Alunos do Pontes para o Mundo recebem kits antes de intercâmbio no Reino Unido – Secretaria de Estado de Educação

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Durante 17 semanas, 102 alunos da rede pública terão experiência internacional com apoio do GDF

Por Jak Spies, da Agência Brasília | Edição: Carolina Caraballo

 


Neste sábado (23), o último encontro com os 102 estudantes da rede pública do Distrito Federal deu um gostinho do que os jovens vão viver ao embarcarem, em setembro, para o intercâmbio internacional do programa Pontes para o Mundo. A cerimônia foi realizada na Sala Martins Pena, no Teatro Nacional, com apresentações culturais e entrega dos kits de viagem, que incluem uniforme, mochila e garrafinha de água.


 


O governador Ibaneis Rocha participou do evento e destacou a importância do programa, que nasceu de uma proposta da primeira-dama Mayara Noronha Rocha junto com a Secretaria de Educação (SEEDF). “Agradecemos ao governo do Reino Unido e ao BRB por toda a parceria que tem sido empreendida, certamente será uma experiência muito boa para esses estudantes que talvez não tivessem nenhuma expectativa de conhecer um outro país, outra língua e outra realidade. Quem viaja pelo mundo sabe o tanto que se adquire conhecimento. Desejo que eles consigam crescer muito na vida, que seja uma experiência que eles tragam para dentro dos seus lares e possam agarrar o futuro com toda condição”.


 


Ibaneis Rocha participou da entrega de kits de viagem para os participantes do programa Pontes para o Mundo, neste sábado (23), na Sala Martins Pena | Foto: Renato Alves/Agência Brasília


 


Durante a cerimônia, o governador também anunciou a ampliação do programa, que contará com 400 vagas no próximo ano, além da expansão para outros países, como Japão, Alemanha e Espanha. Ele indicou, ainda, o envio de um projeto de lei para a Câmara Legislativa do Distrito Federal (CLDF) que transformará a iniciativa em um programa permanente.


 


Segundo Ibaneis Rocha, o Pontes para o Mundo é uma das inúmeras iniciativas deste GDF em prol de uma educação de qualidade. “Temos investido muito na melhoria da educação no Distrito Federal. Reformamos quase todas as escolas — das nossas mais de 800 escolas, estão faltando só 53, que nós vamos concluir as reformas até o ano que vem —, e investimos na qualidade dos nossos professores, o que faz com que o ensino do DF proporcione muitos avanços para esse grupo que se dedica”, concluiu.


 



Idealizadora do projeto, a primeira-dama Mayara Noronha Rocha falou sobre as perspectivas que aguardam os estudantes: “Que eles aproveitem cada instante, seja na culinária, no aprendizado, conhecendo novas culturas e pessoas… Essa experiência é mais que a realização de um sonho — em poucos meses, já dá frutos. Vai além do crescimento pessoal, trazendo perspectivas de negócios, investimentos, empregos e desenvolvimento para o Distrito Federal. Eles terão a oportunidade de fazer amizade com gente do mundo inteiro, a prova de que a solidariedade, a educação e a perspectiva de crescimento do nosso país não tem fronteiras”.


 


Presente no evento, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou o impacto do programa na vida dos jovens: “Vai ser um divisor de águas na vida deles. Eu mesma fiz intercâmbio aos 15 anos e isso mudou minha visão de mundo, me deixou mais independente. Agora, eles terão a chance de conviver com pessoas de outras nacionalidades, com apoio integral do GDF. É realmente um sonho que deixou todos radiantes”.


 


O titular da Secretaria de Relações Internacionais (Serinter-DF), Paco Britto, exaltou o Pontes para o Mundo e a possibilidade da iniciativa se tornar fixa na rede pública de ensino do DF. “O programa começou levando estudantes às embaixadas e, agora, eles têm a oportunidade de realmente conhecer o mundo. É uma ação inovadora e enriquecedora, com a Serinter-DF dando suporte em vistos e logística. O objetivo é garantir conhecimento e conectividade com o mundo. O encaminhamento do projeto de lei anunciado pelo governador para tornar o programa permanente é uma grande vitória para a população do Distrito Federal”, comemorou.


 


Os estudantes do programa vão embarcar para o Reino Unido nos dias 3 e 4 de setembro, permanecendo 17 semanas em escolas parceiras | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


Empolgação além das fronteiras

Instituído em maio pela Secretaria de Educação, o programa tem o objetivo de proporcionar vivências acadêmicas, culturais e de inovação em instituições de ensino do Reino Unido. O embarque dos alunos está previsto para os dias 3 e 4 de setembro, com permanência de 17 semanas em escolas parceiras.


 


Durante a estadia, os estudantes terão rotina definida conforme o calendário local, com atividades que vão além da sala de aula, como visitas técnicas, culturais e encontros com orientadores. O intercâmbio prevê ainda apoio emocional aos participantes e às famílias. Desde o início de agosto, sessões de acompanhamento psicológico têm preparado os alunos para a experiência, com exercícios de autorregulação e incentivo à autonomia.


