Petrobras e funcionários vivem “crise do teletrabalho”. Entenda

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O recente anúncio da Petrobras sobre o aumento da carga de trabalho presencial provocou uma crise com os funcionários, após um comunicado informar a redução de dias em home office dos empregados da petroleira.


Para resolver as rusgas, a Petrobras e a Federação Única dos Petroleiros (FUP) se reúnem na manhã desta sexta-feira (7/2) para tratar das mudanças feitas na carga de teletrabalho da companhia.




A crise da redução do teletrabalho na Petrobras



  • Em 9 de janeiro, a diretoria da Petrobras informou que aumentaria a escala de trabalho presencial de dois para três, com exceção para pessoas com deficiência (PCDs) e pais de PCDs. Assim, os dias de teletrabalho seriam reduzidos de três para dois.

  • Embora tenha sido alvo de críticas, a companhia afirmou que essa carga tem sido seguida por gerentes desde setembro de 2024.

  • O plano da Petrobras era que a medida passasse a valer a partir de 7 de abril para empregados sem função gratificada e em 10 de março para funcionários com funções.

  • A alteração na carga de trabalho, considerada uma “decisão unilateral”, desagradou os funcionários da companhia.

  • Em reação à mudança da Petrobras e ao adiamento da primeira reunião, a FUP instaurou “estado de greve”.




Reunião ocorre após ser adiada


A reunião desta sexta está prevista para as 10h e ocorre quase uma semana após ter sido adiada pela própria petroleira.


1 de 8Aline Massuca/ Metrópoles
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Em julho, a Petrobrás anunciou seu último aumento no preço dos combustíveis

Aline Massuca/Metrópoles
3 de 8Igo Estrela/Metrópoles
4 de 8Gustavo Moreno/Metrópoles
5 de 8Gustavo Moreno/Metrópoles
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Terminal terrestre da Petrobras em Brasília que armazena derivados do petróleo

Igo Estrela/Metrópoles
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Magda Chambriard

Rafael Pereira/Agência Petrobras
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A presidente da Petrobras, Magda Chambriard

Rafael Pereira/Agência Petrobras

A Petrobras alegou que precisou cancelar a roda de conversas com a FUP devido ao “impacto” da manifestação realizada em frente ao Edifício Senado (Edisen) – atual sede da empresa, no Rio de Janeiro —, local do encontro.


A FUP repudiou a ação e afirmou que a companhia deveria “respeitar a interlocução e a negociação coletiva, e não aumentar ainda mais o impasse que a gestão criou ao alterar de forma unilateral a escala do teletrabalho”.



Logo depois do adiamento da reunião, o movimento sindical petroleiro aprovou um “estado de greve”.


“Manter a mobilização da categoria é fundamental, para que possamos conquistar avanços nas negociações e garantir regras coletivas justas para o teletrabalho, sem retrocessos”, reforça Cibele Vieira, diretora da FUP.


O movimento defende que as regras do teletrabalho sejam estabelecidas por meio de negociações coletivas com os sindicatos, para garantir o respeito dos direitos dos trabalhadores e o diálogo aberto sobre as condições de trabalho na Petrobras.


Além disso, a carreira petroleira pede a inclusão de uma cláusula do Acordo Coletivo de Trabalho (ACT).






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https://jornalismodigitaldf.com.br/petrobras-e-funcionarios-vivem-crise-do-teletrabalho-entenda/?fsp_sid=106782
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Bando de investigador movimentou R$ 81 milhões em negócios do tráfico

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São Paulo – O investigador-chefe do 77º DP (Santa Cecília), delegacia situada nas proximidades do centro de São Paulo, é acusado pelo Ministério Público paulista (MPSP) e pela Corregedoria da Polícia Civil comandar um bando criminoso que movimentou R$ 81 milhões. E, somando-se a movimentação de outros suspeitos ligados a ele, o valor cresce ainda mais e chega a R$ 123 milhões segundo a investigação.


Gimenez, é classificado como “um traficante internacional infiltrado na Polícia Civil“, conforme consta em trecho da denúncia, recebida pelo  Metrópoles, é apontado como líder de uma quadrilha envolvida com o desvio e venda de cargas de cocaína e maconha. No documento, ele é também mencionado que o policial foi investigado “várias vezes”. Porém, “sempre conseguia uma maneira de se safar”.


Desde 2021, a Corregedoria acompanha as ações do policial e de outros membros da instituição ligados a ele, além de familiares e parceiros de crime do agente. Com base nas investigações do órgão fiscalizador, reforçadas por denúncia do MPSP, um esquema sofisticado de desvio de cargas milionárias de drogas foi esmiuçado, o qual usava a estrutura da Polícia Civil para ser executado.



Junto com Cléber Rodrigues Gimenez, também foram presos, no último dia 23 janeiro, os investigadores Gustavo Cardoso de Souza, 38, e Thiago Gonçalves de Oliveira, 35 — subordinados dele no 77º DP (Santa Cecília) — além do empresário do ramo da construção Maxwell Pereira da Silva, 30, e Matheus Cauê Mendes Parro, 27. As defesas dos acusados não foram localizadas. O espaço segue aberto para manifestações.


