Estudantes da rede pública do DF protagonizam desfile de 7 de setembro – Secretaria de Estado de Educação

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Apresentações das escolas públicas exaltaram pluralidade cultural brasileira



Por João Pedro Eliseu, Ascom/SEEDF 



Estudantes da rede pública do Distrito Federal participam do desfile cívico em celebração aos 203 anos da Independência do Brasil, realizado na Esplanada dos Ministérios | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


Em celebração aos 203 anos da Independência do Brasil, o tradicional desfile de 7 de setembro contou com a participação expressiva de estudantes da rede pública do Distrito Federal neste domingo (7). Ao todo, 795 alunos de dez escolas públicas e uma instituição privada desfilaram, trazendo coreografias e apresentações culturais temáticas.


 


O tema do desfile deste ano foi “Brasil Soberano”, fazendo alusão à importância da preservação ambiental e à realização da COP30 em Belém, no Pará. As unidades escolares incorporaram a temática em suas apresentações, exaltando as diferentes culturas regionais brasileiras e destacando a importância da preservação de uma das maiores riquezas nacionais: o meio ambiente e a biodiversidade brasileira.


 


A Escola Classe (EC) Sítio das Araucárias, uma unidade rural de Sobradinho, prestou uma homenagem à Amazônia e aos trabalhadores rurais do Brasil, com estudantes utilizando vestes características e apresentando uma coreografia especial.


 


A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, acompanhou o desfile da arquibancada junto com outros servidores da Secretaria de Educação do DF.


A secretária de Educação do Distrito Federal, Hélvia Paranaguá, acenou aos estudantes da arquibancada | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


Tradição


A tradição das bandas marciais foi um dos pontos altos da participação escolar. O Centro de Ensino Fundamental (CEF) 11 do Gama, que mantém sua banda marcial ativa desde 1999, demonstrou o resultado de meses de preparação com uma apresentação cultural vibrante que contagiou todo o público do desfile.


 


O grupo fez referência ao frevo brasileiro, utilizando os guarda-chuvas característicos do ritmo ao som da canção “Anunciação”, de Alceu Valença. “Estamos ensaiando desde o início do ano nossa apresentação e fizemos o nosso melhor“, afirmaram as alunas Sofia Marques, 13 anos, e Carolina Vitória, 12 anos, integrantes da banda.


 


A banda marcial do Centro de Ensino Fundamental 11 do Gama, formada em 1999, executa sua apresentação durante o desfile cívico na Esplanada dos Ministérios | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


Para muitos estudantes, a participação no evento representa um momento de orgulho e integração. Letícia Magalhães, 13 anos, aluna do CEF 11 do Gama e integrante do corpo coreográfico, não escondeu a empolgação em sua estreia:
É meu primeiro desfile nessa escola, entrei esse ano. Estou muito ansiosa e feliz de estar aqui. Quero participar outras vezes.”


 


 



 


 








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Justiça suspende prorrogação da patente de caneta emagrecedora

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O Tribunal Regional Federal da 1ª Região (TRF-1) suspendeu a decisão que havia ampliado até 2033 a validade da patente da liraglutida, substância presente em medicamentos da Novo Nordisk, como Victoza e Saxenda.


A medida é provisória, e foi concedida pelo juiz Flávio Jardim. Ele considerou que a prorrogação da exclusividade poderia manter a concentração de mercado e impedir a entrada de versões mais baratas, prolongando preços elevados para os consumidores.



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A decisão atende a um recurso apresentado pela farmacêutica EMS, que em agosto lançou versões sintéticas da liraglutida e já possui registro ativo na Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para esse tipo de medicamento. Para a empresa, a suspensão garante a continuidade da produção e comercialização sem risco de interrupção.


canetas de liraglutida da EMS em fundo branco. MetrópolesOs medicamentos à base de liraglutida chegam ao mercado em duas versões: Olire, indicado para a perda de peso, e Lirux, para o controle da diabetes tipo 2

O magistrado destacou ainda que a manutenção do monopólio poderia gerar prejuízos coletivos. Segundo ele, documentos públicos já haviam apontado dificuldades de incorporação da liraglutida no Sistema Único de Saúde (SUS) devido ao alto custo e à falta de comprovação de custo-benefício em larga escala.


Batalha judicial


A decisão agora suspensa havia sido concedida no início da semana pela Justiça Federal do Distrito Federal, que entendeu que o Instituto Nacional da Propriedade Industrial (Inpi) demorou mais de 13 anos para analisar o pedido da Novo Nordisk. O atraso foi usado pela empresa para solicitar a recomposição do prazo da patente, já expirada em 2024.


A suspensão pelo TRF-1 representa um revés para a farmacêutica dinamarquesa, que também tenta estender a proteção da semaglutida, princípio ativo presente em Ozempic e Wegovy, com vencimento previsto para 2026.


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Mortes em clínica do DF expõem “indústria da loucura”, diz especialista

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O incêndio que resultou na morte de cinco internos no Instituto Terapêutico Liberte-se, no último domingo (31/8), traz à tona a existência de uma “indústria da loucura”, segundo avaliação do professor do Instituto de Psicologia da Universidade de Brasília (UnB) Pedro Costa.


