MS: furto de fios deixa escola sem energia e crianças estudam sem luz

 on  with No comments 
In  




Alunos do Ensino Fundamental II (6º ao 9º anos) da Escola Municipal Prof. Leire Pimentel de Carvalho Corrêa enfrentam uma situação de total desconforto e insegurança no Jardim Colibri II, em Campo Grande (MS).



Leia também



Segundo o denunciante, que terá o nome preservado, a instituição está sem energia e ventilação após furto da fiação elétrica que alimenta as salas de aula. Apesar das condições adversas, as aulas seguem normalmente, mas os estudantes e professores enfrentam um ambiente quente e sem condições mínimas de conforto.


Leia a reportagem completa no TopMídia News, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/ms-furto-de-fios-deixa-escola-sem-energia-e-criancas-estudam-sem-luz/?fsp_sid=179442
Share:

Parapente com duas pessoas cai no mar em Florianópolis

 on  with No comments 
In  




Um parapente que transportava um homem e uma mulher caiu no mar, perto do costão de pedras da praia do Moçambique, em Florianópolis (SC), na tarde desse sábado (23/8). As vítimas foram resgatadas com machucados e suspeita de lesão no quadril.



Leia também



Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 15h para atender a ocorrência de queda de parapente na região do Costão das Aranhas, no norte da Ilha de Florianópolis.


Leia a reportagem completa no NSC Total, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/parapente-com-duas-pessoas-cai-no-mar-em-florianopolis/?fsp_sid=179435
Share:

Parapente com duas pessoas cai no mar em Florianópolis

 on  with No comments 
In  




Um parapente que transportava um homem e uma mulher caiu no mar, perto do costão de pedras da praia do Moçambique, em Florianópolis (SC), na tarde desse sábado (23/8). As vítimas foram resgatadas com machucados e suspeita de lesão no quadril.



Leia também



Equipes do Corpo de Bombeiros foram acionadas por volta das 15h para atender a ocorrência de queda de parapente na região do Costão das Aranhas, no norte da Ilha de Florianópolis.


Leia a reportagem completa no NSC Total, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/parapente-com-duas-pessoas-cai-no-mar-em-florianopolis/?fsp_sid=179428
Share:

Ex-prisioneiras ucranianas relatam abusos e inferno vividos na Rússia

 on  with No comments 
In  




Enquanto a perspectiva de um cessar-fogo continua distante na Ucrânia, o retorno de prisioneiros de guerra tem sido o único avanço significativo resultante das negociações em Istambul entre russos e ucranianos. No último intercâmbio, em 14 de agosto de 2025, várias mulheres civis foram libertadas. Dentre elas, Yuliia Panina, Maryna Berezniatska e Svitlana Holovan, todas são da região de Donetsk, que recuperaram a liberdade há poucos dias, após seis anos de cativeiro nas mãos dos russos.


Elas se pronunciaram em Kiev sob aplausos calorosos de algumas dezenas de participantes da conferência, caminham até o palco onde relataram horrores vivenciados na Rússia. Na sala, o sentimento foi de emoção enquanto as três mulheres eram apresentadas por Liudmyla Huseinova, diretora da ONG Numo Sisters, organizadora do evento. Ela própria é sobrevivente das prisões russas, onde suportou três anos de tortura no centro de detenção ilegal Izolyatsia.


Nos centros de detenção russos, é proibido aos prisioneiros falar sua própria língua, sob pena de tortura adicional. “Antes de se juntarem a nós, elas se perguntaram se seriam capazes de voltar a falar ucraniano, depois de terem sido obrigadas a falar russo durante todo o cativeiro”, compartilha Liudmyla com o público.



As três mulheres, todas civis, foram presas em 2019 em suas respectivas cidades. Yuliia Panina foi sequestrada pelo FSB (serviço de segurança russo) enquanto levava sua filha de 13 anos à escola, em Donetsk. Ela foi a primeira a falar suas impressões do momento em que foi solta: “Quando cruzamos a fronteira e chegamos à região de Chernihiv, vimos bandeiras ucranianas. As pessoas nos saudavam, foi maravilhoso ver isso, um alívio”.


“Sobrevivemos à tortura, a esperança sempre persistiu”


Tomada pela emoção, Yuliia Panina rapidamente menciona suas companheiras de cela em Izolyatsia, um antigo centro cultural em Donetsk que se tornou tristemente famoso por ser usado como prisão e palco de abusos cometidos por carcereiros russos contra prisioneiros de guerra ucranianos.


“Para nós, o milagre aconteceu, e estamos aqui. Mas lá, na detenção, ainda há mulheres, pelo menos seis, que estão presas há muito tempo”, conta.


Svitlana Holavan, operária em uma fábrica de conservas de peixe em Novoazovsk, cidade na fronteira com a Rússia e próxima a Mariupol, foi presa em casa porque alguns de seus parentes vivem na Ucrânia independente. Isso foi suficiente para torná-la suspeita aos olhos das autoridades de ocupação ilegal.


“Ainda não consigo acreditar que esse inferno, que dominou minha vida por seis anos, acabou. Quando vi todas aquelas pessoas nos recebendo quando chegamos de ônibus, senti emoções positivas como não sentia há seis anos”, descreve Svitlana.


“Rezei tanto para que isso acontecesse, e meu suplício finalmente acabou. Esperamos muito por esse momento, sobrevivemos à tortura, mas a esperança sempre persistiu. Em breve, poderei rever meus filhos, que cresceram muito. Por isso minhas emoções, as lágrimas, a alegria, se misturam”, relata.


As filhas de Svitlana, Anna e Sofia, encontraram refúgio primeiro em Mariupol, depois no oeste da Ucrânia e finalmente na Alemanha, onde estão. A reunião da família está prevista para os próximos dias.


Seis anos de interrogatórios, abusos físicos e sexuais


Maryna Berezniatska, diretora de um abrigo para cães, foi presa sob suspeita de colaborar com os serviços secretos ucranianos. “Ainda estou digerindo tudo o que aconteceu. No momento da libertação, eu não conseguia, e ainda não consigo, expressar meus sentimentos. Não se entende imediatamente que é real, que tudo acabou, que uma nova vida começa, que tudo isso ficou para trás. O mais terrível foi o sofrimento das nossas famílias na espera. Fomos todas fortes, mas foi difícil”, diz.


Yuliia, Svitlana e Maryna, ucranianas comuns, foram acusadas injustamente de espionagem, extremismo e terrorismo. As três expressam alívio e falam com cautela sobre as torturas sofridas e situações vividas na prisão russa, mas ainda com dificuldade de descrevê-las em detalhes.


Algo que a diretora Liudmyla, já liberta há mais tempo, relata com clareza: interrogatórios diários e intermináveis, isolamento, humilhações, abusos físicos e sexuais, simulações de execução, privações dos direitos mais básicos como acesso à água, comida, higiene e medicamentos. Liudmyla destaca o apoio urgente de que essas mulheres – como todos os ex-detentos – precisam.


“É preciso reconstruir-se psicologicamente e fisicamente. Lembro que nos seis primeiros meses após minha libertação, ainda tinha picos de adrenalina. A gente se sente forte, acha que pode superar tudo sozinha, mas depois de alguns meses, os problemas de saúde física e mental começam e nos dominam. Psicólogos nos ajudam, e sou grata por isso, mas quando não se tem onde dormir, isso não ajuda. Acho que isso não é normal, pois já faz 11 anos que pessoas voltam do cativeiro, e esse problema ainda não foi resolvido”, aponta a diretora da ONG Numo Sisters.


Esperança por justiça


Na plateia, representantes de organizações de apoio a ex-prisioneiros prometem ajuda, e Viktor Missak, representante do procurador-geral, garante que a justiça será feita e que procedimentos estão sendo feitos para isso. “Muitas pessoas cometeram crimes de guerra, incluindo soldados russos e diretores de centros de detenção ilegais. Estamos identificando e acusando essas pessoas à revelia, e um dia, elas estarão no banco dos réus diante de um tribunal ucraniano ou internacional, e serão julgadas”.