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Cargas de drogas eram apreendidas e trocadas por talco ou gesso

Reprodução/Polícia Civil
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Policial foi preso sob a suspeita de chefiar esquema criminoso

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Cleber Rodrigos Gimenez, chefe de investigação da Polícia Civil de SP

Reprodução/Polícia Civil
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Cléber Rodrigues Gimenez

Reprodução/Polícia Civil
5 de 5Reprodução/Polícia Civil

A denúncia anexada a documento do MPSP explica como o chefe de investigação, cujo salário líquido na polícia é de R$ 8 mil, mantinha o negócio de drogas — com o qual movimentou R$ 81 milhões, somente por uma de suas empresas, durante cinco anos.


O esquema


O registro da Promotoria mostra que Cléber Rodrigues Gimenez contava com um “comprador” de drogas, de origem colombiana, que negociava cargas de cocaína e maconha oriundas de outras estados. Um local para a entrega da encomenda ilegal era combinado, em São Paulo. Então, “gansos” ligados ao investigador-chefe passavam-se por policiais e apreendiam as cargas.


“Gansos” são pessoas utilizadas há décadas por policiais civis como informante, mas que também ajudam agentes corruptos na prática de crimes, além de servir como agentes duplos, repassando informações sobre criminosos para equipes de investigação – que, muitas vezes, se valem disso para extorquir quadrilhas.


O chefe de investigações também contava com uma rede de contatos, em outros estados, como o Mato Grosso do Sul, os quais detalhavam as características dos veículos com as cargas, além dos locais por onde trafegariam com a droga.


Galpão no Bom Retiro


A denúncia reproduzida pelo MPSP segue explicando que, após ser “apreendida” pelos gansos, a droga era levada para um galpão pertencente ao investigador-chefe, na região do Bom Retiro, centro paulistano. No local, a carga — geralmente cocaína — tinha a mesma quantidade da apreensão substituída por talco, gesso ou algum pó branco.


A falsa droga, então, era encaminhada até uma delegacia do centro paulistano, para que o flagrante de tráfico fosse registrado em um boletim de ocorrência (B.O.), por policiais de plantão, os quais recebiam, cada um, R$ 30 mil.


Para garantir o sucesso do esquema, um perito criminal do Instituto de Criminalística, ligado à quadrilha, fazia laudos falsos, constatando que a carga apresentada era de drogas.


Policiais corruptos, ligados à 1ª Delegacia Seccional do Centro de São Paulo, segue o documento da Promotoria, teriam embolsado ao menos R$ 50 milhões com o esquema.


Queimando o flagrante


Para evitar que fossem descobertos, os agentes corruptos viabilizavam para que as cargas de talco ou gesso, por exemplo, fossem incineradas o quanto antes, geralmente na Grande São Paulo, para eliminar as provas de seus crimes. A queima das apreensões de drogas são uma praxe e sempre acompanhada por membros do MPSP.


Além da denúncia reproduzida pela Promotoria, a Corregedoria da Polícia Civil também passou a investigar os policiais, porque desconfiou do grande volume de drogas apreendido pelas equipes de Cléber Rodrigues Gimenez, mas em locais fora da circunscrição de onde deveria atuar, desde 2021, quando ele coordenava as investigações do 59º DP (Jardim dos Ipês).


Ao menos mais três policiais civis, entre eles uma delegada que atua na região central paulistana, estão atualmente na mira da Corregedoria.






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https://jornalismodigitaldf.com.br/bando-de-investigador-movimentou-r-81-milhoes-em-negocios-do-trafico/?fsp_sid=106771
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Bando de investigador movimentou R$ 81 milhões em negócios do tráfico

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São Paulo – O investigador-chefe do 77º DP (Santa Cecília), delegacia situada nas proximidades do centro de São Paulo, é acusado pelo Ministério Público paulista (MPSP) e pela Corregedoria da Polícia Civil comandar um bando criminoso que movimentou R$ 81 milhões. E, somando-se a movimentação de outros suspeitos ligados a ele, o valor cresce ainda mais e chega a R$ 123 milhões segundo a investigação.


Gimenez, é classificado como “um traficante internacional infiltrado na Polícia Civil“, conforme consta em trecho da denúncia, recebida pelo  Metrópoles, é apontado como líder de uma quadrilha envolvida com o desvio e venda de cargas de cocaína e maconha. No documento, ele é também mencionado que o policial foi investigado “várias vezes”. Porém, “sempre conseguia uma maneira de se safar”.


Desde 2021, a Corregedoria acompanha as ações do policial e de outros membros da instituição ligados a ele, além de familiares e parceiros de crime do agente. Com base nas investigações do órgão fiscalizador, reforçadas por denúncia do MPSP, um esquema sofisticado de desvio de cargas milionárias de drogas foi esmiuçado, o qual usava a estrutura da Polícia Civil para ser executado.



