Médicos apontam problemas de saúde comuns durante a gravidez

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A gestação é um período de muitas transformações no corpo da mulher, tanto físicas quanto hormonais e emocionais. Embora muitas dessas mudanças sejam fisiológicas, algumas condições de saúde podem surgir ou se agravar e demandar cuidado especial.



Especialistas ouvidos pelo Metrópoles listam os problemas de saúde mais comuns durante a gravidez. Confira:


1 – Pressão alta (hipertensão gestacional ou pré-eclâmpsia)


A hipertensão costuma surgir após a 28ª semana de gestação, geralmente por alterações nos vasos sanguíneos e na adaptação da placenta. Se não controlada, pode evoluir para pré-eclâmpsia ou eclâmpsia, quadro mais grave que oferece riscos à mãe e ao bebê.


“Essa condição pode ser prevenida através de medicamentos específicos e suplementação de cálcio em mulheres que tenham risco”, afirma a ginecologista e obstetra Ludmila Bercaire, que atua em São Paulo.


2 – Anemia


A necessidade de ferro aumenta na gravidez por conta do maior volume de sangue e da formação das hemácias fetais. Quando a alimentação não supre essa demanda ou há dificuldade de absorção, a gestante pode desenvolver anemia. Os principais sintomas são cansaço, palidez e falta de ar.


3 – Diabetes gestacional


Algumas mulheres desenvolvem resistência à insulina devido aos hormônios da placenta. Isso leva ao aumento da glicose no sangue, principalmente no segundo ou terceiro trimestre.


“Embora muitas vezes seja assintomática, a condição pode trazer riscos à mãe e ao bebê se não for tratada. Por isso, todas as gestantes devem ser rastreadas entre a 24ª e a 28ª semana”, orienta Ludmila.


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A diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas
A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo
Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal
A diabetes pode ser dividida em três principais tipos. A tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais
Já a diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta
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A diabetes é uma doença que tem como principal característica o aumento dos níveis de açúcar no sangue. Grave e, durante boa parte do tempo, silenciosa, ela pode afetar vários órgãos do corpo, tais como: olhos, rins, nervos e coração, quando não tratada

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A diabetes surge devido ao aumento da glicose no sangue, que é chamado de hiperglicemia. Isso ocorre como consequência de defeitos na secreção ou na ação do hormônio insulina, que é produzido no pâncreas

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A função principal da insulina é promover a entrada de glicose nas células, de forma que elas aproveitem o açúcar para as atividades celulares. A falta da insulina ou um defeito na sua ação ocasiona o acúmulo de glicose no sangue, que em circulação no organismo vai danificando os outros órgãos do corpo

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Uma das principais causas da doença é a má alimentação. Dietas ruins baseadas em alimentos industrializados e açucarados, por exemplo, podem desencadear diabetes. Além disso, a falta de exercícios físicos também contribui para o mal

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A diabetes pode ser dividida em três principais tipos. A tipo 1, em que o pâncreas para de produzir insulina, é a tipagem menos comum e surge desde o nascimento. Os portadores do tipo 1 necessitam de injeções diárias de insulina para manter a glicose no sangue em valores normais

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Já a diabetes tipo 2 é considerada a mais comum da doença. Ocorre quando o paciente desenvolve resistência à insulina ou produz quantidade insuficiente do hormônio. O tratamento inclui atividades físicas regulares e controle da dieta

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A diabetes gestacional acomete grávidas que, em geral, apresentam histórico familiar da doença. A resistência à insulina ocorre especialmente a partir do segundo trimestre e pode causar complicações para o bebê, como má formação, prematuridade, problemas respiratórios, entre outros

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Além dessas, existem ainda outras formas de desenvolver a doença, apesar de raras. Algumas delas são: devido a doenças no pâncreas, defeito genético, por doenças endócrinas ou por uso de medicamento

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É comum também a utilização do termo pré-diabetes, que indica o aumento considerável de açúcar no sangue, mas não o suficiente para diagnosticar a doença

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Os sintomas da diabetes podem variar dependendo do tipo. No entanto, de forma geral, são: sede intensa, urina em excesso e coceira no corpo. Histórico familiar e obesidade são fatores de risco

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Alguns outros sinais também podem indicar a presença da doença, como saliências ósseas nos pés e insensibilidade na região, visão embaçada, presença frequente de micoses e infecções

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O diagnóstico é feito após exames de rotina, como o teste de glicemia em jejum, que mede a quantidade de glicose no sangue. Os valores de referência são: inferior a 99 mg/dL (normal), entre 100 a 125 mg/dL (pré-diabetes), acima de 126 mg/dL (Diabetes)

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Qualquer que seja o tipo da doença, o principal tratamento é controlar os níveis de glicose. Manter uma alimentação saudável e a prática regular de exercícios ajudam a manter o peso saudável e os índices glicêmicos e de colesterol sob controle

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Quando a diabetes não é tratada devidamente, os níveis de açúcar no sangue podem ficar elevados por muito tempo e causar sérios problemas ao paciente. Algumas das complicações geradas são surdez, neuropatia, doenças cardiovasculares, retinoplastia e até mesmo depressão

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4 – Infecções urinárias


São mais frequentes durante a gestação devido à dilatação das vias urinárias e à menor motilidade da bexiga. Muitas vezes não apresentam sintomas, mas, se não tratadas, podem causar parto prematuro. “Exames regulares de urina são fundamentais para detectar essas infecções precocemente”, alerta a médica.


