Aulão de Defesa Pessoal em apoio ao Agosto Lilás reforça a luta contra a violência feminina

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O deputado distrital Hermeto participou do Aulão de Defesa Pessoal em apoio à campanha Agosto Lilás, um evento focado na conscientização e no combate à violência contra a mulher.



A iniciativa, que busca oferecer ferramentas de segurança e autoconfiança para o público feminino, foi destacada pelo deputado como um passo importante para o empoderamento das mulheres. Em suas redes sociais, Hermeto parabenizou as participantes e a organização, reforçando a importância de ações que promovem a segurança e o respeito.



A participação no evento reforça o compromisso do deputado com a luta por uma sociedade mais justa e livre de violência de gênero.







https://jornalismodigitaldf.com.br/aulao-de-defesa-pessoal-em-apoio-ao-agosto-lilas-reforca-a-luta-contra-a-violencia-feminina/?fsp_sid=190726
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Aulão de Defesa Pessoal em apoio ao Agosto Lilás reforça a luta contra a violência feminina

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O deputado distrital Hermeto participou do Aulão de Defesa Pessoal em apoio à campanha Agosto Lilás, um evento focado na conscientização e no combate à violência contra a mulher.



A iniciativa, que busca oferecer ferramentas de segurança e autoconfiança para o público feminino, foi destacada pelo deputado como um passo importante para o empoderamento das mulheres. Em suas redes sociais, Hermeto parabenizou as participantes e a organização, reforçando a importância de ações que promovem a segurança e o respeito.



A participação no evento reforça o compromisso do deputado com a luta por uma sociedade mais justa e livre de violência de gênero.







https://jornalismodigitaldf.com.br/aulao-de-defesa-pessoal-em-apoio-ao-agosto-lilas-reforca-a-luta-contra-a-violencia-feminina/?fsp_sid=190719
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Governo do Distrito Federal autoriza construção de viaduto em Planaltina

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O governador Ibaneis Rocha autorizou a construção de um viaduto na entrada de Planaltina, uma obra aguardada há anos pela população. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado de Governo do Distrito Federal, José Humberto, e promete beneficiar cerca de 90 mil motoristas que passam pela região diariamente.



O viaduto será construído no km 22,6 da BR-020, no entroncamento com a DF-128. O projeto inclui uma série de melhorias para a área, como:



  • Terraplenagem e pavimentação


  • Sinalização vertical e horizontal


  • Acessibilidade e paisagismo


  • Drenagem


  • Ciclovia



Com a obra, o governo busca melhorar a fluidez do trânsito e a segurança viária em uma das áreas mais movimentadas do Distrito Federal. A construção também visa proporcionar um acesso mais seguro e eficiente para os moradores de Planaltina e de outras cidades próximas.







https://jornalismodigitaldf.com.br/governo-do-distrito-federal-autoriza-construcao-de-viaduto-em-planaltina/?fsp_sid=190691
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Governo do Distrito Federal autoriza construção de viaduto em Planaltina

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O governador Ibaneis Rocha autorizou a construção de um viaduto na entrada de Planaltina, uma obra aguardada há anos pela população. O anúncio foi feito pelo Secretário de Estado de Governo do Distrito Federal, José Humberto, e promete beneficiar cerca de 90 mil motoristas que passam pela região diariamente.



O viaduto será construído no km 22,6 da BR-020, no entroncamento com a DF-128. O projeto inclui uma série de melhorias para a área, como:



  • Terraplenagem e pavimentação


  • Sinalização vertical e horizontal


  • Acessibilidade e paisagismo


  • Drenagem


  • Ciclovia



Com a obra, o governo busca melhorar a fluidez do trânsito e a segurança viária em uma das áreas mais movimentadas do Distrito Federal. A construção também visa proporcionar um acesso mais seguro e eficiente para os moradores de Planaltina e de outras cidades próximas.







https://jornalismodigitaldf.com.br/governo-do-distrito-federal-autoriza-construcao-de-viaduto-em-planaltina/?fsp_sid=190698
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Prorrogadas as inscrições para o Prêmio Candanguinho de Poesia – Secretaria de Estado de Educação

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Ao todo, são R$ 90 mil em premiação, prazo é até 19 de setembro


Por Thaís Miranda, da Agência Brasília | Edição: Ígor Silveira


 


Além do incentivo cultural, o prêmio também valoriza economicamente os talentos infanto juvenis | Foto: Divulgação/Secec


 


O prazo para participar da 3ª edição do Prêmio Candanguinho de Poesia Infantojuvenil foi prorrogado até 19 de setembro. A iniciativa é promovida pela Secretaria de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF), em parceria com a Voar Arte para a Infância e Juventude. Esse é o único concurso do país totalmente dedicado à produção poética de estudantes de 6 a 17 anos da rede pública e particular do DF e da Região Integrada de Desenvolvimento do Distrito Federal (Ride).


 


Além do incentivo cultural, o prêmio também valoriza economicamente os talentos infantojuvenis. Ao todo, são R$ 90 mil em premiação, divididos em três categorias: crianças de 6 a 12 anos, adolescentes de 13 a 17 anos e crianças e adolescentes com deficiência (6 a 17 anos).


 


A cerimônia final será no dia 7 de novembro, na Sala Martins Pena do Teatro Nacional.Os três primeiros colocados de cada categoria receberão R$ 15 mil, R$ 10 mil e R$ 5 mil, além de troféus e livros de autores de Brasília. Ao todo, 90 poesias serão selecionadas para compor uma coletânea que será publicada em diferentes formatos: impresso, digital, em Braille e em audiobook narrado por jovens atores. A proposta promove acessibilidade e democratização da leitura, ampliando o alcance da literatura infantojuvenil.


 


Serão impressos mil exemplares da coletânea, que serão distribuídos gratuitamente em bibliotecas públicas, escolares e comunitárias do DF e da Ride. A iniciativa também prevê oficinas literárias e ações culturais em diversas regiões administrativas, estimulando o uso das bibliotecas como polos de cultura e formação cidadã.


 


As inscrições são gratuitas e podem ser feitas no site da premiação.


 




 


 








Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/prorrogadas-as-inscricoes-para-o-premio-candanguinho-de-poesia-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=190670
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Presidente do Brasília Ambiental almoça com comunidade do Acampamento Renascer para discutir questões ambientais

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O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, se reuniu com a comunidade do Acampamento Renascer, no Córrego das Corujas, para discutir questões ambientais e o processo de regularização da área. O encontro contou com a participação de cerca de 30 famílias e representantes da comunidade, que buscam o apoio do órgão para a análise do seu processo.



Durante a visita, Nemer afirmou que o Brasília Ambiental está comprometido em atender a comunidade e contribuir para a preservação do Cerrado. A comunidade demonstrou, por meio do líder da Associação Arca, que as famílias trabalham em um projeto de agrofloresta, conciliando o plantio com a preservação da mata nativa.



"Aqui nós temos minas preservadas, temos cachoeira preservada, o meio ambiente aqui é todo preservado e aqui se não preservar infelizmente nós vamos pedir para sair de dentro do acampamento porque aqui tem que preservar," disse um dos representantes da comunidade.




A comunidade destacou ainda que no Acampamento Renascer a política é de "fogo zero" e "desmatamento zero". Como forma de agradecimento, os moradores presentearam o presidente do órgão com uma cesta de produtos produzidos no local, como doces e outros alimentos.



A visita de Rôney Nemer reforça o diálogo entre o governo e a comunidade, buscando soluções que conciliem a regularização territorial com a conservação ambiental.







https://jornalismodigitaldf.com.br/presidente-do-brasilia-ambiental-almoca-com-comunidade-do-acampamento-renascer-para-discutir-questoes-ambientais/?fsp_sid=190649
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Presidente do Brasília Ambiental almoça com comunidade do Acampamento Renascer para discutir questões ambientais

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O presidente do Brasília Ambiental, Rôney Nemer, se reuniu com a comunidade do Acampamento Renascer, no Córrego das Corujas, para discutir questões ambientais e o processo de regularização da área. O encontro contou com a participação de cerca de 30 famílias e representantes da comunidade, que buscam o apoio do órgão para a análise do seu processo.