 


Para a estudante Isabelle Neris dos Santos Alencar, de 16 anos, foi na entrega de kits que a ficha finalmente começou a cair: “É minha primeira viagem internacional e considero uma grande oportunidade. Quero conhecer novas culturas, experimentar comidas, roupas, aprender muito. Tenho me dedicado aos estudos para chegar preparada. Sem o apoio do GDF, eu não teria condições de realizar esse sonho, então estou muito feliz”.


 


A estudante Isabelle Neris dos Santos Alencar está ansiosa para visitar o Reino Unido: “É minha primeira viagem internacional e considero uma grande oportunidade. Quero conhecer novas culturas, experimentar comidas, roupas, aprender muito” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


 


Os pais de Isabelle demonstraram orgulho e empolgação pela nova aventura da filha. “Estamos ansiosos, porque a Isabelle é filha única, mas também muito felizes por ela ter essa chance. Essa oportunidade vai ser importante para o futuro dela, principalmente porque quer seguir carreira em Relações Internacionais”, destacou a mãe da jovem, Ellen Neris dos Santos Alencar. O pai, Ramon do Nascimento Alencar, complementa: “Fiquei ansioso e com medo no início, mas também muito feliz, porque o sonho dela é o meu sonho. Tenho orgulho da minha filha e sei que ela voltará com mais conhecimento, educação e sabedoria”.


 



O aluno Sebastião Leite Gonçalves, 17, nunca imaginou sair de Planaltina para o Reino Unido. “Fiquei muito feliz quando soube que fui selecionado. Minha expectativa é aprender bastante, principalmente o inglês britânico, já que conheço apenas o americano. Quero aproveitar ao máximo o conhecimento e a cultura local. Sem o programa seria muito difícil realizar essa viagem, tanto pelos custos quanto pelas oportunidades que ele oferece”.


 


A mãe do jovem, Maria Leite, disse ter ficado com o coração mais calmo após ver a organização e receber todas as orientações das equipes do programa. “Estou com o coração apertado pela saudade, mas muito feliz por ele ter essa chance de aprender uma nova língua e cultura. O programa é maravilhoso, mostra que o governo está investindo na educação e no futuro dos jovens. As orientações foram bem organizadas e nos deixaram tranquilos”, ressaltou.


 


Sebastião Leite Gonçalves nunca imaginou sair do país: “Fiquei muito feliz quando soube que fui selecionado. Sem o programa seria muito difícil realizar essa viagem, tanto pelos custos quanto pelas oportunidades que ele oferece” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


 


Também de Planaltina, o estudante Jordan Cardoso, 16, exala animação: “Estou ansioso e nervoso, mas muito animado. Será minha primeira vez fora do Brasil, uma oportunidade única de aprendizado. O programa é muito bom, está entregando o que prometeu, e fico feliz também por ele ser expandido para outros alunos”. A mãe, Lindalva Ramos Figueiredo, está orgulhosa do filho: “Sempre acreditei no Jordan, que é um aluno dedicado e cheio de perspectivas. Esse projeto é excepcional, uma oportunidade única para os jovens da rede pública. Está muito bem organizado e serve de incentivo para que outros estudantes se dediquem, sabendo que no futuro poderão ter a mesma chance. A educação é o que transforma e garante um futuro melhor”.


 


O evento reuniu ainda o vice-embaixador interino do Reino Unido, Graham Knight, além de representantes dos colleges britânicos e autoridades locais. “Essa parceria é muito importante porque a educação britânica é reconhecida mundialmente e os alunos terão a oportunidade de vivenciar nossa cultura, culinária, esportes e tradições. Para o Reino Unido, além do intercâmbio cultural, há também um valor comercial, fortalecendo relações entre os países. O programa amplia o olhar para além de Londres e Oxford, mostrando universidades e oportunidades em outras regiões, reforçando também a inovação e a diversidade do Reino Unido”, destacou Knight.


 


Graham Knight, vice-embaixador interino do Reino Unido: “Essa parceria é muito importante porque a educação britânica é reconhecida mundialmente e os alunos terão a oportunidade de vivenciar nossa cultura, culinária, esportes e tradições” | Foto: Geovana Albuquerque/Agência Brasília


Centro Interescolar de Línguas

Mais do que memorizar palavras estrangeiras, aprender um novo idioma é acessar culturas, abrir portas para o mundo e ampliar horizontes pessoais e profissionais. Há 50 anos, o Centro Interescolar de Línguas (CIL) cumpre esse papel no Distrito Federal. Com 17 unidades espalhadas por 14 regionais de ensino, a rede é uma política pública consolidada que já formou milhares de estudantes do ensino público em inglês, espanhol, francês, japonês e alemão — o último, oferecido exclusivamente no CIL 01 de Brasília.