Junto com Cléber Rodrigues Gimenez, também foram presos, no último dia 23 janeiro, os investigadores Gustavo Cardoso de Souza, 38, e Thiago Gonçalves de Oliveira, 35 — subordinados dele no 77º DP (Santa Cecília) — além do empresário do ramo da construção Maxwell Pereira da Silva, 30, e Matheus Cauê Mendes Parro, 27. As defesas dos acusados não foram localizadas. O espaço segue aberto para manifestações.


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Cargas de drogas eram apreendidas e trocadas por talco ou gesso

Reprodução/Polícia Civil
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Policial foi preso sob a suspeita de chefiar esquema criminoso

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Cleber Rodrigos Gimenez, chefe de investigação da Polícia Civil de SP

Reprodução/Polícia Civil
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Cléber Rodrigues Gimenez

Reprodução/Polícia Civil
5 de 5Reprodução/Polícia Civil

A denúncia anexada a documento do MPSP explica como o chefe de investigação, cujo salário líquido na polícia é de R$ 8 mil, mantinha o negócio de drogas — com o qual movimentou R$ 81 milhões, somente por uma de suas empresas, durante cinco anos.


O esquema


O registro da Promotoria mostra que Cléber Rodrigues Gimenez contava com um “comprador” de drogas, de origem colombiana, que negociava cargas de cocaína e maconha oriundas de outras estados. Um local para a entrega da encomenda ilegal era combinado, em São Paulo. Então, “gansos” ligados ao investigador-chefe passavam-se por policiais e apreendiam as cargas.


“Gansos” são pessoas utilizadas há décadas por policiais civis como informante, mas que também ajudam agentes corruptos na prática de crimes, além de servir como agentes duplos, repassando informações sobre criminosos para equipes de investigação – que, muitas vezes, se valem disso para extorquir quadrilhas.


O chefe de investigações também contava com uma rede de contatos, em outros estados, como o Mato Grosso do Sul, os quais detalhavam as características dos veículos com as cargas, além dos locais por onde trafegariam com a droga.


Galpão no Bom Retiro


A denúncia reproduzida pelo MPSP segue explicando que, após ser “apreendida” pelos gansos, a droga era levada para um galpão pertencente ao investigador-chefe, na região do Bom Retiro, centro paulistano. No local, a carga — geralmente cocaína — tinha a mesma quantidade da apreensão substituída por talco, gesso ou algum pó branco.


A falsa droga, então, era encaminhada até uma delegacia do centro paulistano, para que o flagrante de tráfico fosse registrado em um boletim de ocorrência (B.O.), por policiais de plantão, os quais recebiam, cada um, R$ 30 mil.


Para garantir o sucesso do esquema, um perito criminal do Instituto de Criminalística, ligado à quadrilha, fazia laudos falsos, constatando que a carga apresentada era de drogas.


Policiais corruptos, ligados à 1ª Delegacia Seccional do Centro de São Paulo, segue o documento da Promotoria, teriam embolsado ao menos R$ 50 milhões com o esquema.


Queimando o flagrante


Para evitar que fossem descobertos, os agentes corruptos viabilizavam para que as cargas de talco ou gesso, por exemplo, fossem incineradas o quanto antes, geralmente na Grande São Paulo, para eliminar as provas de seus crimes. A queima das apreensões de drogas são uma praxe e sempre acompanhada por membros do MPSP.


Além da denúncia reproduzida pela Promotoria, a Corregedoria da Polícia Civil também passou a investigar os policiais, porque desconfiou do grande volume de drogas apreendido pelas equipes de Cléber Rodrigues Gimenez, mas em locais fora da circunscrição de onde deveria atuar, desde 2021, quando ele coordenava as investigações do 59º DP (Jardim dos Ipês).


Ao menos mais três policiais civis, entre eles uma delegada que atua na região central paulistana, estão atualmente na mira da Corregedoria.






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De volta à casa, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro abre temporada 2025 de concertos

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Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro (OSTNCS) está, oficialmente, de volta à sua casa. Com uma plateia lotada, o grupo abriu, nesta quinta-feira (6), a temporada 2025 de concertos no palco em que se acostumou a encantar os brasilienses, após mais de uma década longe.



“É uma sensação de alguém que retorna depois de uma longa viagem. São 11 temporadas que nós ficamos fora da nossa sala, então, para nós, é uma satisfação muito grande. Estamos muito felizes com o resultado da reforma da sala, já experimentamos nessa semana toda de ensaios e pudemos ver as melhorias que foram implementadas. Para nós, realmente, está sendo muito bom, porque vai possibilitar que a orquestra possa desenvolver com mais excelência e qualidade o seu trabalho”, exaltou o maestro Claudio Cohen.



Claudio Cohen: ” Estamos muito felizes com o resultado da reforma da sala, já experimentamos nessa semana toda de ensaios e pudemos ver as melhorias que foram implementadas” | Fotos: Joel Rodrigues/Agência Brasília



Sob a regência de Cohen, os músicos mostraram composições do alemão Robert Schumann. ”Nós abrimos a nossa temporada de concerto com uma pauta mais erudita, uma pauta mais clássica, tradicional, apresentando um dos grandes compositores do século XIX”, explicou o maestro. A apresentação teve, ainda, a participação da solista russa Anastasiya Evsina, definida por Cohen como uma pianista “virtuosa”.


