
Em Israel, para onde foi levado após ser sequestrado por forças israelenses de uma flotilha com destino a Gaza, o ativista brasiliense Thiago Ávila compareceu a um tribunal em Ashkelon, neste domingo (3/5), onde foi submetido a interrogatório.
Um dos líderes da Flotilha para Gaza, composta por mais de 50 embarcações, Ávila relatou aos advogados que foi “submetido a extrema brutalidade” quando abordado pelas forças de Israel, sendo “arrastado de bruços pelo chão e espancado tão violentamente que desmaiou duas vezes”, disse Miriam Azem, coordenadora de defesa internacional do grupo de direitos humanos Adalah.
As informações são do jornal britânico The Guardian.
Com o brasileiro, também foi preso o espanhol Saif Abu Keshek. E, desde que chegou a Israel, ele disse ter sido “mantido em isolamento e com os olhos vendados”, segundo a Adalah.
Abu Keshek foi “amarrado e vendado e forçado a ficar deitado de bruços no chão desde o momento de sua apreensão”, afirmou o grupo.
A Flotilha para Gaza partiu da França, Espanha e Itália com o objetivo de romper o bloqueio israelense e levar suprimentos ao devastado território palestino.
Eles foram interceptados por forças israelenses em águas internacionais próximo à Grécia na manhã de quinta-feira. Israel afirmou ter detido 175 ativistas, dois dos quais foram levados a Israel para interrogatório.
“O Estado solicitou a prorrogação da detenção por mais quatro dias”, disse Miriam Azem. Nesse sábado (2/5), a Adalah informou que seus advogados se encontraram com os dois ativistas detidos na prisão de Shikma, em Ashkelon.
Organização clandestina
Já o Ministério das Relações Exteriores de Israel afirmou que os dois ativistas são filiados a uma organização sujeita a sanções do Departamento do Tesouro dos EUA. Esse grupo – a Conferência Popular para os Palestinos no Exterior (PCPA) – foi acusado por Washington de “agir clandestinamente em nome do” grupo militante palestino Hamas.
O governo de Israel afirmou que Abu Keshek é um membro importante da PCPA e que Ávila também tem ligações com a organização e é “suspeito de atividades ilegais”.
A Espanha condenou a detenção de Abu Keshek e rejeitou a acusação israelense contra ele.
Os organizadores da flotilha disseram que a interceptação israelense ocorreu a mais de mil km de Gaza e que seus equipamentos foram destruídos, deixando-os diante de uma “armadilha mortal calculada no mar”.
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