A Fazenda 17: Saory recebe alerta de expulsão de Galisteu após birra

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Saory é uma das protagonistas de A Fazenda 17, mas quase foi expulsa do reality show. A peoa se negou a participar de uma festa por conta da vestimenta proposta pela produção do reality show e recebeu um alerta de expulsão.


Durante o programa, a apresentadora Adriane Galisteu deixou claro que Saory foi advertida pela atitude.


“A Saory ameaçou não participar da festa e isso não pode acontecer. Ela foi advertida no closet que isso poderia levar uma quebra de contrato e até expulsão”.


A Fazenda 17: Saory recebe alerta de expulsão de Galisteu após birra - destaque galeria3 imagensDudu Camargo e Saory em A Fazenda 17A Fazenda 17: Saory recebe alerta de expulsão de Galisteu após birra - imagem 3Fechar modal.MetrópolesDudu Camargo e Saory em A Fazenda 171 de 3

Dudu Camargo e Saory em A Fazenda 17

Reprodução/RecordDudu Camargo e Saory em A Fazenda 172 de 3

Dudu Camargo e Saory em A Fazenda 17

Reprodução/RecordA Fazenda 17: Saory recebe alerta de expulsão de Galisteu após birra - imagem 33 de 3Divulgação

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Em seguida, reforçou que os peões precisam cumprir com o contrato assinado antes do reality começar.


“No contrato que vocês assinaram existe uma cláusula dizendo que a recusa ao participar de alguma das atividades propostas, inclusive das festas, configura motivo de expulsão após duas advertências”, afirmou.


Caso Saory receba outra advertência pelo mesmo assunto, ela corre o risco de ser expulsa de A Fazenda 17. Vale lembrar que o reality está entrando na reta final, com apenas 10 participantes confinados.





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“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo

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O Flamengo sagrou-se campeão da Libertadores 2025 nesse sábado (29/11), e a equipe foi embalada por um hit do Capital Inicial. Nas arquibancadas, a torcida rubro-negra cantou uma paródia da música Primeiros Erros, exaltando os títulos do clube.


A letra, iniciada com a frase “Em dezembro de 81” se tornou uma febre nos jogos do time carioca.



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“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo - destaque galeria4 imagens“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo - imagem 2“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo - imagem 3“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo - imagem 4Fechar modal.MetrópolesO Flamengo foi campeão da Libertadores 20251 de 4

O Flamengo foi campeão da Libertadores 2025

Hector Vivas/Getty Images“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo - imagem 22 de 4Fabio Teixeira/Anadolu via Getty Images“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo - imagem 33 de 4Buda Mendes/Getty Images“Em dezembro de 81”: a história do hit de rock que virou “hino” do Flamengo - imagem 44 de 4VINÍCIUS SCHMIDT/METRÓPOLES

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A paródia foi criada em 2011, mas se popularizou em 2019, quando o Flamengo ganhou o terceiro título da Libertadores, e virou um verdadeiro hino da torcida.


A letra foi criada pelo auxiliar administrativo Eric Barceleiro, em um grupo de flamenguistas no extinto Orkut.


A versão original, do Capital Inicial, é de Kiko Zambianchi e tem uma origem melancólica, refletindo o período sombrio que o artista viveu nos anos 1980.


Ao ganhar espaço nas arquibancadas, em nova versão, ganhou ritmo animado e virou um amuleto do Flamengo.


Veja a letra completa:


Em dezembro de 81
Botou os ingleses na roda
3 a 0 no Liverpool
Ficou marcado na história
E no Rio não tem outro igual
Só o Flamengo é campeão mundial
E agora seu povo
Pede o mundo de novo


Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, Mengo!
Pra cima deles, Flamengo!
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, Mengo!
Pra cima deles, Flamengo!


Em dezembro de 81
Botou os ingleses na roda
3 a 0 no Liverpool
Ficou marcado na história
E no Rio não tem outro igual
Só o Flamengo é campeão mundial
E agora seu povo
Pe – Pede o mundo de novo!


Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, Mengo!
Pra cima deles, Flamengo!
Dá-lhe, dá-lhe, dá-lhe, Mengo!
Pra cima deles, Flamengo!


