximo biênio (2025 e 2026) é fundamental, dado que são eles que definem a pauta do plenário, em conjunto com os líderes partidários.
A aprovação de projetos de ajuste fiscal é importante para dar credibilidade à atual gestão perante o mercado. Ao mesmo tempo, o governo quer dar sinais ao eleitorado já mirando em 2026, com projetos populares.
Ainda não há reunião marcada entre Haddad e os dois novos presidentes das Casas legislativas, o que poderá ocorrer nos próximos dias. O governo ainda precisa aprovar o Orçamento de 2025, e gostaria de ter a peça aprovada antes do Carnaval, mas os parlamentares dão indícios de que só deverão fazer essa votação em março.
Ao longo dos últimos dois anos, o deputado Hugo Motta frequentou muito o ministério e almoçou uma dezena de vezes com o ministro. A visão nos bastidores da pasta é de que ele ajudou muito na articulação de projetos da Fazenda na Câmara.
Com Davi Alcolumbre, Haddad se reuniu recentemente na residência oficial do Senado. A ponte entre os dois foi feita justamente por Rodrigo Pacheco. O presidente do Senado é também o presidente do Congresso, e quem decide as datas das sessões conjuntas na qual são votados os vetos presidenciais.
Haddad também viu com bons olhos as declarações dadas no sábado pelo novo presidente do Senado, que disse ter “excelente relação” com o petista.
Após semanas em que foi Haddad foi fustigado pela oposição, com direito a uma declaração negativa do presidente do PSD, Gilberto Kassab, Alcolumbre lamentou as disputas políticas e partidárias que, segundo ele, tentam desconstruir a figura do ministro.
“Tenho excelente relação com ministro Haddad. É até uma oportunidade, sem ser advogado do ministro, mas de perceber que ele está dando o máximo de si para tentar ajudar na agenda econômica do Brasil”, disse Davi Alcolumbre em entrevista à GloboNews no sábado.
“Infelizmente temos disputas partidárias e políticas que acabam entrando em outra esfera e tentando desconstruir a figura de homem público que está dando o máximo de si”, enfatizou.
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O novo presidente da Câmara, Hugo Motta
Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto
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Motta cumprimenta Davi Alcolumbre
Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto
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Em discurso como candidato à Presidência do Senado, Davi Alcolumbre (União-AP) coloca como prioridade a defesa das prerrogativas e mandato dos senadores
Vinícius Schmidt/Metrópoles @vinicius.foto
Alcolumbre ainda classificou o chefe da equipe econômica como “grande quadro do governo” e disse já ter conversado com Haddad antes da eleição para se colocar à disposição de “caminhar lado a lado”, como fez quando Paulo Guedes era ministro da Economia de Jair Bolsonaro (PL).
“Eu reconheço e respeito o ministro Haddad como grande quadro do governo. Tenho relação extraordinária de relacionamento pessoal e já me coloquei à disposição caso viesse a vencer para caminhar lado a lado do ministro Haddad como fiz com o ministro Guedes”, completou.
Relação com Lira foi “pisando em ovos”
Com o último presidente da Câmara, Arthur Lira (PP-AL), Haddad buscava cultivar uma boa relação, mas tinha que “pisar em ovos” em diversos momentos. Em um dos mais emblemáticos, em 14 de agosto de 2023, o ministro convocou a imprensa à tarde para fazer um reparo na declaração que havia dado sobre Lira em uma entrevista veiculada pela manhã daquele dia.
“As minhas declarações foram tomadas como uma crítica à atual legislatura. Na verdade, eu estava fazendo uma reflexão sobre o fim do presidencialismo de coalizão”, explicou Haddad a jornalistas. “Então, eu defendi, durante a entrevista, que essa relação fosse mais harmônica e pudesse expandir os melhores resultados”, completou.