Desde 2022, mais de 60 trocas de prisioneiros ocorreram entre Rússia e Ucrânia. Enquanto a Ucrânia abriu seus centros de detenção para instituições internacionais como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, para mostrar que os direitos humanos básicos são respeitados conforme as convenções internacionais, o destino de milhares de prisioneiros ucranianos, homens e mulheres, civis e militares, na Rússia continua extremamente precário.


A Ucrânia exige o retorno de todos os seus prisioneiros, mas até agora, a Rússia não aceitou uma troca “todos por todos”. Embora o processo judicial já tenha começado, o tempo da justiça ainda parece distante. Mas o tempo da reconstrução psicológica e física finalmente pode começar para os prisioneiros que, como Yuliia, Svitlana e Maryna, foram enfim devolvidos à Ucrânia e aos seus entes queridos.


Leia mais reportagens como essa no RFI, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/ex-prisioneiras-ucranianas-relatam-abusos-e-inferno-vividos-na-russia/?fsp_sid=179421
Share:

Ex-prisioneiras ucranianas relatam abusos e inferno vividos na Rússia

 on  with No comments 
In  




Enquanto a perspectiva de um cessar-fogo continua distante na Ucrânia, o retorno de prisioneiros de guerra tem sido o único avanço significativo resultante das negociações em Istambul entre russos e ucranianos. No último intercâmbio, em 14 de agosto de 2025, várias mulheres civis foram libertadas. Dentre elas, Yuliia Panina, Maryna Berezniatska e Svitlana Holovan, todas são da região de Donetsk, que recuperaram a liberdade há poucos dias, após seis anos de cativeiro nas mãos dos russos.


Elas se pronunciaram em Kiev sob aplausos calorosos de algumas dezenas de participantes da conferência, caminham até o palco onde relataram horrores vivenciados na Rússia. Na sala, o sentimento foi de emoção enquanto as três mulheres eram apresentadas por Liudmyla Huseinova, diretora da ONG Numo Sisters, organizadora do evento. Ela própria é sobrevivente das prisões russas, onde suportou três anos de tortura no centro de detenção ilegal Izolyatsia.


Nos centros de detenção russos, é proibido aos prisioneiros falar sua própria língua, sob pena de tortura adicional. “Antes de se juntarem a nós, elas se perguntaram se seriam capazes de voltar a falar ucraniano, depois de terem sido obrigadas a falar russo durante todo o cativeiro”, compartilha Liudmyla com o público.



As três mulheres, todas civis, foram presas em 2019 em suas respectivas cidades. Yuliia Panina foi sequestrada pelo FSB (serviço de segurança russo) enquanto levava sua filha de 13 anos à escola, em Donetsk. Ela foi a primeira a falar suas impressões do momento em que foi solta: “Quando cruzamos a fronteira e chegamos à região de Chernihiv, vimos bandeiras ucranianas. As pessoas nos saudavam, foi maravilhoso ver isso, um alívio”.


“Sobrevivemos à tortura, a esperança sempre persistiu”


Tomada pela emoção, Yuliia Panina rapidamente menciona suas companheiras de cela em Izolyatsia, um antigo centro cultural em Donetsk que se tornou tristemente famoso por ser usado como prisão e palco de abusos cometidos por carcereiros russos contra prisioneiros de guerra ucranianos.


“Para nós, o milagre aconteceu, e estamos aqui. Mas lá, na detenção, ainda há mulheres, pelo menos seis, que estão presas há muito tempo”, conta.


Svitlana Holavan, operária em uma fábrica de conservas de peixe em Novoazovsk, cidade na fronteira com a Rússia e próxima a Mariupol, foi presa em casa porque alguns de seus parentes vivem na Ucrânia independente. Isso foi suficiente para torná-la suspeita aos olhos das autoridades de ocupação ilegal.


“Ainda não consigo acreditar que esse inferno, que dominou minha vida por seis anos, acabou. Quando vi todas aquelas pessoas nos recebendo quando chegamos de ônibus, senti emoções positivas como não sentia há seis anos”, descreve Svitlana.


“Rezei tanto para que isso acontecesse, e meu suplício finalmente acabou. Esperamos muito por esse momento, sobrevivemos à tortura, mas a esperança sempre persistiu. Em breve, poderei rever meus filhos, que cresceram muito. Por isso minhas emoções, as lágrimas, a alegria, se misturam”, relata.


As filhas de Svitlana, Anna e Sofia, encontraram refúgio primeiro em Mariupol, depois no oeste da Ucrânia e finalmente na Alemanha, onde estão. A reunião da família está prevista para os próximos dias.


Seis anos de interrogatórios, abusos físicos e sexuais


Maryna Berezniatska, diretora de um abrigo para cães, foi presa sob suspeita de colaborar com os serviços secretos ucranianos. “Ainda estou digerindo tudo o que aconteceu. No momento da libertação, eu não conseguia, e ainda não consigo, expressar meus sentimentos. Não se entende imediatamente que é real, que tudo acabou, que uma nova vida começa, que tudo isso ficou para trás. O mais terrível foi o sofrimento das nossas famílias na espera. Fomos todas fortes, mas foi difícil”, diz.


Yuliia, Svitlana e Maryna, ucranianas comuns, foram acusadas injustamente de espionagem, extremismo e terrorismo. As três expressam alívio e falam com cautela sobre as torturas sofridas e situações vividas na prisão russa, mas ainda com dificuldade de descrevê-las em detalhes.


Algo que a diretora Liudmyla, já liberta há mais tempo, relata com clareza: interrogatórios diários e intermináveis, isolamento, humilhações, abusos físicos e sexuais, simulações de execução, privações dos direitos mais básicos como acesso à água, comida, higiene e medicamentos. Liudmyla destaca o apoio urgente de que essas mulheres – como todos os ex-detentos – precisam.


“É preciso reconstruir-se psicologicamente e fisicamente. Lembro que nos seis primeiros meses após minha libertação, ainda tinha picos de adrenalina. A gente se sente forte, acha que pode superar tudo sozinha, mas depois de alguns meses, os problemas de saúde física e mental começam e nos dominam. Psicólogos nos ajudam, e sou grata por isso, mas quando não se tem onde dormir, isso não ajuda. Acho que isso não é normal, pois já faz 11 anos que pessoas voltam do cativeiro, e esse problema ainda não foi resolvido”, aponta a diretora da ONG Numo Sisters.


Esperança por justiça


Na plateia, representantes de organizações de apoio a ex-prisioneiros prometem ajuda, e Viktor Missak, representante do procurador-geral, garante que a justiça será feita e que procedimentos estão sendo feitos para isso. “Muitas pessoas cometeram crimes de guerra, incluindo soldados russos e diretores de centros de detenção ilegais. Estamos identificando e acusando essas pessoas à revelia, e um dia, elas estarão no banco dos réus diante de um tribunal ucraniano ou internacional, e serão julgadas”.


Desde 2022, mais de 60 trocas de prisioneiros ocorreram entre Rússia e Ucrânia. Enquanto a Ucrânia abriu seus centros de detenção para instituições internacionais como o Comitê Internacional da Cruz Vermelha, para mostrar que os direitos humanos básicos são respeitados conforme as convenções internacionais, o destino de milhares de prisioneiros ucranianos, homens e mulheres, civis e militares, na Rússia continua extremamente precário.


A Ucrânia exige o retorno de todos os seus prisioneiros, mas até agora, a Rússia não aceitou uma troca “todos por todos”. Embora o processo judicial já tenha começado, o tempo da justiça ainda parece distante. Mas o tempo da reconstrução psicológica e física finalmente pode começar para os prisioneiros que, como Yuliia, Svitlana e Maryna, foram enfim devolvidos à Ucrânia e aos seus entes queridos.