Confira as duas versões:







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a doença sem cura que tirou Jorginho Ninja da cadeia

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O público de Três Graças já foi surpreendido com a volta de um personagem importante do passado de Gerluce (Sophie Charlotte). A mocinha, ainda adolescente, viveu em cárcere privado nas mãos do temido líder do tráfico da Chacrinha, Jorginho Ninja (Juliano Cazarré) e ficou desolada ao descobrir que ele tinha conseguido sair da cadeia e que queria conhecer a filha dos dois, Joélly (Alana Cabral).


Nos capítulos da última semana, Jorginho e Gerluce se encontraram e a cuidadora de idosos deixou claro que não vai deixar ele se aproximar da filha. Mudado e arrependido dos crimes, Jorginho revelou para a ex que está doente e que um dos últimos desejos que tem é de conhecer a filha.


Três Graças: a doença sem cura que tirou Jorginho Ninja da cadeia - destaque galeria

Joélly (Alana Cabral), Gerluce (Sophie Charlote) e Ligia (Dira Paes) em Três Graças
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Joélly (Alana Cabral), Gerluce (Sophie Charlote) e Ligia (Dira Paes) em Três Graças

Globo/ Estevam Avellar
Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças
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Gerluce (Sophie Charlotte) em Três Graças

Globo/ Estevam Avellar
Arminda (Grazi Massafera), Gerluce (Sophie Charlotte) e Ferette (Murilo Benício) em Três Graças
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Arminda (Grazi Massafera), Gerluce (Sophie Charlotte) e Ferette (Murilo Benício) em Três Graças

Globo/ Fábio Rocha
Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças
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Ferette (Murilo Benício) e Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças

Globo/ Manoella Mello
Ferette (Murilo Benício), Zenilda (Andréia Horta) e Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças
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Ferette (Murilo Benício), Zenilda (Andréia Horta) e Arminda (Grazi Massafera) em Três Graças

Globo/ Estevam Avellar
Três Graças enfrenta problemas de audiência e Globo toma medidas
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Três Graças enfrenta problemas de audiência e Globo toma medidas

Reprodução/Globo

O público só descobrirá mais tarde na trama que Jorginho tem um tumor no cérebro, condição irreversível e que o fará morrer em breve. A revelação vai causar uma virada quando ele contar para o pastor Albérico (Enrique Diaz) que sente que está com os dias contados e que o tumor “acordou” e que ele não terá muito tempo para se entender com Gerluce e conhecer a filha.


“O tempo para eu me entender com mãe e filha está acabando. Vou morrer logo, pastor, mas ainda estou vivo”, dirá.

Ele também ficará emocionado ao descobrir que Joélly está grávida e terá como desejo conhecer a neta. Nos capítulos da próxima semana, contudo, Jorginho terá o tão sonhado encontro com Joélly. A jovem será levada por Gerluce para uma conversa entre os dois onde ele vai falar abertamente sobre o mal que fez à menina.


Após a conversa, Joélly dirá para Jorginho que Gerluce estava certa ao dizer que não quer ver o ex-bandido por perto e vai demonstrar para Kellen (Luiza Rosa), amiga e confidente, que não acreditou no arrependimento do pai.






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Luzes de Natal com segurança: como decorar sua casa sem riscos e com economia

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Com a chegada do fim de ano, fachadas, vitrines e salas de estar do Distrito Federal começam a receber luzes, guirlandas e os tradicionais pisca-piscas. Para que a celebração seja alegre e livre de imprevistos, a Neoenergia Brasília reforça cuidados essenciais na escolha e instalação dos enfeites, a fim de evitar choques, curtos-circuitos e incêndios.



A distribuidora alerta que a combinação entre equipamentos elétricos, improvisos e falta de atenção pode gerar acidentes graves. Para orientar os consumidores, a empresa preparou um guia simples para montar a decoração com segurança e economia.



Na hora da compra



• Certifique-se de que todos os produtos possuam selo do Inmetro, além de informações claras sobre potência, tensão e instruções de uso



• Prefira modelos em LED, que consomem menos energia, aquecem menos e oferecem maior durabilidade.



Instalação segura



• Manipule os enfeites com as mãos secas e use calçados adequados
• Retire-os da tomada antes de montar, ajustar ou substituir qualquer item
• Não reutilize conjuntos danificados. Fios quebrados, ressecados ou com mau contato devem ser descartados
• Afaste as luzes de papel, algodão, lã, palha ou outros materiais inflamáveis
• Utilize árvores que indiquem resistência ao fogo.






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Famílias se entusiasmam com retorno do automobilismo ao Autódromo de Brasília

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Depois de mais de dez anos sem ouvir o som dos carros em prova oficial, Brasília voltou a viver um dia de automobilismo neste sábado (29). O Autódromo Internacional de Brasília Nelson Piquet recebeu público para a programação do Grande Prêmio BRB de Stock Car, com treinos, classificação e corrida sprint da BRB Stock Car Pro Series. O clima foi de reencontro: gente que conhecia a pista de outras décadas dividiu espaço com quem pisou ali pela primeira vez.





O empresário Rainer Ramalho é um dos que guardam lembranças da época em que o autódromo ainda tinha calendário regular. Para ele, o sábado marcou uma espécie de retorno a um velho conhecido. “A última vez que vim foi em 2008”, lembrou. “Agora estamos voltando aqui. Só alegria! Vamos assistir à corrida e ver se vai dar tudo certo. Demorou para abrir, estava precisando dessa reforma. Até que enfim vamos ter um lugar automotivo em Brasília de novo, que estava fazendo falta. Estamos felizes de o autódromo reabrir, agora vamos de evento automotivo aí, trazendo sempre a família toda”.




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Globo tem pior audiência do ano em matinais e bate recordes negativos

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A TV Globo marcou dois recordes negativos no mesmo dia envolvendo dois dos programas matinais, o Encontro e o Mais Você, nesta quinta-feira (27/11). A atração de Patrícia Poeta teve um dos piores registros do ano e o programa de Ana Maria Braga apresentou a pior audiência de 2025.


Os números do Kantar Ibope apontam que o Encontro registrou 5,2 pontos em São Paulo, uma média que coloca a data entre as cincos com menor audiência no ano de 2025. A pior média segue sendo a de 4,7 pontos no dia 3 de janeiro. Os dados foram divulgados pelo Notícias da TV.


Globo tem pior audiência do ano em matinais e bate recordes negativos - destaque galeria5 imagensAna Maria BragaPatrícia Poeta Patrícia Poeta recebe de presente colar raro de Hebe CamargoLogo da GloboFechar modal.MetrópolesChitãozinho com o filho Enrico no Mais Você com Ana Maria Braga1 de 5

Chitãozinho com o filho Enrico no Mais Você com Ana Maria Braga

Reprodução/TV GloboAna Maria Braga2 de 5

Ana Maria Braga

Reprodução/ GloboPatrícia Poeta 3 de 5

Patrícia Poeta

Reprodução/TV GloboPatrícia Poeta recebe de presente colar raro de Hebe Camargo4 de 5

Patrícia Poeta recebe de presente colar raro de Hebe Camargo

Reprodução/TV GloboLogo da Globo5 de 5

Logo da Globo

Reprodução

Já o Mais Você viveu uma manhã problemática amargando 5,1 pontos na capital paulista, o pior recorde de 2025. Além disso, a média é a pior vista nos últimos anos, menor que todos os programas de 2024, em que 5,8 foi a menor média, 2023, que marcou 5,5, e 2022 e 2021, que marcaram 5,9 como menor média do ano.


As atrações também representaram uma queda de audiência ao longo do dia, que começou com uma média de 8,3 durante o programa Bom Dia São Paulo e 7,6 no Bom Dia Brasil.






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Prestes a fazer 34 anos, Lei Rouanet encara desafios no setor cultural

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A Lei Rouanet (Lei nº 8.313/1991) está prestes a completar 34 anos e, ao longo das décadas, se consolidou como o principal mecanismo de fomento à cultura no Brasil. Apesar disso, a aplicação do incentivo ainda enfrenta entraves, como a concentração dos investimentos nas grandes capitais e a influência das empresas na escolha dos projetos. Em novembro, o Ministério da Cultura (MinC) realizou uma consulta pública para aprimorar a legislação, mas especialistas defendem uma reforma mais profunda.


Prestes a fazer 34 anos, Lei Rouanet encara desafios no setor cultural - destaque galeria5 imagensFachada do Ministério da Cultura e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do ClimaMinistra da Cultura, Margareth MenezesLula Lei RouanetNovas regras da Lei Rouanet automatiza inscrição e altera prazosFechar modal.MetrópolesDiscurso da ministra da Cultura, Margareth Menezes1 de 5

Discurso da ministra da Cultura, Margareth Menezes

Nina Quintana/MetrópolesFachada do Ministério da Cultura e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima2 de 5

Fachada do Ministério da Cultura e Ministério do Meio Ambiente e Mudança do Clima