5 – Hemorroidas


As hemorroidas são dilatações nas veias da região anal, favorecidas por alterações hormonais, aumento do volume sanguíneo e pela pressão do útero em crescimento. Elas podem causar dor, coceira e até sangramento.


O tratamento costuma focar no alívio dos sintomas, utilizando banhos de assento morno, pomadas adequadas e, se necessário, intervenção médica.


“Para prevenir, recomenda-se uma dieta rica em fibras, boa hidratação, evitar longos períodos sentada ou em pé e praticar exercícios adequados à gestação”, explica a coloproctologista Aline Amaro, de Brasília.


6 – Fissuras anais e constipação


As fissuras são cortes na mucosa do ânus, geralmente causadas por constipação, muito comum na gravidez. A causa está relacionada à ação da progesterona, que reduz os movimentos intestinais, e ao aumento da pressão abdominal.


“O tratamento pode incluir ajustes na dieta, laxantes leves, banhos de assento mornos e pomadas cicatrizantes. Em casos mais resistentes, é fundamental consultar o médico para avaliar alternativas seguras”, afirma o coloproctologista Danilo Munhóz, da clínica DuoProcto, em Brasília.


7 – Varizes


Durante a gravidez, o aumento do volume de sangue e a compressão das veias pélvicas pelo útero favorecem o aparecimento de varizes nas pernas.


“Elas podem causar dor, inchaço e sensação de peso. Caminhadas leves, elevação das pernas e o uso de meias de compressão são medidas eficazes para aliviar os sintomas”, orienta o angiologista Rodolpho Reis.


Quando procurar ajuda médica?


É fundamental que a gestante saiba reconhecer situações que exigem atenção urgente. Segundo a ginecologista Ludmila Bercaire, os principais sinais de alerta incluem:



  • Sangramento vaginal em qualquer fase da gestação;

  • Dor abdominal intensa e persistente;

  • Contrações regulares antes das 37 semanas;

  • Ausência de movimentos fetais percebidos após a 20ª semana;

  • Sinais de infecção urinária ou sistêmica;

  • Inchaço súbito acompanhado de dor de cabeça forte ou visão embaçada;

  • Corrimento com odor fétido ou alteração de coloração.


A profissional afirma que o acompanhamento pré-natal regular, aliado à informação de qualidade, é a melhor ferramenta para prevenir e detectar precocemente qualquer alteração.


“Cada gestação é única, e embora muitas mudanças sejam naturais, é importante não ignorar os sinais do corpo. Em caso de dúvida, o melhor caminho sempre será procurar o profissional de saúde de confiança”, orienta a médica.


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FIV ajuda casal a engravidar após câncer: “Sempre sonhei em ser mãe”

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Ser mãe sempre fez parte dos planos de Lívia Souza, 36, mas um câncer de colo de útero obrigou a retirada do seu útero e ovários, impossibilitando a gestação. Anos depois, ela realizou o sonho da maternidade com a esposa Cecília Araujo, 31, por meio de fertilização in vitro.


Tudo começou no fim de 2020, ainda durante a pandemia, quando Lívia começou a apresentar hemorragias durante a menstruação. O quadro não causou tanta preocupação naquele momento, já que ela estava cuidando da mãe, que havia passado por uma cirurgia.


Em janeiro de 2021, Lívia decidiu procurar um médico. Após um exame ginecológico e biópsia, ela recebeu o diagnóstico de adenocarcinoma. “Foi um susto muito grande. Não tinha passado pela minha cabeça que poderia ser câncer porque eu não sentia dor nenhuma, o sintoma era apenas o sangramento”, conta.


Logo após o diagnóstico, Lívia conversou com um cirurgião oncológico para entender o tratamento. O tumor tinha 6 cm, e a recomendação foi uma histerectomia radical.


“Sempre tive o sonho de ser mãe. Antes mesmo de entender minha sexualidade, eu já queria passar pela gestação. Meu ginecologista disse que eu precisava decidir naquele mesmo dia se congelaria óvulos. Teria pouco tempo para fazer o estímulo hormonal antes da cirurgia que retiraria útero, ovários e colo do útero. Aquilo foi um divisor de águas. Me levou a um luto que eu não imaginava que existia”, relembra.


Ela diz que tudo aconteceu muito rápido, e as memórias daquela fase são “borrões”. Não havia muito espaço para refletir: a prioridade era combater o câncer. Além disso, o congelamento exigia um custo alto, o que também dificultava a decisão. Ainda assim, seguiu com o procedimento.



Em fevereiro de 2021, Lívia passou pela histerectomia. Exames posteriores definiram a necessidade de quimioterapia e radioterapia. Ao todo, foram cinco sessões de quimio e 25 de rádio, encerradas em junho daquele ano. “Foi muito doloroso passar por isso sem uma rede de apoio, em plena pandemia. Estava com a imunidade baixa e não podia encontrar ninguém. Foi difícil”, desabafa.


