Robério Negreiros Propõe Campanha Permanente Contra o Capacitismo no DF

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Brasília, DF – O deputado distrital Robério Negreiros está impulsionando uma importante iniciativa na Câmara Legislativa do Distrito Federal: o Projeto de Lei (PL 1732/25), que visa criar uma campanha permanente de conscientização e combate ao capacitismo. O tema, de grande relevância social, foi recentemente destaque em uma matéria especial da TV Câmara Distrital.



O capacitismo, termo central da proposta, refere-se ao preconceito e à discriminação contra pessoas com deficiência, baseados na ideia de que elas são "menos capazes" ou "inferiores". Essa forma de preconceito, muitas vezes velada, impacta diretamente a vida de milhões de indivíduos, limitando oportunidades e perpetuando estereótipos.



De acordo com o deputado Robério Negreiros, a luta por uma sociedade sem preconceitos é um dos pilares de seu mandato. Com a criação de uma campanha permanente, o PL 1732/25 busca promover a inclusão e o respeito às pessoas com deficiência, educando a população sobre os impactos do capacitismo e incentivando uma convivência mais igualitária e justa.







https://jornalismodigitaldf.com.br/roberio-negreiros-propoe-campanha-permanente-contra-o-capacitismo-no-df/?fsp_sid=158196
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Robério Negreiros Propõe Campanha Permanente Contra o Capacitismo no DF

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Brasília, DF – O deputado distrital Robério Negreiros está impulsionando uma importante iniciativa na Câmara Legislativa do Distrito Federal: o Projeto de Lei (PL 1732/25), que visa criar uma campanha permanente de conscientização e combate ao capacitismo. O tema, de grande relevância social, foi recentemente destaque em uma matéria especial da TV Câmara Distrital.



O capacitismo, termo central da proposta, refere-se ao preconceito e à discriminação contra pessoas com deficiência, baseados na ideia de que elas são "menos capazes" ou "inferiores". Essa forma de preconceito, muitas vezes velada, impacta diretamente a vida de milhões de indivíduos, limitando oportunidades e perpetuando estereótipos.



De acordo com o deputado Robério Negreiros, a luta por uma sociedade sem preconceitos é um dos pilares de seu mandato. Com a criação de uma campanha permanente, o PL 1732/25 busca promover a inclusão e o respeito às pessoas com deficiência, educando a população sobre os impactos do capacitismo e incentivando uma convivência mais igualitária e justa.







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Judô Sobrinho: O Orgulho do Deputado Hermeto na Candangolândia

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Candangolândia, DF – O deputado distrital Hermeto tem um motivo especial para se orgulhar do projeto Judô Sobrinho, que acontece na Escola Sara Kubitschek, na Candangolândia. Uma visita recente ao local trouxe à tona o impacto positivo dos recursos destinados pelo parlamentar, que possibilitaram a criação de um dojô de alto nível.



O espaço, carinhosamente batizado com o nome da mãe do deputado, Dona Julieta, tornou-se uma realidade e tem sido fundamental para a preparação dos jovens judocas. Com a nova estrutura, os atletas têm conseguido aprimorar seus treinos e, inclusive, participar de campeonatos fora de Brasília, elevando o nome da comunidade no cenário esportivo.



Para o deputado Hermeto, o investimento no esporte vai muito além da prática física. É um investimento na juventude, no desenvolvimento da disciplina e, consequentemente, no futuro da cidade. A iniciativa demonstra como o apoio a projetos sociais e esportivos pode transformar vidas e oferecer novas perspectivas para os jovens.







https://jornalismodigitaldf.com.br/judo-sobrinho-o-orgulho-do-deputado-hermeto-na-candangolandia/?fsp_sid=158163
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Judô Sobrinho: O Orgulho do Deputado Hermeto na Candangolândia

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Candangolândia, DF – O deputado distrital Hermeto tem um motivo especial para se orgulhar do projeto Judô Sobrinho, que acontece na Escola Sara Kubitschek, na Candangolândia. Uma visita recente ao local trouxe à tona o impacto positivo dos recursos destinados pelo parlamentar, que possibilitaram a criação de um dojô de alto nível.



O espaço, carinhosamente batizado com o nome da mãe do deputado, Dona Julieta, tornou-se uma realidade e tem sido fundamental para a preparação dos jovens judocas. Com a nova estrutura, os atletas têm conseguido aprimorar seus treinos e, inclusive, participar de campeonatos fora de Brasília, elevando o nome da comunidade no cenário esportivo.



Para o deputado Hermeto, o investimento no esporte vai muito além da prática física. É um investimento na juventude, no desenvolvimento da disciplina e, consequentemente, no futuro da cidade. A iniciativa demonstra como o apoio a projetos sociais e esportivos pode transformar vidas e oferecer novas perspectivas para os jovens.