Leia mais reportagens como essa no RFI, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/ex-prisioneiras-ucranianas-relatam-abusos-e-inferno-vividos-na-russia/?fsp_sid=179414
Share:

Polícia identifica suspeitos envolvidos na morte de mulheres em Ilhéus

 on  with No comments 
In  




A Polícia Civil da Bahia (PCBA) identificou três suspeitos de envolvimento no assassinato de Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20, mãe e filha, encontradas mortas na Praia dos Milionários, uma das mais conhecidas de Ilhéus, no sul do estado.


As vítimas desapareceram na manhã de 15 de agosto, quando saíram para caminhar com um cachorro à beira-mar. Os corpos foram localizados no dia seguinte, em uma área de vegetação próxima à faixa de areia.


Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o crime foi cometido com facadas na região do pescoço, todas com padrão semelhante, além de cortes provocados por cacos de vidro.



O padrão sugere que as agressões foram feitas pela mesma pessoa, mas não está descartada a possibilidade de participação de mais de um autor.


As autoridades também trabalham com a possibilidade de que os criminosos tenham usado imóveis da região como rota de fuga, já que o local do crime fica próximo à rodovia BA-001, que dá acesso à cidade.


Busca por pistas


Os corpos foram encontrados por um grupo de jovens cristãos da igreja frequentada por duas das vítimas, que iniciou buscas por conta própria após o desaparecimento.


A polícia analisou imagens de 15 câmeras de segurança da região, mas muitos trechos têm pontos cegos, o que dificulta a identificação clara dos suspeitos. Objetos recolhidos no local foram encaminhados para perícia.


Quem eram as vítimas


Alexsandra Suzart e Maria Helena Bastos eram vizinhas e amigas de longa data, trabalhavam juntas no Centro de Referência à Inclusão de Ilhéus, onde atendiam crianças da rede municipal. Eram reconhecidas por colegas e pais de alunos como profissionais dedicadas e queridas.


Mariana Bastos, filha de Maria Helena, era universitária, tinha 20 anos e morava com a mãe. As três residiam em condomínios próximos à praia, a cerca de 200 metros do local do crime.


O cachorro que acompanhava o trio foi encontrado com vida, amarrado a uma árvore ao lado das vítimas.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/policia-identifica-suspeitos-envolvidos-na-morte-de-mulheres-em-ilheus/?fsp_sid=179407
Share:

Polícia identifica suspeitos envolvidos na morte de mulheres em Ilhéus

 on  with No comments 
In  




A Polícia Civil da Bahia (PCBA) identificou três suspeitos de envolvimento no assassinato de Alexsandra Oliveira Suzart, 45 anos, Maria Helena do Nascimento Bastos, 41, e Mariana Bastos da Silva, 20, mãe e filha, encontradas mortas na Praia dos Milionários, uma das mais conhecidas de Ilhéus, no sul do estado.


As vítimas desapareceram na manhã de 15 de agosto, quando saíram para caminhar com um cachorro à beira-mar. Os corpos foram localizados no dia seguinte, em uma área de vegetação próxima à faixa de areia.


Segundo a Polícia Civil, as investigações apontam que o crime foi cometido com facadas na região do pescoço, todas com padrão semelhante, além de cortes provocados por cacos de vidro.



O padrão sugere que as agressões foram feitas pela mesma pessoa, mas não está descartada a possibilidade de participação de mais de um autor.


As autoridades também trabalham com a possibilidade de que os criminosos tenham usado imóveis da região como rota de fuga, já que o local do crime fica próximo à rodovia BA-001, que dá acesso à cidade.


Busca por pistas


Os corpos foram encontrados por um grupo de jovens cristãos da igreja frequentada por duas das vítimas, que iniciou buscas por conta própria após o desaparecimento.


A polícia analisou imagens de 15 câmeras de segurança da região, mas muitos trechos têm pontos cegos, o que dificulta a identificação clara dos suspeitos. Objetos recolhidos no local foram encaminhados para perícia.


Quem eram as vítimas


Alexsandra Suzart e Maria Helena Bastos eram vizinhas e amigas de longa data, trabalhavam juntas no Centro de Referência à Inclusão de Ilhéus, onde atendiam crianças da rede municipal. Eram reconhecidas por colegas e pais de alunos como profissionais dedicadas e queridas.


Mariana Bastos, filha de Maria Helena, era universitária, tinha 20 anos e morava com a mãe. As três residiam em condomínios próximos à praia, a cerca de 200 metros do local do crime.


O cachorro que acompanhava o trio foi encontrado com vida, amarrado a uma árvore ao lado das vítimas.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/policia-identifica-suspeitos-envolvidos-na-morte-de-mulheres-em-ilheus/?fsp_sid=179400
Share:

Homem é preso por matar morador de rua a pauladas e facadas na Bahia

 on  with No comments 
In  




Um homem em situação de rua foi preso, na sexta-feira (22/8), em Juazeiro, município na região norte da Bahia, por matar outro morador de rua com pauladas e golpes de faca.



Leia também



De acordo com a Polícia Civil, Flávio Santos Gonzaga foi brutalmente agredido após um desentendimento com o suspeito preso. O crime aconteceu no dia 25 de dezembro do ano passado e foi registrado pelas câmeras da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA) próximas ao local.


Leia a reportagem completa no Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/homem-e-preso-por-matar-morador-de-rua-a-pauladas-e-facadas-na-bahia/?fsp_sid=179393
Share:

Homem é preso por matar morador de rua a pauladas e facadas na Bahia

 on  with No comments 
In  




Um homem em situação de rua foi preso, na sexta-feira (22/8), em Juazeiro, município na região norte da Bahia, por matar outro morador de rua com pauladas e golpes de faca.



Leia também



De acordo com a Polícia Civil, Flávio Santos Gonzaga foi brutalmente agredido após um desentendimento com o suspeito preso. O crime aconteceu no dia 25 de dezembro do ano passado e foi registrado pelas câmeras da Secretaria de Segurança Pública do Estado (SSP-BA) próximas ao local.


Leia a reportagem completa no Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/homem-e-preso-por-matar-morador-de-rua-a-pauladas-e-facadas-na-bahia/?fsp_sid=179386
Share:

Vizinhos são encontrados mortos com sinais de violência na Bahia

 on  with No comments 
In  




Dois vizinhos foram encontrados mortos com sinais de violência no bairro Praia de Ponta Grande, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Os corpos de Leandro Neres dos Santos, de 34 anos, e Rafael Santana de Jesus, de 36, foram localizados em casas distintas, na última sexta-feira (22/8).



Leia também



De acordo com informações da Polícia Civil, as vítimas foram encontradas em residências às margens da BR-367. Rafael apresentava sinais de asfixia, enquanto Leandro tinha marcas compatíveis com agressões causadas por “objeto contundente”.


Leia a reportagem completa no Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/vizinhos-sao-encontrados-mortos-com-sinais-de-violencia-na-bahia/?fsp_sid=179379
Share:

Vizinhos são encontrados mortos com sinais de violência na Bahia

 on  with No comments 
In  




Dois vizinhos foram encontrados mortos com sinais de violência no bairro Praia de Ponta Grande, em Porto Seguro, no extremo sul da Bahia. Os corpos de Leandro Neres dos Santos, de 34 anos, e Rafael Santana de Jesus, de 36, foram localizados em casas distintas, na última sexta-feira (22/8).



Leia também



De acordo com informações da Polícia Civil, as vítimas foram encontradas em residências às margens da BR-367. Rafael apresentava sinais de asfixia, enquanto Leandro tinha marcas compatíveis com agressões causadas por “objeto contundente”.


Leia a reportagem completa no Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/vizinhos-sao-encontrados-mortos-com-sinais-de-violencia-na-bahia/?fsp_sid=179372
Share:

O que a febre oropouche no Sudeste tem a ver com o plantio de bananas

 on  with No comments 
In  




Antes restrita à região amazônica, a febre oropouche agora está concentrada na Região Sudeste do país. De cada 10 casos da doença confirmados em 2025, oito ocorreram na região, segundo o Painel de Monitoramento de Arbovíroses do Ministério da Saúde.