Enquanto o Teatro Nacional esteve fechado, a OSTNCS manteve os tradicionais concertos de quintas-feiras em outros espaços da capital federal. “A Orquestra é a nossa unidade artística, é um patrimônio da cidade, que andou por vários lugares esses anos todos — Cine Brasília, quartel do Exército, recentemente estava na sala Plínio Marcos — e agora ela volta para sua casa. Isso gera uma interação, um pertencimento também com o público. Muito desse público que vem acompanhando a Orquestra ao longo desses 11 anos de Teatro fechado nunca tinha vindo ao Teatro Nacional e agora tem essa oportunidade. Então, é um momento de realização muito grande”, destacou o secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes.



Claudio Abrantes: “A Orquestra é a nossa unidade artística, é um patrimônio da cidade, que andou por vários lugares esses anos todos e agora ela volta para sua casa”



A orquestra chegou a fazer duas apresentações no festival Viva o Teatro, que marcou a reabertura do Teatro Nacional. As duas, porém, foram restritas a convidados — sendo uma exclusiva para operários que trabalharam na obra e outra, na reabertura oficial, ao lado da dupla Chitãozinho & Xororó. Nesta quinta, o público pôde retirar as senhas para assistir à apresentação gratuita uma hora antes do espetáculo — como ocorrerá semanalmente a partir de agora. A capacidade da sala é de 478 lugares.


A população fez fila e rapidamente esgotou os ingressos para acompanhar o primeiro concerto aberto ao público após a reabertura do espaço. “Isso aqui é a realização de um sonho, porque nós ficamos sem esse patrimônio por tanto tempo e a gente esperava com ansiedade essa volta. Então, estamos realmente muito felizes de ganhar esse presente”, celebrou a artesã Whang Pontes.



João Erismar de Moura não se importou em enfretar fila para assistir ao concerto da OSTNCS: “Faz parte da minha vida”



O advogado João Erismar de Moura também guarda relação especial com o espaço. “O Teatro Nacional faz parte da minha vida, da minha infância. Quando eu vi a notícia na televisão que ia reabrir aqui a sala Martins Pena, fiquei muito feliz e disse: ‘Vou pegar essa fila e vou assistir lá, a minha programação de hoje vai ser essa’, porque eu adoro música.”


Já a professora Ítala de Sousa chegou a acompanhar concertos da Orquestra em outros locais, mas ansiava mesmo era pela reabertura do Teatro Nacional: “ de volta, de conquista. O Teatro está voltando para o povo”.


Restauro



Ítala de Sousa define o sentimento de ter o Teatro Nacional de volta como uma “conquista”



A obra de restauração do Teatro Nacional Claudio Santoro pelo Governo do Distrito Federal (GDF) teve início em dezembro de 2022, pela Sala Martins Pena e seu respectivo foyer. A viabilidade da reforma só ocorreu depois que este GDF decidiu fracionar o projeto em quatro etapas.


Com investimento de R$ 70 milhões por meio da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap) e da Secretaria de Cultura e Economia Criativa (Secec-DF), a primeira etapa consistiu na adequação da infraestrutura para as diretrizes atuais, bem como a recuperação da Sala Martins Pena.


A reabertura do espaço, em dezembro do ano passado, foi celebrada com o festival Viva o Teatro, que contou com seis atos. O primeiro deles, em homenagem aos operários que trabalharam na reforma do local, contou com um concerto da própria Orquestra Sinfônica, que ainda se apresentou ao lado da dupla Chitãozinho & Xororó na reabertura oficial. Ambos foram exclusivos para convidados.


Na sequência — já abertos ao público —, houve show de Almir Sater; o dia do teatro, com uma peça infantil e a comédia Tela Plana, dos Melhores do Mundo; homenagem ao rock brasiliense com a Plebe Rude; e o dia da dança, que teve, entre outros, o Boi de Seu Teodoro, Patrimônio Cultural Imaterial do DF.


Agora, serão investidos R$ 315 milhões na próxima fase da obra, que teve o edital de licitação divulgado no Diário Oficial do Distrito Federal (DODF). O projeto inclui a Sala Villa-Lobos, o Espaço Dercy Gonçalves, a Sala Alberto Nepomuceno e o foyer da Villa-Lobos.


06/02/2025 - De volta à casa, Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Claudio Santoro abre temporada 2025 de concertos






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Brasília em traços minimalistas: exposição no STJ celebra a cidade

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Há cinco anos, no auge da pandemia de Covid-19, o artista plástico Pedro Garcia decidiu fazer um desafio de criar uma gravura por dia durante um mês sob a temática de Brasília para celebrar o aniversário da cidade. Mal sabia ele que anos depois o projeto seguiria e suas obras seriam expostas no Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça (STJ).