Para o especialista, o problema está no financiamento por parte do Poder Público a comunidades terapêuticas (CTs) onde o tratamento de manicômio e asilo ainda é usado para a recuperação dos internos. No Distrito Federal, de acordo com Costa, o Conselho de Política Sobre Drogas (Conen) destina recursos do Fundo Antidrogas (Funpad) para as comunidades.


“Cada vez mais as CTs são normalizadas, aceitas, naturalizadas e se expandem, se generalizam. Então, essa tragédia que a gente vivenciou não se trata de uma tragédia. Porque é algo anunciado e denunciado. É catastrófico. É um horror. É barbárie. Mas a gente tem visto que não se trata de um caso isolado. É um projeto”, afirmou.



Segundo o professor, “o problema do manicômio não é ser legal ou ilegal. É ele existir. No campo da Saúde Mental, há pelo menos sete, oito décadas, se aponta que as instituições manicomiais são instituições de violência”, alertou. No caso do Instituto Liberte-se, por exemplo, os internos dormiam trancados. Além disso, denunciaram maus-tratos e trabalhos forçados.


Veja imagens do local:


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O Instituto Terapêutico Liberte-se, casa de reabilitação de dependentes químicos no Paranoá (DF), pegou fogo na madrugada deste domingo (31/8), por volta das 3h.

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Incêndio provocou uma tragédia

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Darley Fernandes de Carvalho, José Augusto, Lindemberg Nunes Pinho, Daniel Antunes e João Pedro Santos morreram no local.

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Atualmente, a clínica contava com mais de 20 internos

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As causas do início do fogo são desconhecidas. A 6ª Delegacia de Polícia (Paranoá) investiga o caso

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O Corpo de Bombeiros conteve as chamas e levou as vítimas aos hospitais regionais de Sobradinho (HRS) e da Região Leste, no Paranoá (HRL)

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Delegado não descarta crime de cárcere privado

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Lugar funcionava clandestinamente

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O manicômio persiste


Costa ressaltou que as práticas denunciadas na Liberte-se são constatadas nas CTs como um todo, a exemplo dos trabalhos forçados. “O manicômio ainda persiste. E sua principal forma, seu carro-chefe e manutenção e reprodução se chama comunidade terapêutica. São o carro-chefe da contrarreforma psiquiátrica”, criticou.


Pelo diagnóstico do especialista, o Estado precisa evitar a expansão das CTs, fiscalizar as unidades existentes e extinguir o modelo, seguindo a Legislação Brasileira. Costa ressaltou que a medida em que o Poder Público repassa recursos para as comunidades fica sem dinheiro para fortalecer os equipamentos públicos de tratamento.


“As comunidades fornecem violência. Por mais que uma pessoa pare de usar drogas, isso se dá em marco de violência. É a lógica muito perigosa dos fins justificarem os meios”, disse.


Fiscalização capenga


A tragédia também jogou a luz na deficiência na fiscalização de alvarás, não apenas de clínicas, mas de qualquer estabelecimento. Um local não tem um, mas diversos alvarás conforme a especificidade de cada serviço prestado, além das condições de segurança.


Diversos órgãos de controle são responsáveis pela fiscalização. Mas o monitoramento não é padronizado e nem mesmo supervisionado.


Para a professora de Saúde Coletiva da Universidade de Brasília (UnB) Carla Pintas, o Poder Público deveria padronizar o modelo de fiscalização, garantindo constância e agilidade na fiscalização dos alvarás, seja por meio de decreto do Executivo, seja pela atualização das leis no Legislativo.


No caso as clínicas, após a tragédia, a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) recebeu um projeto de lei que cria normas de prevenção a incêndio, prevê fiscalização periódica e aplicação de multa de até R$ 200 mil em caso de irregularidade.


As vítimas do incêndio são:


Daniel Antunes Miranda, 28 anos;
Darley Fernandes de Carvalho, 26 anos;
João Pedro Costa dos Santos Morais, 26 anos;
José Augusto Rosa Neres, 39 anos; e
Lindemberg Nunes Pinho, 44.

Outro lado


O Metrópoles tentou em contato com o Governo do Distrito Federal (GDF) sobre a questão. O espaço segue aberto.  Já o Conen se manifestou por meio de um anota. Leia abaixo, na íntegra:


1 – O CONEN instaurou Grupo de Trabalho específico através da OS Nº 22 de 01/09/2025 para realizar inspeção no local e apurar as condições exatas da instituição no que tange ao manejo de pessoas afetadas pela dependência química. E as diligências ordinárias continuaram a serem feitas mediante solicitações de registro e denúncias.


2 – Atualmente 14 Comunidades Terapêuticas estão registradas no Cadastro de Entes e Agentes Antidrogas do DF.