Marcelo Camargo/Agência BrasilMinistra da Cultura, Margareth Menezes3 de 5

Ministra da Cultura, Margareth Menezes

Hugo Barreto/ MetrópolesLula Lei Rouanet4 de 5

Lula Lei Rouanet

Ricardo Stuckert/PRNovas regras da Lei Rouanet automatiza inscrição e altera prazos5 de 5

Novas regras da Lei Rouanet automatiza inscrição e altera prazos

Lucas Pedrosa/Festival Internacional do Circo

Criada em 1991 por Sérgio Paulo Rouanet (1934-2022), então secretário nacional de cultura no governo Collor, a Lei de Incentivo à Cultura já destinou mais de R$ 32 bilhões a projetos culturais desde então. Para receber o benefício, os interessados devem enviar suas propostas, que são analisadas pelo MinC com base em critérios específicos. Após a aprovação, é necessário encontrar um patrocinador.



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Qualquer pessoa física com imposto de renda a declarar ou empresa tributada pelo lucro real pode financiar projetos culturais, sendo 6% do imposto devido para pessoas físicas e 4% para jurídicas. O primeiro semestre de 2025 registrou recorde de arrecadação, com R$ 765,9 milhões captados.



Concentração regional


Um dos desafios históricos da Lei Rouanet é a concentração de recursos no Sudeste, principalmente nas cidades de São Paulo e Rio de Janeiro. Em 2022, os estados da região reuniam 57,8% dos projetos aprovados para captação, enquanto o Norte somava apenas 2%, segundo dados da Revista Piauí.


Esse desequilíbrio também está refletido dentro das próprias capitais. Pesquisa do Observatório Ibira 30 e da Universidade Federal do ABC revelou que, entre 2014 e 2023, o distrito de Pinheiros, área nobre da capital paulista, recebeu mais recursos via Lei Rouanet do que metade de todo o município, totalizando R$ 5,9 bilhões.


Para o jornalista Rodrigo Duarte, que fez parte de comissões de avaliação de projetos, o mecanismo falha em fomentar a cultura nas periferias.


“O dinheiro vai muito em São Paulo e Rio, mas dentro das próprias cidades, o dinheiro não chega na periferia, fica nos bairros nobres”, explica. “Dá para dizer que a maior parte do dinheiro do Brasil não fica apenas em duas capitais, fica em alguns bairros nobres concentrando todo o dinheiro na faixa de 80% na média histórica.”

Bairro Pinheiros em São Paulo. Frio - Metrópoles


Somente empresas tributadas com base no lucro real (em geral com receita bruta anual acima de R$ 78 milhões) podem incentivar projetos e receber benefícios fiscais. Para a doutora em políticas públicas Adriana Donato, isso impacta diretamente a concentração dos recursos em São Paulo e no Rio, onde estão as sedes das principais organizações do país.


“É preciso considerar que nem sempre a execução dos projetos ocorre nesses estados ou somente neles. Grande parte das empresas que patrocinam projetos via Lei Rouanet tem suas sedes localizadas neste eixo, por isso, ao consultar a base de dados, o Sistema de Apoio às Leis de Incentivo à Cultura (Salic), verifica um volume expressivo na captação de recursos nesses estados”, menciona.

Duarte sugere uma medida para equilibrar a distribuição regional dos incentivos: “Precisava mudar na raiz da Lei, criando cotas regionais proporcionais entre os estados. O dinheiro tinha que ser dividido na proporção de território e população”.


Nos últimos anos, o MinC tem demonstrado esforços para reverter o quadro. A principal iniciativa está nos programas especiais, que destinam recursos a jovens agentes culturais, favelas, regiões Norte e Nordeste e, de forma emergencial, ao Rio Grande do Sul. Uma das vantagens desses programas é que o patrocínio já está garantido pelo Ministério da Cultura, dispensando os proponentes da necessidade de captar recursos.


Henilton Menezes, secretário de fomento e incentivo à cultura do Minc, avalia avanços nos resultados. “Pela primeira vez no Brasil, após 34 anos de existência desse mecanismo de financiamento, todos os estados e Distrito Federal têm projetos em execução. Hoje, o estado que menos tem projetos em execução é Alagoas, com seis projetos”.

Duarte, porém, considera que os investimentos ainda são insuficientes. “O montante desses recursos é ínfimo”, declara. “Quando você lança R$ 5 milhões (valor liberado pelo edital do Programa Rouanet nas Favelas) para favelas do Brasil, a gente tem que admitir que isso é migalha. Então, isso não dá cobertura à diversidade social, artística, regional, de gênero.”