 


Entre 2019 e 2025, mais de 350 mil estudantes passaram pelas salas dos CILs, de acordo com o Censo Escolar. No mesmo período, o GDF investiu R$ 1,37 milhão em serviços de manutenção predial para garantir a qualidade dos espaços. Atualmente, 829 professores integram o corpo docente desses centros, cuja missão vai além do ensino gramatical: é promover uma formação integral voltada à comunicação, expressão e inclusão.


 


 








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Evite as doenças do coração! Veja 3 formas de se manter saudável

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As doenças do coração continuam sendo uma das principais ameaças à vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por 16% das mortes no planeta, ocupando o topo do ranking global de causas de óbito. A boa notícia é que a prevenção pode reduzir bastante esses números.


Sedentarismo, obesidade e alimentação desequilibrada estão entre os grandes vilões da saúde do coração. O ritmo acelerado da vida moderna, com pouco tempo para o autocuidado, favorece más escolhas alimentares e a falta de atividade física — cenário que abre caminho para hipertensão, diabetes e problemas cardíacos.



De acordo com a cirurgiã vascular. Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, e a nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, três pilares são fundamentais para manter a saúde cardiovascular: boa alimentação, prática regular de exercícios e sono de qualidade. Entenda como eles funcionam.


Formas de manter o coração saudável


1. A importância da dieta


Uma dieta equilibrada pode ser a melhor aliada contra doenças do coração. De acordo com Lamaita, nutrientes como vitamina C, flavonoides, polifenóis e antocianinas exercem papel antioxidante e ajudam a reduzir o colesterol. “Esses componentes têm importante atuação antioxidante e são capazes de reduzir o colesterol. Quando comemos a fruta, é melhor ainda, pois as fibras do bagaço atuam para evitar o depósito de gordura nas artérias. Além disso, a hesperidina favorece o revestimento interno dos vasos e ajuda na circulação”, explica.


1 de 12

De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), doenças cardiovasculares são algumas das principais causas de mortes no Brasil. Segundo a instituição, a maioria dos óbitos poderiam ser evitados ou postergados com cuidados preventivos e medidas terapêuticas

Peter Dazeley/ Getty Images
2 de 12

Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficientes para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles

bymuratdeniz/ Getty Images
3 de 12

Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
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Imagem ilustrativa de pessoa com dor no peito

katleho Seisa/Getty Images
5 de 12

A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga

SolStock/ Getty Images
6 de 12

O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
7 de 12

Uma das doenças do coração mais comuns, e grave é a insuficiência cardíaca. Ela é caracterizada pela incapacidade do coração de bombear o sangue para o organismo. A enfermidade provoca fadiga, dificuldade para respirar, fraqueza, etc. Entre as principais causas da enfermidade estão: infecções, diabetes, hábitos não saudáveis, etc.

bymuratdeniz/ Getty Images
8 de 12

A doença arterial periférica, assim como a maioria das doenças do coração, é provocada pela formação de placas de gordura e outras substâncias nas artérias que levam o sangue para membros inferiores do corpo, como pés e pernas. Colesterol alto e tabagismo contribuem para o problema. Entre os sintomas estão: feridas que não cicatrizam, disfunção erétil e inchaços no corpo

manusapon kasosod/ Getty Images
9 de 12

Causada por bactérias, fungos ou vírus de outras partes do corpo que migram para o coração e infeccionam o endocárdio, a endocardite é uma doença que pode causar calafrios, febre e fadigas. O tratamento da doença dependerá do quadro do paciente e, algumas vezes, a cirurgia pode ser indicada

FG Trade/ Getty Images
10 de 12

Causada devido à inflamação de outros músculos cárdicos, a miocardite pode causar enfraquecimento do coração, frequência cardíaca anormal e morte súbita. Dores no peito, falta de ar e batimentos cardíacos anormais são alguns dos principais sintomas

Peter Dazeley/ Getty Images
11 de 12

Além dos sintomas comuns de cada uma das doenças cardiovasculares, cansaço excessivo sem motivo aparente, enjoo ou perda do apetite, dificuldade em respirar, inchaços, calafrio, tonturas, desmaio, taquicardia e tosse persistente podem ser sinais de problemas no coração

Peter Dazeley/ Getty Images
12 de 12

Segundo a cartilha de Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apesar de alguns casos específicos, é possível prevenir problemas no coração mantendo bons hábitos alimentares, praticando exercícios físicos e cuidando da mente

andresr/ Getty Images

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Evite as doenças do coração! Veja 3 formas de se manter saudável

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As doenças do coração continuam sendo uma das principais ameaças à vida. Segundo a Organização Mundial da Saúde (OMS), elas são responsáveis por 16% das mortes no planeta, ocupando o topo do ranking global de causas de óbito. A boa notícia é que a prevenção pode reduzir bastante esses números.


Sedentarismo, obesidade e alimentação desequilibrada estão entre os grandes vilões da saúde do coração. O ritmo acelerado da vida moderna, com pouco tempo para o autocuidado, favorece más escolhas alimentares e a falta de atividade física — cenário que abre caminho para hipertensão, diabetes e problemas cardíacos.