Durante a visita, Nemer afirmou que o Brasília Ambiental está comprometido em atender a comunidade e contribuir para a preservação do Cerrado. A comunidade demonstrou, por meio do líder da Associação Arca, que as famílias trabalham em um projeto de agrofloresta, conciliando o plantio com a preservação da mata nativa.



"Aqui nós temos minas preservadas, temos cachoeira preservada, o meio ambiente aqui é todo preservado e aqui se não preservar infelizmente nós vamos pedir para sair de dentro do acampamento porque aqui tem que preservar," disse um dos representantes da comunidade.




A comunidade destacou ainda que no Acampamento Renascer a política é de "fogo zero" e "desmatamento zero". Como forma de agradecimento, os moradores presentearam o presidente do órgão com uma cesta de produtos produzidos no local, como doces e outros alimentos.



A visita de Rôney Nemer reforça o diálogo entre o governo e a comunidade, buscando soluções que conciliem a regularização territorial com a conservação ambiental.







https://jornalismodigitaldf.com.br/presidente-do-brasilia-ambiental-almoca-com-comunidade-do-acampamento-renascer-para-discutir-questoes-ambientais/?fsp_sid=190656
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Viaduto que ligará a BR-020 à DF-128 tem ordem de serviço assinada em Planaltina

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Um compromisso feito em 2022 se torna realidade para a população de Planaltina e região. A ordem de serviço para a construção do viaduto que conectará a BR-020 à DF-128 foi assinada, dando início às obras.



A cerimônia de assinatura contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, que reforçou a atenção do seu governo com a região norte do Distrito Federal. Segundo ele, as demandas do deputado Pepa têm sido atendidas, garantindo melhorias significativas para a cidade e a qualidade de vida dos moradores.



O deputado distrital Pepa expressou sua gratidão ao Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), representado pelo seu presidente, Fauzi Nacfur, à vice-governadora Celina Leão e, em especial, ao governador Ibaneis Rocha, pelo olhar cuidadoso em relação às necessidades da comunidade.



A construção do viaduto é vista como um passo crucial para a mobilidade, segurança e desenvolvimento de toda a região, prometendo facilitar o trânsito e oferecer mais segurança para quem circula por ali.







https://jornalismodigitaldf.com.br/viaduto-que-ligara-a-br-020-a-df-128-tem-ordem-de-servico-assinada-em-planaltina/?fsp_sid=190628
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Viaduto que ligará a BR-020 à DF-128 tem ordem de serviço assinada em Planaltina

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Um compromisso feito em 2022 se torna realidade para a população de Planaltina e região. A ordem de serviço para a construção do viaduto que conectará a BR-020 à DF-128 foi assinada, dando início às obras.



A cerimônia de assinatura contou com a presença do governador Ibaneis Rocha, que reforçou a atenção do seu governo com a região norte do Distrito Federal. Segundo ele, as demandas do deputado Pepa têm sido atendidas, garantindo melhorias significativas para a cidade e a qualidade de vida dos moradores.



O deputado distrital Pepa expressou sua gratidão ao Departamento de Estradas de Rodagem do Distrito Federal (DER-DF), representado pelo seu presidente, Fauzi Nacfur, à vice-governadora Celina Leão e, em especial, ao governador Ibaneis Rocha, pelo olhar cuidadoso em relação às necessidades da comunidade.



A construção do viaduto é vista como um passo crucial para a mobilidade, segurança e desenvolvimento de toda a região, prometendo facilitar o trânsito e oferecer mais segurança para quem circula por ali.







https://jornalismodigitaldf.com.br/viaduto-que-ligara-a-br-020-a-df-128-tem-ordem-de-servico-assinada-em-planaltina/?fsp_sid=190621
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Estudantes estrangeiros aprendem português nos centros interescolares de línguas

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A barreira da linguística não é mais obstáculo para centenas de estudantes migrantes que vivem no Distrito Federal. A Secretaria de Educação do DF (SEEDF) instituiu, em janeiro deste ano, a Política de Acolhimento a Migrantes Internacionais Falantes de Outras Línguas, intitulada Bem-vindos ao Distrito Federal e regulamentada pela Portaria nº 94/2025. A iniciativa assegura o acesso à educação a migrantes, refugiados, apátridas e emigrantes retornados, independentemente da situação imigratória ou documental, com prioridade para o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc).


As primeiras turmas funcionam em seis centros interescolares de línguas (CILs) — Guará, Asa Norte, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga e São Sebastião — e atendem estudantes a partir do 6º ano do ensino fundamental. Já as crianças menores seguem recebendo apoio nas próprias escolas, com incentivo à criação de ambientes multilíngues e inclusivos.


A diretora do CIL do Guará, Taiana Santana, destaca o avanço que a transformação do projeto em política pública representa. “Nós já tivemos formaturas deles falando em português, eventos em que eles trouxeram comidas típicas, e os nossos alunos tiveram a oportunidade de conhecer culturas diferentes. É grandioso. Hoje temos 160 alunos, além dos mais de 300 que já passaram pelo curso”.


A implementação da política também incluiu cursos de formação continuada para professores e a produção de materiais específicos, como o Caderno Pedagógico Migrantes e o videocast Migrantes Internacionais: a língua como acolhimento, disponíveis no YouTube da Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) e no site da secretaria. Outro destaque é o documentário CILG – Bem-vindos ao DF – Migrantes Internacionais, que apresenta a experiência no CIL do Guará. 



“Nós já tivemos formaturas deles falando em português, eventos em que eles trouxeram comidas típicas, e os nossos alunos tiveram a oportunidade de conhecer culturas diferentes. É grandioso. Hoje temos 160 alunos, além dos mais de 300 que já passaram pelo curso”


Taiana Santana, diretora do CIL do Guará


Para viabilizar a implementação, foi realizada uma formação continuada no primeiro semestre de 2025, por meio de uma parceria entre a Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin) e a Eape. O curso foi destinado a professores de línguas, que já estão atuando nas turmas iniciais do PLAc. A Diretoria de Educação em Direitos Humanos e Diversidade (DDHD), vinculada à Subin, coordena as ações e garante a matrícula de estudantes migrantes mesmo sem documentação, além de oferecer orientações práticas às escolas por meio da Circular nº 27/2024.


A vice-diretora do CIL do Guará, Priscila Mesquita, complementa que o curso é reconhecido pela Polícia Federal, o que auxilia no processo de legalização da permanência de migrantes no país. “Isso muda o destino deles aqui: integração, oportunidades de trabalho, socialização e felicidade. É uma troca muito rica”.


Muito além do idioma


O Português como Língua de Acolhimento é voltado para o ensino do idioma e da cultura brasileira. O curso funciona em formato híbrido, com aulas semanais. Aulas online permitem a participação de quem trabalha, mas também há encontros presenciais para atendimento individualizado, sobretudo para iniciantes ou falantes de línguas tipologicamente diferentes do português, como o árabe.


A coordenadora do curso no CIL do Guará, Danielle Paz, destaca que o PLAc vai além do aprendizado da língua, proporcionando trocas culturais e um olhar humanizado para individualidade e tradição de cada estudante. “A gente atende migrantes internacionais, alguns em situação de refúgio de guerras, que dependem do aprendizado do idioma para viabilizar a vida aqui. Eles vêm com essa motivação de estabelecer uma vida nova, ter novas esperanças. Nós recebemos esses alunos cuidando do ensino e de encaminhamentos que eles precisam”, afirma.