Consulta pública


Não é a primeira vez que o MinC promove uma consulta pública para aperfeiçoar a execução da Lei Rouanet. Em 2024, cerca de 200 sugestões foram recebidas virtualmente e resultaram na redução do tempo médio de análise de 60 para 30 dias. Em 2025, as mudanças fortaleceram os recursos de acessibilidade dos projetos. “É imprescindível ouvir as demandas dos agentes culturais e da sociedade brasileira”, opina o secretário Menezes.


As alterações propostas pela participação popular não modificam o texto da lei, mas as instruções normativas que regulam a apresentação, seleção, monitoramento e execução dos projetos culturais. Os especialistas, no entanto, defendem mudanças no próprio texto legal.


“A consulta pública para rever a normativa é muito fraca, é incipiente”, opina Duarte. “O que cabe nesse caso da Rouanet é uma reforma completa da legislação. Ficar mexendo na norma regulamentadora não vai solucionar as questões da Rouanet.”

Ele também critica a redação atual da lei e defende que as empresas deixem de ter controle total sobre os projetos escolhidos. “Hoje quem define o que é cultura não são especialistas em cultura, não são artistas, técnicos, produtores, conselheiros, não são antropólogos, não são pessoas das expressões culturais das suas regiões, são marqueteiros”, opina.


Para Donato, as consultas públicas são importantes e mudanças no texto da lei poderiam trazer ganhos significativos. Um dos pontos levantados por ela é a inclusão de empresas com receita bruta inferior a R$ 78 milhões na possibilidade de renúncia fiscal.


“Uma alternativa para reduzir essa concentração seria uma alteração na lei, a possibilidade para empresas tributadas no lucro presumido poderem apoiar projetos culturais. Sem dúvida, representaria um grande avanço e uma chance de se sair do eixo Rio-São Paulo”, diz a especialista.

Prestação de contas


A prestação de contas dos projetos incentivados também é um desafio para a pasta. Em 2025, um levantamento do Observatório da Cultura do Brasil (OCB), com dados do Tribunal de Contas da União, indicou que, ao final de 2023, mais de 26 mil projetos estavam com pendências na prestação de contas.


“Isso significa que ninguém sabe efetivamente como o dinheiro foi gasto”, complementa Duarte. “Isso é apontado como uma situação grave pelos auditores e ocorre muito por questões estruturais. Ficou claro nessas auditorias que há deficiências de governança, ausência de critérios de regionalização, falta de instrumentos de controle, falta de transparência.”

Entre 2022 e 2023, o número de projetos com pendências aumentou 14,9%. Donato reforça a necessidade de uma legislação “mais democrática, menos burocrática e com maior transparência”.


Legado


Projeto Biriba, iniciativa incentivada pela Lei Rouanet em Paracatu (MG)

Apesar dos desafios, a Lei Rouanet representa um marco para as políticas culturais brasileiras e se consolidou como o principal instrumento de incentivo ao setor. Rose Bispo, líder do projeto Biriba, que une capoeira e sustentabilidade, afirma que, sem o mecanismo, a continuidade das atividades seria difícil.


“O projeto já acontecia em formato mais simples, mas foi possível potencializá-lo através da lei de incentivo”, conta. “O grande desafio de manter um projeto como este sem o recurso é a necessidade de voltar a atender um número muito reduzido de alunos, mesmo sabendo que pode atender mais pessoas.”

Em 2018, um estudo da Fundação Getúlio Vargas (FGV) apontou que a Lei Rouanet é, na verdade, lucrativa. A pesquisa mostra que, para cada R$ 1 de renúncia fiscal, são gerados em média R$ 1,59 na economia brasileira. Além disso, os incentivos movimentam 68 atividades diferentes, como transporte, turismo e alimentação.


“Ao longo dos 34 anos, a Lei apresentou impactos e desdobramentos positivos na produção cultural. Isso tem-se evidenciado por meio do número crescente de projetos enviados e aprovados com captação de recursos”, aponta Donato.

Segundo a Secretaria de Fomento e Incentivo à Cultura, 4.552 projetos culturais estão em execução atualmente. “Em 2025 (até o dia 31/10/2025) foram recepcionadas 22.522 propostas, o que denota maior conhecimento pelos proponentes para elaboração de projetos”, relata o secretário.





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