3 – Quanto às fiscalizações realizadas: em 2025 foram 13 até o momento, 2024 foram 11, 2023 foram 11 e 2022 foram 6. 
A capacidade fiscalizatória no CONEN é restrita ao que concerne ao tratamento, recuperação de dependentes químicos ou prevenção ao uso de drogas. 
Nesse compasso o Conselho controla a emissão do Cadastro de Entes e Agentes Antidrogas do Distrito Federal – CEAAD-DF, instrumento definido pelo DECRETO Nº 39.456, DE 14 DE NOVEMBRO DE 2018 obrigatório para clínicas especializadas e entidades não-governamentais classificadas como Comunidades Terapêuticas, que prestam serviços de acolhimento a dependentes químicos em regime de residência no âmbito do Distrito Federal, como condição para o seu efetivo funcionamento. 
Assim o CONEN tem poder direto apenas para instruir procedimentos com vistas a cassação ou emissão deste Certificado, e desta forma autuou sempre que se verificou a necessidade. Ao longo destes anos decorrente de diligências foram cancelados ou não se deferiram 9 pedidos de registro do CEAAD.
Todavia, sempre que observados em nossas diligências casos de flagrante irregularidade referente a questões de outras ordens o Conselho de pronto oficia dos órgãos competentes para que tomem providências.
 
4 – Como já respondido o CONEN já instaurou Grupo de Trabalho específico para o caso, e as diligências ordinárias continuaram a serem feitas mediante solicitações de registro e denúncias.”






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Sol, lua, água e até vento: entenda os riscos das dietas extremas

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Prometer emagrecimento rápido é o truque mais antigo da internet — e, convenhamos, quem nunca foi tentado por um atalho milagroso? O problema é que algumas dessas dietas “da moda” beiram o absurdo.


A dieta da água, por exemplo, consiste em excluir completamente alimentos sólidos, mantendo apenas líquidos, principalmente água. A promessa é de perda de peso rápida, mas os riscos incluem desnutrição, fraqueza, tontura e até falência de órgãos em casos prolongados.



Ou talvez, a dieta da lua, que propõe 24 horas de restrição alimentar a cada mudança de fase lunar, com ingestão apenas de líquidos. A ideia parte da crença de que a lua influencia os líquidos do corpo, assim como afeta as marés — mas não há comprovação científica dessa relação.


A dieta que inclui mais polêmica talvez seja a dieta do sol. De um lado, há quem interprete como “só comer de dia”. Do outro, os mais radicais acreditam que dá para substituir comida por luz solar.


A nutricionista Edvânia Soares lembra: “Nós não fazemos fotossíntese. Não somos plantas. Sem proteína, carboidrato e gordura, o corpo entra em colapso”. O resultado? Queda de cabelo, pele seca, fraqueza, perda de músculos e até risco de morte.


O nutricionista Lucas Alves Deienno reforça que é perigoso acreditar que a luz substitui nutrientes. “Isso não existe e pode ser fatal”, alerta. E, mesmo quando falamos de sol com moderação, vale o alerta: sim, a vitamina D ajuda ossos e imunidade e o betacaroteno faz bem para pele e visão, mas exageros também fazem mal. Pele alaranjada, sobrecarga nos rins e câncer de pele estão na lista dos efeitos indesejados.

E, se você achou que não poderia ficar mais estranho, surge a dieta do vento, qeue também é chamada de respiratorianismo. Os adeptos alegam que é possível sobreviver apenas de ar e luz solar. Segundo os especialistas, a prática, sem qualquer comprovação, já foi associada a casos de morte por desnutrição e é condenada por profissionais de saúde em todo o mundo.


Foto colorida com fundo rosa, homem mais velho à frente bebendo água por um canudo diretamente da terra - Metrópoles.
Dietas da moda prometem milagres, mas podem trazer riscos sérios à saúde. Sol, lua, vento ou água não substituem um prato equilibrado e colorido

Segundo os especialistas, o corpo dá sinais quando está sofrendo com restrições: cansaço extremo, irritabilidade, queda de cabelo, baixa imunidade e alterações hormonais costumam aparecer. Tudo isso porque, no fim das contas, milagres não existem quando o assunto é nutrição.


Mas então, qual o caminho seguro? Nada de cortes radicais. A chave está no equilíbrio: um prato colorido, proteínas magras, gorduras boas, frutas, legumes e, claro, acompanhamento profissional. O resto é modismo embalado em palavras bonitas como “detox”, “natural” ou “espiritual”, mas sem comprovação científica.


“Não existe resultado rápido e mágico”, reforça Edvânia. O que funciona de verdade é um plano alimentar ajustado à rotina, com sono, exercícios e saúde mental em dia.

Ou seja: deixe o vento para refrescar, o sol para bronzear, a lua para inspirar poemas e a água para matar a sede. Na hora de se alimentar, a melhor dieta ainda é a que tem comida de verdade no prato.


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Homem com arma e munições é preso após ameaçar mulher na Estrutural

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Um homem de identidade não divulgada foi preso pela Polícia Militar (PMDF) na tarde deste sábado (6/9) após denúncia de que ele teria descido de um veículo e ameaçado uma mulher no Setor Leste da Cidade Estrutural.