Desde então, não houve sinais da doença. Agora, em 2025, Lívia celebra quatro anos em remissão.


Uma nova página


Cerca de um ano após o diagnóstico, ela conheceu Cecília. O encontro foi no Rio de Janeiro, cidade natal de Lívia e onde Cecília vive há uma década. “Nos conhecemos pouco antes do Carnaval e, desde então, não nos largamos mais”, conta.


Ainda em 2022, elas se casaram em uma cerimônia com amigos e familiares. Rapidamente, começaram a conversar sobre a possibilidade de ter filhos.


“Ela sempre soube do meu desejo de ser mãe, e também queria, mas nunca pensou em gestar. Mesmo sabendo de outras formas de ter filhos, queríamos algo que envolvesse nós duas no processo. Então, decidimos que ela seria a mãe gestante”, conta Lívia.


O ginecologista e obstetra Ricardo Nascimento, da Associação Brasileira de Reprodução Assistida (SBRA), explica que gestações por reprodução assistida, independente do tipo de casal, não costumam ser classificadas como de alto risco, mas demandam um acompanhamento mais próximo.


“É uma gestação altamente valorizada, o que exige um olhar atento do obstetra. O ideal é que o pré-natal seja conduzido por uma equipe experiente, preferencialmente multidisciplinar, que possa oferecer acolhimento físico e emocional”, afirma.


Após duas tentativas de fertilização in vitro (FIV) sem sucesso, Lívia e Cecília optaram por realizar a análise embrionária, técnica que avalia geneticamente os embriões antes da transferência, com o objetivo de aumentar as chances de sucesso.


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O congelamento de óvulos permite que mulheres engravidem mais tarde
STJ decidiu que planos de saúde não são obrigados a custear fertilização in vitro
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A fertilização in vitro (FIV) é a técnica mais popular de reprodução assistida

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O congelamento de óvulos permite que mulheres engravidem mais tarde

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STJ decidiu que planos de saúde não são obrigados a custear fertilização in vitro

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De acordo com Ricardo, a análise, também chamada de biópsia embrionária, é indicada em casos como falhas em tratamentos anteriores, histórico de abortos recorrentes ou doenças genéticas familiares.


“Embora a seleção de embriões geneticamente normais possa, teoricamente, melhorar as chances de implantação, o principal objetivo da análise deve ser diagnóstico genético. O aumento nas taxas de gravidez ainda não é estatisticamente significativo”, explica. Ele destaca ainda que o exame não detecta condições como autismo, apenas alterações cromossômicas ou síndromes genéticas.


Foi após essa etapa que veio o positivo. “Lembro de cada detalhe. Estava no trabalho quando a Cecília me ligou, nervosa, dizendo que tinha feito o teste de farmácia antes da hora. Eu briguei com ela, pedi para esperar. Mas, quando abri a caixinha e vi as duas listras, só consegui chorar”, diz Lívia.


Elas decidiram não saber qual dos óvulos havia sido fecundado. “Somos um casal de duas mães, uma gestante e uma não gestante. A origem biológica não importa. O filho é nosso”, afirma.


Vínculo além da gestação


Enquanto acompanha a gestação de Cecília, que está na 24ª semana, Lívia se prepara para outro marco: ela está passando por um protocolo de indução à lactação para também poder amamentar o bebê, que se chamará Matteo.


“Amamentar vai me permitir criar um vínculo ainda mais forte com o Matteo, tão grande quanto gestar. Quero compartilhar com ele momentos inesquecíveis e vivenciar essa experiência única no contexto da dupla maternidade”, finaliza Lívia.


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Diástase abdominal: o que causa mudança após a gravidez e como tratar

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Bianca Andrade, Giovanna Ewbank e Viih Tube são algumas das celebridades que enfrentam a diástase, caracterizada pela separação dos músculos retos abdominais. Muito comum após a gravidez, trata-se de um incômodo comum entre as mulheres e, embora esteja relacionada com a gestação, a via de parto não tem relação com o problema.


“A diástase ocorre principalmente pela distensão da musculatura abdominal, devido à própria gravidez. Apesar de o ganho de peso excessivo ser um fator de risco, a diástase também pode ocorrer em mulheres com peso saudável durante a gestação, pois está relacionada à distensão do reto abdominal. Fatores como genética, idade, número de gestações e estrutura corporal também influenciam”, explica o ginecologista e obstetra Nélio Veiga Júnior, mestre e doutor em Tocoginecologia pela Faculdade de Ciências Médicas da Universidade Estadual de Campinas (FCM/Unicamp).


Confira a reportagem completa no NSC Total, parceiro do Metrópoles.


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Outono: entenda por que estação exige atenção com a saúde ocular

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O outono exige atenção redobrada com os olhos para evitar o risco de contrair doenças comuns desta época, já que as baixas temperaturas, o clima seco e o aumento dos ventos podem potencializar problemas ligados à saúde ocular, como alergias e infecções.