Em um tom mais cuidadoso, Haddad chegou a destacar que todas as conquistas que o governo Lula teve no primeiro semestre de 2023 foram com o apoio da Câmara, do Senado e do Judiciário. Nos meses subsequentes, Haddad deu créditos ao Legislativo pela aprovação de projetos prioritários e fez uma série de elogios públicos a Lira e a Pacheco. Com o senador, o ministro já tinha boas relações e não teve grandes embates nos últimos dois anos.
Além disso, o suspeito teria beijado o menino duas vezes e o forçado a fazer sexo oral. Em um dado momento, o adolescente conseguiu se esquivar do autor e sair da casa. Ele foi seguido pelo autor, que continuou assediando o menino.
Diante das evidências, na tarde da última sexta-feira (31/1), os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra o investigado por estupro de vulnerável. A investigação é comandada pela 15ª DP (Ceilândia Centro).
Áudio
No áudio, é possível ouvir que o adolescente busca, diversas vezes, fugir das investidas do homem. O garoto, inclusive, destaca o fato de ser menor de idade: “É porque eu tenho 13 anos”. Ainda assim, o pintor prossegue falando sobre sua vontade de ter relações sexuais com o adolescente. O menino reforça que a situação é “estranha”.
Atenção. As gravações apresentam falas relacionadas a um contexto de violência sexual contra menores de idade. O conteúdo pode ser sensível para algumas pessoas.
Ouça:
A vítima conseguiu gravar em áudio parte dos assédios. Nas gravações, o pintor dizia palavras com teor sexual e chegou a afirmar: “Eu tenho vontade de pegar um novinho como você”.
Após seu interrogatório, o autor foi recolhido à carceragem da PCDF, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável e, caso condenado, pode pegar uma pena de 8 a 15 anos de prisão
Além disso, o suspeito teria beijado o menino duas vezes e o forçado a fazer sexo oral. Em um dado momento, o adolescente conseguiu se esquivar do autor e sair da casa. Ele foi seguido pelo autor, que continuou assediando o menino.
Diante das evidências, na tarde da última sexta-feira (31/1), os policiais cumpriram um mandado de prisão preventiva e outro de busca e apreensão contra o investigado por estupro de vulnerável. A investigação é comandada pela 15ª DP (Ceilândia Centro).
Áudio
No áudio, é possível ouvir que o adolescente busca, diversas vezes, fugir das investidas do homem. O garoto, inclusive, destaca o fato de ser menor de idade: “É porque eu tenho 13 anos”. Ainda assim, o pintor prossegue falando sobre sua vontade de ter relações sexuais com o adolescente. O menino reforça que a situação é “estranha”.
Atenção. As gravações apresentam falas relacionadas a um contexto de violência sexual contra menores de idade. O conteúdo pode ser sensível para algumas pessoas.
Ouça:
A vítima conseguiu gravar em áudio parte dos assédios. Nas gravações, o pintor dizia palavras com teor sexual e chegou a afirmar: “Eu tenho vontade de pegar um novinho como você”.
Após seu interrogatório, o autor foi recolhido à carceragem da PCDF, onde permanecerá à disposição da Justiça. Ele foi indiciado pelo crime de estupro de vulnerável e, caso condenado, pode pegar uma pena de 8 a 15 anos de prisão
Nesta segunda-feira (3), gestores e profissionais de saúde da Atenção Primária deram início ao curso Plurais, iniciativa promovida pela Secretaria de Saúde (SES-DF) em parceria com a Fundação Oswaldo Cruz (Fiocruz) e com a Organização Pan-Americana de Saúde (Opas). A capacitação tem como objetivo melhorar o acesso das populações vulneráveis ao sistema público de saúde.
O curso tem duração de 60 horas e conta com três turmas, cada uma com 100 vagas. Integrando teoria e prática, os participantes poderão aplicar os conhecimentos adquiridos diretamente no campo, durante as aulas. O conteúdo programático foi elaborado por diversos profissionais da área, levando em consideração os principais desafios e necessidades enfrentados por quem atua na linha de frente.