Neste ano, já foram registrados 11.904 casos de oropouche (informações atualizadas até 18/8), sendo que mais de 10 mil ocorreram nos estados do Espiríto Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.


Além de ser um enigma desafiador para os cientistas, descobrir como um vírus associado à Amazônia atravessou o país traz informações importantes para definir políticas de saúde pública.



Uma pesquisa recente publicada na revista Plos One trouxe algumas pistas sobre o assunto. O trabalho conseguiu associar os surtos de oropouche às mudanças climáticas ao comparar a localização dos casos confirmados com dados sobre a temperatura, o regime de chuvas e o uso do solo.


“Percebemos que as áreas em que a oropouche está em expansão coincidiram com locais onde a temperatura média e as chuvas aumentaram, bem como o desmatamento”, explica Camila Lorenz, principal autora do trabalho, que é pesquisadora do Instituto Butantan.


Clusters específicos


A pesquisa dela também revelou que os clusters (regiões com mais casos confirmados) fora da Amazônia ocorreram em municípios onde havia plantações de banana e cacau. “São culturas com muita matéria orgânica em decomposição, o que favorece a proliferação do maruim”, completa. O maruim, também conhecido como mosquito-pólvora, é o vetor do vírus oropouche.


Em outro trabalho publicado na The Lancet Infectious Diseases, pesquisadores da Fiocruz já haviam associado a circulação do vírus oropouche fora da Amazônia às bananeiras. Analisando as razões para a explosão de casos no Espírito Santo, os cientistas descobriram que os municípios que mais registraram doentes eram os que tinham maiores áreas dedicadas ao cultivo de bananas.


A hipótese que atravessa os dois trabalhos é que o maruim tenha se tornando um vetor mais abundante por causa das mudanças climáticas. “Ambientes quentes e úmidos são favoráveis para os artrópodes, em geral. O ciclo de vida deles se torna mais rápido, o que aumenta a disponibilidade de vetores”, comenta Tiago Gräf, principal autor do trabalho publicado na The Lancet.

Além disso, a substituição de ambientes de mata nativa por plantações teria oportunizado o contágio e aproximado o mosquito-pólvora das cidades. “Quanto mais desmatamos, mais expostos aos vírus ficamos. Nesse caso, a substituição da mata por plantações nos deixou mais vulneráveis à oropouche pois são ambientes com matéria orgânica”, completa Tiago, que é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz.


Vírus mais contagioso


Na ciência como na vida, é difícil resumir um fenômeno a uma única explicação, as causas costumam ser multifatoriais. Ou seja, o crescimento no número de casos e o espalhamento da doença para o resto do país também estão relacionados a mutações no vírus.


Em setembro de 2024, pouco depois de aparecerem os primeiros casos fatais da doença, o grupo liderado pelo pesquisador Felipe Naveca, da Fiocruz, revelou que o vírus oropouche em circulação era uma versão diferente do que a identificada nos anos 1960.


A linhagem atual, descrita em um artigo publicado na revista Nature Medicine, apresenta alterações na superfície que a tornaram mais contagiosa e mais virulenta, capaz de se replicar no hospedeiro de maneira mais rápida. “As mutações permitiram que o vírus aumentasse sua capacidade de transmissão, isso contribui para o espraimento, mas não é o único fator”, afirma Naveca.

A expectativa é que uma pessoa infectada dissemine o vírus para até duas, lembrando que, nesse caso, o contágio não é pessoa a pessoa. O indivíduo infectado passa o vírus para o mosquito-pólvora que, por sua vez, picará e transmitirá o vírus a uma pessoa saudável.


O terceiro fator que completa a explicação sobre o crescimento da oropouche não é relativo à doença, mas à capacidade do sistema de saúde de diagnósticá-la. O Brasil começou a testar os pacientes para o vírus de dois anos para cá, então, é provável que resultados que vemos hoje nos boletins epidemiológicos estivessem invisíveis no passado devido à falta de testagem.


“É bem possível que muitos casos de oropouche tenham sido confundidos com dengue ou chikungunya, doenças que têm sintomas muito parecidos”, afirma o pesquisador Tiago Gräf. “A ampliação da testagem é um avanço, pois nos permite acompanhar o comportamento do vírus”, completa.

Risco de epidemia?


Os sintomas da oropouche são semelhantes aos da dengue e da chikungunya: febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e dor nas articulações. O paciente infectado também pode sentir tonturas, dores oculares e calafrios.


Neste ano, de acordo com o Painel de Monitoramento de Arbovíroses, já ocorreram 1.618.413 casos de dengue e 119.821 casos de chikungunya. A pergunta que muitos se fazem é se o vírus oropouche tem potencial para atingir proporções epidêmicas como esses outros dois vírus.


Ao menos nesta parte, a resposta parece ser tranquilizadora. Apesar de parecidas em relação aos sintomas, as doenças são transmitidas por vetores diferentes. O Aedes aegypti é muito bem adaptado às cidades: precisa apenas de calor e água empoçada para se reproduzir.


O maruim, conforme já explicado, exige lugares quentes, úmidos e com matéria orgânica abundante. De acordo com a pesquisa liderada por Tiago, a incidência da oropouche foi quatro vezes maior em municípios com menos de 50 mil habitantes em comparação com núcleos urbanos com mais de 200 mil habitantes. Ou seja, o vírus circulou porque estava mais próximo do campo e, inclusive as pessoas que adoeceram eram, em sua maioria, trabalhadores rurais.


Para a oropouche alcançar um patamar semelhante ao da dengue, o vírus teria que encontrar outro vetor, que fosse adaptado a viver nas cidades, mais próximo dos seres humanos – isso só costuma acontecer depois de milhares de anos de evolução. “O vírus da oropouche se dá com o maruim, mas não se dá com o Aedes. Os dois são de famílias muito distintas, é improvável que o Aedes se torne algum dia um vetor para a oropouche”, completa Tiago.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/o-que-a-febre-oropouche-no-sudeste-tem-a-ver-com-o-plantio-de-bananas/?fsp_sid=179365
Share:

O que a febre oropouche no Sudeste tem a ver com o plantio de bananas

 on  with No comments 
In  




Antes restrita à região amazônica, a febre oropouche agora está concentrada na Região Sudeste do país. De cada 10 casos da doença confirmados em 2025, oito ocorreram na região, segundo o Painel de Monitoramento de Arbovíroses do Ministério da Saúde.


Neste ano, já foram registrados 11.904 casos de oropouche (informações atualizadas até 18/8), sendo que mais de 10 mil ocorreram nos estados do Espiríto Santo, Rio de Janeiro, Minas Gerais e São Paulo.


Além de ser um enigma desafiador para os cientistas, descobrir como um vírus associado à Amazônia atravessou o país traz informações importantes para definir políticas de saúde pública.



Uma pesquisa recente publicada na revista Plos One trouxe algumas pistas sobre o assunto. O trabalho conseguiu associar os surtos de oropouche às mudanças climáticas ao comparar a localização dos casos confirmados com dados sobre a temperatura, o regime de chuvas e o uso do solo.


“Percebemos que as áreas em que a oropouche está em expansão coincidiram com locais onde a temperatura média e as chuvas aumentaram, bem como o desmatamento”, explica Camila Lorenz, principal autora do trabalho, que é pesquisadora do Instituto Butantan.


Clusters específicos


A pesquisa dela também revelou que os clusters (regiões com mais casos confirmados) fora da Amazônia ocorreram em municípios onde havia plantações de banana e cacau. “São culturas com muita matéria orgânica em decomposição, o que favorece a proliferação do maruim”, completa. O maruim, também conhecido como mosquito-pólvora, é o vetor do vírus oropouche.