De acordo com a cirurgiã vascular. Aline Lamaita, da Sociedade Brasileira de Angiologia e Cirurgia Vascular, e a nutróloga Marcella Garcez, diretora da Associação Brasileira de Nutrologia, três pilares são fundamentais para manter a saúde cardiovascular: boa alimentação, prática regular de exercícios e sono de qualidade. Entenda como eles funcionam.


Formas de manter o coração saudável


1. A importância da dieta


Uma dieta equilibrada pode ser a melhor aliada contra doenças do coração. De acordo com Lamaita, nutrientes como vitamina C, flavonoides, polifenóis e antocianinas exercem papel antioxidante e ajudam a reduzir o colesterol. “Esses componentes têm importante atuação antioxidante e são capazes de reduzir o colesterol. Quando comemos a fruta, é melhor ainda, pois as fibras do bagaço atuam para evitar o depósito de gordura nas artérias. Além disso, a hesperidina favorece o revestimento interno dos vasos e ajuda na circulação”, explica.


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De acordo com a Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), doenças cardiovasculares são algumas das principais causas de mortes no Brasil. Segundo a instituição, a maioria dos óbitos poderiam ser evitados ou postergados com cuidados preventivos e medidas terapêuticas

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Para a SBC, a prevenção e o tratamento adequado dos fatores de risco e das doenças do coração podem ser o suficientes para reverter quadros graves. Para isso, é necessário saber identificar os principais sintomas de problemas cardiovasculares e tratá-los, caso apresente algum deles

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Dentre as doenças cardiovasculares que mais fazem vítimas fatais, o Acidente Vascular Cerebral (AVC) se destaca. Ele é causado devido à presença de placas de gordura que entopem os vasos sanguíneos cerebrais. Entre os sintomas estão: dificuldade para falar, tontura, dificuldade para engolir, fraqueza de um lado do corpo, entre outros

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Imagem ilustrativa de pessoa com dor no peito

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A cardiomiopatia é outra grave doença que acomete o coração. A enfermidade, que deixa o músculo cardíaco inflamado e inchado, pode enfraquecer o coração a ponto de ser necessário realizar transplante. Entre os sintomas da doença estão: fraqueza frequente, inchaços e fadiga

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O infarto do miocárdio acontece quando o fluxo sanguíneo no músculo miocárdio é interrompido por longo período. A ausência do sangue na região pode causar sérios problemas e até a morte do tecido. Obesidade, cigarro, colesterol alto e tendência genética podem causar a doença. Entre os sintomas estão: dor no peito que dura 20 minutos, formigamento no braço, queimação no peito, etc.

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Uma das doenças do coração mais comuns, e grave é a insuficiência cardíaca. Ela é caracterizada pela incapacidade do coração de bombear o sangue para o organismo. A enfermidade provoca fadiga, dificuldade para respirar, fraqueza, etc. Entre as principais causas da enfermidade estão: infecções, diabetes, hábitos não saudáveis, etc.

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A doença arterial periférica, assim como a maioria das doenças do coração, é provocada pela formação de placas de gordura e outras substâncias nas artérias que levam o sangue para membros inferiores do corpo, como pés e pernas. Colesterol alto e tabagismo contribuem para o problema. Entre os sintomas estão: feridas que não cicatrizam, disfunção erétil e inchaços no corpo

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Causada por bactérias, fungos ou vírus de outras partes do corpo que migram para o coração e infeccionam o endocárdio, a endocardite é uma doença que pode causar calafrios, febre e fadigas. O tratamento da doença dependerá do quadro do paciente e, algumas vezes, a cirurgia pode ser indicada

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Causada devido à inflamação de outros músculos cárdicos, a miocardite pode causar enfraquecimento do coração, frequência cardíaca anormal e morte súbita. Dores no peito, falta de ar e batimentos cardíacos anormais são alguns dos principais sintomas

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Além dos sintomas comuns de cada uma das doenças cardiovasculares, cansaço excessivo sem motivo aparente, enjoo ou perda do apetite, dificuldade em respirar, inchaços, calafrio, tonturas, desmaio, taquicardia e tosse persistente podem ser sinais de problemas no coração

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Segundo a cartilha de Diretriz de Prevenção Cardiovascular da Sociedade Brasileira de Cardiologia (SBC), apesar de alguns casos específicos, é possível prevenir problemas no coração mantendo bons hábitos alimentares, praticando exercícios físicos e cuidando da mente

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Sociedades médicas criticam decisão que exclui Wegovy e Saxenda do SUS

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A decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) de barrar a inclusão dos medicamentos Wegovy e Saxenda, tomada nessa quarta-feira (20/8), levantou críticas de sociedades médicas que fazem tratamento da obesidade e da diabetes, doenças para as quais estes remédios são, respectivamente, alguns dos tratamentos mais inovadores.


Em nota conjunta publicada neste sábado (23/8), a a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) manifestaram preocupação com os efeitos da medida.


A decisão tirou da jogada dois remédios produzidos pela Novo Nordisk: o Saxenda (liraglutida), para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes tipo 2, e o Wegovy (semaglutida), para pessoas a partir dos 45 anos com obesidade e doença cardiovascular.