O curso tem duração de 60 horas e conta com três turmas, cada uma com 100 vagas | Foto: Ualisson Noronha/Agência Saúde-DF
Segundo o diretor de áreas estratégicas da Atenção Primária da SES-DF, Afonso Mendes, a qualificação reafirma o compromisso da pasta com a equidade e com o fortalecimento das atividades voltadas à população em situação de vulnerabilidade. “O acesso à saúde exige muito mais do que uma nota técnica ou uma diretriz. Exige sensibilidade, escuta atenta e atuação qualificada do profissional, além de compromisso. Esse curso é uma oportunidade de transformação da prática profissional, da política pública e da vida das pessoas que atendemos”, afirma.
A expectativa da médica do Consultório de Rua de Taguatinga, Samanta Rocha, é que o curso possa complementar o trabalho, trazendo ferramentas que possam auxiliá-la a lidar com esta população. “Às vezes, os profissionais que trabalham com este público também sofrem preconceitos, há pessoas que não compreendem muito bem a importância da equidade da situação. Então, acho que essa qualificação irá ampliar o olhar, não só para nós, que já trabalhamos com essa população, mas também para outras pessoas, de outros serviços do GDF ”, refletiu.
De acordo com a professora da Universidade de São Paulo (USP) e uma das tutoras do curso, Carmen Lúcia Santana, a qualificação dos profissionais permite ampliar o acesso e aperfeiçoar o cuidado das populações consideradas vulneráveis, como imigrantes, refugiados, pessoas em situação de rua, entre outros. “A ideia do curso surgiu em 2022, com a ampliação das dificuldades das populações em situação de vulnerabilidade diante da pandemia e da necessidade de formar profissionais para atender com segurança”, completou.
*Com informações da Secretaria de Saúde do Distrito Federal (SES-DF)
A Aliança do Rio Congo (AFC) anunciou um cessar-fogo por questões humanitárias em meio à ofensiva no leste do Congo. A decisão foi divulgada pela coalização de grupos rebeldes, que inclui o M23, nesta segunda-feira (3/2).
Caos no Congo
Desde 26 de janeiro, o Congo enfrenta uma nova onda de violência envolvendo grupos rebeldes e o governo do país.
A mais recente ofensiva de rebeldes é liderada pelo M23, que faz parte da Aliança do Rio Congo (AFC). Eles já dominam grande parte da cidade de Goma, no leste do país.
Segundo os rebeldes, a ofensiva visa defender os interesses da minoria tutsis no Congo. O grupo étnico foi alvo de um genocídio em Ruanda, país que faz fronteira com o território congolês, na década de 1990.
Em um comunicado, a AFC/M23 informou que o cessar-fogo entra em vigor na terça-feira (4/2), devido à crise humanitária que se alastra pela país após a intensificação dos combates. Os rebeldes culpam as Forças Armadas da República Democrática do Congo (FARDC), o exército regular do Congo, de atacar civis de forma deliberada.
Uma força tarefa resgatou neste domingo (2/2) em Flores da Cunha, município gaúcho a 147 km de Porto Alegre, um grupo de nove trabalhadores de colheita da uva, sendo oito deles argentinos. A Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) integrou a operação junto com outros órgãos públicos, com Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal. A ação foi articulada a partir de denúncias junto à brigada militar do município.
Segundo auditores fiscais do Trabalho, o grupo de trabalhadores estava alojado em uma casa de madeira precária, com frestas, aberturas no telhado e fiação elétrica exposta. Eram todos homens, com idades entre 19 e 29 anos, contratados pelo produtor rural para a colheita de uvas.
O produtor rural, além de possuir parreirais próprios, também atuava como intermediador de mão de obra para a colheita de uvas em outras propriedades rurais na região. A promessa era de pagamentos de valor semanal expressivo (acima do valor médio pago na região), alimentação e alojamento. Entretanto, ao iniciar as atividades, o valor pago por quilo de uva colhida foi inferior ao combinado.