“Com a chegada do clima mais ameno, os ambientes ficam menos arejados e passam a concentrar mais mofo e pó, agentes que contribuem para problemas oculares”, explica o oftalmologista Henrique Rocha, presidente da Sociedade Goiana de Oftalmologia (SGO).



De acordo com o especialista, conjuntivite, alergias oculares e síndrome do olho seco são as doenças que mais costumam afetar os olhos nesta estação do ano. Para que você possa ficar atento à saúde ocular, o oftalmologista explicou um pouco sobre cada uma delas:


Quais doenças afetam a saúde ocular no outono?


1. Conjuntivite


Conhecida pela sua alta taxa de contágio e o grande incômodo, entre suas causas estão vírus, bactérias, fungos ou alergias, mas esta última não é contagiosa. Entre os sintomas mais comuns, estão lacrimejamento, olho vermelho, coceira, sensação de areia ou o corpo estranho no olho, ardor e secreção.


“É importante diagnosticar qual o tipo de conjuntivite para conduzir o tratamento. Para tratar a bacteriana, normalmente são usadas medicações como colírios com antibióticos. Para o tipo viral, a recomendação costuma ser sempre estar atento à higiene dos olhos, uma vez que não há medicamentos específicos para esse caso”, destaca o especialista.


Leia a reportagem completa no Alto Astral, parceiro do Metrópoles.


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Covid em 2025: veja as novas cepas e quais são os sintomas mais comuns

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Com a aproximação do período de inverno e a queda nas temperaturas, as infecções respiratórias voltam a circular pelo Brasil, entre elas a Covid-19. A doença que causou a pandemia há cinco anos permanece, ao lado da gripe, como uma das maiores causas de hospitalizações por problemas respiratórios no país. Por isso, é preciso saber o que há de novo na doença e como se prevenir.


Do início de 2025 até 26 de abril, 182 mil pessoas foram diagnosticadas no Brasil com Covid-19. A doença levou a 1.478 mortes. Embora São Paulo tenha a maior quantidade de casos, quando se olha a proporção de pessoas doentes, as maiores taxas de incidência nas últimas semanas foram registradas em Roraima, Acre, Tocantins, Distrito Federal e Goiás.



Variante JN.1 lidera casos, mas pode ser substituída


Dados da Rede Nacional de Vigilância Genômica apontam que foram feitos 1.710 sequenciamentos genéticos de SARS-CoV-2 neste ano. A variante de interesse global JN.1, também conhecida como Pirola, representa 36% dos casos. Entretanto, a variante LP.8.1 também foi responsável por uma grande proporção de casos, 30%.


Infectologistas alertam que a LP.8.1 caminha para se tornar a variante de interesse global na próxima reunião do Grupo Consultivo Técnico sobre Composição da Vacina contra a Covid (TAG-CO-VAC), que deve ocorrer ainda neste mês. Em algumas semanas de fevereiro deste ano, a LP.8.1 chegou a liderar os casos.


A LP.8.1 se desenvolveu a partir da JN.1 e em janeiro, a Organização Mundial da Saúde (OMS) a classificou como variante sob monitoramento, devido à sua rápida disseminação.


Sintomas mudam com mutações do vírus


Os sinais originais da Covid-19, como perda de olfato, mudaram muito desde o início do perído pandêmico. Atualmente, os sintomas mais comuns são muito semelhantes com os de uma gripe: coriza, tosse e dores de cabeça e garganta lideram a lista de relatos dos pacientes.


A principal diferença para a gripe é que a presença de febre, em casos leves de Covid-19, é rara. Pessoas infectadas com variantes derivadas da JN.1 também têm relatado entre os principais sintomas a insônia e uma sensação de preocupação e ansiedade.


“Para diferenciar a Covid-19 de outras doenças, observamos que há o aparecimento de quadro inflamatório da garganta, evoluindo para tosse seca, seguida de espirros, coriza, mal-estar e ansiedade, bem como fraqueza. Também há diminuição do olfato e paladar”, afirma a pneumologista Maria Vera Cruz, do Hospital do Servidor Público Estadual, de São Paulo.


Entre os principais sinais clínicos atuais, os profissionais de saúde observam coriza em 31,1% dos casos e tosse em 22,9%. Dor muscular, fraqueza e dores na cabeça ou garganta também permanecem entre os sintomas predominantes em atendimentos.


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O coronavírus, responsável pela Covid-19, ainda circula, apesar de ter menor intensidade

Nova composição das vacinas em 2025


A OMS atualizou a composição das vacinas em abril de 2024, indicando o uso de imunizantes com antígeno da variante JN.1. Na compra mais recente do Ministério da Saúde, em 1º/5, foram adquiridos pelo Brasil pela primeira vez os imunizantes mais atualizados.


“É preciso manter todas as vacinas em dia, mas neste período de inverno nossa atenção é especial para imunizantes contra gripe e a Covid-19. Quem puder, deve se imunizar. A vacinação não só protege o indivíduo, mas também contribui para a saúde coletiva, reduzindo o risco de surtos”, ressalta o professor de infectologia Estélio Henrique Martin Dantas, da Universidade Tiradentes (Unit).