Segundo as sociedades, negar acesso a tratamentos reconhecidos e aprovados pela Anvisa para doenças cada vez mais prevalentes no país reforça a desigualdade no acesso. “Hoje, sete em cada dez pessoas com obesidade dependem exclusivamente do SUS. Esse sistema que é muito bem delineado, um exemplo para outros países e que deve ser um orgulho nacional, precisa evoluir com urgência no cuidado às pessoas com obesidade”, afirma o texto.



Custos em debate e divergências técnicas


O principal argumento adotado pela Conitec para decidir pela não-inclusão dos dois remédios na lista de tratamentos distribuídos pelo SUS é econômico. Segundo os cálculos apresentados pelos conselheiros, em cinco anos os gastos com os medicamentos poderiam chegar aos R$ 8 bilhões e, por se tratarem de compostos de uso contínuo, trariam um rombo ao orçamento da máquina pública.


A nota das sociedades médicas, porém, diverge dos cálculos apresentados pela Conitec. Para as sociedades médicas, as premissas do impacto trazido à saúde com o tratamento foram reduzidas, focando apenas no objetivo inicial de cada tratamento, sem contar nos benefícios acessórios que cada um deles comprovou em estudos recentes. Segundo os especialistas, estudos apresentados nas audiências públicas mostram vantagens que poderiam reduzir gastos hospitalares de longo prazo.


“A escolha das premissas resultam em valores que inviabilizam as incorporações. Uma vez que nem todos os benefícios da perda de peso estão avaliados nos estudos clínicos utilizados nas análises, não é possível a inclusão dos mesmos nos cálculos técnicos o público esperado atingido acabaram sendo mais elevadas do que poderiam ser, caso fossem adotadas restrições simples populacionais, o que levou à inviabilidade da incorporação”, completa a nota.


Elitização e perguntas sem resposta


As organizações afirmam que a negativa favorece apenas quem pode pagar pelo tratamento em clínicas privadas. O acesso restrito a remédios modernos, segundo o texto, representa “elitização do cuidado” e contraria os princípios de equidade e universalidade do sistema público.


Ainda pensando no custo, as sociedades criticam que até hoje o pedido feito por elas para “a incorporação da sibutramina, que tem um custo mensal de menos de 30 reais” ainda não foi avaliada pela Conitec, mesmo que a solicitação tenha sido feita em dezembro de 2024. A sibutramina é um medicamento usado para o tratamento da obesidade que atua aumentando a saciedade e diminuindo o apetite, mas que teve sua popularidade reduzida devido a sua ampla gama de efeitos colaterais.


A nota das sociedades médicas, entretanto, não responde a outros argumentos apresentados pela Conitec, como dificuldades para a incorporação dos remédios, como a necessidade de acompanhamento multidisciplinar com psicólogos e nutricionistas durante o tratamento, o que sobrecarregaria a fila já grande de acesso a estes especialistas dentro do SUS.


A nota ressalta ainda que a negativa atual se soma a cinco decisões semelhantes desde 2019. Em todas, o argumento central foi o custo elevado. Para as entidades, essa repetição mostra uma postura sistemática que desconsidera impactos clínicos mais amplos.


Prevenção da obesidade não basta, diz nota


Outro ponto criticado é a sugestão de condicionar o fornecimento de medicamentos a medidas de prevenção populacional, como rotulagem de alimentos e restrições à publicidade infantil. Para as entidades, isso perpetua a falta de alternativas no SUS.


Os presidentes da Abeso, da SBD e da SBEM lembram que a obesidade impacta de forma desigual a sociedade. Mulheres negras, periféricas e de baixa renda estão entre os grupos mais afetados. Sem acesso a opções de tratamento, permanecem em situação de maior risco.


A nota também cita exemplos de políticas públicas que, na visão das sociedades, seguem inconsistentes. Entre eles, a inclusão de macarrão instantâneo na cesta básica e a exclusão de sucos açucarados da tributação seletiva prevista para refrigerantes.


As entidades afirmam que continuarão a pressionar gestores públicos por soluções que ampliem o acesso. Segundo os presidentes das sociedades, a incorporação de remédios deve ser combinada a programas de reeducação alimentar e acompanhamento multiprofissional.


Farmacêutica defende entrada no SUS


A farmacêutica Novo Nordisk, que fabrica os dois medicamentos, afirmou em nota que entende as dificuldades fiscais do país, mas reforça que os estudos comprovam eficácia e custo-efetividade. A empresa diz que seguirá em diálogo com autoridades e municípios.


Para especialistas, a decisão expõe o dilema entre inovação e orçamento. A pressão de sociedades médicas, empresas e pacientes tende a manter o tema em debate. Enquanto isso, porém,quem depende do SUS seguirá, novamente, sem o mesmo acesso a tratamentos que já estão disponíveis em consultórios privados.


