Projeto Alfaletrando ganha vida com livro escrito por servidoras da Educação – Secretaria de Estado de Educação

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“Prazer em te conhecer!”, de Cinthia Cortes e Renata Leal, aproxima crianças da alfabetização de forma lúdica



Por Ícaro Henrique, Ascom/SEEDF


 


“Prazer em te conhecer!”, obra das autoras Renata Leal (à direita) e Cinthia Cortes (à esquerda), foi criada especialmente para o Programa Alfaletrando. O livro recebeu ilustração do professor, Alexandre Pessoa (ao centro) | Foto: Jotta Casttro, Ascom/SEEDF.


 


Uma manhã com música, poesia e rima na Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará. Nesta sexta-feira (15), foi celebrada a cerimônia de lançamento do livro Prazer em te conhecer!, idealizado pelas servidoras Renata Leal e Cinthia Cortes para o Programa Alfaletrando, da Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF). A obra une história, ilustrações e recursos lúdicos para transformar o aprendizado em uma experiência mágica na alfabetização dos alunos.


 


A protagonista da obra é a Alfaletrinha, personagem que convida as crianças a embarcar em uma jornada divertida e cheia de descobertas pelo universo das letras. A história, rimada e de fácil compreensão, foi pensada para tornar o aprendizado mais significativo, unindo recursos visuais e auditivos a momentos lúdicos que estimulam a imaginação.


 





A alfabetização é a base do sucesso de uma criança e, por isso, nossa rede 100% inclusiva trabalha com todas as deficiências. É uma alegria enorme ver iniciativas como essa florescerem aqui no DF e inspirarem outras redes do país.



Hélvia Paranaguá, secretária de Educação




 


A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, prestigiou a cerimônia e falou sobre o compromisso da rede com a inclusão e a alfabetização. “Estou muito feliz por essa iniciativa importante e necessária para a educação do Distrito Federal. A alfabetização é a base do sucesso de uma criança e, por isso, nossa rede 100% inclusiva trabalha com todas as deficiências. É uma alegria enorme ver iniciativas como essa florescerem aqui no DF e inspirarem outras redes do país”, afirmou.


 


A coordenadora do programa Alfaletrando na CRE Guará e autora do livro, Cínthia Cortes, explicou que a obra nasceu a partir do diagnóstico das fragilidades da alfabetização identificadas nas escolas do Guará.


 


O livro surgiu da necessidade que identificamos ao analisar os resultados de avaliações de larga escala, como a prova de alfabetização aplicada no fim do ano. Pensamos em um material que o professor pudesse usar diretamente em sala de aula, com palavras simples, visual atrativo e todo rimado”, explicou.


 


A secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, e a equipe da Coordenação Regional de Ensino (CRE) do Guará prestigiaram o lançamento do livro com música e poesia | Foto: Jotta Castttro, Ascom/SEEDF.


 


Brincar e aprender

 


O projeto também contou com a participação do professor da Escola Classe (EC) 01 da Estrutural e ilustrador do livro, Alexandre Pessoa. O docente falou sobre o processo criativo da obra, que foi inspirado nas necessidades de sua turma do 2º ano do ensino fundamental.

 


Quando recebi o convite, pensei no que os meus alunos mais precisavam, e coloquei todo o meu propósito no projeto. Desenvolvi a boneca do jeito que a Cinthia queria, mas sempre pensando em maximizar a alfabetização da minha turma e de todas as crianças”, explicou. Para o docente, o papel da ilustração é fundamental no aprendizado. “Às vezes, a imagem conta mais histórias do que o próprio texto, porque permite que a criança imagine situações além do que está escrito”, completou.


 


Lúdico e interativo

 


Além do livro, foram criados jogos, músicas, boneca e desenho animado, todos protagonizados pela personagem Alfaletrinha. Cada uma das 14 unidades escolares do Guará que atendem o Bloco Inicial de Alfabetização (BIA) receberá um kit com o livro, jogos e um QR Code para acessar as canções. A personagem também visita as escolas, aproximando as crianças da história e incentivando o hábito da leitura, mesmo em um cenário marcado pelo uso intenso das telas e das redes sociais.


 


Para a autora e articuladora regional do Alfaletrando no Guará, Renata Leal, o livro e os materiais do projeto ajudam a tornar o processo de alfabetização mais lúdico e próximo da realidade das crianças.


 


Existe uma quebra muito grande da educação infantil para o ensino fundamental, e precisamos manter a ludicidade também nessa etapa. Eles ainda são crianças e precisam desse estímulo”, destacou. Além do livro, a iniciativa conta com um podcast voltado para professores, jogos de trilha e até uma versão no Roblox.


 


Aponte a câmera do seu celular para o QR Code e acesse as músicas da Alfaletrinha!