Em outro trabalho publicado na The Lancet Infectious Diseases, pesquisadores da Fiocruz já haviam associado a circulação do vírus oropouche fora da Amazônia às bananeiras. Analisando as razões para a explosão de casos no Espírito Santo, os cientistas descobriram que os municípios que mais registraram doentes eram os que tinham maiores áreas dedicadas ao cultivo de bananas.


A hipótese que atravessa os dois trabalhos é que o maruim tenha se tornando um vetor mais abundante por causa das mudanças climáticas. “Ambientes quentes e úmidos são favoráveis para os artrópodes, em geral. O ciclo de vida deles se torna mais rápido, o que aumenta a disponibilidade de vetores”, comenta Tiago Gräf, principal autor do trabalho publicado na The Lancet.

Além disso, a substituição de ambientes de mata nativa por plantações teria oportunizado o contágio e aproximado o mosquito-pólvora das cidades. “Quanto mais desmatamos, mais expostos aos vírus ficamos. Nesse caso, a substituição da mata por plantações nos deixou mais vulneráveis à oropouche pois são ambientes com matéria orgânica”, completa Tiago, que é pesquisador da Fundação Oswaldo Cruz.


Vírus mais contagioso


Na ciência como na vida, é difícil resumir um fenômeno a uma única explicação, as causas costumam ser multifatoriais. Ou seja, o crescimento no número de casos e o espalhamento da doença para o resto do país também estão relacionados a mutações no vírus.


Em setembro de 2024, pouco depois de aparecerem os primeiros casos fatais da doença, o grupo liderado pelo pesquisador Felipe Naveca, da Fiocruz, revelou que o vírus oropouche em circulação era uma versão diferente do que a identificada nos anos 1960.


A linhagem atual, descrita em um artigo publicado na revista Nature Medicine, apresenta alterações na superfície que a tornaram mais contagiosa e mais virulenta, capaz de se replicar no hospedeiro de maneira mais rápida. “As mutações permitiram que o vírus aumentasse sua capacidade de transmissão, isso contribui para o espraimento, mas não é o único fator”, afirma Naveca.

A expectativa é que uma pessoa infectada dissemine o vírus para até duas, lembrando que, nesse caso, o contágio não é pessoa a pessoa. O indivíduo infectado passa o vírus para o mosquito-pólvora que, por sua vez, picará e transmitirá o vírus a uma pessoa saudável.


O terceiro fator que completa a explicação sobre o crescimento da oropouche não é relativo à doença, mas à capacidade do sistema de saúde de diagnósticá-la. O Brasil começou a testar os pacientes para o vírus de dois anos para cá, então, é provável que resultados que vemos hoje nos boletins epidemiológicos estivessem invisíveis no passado devido à falta de testagem.


“É bem possível que muitos casos de oropouche tenham sido confundidos com dengue ou chikungunya, doenças que têm sintomas muito parecidos”, afirma o pesquisador Tiago Gräf. “A ampliação da testagem é um avanço, pois nos permite acompanhar o comportamento do vírus”, completa.

Risco de epidemia?


Os sintomas da oropouche são semelhantes aos da dengue e da chikungunya: febre de início súbito, dor de cabeça, dor muscular e dor nas articulações. O paciente infectado também pode sentir tonturas, dores oculares e calafrios.


Neste ano, de acordo com o Painel de Monitoramento de Arbovíroses, já ocorreram 1.618.413 casos de dengue e 119.821 casos de chikungunya. A pergunta que muitos se fazem é se o vírus oropouche tem potencial para atingir proporções epidêmicas como esses outros dois vírus.


Ao menos nesta parte, a resposta parece ser tranquilizadora. Apesar de parecidas em relação aos sintomas, as doenças são transmitidas por vetores diferentes. O Aedes aegypti é muito bem adaptado às cidades: precisa apenas de calor e água empoçada para se reproduzir.


O maruim, conforme já explicado, exige lugares quentes, úmidos e com matéria orgânica abundante. De acordo com a pesquisa liderada por Tiago, a incidência da oropouche foi quatro vezes maior em municípios com menos de 50 mil habitantes em comparação com núcleos urbanos com mais de 200 mil habitantes. Ou seja, o vírus circulou porque estava mais próximo do campo e, inclusive as pessoas que adoeceram eram, em sua maioria, trabalhadores rurais.


Para a oropouche alcançar um patamar semelhante ao da dengue, o vírus teria que encontrar outro vetor, que fosse adaptado a viver nas cidades, mais próximo dos seres humanos – isso só costuma acontecer depois de milhares de anos de evolução. “O vírus da oropouche se dá com o maruim, mas não se dá com o Aedes. Os dois são de famílias muito distintas, é improvável que o Aedes se torne algum dia um vetor para a oropouche”, completa Tiago.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/o-que-a-febre-oropouche-no-sudeste-tem-a-ver-com-o-plantio-de-bananas/?fsp_sid=179358
Share:

Fome caiu, mas falta biodiversidade na dieta brasileira, dizem nutris

 on  with No comments 
In  




*O artigo foi escrito pelas nutricionistas Marina Maintinguer Norde, Nutricionista, mestra e doutora pela Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo (USP);  Jaqueline Lopes Pereira, Pós-doutoranda em Nutrição em Saúde Pública também na USP; e das comunicadoras cientíicas Fernanda Gomes Ferreira Teixeira, da USP, e Mariana Ceci, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e publicado na plataforma The Conversation Brasil.


No fim do último mês de julho, a notícia repercutiu no país inteiro: o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome. Após registrar 4,7% da população em risco de subnutrição entre 2020 e 2022, o país retornou ao patamar inferior a 2,5%, limite adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para esse indicador. Os dados são do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), apresentado em 28 de julho, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4). Sair do mapa da fome é um avanço importante — mas ampliar a segurança alimentar exigirá valorizar a biodiversidade brasileira.


O SOFI é produzido por cinco agências da ONU: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório reúne informações sobre fome, desnutrição, obesidade, insegurança alimentar e os impactos da inflação nos alimentos.


Estar no Mapa da Fome significa que uma parcela expressiva da população não tem acesso regular à quantidade mínima de alimentos necessária para uma vida saudável. O Brasil havia deixado esse mapa entre 2013 e 2015, mas voltou a figurar nele em 2019, com 4,1% da população em situação de subnutrição — índice que subiu para 4,7% no triênio seguinte.



Dois conceitos: insegurança alimentar e subnutrição


Para compreender esses números, é importante diferenciar dois conceitos frequentemente usados de forma intercambiável, mas que não são iguais: “insegurança alimentar” e “subnutrição”. A insegurança alimentar, medida no Brasil pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, capta a percepção das famílias sobre acesso regular a alimentos em quantidade e qualidade adequadas. Trata-se, portanto, de um indicador mais subjetivo, baseado nas respostas das pessoas a questionários, e que, além da quantidade, também engloba a qualidade dos alimentos que compõem o prato dos brasileiros.


Já a subnutrição é estimada pela Prevalência de Subalimentação (em inglês, Prevalence of Undernourishment ou PoU), um indicador objetivo que mede a proporção da população cujo consumo habitual de calorias é inferior ao mínimo necessário para manter uma vida ativa e saudável. Ao contrário da escala de insegurança alimentar, a PoU não se baseia em entrevistas, mas em cálculos realizados por agências internacionais, como a FAO, a partir de dados demográficos e do balanço de produção e comércio de alimentos de cada país.


O método parte de duas estimativas principais: a quantidade total de calorias necessária para atender às necessidades de toda a população e a disponibilidade de calorias no mercado interno, considerando a produção nacional, as importações e as exportações. A diferença entre o que seria necessário e o que está disponível permite estimar o número de pessoas que não têm suas necessidades energéticas atendidas.


O Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) está previsto no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. No Brasil, foi incorporado ao artigo 6º da Constituição em 2010, por meio da Emenda Constitucional nº 64. O DHAA garante acesso físico e econômico a alimentos e aos meios para obtê-los, como renda ou terra, e se articula à Segurança Alimentar e Nutricional, definida pela Lei Orgânica de 2006 (Losan). Por isso, a saída do Brasil do Mapa da Fome não é um dado trivial: trata-se, sobretudo, do cumprimento de um direito fundamental.