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Visita Essencial na Cabeceira do Valo Garante Segurança e Mobilidade

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Cidade Estrutural, DF – Na tarde da última segunda-feira, dia 16 de junho, a segurança e a mobilidade entre a Cidade Estrutural e a Cidade 26 de Setembro receberam atenção prioritária. O administrador regional da Cidade Estrutural realizou uma visita à cabeceira do Valo, um ponto crucial de conexão entre as duas regiões, para acompanhar de perto os trabalhos de manutenção na ponte de acesso.



A intervenção foi motivada pelo surgimento de um buraco na estrutura da ponte, que representava um risco iminente para a segurança de motoristas e pedestres que utilizam o local diariamente. A equipe da Administração Regional agiu prontamente, reforçando a estrutura e implementando melhorias significativas na área.



O objetivo principal das ações é garantir maior segurança e fluidez no trânsito para todos os cidadãos que dependem desse importante trecho. A presença do administrador regional no local demonstra o compromisso da gestão com as necessidades da comunidade, assegurando que a infraestrutura urbana receba a devida atenção e manutenção.



Com essa iniciativa, a Administração Regional da Cidade Estrutural reforça seu compromisso em cuidar da cidade com seriedade, mantendo uma presença constante e atenta às demandas da população.







https://jornalismodigitaldf.com.br/visita-essencial-na-cabeceira-do-valo-garante-seguranca-e-mobilidade/?fsp_sid=158144
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Visita Essencial na Cabeceira do Valo Garante Segurança e Mobilidade

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Cidade Estrutural, DF – Na tarde da última segunda-feira, dia 16 de junho, a segurança e a mobilidade entre a Cidade Estrutural e a Cidade 26 de Setembro receberam atenção prioritária. O administrador regional da Cidade Estrutural realizou uma visita à cabeceira do Valo, um ponto crucial de conexão entre as duas regiões, para acompanhar de perto os trabalhos de manutenção na ponte de acesso.



A intervenção foi motivada pelo surgimento de um buraco na estrutura da ponte, que representava um risco iminente para a segurança de motoristas e pedestres que utilizam o local diariamente. A equipe da Administração Regional agiu prontamente, reforçando a estrutura e implementando melhorias significativas na área.



O objetivo principal das ações é garantir maior segurança e fluidez no trânsito para todos os cidadãos que dependem desse importante trecho. A presença do administrador regional no local demonstra o compromisso da gestão com as necessidades da comunidade, assegurando que a infraestrutura urbana receba a devida atenção e manutenção.



Com essa iniciativa, a Administração Regional da Cidade Estrutural reforça seu compromisso em cuidar da cidade com seriedade, mantendo uma presença constante e atenta às demandas da população.







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Autismo: especialista alerta para importância do diagnóstico precoce

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Com a popularização dos sintomas do autismo e a melhora na identificação da condição nos últimos anos, mais pessoas têm sido diagnosticadas com um dos níveis do transtorno. Apesar de o cenário já ter melhorado, o tempo continua sendo um fator essencial para a pessoa com transtorno do espectro autista (TEA). Quanto antes o martelo do diagnóstico for batido, melhor para o desenvolvimento da criança — e essa identificação pode ser feita aos meses de vida.


Catherine Lord, psicóloga clínica e professora de psiquiatria da UCLA, nos Estados Unidos, é conhecida internacionalmente como uma das principais pesquisadoras no campo do autismo. Presente em Fortaleza para participar do congresso Brain 2025, que aconteceu entre os dias 18 e 21 de junho, a cientista defendeu a importância do diagnóstico precoce.


“Quando diagnosticamos cedo, podemos trabalhar melhor na comunicação e, particularmente, na linguagem do paciente. Isso faz muita diferença e impacta também as famílias”, explica.


Ela aponta que o autismo é um transtorno diverso, e que a identificação da doença não abre um caminho certo pelo qual o paciente e os pais devem seguir. É preciso que a criança seja avaliada e acompanhada durante os primeiros anos para definir quais são as dificuldade e criar um plano de ação.



Tempo é essencial no diagnóstico do autismo


Aos quatro anos de idade, crianças neurotípicas, em geral, já têm bom controle da linguagem (apesar de não ser perfeita e ainda longe de ter a gramática correta), com algum vocabulário e conhecimento de semântica.


Catherine ensina que o ideal é identificar o autismo antes disso, para garantir que o cérebro esteja “maleável” o suficiente para aprender algumas ferramentas de comunicação e linguagem dentro das capacidades da criança. Depois disso, é possível, mas um pouco mais complicado.