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Sociedades médicas criticam decisão que exclui Wegovy e Saxenda do SUS

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A decisão da Comissão Nacional de Incorporação de Tecnologias no SUS (Conitec) de barrar a inclusão dos medicamentos Wegovy e Saxenda, tomada nessa quarta-feira (20/8), levantou críticas de sociedades médicas que fazem tratamento da obesidade e da diabetes, doenças para as quais estes remédios são, respectivamente, alguns dos tratamentos mais inovadores.


Em nota conjunta publicada neste sábado (23/8), a a Associação Brasileira para o Estudo da Obesidade e Síndrome Metabólica (Abeso), a Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) e a Sociedade Brasileira de Endocrinologia e Metabologia (SBEM) manifestaram preocupação com os efeitos da medida.


A decisão tirou da jogada dois remédios produzidos pela Novo Nordisk: o Saxenda (liraglutida), para o tratamento de pacientes com obesidade e diabetes tipo 2, e o Wegovy (semaglutida), para pessoas a partir dos 45 anos com obesidade e doença cardiovascular.


Segundo as sociedades, negar acesso a tratamentos reconhecidos e aprovados pela Anvisa para doenças cada vez mais prevalentes no país reforça a desigualdade no acesso. “Hoje, sete em cada dez pessoas com obesidade dependem exclusivamente do SUS. Esse sistema que é muito bem delineado, um exemplo para outros países e que deve ser um orgulho nacional, precisa evoluir com urgência no cuidado às pessoas com obesidade”, afirma o texto.



Custos em debate e divergências técnicas


O principal argumento adotado pela Conitec para decidir pela não-inclusão dos dois remédios na lista de tratamentos distribuídos pelo SUS é econômico. Segundo os cálculos apresentados pelos conselheiros, em cinco anos os gastos com os medicamentos poderiam chegar aos R$ 8 bilhões e, por se tratarem de compostos de uso contínuo, trariam um rombo ao orçamento da máquina pública.


A nota das sociedades médicas, porém, diverge dos cálculos apresentados pela Conitec. Para as sociedades médicas, as premissas do impacto trazido à saúde com o tratamento foram reduzidas, focando apenas no objetivo inicial de cada tratamento, sem contar nos benefícios acessórios que cada um deles comprovou em estudos recentes. Segundo os especialistas, estudos apresentados nas audiências públicas mostram vantagens que poderiam reduzir gastos hospitalares de longo prazo.


“A escolha das premissas resultam em valores que inviabilizam as incorporações. Uma vez que nem todos os benefícios da perda de peso estão avaliados nos estudos clínicos utilizados nas análises, não é possível a inclusão dos mesmos nos cálculos técnicos o público esperado atingido acabaram sendo mais elevadas do que poderiam ser, caso fossem adotadas restrições simples populacionais, o que levou à inviabilidade da incorporação”, completa a nota.


Elitização e perguntas sem resposta


As organizações afirmam que a negativa favorece apenas quem pode pagar pelo tratamento em clínicas privadas. O acesso restrito a remédios modernos, segundo o texto, representa “elitização do cuidado” e contraria os princípios de equidade e universalidade do sistema público.


Ainda pensando no custo, as sociedades criticam que até hoje o pedido feito por elas para “a incorporação da sibutramina, que tem um custo mensal de menos de 30 reais” ainda não foi avaliada pela Conitec, mesmo que a solicitação tenha sido feita em dezembro de 2024. A sibutramina é um medicamento usado para o tratamento da obesidade que atua aumentando a saciedade e diminuindo o apetite, mas que teve sua popularidade reduzida devido a sua ampla gama de efeitos colaterais.


A nota das sociedades médicas, entretanto, não responde a outros argumentos apresentados pela Conitec, como dificuldades para a incorporação dos remédios, como a necessidade de acompanhamento multidisciplinar com psicólogos e nutricionistas durante o tratamento, o que sobrecarregaria a fila já grande de acesso a estes especialistas dentro do SUS.


A nota ressalta ainda que a negativa atual se soma a cinco decisões semelhantes desde 2019. Em todas, o argumento central foi o custo elevado. Para as entidades, essa repetição mostra uma postura sistemática que desconsidera impactos clínicos mais amplos.


Prevenção da obesidade não basta, diz nota


Outro ponto criticado é a sugestão de condicionar o fornecimento de medicamentos a medidas de prevenção populacional, como rotulagem de alimentos e restrições à publicidade infantil. Para as entidades, isso perpetua a falta de alternativas no SUS.


Os presidentes da Abeso, da SBD e da SBEM lembram que a obesidade impacta de forma desigual a sociedade. Mulheres negras, periféricas e de baixa renda estão entre os grupos mais afetados. Sem acesso a opções de tratamento, permanecem em situação de maior risco.


A nota também cita exemplos de políticas públicas que, na visão das sociedades, seguem inconsistentes. Entre eles, a inclusão de macarrão instantâneo na cesta básica e a exclusão de sucos açucarados da tributação seletiva prevista para refrigerantes.