 


 










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https://jornalismodigitaldf.com.br/projeto-alfaletrando-ganha-vida-com-livro-escrito-por-servidoras-da-educacao-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=176850
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Pasta de dente feita de cabelo pode evitar cárie, sugere estudo

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Uma equipe do King’s College London publicou na última terça-feira (12/8), na revista Advanced Healthcare Materials, um estudo que pode transformar os cuidados bucais: pesquisadores descobriram que a queratina, presente no cabelo, pele e lã, pode regenerar o esmalte dos dentes, criando uma alternativa mais natural, eficiente e sustentável aos tratamentos tradicionais.


“Estamos entrando em uma era empolgante onde a biotecnologia nos permite restaurar funções biológicas usando materiais do próprio corpo”, destaca o autor sênior do estudo, Sherif Elsharkawy, em comunicado à imprensa.


Leia também



Como funciona?


Aplicada à superfície dentária, a queratina forma uma estrutura cristalina organizada que imita o esmalte natural. A proteína atrai íons de cálcio e fosfato naturalmente encontrados na saliva, gerando uma camada protetora que pode efetivamente restaurar o esmalte perdido.


Isso não apenas interrompe o processo de cárie em estágio inicial, mas também pode reduzir a sensibilidade, pois a camada formada sela canais nervosos expostos.


“A tecnologia preenche a lacuna entre a biologia e a odontologia, fornecendo um biomaterial ecológico que reflete os processos naturais”, explica Sara Gamea, primeira autora do estudo, em comunicado.

Foto colorida de criança fazendo sinal positivo com as mãos enquanto escova os dentes - Metrópoles.Ao invés de depender apenas do flúor para prevenção, a nova tecnologia pode restaurar o esmalte, abrindo caminho para um novo patamar nos cuidados dentários

A vantagem da descoberta é o alto poder de sustentabilidade por usar resíduos biológicos como cabelo e pele, eliminando a necessidade de resinas plásticas que podem ser tóxicas e menos duráveis. Além disso, o uso de queratina, segundo os pesquisadores, traz um aspecto mais natural que se aproxima melhor da cor do dente.


De acordo com o estudo, a queratina poderia ser usada tanto como uma pasta de dente para uso diário quanto como um gel profissional, semelhante a um esmalte aplicado por dentistas.


Segundo a equipe, esse tipo de tratamento provavelmente estará disponível ao público em dois a três anos, dependendo do desenvolvimento regulatório e de parcerias com a indústria.


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https://jornalismodigitaldf.com.br/pasta-de-dente-feita-de-cabelo-pode-evitar-carie-sugere-estudo/?fsp_sid=176844
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Pasta de dente feita de cabelo pode evitar cárie, sugere estudo

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Uma equipe do King’s College London publicou na última terça-feira (12/8), na revista Advanced Healthcare Materials, um estudo que pode transformar os cuidados bucais: pesquisadores descobriram que a queratina, presente no cabelo, pele e lã, pode regenerar o esmalte dos dentes, criando uma alternativa mais natural, eficiente e sustentável aos tratamentos tradicionais.


“Estamos entrando em uma era empolgante onde a biotecnologia nos permite restaurar funções biológicas usando materiais do próprio corpo”, destaca o autor sênior do estudo, Sherif Elsharkawy, em comunicado à imprensa.


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Como funciona?


Aplicada à superfície dentária, a queratina forma uma estrutura cristalina organizada que imita o esmalte natural. A proteína atrai íons de cálcio e fosfato naturalmente encontrados na saliva, gerando uma camada protetora que pode efetivamente restaurar o esmalte perdido.


Isso não apenas interrompe o processo de cárie em estágio inicial, mas também pode reduzir a sensibilidade, pois a camada formada sela canais nervosos expostos.


“A tecnologia preenche a lacuna entre a biologia e a odontologia, fornecendo um biomaterial ecológico que reflete os processos naturais”, explica Sara Gamea, primeira autora do estudo, em comunicado.

Foto colorida de criança fazendo sinal positivo com as mãos enquanto escova os dentes - Metrópoles.Ao invés de depender apenas do flúor para prevenção, a nova tecnologia pode restaurar o esmalte, abrindo caminho para um novo patamar nos cuidados dentários

A vantagem da descoberta é o alto poder de sustentabilidade por usar resíduos biológicos como cabelo e pele, eliminando a necessidade de resinas plásticas que podem ser tóxicas e menos duráveis. Além disso, o uso de queratina, segundo os pesquisadores, traz um aspecto mais natural que se aproxima melhor da cor do dente.


De acordo com o estudo, a queratina poderia ser usada tanto como uma pasta de dente para uso diário quanto como um gel profissional, semelhante a um esmalte aplicado por dentistas.


Segundo a equipe, esse tipo de tratamento provavelmente estará disponível ao público em dois a três anos, dependendo do desenvolvimento regulatório e de parcerias com a indústria.