Para adultos, a vacinação recomendada é de três doses. Para quem não completou o esquema no período da pandemia, porém, não há previsão de recebimento de novas doses pelo SUS para além dos grupos prioritários. O imunizante tampouco está na rede privada.


Atualmente, a vacinação de rotina ocorre apenas em crianças com mais de 6 meses e menos de 5 anos, grávidas e idosos. Nas pessoas com 60 anos ou mais, é preciso fazer uma dose de reforço a cada seis meses, somando duas doses ao ano.


Pessoas imunocomprometidas, com comorbidades crônicas, indígenas, quilombolas e trabalhadores da saúde estão na lista de pessoas que devem receber uma dose do imunizante ao ano. A estratégia ideal inclui a vacinação contra Covid-19 e gripe de forma combinada. A aplicação simultânea já é adotada em diversos estados, visando reforçar a imunidade populacional antes do pico sazonal de infecções.


Prevenção segue como medida chave


Mesmo com avanços na imunização, medidas de prevenção seguem recomendadas. A infectologista Juliana Oliveira da Silva, do Hcor, orienta a manter cuidados básicos que foram aprendidos no período da pandemia.


“Infelizmente, a Covid-19 veio para ficar e é necessário que as pessoas continuem tomando o mesmo cuidado de antes. Evitar aglomerações, lavar bem as mãos, higienizar os locais de contato, cobrir o nariz e boca ao espirrar ou tossir e, principalmente, usar máscara, caso sinta algum sintoma gripal, são os primeiros passos para frear essa nova onda de infecções”, conclui ela.


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Alunos da rede pública vivem experiência com atletas profissionais da ginástica artística – Secretaria de Estado de Educação

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Estudantes-atletas dos Centros de Iniciação Desportiva acompanharam treino de alto nível na capital



Por Andressa Rios, Ascom/SEEDF


 


Estudantes-atletas do Centro de Iniciação Desportiva do Guará se emocionaram ao posar junto à atleta da Seleção Brasileira de Ginástica Artística, Júlia Soares | Foto: Divulgação.


 


Estudantes da rede pública de ensino do Distrito Federal acompanharam, nesta quarta-feira (7), o treino de atletas profissionais para a disputa do Troféu Brasil de Ginástica Artística, que acontecerá no próximo domingo (11), no ginásio Nilson Nelson. Alunos e atletas dos Centros de Iniciação Desportiva (CIDs) de Taguatinga e do Guará foram surpreendidos com um passeio que os levaria direto aos atletas profissionais da categoria, como a medalhista olímpica nos Jogos de Paris de 2024, Júlia Soares.


 


Impressionadas com a possibilidade de ver de perto grandes ídolos, cerca de 600 estudantes-atletas vieram de vários cantos do DF para acompanhar um dia de treinamento profissional dos competidores da ginástica. A gerente de Desportos da Secretaria de Estado de Educação do DF (SEEDF), Iara Neves, destacou a importância da experiência para os estudantes.


 


Para nós, ver alunos que praticam aula no CID participando e vendo grandes nomes do esporte é uma coroação do nosso trabalho. Nós precisamos ter um espelho, né? E muitas vezes, esses jovens têm um espelho atrás da tela do celular, pelas redes sociais. Agora, ver ao vivo a coisa acontecendo, de verdade, é muito diferente e inspirador”, ressaltou.


 


Presente também no evento, a coordenadora da Regional de Ensino do Guará, Karine Rodrigues, falou sobre as novidades que a Regional prepara para os estudantes. “A primeira surpresa para as estudantes será quando chegarem ao Ginásio e verem as atletas treinando, interagindo com elas. A segunda surpresa é que nós estamos realizando a revitalização do espaço físico do Centro de Iniciação Desportiva do Guará, além dos aparelhos esportivos, estamos providenciando mais materiais também”.


Emoção

 


As pequenas atletas de ginástica artística: Mariana Bezerra, de 12 anos, do CEF 01 do Guará, Mariana Guimarães, de 10 anos, da Escola Classe 05 do Guará, e Maísa Cândido, de 13 anos, do CEF 08 do Guará (da esquerda para a direita) | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF. 


 


Durante o treinamento das atletas profissionais, a medalhista olímpica Júlia Soares interagiu com os estudantes, tirou fotos, recebeu cartinhas e agradeceu a presença de todos os alunos da rede pública. Uma delas é a Maísa Cândido, de 13 anos, estudante do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 08 do Guará e atleta apaixonada por ginástica artística.


 


Emocionada, a estudante contou que treina há cerca de um ano e meio, três vezes na semana. Maísa explica como nasceu a paixão pela ginástica artística. “O que me incentivou de verdade foi a minha prima, ela começou a fazer ginástica rítmica, aí eu comecei a pesquisar e sempre gostei muito de competir, então eu vi a ginástica artística e me apaixonei”.


 


Aos prantos com a surpresa de ver de perto uma ídola, ela desabafou “meu coração fica disparado, porque é muito boa a sensação, sabe? Eu gosto de verdade. Meu maior sonho é participar das Olimpíadas!”


