Orquestra Sinfônica de Portugal encanta estudantes em concerto especial – Secretaria de Estado de Educação

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Encontro reuniu 440 estudantes de diversas regiões do Distrito Federal no Teatro Nacional Cláudio Santoro



*Por Andressa Rios e Catharina Braga, Ascom/SEEDF


 


Orquestra Sinfônica Amasing, de Portugal, realiza apresentação para estudantes da rede pública do DF | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental em Tempo Integral (Geint), promoveu, nesta terça-feira (05), um grande encontro entre 440 estudantes da rede pública de ensino e a Orquestra Sinfônica Amasing, de Portugal, na recém-inaugurada Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Cláudio Santoro.


 


Com a didática do maestro e violinista Eliseu Silva, os alunos das Coordenações Regionais de Ensino de Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Taguatinga e Samambaia participaram de dinâmicas sobre a diferença entre notas musicais e a quantidade de cordas nos instrumentos da orquestra. O músico português também entreteve a plateia com histórias sobre os compositores das músicas tocadas.


 


No repertório, foram prestigiadas canções de Arthur Napoleão, figura pioneira da música clássica no Brasil, cujo centenário do falecimento é lembrado em 2025, e de Cláudio Santoro, renomado maestro e compositor que dá nome ao Teatro Nacional.


 


Com o intuito de aproximar os estudantes do mundo dos concertos, Eliseu chamou alguns indivíduos para subir ao palco. O aluno do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), Kauan Alves, de 15 anos, foi um dos escolhidos e chegou a reger a orquestra.


 


Mesmo sendo de escola pública, a gente consegue ter acesso a diversas culturas. Foi uma vivência única para mim, que nunca tinha visto algo assim antes”, confessou o estudante.


 


Kauan Alves, 15 anos, aluno do Cemeit, adorou reger uma orquestra internacional | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


Ele ainda reafirmou a importância da iniciativa. “Temos a ideia de que música clássica é para pessoas mais velhas, mas, na verdade, é para todas as idades”, disse Kauan Alves. “Antigamente, nem todos tinham acesso ao Teatro Nacional, mas hoje, desde crianças do ensino fundamental até adolescentes do ensino médio estiveram presentes”, completou.


Imersão musical

 


Uma das organizadoras do evento, Mariana Gopfert, representante da Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental em Tempo Integral, ressaltou a relevância de promover atividades como esta.


 


A proposta desse projeto é justamente aproximar os estudantes da cultura, já que a escola em tempo integral tem um desses objetivos, que é fazer uma formação integral dos discentes, oferecendo contato com a cultura e a arte, gerando um desenvolvimento pleno e múltiplo do indivíduo.


 



A servidora da Secretaria de Educação ainda destacou a presença de crianças que se apresentaram com a orquestra. “Isso é muito significativo, principalmente para os nossos estudantes, pois eles veem crianças tocando instrumentos então, só de ter esse contato, já é um grande pontapé para ampliar o horizonte de escolhas.


 


Durante a apresentação, o maestro ensinou aos discentes o nome dos instrumentos, fazendo-os chamar carinhosamente um a um: violino, viola d’arco, violoncelo e contrabaixo. Embora já tenha visto uma orquestra tocar durante uma visita escolar, o aluno do terceiro ano, Wellington de França, 18, mostrou entusiasmo com o concerto ao esperar pelo início da apresentação.


 


Minhas expectativas estão altas, pois adoro música. Ela transforma vidas, incluindo a minha.” Admirador do violino, o jovem disse que irá compartilhar a experiência sensorial e educativa com a mãe quando chegar em casa.


 


Estudante do Cemeit, Wellington de França mostrou-se fã dos instrumentos da orquestra | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


Ao final da apresentação, Eliseu Silva distribuiu autógrafos para os estudantes e falou sobre os benefícios de iniciativas como essa. “A música é uma excelente maneira, se não uma das melhores maneiras, de educar o espírito e o caráter”, contou o músico.