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Inscrições para formação continuada da Eape são prorrogadas até 17/8 – Secretaria de Estado de Educação

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Cada profissional pode se inscrever em uma das 78 iniciativas de aperfeiçoamento



Por Nathália Borgo, da Agência Brasília | Edição: Fernando Jordão


 


Participação valoriza o compromisso com a qualidade da educação e o fortalecimento da prática | Foto: Divulgação/SEEDF


 


Foram prorrogadas até o próximo domingo (17) as inscrições para os percursos de formação continuada do segundo semestre, oferecidos pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (Eape), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Ao todo, são 12.680 vagas para 78 percursos em temáticas alinhadas às demandas da rede pública de ensino do Distrito Federal e ao desenvolvimento contínuo dos docentes. A participação valoriza o compromisso com a qualidade da educação e o fortalecimento da prática.


 


Os percursos estão inseridos nos seguintes temas: educação e sustentabilidade; eixos transversais; gestão educacional; inclusão e educação especial; metodologia e prática pedagógica; mobilidade e trânsito; política distrital para superação do analfabetismo e qualificação da EJA; e política nacional do ensino médio e tecnologias da inovação.


 


É permitida a inscrição em apenas um percurso por semestre. Ou seja, para se matricular em um percurso, o profissional da educação não pode estar cursando outro. No entanto, é possível participar simultaneamente de oficinas, seminários, webinários, videoconferências, lives, podcasts, palestras, congressos e demais iniciativas da Eape.


 


As inscrições serão feitas no ambiente virtual de aprendizagem Moodle após preenchimento de formulário de cadastro. Esse documento conterá dados para consulta do cursista, porém, não substitui a atualização cadastral que deve ser feita junto à Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep).


 


Alguns percursos exigem pré-requisitos, para isso, o candidato deverá anexar documentos comprobatórios necessários. Esses arquivos serão analisados pelo formador responsável pela turma durante o período de inscrições e, se aceito, a inscrição será habilitada para participação no sorteio. Caso contrário, o CPF será desbloqueado para participação nas vagas remanescentes dos percursos disponíveis.


 


Em casos que não exijam pré-requisitos, os primeiros cadastrados terão prioridade no acesso às vagas, distribuídas em filas de maneira justa e transparente. As turmas que não completarem o número total de inscritos, abrirão vagas remanescentes. Não há lista de espera e cada percurso deverá receber, no mínimo, 10 cursistas.


 


Para mais informações sobre as inscrições para os percursos neste segundo semestre, acesse o site da Eape.


 











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https://jornalismodigitaldf.com.br/inscricoes-para-formacao-continuada-da-eape-sao-prorrogadas-ate-17-8-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=176831
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Inscrições para formação continuada da Eape são prorrogadas até 17/8 – Secretaria de Estado de Educação

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Cada profissional pode se inscrever em uma das 78 iniciativas de aperfeiçoamento



Por Nathália Borgo, da Agência Brasília | Edição: Fernando Jordão


 


Participação valoriza o compromisso com a qualidade da educação e o fortalecimento da prática | Foto: Divulgação/SEEDF


 


Foram prorrogadas até o próximo domingo (17) as inscrições para os percursos de formação continuada do segundo semestre, oferecidos pela Escola de Aperfeiçoamento dos Profissionais de Educação (Eape), da Secretaria de Educação do Distrito Federal (SEEDF). Ao todo, são 12.680 vagas para 78 percursos em temáticas alinhadas às demandas da rede pública de ensino do Distrito Federal e ao desenvolvimento contínuo dos docentes. A participação valoriza o compromisso com a qualidade da educação e o fortalecimento da prática.


 


Os percursos estão inseridos nos seguintes temas: educação e sustentabilidade; eixos transversais; gestão educacional; inclusão e educação especial; metodologia e prática pedagógica; mobilidade e trânsito; política distrital para superação do analfabetismo e qualificação da EJA; e política nacional do ensino médio e tecnologias da inovação.


 


É permitida a inscrição em apenas um percurso por semestre. Ou seja, para se matricular em um percurso, o profissional da educação não pode estar cursando outro. No entanto, é possível participar simultaneamente de oficinas, seminários, webinários, videoconferências, lives, podcasts, palestras, congressos e demais iniciativas da Eape.


 


As inscrições serão feitas no ambiente virtual de aprendizagem Moodle após preenchimento de formulário de cadastro. Esse documento conterá dados para consulta do cursista, porém, não substitui a atualização cadastral que deve ser feita junto à Subsecretaria de Gestão de Pessoas (Sugep).


 


Alguns percursos exigem pré-requisitos, para isso, o candidato deverá anexar documentos comprobatórios necessários. Esses arquivos serão analisados pelo formador responsável pela turma durante o período de inscrições e, se aceito, a inscrição será habilitada para participação no sorteio. Caso contrário, o CPF será desbloqueado para participação nas vagas remanescentes dos percursos disponíveis.