Para o artista, que nasceu e cresceu na capital, a exposição é a consolidação de um projeto que se tornou muito importante ao longo dos anos. “Eu não vou chamar de fechamento, porque o projeto não se fecha, ele continua. Mas essa exposição para mim é meio que a consolidação desse projeto que começou cinco anos atrás”, afirmou Pedro em entrevista ao Metrópoles.



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Exposição Brasília de Pedro Garcia

Divulgação
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Exposição Brasília de Pedro Garcia

Divulgação
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Exposição Brasília de Pedro Garcia

Divulgação
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Exposição Brasília de Pedro Garcia

Divulgação
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Exposição Brasília de Pedro Garcia

Divulgação

Na pandemia, ele criou o projeto que começou em abril de 2020 e teria fim no dia do aniversário de Brasília, em 21 de abril, como uma forma de celebrar a cidade. Ao postar as obras nas redes sociais, os traços de Pedro viralizaram e ele decidiu continuar.


Construção das obras


Apesar de Brasília ter sido objeto de inspiração de muitas obras pelo Brasil, Pedro afirma que trás um novo olhar sobre a cidade, para além dos monumentos tradicionais, além de colocar em tela as conexões que os brasilienses sentem pela cidade.


“Essa coleção é muito pessoal, porque são lugares que retratam momentos da minha história na cidade e acho que cria uma conexão com a maioria dos brasilienses, porque também viveram nesses espaços urbanos e com certeza muita gente tem na sua história pessoal e nos momentos marcantes em vários desses lugares retratados”, pontua.


Para fazer seus quadros, os quais classifica como minimalistas, Pedro conta que vai os locais, tira fotos de vários ângulos para depois desenhar por cima da imagem, com lápis e papel, com a intenção de limpar os elementos de paisagem ao máximo, deixando apenas as linhas essenciais.


“É uma coisa meio minimalista. As próprias cores que eu uso, eu fiz uma paleta de cores bem minimalista mesmo. Tenho gravuras que só tem dois tons de cor, três tons de cor, e sempre cores muito sólidas. É para impactar mesmo a forma da arquitetura”, destaca.


Serviço


Exposição “Brasília”. De 13 de fevereiro a 19 de março de 2025, das 9H às 19H (segunda a sexta). Endereço: Espaço Cultural do Superior Tribunal de Justiça (STJ), SAFS – Quadra 06 – Lote 01, Brasília-DF






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Ponte Honestino Guimarães: Quase meio século de história e transformação

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Em 6 de fevereiro de 1976, Brasília ganhou uma nova ligação entre o Plano Piloto e o Lago Sul: a Ponte Honestino Guimarães, chamada de Costa e Silva até 2015. Quase meio século depois, essa estrutura segue como um importante elo entre as duas regiões, suportando o tráfego diário e carregando uma história de desafios.


Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Ponte Honestino Guimarães completa 49 anos nesta quinta-feira (6) | Foto: Renato Alves/Agência Brasília


Exemplo marcante da arquitetura moderna, a ponte que se estende por 450 metros sobre o Lago Paranoá tem a assinatura de Oscar Niemeyer. A mudança do nome ocorreu para homenagear o líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar. Historicamente, a alteração representou um resgate da memória daqueles que lutaram pela democracia no Brasil.


Passadas quase cinco décadas, a ponte passou por diversas intervenções para garantir sua segurança e conservação. Em 2023, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) iniciou a primeira grande reforma da estrutura, investindo R$ 13,7 milhões em reforços estruturais, ampliação das passarelas para pedestres e modernização da iluminação pública com lâmpadas de LED.



A obra de construção da Honestino Guimarães mobilizou mais de mil profissionais, entre operários, engenheiros e arquitetos



No ano seguinte, em 2024, foram realizados serviços preventivos, como a instalação de novos cabos de protensão, aumentando a durabilidade da estrutura. Todas as intervenções foram planejadas para minimizar impactos no tráfego e garantir a continuidade da mobilidade urbana.


“É uma grande honra para nós, da Novacap, cuidar da manutenção dessa que é mais uma obra de arte a céu aberto, assim como tantas outras em vários pontos de Brasília”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite.


A Ponte Honestino Guimarães foi inaugurada em 6 de fevereiro de 1976 – uma estrutura de 450 metros de extensão que se tornou um dos exemplos da arquitetura moderna em Brasília | Foto: Divulgação/Arquivo Público do DF


Desafios


Nos anos 1970, Brasília crescia rapidamente, e a necessidade de uma nova ligação com o Lago Sul se tornava urgente. Para erguer a ponte, trabalhadores enfrentaram condições desafiadoras, como o clima seco e quente da cidade, a complexidade de construir sobre a água e a necessidade de concretagem noturna para evitar rachaduras devido às altas temperaturas diurnas.


A obra de construção da Honestino Guimarães mobilizou mais de mil profissionais, entre operários, engenheiros e arquitetos. Muitos desses trabalhadores, vindos de diversas partes do Brasil, acabaram se estabelecendo na capital e ajudando a construir outros monumentos da cidade.


Além de sua função estrutural, a ponte foi projetada para se integrar harmoniosamente à paisagem do Lago Paranoá, garantindo que sua presença não obstruísse a vista da Esplanada dos Ministérios – um princípio essencial no planejamento urbanístico de Brasília.


Para erguer a ponte, trabalhadores enfrentaram a complexidade de construir sobre a água e a necessidade de concretagem noturna para evitar rachaduras devido às altas temperaturas | Foto: Divulgação/Arquivo Público do DF


Curiosidades


A primeira ponte do Lago Sul


Antes da Ponte Honestino Guimarães, a primeira ligação entre o Lago Sul e o Plano Piloto foi a Ponte das Garças, construída entre 1973 e 1974. Informalmente, ela é chamada de Ponte do Gilberto, por sua proximidade com o centro comercial Gilberto Salomão.



Técnicas inovadoras


A construção utilizou concreto protendido, permitindo vãos mais longos sem a necessidade de tantos pilares, resultando em um design mais leve e moderno.


Memórias ocultas


Em 2018, foram encontrados dentro da estrutura da ponte escritos, desenhos e objetos deixados pelos operários da construção, incluindo luvas, roupas, latas de tinta e até restos de marmitas. Esses vestígios revelam um pedaço da história daqueles que ajudaram a erguer a estrutura.


Palco de protestos e homenagens


Além de sua importância estrutural, a ponte se tornou palco de manifestações políticas e homenagens a Honestino Guimarães, reforçando sua ligação com a história da resistência no Brasil.


*Com informações da Novacap










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Ponte Honestino Guimarães: Quase meio século de história e transformação

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Em 6 de fevereiro de 1976, Brasília ganhou uma nova ligação entre o Plano Piloto e o Lago Sul: a Ponte Honestino Guimarães, chamada de Costa e Silva até 2015. Quase meio século depois, essa estrutura segue como um importante elo entre as duas regiões, suportando o tráfego diário e carregando uma história de desafios.


Projetada pelo arquiteto Oscar Niemeyer, a Ponte Honestino Guimarães completa 49 anos nesta quinta-feira (6) | Foto: Renato Alves/Agência Brasília


Exemplo marcante da arquitetura moderna, a ponte que se estende por 450 metros sobre o Lago Paranoá tem a assinatura de Oscar Niemeyer. A mudança do nome ocorreu para homenagear o líder estudantil Honestino Guimarães, desaparecido durante a ditadura militar. Historicamente, a alteração representou um resgate da memória daqueles que lutaram pela democracia no Brasil.


Passadas quase cinco décadas, a ponte passou por diversas intervenções para garantir sua segurança e conservação. Em 2023, a Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) iniciou a primeira grande reforma da estrutura, investindo R$ 13,7 milhões em reforços estruturais, ampliação das passarelas para pedestres e modernização da iluminação pública com lâmpadas de LED.



A obra de construção da Honestino Guimarães mobilizou mais de mil profissionais, entre operários, engenheiros e arquitetos



No ano seguinte, em 2024, foram realizados serviços preventivos, como a instalação de novos cabos de protensão, aumentando a durabilidade da estrutura. Todas as intervenções foram planejadas para minimizar impactos no tráfego e garantir a continuidade da mobilidade urbana.


“É uma grande honra para nós, da Novacap, cuidar da manutenção dessa que é mais uma obra de arte a céu aberto, assim como tantas outras em vários pontos de Brasília”, destaca o presidente da Novacap, Fernando Leite.


A Ponte Honestino Guimarães foi inaugurada em 6 de fevereiro de 1976 – uma estrutura de 450 metros de extensão que se tornou um dos exemplos da arquitetura moderna em Brasília | Foto: Divulgação/Arquivo Público do DF


Desafios


Nos anos 1970, Brasília crescia rapidamente, e a necessidade de uma nova ligação com o Lago Sul se tornava urgente. Para erguer a ponte, trabalhadores enfrentaram condições desafiadoras, como o clima seco e quente da cidade, a complexidade de construir sobre a água e a necessidade de concretagem noturna para evitar rachaduras devido às altas temperaturas diurnas.


A obra de construção da Honestino Guimarães mobilizou mais de mil profissionais, entre operários, engenheiros e arquitetos. Muitos desses trabalhadores, vindos de diversas partes do Brasil, acabaram se estabelecendo na capital e ajudando a construir outros monumentos da cidade.


Além de sua função estrutural, a ponte foi projetada para se integrar harmoniosamente à paisagem do Lago Paranoá, garantindo que sua presença não obstruísse a vista da Esplanada dos Ministérios – um princípio essencial no planejamento urbanístico de Brasília.


Para erguer a ponte, trabalhadores enfrentaram a complexidade de construir sobre a água e a necessidade de concretagem noturna para evitar rachaduras devido às altas temperaturas | Foto: Divulgação/Arquivo Público do DF


Curiosidades


A primeira ponte do Lago Sul


Antes da Ponte Honestino Guimarães, a primeira ligação entre o Lago Sul e o Plano Piloto foi a Ponte das Garças, construída entre 1973 e 1974. Informalmente, ela é chamada de Ponte do Gilberto, por sua proximidade com o centro comercial Gilberto Salomão.



Técnicas inovadoras


A construção utilizou concreto protendido, permitindo vãos mais longos sem a necessidade de tantos pilares, resultando em um design mais leve e moderno.


Memórias ocultas


Em 2018, foram encontrados dentro da estrutura da ponte escritos, desenhos e objetos deixados pelos operários da construção, incluindo luvas, roupas, latas de tinta e até restos de marmitas. Esses vestígios revelam um pedaço da história daqueles que ajudaram a erguer a estrutura.


Palco de protestos e homenagens


Além de sua importância estrutural, a ponte se tornou palco de manifestações políticas e homenagens a Honestino Guimarães, reforçando sua ligação com a história da resistência no Brasil.


*Com informações da Novacap










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“Lutamos pela família”, afirma pai de gêmeos separados de escola

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Para os pais dos gêmeos Lucas Perin Kerber e Nicole Perin Kerber, 5 anos, impedidos de continuar estudando juntos no Colégio Militar Dom Pedro II, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a batalha para reunir as crianças na escola representa a luta pela união da família.


Mesmo com os corações aflitos a apreensivos, a família espera reverter a decisão no STJ. “O Estado Brasileiro ele tem que proteger as instituições, principalmente a instituição família, que é o berço, a base da sociedade. O que a gente está pleiteando é para fortalecer a família. “, disse o pai das crianças o jornalista e escritor Emílio Kerber Filho.


Diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) nível 1 de suporte, transtorno de fala e Arnold Chiari tipo 1, o menino depende da irmã para estudar, segundo os pais. Lucas foi sorteado no processo seletivo do colégio em 2023, nas vagas para pessoas com deficiência (PCDs). Nicole é uma criança típica e não foi selecionada.


Os pais conseguiram matricular Nicole com uma decisão judicial. Mas a decisão só era válida até 2024. No entanto, o pedido para manutenção do estudo conjunto dos irmãos foi negado pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) na noite de segunda-feira (3/2). Agora a família vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).



Segundo Emílio, a família está profundamente abalada com a separação. “Estamos tentando lidar da melhor forma possível. Mas isso não é fácil, não é simples. Quem tem filhos gêmeos ou com diagnóstico de TEA deve imaginar o que estamos passando”, desabafou.


Colégio


O Colégio Militar Dom Pedro II afirmou que tem como princípio proporcionar oportunidades educacionais a todos que desejam ingressar na instituição. A escola compreende a importância e a sensibilidade de situações como a dos irmãos Kerber. Mas, devido à alta demanda e à limitação de vagas, para a direção de ensino, a única forma justa e isonômica de admissão é por meio do processo seletivo, para assegurar igualdade de oportunidades a todos os candidatos.


“Embora sejamos sensíveis a situações como essa, estamos vinculados às normas que regem o ingresso no CMDP II e não podemos adotar medidas que contrariem os critérios estabelecidos para a seleção e matrícula dos alunos”, argumentou a escola.


O colégio ressaltou que cumpriu à risca decisão judicial que determinou a manutenção da matrícula de Nicole até o final do ano letivo de 2024. No entanto, para a escola, a concessão da renovação da matrícula da aluna para 2025 geraria precedentes que comprometeriam a equidade e a previsibilidade das regras institucionais do CMDP II.


Isonomia


Segundo o colégio, há inúmeros outros casos análogos de irmãos de alunos regularmente matriculados que não obtiveram aprovação no processo seletivo e concessão da renovação exclusivamente a Nicole violaria o princípio da isonomia, criando um tratamento diferenciado sem amparo normativo.


Além disso, para a escola, tal medida enfraqueceria a própria finalidade do processo seletivo, que é garantir que o ingresso na instituição ocorra de forma justa e transparente, assegurando oportunidades iguais a todos os candidatos.


“Manter a aluna sem a devida aprovação no certame não apenas desrespeitaria a sistemática adotada pelo CMDP II, mas também abriria um precedente incompatível com a gestão responsável das vagas, comprometendo a credibilidade e a integridade dos critérios de seleção estabelecidos”, destacou o colégio.


Crise de choro


“Minha filha e meu filho choraram enquanto minha esposa falava com a coordenadora sobre a decisão judicial que impede que a Nicole estude com o irmão”, lamentou o pai das crianças, o jornalista e escritor Emílio Kerber Filho.


Mãe da criança, a funcionária pública Quenia Perin Kerber também passou a sofrer crises de choro após a nova separação dos pequenos. Enquanto, corre a luta na Justiça, Nicole passou a estudar em outro colégio.


Inicialmente, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) se posicionou favoravelmente à permanência dos irmãos na mesma escola, dando especial atenção ao quadro de necessidades especiais de uma das crianças. Para a família, Artigo 53, Inciso V do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também assegura o direito do estudo conjunto dos gêmeos.