Insegurança alimentar é maior em zonas rurais


O problema da fome, no entanto, não está apenas na oferta de alimentos: é preciso que as pessoas consigam acessá-los. No Brasil, por exemplo, até 2022, embora o número absoluto de pessoas famintas seja maior nas áreas urbanas, especialmente na região sudeste, a insegurança alimentar proporcionalmente atinge de forma mais intensa os habitantes das zonas rurais. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) mostram que, em 2022 e 2023, a produção e colheita de grãos no Brasil alcançaram 41,5 milhões de toneladas, um recorde nacional. Ainda assim, apesar de o país ser um grande produtor de soja, carne e milho, a insegurança alimentar permaneceu como um problema persistente.


Outro ponto destacado pelo relatório SOFI diz respeito ao impacto da inflação sobre o preço dos alimentos como uma preocupação central, especialmente para países de baixa e média renda, mais vulneráveis às oscilações dos mercados internacionais.


Insegurança alimentar severa diminuiu


No caso brasileiro, houve avanços importantes nos indicadores de acesso a alimentos saudáveis. A proporção de pessoas que não tinham condições de adquiri-los caiu de 29,8% em 2021 para 23,7% em 2024. Outro dado relevante é a redução da prevalência de insegurança alimentar severa, indicador que leva em consideração, não apenas a disponibilidade de calorias para alimentar a população, mas a qualidade dos alimentos acessados (em termos sanitários, nutricionais e culturais): entre 2022 e 2024, esse índice foi de 3,4%, uma queda expressiva em relação ao pico de 7,3% registrado entre 2019 e 2021.


Nesse contexto, a biodiversidade na produção de alimentos desempenha um papel essencial para a segurança alimentar, pois garante a resiliência das produções e maior diversidade de alimentos disponíveis. Ela contribui para a fertilidade, a estrutura, a qualidade e a saúde do solo; garante a polinização das lavouras; e auxilia no controle de pragas. Também promove a melhoria da qualidade da dieta, eleva a produção agrícola e os rendimentos futuros, possibilita o desenvolvimento de novas culturas e preserva a produtividade de ecossistemas marinhos. A variedade genética fortalece a adaptação dos sistemas agroalimentares frente a ameaças como patógenos e mudanças climáticas.


Em última instância, a diversidade de alimentos in natura e minimamente processados disponíveis no mercado interno também influencia diretamente as escolhas alimentares da população. Uma alimentação mais diversa pode ser uma aliada para mitigar questões complexas e atuais, como a obesidade, cujo avanço global tem sido motivo de preocupação entre os pesquisadores responsáveis pelo relatório SOFI.


Apenas um em cada 100 brasileiros consome regularmente alimentos biodiversos


Pesquisas mostram que, no Brasil, a rica biodiversidade da produção alimentar não se reflete nos padrões de consumo da população. Essa diversidade inclui, por exemplo, o aproveitamento de cogumelos, carnes de caça e plantas alimentícias não convencionais. Um estudo de Sávio Marcelino Gomes e colaboradores, publicado em 2023 na Scientific Reports, aponta que apenas 1 em cada 100 brasileiros consome regularmente alimentos biodiversos. O dado evidencia um descompasso entre a abundância de recursos naturais do país e o que, de fato, chega ao prato dos brasileiros.


Além disso, os sistemas alimentares — que abrangem todas as etapas, processos e atores do plantio ao preparo, consumo e descarte dos alimentos — são responsáveis por cerca de 70% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Repensar esses modelos, com foco na diversidade e na sustentabilidade, é fundamental para garantir a produção de alimentos nas próximas décadas.


Estudos indicam a necessidade de adotar medidas estratégicas para proteger a biodiversidade nos sistemas alimentares. Entre elas, destacam-se: o investimento em programas educacionais que incentivem a elaboração de planos de transição eficazes junto à população; o fomento à pesquisa científica voltada ao aprofundamento do conhecimento sobre a biodiversidade alimentar, incluindo a identificação, o cultivo e o processamento de alimentos; e, por fim, a implementação de um modelo de governança participativa nos sistemas alimentares, capaz de orientar mercados e políticas públicas em favor de uma produção que valorize a biodiversidade.


Diante de um cenário global marcado pela sobreposição de crises sociais, de saúde, geopolíticas e ambientais, assegurar o direito humano à alimentação exige uma abordagem integrada. Essa abordagem deve considerar não apenas os fatores sociais e econômicos, mas também, e cada vez mais, a urgência climática e o papel estratégico da biodiversidade na construção de sistemas alimentares resilientes e sustentáveis.The Conversation


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/fome-caiu-mas-falta-biodiversidade-na-dieta-brasileira-dizem-nutris/?fsp_sid=179344
Share:

Fome caiu, mas falta biodiversidade na dieta brasileira, dizem nutris

 on  with No comments 
In  




*O artigo foi escrito pelas nutricionistas Marina Maintinguer Norde, Nutricionista, mestra e doutora pela Faculdade de Saúde Pública, Universidade de São Paulo (USP);  Jaqueline Lopes Pereira, Pós-doutoranda em Nutrição em Saúde Pública também na USP; e das comunicadoras cientíicas Fernanda Gomes Ferreira Teixeira, da USP, e Mariana Ceci, Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), e publicado na plataforma The Conversation Brasil.


No fim do último mês de julho, a notícia repercutiu no país inteiro: o Brasil voltou a sair do Mapa da Fome. Após registrar 4,7% da população em risco de subnutrição entre 2020 e 2022, o país retornou ao patamar inferior a 2,5%, limite adotado pela Organização das Nações Unidas (ONU) para esse indicador. Os dados são do relatório O Estado da Segurança Alimentar e Nutricional no Mundo 2025 (SOFI 2025), apresentado em 28 de julho, durante a 2ª Cúpula de Sistemas Alimentares da ONU (UNFSS+4). Sair do mapa da fome é um avanço importante — mas ampliar a segurança alimentar exigirá valorizar a biodiversidade brasileira.


O SOFI é produzido por cinco agências da ONU: a Organização das Nações Unidas para a Alimentação e a Agricultura (FAO), o Programa Mundial de Alimentos (WFP), o Fundo Internacional de Desenvolvimento Agrícola (FIDA), o Fundo das Nações Unidas para a Infância (UNICEF) e a Organização Mundial da Saúde (OMS). O relatório reúne informações sobre fome, desnutrição, obesidade, insegurança alimentar e os impactos da inflação nos alimentos.


Estar no Mapa da Fome significa que uma parcela expressiva da população não tem acesso regular à quantidade mínima de alimentos necessária para uma vida saudável. O Brasil havia deixado esse mapa entre 2013 e 2015, mas voltou a figurar nele em 2019, com 4,1% da população em situação de subnutrição — índice que subiu para 4,7% no triênio seguinte.



Dois conceitos: insegurança alimentar e subnutrição


Para compreender esses números, é importante diferenciar dois conceitos frequentemente usados de forma intercambiável, mas que não são iguais: “insegurança alimentar” e “subnutrição”. A insegurança alimentar, medida no Brasil pela Escala Brasileira de Insegurança Alimentar, capta a percepção das famílias sobre acesso regular a alimentos em quantidade e qualidade adequadas. Trata-se, portanto, de um indicador mais subjetivo, baseado nas respostas das pessoas a questionários, e que, além da quantidade, também engloba a qualidade dos alimentos que compõem o prato dos brasileiros.


Já a subnutrição é estimada pela Prevalência de Subalimentação (em inglês, Prevalence of Undernourishment ou PoU), um indicador objetivo que mede a proporção da população cujo consumo habitual de calorias é inferior ao mínimo necessário para manter uma vida ativa e saudável. Ao contrário da escala de insegurança alimentar, a PoU não se baseia em entrevistas, mas em cálculos realizados por agências internacionais, como a FAO, a partir de dados demográficos e do balanço de produção e comércio de alimentos de cada país.