 


Em casos que não exijam pré-requisitos, os primeiros cadastrados terão prioridade no acesso às vagas, distribuídas em filas de maneira justa e transparente. As turmas que não completarem o número total de inscritos, abrirão vagas remanescentes. Não há lista de espera e cada percurso deverá receber, no mínimo, 10 cursistas.


 


Para mais informações sobre as inscrições para os percursos neste segundo semestre, acesse o site da Eape.


 











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CIL 01 de Brasília celebra 50 anos transformando vidas pelo ensino de línguas – Secretaria de Estado de Educação

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O evento destacou o papel da instituição na ampliação de oportunidades acadêmicas, profissionais e culturais



Por João Pedro Eliseu, Ascom/SEEDF


 


A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizará sessão solene em homenagem aos 50 anos do CIL na segunda-feira (18) |  Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.


 


Fundado em 1975, o Centro Interescolar de Línguas (CIL) 01 de Brasília é reconhecido como símbolo de excelência na oferta de ensino público de línguas estrangeiras no Distrito Federal. Nesta quinta-feira (14), a comunidade escolar, autoridades e convidados reuniram-se para celebrar os 50 anos da instituição, que, ao longo de cinco décadas, formou milhares de estudantes, ampliando horizontes de vida e criando pontes para o mundo.


 


A solenidade contou com a participação da Banda do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, que abriu o evento com a execução do Hino Nacional, e com apresentações culturais do coral da escola. Professores, estudantes e servidores foram aplaudidos pela trajetória de dedicação à educação pública e inclusiva.


 



Fundado em 1975, o CIL 1 de Brasília celebra 50 anos, formando milhares de estudantes, ampliando horizontes de vida e criando pontes para o mundo.



 


O CIL 01 é uma das 17 unidades da rede pública de ensino distribuídas por todo o DF, oferecendo cursos como Inglês, Espanhol, Francês, Japonês, Italiano, Alemão, Libras e Português para estrangeiros.


 


A diretora do CIL 01, Dóris Scolmeister, ressaltou a importância histórica da instituição. “Celebramos 50 anos de uma política que transforma vidas. Hoje, somos 17 unidades de excelência, fruto do trabalho de todos que construíram essa história”.  Os resultados são visíveis: ex-alunos do curso de alemão, por exemplo, já conquistaram oportunidades acadêmicas e profissionais na Alemanha.


 


A diretora da unidade, Dóris Scolmeister da Silva, destacou a participação dos docentes na construção de um ensino de línguas de excelência | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.


 


Estudantes apostam no ensino de outras línguas

 


Para o estudante Guilherme Costa, de 16 anos, que iniciou o curso de inglês recentemente, o CIL representa um passo decisivo para o futuro. “Aprender outro idioma abre portas que antes pareciam inacessíveis. O CIL oferece essa chance a quem quer ir além“. O impacto do ensino vai além da sala de aula. Pedro Fernandes, 18 anos, também aluno de inglês, destacou: “O CIL nos dá acesso a novas culturas, experiências no exterior e oportunidades que muitas vezes não teríamos.

 


O evento comemorativo reforçou que o ensino de línguas nos CILs não se limita à capacitação profissional. Ele contribui para a formação integral dos estudantes, fortalecendo a capacidade de conectar-se com ideias, culturas e pessoas, estimulando a empatia, a criatividade e o pensamento crítico.


 











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https://jornalismodigitaldf.com.br/cil-01-de-brasilia-celebra-50-anos-transformando-vidas-pelo-ensino-de-linguas-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=176818
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CIL 01 de Brasília celebra 50 anos transformando vidas pelo ensino de línguas – Secretaria de Estado de Educação

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O evento destacou o papel da instituição na ampliação de oportunidades acadêmicas, profissionais e culturais



Por João Pedro Eliseu, Ascom/SEEDF


 


A Câmara Legislativa do Distrito Federal realizará sessão solene em homenagem aos 50 anos do CIL na segunda-feira (18) |  Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.


 


Fundado em 1975, o Centro Interescolar de Línguas (CIL) 01 de Brasília é reconhecido como símbolo de excelência na oferta de ensino público de línguas estrangeiras no Distrito Federal. Nesta quinta-feira (14), a comunidade escolar, autoridades e convidados reuniram-se para celebrar os 50 anos da instituição, que, ao longo de cinco décadas, formou milhares de estudantes, ampliando horizontes de vida e criando pontes para o mundo.


 


A solenidade contou com a participação da Banda do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, que abriu o evento com a execução do Hino Nacional, e com apresentações culturais do coral da escola. Professores, estudantes e servidores foram aplaudidos pela trajetória de dedicação à educação pública e inclusiva.


