Caso de diretor que hipnotizou alunos que morreram ganha documentário

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Um caso perturbador de três estudantes de uma pequena cidade da Flórida, Estados Unidos, que morreram após serem hipnotizados pelo diretor da escola onde estudavam voltou à tona após ser tema de um dos episódios da série documental The Curious Case Of…, que retornou ao Canal ID em 16 de fevereiro.


Conforme detalha a revista People, o então diretor da North Port High School, George Kenney,  teria hipnotizado mais de 70 pessoas, incluindo vários alunos, pais e funcionários da instituição, apesar de nunca ter sido um hipnoterapeuta licenciado.


Os métodos de Kenney eram atribuídos a uma suposta melhora no desempenho atlético e acadêmico dos estudantes. Tudo mudou, porém, quando, na primavera de 2011, os alunos Marcus Freeman, Wesley McKinley e Brittany Palumbo vieram a falecer. Todos tiveram sessões particulares de hipnose com Kenney e morreram com poucas semanas de diferença.



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Imagem de arquivo mostra Dr. George Kenney.com alunos da escola onde era diretor
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Imagem de arquivo mostra Dr. George Kenney.com alunos da escola onde era diretor

Reprodução/AMC/People
Dr. George Kenney., diretor de uma escola na Flórida que hipnotizou mais de 70 pessoas, incluindo estudantes
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Dr. George Kenney., diretor de uma escola na Flórida que hipnotizou mais de 70 pessoas, incluindo estudantes

Reprodução/AMC/People
Mãe de McKinley, um dos alunos que morreram após passar por uma sessão de hipnose
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Mãe de McKinley, um dos alunos que morreram após passar por uma sessão de hipnose

Reprodução/AMC/People
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4 de 5Reprodução/AMC/People
Diretor hipnotizou alunos, que morreram dias depois
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Diretor hipnotizou alunos, que morreram dias depois

Reprodução/AMC/People

No documentário Look Into My Eyes (2023), Kenney disse que desenvolveu interesse por hipnose na adolescência. Ele decidiu aplicar a prática na escola quando participou de um curso de cinco dias no final de 2009. “Foi um treinamento excelente. Senti que fui eficaz e que tinha conhecimento do que estava fazendo”, contou em depoimento ao documentário.


O diretor começou a oferecer sessões particulares de hipnose para estudantes, mesmo sem licença, buscando ajudá-los com a ansiedade antes das provas, dificuldade de concentração e desempenho atlético. Ele gravava e documentava as sessões em vídeo, exigindo que os pais assinassem autorizações para que os alunos pudessem participar.


A primeira das vítimas, Marcus Freeman, 16 anos, começou a frequentar sessões com Kenney todas as sextas-feiras antes dos jogos de futebol americano para não sentir dor e poder continuar jogando. Segundo o melhor amigo do rapaz, Kenney colocava Freeman em um “transe” no qual ele estava mentalmente presente, mas não conseguia sentir o próprio corpo.


Em 15 de março de 2011, Freeman e a namorada estavam voltando para casa de carro após uma “dolorosa consulta ao dentista”, contou a jovem à polícia. O rapaz, que estava com uma “expressão estranha no rosto”, saiu da estrada e bateu em uma árvore. Ele não resistiu.


Wesley McKinley, 16 anos, por outro lado, morreu em 8 de abril de 2011, apenas algumas semanas após o acidente fatal de Freeman. Ele teria tido três consultas com Kenney para lidar com a ansiedade para disputar uma vaga na prestiosa escola de música de Juilliard. Ele tirou a própria vida um dia antes da audição.


Por fim, Brittany Palumbo, 17 anos, morreu no dia 4 de maio, menos de um mês após McKinley. Ela encontrou-se com Kenney pelo menos uma vez no final de 2010 para tentar melhorar suas notas no SAT (vestibular norte-americano), mas mesmo assim não teve bons resultados. Segundo a mãe, ela acreditava que a hipnose era “o último recurso” para passar na prova. 


No dia da morte, ela conversou normalmente com os pais e disse que iria tirar um cochilo. Ela foi encontrada já sem vida no closet horas depois. No documentário, a mãe da jovem lembrou em depoimento que Palumbo não se lembrava de sugestões dadas por Kenney durante as sessões.


Julgamento


Após a morte de Palumbo, a terceira dos alunos da North Port High School, o conselho escolar da região contratou uma agência para investigar as ações de Kenney. Depoimentos de funcionários da escola apontaram que o diretor interferia no atendimento médico dos alunos, além de confirmar as práticas de hipnose sem licença.


Ele renunciou ao cargo em junho de 2012 e foi condenado a seis meses de liberdade condicional (regime aberto) e 50 horas de serviço comunitário. Além disso, o conselho escolar também foi alvo de uma ação judicial, movida por uma associação de pais da escola. Em 2015, as partes fecharam um acordo, garantindo uma indenização de US$ 200 mil às famílias das vítimas.






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