 


O fato de os estudantes terem contato com músicas feitas de forma inteligente, com emoções profundas, acaba também por desenvolver emoções mais repensadas e maduras, especialmente numa época e geração em que tudo é muito descartável.”


 


O maestro também elogiou a participação dos jovens. “Eles foram impressionantes. A maneira como estiveram aqui durante uma hora, atentos e com vontade de participar, é absolutamente notável!


 


Com humildade e simpatia, o maestro lusitano, Eliseu Silva, atendeu os estudantes ao final da apresentação | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


*Estagiária sob a supervisão de Andressa Rios.








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https://jornalismodigitaldf.com.br/orquestra-sinfonica-de-portugal-encanta-estudantes-em-concerto-especial-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=173665
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Orquestra Sinfônica de Portugal encanta estudantes em concerto especial – Secretaria de Estado de Educação

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Encontro reuniu 440 estudantes de diversas regiões do Distrito Federal no Teatro Nacional Cláudio Santoro



*Por Andressa Rios e Catharina Braga, Ascom/SEEDF


 


Orquestra Sinfônica Amasing, de Portugal, realiza apresentação para estudantes da rede pública do DF | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


A Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), por meio da Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental em Tempo Integral (Geint), promoveu, nesta terça-feira (05), um grande encontro entre 440 estudantes da rede pública de ensino e a Orquestra Sinfônica Amasing, de Portugal, na recém-inaugurada Sala Martins Pena, no Teatro Nacional Cláudio Santoro.


 


Com a didática do maestro e violinista Eliseu Silva, os alunos das Coordenações Regionais de Ensino de Ceilândia, Planaltina, Paranoá, Taguatinga e Samambaia participaram de dinâmicas sobre a diferença entre notas musicais e a quantidade de cordas nos instrumentos da orquestra. O músico português também entreteve a plateia com histórias sobre os compositores das músicas tocadas.


 


No repertório, foram prestigiadas canções de Arthur Napoleão, figura pioneira da música clássica no Brasil, cujo centenário do falecimento é lembrado em 2025, e de Cláudio Santoro, renomado maestro e compositor que dá nome ao Teatro Nacional.


 


Com o intuito de aproximar os estudantes do mundo dos concertos, Eliseu chamou alguns indivíduos para subir ao palco. O aluno do Centro de Ensino Médio Escola Industrial de Taguatinga (Cemeit), Kauan Alves, de 15 anos, foi um dos escolhidos e chegou a reger a orquestra.


 


Mesmo sendo de escola pública, a gente consegue ter acesso a diversas culturas. Foi uma vivência única para mim, que nunca tinha visto algo assim antes”, confessou o estudante.


 


Kauan Alves, 15 anos, aluno do Cemeit, adorou reger uma orquestra internacional | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


Ele ainda reafirmou a importância da iniciativa. “Temos a ideia de que música clássica é para pessoas mais velhas, mas, na verdade, é para todas as idades”, disse Kauan Alves. “Antigamente, nem todos tinham acesso ao Teatro Nacional, mas hoje, desde crianças do ensino fundamental até adolescentes do ensino médio estiveram presentes”, completou.


Imersão musical

 


Uma das organizadoras do evento, Mariana Gopfert, representante da Gerência de Educação Infantil e Ensino Fundamental em Tempo Integral, ressaltou a relevância de promover atividades como esta.


 


A proposta desse projeto é justamente aproximar os estudantes da cultura, já que a escola em tempo integral tem um desses objetivos, que é fazer uma formação integral dos discentes, oferecendo contato com a cultura e a arte, gerando um desenvolvimento pleno e múltiplo do indivíduo.


 



A servidora da Secretaria de Educação ainda destacou a presença de crianças que se apresentaram com a orquestra. “Isso é muito significativo, principalmente para os nossos estudantes, pois eles veem crianças tocando instrumentos então, só de ter esse contato, já é um grande pontapé para ampliar o horizonte de escolhas.