 



Fundado em 1975, o CIL 1 de Brasília celebra 50 anos, formando milhares de estudantes, ampliando horizontes de vida e criando pontes para o mundo.



 


O CIL 01 é uma das 17 unidades da rede pública de ensino distribuídas por todo o DF, oferecendo cursos como Inglês, Espanhol, Francês, Japonês, Italiano, Alemão, Libras e Português para estrangeiros.


 


A diretora do CIL 01, Dóris Scolmeister, ressaltou a importância histórica da instituição. “Celebramos 50 anos de uma política que transforma vidas. Hoje, somos 17 unidades de excelência, fruto do trabalho de todos que construíram essa história”.  Os resultados são visíveis: ex-alunos do curso de alemão, por exemplo, já conquistaram oportunidades acadêmicas e profissionais na Alemanha.


 


A diretora da unidade, Dóris Scolmeister da Silva, destacou a participação dos docentes na construção de um ensino de línguas de excelência | Foto: André Amendoeira, Ascom/SEEDF.


 


Estudantes apostam no ensino de outras línguas

 


Para o estudante Guilherme Costa, de 16 anos, que iniciou o curso de inglês recentemente, o CIL representa um passo decisivo para o futuro. “Aprender outro idioma abre portas que antes pareciam inacessíveis. O CIL oferece essa chance a quem quer ir além“. O impacto do ensino vai além da sala de aula. Pedro Fernandes, 18 anos, também aluno de inglês, destacou: “O CIL nos dá acesso a novas culturas, experiências no exterior e oportunidades que muitas vezes não teríamos.

 


O evento comemorativo reforçou que o ensino de línguas nos CILs não se limita à capacitação profissional. Ele contribui para a formação integral dos estudantes, fortalecendo a capacidade de conectar-se com ideias, culturas e pessoas, estimulando a empatia, a criatividade e o pensamento crítico.


 











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Comer frutas e vegetais pode reduzir sofrimento mental, mostra estudo

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O sofrimento psíquico, um dos maiores sintomas de quadros como depressão e ansiedade, pode ser reduzido com uma dieta mais rica em vegetais e frutas. A associação foi revelada em um estudo feito por pesquisadores australianos e publicada na revista International Journal of Environmental Research and Public Health em julho.


A conclusão foi feita após a análise de dados de três pesquisas de saúde pública que somaram mais de 45 mil australianos para entender a relação entre dieta e saúde mental.



Leia também



A investigação mostrou que pessoas que comiam menos de uma porção de vegetais por dia (aproximadamente 150 gramas) apresentaram 160% vezes mais chances de relatar os sintomas em comparação às que ingeriam cinco ou mais porções (a partir de 750 gramas).


Aumentar os vegetais pode afastar o risco


Das pessoas incluídas na amostra, 5,7 mil relataram ter níveis altos ou muito altos de sofrimento psicológico. Pouco mais de 50% dos participantes consumiram as porções diárias recomendadas de frutas e apenas 7,7% deles ingeriam as cinco ou seis porções diárias de vegetais que são aconselhadas.


O benefício de uma dieta reforçada em vegetais foi ainda mais consistente entre as mulheres. “Para elas, cada porção extra de vegetais adicionada ao prato parecia reduzir o risco de sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Não ultrapassamos, porém, as cinco porções diárias de vegetais”, afirma a professora Kerri Gillespie, uma das líderes do estudo, em entrevista ao site da Universidade de Queensland.

Entre homens, o efeito positivo atingiu o pico com três ou quatro porções. A pesquisadora detalha, porém, que as mulheres também começaram com um nível de sofrimento inicial muito mais alto e que os benefícios observados podem vir deste ajuste.


Foto pirâmide alimentar nova pirâmideIlustração mostra quantas porções devem ser ingeridas na alimentação do brasileiro

Frutas ajudam, mas com limites


Para a professora Selena Bartlett, coautora do estudo, a amostra ampla do estudo reforça a relevância dos achados, embora ressalte que a correlação não significa causalidade. “Temos que ter cuidado para não confundir uma relação com uma ligação de causa e efeito. Mas, nossa pesquisa é uma oportunidade rara para pensarmos profundamente sobre como a dieta afeta nossa saúde psicológica, e acho que essa é a beleza do estudo”, afirma.


Além disso, não foi só o hábito de ingestão que mostrou correlações na dieta. Fatores como idade mais avançada, não praticar atividade física, ter ingestão frequente de álcool e fumar também foram associados a maiores índices de sofrimento psicológico na população analisada.


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https://jornalismodigitaldf.com.br/comer-frutas-e-vegetais-pode-reduzir-sofrimento-mental-mostra-estudo/?fsp_sid=176805
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Comer frutas e vegetais pode reduzir sofrimento mental, mostra estudo

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O sofrimento psíquico, um dos maiores sintomas de quadros como depressão e ansiedade, pode ser reduzido com uma dieta mais rica em vegetais e frutas. A associação foi revelada em um estudo feito por pesquisadores australianos e publicada na revista International Journal of Environmental Research and Public Health em julho.