 


Os estudantes da EC 01 de Taguatinga celebram o momento junto com o atleta Leonardo Souza | Foto: Ricardo Costa, SEEDF.


Outra unidade escolar prestigiada no evento e com bastante estudantes-atletas na modalidade foi a Escola Classe (EC) 01 de Taguatinga, que se juntou ao atleta Leonardo Souza, ex-integrante da Seleção Brasileira Masculina de Ginástica Artística. Ele também treinou no CID da escola e é uma inspiração para os estudantes até hoje.


Como funciona o Centro de Iniciação Desportiva?

 


O programa do Centro de Iniciação Desportiva (CID) funciona como uma política pública voltada para a democratização da prática esportiva, especialmente para estudantes matriculados na rede pública de ensino do Distrito Federal, oferecendo turmas de iniciação e aperfeiçoamento em diversas modalidades esportivas, como atletismo, basquetebol, badminton, capoeira, ginásticas, handebol, judô, luta olímpica, natação, entre outras, além de envolver os estudantes em festivais, torneios e competições.


 


Apesar do programa ser voltado prioritariamente para alunos da rede pública, há a possibilidade de atender estudantes da comunidade fora da rede pública, desde que essa demanda seja antecipadamente encaminhada e autorizada pelos setores de nível regional e central da Secretaria. Os Centros de treinamento estão localizados em Brazlândia, Ceilândia, Gama, Guará, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho e Taguatinga.


 


A participação é gratuita, não havendo custos associados para os estudantes que desejam se inscrever e participar das atividades. Dessa forma, é possível garantir que todos os estudantes, independentemente de sua condição socioeconômica, tenham acesso às práticas esportivas e à participação em competições. Isso inclui a oferta de atendimento especializado para estudantes com deficiência também, assegurando que todos possam participar integralmente das atividades desenvolvidas pela SEEDF.


Professores gabaritados

 


Com o intuito de proporcionar acesso à prática esportiva e à participação em competições, o CID identifica e promove talentos esportivos entre os estudantes. Mais do que isso, o programa promove talentos entre os treinadores também. “Nós temos professores extremamente gabaritados, que são árbitros internacionais na modalidade que eles dão aula, temos também professores que são treinadores de equipes paralímpicas. Nosso corpo técnico é excelente”, ressalta a gerente de Desportos da SEEDF, Iara Neves.


 



O treinador, Bruno Ângelo Silva, professor da Secretaria de Estado de Educação há mais de 25 anos, menciona que já está à frente do CID do Guará há 18 anos e que cerca de 260 crianças participam do programa onde ele comanda os treinos. Bruno acredita no potencial das jovens atletas e as incentiva.


 


No caso de ginástica artística, introduzir para elas a prática da atividade física é muito importante, e a partir do momento que a gente vê que a criança tem condições de alçar voos mais altos, a gente consegue encaminhar para algumas academias de Brasília, equipes que têm condições de fornecer para elas um apoio maior”.


 


Treinamento Trófeu Brasil de ginástica








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Xadrez: entenda como a nutrição auxilia atletas de esporte mental

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Ao acompanhar disputas de esportes mentais, como o xadrez, muitas pessoas acreditam que a exigência física dos atletas é pequena: é só sentar e jogar. Apesar de ser silencioso, o esforço das modalidades é imenso. Nas competições, o cérebro dos atletas trabalha no limite por horas, exigindo concentração, memória e raciocínio lógico em alta performance — e isso queima muitas calorias.


Assim como nos esportes de alto rendimento, além dos treinos, um dos aspectos mais importantes para um bom desempenho é a alimentação. Mesmo sendo negligenciada em algumas situações, uma rotina alimentar saudável pode ser um grande diferencial para se destacar nas horas decisivas.


“A alimentação tem impacto direto nas funções cognitivas. Nutrientes adequados garantem energia para o cérebro, melhoram a concentração, a memória e o tempo de reação — aspectos fundamentais em esportes mentais como o xadrez. Além disso, a falta de alimentação adequada pode causar estresse, irritabilidade e desatenção, comprometendo o desempenho durante partidas longas ou de alta exigência mental”, explica o nutricionista Guilherme Lopes, do grupo Mantevida, em Brasília.



Dietas ricas em carboidratos simples, como açúcares refinados, podem causar hiperexcitação e dificuldade de foco e concentração. Por outro lado, baixos níveis de glicose no sangue também comprometem o desempenho cognitivo.


“O ideal é manter o equilíbrio glicêmico, consumindo carboidratos complexos e ricos em fibras, provenientes principalmente de alimentos naturais”, complementa o professor de nutrição Guilherme Falcão Mendes, da Universidade Católica de Brasília.




Veja as substâncias que ajudam o cérebro e em quais alimentos elas estão presentes



  • Ômega-3: salmão, sardinha, chia, linhaça.

  • Vitaminas do complexo B: ovos, folhas verdes, cereais.

  • Antioxidantes: frutas vermelhas, cacau, vegetais verdes escuros.

  • Triptofano e magnésio: banana, castanhas, aveia.