Segundo o advogado da família, Guilherme Apolinário Aragão, a separação das crianças chama a atenção. “Existem outros precedentes de gêmeos em que apenas um foi sorteado. E que no Judiciário conseguiram a matrícula do outro irmão. Existe caso de trigêmeos, no mesmo colégio. Os precedentes são recentes, com menos de dois anos”, argumentou.






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https://jornalismodigitaldf.com.br/lutamos-pela-familia-afirma-pai-de-gemeos-separados-de-escola/?fsp_sid=105308
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“Lutamos pela família”, afirma pai de gêmeos separados de escola

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Para os pais dos gêmeos Lucas Perin Kerber e Nicole Perin Kerber, 5 anos, impedidos de continuar estudando juntos no Colégio Militar Dom Pedro II, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF), a batalha para reunir as crianças na escola representa a luta pela união da família.


Mesmo com os corações aflitos a apreensivos, a família espera reverter a decisão no STJ. “O Estado Brasileiro ele tem que proteger as instituições, principalmente a instituição família, que é o berço, a base da sociedade. O que a gente está pleiteando é para fortalecer a família. “, disse o pai das crianças o jornalista e escritor Emílio Kerber Filho.


Diagnosticado com transtorno do espectro autista (TEA) nível 1 de suporte, transtorno de fala e Arnold Chiari tipo 1, o menino depende da irmã para estudar, segundo os pais. Lucas foi sorteado no processo seletivo do colégio em 2023, nas vagas para pessoas com deficiência (PCDs). Nicole é uma criança típica e não foi selecionada.


Os pais conseguiram matricular Nicole com uma decisão judicial. Mas a decisão só era válida até 2024. No entanto, o pedido para manutenção do estudo conjunto dos irmãos foi negado pelo Tribunal de Justiça do DF e Territórios (TJDFT) na noite de segunda-feira (3/2). Agora a família vai recorrer ao Superior Tribunal de Justiça (STJ).



Segundo Emílio, a família está profundamente abalada com a separação. “Estamos tentando lidar da melhor forma possível. Mas isso não é fácil, não é simples. Quem tem filhos gêmeos ou com diagnóstico de TEA deve imaginar o que estamos passando”, desabafou.


Colégio


O Colégio Militar Dom Pedro II afirmou que tem como princípio proporcionar oportunidades educacionais a todos que desejam ingressar na instituição. A escola compreende a importância e a sensibilidade de situações como a dos irmãos Kerber. Mas, devido à alta demanda e à limitação de vagas, para a direção de ensino, a única forma justa e isonômica de admissão é por meio do processo seletivo, para assegurar igualdade de oportunidades a todos os candidatos.


“Embora sejamos sensíveis a situações como essa, estamos vinculados às normas que regem o ingresso no CMDP II e não podemos adotar medidas que contrariem os critérios estabelecidos para a seleção e matrícula dos alunos”, argumentou a escola.


O colégio ressaltou que cumpriu à risca decisão judicial que determinou a manutenção da matrícula de Nicole até o final do ano letivo de 2024. No entanto, para a escola, a concessão da renovação da matrícula da aluna para 2025 geraria precedentes que comprometeriam a equidade e a previsibilidade das regras institucionais do CMDP II.


Isonomia


Segundo o colégio, há inúmeros outros casos análogos de irmãos de alunos regularmente matriculados que não obtiveram aprovação no processo seletivo e concessão da renovação exclusivamente a Nicole violaria o princípio da isonomia, criando um tratamento diferenciado sem amparo normativo.


Além disso, para a escola, tal medida enfraqueceria a própria finalidade do processo seletivo, que é garantir que o ingresso na instituição ocorra de forma justa e transparente, assegurando oportunidades iguais a todos os candidatos.


“Manter a aluna sem a devida aprovação no certame não apenas desrespeitaria a sistemática adotada pelo CMDP II, mas também abriria um precedente incompatível com a gestão responsável das vagas, comprometendo a credibilidade e a integridade dos critérios de seleção estabelecidos”, destacou o colégio.


Crise de choro


“Minha filha e meu filho choraram enquanto minha esposa falava com a coordenadora sobre a decisão judicial que impede que a Nicole estude com o irmão”, lamentou o pai das crianças, o jornalista e escritor Emílio Kerber Filho.


Mãe da criança, a funcionária pública Quenia Perin Kerber também passou a sofrer crises de choro após a nova separação dos pequenos. Enquanto, corre a luta na Justiça, Nicole passou a estudar em outro colégio.


Inicialmente, o Ministério Público do DF e Territórios (MPDFT) se posicionou favoravelmente à permanência dos irmãos na mesma escola, dando especial atenção ao quadro de necessidades especiais de uma das crianças. Para a família, Artigo 53, Inciso V do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) também assegura o direito do estudo conjunto dos gêmeos.


Segundo o advogado da família, Guilherme Apolinário Aragão, a separação das crianças chama a atenção. “Existem outros precedentes de gêmeos em que apenas um foi sorteado. E que no Judiciário conseguiram a matrícula do outro irmão. Existe caso de trigêmeos, no mesmo colégio. Os precedentes são recentes, com menos de dois anos”, argumentou.






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