Danielle ressalta que ao início do curso é feita uma avaliação chamada needs analysis, para identificar e adaptar as necessidades de cada aluno. É o caso de alunas muçulmanas, que precisam estar em um ambiente separado dos homens, ou outros estudantes que têm um espaço separado para fazer as orações que a tradição exige durante o dia. “Fazemos questão de não anular a cultura deles, porque eles têm que se sentir valorizados como povo, ter espaço de fala e oportunidade de mostrar os costumes e a identidade deles”, diz Danielle.


O professor Pedro Reis, que atuou nas primeiras turmas, lembra dos desafios iniciais do curso, que enfrentou a necessidade de letramento digital para viabilizar as aulas online durante o período pandêmico. “Eu nunca tinha trabalhado com um público tão diverso. Era gente do Haiti, Congo, Vietnã, Holanda, tudo junto no nível iniciante. É muito interessante ter essa experiência, porque ao mesmo tempo que ensinamos elementos de cultura brasileira, aprendemos muito sobre a cultura deles”.


Ele reforça a importância do Centro de Línguas do DF e o curso como uma política pública, apontando que a tendência do Brasil de receber cada vez mais migrantes: “Temos uma política de migração relativamente fácil em relação a outros países, isso é um atrativo para as pessoas. Mas muitas vezes elas chegam aqui e a primeira barreira é a linguística. Ter acesso a uma escola de idiomas muda o destino delas, a integração com a comunidade, as oportunidades de trabalho. Com a nova portaria, vamos aumentar o acesso, melhorar a qualidade e ficar mais próximo das comunidades, o que resulta em uma probabilidade muito maior de permanência no curso.”


Vozes de quem aprende


A bangladesa Humaira Ferdousi, 48, está no Brasil há dois anos. Ela veio com o marido, que é diplomata do país do sul da Ásia. Para Humara, que tem como língua original o bengali (também chamado de bangla), a comunicação era difícil até na hora de usar a moeda brasileira. Ela conta que tudo mudou quando conheceu o CIL: “Quando cheguei, não entendia nada de português. Era difícil até comprar as coisas básicas. Agora eu entendo melhor, posso perguntar, comprar. Fui muito bem-recebida nesse curso; os professores e colegas são muito amigáveis e respeitosos”, observa.


O colombiano Carlos Athuro Gomez Gomez, de 71 anos, mora há dois anos no Brasil. O aposentado já morou na Espanha, residiu dez anos no Canadá e conheceu diversos países, mas o Brasil é dono de um lugar especial no coração – palco da história de amor que o trouxe até o país, com uma carioca que conheceu em suas viagens. Carlos diz que na verdade é apaixonado pela cultura brasileira e, com muita bagagem para compartilhar, se diz feliz por ter encontrado um lugar de tantas trocas.


“Vim ao Brasil por uma mulher, nos casamos e já nos divorciamos, mas não vou partir”, conta. “Estou muito feliz em viver aqui e por ter encontrado um lugar como o CIL, que se preocupa com as pessoas e com o aprendizado maior que só o idioma. Isso é muito importante, porque precisamos aprender português para agir, trabalhar, se integrar na comunidade. As pessoas aqui são muito gentis, o brasileiro, de forma geral, é muito gentil.”







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https://jornalismodigitaldf.com.br/estudantes-estrangeiros-aprendem-portugues-nos-centros-interescolares-de-linguas/?fsp_sid=190600
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Estudantes estrangeiros aprendem português nos centros interescolares de línguas

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A barreira da linguística não é mais obstáculo para centenas de estudantes migrantes que vivem no Distrito Federal. A Secretaria de Educação do DF (SEEDF) instituiu, em janeiro deste ano, a Política de Acolhimento a Migrantes Internacionais Falantes de Outras Línguas, intitulada Bem-vindos ao Distrito Federal e regulamentada pela Portaria nº 94/2025. A iniciativa assegura o acesso à educação a migrantes, refugiados, apátridas e emigrantes retornados, independentemente da situação imigratória ou documental, com prioridade para o ensino de Português como Língua de Acolhimento (PLAc).