O 15º Batalhão de Polícia foi até o local e abordou o suspeito. Na ação, a equipe apreendeu várias armas, munições e facas ilegais.



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O homem não possuía registro de Caçador, Atirador e Colecionador (CAC) e nem apresentou motivos para portar os objetos.


Objetos apreendidos:



  • Pistola G2C calibre 9mm;

  • Sete munições não deflagradas calibre 9mm;

  • Duas munições deflagradas calibre 9mm;

  • Uma munição deflagrada calibre .45;

  • Espargidores de gás, faca, facões, bastão e algema.


O homem foi detido em flagrante e encaminhado à 8ª Delegacia de Polícia (Estrutural).






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Ócio: entenda por que o cérebro precisa do tédio para funcionar melhor

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Ficar sem fazer nada é uma ideia difícil de imaginar em tempos de agendas lotadas e telas sempre por perto. Mas esse vazio, frequentemente visto como perda de tempo, pode trazer ganhos importantes para a saúde mental e o funcionamento do cérebro.


Segundo o neurocientista e psicólogo Eduardo Rocha, do Instituto Inner, em Brasília, quando estamos entediados o cérebro muda para um estado introspectivo.


“É um modo de reflexão ativa, criativa e de auto-observação. Nesse estado, o cérebro reorganiza pensamentos e se prepara para retomar suas atividades”, explica.

A neurologista Thaís Augusta Martins, coordenadora de Neurologia do Hospital Santa Lúcia, em Brasília, detalha que o tédio reduz a atividade dopaminérgica e ativa a chamada Default Mode Network, uma rede ligada ao descanso cerebral e à autorreflexão.


“Esse tempo vazio favorece a integração de informações internas, a regulação emocional e a consolidação da memória”, afirma.


Motor da criatividade


Esse estado também pode impulsionar a resolução de problemas. Para Rocha, é mais adequado falar em ócio do que em tédio.


“O ócio permite que áreas diferentes do cérebro se conectem. A associação entre regiões auditivas, motoras e visuais favorece o surgimento de ideias criativas e auxilia na solução de desafios complexos”, diz.


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A experiência de deixar a mente vagar sem estímulos imediatos é tão importante que práticas como a meditação utilizam esse mecanismo de descanso para gerar efeitos positivos comprovados.


Por que é tão difícil lidar com o tédio hoje?


Se por um lado o tédio pode ter valor, por outro, se tornou cada vez menos tolerado. O neurologista Flavio Sallem, do Hospital Japonês Santa Cruz, em São Paulo, aponta que a vida digital mudou esse cenário.


“Vivemos cercados por estímulos que oferecem recompensas imediatas. Cada notificação ou rolagem de feed ativa circuitos de dopamina. Por isso, o silêncio e a espera parecem insuportáveis”, observa o médico.

Thaís afirma que os algoritmos das redes sociais intensificam essa busca. “Eles exploram circuitos de recompensa dopaminérgica de maneira semelhante ao que ocorre em vícios. Isso condiciona o cérebro a procurar constantemente novos estímulos e diminui a tolerância ao tédio”, complementa.


Foto de cérebro. Riscos, vídeos aceleradosO cérebro faz parte do sistema nervoso central e é o órgão que controla o corpo. Ele participa de processos essenciais, como o pensamento, as emoções, a memória, a linguagem e os movimentos

Quando o tédio é prejudicial


Nem todo tédio é igual. De acordo com a neurologista Thaís, existe uma diferença entre o estado saudável e o prejudicial.


O primeiro é passageiro, ajuda na criatividade e no descanso do cérebro. O segundo está ligado a sintomas como apatia, falta de motivação e dificuldade em sentir prazer, comuns em quadros de depressão e transtornos ansiosos.


Como equilibrar estímulos e pausas no dia a dia


O neurocientista Eduardo Rocha sugere algumas estratégias para incluir o ócio criativo na rotina:



  • Praticar meditação, que ajuda a reorganizar funções cognitivas e a estimular a neuroplasticidade;

  • Fazer pausas no trabalho, de preferência a cada 30 minutos, sem recorrer ao celular ou às redes sociais;

  • Ter contato com a natureza, aproveitando sons, cheiros e paisagens que promovem relaxamento e reduzem o excesso de estímulos mentais.


“Esses momentos de pausa desafogam o pensamento analítico e favorecem a criatividade. É nesse espaço vazio que o cérebro encontra novas conexões”, conclui o especialista.


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Homem que matou companheira asfixiada é condenado a 40 anos de prisão

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O Tribunal do Júri de Samambaia condenou o réu Renato Vaz da Conceição Júnior a 40 anos de prisão, em regime inicial fechado, pelo crime de feminicídio, cometido contra a sua ex-namorada, Nadiana da Costa Santana, de 29 anos, no dia 8 dezembro de 2024, na QR 423, em Samambaia.