A conclusão foi feita após a análise de dados de três pesquisas de saúde pública que somaram mais de 45 mil australianos para entender a relação entre dieta e saúde mental.



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A investigação mostrou que pessoas que comiam menos de uma porção de vegetais por dia (aproximadamente 150 gramas) apresentaram 160% vezes mais chances de relatar os sintomas em comparação às que ingeriam cinco ou mais porções (a partir de 750 gramas).


Aumentar os vegetais pode afastar o risco


Das pessoas incluídas na amostra, 5,7 mil relataram ter níveis altos ou muito altos de sofrimento psicológico. Pouco mais de 50% dos participantes consumiram as porções diárias recomendadas de frutas e apenas 7,7% deles ingeriam as cinco ou seis porções diárias de vegetais que são aconselhadas.


O benefício de uma dieta reforçada em vegetais foi ainda mais consistente entre as mulheres. “Para elas, cada porção extra de vegetais adicionada ao prato parecia reduzir o risco de sintomas de depressão, ansiedade e estresse. Não ultrapassamos, porém, as cinco porções diárias de vegetais”, afirma a professora Kerri Gillespie, uma das líderes do estudo, em entrevista ao site da Universidade de Queensland.

Entre homens, o efeito positivo atingiu o pico com três ou quatro porções. A pesquisadora detalha, porém, que as mulheres também começaram com um nível de sofrimento inicial muito mais alto e que os benefícios observados podem vir deste ajuste.


Foto pirâmide alimentar nova pirâmideIlustração mostra quantas porções devem ser ingeridas na alimentação do brasileiro

Frutas ajudam, mas com limites


Para a professora Selena Bartlett, coautora do estudo, a amostra ampla do estudo reforça a relevância dos achados, embora ressalte que a correlação não significa causalidade. “Temos que ter cuidado para não confundir uma relação com uma ligação de causa e efeito. Mas, nossa pesquisa é uma oportunidade rara para pensarmos profundamente sobre como a dieta afeta nossa saúde psicológica, e acho que essa é a beleza do estudo”, afirma.


Além disso, não foi só o hábito de ingestão que mostrou correlações na dieta. Fatores como idade mais avançada, não praticar atividade física, ter ingestão frequente de álcool e fumar também foram associados a maiores índices de sofrimento psicológico na população analisada.


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Dor insuportável: mulher espera 20 anos por laudo de endometriose

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Desde a adolescência, Lalá Mesquita, hoje com 43 anos, convivia com cólicas tão fortes que chegava a passar mais de 20 dias do mês com dor. Ela acreditava que o sofrimento fazia parte da rotina de ser mulher. As primeiras menstruações vieram acompanhadas de desconfortos intensos, dor nas pernas e um cansaço profundo.


Mãe de três filhos — Isabella, Valentina e David —, Lalá sentiu algum alívio apenas durante as gestações, quando parava de menstruar. Fora desse período, a dor se intensificava. A cada ano, o uso de analgésicos e anti-inflamatórios aumentava.


Depois da última gravidez, as crises ficaram insuportáveis: a dor começava antes do ciclo, permanecia durante todo o período menstrual e continuava mesmo depois do fim do sangramento.


“Eu achava que era só cansaço. Três filhos, noites mal dormidas, mil coisas pra dar conta. Mas tinha algo estranho naquele cansaço — ele doía”, escreveu Lalá nas redes sociais.


Além das cólicas persistentes, outros sinais começaram a surgir. Lalá sentia falhas na memória, desânimo e evitava sair de casa. Gostava de se arrumar, mas perdeu o hábito por saber que a dor acabaria impedindo seus planos.


A rotina passou a incluir compressas quentes e repouso forçado, enquanto os médicos mantinham a mesma resposta: “É normal”.


O ponto de virada veio durante um exame ginecológico de rotina, quando foi identificado um endometrioma — cisto formado por tecido endometrial no ovário. Mesmo com a evidência no laudo, o médico minimizou o achado, prescrevendo apenas anticoncepcional e antidepressivo.


Mulher rodeada por três crianças posando para foto - Metrópoles.
Na foto: Lalá Mesquita com seus filhos Isabella, Valentina, e David

Lalá saiu do consultório sem entender o que significava aquela alteração. Foi só depois de pesquisar por conta própria e conversar com uma amiga diagnosticada com endometriose que ela reconheceu os sintomas.


A partir daí, buscou um especialista e recebeu, enfim, a confirmação: endometriose profunda grau 4, estágio avançado da doença. Lalá passou por duas cirurgias para retirada dos focos, o que reduziu significativamente a dor. Embora não exista cura, o tratamento devolveu qualidade de vida à paciente. Hoje, ela sente desconforto em poucos dias do mês e com intensidade bem menor.