Mesmo realizando jornadas de 12 horas, o valor obtido pela produção diária ficava muito aquém do prometido. Além disso, o pagamento, que era realizado aos sábados, já não era pago pela segunda semana consecutiva.
O alojamento estava em precárias condições de conservação, conforto e higiene e a alimentação somente era fornecida caso houvesse trabalho. Um dos trabalhadores, embora com a mão machucada, seguia trabalhando para não ficar sem a alimentação. Os trabalhadores, sem recursos, não possuíam meios de deixar a propriedade rural e retornar para o país de origem.
Em razão das falsas promessas e das condições degradantes de trabalho, ficou caracterizado o trabalho em condições análogas à escravidão, sendo o empregador preso em flagrante e conduzido para a Delegacia de Polícia Federal em Caxias do Sul.
Providências
Notificado, o empregador deverá efetuar o pagamento das verbas salariais e rescisórias devidas aos trabalhadores nesta terça-feira (4). O MTE providenciará a inscrição no CPF e a confecção das Carteiras de Trabalho para os imigrantes argentinos, o que possibilitará a formalização de seus registros como empregados e a emissão do seguro-desemprego do trabalhador resgatado. Além disso, a assistência social do município de Flores da Cunha providenciou alojamento no município.
Esse é o segundo resgate ocorrido na safra da uva nessa semana. No dia 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, outros quatro trabalhadores argentinos foram resgatados em São Marcos (RS).
Para denunciar – As denúncias sobre trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas ao MTE de forma anônima pelo Sistema Ipê e os dados oficiais sobre as ações estão disponíveis no painel de informações e estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil, no Radar SIT - Inspeção do Trabalho.
Uma força tarefa resgatou neste domingo (2/2) em Flores da Cunha, município gaúcho a 147 km de Porto Alegre, um grupo de nove trabalhadores de colheita da uva, sendo oito deles argentinos. A Secretaria de Inspeção do Ministério do Trabalho e Emprego (MTE) integrou a operação junto com outros órgãos públicos, com Ministério Público do Trabalho e Polícia Federal. A ação foi articulada a partir de denúncias junto à brigada militar do município.
Segundo auditores fiscais do Trabalho, o grupo de trabalhadores estava alojado em uma casa de madeira precária, com frestas, aberturas no telhado e fiação elétrica exposta. Eram todos homens, com idades entre 19 e 29 anos, contratados pelo produtor rural para a colheita de uvas.
O produtor rural, além de possuir parreirais próprios, também atuava como intermediador de mão de obra para a colheita de uvas em outras propriedades rurais na região. A promessa era de pagamentos de valor semanal expressivo (acima do valor médio pago na região), alimentação e alojamento. Entretanto, ao iniciar as atividades, o valor pago por quilo de uva colhida foi inferior ao combinado.
Mesmo realizando jornadas de 12 horas, o valor obtido pela produção diária ficava muito aquém do prometido. Além disso, o pagamento, que era realizado aos sábados, já não era pago pela segunda semana consecutiva.
O alojamento estava em precárias condições de conservação, conforto e higiene e a alimentação somente era fornecida caso houvesse trabalho. Um dos trabalhadores, embora com a mão machucada, seguia trabalhando para não ficar sem a alimentação. Os trabalhadores, sem recursos, não possuíam meios de deixar a propriedade rural e retornar para o país de origem.
Em razão das falsas promessas e das condições degradantes de trabalho, ficou caracterizado o trabalho em condições análogas à escravidão, sendo o empregador preso em flagrante e conduzido para a Delegacia de Polícia Federal em Caxias do Sul.
Providências
Notificado, o empregador deverá efetuar o pagamento das verbas salariais e rescisórias devidas aos trabalhadores nesta terça-feira (4). O MTE providenciará a inscrição no CPF e a confecção das Carteiras de Trabalho para os imigrantes argentinos, o que possibilitará a formalização de seus registros como empregados e a emissão do seguro-desemprego do trabalhador resgatado. Além disso, a assistência social do município de Flores da Cunha providenciou alojamento no município.