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Nadiana da Costa Santana foi assassinada no dia 8/12

Reprodução/Facebook
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Feminicida Renato Vaz da Conceição Júnior foi preso

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Nadiana teria sido morta após conversa com o namorado

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Criminoso a matou asfixiada

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Nadiana tinha 29

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Além da condenação penal, o homem terá que a pagar à filha da vítima quantia de R$ 100 mil referente ao dano moral suportado pela criança de apenas 10 anos de idade.


No dia do assassinato, Renato Vaz teria enforcado a sua companheira até que ela desmaiasse e na sequência a asfixiou com um travesseiro quando ela já estava desacordada. A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) prendeu o homem em flagrante no local do crime.


Em depoimento dado à Polícia Civil (PCDF), o homem afirmou que agiu motivado por uma crise de ciúmes após ela contar que se encontrou com outros homens em um período em que ambos estavam solteiros.


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Casal mantinha relacionamento havia três anos, entre idas e vindas

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Renato Vaz da Conceição Júnior foi preso em flagrante

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Ele tinha antecedentes criminais por violência doméstica e roubo

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Feminicida matou a namorada asfixiada com travesseiro

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Nadiana deixa uma filha, fruto de relacionamento anterior

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Segundo a investigação da época, o casal saiu para ir a um bar. Os dois retornaram e foram até a residência onde Renato morava com os avó, quando asfixiou a sua namorada até a morte.


Após matar Nadiana, o feminicida confessou o crime e pediu ajuda à própria família para socorrer a vítima. O Corpo de Bombeiros (CBMDF) foi acionado para atender a ocorrência, mas após 40 minutos de manobras de ressuscitação, ela veio a óbito.



Metrópoles apurou que a vítima morava em Brazlândia e que o casal mantinha um relacionamento, entre idas e vindas, havia cerca de três anos.


Feminicídio


Para os jurados, o crime caracterizou-se por ser um feminicídio, pois foi praticado contra mulher por razões da condição de sexo feminino, em contexto de violência doméstica e familiar. Além disso, o crime foi praticado por motivo torpe.


Na análise do processo, o juiz presidente do júri verificou que o réu é portador de maus antecedentes, em razão de condenação em outra ação criminal, e ainda avaliou que as consequências do crime atual de feminicídio são graves e vão além da eliminação da vida de uma mulher, pois a vítima deixou órfã uma filha de apenas 10 anos.


O juiz reiterou que “a filha da vítima também perdeu o suporte emocional  e sustento material fornecido pela genitora, ora vítima do feminicídio, isso em fase crucial da vida dela, de forma que o trauma é enorme, notadamente por afetar o pleno e sadio desenvolvimento psíquico dela. O cenário supracitado demonstra a gravidade da afetação dos direitos fundamentais da família da vítima, a justificar a fixação da obrigação de reparar o dano imaterial”.


Renato respondeu ao processo já preso e não poderá recorrer em liberdade. A condenação ainda cabe recurso do réu.


 






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Novo tratamento para Alzheimer chega ao Brasil. Saiba como funciona

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Um novo tratamento para a doença de Alzheimer passou a ser aplicado no Brasil. O Donanemabe, comercializado como Kisunla, é indicado para pacientes em estágios iniciais da doença, quando há comprometimento cognitivo leve ou demência leve, sem perda funcional significativa.


O medicamento, da empresa Eli Lilly, atua eliminando placas de beta-amiloide, proteínas que se acumulam no cérebro e estão associadas à perda de memória e declínio cognitivo.




O que é o Alzheimer?



  • O Alzheimer é uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de forma progressiva, prejudicando a memória e outras funções cognitivas.

  • Ainda não se sabe exatamente o que causa o problema, mas há indícios de que ele esteja ligado à genética.

  • É o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e, segundo o Ministério da Saúde, responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil.

  • O sinal mais comum no início é a perda de memória recente. Com o avanço da doença, surgem outros sintomas mais intensos, como dificuldade para lembrar de fatos antigos, confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e na forma de se comunicar.




 Como é administrado o tratamento?


O Donanemabe é aplicado por infusão intravenosa em protocolo aprovado pela Anvisa em abril. Nas primeiras três doses, recomendadas nos primeiros três meses, os pacientes recebem 700 mg por mês, o equivalente a duas unidades do medicamento.


A partir do quarto mês, a dose sobe para 1.400 mg mensais, ou quatro unidades, e se mantém até o final do tratamento, que pode durar até 18 meses, dependendo da evolução clínica de cada paciente. Dados de acompanhamento de até três anos sugerem que os efeitos podem se estender mesmo após o término da terapia.



O tratamento está disponível apenas na rede privada, e cada unidade custa em média R$ 5 mil, podendo variar conforme o protocolo adotado pelo local de aplicação.


Um marco no combate ao Alzheimer


Segundo Luiz André Magno, diretor médico da Lilly do Brasil, a aprovação do Kisunla representa um avanço importante no tratamento da doença no país. “É o primeiro medicamento modificador da doença aprovado no Brasil que também recebeu recomendação positiva na Europa”, afirmou em comunicado.


Atualmente, cerca de 1,2 milhão de brasileiros vivem com Alzheimer, número que deve crescer com o envelhecimento da população. Estima-se que aproximadamente um terço das pessoas com comprometimento cognitivo leve ou demência leve evoluam para estágios mais graves dentro de um ano, reforçando a importância de terapias capazes de retardar a progressão da doença.


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Idosa de 78 anos morreu enquanto atravessava faixa de pedestres

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A idosa de 78 anos que morreu depois de ser atropelada por uma caminhonete Nissan Frontier, na manhã deste sábado (6/9), atravessava a faixa de pedestres no momento em que foi atingida pelo motorista.


O acidente aconteceu na via da Fundação Bradesco, em Ceilândia, às 8h30.


Veja imagens do socorro:


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A Polícia Militar (PMDF), por meio do 8º Batalhão, foi acionada para atender o acidente na faixa de pedestres. Informações apontam que a vítima atravessava na faixa, após outro veículo estar parado para a travessia. O condutor da caminhonete estava habilitado e não apresentava sinais de ingestão de álcool.


O Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF) informou que a vítima foi encontrada caída no asfalto e inconsciente.



A idosa sofreu uma parada cardiorrespiratória e os bombeiros iniciaram os procedimentos de reanimação cardiopulmonar, mas, infelizmente, ela não reagiu e o óbito foi declarado ainda no local.


A área ficou sob os cuidados da Polícia Militar do DF (PMDF), e a perícia da Polícia Civil (PCDF) foi acionada para apurar as circunstâncias do acidente.


Os militares não divulgaram informações sobre a dinâmica da ocorrência.






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Chá anti-inflamatório aliva dores articulares e auxilia saúde dos rins

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A urtiga é uma planta repleta de benefícios medicinais e nutricionais. Fonte de vitaminas A, C, K e do complexo B, além de minerais como ferro, cálcio, magnésio e potássio, ela pode ser usada no preparo de um chá que é uma boa opção para incluir no dia a dia.


De acordo com a nutricionista esportiva e funcional Thaís Barca, da Clínica CliNutri, a urtiga se destaca pela riqueza em antioxidantes e compostos bioativos. “Ela tem ação anti-inflamatória, ajudando principalmente em dores articulares, artrite e reumatismo”, afirma.


A especialista aponta ainda que o consumo do chá pode favorecer a saúde urinária, já que tradicionalmente é usado para aliviar desconfortos leves. Além disso, há indícios de que ele contribua para o fortalecimento imunológico devido às vitaminas e minerais presentes.



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Outro benefício é o auxílio no controle de alergias sazonais, com impacto positivo em sintomas como espirros e coriza. Por ser fonte de ferro, também pode ajudar em quadros de tendência à anemia leve, embora esse efeito dependa de outros fatores da alimentação.


Desintoxicação, inflamação e fortalecimento


Para a nutricionista Paula Alves, que atende em Belo Horizonte, a urtiga atua de forma integrada no organismo. Ela destaca o papel diurético da planta, que aumenta o fluxo urinário e ajuda na eliminação de toxinas. “É como uma lavagem natural no sistema renal e urinário”, afirma.


Além disso, os compostos bioativos ajudam a reduzir a produção de citocinas inflamatórias, o que contribui para aliviar dores crônicas. O fortalecimento do corpo, por sua vez, vem da alta concentração de nutrientes, que oferecem suporte à saúde óssea, imunidade e energia.


“O ferro ajuda a combater o cansaço, o cálcio e a vitamina K reforçam os ossos e a vitamina C, junto dos antioxidantes, fortalece a imunidade”, completa a especialista.

chá de urtiga com ervas frescas ao redor e flor de urtiga dentro da xícara de chá, no chão de madeira, inclinado. MetrópolesO chá de urtiga reúne propriedades anti-inflamatórias e diuréticas que podem contribuir para a saúde das vias urinárias e respiratórias, além de auxiliar na redução de dores associadas à artrite e ao reumatismo.

Como preparar o chá de urtiga?


O preparo correto é essencial para preservar os compostos ativos da planta. Thaís Barca recomenda usar apenas as folhas secas. “O ideal é ferver 250 ml de água, desligar o fogo e só então acrescentar uma colher de sopa da folha seca. A infusão deve durar de 5 a 10 minutos, tampada, para manter os nutrientes”, orienta.


A nutricionista alerta que a planta fresca não deve ser utilizada, pois pode causar irritações na pele. “Se a folha for fervida junto com a água, parte dos bioativos pode ser perdida e o chá não terá o mesmo efeito”, acrescenta.


Contraindicações e cuidados no consumo


Apesar dos benefícios, a bebida não indicada para todo mundo. Thaís explica que o chá pode aumentar a diurese e não deve ser consumido por pessoas com problemas renais graves, a menos que haja orientação médica.


“Também deve ser evitado por quem usa anticoagulantes, por gestantes e por pessoas com trato gastrointestinal sensível, já que o excesso pode causar cólicas e gases”, diz.

Além disso, a urtiga pode interagir com medicamentos. Entre eles estão os usados para hipertensão, diabetes e anticoagulação. “O risco vai desde hipotensão até hipoglicemia ou alteração na coagulação do sangue. Por isso, quem faz uso contínuo de medicamentos deve ter orientação profissional antes de incluir o chá na rotina”, reforça Paula.


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Bar irregular ignora Lei do Silêncio e tira paz de moradores do Guará

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O que era para ser uma opção de entretenimento, virou uma grande dor de cabeça para moradores da QE 20 do Guará I. O Santo Grau Bar e Restaurante tem incomodado, principalmente no período da noite, por causa do som alto produzido pela música ao vivo. Moradores da região ouvidos pelo Metrópoles, que não quiseram se identificar, disseram que o barulho costuma ser pior às quintas e aos domingos.


Segundo eles, não é o fato de ter a música que incomoda, mas sim que o estabelecimento ultrapassa o horário, com bandas tocando até quase de madrugada em algumas ocasiões.


A reportagem esteve no local na sexta-feira (29/8) e no sábado (30/8), e constatou que o estabelecimento estava com música ao vivo após às 22h — a banda que tocava no boteco só encerrou por volta das 23h, infringindo a Lei do Silêncio.


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O Metrópoles foi até o local e constatou o som alto após às 22h

Kebec Nogueira/Metrópoles @kebecfotografo
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Em 15 de agosto, o Ibram multou o estabelecimento por poluição sonora

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Em nota, o bar se comprometeu a ajustar o som produzido

Kebec Nogueira/Metrópoles @kebecfotografo

“O barulho, os transeuntes, muitos carros estacionados no gramado, além de pessoas que bebem acima do limite e promovem algazarras, que gera certa insegurança”, comentou um dos moradores.



Outra moradora da região afirmou que, por ter dois filhos pequenos, precisa se adaptar nos dias de música ao vivo. “Quando isso acontece, coloco meus filhos para dormir no quarto dos fundos, para não atrapalhar o sono deles”, comentou.


Além do barulho, outras questões relacionadas ao boteco incomodam quem vive próximo ao estabelecimento. “Tenho duas crianças em casa. Além do som alto, muitas pessoas que frequentam o bar procuram os becos para urinar ou para ficarem namorando de uma forma mais explícita. Isso faz com que eu tenha que fechar a casa mais cedo, para meus filhos não olharem”, disse outro morador.



Multa


Em agosto, o Instituto Brasília Ambiental (Ibram), provocado pela Administração do Guará, fiscalizou o Santo Grau por causa da denúncia de poluição sonora. Segundo o relatório, ao qual o Metrópoles teve acesso, foram duas visitas.


Na primeira, dia 13, os fiscais foram às 12h, e o local estava fechado. Porém, dois dias depois, em uma sexta-feira (15/8), o Ibram chegou entre 20h e 23h e constatou que o boteco estava “em plena atividade, com execução de som ao vivo, na área externa”.


“Assim, foi aferida a pressão sonora principal, às 22h40, tendo sido obtido resultado de 66,6 dB durante a execução de som ao vivo, com banda instalada em ambiente externo”, afirmou o relatório.


De acordo com o Ibram, a localidade fiscalizada trata-se de área mista com vocação comercial. Os limites de dB são de 60, ate às 22h, e 55, após às 22h, segundo a norma ABNT 10151/2019 e a Lei Distrital de 4092/2008. O relatório da fiscalização concluiu que o estabelecimento “tem contribuído para o aumento dos níveis de ruído, produzindo poluição sonora devido às suas atividades, causando desconforto para a comunidade local”.


O Ibram autuou o Santo Grau, com advertência e multa, no valor de R$ 2.001. Procurada pela reportagem, o instituto informou que recebeu, no total, três denúncias relacionadas ao bar, sendo que a última resultou na aplicação da multa.


Denúncia


A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF) informou que, até o momento, não localizou acionamentos específicos de perturbação do sossego relacionados ao Santo Grau. Segundo o major Raphael Broocke, porta-voz da corporação, o principal motivo da falta de ocorrências é o fato de que, ao atender ocorrências de perturbação do sossego, a PM necessita que os reclamantes se identifiquem para lavrar o termo circunstanciado.


“Essa identificação é registrada somente no documento. Somente diante da identificação do reclamante é que a Polícia Militar envia uma viatura ao local da perturbação, onde identifica os responsáveis, elabora o termo circunstanciado e o encaminha para os trâmites judiciais cabíveis”, explicou.


Pensando aumentar a quantidade de denúncias, o major disse que a PM tem um canal online (https://denuncia-pmdf.policia.df.gov.br/inicio) onde é possível registrar irregularidades em estabelecimentos comerciais, como a ausência de licença de funcionamento, ou denúncias de perturbação do sossego. “O objetivo é oferecer uma alternativa para as pessoas que preferem não formalizar uma denúncia, garantindo-lhes algum retorno”, esclareceu Broocke.