O método parte de duas estimativas principais: a quantidade total de calorias necessária para atender às necessidades de toda a população e a disponibilidade de calorias no mercado interno, considerando a produção nacional, as importações e as exportações. A diferença entre o que seria necessário e o que está disponível permite estimar o número de pessoas que não têm suas necessidades energéticas atendidas.


O Direito Humano à Alimentação Adequada (DHAA) está previsto no artigo 25 da Declaração Universal dos Direitos Humanos de 1948. No Brasil, foi incorporado ao artigo 6º da Constituição em 2010, por meio da Emenda Constitucional nº 64. O DHAA garante acesso físico e econômico a alimentos e aos meios para obtê-los, como renda ou terra, e se articula à Segurança Alimentar e Nutricional, definida pela Lei Orgânica de 2006 (Losan). Por isso, a saída do Brasil do Mapa da Fome não é um dado trivial: trata-se, sobretudo, do cumprimento de um direito fundamental.


Insegurança alimentar é maior em zonas rurais


O problema da fome, no entanto, não está apenas na oferta de alimentos: é preciso que as pessoas consigam acessá-los. No Brasil, por exemplo, até 2022, embora o número absoluto de pessoas famintas seja maior nas áreas urbanas, especialmente na região sudeste, a insegurança alimentar proporcionalmente atinge de forma mais intensa os habitantes das zonas rurais. Dados da Companhia Nacional de Abastecimento (CONAB) mostram que, em 2022 e 2023, a produção e colheita de grãos no Brasil alcançaram 41,5 milhões de toneladas, um recorde nacional. Ainda assim, apesar de o país ser um grande produtor de soja, carne e milho, a insegurança alimentar permaneceu como um problema persistente.


Outro ponto destacado pelo relatório SOFI diz respeito ao impacto da inflação sobre o preço dos alimentos como uma preocupação central, especialmente para países de baixa e média renda, mais vulneráveis às oscilações dos mercados internacionais.


Insegurança alimentar severa diminuiu


No caso brasileiro, houve avanços importantes nos indicadores de acesso a alimentos saudáveis. A proporção de pessoas que não tinham condições de adquiri-los caiu de 29,8% em 2021 para 23,7% em 2024. Outro dado relevante é a redução da prevalência de insegurança alimentar severa, indicador que leva em consideração, não apenas a disponibilidade de calorias para alimentar a população, mas a qualidade dos alimentos acessados (em termos sanitários, nutricionais e culturais): entre 2022 e 2024, esse índice foi de 3,4%, uma queda expressiva em relação ao pico de 7,3% registrado entre 2019 e 2021.


Nesse contexto, a biodiversidade na produção de alimentos desempenha um papel essencial para a segurança alimentar, pois garante a resiliência das produções e maior diversidade de alimentos disponíveis. Ela contribui para a fertilidade, a estrutura, a qualidade e a saúde do solo; garante a polinização das lavouras; e auxilia no controle de pragas. Também promove a melhoria da qualidade da dieta, eleva a produção agrícola e os rendimentos futuros, possibilita o desenvolvimento de novas culturas e preserva a produtividade de ecossistemas marinhos. A variedade genética fortalece a adaptação dos sistemas agroalimentares frente a ameaças como patógenos e mudanças climáticas.


Em última instância, a diversidade de alimentos in natura e minimamente processados disponíveis no mercado interno também influencia diretamente as escolhas alimentares da população. Uma alimentação mais diversa pode ser uma aliada para mitigar questões complexas e atuais, como a obesidade, cujo avanço global tem sido motivo de preocupação entre os pesquisadores responsáveis pelo relatório SOFI.


Apenas um em cada 100 brasileiros consome regularmente alimentos biodiversos


Pesquisas mostram que, no Brasil, a rica biodiversidade da produção alimentar não se reflete nos padrões de consumo da população. Essa diversidade inclui, por exemplo, o aproveitamento de cogumelos, carnes de caça e plantas alimentícias não convencionais. Um estudo de Sávio Marcelino Gomes e colaboradores, publicado em 2023 na Scientific Reports, aponta que apenas 1 em cada 100 brasileiros consome regularmente alimentos biodiversos. O dado evidencia um descompasso entre a abundância de recursos naturais do país e o que, de fato, chega ao prato dos brasileiros.


Além disso, os sistemas alimentares — que abrangem todas as etapas, processos e atores do plantio ao preparo, consumo e descarte dos alimentos — são responsáveis por cerca de 70% das emissões de gases de efeito estufa no Brasil. Repensar esses modelos, com foco na diversidade e na sustentabilidade, é fundamental para garantir a produção de alimentos nas próximas décadas.


Estudos indicam a necessidade de adotar medidas estratégicas para proteger a biodiversidade nos sistemas alimentares. Entre elas, destacam-se: o investimento em programas educacionais que incentivem a elaboração de planos de transição eficazes junto à população; o fomento à pesquisa científica voltada ao aprofundamento do conhecimento sobre a biodiversidade alimentar, incluindo a identificação, o cultivo e o processamento de alimentos; e, por fim, a implementação de um modelo de governança participativa nos sistemas alimentares, capaz de orientar mercados e políticas públicas em favor de uma produção que valorize a biodiversidade.


Diante de um cenário global marcado pela sobreposição de crises sociais, de saúde, geopolíticas e ambientais, assegurar o direito humano à alimentação exige uma abordagem integrada. Essa abordagem deve considerar não apenas os fatores sociais e econômicos, mas também, e cada vez mais, a urgência climática e o papel estratégico da biodiversidade na construção de sistemas alimentares resilientes e sustentáveis.The Conversation


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/fome-caiu-mas-falta-biodiversidade-na-dieta-brasileira-dizem-nutris/?fsp_sid=179351
Share:

Alunos do Pontes para o Mundo recebem kits antes de intercâmbio no Reino Unido – Secretaria de Estado de Educação

 on  with No comments 
In  





Durante 17 semanas, 102 alunos da rede pública terão experiência internacional com apoio do GDF

Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

 


Neste sábado (23), o último encontro com os 102 estudantes da rede pública do Distrito Federal deu um gostinho do que os jovens vão viver ao embarcarem, em setembro, para o intercâmbio internacional do programa Pontes para o Mundo. A cerimônia foi realizada na Sala Martins Pena, no Teatro Nacional, com apresentações culturais e entrega dos kits de viagem, que incluem uniforme, mochila e garrafinha de água.


 


O governador Ibaneis Rocha participou do evento e destacou a importância do programa, que nasceu de uma proposta da primeira-dama Mayara Noronha Rocha junto com a Secretaria de Educação (SEEDF). “Agradecemos ao governo do Reino Unido e ao BRB por toda a parceria que tem sido empreendida, certamente será uma experiência muito boa para esses estudantes que talvez não tivessem nenhuma expectativa de conhecer um outro país, outra língua e outra realidade. Quem viaja pelo mundo sabe o tanto que se adquire conhecimento. Desejo que eles consigam crescer muito na vida, que seja uma experiência que eles tragam para dentro dos seus lares e possam agarrar o futuro com toda condição”.


 


Ibaneis Rocha participou da entrega de kits de viagem para os participantes do programa Pontes para o Mundo, neste sábado (23), na Sala Martins Pena | Foto: Renato Alves/Agência Brasília


 


Durante a cerimônia, o governador também anunciou a ampliação do programa, que contará com 400 vagas no próximo ano, além da expansão para outros países, como Japão, Alemanha e Espanha. Ele indicou, ainda, o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que transformará a iniciativa em um programa permanente.


 


Segundo Ibaneis Rocha, o Pontes para o Mundo é uma das inúmeras iniciativas deste GDF em prol de uma educação de qualidade. “Temos investido muito na melhoria da educação no Distrito Federal. Reformamos quase todas as escolas — das nossas mais de 800 escolas, estão faltando só 53, que nós vamos concluir as reformas até o ano que vem —, e investimos na qualidade dos nossos professores, o que faz com que o ensino do DF proporcione muitos avanços para esse grupo que se dedica”, concluiu.