Esse é o segundo resgate ocorrido na safra da uva nessa semana. No dia 28 de janeiro, Dia Nacional de Combate ao Trabalho Escravo, outros quatro trabalhadores argentinos foram resgatados em São Marcos (RS).
Para denunciar – As denúncias sobre trabalho análogo ao de escravo podem ser feitas ao MTE de forma anônima pelo Sistema Ipê e os dados oficiais sobre as ações estão disponíveis no painel de informações e estatísticas da Inspeção do Trabalho no Brasil, no Radar SIT - Inspeção do Trabalho.
03/02/2025 às 21:23, atualizado em 03/02/2025 às 21:29
Ibaneis Rocha participou do evento desta segunda-feira (3), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e desejou sucesso ao atual presidente Paulo Maurício Siqueira
Por Ian Ferraz, da Agência Brasília
O governador Ibaneis Rocha enalteceu a presença feminina no judiciário e anunciou novidade na advocacia dativa durante a posse da nova gestão da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) na noite desta segunda-feira (3). O chefe do Executivo, que é advogado e presidiu a OAB-DF entre 2013 e 2015, desejou sucesso ao presidente eleito, Paulo Maurício Siqueira, o Poli, e ressaltou a importância da Ordem para a sociedade.
“Fui advogado durante 25 anos até escolher a vida política para ajudar a população do DF e tenho um carinho muito grande pela instituição. A OAB tem um viés que é muito importante de apoio à sociedade nas mais diversas áreas, seja segurança pública, seja na administração do Poder Judiciário, além de estarem juntos com a Defensoria Pública. Isso nos faz ter a obrigação de valorizar uma posse da Ordem”, disse Ibaneis Rocha.
Ibaneis Rocha: “A OAB tem um viés que é muito importante de apoio à sociedade nas mais diversas áreas, seja segurança pública, seja na administração do Poder Judiciário, além de estarem juntos com a Defensoria Pública” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
O governador afirmou que a nova gestão fará um trabalho pelo bem do DF e elogiou o atual presidente. Ele ainda falou da parceria com a OAB e novidades para a advocacia dativa, que são profissionais nomeados por um juiz ou juíza para atuar em processos judiciais nas comarcas onde o número de defensores públicos é insuficiente para atender a população sem recursos para contratar um advogado. A medida virou lei em 2022 e passou a ser remunerada no DF.
“Vamos ampliar essa parceria agora para atender também aos apenados na análise dos processos daqueles que estão cumprindo pena. E tenho certeza que será, enquanto eu estiver no governo, com certeza, uma parceria muito importante entre o GDF e a OAB/DF, assim como nós já temos, com o Poder Judiciário e com o Ministério Público”, detalhou Ibaneis Rocha.
O governador também falou sobre a presença feminina na advocacia e nas mais diferentes instâncias do poder Judiciário.
“Essa foi uma determinação que iniciou lá quando eu ainda estava no Conselho Federal da OAB como dirigente. Foi um avanço muito grande dentro da Ordem, porque nós temos hoje quase uma paridade entre homens e mulheres na OAB. Então, esse trabalho de inclusão tem dado certo e tem, inclusive, refletido em outros órgãos. Para nós é motivo de muita alegria e vamos continuar trabalhando para termos cada vez mais mulheres à frente dos cargos de relevância, tanto na advocacia quanto no Poder Judiciário”, pontuou.
03/02/2025 às 21:23, atualizado em 03/02/2025 às 21:29
Ibaneis Rocha participou do evento desta segunda-feira (3), no Centro de Convenções Ulysses Guimarães, e desejou sucesso ao atual presidente Paulo Maurício Siqueira
Por Ian Ferraz, da Agência Brasília
O governador Ibaneis Rocha enalteceu a presença feminina no judiciário e anunciou novidade na advocacia dativa durante a posse da nova gestão da Seccional do Distrito Federal da Ordem dos Advogados do Brasil (OAB-DF) na noite desta segunda-feira (3). O chefe do Executivo, que é advogado e presidiu a OAB-DF entre 2013 e 2015, desejou sucesso ao presidente eleito, Paulo Maurício Siqueira, o Poli, e ressaltou a importância da Ordem para a sociedade.
“Fui advogado durante 25 anos até escolher a vida política para ajudar a população do DF e tenho um carinho muito grande pela instituição. A OAB tem um viés que é muito importante de apoio à sociedade nas mais diversas áreas, seja segurança pública, seja na administração do Poder Judiciário, além de estarem juntos com a Defensoria Pública. Isso nos faz ter a obrigação de valorizar uma posse da Ordem”, disse Ibaneis Rocha.
Ibaneis Rocha: “A OAB tem um viés que é muito importante de apoio à sociedade nas mais diversas áreas, seja segurança pública, seja na administração do Poder Judiciário, além de estarem juntos com a Defensoria Pública” | Fotos: Renato Alves/Agência Brasília
O governador afirmou que a nova gestão fará um trabalho pelo bem do DF e elogiou o atual presidente. Ele ainda falou da parceria com a OAB e novidades para a advocacia dativa, que são profissionais nomeados por um juiz ou juíza para atuar em processos judiciais nas comarcas onde o número de defensores públicos é insuficiente para atender a população sem recursos para contratar um advogado. A medida virou lei em 2022 e passou a ser remunerada no DF.
“Vamos ampliar essa parceria agora para atender também aos apenados na análise dos processos daqueles que estão cumprindo pena. E tenho certeza que será, enquanto eu estiver no governo, com certeza, uma parceria muito importante entre o GDF e a OAB/DF, assim como nós já temos, com o Poder Judiciário e com o Ministério Público”, detalhou Ibaneis Rocha.
O governador também falou sobre a presença feminina na advocacia e nas mais diferentes instâncias do poder Judiciário.
“Essa foi uma determinação que iniciou lá quando eu ainda estava no Conselho Federal da OAB como dirigente. Foi um avanço muito grande dentro da Ordem, porque nós temos hoje quase uma paridade entre homens e mulheres na OAB. Então, esse trabalho de inclusão tem dado certo e tem, inclusive, refletido em outros órgãos. Para nós é motivo de muita alegria e vamos continuar trabalhando para termos cada vez mais mulheres à frente dos cargos de relevância, tanto na advocacia quanto no Poder Judiciário”, pontuou.
Quem tentar remover indevidamente os indígenas de suas próprias terras.
Quem usar de forma inadequada a imagem dos indígenas ou das comunidades sem a devida autorização.
Quem atacar ou descaracterizar as placas e marcos que delimitam os territórios.
A Funai deve usar o poder de polícia para prevenir a violação – ou a ameaça de violação – dos direitos dos indígenas e evitar a ocupação ilegal de suas terras.
Os policiais devem combater ataques ao patrimônio cultural, material e imaterial, além de coibir construções ilegais e atividades de exploração exercidas por outras pessoas dentro das terras indígenas e em desacordo com a lei.
O decreto também dá direito à Funai de restringir o acesso a terras, expedir certificado de medida cautelar e determinar a retirada obrigatória de ocupantes, além de destruir, inutilizar, apreender bens ou instalações usadas nas infrações.
A execução de todas essas medidas depende agora das atribuições das carreiras dentro da Funai. A Funai também pode pedir apoio aos órgãos de segurança pública, especialmente à Polícia Federal e às Forças Armadas.
Quem tentar remover indevidamente os indígenas de suas próprias terras.
Quem usar de forma inadequada a imagem dos indígenas ou das comunidades sem a devida autorização.
Quem atacar ou descaracterizar as placas e marcos que delimitam os territórios.
A Funai deve usar o poder de polícia para prevenir a violação – ou a ameaça de violação – dos direitos dos indígenas e evitar a ocupação ilegal de suas terras.
Os policiais devem combater ataques ao patrimônio cultural, material e imaterial, além de coibir construções ilegais e atividades de exploração exercidas por outras pessoas dentro das terras indígenas e em desacordo com a lei.
O decreto também dá direito à Funai de restringir o acesso a terras, expedir certificado de medida cautelar e determinar a retirada obrigatória de ocupantes, além de destruir, inutilizar, apreender bens ou instalações usadas nas infrações.
A execução de todas essas medidas depende agora das atribuições das carreiras dentro da Funai. A Funai também pode pedir apoio aos órgãos de segurança pública, especialmente à Polícia Federal e às Forças Armadas.
O projeto Explorando o Cerrado com Scratch: Inovação e Sustentabilidade no Ensino Integral tem transformado a rotina dos estudantes do Centro de Educação em Tempo Integral (CED) Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II. A iniciativa, que combina tecnologia e educação ambiental, permite que os alunos criem jogos, animações e histórias interativas enquanto aprendem sobre o bioma do Cerrado e desenvolvem habilidades de pensamento computacional e criativo.
O ‘Scratch’, ferramenta de programação visual utilizada no projeto, é acessível online e pode ser usado em computadores e tablets. Segundo a coordenadora pedagógica, Shênia Bastos, o aplicativo foi introduzido para diversificar as atividades do ensino integral e tornar o processo de aprendizagem mais atrativo.
Os estudantes Heitor Fonseca e Pedro Castro, de 10 anos, criaram animações que abordam temas como biodiversidade e preservação ambiental | Fotos: Mary Leal/SEEDF
“Conversando com as professoras, percebi que as atividades do integral repetiam muito o que era feito em sala. Implementamos o Scratch como uma plataforma lúdica de programação, e a aceitação foi surpreendente. Muitos alunos que tinham deixado o integral comentaram: ‘Agora que saí está ficando legal!’”, conta Shênia.
Com o Cerrado como tema central, o projeto alia a programação à conscientização ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais. “Sustentabilidade é uma bandeira da escola desde o primeiro ano do Ensino Fundamental, e unir isso à tecnologia foi essencial. As crianças já nascem sabendo lidar com tecnologia, então por que não usar isso a favor da aprendizagem?”, explica a coordenadora, que durante a pandemia de covid-19 fez um curso de Scratch e agora compartilha os conhecimentos com os alunos.
Os estudantes desenvolveram histórias interativas e animações com temáticas como biodiversidade, preservação ambiental e uso consciente dos recursos naturais. A iniciativa conecta as aulas de informática aos conteúdos curriculares de forma prática e lúdica.
Os estudantes Heitor Fonseca e Pedro Castro com a professora Conceição Dias, a diretora Sheila Pereira (à direita) e a coordenadora pedagógica Shênia Bastos (à esquerda)
Pedro Castro, 10 anos, aluno do 5º ano, criou uma história de suspense chamada Carro Seco na Chuva. “A gente gravou nossas vozes e personalizou os personagens no Scratch. Também usamos o código para eles andarem, falarem e fazerem outras ações. Foi muito divertido”, relata o estudante.
Já o amigo Heitor Fonseca, também de 10 anos, destaca como a imaginação flui durante o processo de criação. “Peguei imagens no Google, personalizei e animei no Scratch. É legal ver como a gente consegue transformar uma ideia em algo divertido”, comenta.
Resultado
O projeto foi um dos 25 selecionados para compor a 1ª Mostra de Educação em Tempo Integral. As iniciativas, que foram selecionadas por meio de edital de chamamento, são divulgadas semanalmente no site e no Instagram da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). O objetivo é valorizar e incentivar a propagação dos melhores projetos das unidades escolares que ofertam a Educação em Tempo Integral (ETI).