O que evitar antes de uma partida de xadrez


Refeições pesadas, como comidas processadas ou com excesso de açúcar, antes de disputas podem prejudicar o desempenho esportivo durante as partidas. O consumo de alimentos gordurosos demanda um maior fluxo sanguíneo para o sistema digestivo, competindo com outras necessidades do cérebro. O sangue se alcaliniza levemente e provoca sensação de relaxamento e sonolência.


Imagem colorida de homem jogando xadrez - Metrópoles
Assim como nos de alto rendimento, a nutrição também é essencial em esportes mentais, como o xadrez

“Grandes quantidades de cafeína também devem ser usadas com moderação, já que podem gerar ansiedade ou prejudicar o foco se consumidas em excesso”, ressalta Lopes.


Além disso, a hidratação cumpre papel essencial na performance cognitiva. A recomendação é ingerir ao menos 35 ml de água por quilo de peso corporal diariamente. No entanto, em duelos de xadrez, é importante tomar cuidado com a quantidade de líquido ingerido.


“Como não há esforço físico intenso nem muita sudorese, não é necessário um grande volume de líquidos, até porque a vontade frequente de urinar pode atrapalhar o rendimento. No entanto, é essencial estar hidratado antes e durante a competição, mantendo sempre água por perto”, afirma Falcão.


Suplementação também pode ajudar?


Alguns suplementos podem ser úteis, desde que utilizados com orientação profissional. Por exemplo, a cafeína tem efeito agudo e pode aumentar a velocidade de raciocínio e o estado de alerta, porém, em algumas pessoas, causa ansiedade, sudorese e perda de foco. Em cápsulas, o ômega-3 também pode ajudar a melhorar a cognição.


As vitaminas do complexo B ajudam no metabolismo cerebral. Uma outra alternativa é a glutamina, que apesar de estar ligada à melhora da saúde intestinal, também atua indiretamente no desempenho mental ao reduzir a entrada de substâncias inflamatórias e promover uma melhor absorção de nutrientes.


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Estudantes do Guará aprendem sobre ciência e tecnologia com autonomia e mão na massa – Secretaria de Estado de Educação

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Programa Steam Maker, presente em 16 escolas públicas, ensina princípios fundamentais de elétrica e robótica



Por Catarina Loiola, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira


 


Antes de participar do programa Steam Maker, a estudante Ana Beatriz Santos, 13 anos, não imaginava que o universo da ciência e tecnologia era tão interessante. Com a chegada da iniciativa ao Centro de Ensino Fundamental (CEF) 1 do Guará, os horizontes de Ana e de outros estudantes foram ampliados. “Estou aprendendo muitas coisas, como ligar tomadas e caixas de som, consertar turbinas de computador, fazer desenhos de robótica. E quando a gente erra, alguém ajuda. Acho isso muito legal ”, conta, empolgada.


 


A realização da iniciativa é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Educação (SEEDF), a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), com apoio da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP)| Fotos: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília


 


Presente em 16 escolas públicas, a iniciativa integra as áreas de ciências, tecnologia, engenharia, artes e matemática (Steam) com a cultura do “faça você mesmo” (maker), desenvolvendo habilidades cruciais como pensamento crítico, resolução de problemas, trabalho em equipe e criatividade. A realização é fruto de uma parceria entre a Secretaria de Educação (SEEDF), a Fundação de Apoio à Pesquisa (FAPDF) e o Instituto Conhecer Brasil (ICB), com apoio da Escola do Futuro da Universidade de São Paulo (USP).


 


Trabalhar a tecnologia de forma correta e significativa é essencial na formação dos nossos estudantes”, enfatiza a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá. “No CEF 1 do Guará, esse projeto, conduzido com dedicação, mostra como é possível estimular o protagonismo juvenil por meio da experimentação, da criatividade e do uso responsável das ferramentas tecnológicas. É inspirador ver nossos alunos ganhando autonomia, resolvendo problemas reais e, inclusive, contribuindo com a própria escola. Isso é educação com propósito.”


Inovação e autonomia

Antes de participar do programa Steam Maker, a estudante Ana Beatriz Santos, 13 anos, não imaginava que o universo da ciência e tecnologia era tão interessante


 


No CEF 1 do Guará, as atividades são conduzidas pelo professor João Gomes Ferreira, que destaca o uso do método construtivista para estimular o raciocínio lógico e a autonomia dos discentes. “Eles são os fazedores do conhecimento. A gente mostra o caminho e as ferramentas, para que eles juntem as peças e construam soluções”, explica. “Quando saírem deste curso, já terão noções de eletrônica, informática, mecânica, mecatrônica. A ideia é plantar essa semente para que saiam daqui e pensem: ‘gostei disso, quero seguir nessa área‘”.


 


Segundo a vice-diretora do CEF 1 do Guará, Andreia Sales, atualmente são atendidos cerca de 100 estudantes no programa. Os encontros são semanais, com duração média de 3h. “O Steam Maker traz recursos que auxiliam habilidades que os estudantes têm, mas que podem não ser alcançadas pela escola, que não tem como promover esse tipo de atividade. O projeto cede os materiais, que são individuais, para que os alunos tenham a oportunidade de se familiarizar com a organização de projetos de robótica, com a informática e outros recursos tecnológicos”, afirma.


 



A vice-diretora acredita que a adesão dos alunos deriva da curiosidade sobre temas que não são abordados profundamente em sala de aula: “Muitos acham os temas interessantes e estão distantes do tema, mesmo vendo muitos vídeos no Youtube, pesquisando por conta própria. A partir do momento em que oferecemos o projeto, muitos gostaram, e hoje temos lista de espera para uma segunda etapa no segundo semestre”.


 


Aprender sobre ciência e tecnologia com a mão na massa é tão proveitoso que a estudante Sophia Vieira, 13, confessa que, às vezes, dá uma espiadinha no encontro de outras turmas. “Gosto de ver o que estão fazendo, até para saber o que vamos fazer na minha aula. Dá vontade de ficar aqui o tempo todo”, conta. O novo conhecimento também conquistou o estudante Mateus Constantino, 14. Junto aos colegas, ele está na fase inicial dos conceitos, aprendendo o básico da área, mas já sonha grande. “Quero criar um robô grande, que ande e que seja capaz de fazer muitas coisas”, revela.








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Reabilitação online reduz sequelas de Covid longa, diz médico no Sarah

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Mesmo anos após se recuperarem da fase aguda da Covid-19, muitos pacientes continuam enfrentando sintomas da chamada Covid longa. Entre os mais comuns estão a fadiga persistente e dificuldades cognitivas, como lapsos de memória, déficit de atenção e lentidão para processar informações.


Um estudo apresentado nesta sexta-feira (9/5) durante o 1º Congresso Latino-Americano da Federação Mundial de Neurorreabilitação (WFNR), no Hospital Sarah, em Brasília, mostra que essas sequelas podem ser reduzidas com a ajuda de um programa de reabilitação feito inteiramente pela internet.


O neurologista Josep Vendrell, do Hospital de Santa Creu i Sant Pau, em Barcelona, na Espanha, apresentou os resultados do projeto, que avaliou pacientes com queixas cognitivas após a Covid-19.


“Ainda não entendemos completamente os mecanismos envolvidos nessas sequelas, mas temos visto que intervenções digitais bem planejadas podem promover melhorias importantes”, afirmou o médico durante a palestra.


Reabilitação pela internet


Entre maio e dezembro de 2024, 81 pacientes procuraram o hospital com sintomas relacionados à Covid longa. Após um processo de triagem, 42 seguiram com o tratamento até o fim. A média de idade era de 50 anos, e a maioria dos participantes era mulher.


Todos usaram uma plataforma de reabilitação cognitiva desenvolvida no centro médico, com exercícios voltados para funções como memória, atenção, linguagem, leitura e raciocínio.



O sistema se adapta ao desempenho do paciente, ajustando automaticamente a dificuldade dos exercícios. Em um dos casos apresentados, uma mulher de 47 anos usou a plataforma por cerca de dois meses, em sessões curtas de aproximadamente dez minutos por dia. Com o tempo, conseguiu avançar em atividades que antes exigiam múltiplas tentativas.


Um dos exercícios consistia em visualizar imagens por poucos segundos e, depois, escolher a correta entre várias opções. “A velocidade de apresentação das informações foi ajustada de forma gradual, até que a paciente conseguisse processar as imagens em 100 milissegundos por palavra”, relatou o neurologista.


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Apesar dos resultados, Vendrell reconhece que ainda leva tempo até que o progresso se reflita na rotina dos pacientes.
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Josep Vendrell explica que reabilitação é feita com exercícios on-line

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo
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Apesar dos resultados, Vendrell reconhece que ainda leva tempo até que o progresso se reflita na rotina dos pacientes.

KEBEC NOGUEIRA/METRÓPOLES @kebecfotografo

Tecnologia como aliada


O programa foi inicialmente desenvolvido para reabilitação em casos de AVC, esquizofrenia, Alzheimer e outras doenças neurológicas. Com a chegada da pandemia, a equipe adaptou o sistema para atender pacientes com sequelas da Covid longa.


“No início, estávamos focados apenas nas queixas de memória e atenção. Depois, percebemos que a fadiga também interferia no desempenho. Tivemos até que contar com a ajuda de um cardiologista para entender melhor o sintoma”, contou Vendrell.


Uma das pacientes atendidas contou que não sentia fadiga ao caminhar ou conversar, mas ficava extremamente cansada ao tentar fazer as duas coisas ao mesmo tempo. Outra disse que, antes, lia um livro por mês, mas agora perde o fio da história já nas primeiras páginas.


Apesar dos bons resultados, Vendrell reconhece que ainda há um longo caminho até que os ganhos no ambiente virtual se traduzam em melhorias concretas no dia a dia dos pacientes.


“Não falamos em cura, mas em melhora da função cognitiva, o que já impacta diretamente na qualidade de vida. Em tempos de tecnologia, é importante voltar a um princípio clássico da medicina: sentar-se, observar e escutar o paciente”, afirmou.


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