 


Durante a apresentação, o maestro ensinou aos discentes o nome dos instrumentos, fazendo-os chamar carinhosamente um a um: violino, viola d’arco, violoncelo e contrabaixo. Embora já tenha visto uma orquestra tocar durante uma visita escolar, o aluno do terceiro ano, Wellington de França, 18, mostrou entusiasmo com o concerto ao esperar pelo início da apresentação.


 


Minhas expectativas estão altas, pois adoro música. Ela transforma vidas, incluindo a minha.” Admirador do violino, o jovem disse que irá compartilhar a experiência sensorial e educativa com a mãe quando chegar em casa.


 


Estudante do Cemeit, Wellington de França mostrou-se fã dos instrumentos da orquestra | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


Ao final da apresentação, Eliseu Silva distribuiu autógrafos para os estudantes e falou sobre os benefícios de iniciativas como essa. “A música é uma excelente maneira, se não uma das melhores maneiras, de educar o espírito e o caráter”, contou o músico.


 


O fato de os estudantes terem contato com músicas feitas de forma inteligente, com emoções profundas, acaba também por desenvolver emoções mais repensadas e maduras, especialmente numa época e geração em que tudo é muito descartável.”


 


O maestro também elogiou a participação dos jovens. “Eles foram impressionantes. A maneira como estiveram aqui durante uma hora, atentos e com vontade de participar, é absolutamente notável!


 


Com humildade e simpatia, o maestro lusitano, Eliseu Silva, atendeu os estudantes ao final da apresentação | Foto: Felipe de Noronha, Ascom/SEEDF.


 


*Estagiária sob a supervisão de Andressa Rios.








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Estudo de Harvard relaciona perda de lítio no cérebro ao Alzheimer

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A perda do lítio no cérebro pode ser um dos primeiros sinais da doença de Alzheimer. É o que mostra um estudo conduzido por cientistas da Escola Médica de Harvard publicado na revista Nature nessa quarta-feira (6/8).


O lítio é um mineral presente naturalmente no organismo em pequenas quantidades e tem papel importante no equilíbrio das funções cerebrais. Agora, cientistas mostram que ele também pode ser um aliado no combate à demência.




O que é o Alzheimer?



  • O Alzheimer é uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de forma progressiva, prejudicando a memória e outras funções cognitivas.

  • Ainda não se sabe exatamente o que causa o problema, mas há indícios de que ele esteja ligado à genética.

  • É o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e, segundo o Ministério da Saúde, responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil.

  • O sinal mais comum no início é a perda de memória recente. Com o avanço da doença, surgem outros sintomas mais intensos, como dificuldade para lembrar de fatos antigos, confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e na forma de se comunicar.




Ao longo de dez anos, a equipe investigou tecidos cerebrais humanos, amostras de sangue e fez testes com camundongos para entender melhor a origem da doença. Os resultados indicam que a redução do lítio pode estar relacionada ao avanço do Alzheimer.


“É uma nova maneira de olhar para a doença. A deficiência de lítio parece ser uma peça importante que estava faltando na explicação do que causa o Alzheimer”, diz o geneticista Bruce Yankner, que coordenou a pesquisa, em comunicado.

Os cientistas observaram que o lítio ajuda a proteger as células do cérebro. Quando seus níveis caem, essa proteção diminui, e o tecido cerebral fica mais exposto aos danos provocados pela doença.


Como o lítio está relacionado a doença


O estudo mostra que o mineral começa a desaparecer nas fases iniciais do Alzheimer. Isso acontece porque ele se liga às placas de beta-amiloide, uma das marcas registradas da doença. Ao se prender a essas placas, o mineral deixa de circular e perde a capacidade de proteger o cérebro.



Em camundongos, a queda nos níveis de lítio acelerou o declínio da memória. No entanto, quando os animais foram tratados com um novo tipo de composto, chamado orotato de lítio, a memória foi restaurada. Esse composto não se liga às placas e foi eficaz mesmo em doses muito pequenas, sem causar efeitos tóxicos.


“Conseguimos reverter os danos em modelos animais sem os efeitos colaterais dos tratamentos com lítio em doses altas”, explicou Yankner. Hoje, o lítio é usado para tratar transtorno bipolar, mas em concentrações muito maiores e com maior risco de toxicidade, especialmente entre idosos.

1 de 8

Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

PM Images/ Getty Images
2 de 8

Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

Andrew Brookes/ Getty Images
3 de 8

Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

Westend61/ Getty Images
4 de 8

Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

urbazon/ Getty Images
5 de 8

Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

OsakaWayne Studios/ Getty Images
6 de 8

Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

Kobus Louw/ Getty Images
7 de 8

Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

Rossella De Berti/ Getty Images
8 de 8

O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images

Possível opção de tratamento


A descoberta levanta a possibilidade de desenvolver estratégias de prevenção e diagnóstico precoce. Monitorar os níveis de lítio no organismo pode ajudar a identificar a doença antes dos sintomas. Além disso, compostos que não se ligam às placas podem ser testados como forma de proteção do cérebro.


Segundo os autores, entender o papel do lítio ajuda a explicar por que algumas pessoas desenvolvem Alzheimer mesmo sem fatores genéticos fortes e por que outras, com o cérebro já afetado pelas placas, seguem cognitivamente saudáveis.


“Nosso trabalho sugere que o lítio pode estar no centro de tudo isso”, disse Yankner. Ainda é cedo para falar em tratamento humano, mas os resultados animam os cientistas. “É preciso ter cautela, claro, mas estamos diante de um caminho promissor”, afirma.

As próximas etapas envolvem testar o orotato de lítio em ensaios clínicos com pessoas. Se os resultados se repetirem, o composto pode se tornar uma nova opção no tratamento da doença.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






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https://jornalismodigitaldf.com.br/estudo-de-harvard-relaciona-perda-de-litio-no-cerebro-ao-alzheimer/?fsp_sid=173652
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Estudo de Harvard relaciona perda de lítio no cérebro ao Alzheimer

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A perda do lítio no cérebro pode ser um dos primeiros sinais da doença de Alzheimer. É o que mostra um estudo conduzido por cientistas da Escola Médica de Harvard publicado na revista Nature nessa quarta-feira (6/8).


O lítio é um mineral presente naturalmente no organismo em pequenas quantidades e tem papel importante no equilíbrio das funções cerebrais. Agora, cientistas mostram que ele também pode ser um aliado no combate à demência.




O que é o Alzheimer?



  • O Alzheimer é uma doença que afeta o funcionamento do cérebro de forma progressiva, prejudicando a memória e outras funções cognitivas.

  • Ainda não se sabe exatamente o que causa o problema, mas há indícios de que ele esteja ligado à genética.

  • É o tipo mais comum de demência em pessoas idosas e, segundo o Ministério da Saúde, responde por mais da metade dos casos registrados no Brasil.

  • O sinal mais comum no início é a perda de memória recente. Com o avanço da doença, surgem outros sintomas mais intensos, como dificuldade para lembrar de fatos antigos, confusão com horários e lugares, irritabilidade, mudanças na fala e na forma de se comunicar.




Ao longo de dez anos, a equipe investigou tecidos cerebrais humanos, amostras de sangue e fez testes com camundongos para entender melhor a origem da doença. Os resultados indicam que a redução do lítio pode estar relacionada ao avanço do Alzheimer.


“É uma nova maneira de olhar para a doença. A deficiência de lítio parece ser uma peça importante que estava faltando na explicação do que causa o Alzheimer”, diz o geneticista Bruce Yankner, que coordenou a pesquisa, em comunicado.

Os cientistas observaram que o lítio ajuda a proteger as células do cérebro. Quando seus níveis caem, essa proteção diminui, e o tecido cerebral fica mais exposto aos danos provocados pela doença.


Como o lítio está relacionado a doença


O estudo mostra que o mineral começa a desaparecer nas fases iniciais do Alzheimer. Isso acontece porque ele se liga às placas de beta-amiloide, uma das marcas registradas da doença. Ao se prender a essas placas, o mineral deixa de circular e perde a capacidade de proteger o cérebro.



Em camundongos, a queda nos níveis de lítio acelerou o declínio da memória. No entanto, quando os animais foram tratados com um novo tipo de composto, chamado orotato de lítio, a memória foi restaurada. Esse composto não se liga às placas e foi eficaz mesmo em doses muito pequenas, sem causar efeitos tóxicos.


“Conseguimos reverter os danos em modelos animais sem os efeitos colaterais dos tratamentos com lítio em doses altas”, explicou Yankner. Hoje, o lítio é usado para tratar transtorno bipolar, mas em concentrações muito maiores e com maior risco de toxicidade, especialmente entre idosos.

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Alzheimer é uma doença degenerativa causada pela morte de células cerebrais e que pode surgir décadas antes do aparecimento dos primeiros sintomas

PM Images/ Getty Images
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Por ser uma doença que tende a se agravar com o passar dos anos, o diagnóstico precoce é fundamental para retardar o avanço. Portanto, ao apresentar quaisquer sintomas da doença é fundamental consultar um especialista

Andrew Brookes/ Getty Images
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Apesar de os sintomas serem mais comuns em pessoas com idade superior a 70 anos, não é incomum se manifestarem em jovens por volta dos 30. Aliás, quando essa manifestação “prematura” acontece, a condição passa a ser denominada Alzheimer precoce

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Na fase inicial, uma pessoa com Alzheimer tende a ter alteração na memória e passa a esquecer de coisas simples, tais como: onde guardou as chaves, o que comeu no café da manhã, o nome de alguém ou até a estação do ano

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Desorientação, dificuldade para lembrar do endereço onde mora ou o caminho para casa, dificuldades para tomar simples decisões, como planejar o que vai fazer ou comer, por exemplo, também são sinais da manifestação da doença

OsakaWayne Studios/ Getty Images
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Além disso, perda da vontade de praticar tarefas rotineiras, mudança no comportamento (tornando a pessoa mais nervosa ou agressiva), e repetições são alguns dos sintomas mais comuns

Kobus Louw/ Getty Images
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Segundo pesquisa realizada pela fundação Alzheimer’s Drugs Discovery Foundation (ADDF), a presença de proteínas danificadas (Amilóide e Tau), doenças vasculares, neuroinflamação, falha de energia neural e genética (APOE) podem estar relacionadas com o surgimento da doença

Rossella De Berti/ Getty Images
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O tratamento do Alzheimer é feito com uso de medicamentos para diminuir os sintomas da doença, além de ser necessário realizar fisioterapia e estimulação cognitiva. A doença não tem cura e o cuidado deve ser feito até o fim da vida

Towfiqu Barbhuiya / EyeEm/ Getty Images

Possível opção de tratamento


A descoberta levanta a possibilidade de desenvolver estratégias de prevenção e diagnóstico precoce. Monitorar os níveis de lítio no organismo pode ajudar a identificar a doença antes dos sintomas. Além disso, compostos que não se ligam às placas podem ser testados como forma de proteção do cérebro.


Segundo os autores, entender o papel do lítio ajuda a explicar por que algumas pessoas desenvolvem Alzheimer mesmo sem fatores genéticos fortes e por que outras, com o cérebro já afetado pelas placas, seguem cognitivamente saudáveis.


“Nosso trabalho sugere que o lítio pode estar no centro de tudo isso”, disse Yankner. Ainda é cedo para falar em tratamento humano, mas os resultados animam os cientistas. “É preciso ter cautela, claro, mas estamos diante de um caminho promissor”, afirma.

As próximas etapas envolvem testar o orotato de lítio em ensaios clínicos com pessoas. Se os resultados se repetirem, o composto pode se tornar uma nova opção no tratamento da doença.


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Estudantes da Ceilândia participam de encontro sobre violência contra a mulher – Secretaria de Estado de Educação

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Ação faz parte da programação do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência de gênero



Por Thays de Oliveira, Ascom/SEEDF


 


Palestra incentiva alunos a repensarem formas sutis de violência contra a mulher, especialmente nos namoros | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF


 


Cerca de 300 estudantes do ensino médio, com idades entre 15 e 18 anos, participaram de uma palestra sobre prevenção à violência contra a mulher, realizada nesta terça-feira (6), no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). A ação integra a programação do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização voltada ao enfrentamento da violência de gênero. O evento foi direcionado a alunos de escolas públicas da Ceilândia.


 


Promovida pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e o MPDFT, a iniciativa também contou com o apoio do Grupo Sabin, de organizações da sociedade civil e de exposições artísticas. Participaram do encontro a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; o secretário executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury; a promotora de Justiça Luciana Asper, além de representantes de ONGs e instituições parceiras.


Conscientização

 


A discussão sobre a violência contra a mulher na adolescência tem ganhado espaço nas escolas justamente por ser nessa fase da vida que muitos jovens iniciam seus primeiros relacionamentos afetivos, nos quais comportamentos abusivos podem surgir de forma silenciosa.


 



Com o objetivo de conscientizar os alunos sobre os sinais de relacionamentos abusivos e a importância da prevenção desde a adolescência, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou. “Falar de agressividade de gênero nas escolas não é ideologia. É responsabilidade, é proteção e compromisso com a vida.


 


O secretário executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, alertou para atitudes que podem ser indícios de abuso. “Muitas vezes, a pessoa está tão mergulhada numa relação abusiva que não entende que um simples ‘Me dá o celular’ ou ‘Você não pode sair com essa roupa’ já é violência.”


 


Evento abordou também a importância da participação dos meninos no combate à conivência em situações de violência de gênero | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF


 


Patury explicou aos adolescentes que tentativas de isolamento da parceira, agressões verbais e psicológicas, e até empurrões, são sinais claros da escalada da violência — e que esses comportamentos não devem ser naturalizados como atitudes passageiras. Da mesma forma, o ciúme excessivo não deve ser confundido com demonstração de afeto.


 


A estudante Izadora Leão, de 15 anos, do Centro Educacional (CED) 16 de Ceilândia, defendeu a importância do acolhimento às vítimas. “Muitas mulheres não sabem como agir diante das agressões. É preciso que elas tenham apoio e saibam que podem denunciar.”


 


Izadora Leão, 15 anos, destacou a importância de apoiar mulheres em situação de violência e garantir que saibam que podem denunciar | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF


 


A aluna acredita que o cuidado deve se estender às amigas, pois saber identificar sinais de relacionamentos abusivos pode ajudar outras meninas a reconhecer e romper o ciclo de violência que estejam enfrentando.


Participação masculina

 


A promotora de Justiça Luciana Asper reforçou a importância de envolver os meninos no enfrentamento à violência de gênero. “Não é aceitável naturalizar amizades com colegas que praticam ou incentivam a violência contra mulheres. O silêncio e a conivência alimentam o ciclo da agressão.”


 


O estudante Arthur Pereira, de 16 anos, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 12 de Ceilândia, considerou a palestra uma oportunidade para amadurecer. “Você aprende a respeitar e cuidar da mulher, não só no dia a dia, mas para a vida.”


 


Arthur Pereira, 16 anos, destacou a importância de respeitar e cuidar das mulheres em todos os aspectos da vida | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF








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https://jornalismodigitaldf.com.br/estudantes-da-ceilandia-participam-de-encontro-sobre-violencia-contra-a-mulher-secretaria-de-estado-de-educacao/?fsp_sid=173639
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Estudantes da Ceilândia participam de encontro sobre violência contra a mulher – Secretaria de Estado de Educação

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Ação faz parte da programação do Agosto Lilás, campanha nacional de enfrentamento à violência de gênero



Por Thays de Oliveira, Ascom/SEEDF


 


Palestra incentiva alunos a repensarem formas sutis de violência contra a mulher, especialmente nos namoros | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF


 


Cerca de 300 estudantes do ensino médio, com idades entre 15 e 18 anos, participaram de uma palestra sobre prevenção à violência contra a mulher, realizada nesta terça-feira (6), no auditório do Ministério Público do Distrito Federal e dos Territórios (MPDFT). A ação integra a programação do Agosto Lilás, campanha nacional de conscientização voltada ao enfrentamento da violência de gênero. O evento foi direcionado a alunos de escolas públicas da Ceilândia.


 


Promovida pela Secretaria de Estado de Educação do Distrito Federal (SEEDF), em parceria com a Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF) e o MPDFT, a iniciativa também contou com o apoio do Grupo Sabin, de organizações da sociedade civil e de exposições artísticas. Participaram do encontro a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá; o secretário executivo de Segurança Pública, Alexandre Patury; a promotora de Justiça Luciana Asper, além de representantes de ONGs e instituições parceiras.


Conscientização

 


A discussão sobre a violência contra a mulher na adolescência tem ganhado espaço nas escolas justamente por ser nessa fase da vida que muitos jovens iniciam seus primeiros relacionamentos afetivos, nos quais comportamentos abusivos podem surgir de forma silenciosa.


 



Com o objetivo de conscientizar os alunos sobre os sinais de relacionamentos abusivos e a importância da prevenção desde a adolescência, a secretária de Educação, Hélvia Paranaguá, ressaltou. “Falar de agressividade de gênero nas escolas não é ideologia. É responsabilidade, é proteção e compromisso com a vida.


 


O secretário executivo de Segurança Pública do DF, Alexandre Patury, alertou para atitudes que podem ser indícios de abuso. “Muitas vezes, a pessoa está tão mergulhada numa relação abusiva que não entende que um simples ‘Me dá o celular’ ou ‘Você não pode sair com essa roupa’ já é violência.”


 


Evento abordou também a importância da participação dos meninos no combate à conivência em situações de violência de gênero | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF


 


Patury explicou aos adolescentes que tentativas de isolamento da parceira, agressões verbais e psicológicas, e até empurrões, são sinais claros da escalada da violência — e que esses comportamentos não devem ser naturalizados como atitudes passageiras. Da mesma forma, o ciúme excessivo não deve ser confundido com demonstração de afeto.


 


A estudante Izadora Leão, de 15 anos, do Centro Educacional (CED) 16 de Ceilândia, defendeu a importância do acolhimento às vítimas. “Muitas mulheres não sabem como agir diante das agressões. É preciso que elas tenham apoio e saibam que podem denunciar.”


 


Izadora Leão, 15 anos, destacou a importância de apoiar mulheres em situação de violência e garantir que saibam que podem denunciar | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF


 


A aluna acredita que o cuidado deve se estender às amigas, pois saber identificar sinais de relacionamentos abusivos pode ajudar outras meninas a reconhecer e romper o ciclo de violência que estejam enfrentando.


Participação masculina

 


A promotora de Justiça Luciana Asper reforçou a importância de envolver os meninos no enfrentamento à violência de gênero. “Não é aceitável naturalizar amizades com colegas que praticam ou incentivam a violência contra mulheres. O silêncio e a conivência alimentam o ciclo da agressão.”


 


O estudante Arthur Pereira, de 16 anos, do Centro de Ensino Fundamental (CEF) 12 de Ceilândia, considerou a palestra uma oportunidade para amadurecer. “Você aprende a respeitar e cuidar da mulher, não só no dia a dia, mas para a vida.”


 


Arthur Pereira, 16 anos, destacou a importância de respeitar e cuidar das mulheres em todos os aspectos da vida | Foto: Jotta, Ascom/SEEDF








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