As primeiras turmas funcionam em seis centros interescolares de línguas (CILs) — Guará, Asa Norte, Ceilândia, Samambaia, Taguatinga e São Sebastião — e atendem estudantes a partir do 6º ano do ensino fundamental. Já as crianças menores seguem recebendo apoio nas próprias escolas, com incentivo à criação de ambientes multilíngues e inclusivos.


A diretora do CIL do Guará, Taiana Santana, destaca o avanço que a transformação do projeto em política pública representa. “Nós já tivemos formaturas deles falando em português, eventos em que eles trouxeram comidas típicas, e os nossos alunos tiveram a oportunidade de conhecer culturas diferentes. É grandioso. Hoje temos 160 alunos, além dos mais de 300 que já passaram pelo curso”.


A implementação da política também incluiu cursos de formação continuada para professores e a produção de materiais específicos, como o Caderno Pedagógico Migrantes e o videocast Migrantes Internacionais: a língua como acolhimento, disponíveis no YouTube da Escola de Formação Continuada dos Profissionais da Educação (Eape) e no site da secretaria. Outro destaque é o documentário CILG – Bem-vindos ao DF – Migrantes Internacionais, que apresenta a experiência no CIL do Guará. 



“Nós já tivemos formaturas deles falando em português, eventos em que eles trouxeram comidas típicas, e os nossos alunos tiveram a oportunidade de conhecer culturas diferentes. É grandioso. Hoje temos 160 alunos, além dos mais de 300 que já passaram pelo curso”


Taiana Santana, diretora do CIL do Guará


Para viabilizar a implementação, foi realizada uma formação continuada no primeiro semestre de 2025, por meio de uma parceria entre a Subsecretaria de Educação Inclusiva e Integral (Subin) e a Eape. O curso foi destinado a professores de línguas, que já estão atuando nas turmas iniciais do PLAc. A Diretoria de Educação em Direitos Humanos e Diversidade (DDHD), vinculada à Subin, coordena as ações e garante a matrícula de estudantes migrantes mesmo sem documentação, além de oferecer orientações práticas às escolas por meio da Circular nº 27/2024.


A vice-diretora do CIL do Guará, Priscila Mesquita, complementa que o curso é reconhecido pela Polícia Federal, o que auxilia no processo de legalização da permanência de migrantes no país. “Isso muda o destino deles aqui: integração, oportunidades de trabalho, socialização e felicidade. É uma troca muito rica”.


Muito além do idioma


O Português como Língua de Acolhimento é voltado para o ensino do idioma e da cultura brasileira. O curso funciona em formato híbrido, com aulas semanais. Aulas online permitem a participação de quem trabalha, mas também há encontros presenciais para atendimento individualizado, sobretudo para iniciantes ou falantes de línguas tipologicamente diferentes do português, como o árabe.


A coordenadora do curso no CIL do Guará, Danielle Paz, destaca que o PLAc vai além do aprendizado da língua, proporcionando trocas culturais e um olhar humanizado para individualidade e tradição de cada estudante. “A gente atende migrantes internacionais, alguns em situação de refúgio de guerras, que dependem do aprendizado do idioma para viabilizar a vida aqui. Eles vêm com essa motivação de estabelecer uma vida nova, ter novas esperanças. Nós recebemos esses alunos cuidando do ensino e de encaminhamentos que eles precisam”, afirma.


Danielle ressalta que ao início do curso é feita uma avaliação chamada needs analysis, para identificar e adaptar as necessidades de cada aluno. É o caso de alunas muçulmanas, que precisam estar em um ambiente separado dos homens, ou outros estudantes que têm um espaço separado para fazer as orações que a tradição exige durante o dia. “Fazemos questão de não anular a cultura deles, porque eles têm que se sentir valorizados como povo, ter espaço de fala e oportunidade de mostrar os costumes e a identidade deles”, diz Danielle.


O professor Pedro Reis, que atuou nas primeiras turmas, lembra dos desafios iniciais do curso, que enfrentou a necessidade de letramento digital para viabilizar as aulas online durante o período pandêmico. “Eu nunca tinha trabalhado com um público tão diverso. Era gente do Haiti, Congo, Vietnã, Holanda, tudo junto no nível iniciante. É muito interessante ter essa experiência, porque ao mesmo tempo que ensinamos elementos de cultura brasileira, aprendemos muito sobre a cultura deles”.


Ele reforça a importância do Centro de Línguas do DF e o curso como uma política pública, apontando que a tendência do Brasil de receber cada vez mais migrantes: “Temos uma política de migração relativamente fácil em relação a outros países, isso é um atrativo para as pessoas. Mas muitas vezes elas chegam aqui e a primeira barreira é a linguística. Ter acesso a uma escola de idiomas muda o destino delas, a integração com a comunidade, as oportunidades de trabalho. Com a nova portaria, vamos aumentar o acesso, melhorar a qualidade e ficar mais próximo das comunidades, o que resulta em uma probabilidade muito maior de permanência no curso.”


Vozes de quem aprende


A bangladesa Humaira Ferdousi, 48, está no Brasil há dois anos. Ela veio com o marido, que é diplomata do país do sul da Ásia. Para Humara, que tem como língua original o bengali (também chamado de bangla), a comunicação era difícil até na hora de usar a moeda brasileira. Ela conta que tudo mudou quando conheceu o CIL: “Quando cheguei, não entendia nada de português. Era difícil até comprar as coisas básicas. Agora eu entendo melhor, posso perguntar, comprar. Fui muito bem-recebida nesse curso; os professores e colegas são muito amigáveis e respeitosos”, observa.


O colombiano Carlos Athuro Gomez Gomez, de 71 anos, mora há dois anos no Brasil. O aposentado já morou na Espanha, residiu dez anos no Canadá e conheceu diversos países, mas o Brasil é dono de um lugar especial no coração – palco da história de amor que o trouxe até o país, com uma carioca que conheceu em suas viagens. Carlos diz que na verdade é apaixonado pela cultura brasileira e, com muita bagagem para compartilhar, se diz feliz por ter encontrado um lugar de tantas trocas.


“Vim ao Brasil por uma mulher, nos casamos e já nos divorciamos, mas não vou partir”, conta. “Estou muito feliz em viver aqui e por ter encontrado um lugar como o CIL, que se preocupa com as pessoas e com o aprendizado maior que só o idioma. Isso é muito importante, porque precisamos aprender português para agir, trabalhar, se integrar na comunidade. As pessoas aqui são muito gentis, o brasileiro, de forma geral, é muito gentil.”







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Cerveja, sedução e sacanagem movimentam banca do “trepa-trepa” em feira do DF

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O sol estava a pino em uma tarde de quinta-feira no Distrito Federal, com a baixa umidade castigando quem percorria os corredores estreitos da feira permanente do Setor P Norte, em Ceilândia. O calor, extenuante, parecia aumentar sob o telhado de zinco que cobre o conglomerado de boxes.


No entanto, o que realmente ebulia a temperatura estava no interior de bancas que transformaram a venda de cerveja em um espetáculo sensual, com garotas vestindo roupas mínimas. Desinibidas, maquiadas e cheirosas, as “novinhas” disputavam quem desfila com o short mais curto ou a minissaia mais ousada.


Assista:



As vendedoras, entre 17 e 25 anos, são conhecidas como “iscas” – apelido dado àquelas que seduzem os clientes com “voz melosa” e presença marcante. A missão é clara: fazer os homens gastarem o máximo possível em bebidas.


A primeira impressão é que as bancas funcionam como espécie de “puteiro light” travestido de barracas alimentícias. Ledo engano. Cada banca opera com até com seis meninas que se desdobram simultaneamente para lucrar com a venda de bebidas geladas, e só. Provocantes, as peças de roupa usadas pelas iscas parecem pensadas para explorar uma fenda, um detalhe, uma curva.


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As garotas precisam vender, no mínimo, 15 garrafas por dia, cerca de R$ 225 em faturamento para bater a meta. O pagamento pinga em forma de comissão: R$ 5 por garrafa, além do valor da passagem de ida e volta. “Dá para tirar uns R$ 800 por semana”, contou uma das jovens, sem saber que estava sendo filmada. Outra, ainda com feições infantis, revelou ter 17 anos. Ela usava um microvestido brilhante para atrair clientes. “Não faço programa, mas gosto de beber igual gente grande”, disse, em meio a risos.


Cerveja exorbitante


O negócio é lucrativo, apesar de o preço cobrado assustar quem passa pela primeira vez. Uma simples long neck não sai por menos de R$ 15. Um trio de garrafas “litrão” custou R$ 93 durante a visita da reportagem ao local. Para os frequentadores assíduos, porém, não há limite. “Alguns gastam como se não houvesse amanhã. Tem cliente que despeja R$ 2 mil a R$ 3 mil em uma tarde quente”, revelou uma vendedora. O figurino é calculado para provocar olhares e incentivar copos cheios.


Cada banca conta com uma caixa de som potente, disputando o espaço auditivo da feira. Enquanto uma solta batidas de funk, outra aposta no sertanejo, e outra, no pagode. O resultado é uma verdadeira simbiose musical difícil de distinguir, mas eficiente em atrair curiosos e animar quem decide ficar e esvaziar os bolsos em troca de cerveja cara e companhia.


O negócio mistura festa, comércio e sedução, em uma zona cinzenta entre diversão e exploração sexual. O calor, a música e as roupas curtas são parte da fórmula que movimenta muito dinheiro quase todos os dias da semana na feira, com a exceção das segundas-feiras.


O negócio das “iscas”



  • Idade das contratadas: entre 18 e 25 anos (em sua maioria)

  • Meta diária: 15 garrafas de cerveja

  • Preço médio: R$ 15 a R$ 31 por unidade

  • Comissão: R$ 5 por garrafa

  • Renda semanal: até R$ 800


Banca do “trepa-trepa”


No meio das bancas, uma delas se destaca: a chamada “banca do trepa-trepa”. Ali, a responsável mistura o papel de comerciante com o de cafetina. Com celular em mãos, exibe fotos e vídeos de garotas de programa e garante: “Aqui só tem gata, você pode beber e deixa comigo que arrumo ‘prikito’”, dizia, enquanto ajeitava o sutiã. Enquanto a cafetina contava vantagem sem saber que também era filmada, duas meninas que davam expediente na banca ensaiavam passos de funk.


Segundo a própria comerciante, as garotas de programa aparecem em maior número nas sextas, sábados e domingos, quando o movimento aumenta. Entre uma garrafa e outra, ela se gabou de já ter organizado festas privadas para políticos: “Uma vez foram dois deputados. Paguei R$ 700 para cada menina e fiquei com o resto. Deu uns R$ 10 mil. Ela passaram o dia transando em uma lancha”, revelou, sempre questionando se a equipe não queria beber mais.


Assédio e exposição


Apesar da aparência de ponto de prostituição, nem todas as jovens se envolvem em programas. Para muitas, trata-se de um trabalho de complementação de renda – ainda que envolva riscos, assédio e exposição. Enquanto isso, o contraste salta aos olhos: dezenas de boxes tradicionais da feira permanecem fechados por falta de clientes, enquanto as bancas do álcool e da sedução lotam a cada tarde de calor ceilandense.


A cena observada na feira de Ceilândia expõe um modelo de negócio que mistura entretenimento, venda de bebidas e insinuações sexuais, levantando questionamentos sobre exploração, trabalho precário e, em alguns casos, prostituição. Entre músicas sobrepostas, calor sufocante e copos cheios, permanece a pergunta que ecoa entre os corredores estreitos: até onde vai o comércio e onde começa a exploração sexual?


 


 






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