O que é a endometriose?



  • A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio – que reveste o útero – em outras partes do corpo, como ovários e intestino, formando lesões.

  • A doença interfere em diversos aspectos da vida da mulher, incluindo saúde mental, vida sexual, relações pessoais, trabalho e renda.

  • Entre os principais sintomas associados à endometriose estão: dismenorreia (cólica menstrual intensa), dor pélvica crônica, dispareunia (dor durante a relação sexual com penetração), infertilidade, queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico.

  • As causas da endometriose ainda não são completamente conhecidas e o diagnóstico definitivo só é possível por meio de laparoscopia.




Ela enfatiza que, apesar de sempre relatar os sintomas aos ginecologistas, o problema nunca foi investigado a fundo. “Se homens tivessem endometriose, o diagnóstico não levaria anos e provavelmente já teríamos a cura”, desabafa Lalá em uma de suas publicações.


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A endometriose é uma doença crônica do sistema reprodutor feminino. Ela surge quando o endométrio, tecido que reveste o útero por dentro, se movimenta em sentido oposto durante a menstruação e pode atingir vários locais na cavidade abdominal, como ovário, intestino e bexiga

Getty Images
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Ela afeta mulheres em idade reprodutiva e tem origem desconhecida, apesar de em alguns casos ter influência genética. Não há evidências de que a doença tenha cura, contudo, existem tratamentos envolvendo anticoncepcional ou, em casos mais sérios, cirurgias

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A endometriose é uma doença caracterizada por dores intensas durante o período menstrual, chegando a incapacitar mulheres de exercerem suas atividades habituais,. Além disso, é comum dores durante relações sexuais, dificuldade em engravidar, dor e sangramento intestinais e urinários

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Sangramento menstrual desregulado e intenso, sangramento fora do período menstrual, cansaço, fadiga e dor na base das costas ou na parte inferior do abdômen durante a menstruação podem indicar a presença da doença

Getty Images
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Os sintomas da endometriose podem iniciar dias antes da menstruação e terminar dias depois. As dores também podem variar de pessoa para pessoa, tanto em relação à intensidade quanto à frequência. Aliás, a intensidade da dor pode não estar relacionada a extensão da doença. Em outras palavras, pessoas que sentem mais dor podem ter doença menos extensa e vice versa

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O diagnóstico da doença é clínico, apesar de não ser tão simples detectá-la. Recorrer a exames de imagem é o método mais comum, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética da pelve

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É muito importante estar atenta aos sintomas e procurar com urgência um médico especialista ao suspeitar da presença da enfermidade. A demora em diagnosticar os focos da doença pode levar ao estado mais grave do quadro, quando é necessário partir para uma intervenção cirúrgica

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Outro problema ocasionado pela condição é a infertilidade feminina. Contudo, isso não quer dizer que a gravidez não seja possível. Mulheres com endometriose podem engravidar. Na verdade, tudo dependerá da extensão da doença

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Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é que cerca de 8 milhões de brasileiras sofram com essa condição de saúde

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O cuidado com a saúde agora inclui ajustes na alimentação para reduzir a inflamação, prática regular de atividade física, sessões de acupuntura e osteopatia, além de acompanhamento psicológico.


Com quase duas décadas de sofrimento até receber respostas, ela acredita que histórias como a dela evidenciam a importância da escuta e do acolhimento da dor feminina. Lalá acredita que a experiência também a motivou a compartilhar a própria história para alertar outras mulheres.


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Dor insuportável: mulher espera 20 anos por laudo de endometriose

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Desde a adolescência, Lalá Mesquita, hoje com 43 anos, convivia com cólicas tão fortes que chegava a passar mais de 20 dias do mês com dor. Ela acreditava que o sofrimento fazia parte da rotina de ser mulher. As primeiras menstruações vieram acompanhadas de desconfortos intensos, dor nas pernas e um cansaço profundo.


Mãe de três filhos — Isabella, Valentina e David —, Lalá sentiu algum alívio apenas durante as gestações, quando parava de menstruar. Fora desse período, a dor se intensificava. A cada ano, o uso de analgésicos e anti-inflamatórios aumentava.


Depois da última gravidez, as crises ficaram insuportáveis: a dor começava antes do ciclo, permanecia durante todo o período menstrual e continuava mesmo depois do fim do sangramento.


“Eu achava que era só cansaço. Três filhos, noites mal dormidas, mil coisas pra dar conta. Mas tinha algo estranho naquele cansaço — ele doía”, escreveu Lalá nas redes sociais.


Além das cólicas persistentes, outros sinais começaram a surgir. Lalá sentia falhas na memória, desânimo e evitava sair de casa. Gostava de se arrumar, mas perdeu o hábito por saber que a dor acabaria impedindo seus planos.