 



Idealizadora do projeto, a primeira-dama Mayara Noronha Rocha falou sobre as perspectivas que aguardam os estudantes: “Que eles aproveitem cada instante, seja na culinária, no aprendizado, conhecendo novas culturas e pessoas… Essa experiência é mais que a realização de um sonho — em poucos meses, já dá frutos. Vai além do crescimento pessoal, trazendo perspectivas de negócios, investimentos, empregos e desenvolvimento para o Distrito Federal. Eles terão a oportunidade de fazer amizade com gente do mundo inteiro, a prova de que a solidariedade, a educação e a perspectiva de crescimento do nosso país não tem fronteiras”.


 


Presente no evento, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou o impacto do programa na vida dos jovens: “Vai ser um divisor de águas na vida deles. Eu mesma fiz intercâmbio aos 15 anos e isso mudou minha visão de mundo, me deixou mais independente. Agora, eles terão a chance de conviver com pessoas de outras nacionalidades, com apoio integral do GDF. É realmente um sonho que deixou todos radiantes”.


 


O titular da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter-DF), Paco Britto, exaltou o Pontes para o Mundo e a possibilidade da iniciativa se tornar fixa na rede pública de ensino do DF. “O programa começou levando estudantes às embaixadas e, agora, eles têm a oportunidade de realmente conhecer o mundo. É uma ação inovadora e enriquecedora, com a Serinter-DF dando suporte em vistos e logística. O objetivo é garantir conhecimento e conectividade com o mundo. O encaminhamento do projeto de lei anunciado pelo governador para tornar o programa permanente é uma grande vitória para a população do Distrito Federal”, comemorou.


 


Os estudantes do programa vão embarcar para o Reino Unido nos dias 3 e 4 de setembro, permanecendo 17 semanas em escolas parceiras | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


Empolgação além das fronteiras

Instituído em maio pela Secretaria de Educação, o programa tem o objetivo de proporcionar vivências acadêmicas, culturais e de inovação em instituições de ensino do Reino Unido. O embarque dos alunos está previsto para os dias 3 e 4 de setembro, com permanência de 17 semanas em escolas parceiras.


 


Durante a estadia, os estudantes terão rotina definida conforme o calendário local, com atividades que vão além da sala de aula, como visitas técnicas, culturais e encontros com orientadores. O intercâmbio prevê ainda apoio emocional aos participantes e às famílias. Desde o início de agosto, sessões de acompanhamento psicológico têm preparado os alunos para a experiência, com exercícios de autorregulação e incentivo à autonomia.


 


Para a estudante Isabelle Neris dos Santos Alencar, de 16 anos, foi na entrega de kits que a ficha finalmente começou a cair: “É minha primeira viagem internacional e considero uma grande oportunidade. Quero conhecer novas culturas, experimentar comidas, roupas, aprender muito. Tenho me dedicado aos estudos para chegar preparada. Sem o apoio do GDF, eu não teria condições de realizar esse sonho, então estou muito feliz”.


 


A estudante Isabelle Neris dos Santos Alencar está ansiosa para visitar o Reino Unido: “É minha primeira viagem internacional e considero uma grande oportunidade. Quero conhecer novas culturas, experimentar comidas, roupas, aprender muito” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


 


Os pais de Isabelle demonstraram orgulho e empolgação pela nova aventura da filha. “Estamos ansiosos, porque a Isabelle é filha única, mas também muito felizes por ela ter essa chance. Essa oportunidade vai ser importante para o futuro dela, principalmente porque quer seguir carreira em Relações Internacionais”, destacou a mãe da jovem, Ellen Neris dos Santos Alencar. O pai, Ramon do Nascimento Alencar, complementa: “Fiquei ansioso e com medo no início, mas também muito feliz, porque o sonho dela é o meu sonho. Tenho orgulho da minha filha e sei que ela voltará com mais conhecimento, educação e sabedoria”.


 



O aluno Sebastião Leite Gonçalves, 17, nunca imaginou sair de Planaltina para o Reino Unido. “Fiquei muito feliz quando soube que fui selecionado. Minha expectativa é aprender bastante, principalmente o inglês britânico, já que conheço apenas o americano. Quero aproveitar ao máximo o conhecimento e a cultura local. Sem o programa seria muito difícil realizar essa viagem, tanto pelos custos quanto pelas oportunidades que ele oferece”.


 


A mãe do jovem, Maria Leite, disse ter ficado com o coração mais calmo após ver a organização e receber todas as orientações das equipes do programa. “Estou com o coração apertado pela saudade, mas muito feliz por ele ter essa chance de aprender uma nova língua e cultura. O programa é maravilhoso, mostra que o governo está investindo na educação e no futuro dos jovens. As orientações foram bem organizadas e nos deixaram tranquilos”, ressaltou.


 


Sebastião Leite Gonçalves nunca imaginou sair do país: “Fiquei muito feliz quando soube que fui selecionado. Sem o programa seria muito difícil realizar essa viagem, tanto pelos custos quanto pelas oportunidades que ele oferece” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


 


Também de Planaltina, o estudante Jordan Cardoso, 16, exala animação: “Estou ansioso e nervoso, mas muito animado. Será minha primeira vez fora do Brasil, uma oportunidade única de aprendizado. O programa é muito bom, está entregando o que prometeu, e fico feliz também por ele ser expandido para outros alunos”. A mãe, Lindalva Ramos Figueiredo, está orgulhosa do filho: “Sempre acreditei no Jordan, que é um aluno dedicado e cheio de perspectivas. Esse projeto é excepcional, uma oportunidade única para os jovens da rede pública. Está muito bem organizado e serve de incentivo para que outros estudantes se dediquem, sabendo que no futuro poderão ter a mesma chance. A educação é o que transforma e garante um futuro melhor”.


 


O evento reuniu ainda o vice-embaixador interino do Reino Unido, Graham Knight, além de representantes dos colleges britânicos e autoridades locais. “Essa parceria é muito importante porque a educação britânica é reconhecida mundialmente e os alunos terão a oportunidade de vivenciar nossa cultura, culinária, esportes e tradições. Para o Reino Unido, além do intercâmbio cultural, há também um valor comercial, fortalecendo relações entre os países. O programa amplia o olhar para além de Londres e Oxford, mostrando universidades e oportunidades em outras regiões, reforçando também a inovação e a diversidade do Reino Unido”, destacou Knight.


 


Graham Knight, vice-embaixador interino do Reino Unido: “Essa parceria é muito importante porque a educação britânica é reconhecida mundialmente e os alunos terão a oportunidade de vivenciar nossa cultura, culinária, esportes e tradições” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


Centro Interescolar de Línguas

Mais do que memorizar palavras estrangeiras, aprender um novo idioma é acessar culturas, abrir portas para o mundo e ampliar horizontes pessoais e profissionais. Há 50 anos, o Centro Interescolar de Línguas (CIL) cumpre esse papel no Distrito Federal. Com 17 unidades espalhadas por 14 regionais de ensino, a rede é uma política pública consolidada que já formou milhares de estudantes do ensino público em inglês, espanhol, francês, japonês e alemão — o último, oferecido exclusivamente no CIL 01 de Brasília.



 


Entre 2019 e 2025, mais de 350 mil estudantes passaram pelas salas dos CILs, de acordo com o Censo Escolar. No mesmo período, o GDF investiu R$ 1,37 milhão em serviços de manutenção predial para garantir a qualidade dos espaços. Atualmente, 829 professores integram o corpo docente desses centros, cuja missão vai além do ensino gramatical: é promover uma formação integral voltada à comunicação, expressão e inclusão.


 


 








Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/alunos-do-pontes-para-o-mundo-recebem-kits-antes-de-intercambio-no-reino-unido-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=179337
Share: