Pele solta ao redor das unhas é comum, mas pode indicar infecção

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Pele solta ao redor das unhas é comum, mas pode indicar infecção

Pele solta ao redor das unhas é comum, mas pode indicar infecção

Alteração costuma ser benigna e causada por ressecamento, mas dor, pus e inflamação podem indicar doenças ou infecções que exigem avaliação

A pele que solta ao redor da unha é um incômodo comum e, na maior parte das vezes, está relacionada ao ressecamento e a pequenos traumas do dia a dia.

O hábito de puxar as “pelinhas”, retirar a cutícula, roer as unhas ou manter contato frequente com água e produtos de limpeza pode comprometer a barreira de proteção da pele, favorecendo o aparecimento do problema. Apesar de geralmente ser uma alteração sem gravidade, alguns sinais podem indicar a necessidade de investigação médica.

O ressecamento da pele ao redor das unhas costuma ser o principal responsável pelo surgimento das pequenas peles soltas. Além da baixa umidade do ar, principalmente durante o inverno, fatores como lavar as mãos repetidamente, usar álcool em gel com frequência e manusear produtos químicos contribuem para o desgaste da barreira cutânea.

“A prevenção inclui hidratar diariamente as mãos e as cutículas, evitar retirar completamente a cutícula ou puxar as ‘pelinhas’, usar luvas ao manusear produtos de limpeza e procurar um dermatologista se o problema for recorrente ou apresentar sinais de infecção”, aponta a dermatologista Andressa Vargas, que atende no Rio Grande do Sul.

Embora a maioria dos casos esteja relacionada ao ressecamento, a pele que solta ao redor da unha pode, em algumas situações, estar associada a doenças dermatológicas, infecções ou até condições sistêmicas. Dermatite, psoríase, eczema, diabetes, alterações da tireoide e deficiências de ferro, zinco e vitaminas do complexo B estão entre as possibilidades quando o quadro é persistente.

Também merecem atenção sintomas como dor intensa, vermelhidão, inchaço, calor local, pus, sangramento, deformidades nas unhas ou dificuldade para movimentar o dedo. Esses sinais podem indicar inflamações ou infecções, como a paroníquia, que exigem tratamento específico.

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Os especialistas reforçam que preservar a barreira natural da pele é a melhor forma de evitar o surgimento das “pelinhas”. Manter as mãos hidratadas, reduzir o contato prolongado com água, usar luvas ao realizar tarefas domésticas e evitar retirar completamente a cutícula ajudam a diminuir o risco.

O dermatologista Alessandro Alarcão, que atende em Goiânia, destaca que a suplementação de vitaminas nem sempre é a solução.

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