A rotina passou a incluir compressas quentes e repouso forçado, enquanto os médicos mantinham a mesma resposta: “É normal”.


O ponto de virada veio durante um exame ginecológico de rotina, quando foi identificado um endometrioma — cisto formado por tecido endometrial no ovário. Mesmo com a evidência no laudo, o médico minimizou o achado, prescrevendo apenas anticoncepcional e antidepressivo.


Mulher rodeada por três crianças posando para foto - Metrópoles.
Na foto: Lalá Mesquita com seus filhos Isabella, Valentina, e David

Lalá saiu do consultório sem entender o que significava aquela alteração. Foi só depois de pesquisar por conta própria e conversar com uma amiga diagnosticada com endometriose que ela reconheceu os sintomas.


A partir daí, buscou um especialista e recebeu, enfim, a confirmação: endometriose profunda grau 4, estágio avançado da doença. Lalá passou por duas cirurgias para retirada dos focos, o que reduziu significativamente a dor. Embora não exista cura, o tratamento devolveu qualidade de vida à paciente. Hoje, ela sente desconforto em poucos dias do mês e com intensidade bem menor.




O que é a endometriose?



  • A endometriose é caracterizada pelo crescimento de tecido semelhante ao endométrio – que reveste o útero – em outras partes do corpo, como ovários e intestino, formando lesões.

  • A doença interfere em diversos aspectos da vida da mulher, incluindo saúde mental, vida sexual, relações pessoais, trabalho e renda.

  • Entre os principais sintomas associados à endometriose estão: dismenorreia (cólica menstrual intensa), dor pélvica crônica, dispareunia (dor durante a relação sexual com penetração), infertilidade, queixas intestinais e urinárias com padrão cíclico.

  • As causas da endometriose ainda não são completamente conhecidas e o diagnóstico definitivo só é possível por meio de laparoscopia.




Ela enfatiza que, apesar de sempre relatar os sintomas aos ginecologistas, o problema nunca foi investigado a fundo. “Se homens tivessem endometriose, o diagnóstico não levaria anos e provavelmente já teríamos a cura”, desabafa Lalá em uma de suas publicações.


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A endometriose é uma doença crônica do sistema reprodutor feminino. Ela surge quando o endométrio, tecido que reveste o útero por dentro, se movimenta em sentido oposto durante a menstruação e pode atingir vários locais na cavidade abdominal, como ovário, intestino e bexiga

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Ela afeta mulheres em idade reprodutiva e tem origem desconhecida, apesar de em alguns casos ter influência genética. Não há evidências de que a doença tenha cura, contudo, existem tratamentos envolvendo anticoncepcional ou, em casos mais sérios, cirurgias

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A endometriose é uma doença caracterizada por dores intensas durante o período menstrual, chegando a incapacitar mulheres de exercerem suas atividades habituais,. Além disso, é comum dores durante relações sexuais, dificuldade em engravidar, dor e sangramento intestinais e urinários

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Sangramento menstrual desregulado e intenso, sangramento fora do período menstrual, cansaço, fadiga e dor na base das costas ou na parte inferior do abdômen durante a menstruação podem indicar a presença da doença

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Os sintomas da endometriose podem iniciar dias antes da menstruação e terminar dias depois. As dores também podem variar de pessoa para pessoa, tanto em relação à intensidade quanto à frequência. Aliás, a intensidade da dor pode não estar relacionada a extensão da doença. Em outras palavras, pessoas que sentem mais dor podem ter doença menos extensa e vice versa

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O diagnóstico da doença é clínico, apesar de não ser tão simples detectá-la. Recorrer a exames de imagem é o método mais comum, como a ultrassonografia transvaginal e a ressonância magnética da pelve

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É muito importante estar atenta aos sintomas e procurar com urgência um médico especialista ao suspeitar da presença da enfermidade. A demora em diagnosticar os focos da doença pode levar ao estado mais grave do quadro, quando é necessário partir para uma intervenção cirúrgica

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Outro problema ocasionado pela condição é a infertilidade feminina. Contudo, isso não quer dizer que a gravidez não seja possível. Mulheres com endometriose podem engravidar. Na verdade, tudo dependerá da extensão da doença

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Atualmente, segundo o Ministério da Saúde, a estimativa é que cerca de 8 milhões de brasileiras sofram com essa condição de saúde

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O cuidado com a saúde agora inclui ajustes na alimentação para reduzir a inflamação, prática regular de atividade física, sessões de acupuntura e osteopatia, além de acompanhamento psicológico.


Com quase duas décadas de sofrimento até receber respostas, ela acredita que histórias como a dela evidenciam a importância da escuta e do acolhimento da dor feminina. Lalá acredita que a experiência também a motivou a compartilhar a própria história para alertar outras mulheres.


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