As entidades afirmam que continuarão a pressionar gestores públicos por soluções que ampliem o acesso. Segundo os presidentes das sociedades, a incorporação de remédios deve ser combinada a programas de reeducação alimentar e acompanhamento multiprofissional.


Farmacêutica defende entrada no SUS


A farmacêutica Novo Nordisk, que fabrica os dois medicamentos, afirmou em nota que entende as dificuldades fiscais do país, mas reforça que os estudos comprovam eficácia e custo-efetividade. A empresa diz que seguirá em diálogo com autoridades e municípios.


Para especialistas, a decisão expõe o dilema entre inovação e orçamento. A pressão de sociedades médicas, empresas e pacientes tende a manter o tema em debate. Enquanto isso, porém,quem depende do SUS seguirá, novamente, sem o mesmo acesso a tratamentos que já estão disponíveis em consultórios privados.


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Ciclista atropelado fica 9 meses com peça de bicicleta na barriga

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O atleta Mykaell Christopher Santos Vieira, de 22 anos, teve seu sonho de disputar competições de karatê interrompido ao ser atropelado em março de 2023 enquanto andava de bicicleta. Ele ia ao trabalho — atuava como empacotador em um mercado para juntar dinheiro para participar das competições — quando um carro saindo de um estacionamento avançou sobre ele.


O acidente foi grave e Mykaell foi levado de ambulância para o Hospital de Emergência Oswaldo Cruz, em Macapá (AP), onde ele vive. O atendimento dado ao atleta, porém, não identificou que o acionador de freio da bicicleta havia se alojado perto de sua pelve com o impacto da batida.



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Dores por 9 meses


Durante os 9 meses em que o objeto metálico esteve instalado em sua barriga, o atleta reclamou de dores na região. “Eram muito fortes, sentia dores no abdômen e quadril e muitas vezes fiquei mancando ou arrastando a perna. Eram dores parecidas com pontadas, mas em uma escala muito grande. Eu não conseguia nem caminhar direito”, lembra o jovem.


As dores intensas fizeram, inclusive, o Mykaell ser demitido do trabalho no mercado — os chefes o acusaram de estar fazendo “corpo mole”. O problema também comprometeu sua capacidade de treinar. Sem conseguir mais suportar as dores, em novembro de 2023 ele fez exames de imagem, pagos por conta própria, que revelaram que a peça dentro do seu corpo.


“Foi um choque! Eu, sendo atleta, sabia que tinha passado por um risco muito grande de movimentação por ter aquele manete ali, então o procedimento foi feito às pressas”, diz. Segundo o macapaense, os médicos chegaram a informá-lo que ele havia sofrido um grave risco de ficar em cadeira de rodas ou falecer por infecções e movimentações da peça em seu organismo.

2 imagensEle ficou nove meses com a peça metálica em seu corpoFechar modal.1 de 2

Exame de imagem mostra peça alojada no quadril do jovem

Reprodução/Acervo pessoal2 de 2

Ele ficou nove meses com a peça metálica em seu corpo

Reprodução/Acervo pessoal

Lidando com o trauma


Mykaell voltou ao hospital em que foi operado inicialmente e exigiu a retirada da peça de seu corpo. Após a cirurgia, ele recebeu alta e não sentiu mais dores.


A recuperação, porém, envolveu meses de fisioterapia, uso de muletas e afastamento dos treinos. A interrupção ocorreu em fase decisiva da carreira, quando ele se preparava para exames de faixa preta e competições de karatê.


Hoje, o atleta voltou a treinar e conseguiu, graças à fisioterapia, voltar a caminhar normalmente. O trauma, porém, afetou também sua saúde mental. “Desenvolvi um quadro de depressão e ansiedade severa. Tive várias crises e pesadelos com os médicos falando que, pela lógica, eu deveria estar morto”, lembra.


Decisão judicial dá indenização de R$ 91 mil


Após o trauma, Mykaell procurou um advogado em busca de um ressarcimento pelos danos de saúde e pelos prejuízos que enfrentou pelo descuido da equipe médica.


O caso resultou em ação de indenização por danos morais contra o Estado do Amapá. A Justiça reconheceu a omissão específica no atendimento e confirmou a responsabilidade civil do hospital diante da negligência médica, mas o estado recorreu. O Tribunal de Justiça do Amapá negou o recurso e fixou a indenização em 25 salários mínimos.


Atendimento falhou, diz jovem


Para Mykaell, é evidente que houve um descaso no atendimento dado a ele. “Os médicos só pediram raio-x do tórax e do joelho, mas eu disse que estava sentindo fortes no quadril e eles não examinaram. Só fizeram uma sutura”, diz o jovem macapaense.


O médico Marcelo Tadeu Caiero, presidente da Sociedade Brasileira do Trauma Ortopédico (SBTO), explica que o procedimento padrão para atendimento de motoqueiros e ciclistas atropelados inclui a realização de exames de imagem para avaliar a presença de corpos estranhos ou de traumatismos no quadril.