“Alguns pacientes com autismo começam a se diferenciar entre o primeiro e o segundo ano de vida. Nem sempre é algo claro, mas eles não aprendem algumas ferramentas ou usam outras que são bem diferentes. Eles não respondem ao próprio nome como outras crianças, não necessariamente aprendem as mesmas palavras. Muitos não falam e não vocalizam”, ensina a professora.


Ela aponta que crianças pequenas com autismo normalmente não gostam de chamar atenção e não participam de vários tipos de brincadeiras diferentes.


Mas, depois dos dois anos de idade, os sintomas começam a aparecer com mais clareza. Algumas crianças ficam extremamente chateadas quando algo não acontece como elas queriam. “Ela pode gostar de porta aberta, mas não falou para ninguém e vai ficar muito triste quando alguém a fechar”, conta.


O diagnóstico deve ser feito por profissionais de saúde especializados, e não é simples: exige testes e experiência na área. Catherine lembra que os primeiros sinais, porém, podem não ser percebidos pelos pais, e sim por familiares ou professores.


Foto mostra criança cobrindo o próprio rosto com o símbolo do autismo como se fosse uma máscara
Masking: crianças com autismo disfarçam sinais sem perceber, dizem especialistas

Expectativa x realidade


Mesmo que o diagnóstico de autismo tenha se tornado mais popular nos últimos anos, nenhuma família está pronta para receber a notícia que seu filho tem o transtorno. A depender do grau, isso pode significar uma necessidade de auxílio para o resto da vida.


Catherine aponta que é preciso ponderar a expectativa que os pais colocam nos filhos com o que eles poderão oferecer.


“O autismo faz parte do seu filho, mas ele ainda tem muitas qualidades. Demora tempo para acostumar com a ideia de que a criança não será o que o pai achou que seria. É um caminho difícil, os pais querem ter esperança e ver o lado positivo, mas é preciso lidar com a realidade”, explica a professora.


O apoio e ajuda dos pais é essencial para o desenvolvimento da criança autista, mas nem sempre é possível deixar o trabalho de lado e se focar 100% do tempo no filho. Escolas especializadas, terapeutas ocupacionais, fisioterapia e até babás podem ajudar a desafogar o dia a dia, mas não são de fácil acesso para todas as famílias.


A situação nunca é de fácil solução. Às vezes, a família tem outros filhos que também precisam de atenção, ou é de baixa renda e precisa trabalhar fora de casa todos os dias, sem tempo para levar a criança em vários especialistas. É importante, nesses casos, elencar prioridades.


“Mas sempre existe uma coisa que o pai gosta de fazer com o filho. Precisamos ajudá-los a arranjar tempo para que eles consigam fazer pelo menos uma atividade sempre juntos. Nesses casos, também é importante identificar quais são as dificuldades mais urgentes da criança. Faz parte da responsabilidade do médico ajudar essa família de forma personalizada”, afirma Catherine.


A especialista americana tem alguns conselhos principais para quem descobriu que o filho tem autismo: ficar longe do TikTok, e procurar grupos de pais de crianças com TEA são os dois primeiros.


Ela explica que existem guias dos 100 primeiros dias com autismo que podem ser úteis. Outra dica é encontrar pelo menos um profissional de saúde que você confie. Pode ser um psicólogo, professor, fonoáudiólogo ou médico: ele vai te direcionar para o sistema correto.


“Mas, acima de tudo, é essencial conhecer seu filho e escutá-lo”, lembra.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






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Autismo: especialista alerta para importância do diagnóstico precoce

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Com a popularização dos sintomas do autismo e a melhora na identificação da condição nos últimos anos, mais pessoas têm sido diagnosticadas com um dos níveis do transtorno. Apesar de o cenário já ter melhorado, o tempo continua sendo um fator essencial para a pessoa com transtorno do espectro autista (TEA). Quanto antes o martelo do diagnóstico for batido, melhor para o desenvolvimento da criança — e essa identificação pode ser feita aos meses de vida.


Catherine Lord, psicóloga clínica e professora de psiquiatria da UCLA, nos Estados Unidos, é conhecida internacionalmente como uma das principais pesquisadoras no campo do autismo. Presente em Fortaleza para participar do congresso Brain 2025, que aconteceu entre os dias 18 e 21 de junho, a cientista defendeu a importância do diagnóstico precoce.


“Quando diagnosticamos cedo, podemos trabalhar melhor na comunicação e, particularmente, na linguagem do paciente. Isso faz muita diferença e impacta também as famílias”, explica.


Ela aponta que o autismo é um transtorno diverso, e que a identificação da doença não abre um caminho certo pelo qual o paciente e os pais devem seguir. É preciso que a criança seja avaliada e acompanhada durante os primeiros anos para definir quais são as dificuldade e criar um plano de ação.