Segundo o porta-voz da PMDF, o atendimento poderá envolver, em vez de uma mediação imediata, um processo de mapeamento e triagem das ocorrências. “Isso se justifica pela possibilidade de diversas denúncias relacionadas ao mesmo local, exigindo uma análise prévia”, explicou. “Vale lembrar que esse canal não se destina a situações de urgência e emergência. Ele foi criado para denúncias anônimas”, ressaltou.


Irregular


Além das infrações, o boteco funciona de forma irregular. O Metrópoles entrou em contato com a Administração do Guará que, em nota, disse que o estabelecimento solicitou uma análise de viabilidade urbanística, a qual foi indeferida — esse seria o documento inicial para dar entrada na regularização pela administração regional.


“A Administração do Guará reforça que a fiscalização e aplicação de medidas administrativas são responsabilidade da DF Legal, e reafirma seu compromisso com a ordem pública, a tranquilidade dos moradores e o cumprimento rigoroso das normas urbanísticas e ambientais”, ressaltou a nota.


O texto afirmou ainda que a administração segue atuando em conjunto com os órgãos competentes para coibir irregularidades e proteger a qualidade de vida da população do Guará. “Em função disso, a administração irá solicitar uma fiscalização da DF Legal no estabelecimento”, ressaltou.


A reportagem procurou o Santo Grau Bar e Restaurante que, também por meio de nota, pediu desculpas aos moradores da vizinhança pelos transtornos causados pelo excesso de barulho “em determinados momentos”.


“Estamos implementando melhorias para controlar melhor o som. Nosso objetivo é continuar atendendo bem nossos clientes, sem prejudicar a qualidade de vida dos moradores ao redor. Nos colocamos à disposição para qualquer esclarecimento”, afirmou o texto. O estabelecimento não se pronunciou sobre a questão do alvará de funcionamento.






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Módulo ampliará vagas na EC Morro da Cruz e no CIL de São Sebastião – Secretaria de Estado de Educação

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Atividades de ambas as escolas seguem normalmente para todos os estudantes



Por Andressa Rios, Ascom/SEEDF


 


A obra de expansão que beneficiará tanto a EC Morro da Cruz como o CIL de São Sebastião será realizada no Complexo Zumbi dos Palmares | Foto: Mary Leal, Ascom/SEEDF.


 


A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), cada vez mais engajada para ampliar a oferta de vagas em escolas da rede pública, trabalha na construção do módulo escolar que funcionará no Complexo Zumbi dos Palmares, abrangendo a Escola Classe (EC) Morro da Cruz e o Centro Interescolar de Línguas (CIL) de São Sebastião. A EC ganhará dois novos blocos com a construção de dez salas de aula, e, dessa forma, o CIL receberá de volta 12 salas para o turno matutino e oito para o turno vespertino.


 


É importante ressaltar que as duas unidades continuarão suas atividades normalmente, portanto, não haverá fechamento de qualquer instituição de ensino. A expectativa é de que, em 2026, a EC Morro da Cruz receba cerca de 600 estudantes, tanto para a educação infantil quanto para o ensino fundamental, ampliando de forma significativa a oferta de novas vagas nas regiões do Capão Comprido e de Morro da Cruz.


 


A coordenadora Regional de Ensino de São Sebastião, Grazielle Barrozo, ressalta como as novas vagas nessas instituições facilitarão a vida da comunidade. “A ampliação da oferta de vagas na Escola Classe Morro da Cruz e no CIL de São Sebastião representa um avanço significativo para a comunidade local. A EC Morro da Cruz poderá receber mais estudantes próximos às suas residências, atendendo, inclusive, mais crianças da comunidade indígena Warao, o que fortalece a inclusão e garante o direito de acesso à educação.”


 


No caso do CIL, a expansão possibilitará a concretização de um anseio da própria comunidade escolar: ampliar o número de vagas nos turnos matutino e vespertino, períodos em que há maior procura. Essa medida reforça a importância do aprendizado de uma segunda língua como instrumento de formação cidadã, de acesso a novas oportunidades e de valorização cultural para os estudantes da região”, explica Grazielle.


 



Ademais, também está em fase de estudo a execução da obra de um novo estacionamento no Complexo Zumbi dos Palmares, com capacidade para 100 vagas, acessibilidade para pedestres e motoristas. Hoje, o estacionamento compartilhado entre o CIL, EC Morro da Cruz e a Coordenação Regional de Ensino, dispõe de 80 vagas.


 


Destaca-se, ainda, que a implantação das salas modulares foi previamente comunicada à direção das duas escolas, à Novacap, à Subsecretaria de Infraestrutura Escolar (Siae) e à Coordenação Regional de Ensino de São Sebastião, conforme documento formalizado.


 


Dessa forma, a Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal reforça que haverá a expansão da oferta de vagas tanto no CIL, quanto na Escola Classe Morro da Cruz, além da melhoria da infraestrutura escolar e do atendimento à comunidade de São Sebastião, garantindo a continuidade e o fortalecimento das ações educacionais em São Sebastião.


 


 




 


 








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