“Geralmente, o acidentado sofre fraturas nos membros inferiores e quadril, nos membros superiores, além de lesões na cabeça e no pescoço. Podem ocorrer, ainda, hemorragias causadas por rupturas de grandes vasos, lesões nos órgãos vitais ou infecções generalizadas decorrentes dos traumas, com alto risco de morte”, explica.

A Secretaria de Saúde do Amapá foi procurada para comentar o caso, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






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https://jornalismodigitaldf.com.br/ciclista-atropelado-fica-9-meses-com-peca-de-bicicleta-na-barriga/?fsp_sid=179295
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Ciclista atropelado fica 9 meses com peça de bicicleta na barriga

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O atleta Mykaell Christopher Santos Vieira, de 22 anos, teve seu sonho de disputar competições de karatê interrompido ao ser atropelado em março de 2023 enquanto andava de bicicleta. Ele ia ao trabalho — atuava como empacotador em um mercado para juntar dinheiro para participar das competições — quando um carro saindo de um estacionamento avançou sobre ele.


O acidente foi grave e Mykaell foi levado de ambulância para o Hospital de Emergência Oswaldo Cruz, em Macapá (AP), onde ele vive. O atendimento dado ao atleta, porém, não identificou que o acionador de freio da bicicleta havia se alojado perto de sua pelve com o impacto da batida.



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Dores por 9 meses


Durante os 9 meses em que o objeto metálico esteve instalado em sua barriga, o atleta reclamou de dores na região. “Eram muito fortes, sentia dores no abdômen e quadril e muitas vezes fiquei mancando ou arrastando a perna. Eram dores parecidas com pontadas, mas em uma escala muito grande. Eu não conseguia nem caminhar direito”, lembra o jovem.


As dores intensas fizeram, inclusive, o Mykaell ser demitido do trabalho no mercado — os chefes o acusaram de estar fazendo “corpo mole”. O problema também comprometeu sua capacidade de treinar. Sem conseguir mais suportar as dores, em novembro de 2023 ele fez exames de imagem, pagos por conta própria, que revelaram que a peça dentro do seu corpo.


“Foi um choque! Eu, sendo atleta, sabia que tinha passado por um risco muito grande de movimentação por ter aquele manete ali, então o procedimento foi feito às pressas”, diz. Segundo o macapaense, os médicos chegaram a informá-lo que ele havia sofrido um grave risco de ficar em cadeira de rodas ou falecer por infecções e movimentações da peça em seu organismo.

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Exame de imagem mostra peça alojada no quadril do jovem

Reprodução/Acervo pessoal2 de 2

Ele ficou nove meses com a peça metálica em seu corpo

Reprodução/Acervo pessoal

Lidando com o trauma


Mykaell voltou ao hospital em que foi operado inicialmente e exigiu a retirada da peça de seu corpo. Após a cirurgia, ele recebeu alta e não sentiu mais dores.


A recuperação, porém, envolveu meses de fisioterapia, uso de muletas e afastamento dos treinos. A interrupção ocorreu em fase decisiva da carreira, quando ele se preparava para exames de faixa preta e competições de karatê.


Hoje, o atleta voltou a treinar e conseguiu, graças à fisioterapia, voltar a caminhar normalmente. O trauma, porém, afetou também sua saúde mental. “Desenvolvi um quadro de depressão e ansiedade severa. Tive várias crises e pesadelos com os médicos falando que, pela lógica, eu deveria estar morto”, lembra.


Decisão judicial dá indenização de R$ 91 mil


Após o trauma, Mykaell procurou um advogado em busca de um ressarcimento pelos danos de saúde e pelos prejuízos que enfrentou pelo descuido da equipe médica.


O caso resultou em ação de indenização por danos morais contra o Estado do Amapá. A Justiça reconheceu a omissão específica no atendimento e confirmou a responsabilidade civil do hospital diante da negligência médica, mas o estado recorreu. O Tribunal de Justiça do Amapá negou o recurso e fixou a indenização em 25 salários mínimos.


Atendimento falhou, diz jovem


Para Mykaell, é evidente que houve um descaso no atendimento dado a ele. “Os médicos só pediram raio-x do tórax e do joelho, mas eu disse que estava sentindo fortes no quadril e eles não examinaram. Só fizeram uma sutura”, diz o jovem macapaense.


O médico Marcelo Tadeu Caiero, presidente da Sociedade Brasileira do Trauma Ortopédico (SBTO), explica que o procedimento padrão para atendimento de motoqueiros e ciclistas atropelados inclui a realização de exames de imagem para avaliar a presença de corpos estranhos ou de traumatismos no quadril.


“Geralmente, o acidentado sofre fraturas nos membros inferiores e quadril, nos membros superiores, além de lesões na cabeça e no pescoço. Podem ocorrer, ainda, hemorragias causadas por rupturas de grandes vasos, lesões nos órgãos vitais ou infecções generalizadas decorrentes dos traumas, com alto risco de morte”, explica.

A Secretaria de Saúde do Amapá foi procurada para comentar o caso, mas não respondeu até o fechamento da reportagem.


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