Tempo é essencial no diagnóstico do autismo


Aos quatro anos de idade, crianças neurotípicas, em geral, já têm bom controle da linguagem (apesar de não ser perfeita e ainda longe de ter a gramática correta), com algum vocabulário e conhecimento de semântica.


Catherine ensina que o ideal é identificar o autismo antes disso, para garantir que o cérebro esteja “maleável” o suficiente para aprender algumas ferramentas de comunicação e linguagem dentro das capacidades da criança. Depois disso, é possível, mas um pouco mais complicado.


“Alguns pacientes com autismo começam a se diferenciar entre o primeiro e o segundo ano de vida. Nem sempre é algo claro, mas eles não aprendem algumas ferramentas ou usam outras que são bem diferentes. Eles não respondem ao próprio nome como outras crianças, não necessariamente aprendem as mesmas palavras. Muitos não falam e não vocalizam”, ensina a professora.


Ela aponta que crianças pequenas com autismo normalmente não gostam de chamar atenção e não participam de vários tipos de brincadeiras diferentes.


Mas, depois dos dois anos de idade, os sintomas começam a aparecer com mais clareza. Algumas crianças ficam extremamente chateadas quando algo não acontece como elas queriam. “Ela pode gostar de porta aberta, mas não falou para ninguém e vai ficar muito triste quando alguém a fechar”, conta.


O diagnóstico deve ser feito por profissionais de saúde especializados, e não é simples: exige testes e experiência na área. Catherine lembra que os primeiros sinais, porém, podem não ser percebidos pelos pais, e sim por familiares ou professores.


Foto mostra criança cobrindo o próprio rosto com o símbolo do autismo como se fosse uma máscara
Masking: crianças com autismo disfarçam sinais sem perceber, dizem especialistas

Expectativa x realidade


Mesmo que o diagnóstico de autismo tenha se tornado mais popular nos últimos anos, nenhuma família está pronta para receber a notícia que seu filho tem o transtorno. A depender do grau, isso pode significar uma necessidade de auxílio para o resto da vida.


Catherine aponta que é preciso ponderar a expectativa que os pais colocam nos filhos com o que eles poderão oferecer.


“O autismo faz parte do seu filho, mas ele ainda tem muitas qualidades. Demora tempo para acostumar com a ideia de que a criança não será o que o pai achou que seria. É um caminho difícil, os pais querem ter esperança e ver o lado positivo, mas é preciso lidar com a realidade”, explica a professora.


O apoio e ajuda dos pais é essencial para o desenvolvimento da criança autista, mas nem sempre é possível deixar o trabalho de lado e se focar 100% do tempo no filho. Escolas especializadas, terapeutas ocupacionais, fisioterapia e até babás podem ajudar a desafogar o dia a dia, mas não são de fácil acesso para todas as famílias.


A situação nunca é de fácil solução. Às vezes, a família tem outros filhos que também precisam de atenção, ou é de baixa renda e precisa trabalhar fora de casa todos os dias, sem tempo para levar a criança em vários especialistas. É importante, nesses casos, elencar prioridades.


“Mas sempre existe uma coisa que o pai gosta de fazer com o filho. Precisamos ajudá-los a arranjar tempo para que eles consigam fazer pelo menos uma atividade sempre juntos. Nesses casos, também é importante identificar quais são as dificuldades mais urgentes da criança. Faz parte da responsabilidade do médico ajudar essa família de forma personalizada”, afirma Catherine.


A especialista americana tem alguns conselhos principais para quem descobriu que o filho tem autismo: ficar longe do TikTok, e procurar grupos de pais de crianças com TEA são os dois primeiros.


Ela explica que existem guias dos 100 primeiros dias com autismo que podem ser úteis. Outra dica é encontrar pelo menos um profissional de saúde que você confie. Pode ser um psicólogo, professor, fonoáudiólogo ou médico: ele vai te direcionar para o sistema correto.


“Mas, acima de tudo, é essencial conhecer seu filho e escutá-lo”, lembra.


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Gwada negativo: cientistas descobrem novo grupo sanguíneo

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Pesquisadores identificaram um grupo sanguíneo inédito em uma mulher francesa nascida na ilha de Guadalupe, no Caribe. O novo tipo, batizado de “Gwada negativo”, foi reconhecido oficialmente no início de junho pela Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue (ISBT), durante um congresso realizado em Milão.


A mulher, hoje com mais de 60 anos, é a única pessoa no mundo compatível com seu próprio sangue, segundo o Instituto Francês de Sangue (EFS), que confirmou a informação à imprensa francesa. O nome “Gwada” faz referência às origens guadalupenses da paciente e, de acordo com os especialistas, foi bem aceito por soar bem em diferentes idiomas.



Leia também



O caso começou a ser investigado em 2011, quando, durante exames de rotina antes de uma cirurgia em Paris, foi detectado um anticorpo desconhecido na paciente. Na época, no entanto, os recursos disponíveis não permitiam aprofundar as análises, explicou Thierry Peyrard, farmacêutico e biólogo médico, responsável do EFS pela qualidade e segurança dos produtos sanguíneos.


Segundo Peyrard, somente a partir de 2019, com o avanço do sequenciamento de DNA de altíssima velocidade, os cientistas conseguiram desvendar o mistério e identificar uma mutação genética inédita.


Pesquisa de sangue, mão de cientista segurando tubo de ensaio com sangue em laboratório. MetrópolesInstituto Francês de Sangue desenvolve protocolo para identificar casos semelhantes, especialmente entre doadores da ilha de Guadalupe

Segundo os pesquisadores, o “Gwada negativo” só se manifesta quando o indivíduo herda duas cópias do gene mutado – uma de cada progenitor. No caso da paciente, seus pais e irmãos carregavam apenas uma cópia do gene e, portanto, não apresentavam o novo tipo sanguíneo.


Diante da raridade do caso, a equipe de Peyrard trabalha agora na criação de um protocolo especial de triagem, com o objetivo de localizar possíveis outros portadores do grupo, especialmente entre doadores de sangue da região de Guadalupe.


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https://jornalismodigitaldf.com.br/gwada-negativo-cientistas-descobrem-novo-grupo-sanguineo/?fsp_sid=158098
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Gwada negativo: cientistas descobrem novo grupo sanguíneo

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Pesquisadores identificaram um grupo sanguíneo inédito em uma mulher francesa nascida na ilha de Guadalupe, no Caribe. O novo tipo, batizado de “Gwada negativo”, foi reconhecido oficialmente no início de junho pela Sociedade Internacional de Transfusão de Sangue (ISBT), durante um congresso realizado em Milão.


A mulher, hoje com mais de 60 anos, é a única pessoa no mundo compatível com seu próprio sangue, segundo o Instituto Francês de Sangue (EFS), que confirmou a informação à imprensa francesa. O nome “Gwada” faz referência às origens guadalupenses da paciente e, de acordo com os especialistas, foi bem aceito por soar bem em diferentes idiomas.



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O caso começou a ser investigado em 2011, quando, durante exames de rotina antes de uma cirurgia em Paris, foi detectado um anticorpo desconhecido na paciente. Na época, no entanto, os recursos disponíveis não permitiam aprofundar as análises, explicou Thierry Peyrard, farmacêutico e biólogo médico, responsável do EFS pela qualidade e segurança dos produtos sanguíneos.


Segundo Peyrard, somente a partir de 2019, com o avanço do sequenciamento de DNA de altíssima velocidade, os cientistas conseguiram desvendar o mistério e identificar uma mutação genética inédita.


Pesquisa de sangue, mão de cientista segurando tubo de ensaio com sangue em laboratório. MetrópolesInstituto Francês de Sangue desenvolve protocolo para identificar casos semelhantes, especialmente entre doadores da ilha de Guadalupe

Segundo os pesquisadores, o “Gwada negativo” só se manifesta quando o indivíduo herda duas cópias do gene mutado – uma de cada progenitor. No caso da paciente, seus pais e irmãos carregavam apenas uma cópia do gene e, portanto, não apresentavam o novo tipo sanguíneo.


Diante da raridade do caso, a equipe de Peyrard trabalha agora na criação de um protocolo especial de triagem, com o objetivo de localizar possíveis outros portadores do grupo, especialmente entre doadores de sangue da região de Guadalupe.


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Retenção de receita de Ozempic, Wegovy e Mounjaro começa nesta segunda

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A partir desta segunda-feira (23/6), medicamentos com ação análoga ao GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, só poderão ser comprados nas farmácias mediante retenção da receita médica. A exigência foi estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril com o objetivo de coibir o uso sem orientação profissional e fora das indicações previstas nas bulas.



Leia também



A nova regra vale para medicamentos de tarja vermelha, que já exigem prescrição médica, mas que vinham sendo adquiridos com facilidade sem a devida receita. Agora, esses fármacos seguirão os mesmos critérios aplicados aos antibióticos: a receita médica será obrigatoriamente retida na farmácia.


Leia a notícia completa no portal Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.


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Retenção de receita de Ozempic, Wegovy e Mounjaro começa nesta segunda

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A partir desta segunda-feira (23/6), medicamentos com ação análoga ao GLP-1, como Ozempic, Wegovy e Mounjaro, só poderão ser comprados nas farmácias mediante retenção da receita médica. A exigência foi estabelecida pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) em abril com o objetivo de coibir o uso sem orientação profissional e fora das indicações previstas nas bulas.



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A nova regra vale para medicamentos de tarja vermelha, que já exigem prescrição médica, mas que vinham sendo adquiridos com facilidade sem a devida receita. Agora, esses fármacos seguirão os mesmos critérios aplicados aos antibióticos: a receita médica será obrigatoriamente retida na farmácia.


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Terapia por IA? Os riscos de pedir ajuda psicológica para o ChatGPT

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Em um mundo cada vez mais conectado e dependente das inteligências artificiais, tem crescido o número de pessoas que buscam aconselhamento psicológico em ferramentas como ChatGPT e Alexa. O apelo é simples: facilidade, menos chance de julgamento, valor muito menor (ou até nenhum) e agilidade na resposta. Porém, o que parece uma boa ideia pode ter o efeito contrário e acabar piorando a situação do usuário.


Entre os destaques nos assuntos discutidos no Brain 2025 — um dos maiores congressos brasileiros sobre o cérebro, comportamento e emoções –, a relação com as IAs tem preocupado os cientistas e especialistas em saúde mental. Apesar de parecer empática, a ferramenta não emprega protocolos ou técnicas de psicologia nos “atendimentos”, responde de acordo com a pergunta feita e não é capaz de identificar quadros de sofrimento emocional.


“Quando um programador oferece uma psicoterapia através da internet, ele está ignorando um código de ética profissional. Não há um profissional de saúde do outro lado. Embora seja uma ferramenta promissora, no momento, estamos muito receosos para saber quais são os efeitos a médio e longo prazo”, explica a psicóloga Aline Kristensen, pesquisadora e professora de pós-graduação em várias universidades. Ela foi uma das palestrantes do congresso, que aconteceu em Fortaleza entre os dias 18 e 21 de junho.


Ela conta que são poucos os estudos publicados até o momento — o assunto é muito novo  –, mas já se sabe que o atendimento psicológico é mais eficiente quando há uma pessoa do outro lado. A máquina, apesar de criar uma relação falsa de empatia em um primeiro momento, não consegue puxar ou relacionar experiências anteriores do usuário para oferecer bons conselhos, e baseia as respostas na estrutura da pergunta e no algoritmo.



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Um dos primeiros sintomas de uma pessoa que está em sofrimento psíquico é a perda de noção do que é real, e as inteligências artificiais não podem ajudar a deixar claro o nível do surto. Algumas, inclusive, podem incentivar a fantasia do usuário, complicando ainda mais a situação.


Em um experimento recente, um psiquiatra americano fingiu ser um adolescente em busca de terapia com um ChatBot. O “usuário” sugeriu assassinar os pais, e a inteligência artificial o encorajou, sugerindo que os dois “ficariam juntos” sem a interferência dos responsáveis.


“Eles te dão respostas empáticas, dizendo que imaginam o quão difícil é, ou que sentem muito. São frases pré-estabelecidas, mas não há adaptação cultural, ou personalização que respeite as características pessoais de personalidade, o histórico e nem a idade do usuário”, aponta Aline.


Imagem mostra um celular com vários balões de conversa, IA - MetrópolesEspecialistas se preocupam com a busca por aconselhamento psicológico em ferramentas de IA

Ferramenta promissora


A professora explica que, apesar da preocupação, nem tudo na proposta de aconselhamento psicológico é necessariamente ruim. Algumas pesquisas mostram que existem pacientes que se sentem mais abertos a discutir assuntos desconfortáveis, ou que são cercados de estigmas, com uma máquina do que com um humano.


A comunidade científica considera que essa pode ser uma boa porta de entrada para a pessoa que tem preconceito com a terapia, mas vê benefícios ao conversar com um bot. Porém, a inteligência artificial deve ser treinada com protocolos, acompanhada por profissionais e aprender a identificar casos que devem ser encaminhados a um atendimento emergencial.


Aline lembra que o que a IA é capaz de fazer não é terapia. É, no máximo, um aconselhamento. Um tratamento psicoterapêutico envolve um plano de ação com várias etapas, com acompanhamento semanal, retornando em assuntos sensíveis que nem sempre são levantados pelo paciente, mas que precisam ser esmiuçados. Para isso, ainda é preciso uma pessoa de carne, osso e ouvidos.


Ela aposta que alguns estudos iniciais mostram que a IA pode, de fato, ser uma iniciação na área de saúde mental: existem relatos de pacientes que tinham preconceito com terapia, começaram a fazer perguntas para os bots e acabaram procurando um profissional para dar continuidade ao atendimento.


“São ferramentas de intervenção que podem ajudar a complementar o trabalho do psicoterapeuta. Também é preciso lembrar que a IA pode aumentar a solidão e incapacitar as pessoas de construir relações humanas no mundo real e criar vínculos de conexão emocional que são essenciais para o tratamento”, afirma a professora.


Outro ponto de atenção é que o uso de IAs para qualquer coisa aumenta a dependência à tecnologia, que, comprovadamente, piora a saúde mental. Para ser saudável, é preciso estar conectado ao mundo real, ter relações humanas, sentir frustrações e felicidades, conseguir se adaptar e construir pontes significativas com outras pessoas. “Excessos sempre são perigosos”, aponta Aline.


Mas, apesar do futuro ainda nebuloso, ela acredita que as IAs vieram para ficar e que, eventualmente, podem sim ajudar no tratamento. Uma possibilidade é que a máquina treinada esteja disponível quando o psicólogo não está.


Já que está todo mundo usando, como diminuir o risco?


Em um mundo cada vez mais preocupado com saúde mental, mas onde a intervenção com psicoterapeuta ainda é cara e restrita, a “terapia” com IAs vai continuar acontecendo.


Em geral, a pesquisadora acredita que a sociedade não está preparada para usar as IAs como aconselhamento psicológico, e nem as ferramentas estão prontas para ajudar sem piorar ainda mais o problema.


Aline alerta que o verdadeiro risco está em pessoas que estão vulneráveis, em surto e crise psicológica, sem preservação do senso crítico. Nesse cenário, é difícil perceber quando a resposta da IA é absurda, errada ou não faz sentido.


“Se você está em sofrimento profundo e a ferramenta valida uma suposição perigosa, um paciente que está em surto psicológico, em delírio, pode vir a apresentar comportamentos negativos de autolesão que são preocupantes”, explica.


Um uso seguro da ferramenta passaria por fazer perguntas certas, que peçam ponderação ou confrontamento para saber onde se está errando em uma situação específica. Aline sugere ainda conferir o conselho dado com uma pessoa de confiança para ver se aquilo está fazendo mesmo sentido. O uso por crianças e adolescentes deve ser acompanhado pelos pais.


A professora lamenta que a preocupação seja unilateral: a maioria das empresas por trás das inteligências artificiais mais populares não parecem ter interesse em mudar a situação e construir respostas que sejam menos perigosas para os usuários. Mas, como área que está se desenvolvendo em tempo real, o cenário pode mudar em um ou dois anos.


“Não sou radicalmente contra nem a favor. Acho que precisamos de gente profissional e séria trabalhando atrás das IAs com regulamentação, sigilo e proteção de dados. É preciso oferecer segurança para que o usuário use a ferramenta para intervir na saúde e não só como um alívio imediato que pode gerar algo muito mais grave”, afirma.


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Terapia por IA? Os riscos de pedir ajuda psicológica para o ChatGPT

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Em um mundo cada vez mais conectado e dependente das inteligências artificiais, tem crescido o número de pessoas que buscam aconselhamento psicológico em ferramentas como ChatGPT e Alexa. O apelo é simples: facilidade, menos chance de julgamento, valor muito menor (ou até nenhum) e agilidade na resposta. Porém, o que parece uma boa ideia pode ter o efeito contrário e acabar piorando a situação do usuário.


Entre os destaques nos assuntos discutidos no Brain 2025 — um dos maiores congressos brasileiros sobre o cérebro, comportamento e emoções –, a relação com as IAs tem preocupado os cientistas e especialistas em saúde mental. Apesar de parecer empática, a ferramenta não emprega protocolos ou técnicas de psicologia nos “atendimentos”, responde de acordo com a pergunta feita e não é capaz de identificar quadros de sofrimento emocional.


“Quando um programador oferece uma psicoterapia através da internet, ele está ignorando um código de ética profissional. Não há um profissional de saúde do outro lado. Embora seja uma ferramenta promissora, no momento, estamos muito receosos para saber quais são os efeitos a médio e longo prazo”, explica a psicóloga Aline Kristensen, pesquisadora e professora de pós-graduação em várias universidades. Ela foi uma das palestrantes do congresso, que aconteceu em Fortaleza entre os dias 18 e 21 de junho.


Ela conta que são poucos os estudos publicados até o momento — o assunto é muito novo  –, mas já se sabe que o atendimento psicológico é mais eficiente quando há uma pessoa do outro lado. A máquina, apesar de criar uma relação falsa de empatia em um primeiro momento, não consegue puxar ou relacionar experiências anteriores do usuário para oferecer bons conselhos, e baseia as respostas na estrutura da pergunta e no algoritmo.



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Um dos primeiros sintomas de uma pessoa que está em sofrimento psíquico é a perda de noção do que é real, e as inteligências artificiais não podem ajudar a deixar claro o nível do surto. Algumas, inclusive, podem incentivar a fantasia do usuário, complicando ainda mais a situação.


Em um experimento recente, um psiquiatra americano fingiu ser um adolescente em busca de terapia com um ChatBot. O “usuário” sugeriu assassinar os pais, e a inteligência artificial o encorajou, sugerindo que os dois “ficariam juntos” sem a interferência dos responsáveis.


“Eles te dão respostas empáticas, dizendo que imaginam o quão difícil é, ou que sentem muito. São frases pré-estabelecidas, mas não há adaptação cultural, ou personalização que respeite as características pessoais de personalidade, o histórico e nem a idade do usuário”, aponta Aline.


Imagem mostra um celular com vários balões de conversa, IA - MetrópolesEspecialistas se preocupam com a busca por aconselhamento psicológico em ferramentas de IA

Ferramenta promissora


A professora explica que, apesar da preocupação, nem tudo na proposta de aconselhamento psicológico é necessariamente ruim. Algumas pesquisas mostram que existem pacientes que se sentem mais abertos a discutir assuntos desconfortáveis, ou que são cercados de estigmas, com uma máquina do que com um humano.


A comunidade científica considera que essa pode ser uma boa porta de entrada para a pessoa que tem preconceito com a terapia, mas vê benefícios ao conversar com um bot. Porém, a inteligência artificial deve ser treinada com protocolos, acompanhada por profissionais e aprender a identificar casos que devem ser encaminhados a um atendimento emergencial.


Aline lembra que o que a IA é capaz de fazer não é terapia. É, no máximo, um aconselhamento. Um tratamento psicoterapêutico envolve um plano de ação com várias etapas, com acompanhamento semanal, retornando em assuntos sensíveis que nem sempre são levantados pelo paciente, mas que precisam ser esmiuçados. Para isso, ainda é preciso uma pessoa de carne, osso e ouvidos.


Ela aposta que alguns estudos iniciais mostram que a IA pode, de fato, ser uma iniciação na área de saúde mental: existem relatos de pacientes que tinham preconceito com terapia, começaram a fazer perguntas para os bots e acabaram procurando um profissional para dar continuidade ao atendimento.


“São ferramentas de intervenção que podem ajudar a complementar o trabalho do psicoterapeuta. Também é preciso lembrar que a IA pode aumentar a solidão e incapacitar as pessoas de construir relações humanas no mundo real e criar vínculos de conexão emocional que são essenciais para o tratamento”, afirma a professora.


Outro ponto de atenção é que o uso de IAs para qualquer coisa aumenta a dependência à tecnologia, que, comprovadamente, piora a saúde mental. Para ser saudável, é preciso estar conectado ao mundo real, ter relações humanas, sentir frustrações e felicidades, conseguir se adaptar e construir pontes significativas com outras pessoas. “Excessos sempre são perigosos”, aponta Aline.


Mas, apesar do futuro ainda nebuloso, ela acredita que as IAs vieram para ficar e que, eventualmente, podem sim ajudar no tratamento. Uma possibilidade é que a máquina treinada esteja disponível quando o psicólogo não está.


Já que está todo mundo usando, como diminuir o risco?


Em um mundo cada vez mais preocupado com saúde mental, mas onde a intervenção com psicoterapeuta ainda é cara e restrita, a “terapia” com IAs vai continuar acontecendo.


Em geral, a pesquisadora acredita que a sociedade não está preparada para usar as IAs como aconselhamento psicológico, e nem as ferramentas estão prontas para ajudar sem piorar ainda mais o problema.


Aline alerta que o verdadeiro risco está em pessoas que estão vulneráveis, em surto e crise psicológica, sem preservação do senso crítico. Nesse cenário, é difícil perceber quando a resposta da IA é absurda, errada ou não faz sentido.


“Se você está em sofrimento profundo e a ferramenta valida uma suposição perigosa, um paciente que está em surto psicológico, em delírio, pode vir a apresentar comportamentos negativos de autolesão que são preocupantes”, explica.


Um uso seguro da ferramenta passaria por fazer perguntas certas, que peçam ponderação ou confrontamento para saber onde se está errando em uma situação específica. Aline sugere ainda conferir o conselho dado com uma pessoa de confiança para ver se aquilo está fazendo mesmo sentido. O uso por crianças e adolescentes deve ser acompanhado pelos pais.


A professora lamenta que a preocupação seja unilateral: a maioria das empresas por trás das inteligências artificiais mais populares não parecem ter interesse em mudar a situação e construir respostas que sejam menos perigosas para os usuários. Mas, como área que está se desenvolvendo em tempo real, o cenário pode mudar em um ou dois anos.


“Não sou radicalmente contra nem a favor. Acho que precisamos de gente profissional e séria trabalhando atrás das IAs com regulamentação, sigilo e proteção de dados. É preciso oferecer segurança para que o usuário use a ferramenta para intervir na saúde e não só como um alívio imediato que pode gerar algo muito mais grave”, afirma.


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