A diretora da escola, Sheila Pereira, ressalta que o principal objetivo é motivar os alunos a estudar enquanto se divertem. “A ideia é conectar o que eles gostam – como computadores e tecnologia – a temas como os biomas. Na Feira de Ciências, por exemplo, eles exploraram essas conexões e se engajaram mais. Queremos expandir para mais turmas e integrar os projetos às aulas regulares”, afirma.
*Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)
O projeto Explorando o Cerrado com Scratch: Inovação e Sustentabilidade no Ensino Integral tem transformado a rotina dos estudantes do Centro de Educação em Tempo Integral (CED) Agrourbano Ipê, no Riacho Fundo II. A iniciativa, que combina tecnologia e educação ambiental, permite que os alunos criem jogos, animações e histórias interativas enquanto aprendem sobre o bioma do Cerrado e desenvolvem habilidades de pensamento computacional e criativo.
O ‘Scratch’, ferramenta de programação visual utilizada no projeto, é acessível online e pode ser usado em computadores e tablets. Segundo a coordenadora pedagógica, Shênia Bastos, o aplicativo foi introduzido para diversificar as atividades do ensino integral e tornar o processo de aprendizagem mais atrativo.
Os estudantes Heitor Fonseca e Pedro Castro, de 10 anos, criaram animações que abordam temas como biodiversidade e preservação ambiental | Fotos: Mary Leal/SEEDF
“Conversando com as professoras, percebi que as atividades do integral repetiam muito o que era feito em sala. Implementamos o Scratch como uma plataforma lúdica de programação, e a aceitação foi surpreendente. Muitos alunos que tinham deixado o integral comentaram: ‘Agora que saí está ficando legal!’”, conta Shênia.
Com o Cerrado como tema central, o projeto alia a programação à conscientização ambiental e ao uso sustentável dos recursos naturais. “Sustentabilidade é uma bandeira da escola desde o primeiro ano do Ensino Fundamental, e unir isso à tecnologia foi essencial. As crianças já nascem sabendo lidar com tecnologia, então por que não usar isso a favor da aprendizagem?”, explica a coordenadora, que durante a pandemia de covid-19 fez um curso de Scratch e agora compartilha os conhecimentos com os alunos.
Os estudantes desenvolveram histórias interativas e animações com temáticas como biodiversidade, preservação ambiental e uso consciente dos recursos naturais. A iniciativa conecta as aulas de informática aos conteúdos curriculares de forma prática e lúdica.
Os estudantes Heitor Fonseca e Pedro Castro com a professora Conceição Dias, a diretora Sheila Pereira (à direita) e a coordenadora pedagógica Shênia Bastos (à esquerda)
Pedro Castro, 10 anos, aluno do 5º ano, criou uma história de suspense chamada Carro Seco na Chuva. “A gente gravou nossas vozes e personalizou os personagens no Scratch. Também usamos o código para eles andarem, falarem e fazerem outras ações. Foi muito divertido”, relata o estudante.
Já o amigo Heitor Fonseca, também de 10 anos, destaca como a imaginação flui durante o processo de criação. “Peguei imagens no Google, personalizei e animei no Scratch. É legal ver como a gente consegue transformar uma ideia em algo divertido”, comenta.
Resultado
O projeto foi um dos 25 selecionados para compor a 1ª Mostra de Educação em Tempo Integral. As iniciativas, que foram selecionadas por meio de edital de chamamento, são divulgadas semanalmente no site e no Instagram da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). O objetivo é valorizar e incentivar a propagação dos melhores projetos das unidades escolares que ofertam a Educação em Tempo Integral (ETI).
A diretora da escola, Sheila Pereira, ressalta que o principal objetivo é motivar os alunos a estudar enquanto se divertem. “A ideia é conectar o que eles gostam – como computadores e tecnologia – a temas como os biomas. Na Feira de Ciências, por exemplo, eles exploraram essas conexões e se engajaram mais. Queremos expandir para mais turmas e integrar os projetos às aulas regulares”, afirma.
*Com informações da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF)