A variação na idade biológica se dá principalmente por fatores como alimentação, sedentarismo, estresse, qualidade do sono e genética. Eles determinam como nossos órgãos, células e sistemas vão envelhecer.
Risco de ter idade biológica mais alta
Ter idade biológica incompatível com a cronológica aumenta o risco de doenças crônicas, como diabetes e hipertensão, e outros problemas de saúde.
A idade biológica avançada eleva o risco de problemas de ansiedade e depressão.
O conjunto de fatores causados pela idade biológica elevada pode levar a morte precoce.
Fatores como estilo de vida, genética e exposição a ambientes prejudiciais à saúde podem influenciar na idade biológica.
O nutricionista Bruno Correia, que atende em Brasília, explica que a qualidade da alimentação interfere diretamente na saúde corporal do indivíduo. “Isso significa que uma má alimentação pode gerar consequências cardiometabólicas compatíveis às observadas em uma pessoa com idade biológica mais avançada, tornando o corpo mais disfuncional, seja pelas funções renais, hepáticas ou marcadores sanguíneo”, conta.
Por que pessoas com obesidade têm idade biológica mais alta?
Muitas pessoas acreditam que a obesidade é apenas estar acima do peso, porém, as consequências são mais complexas. Ela é considerada uma doença crônica inflamatória e compromete o funcionamento do corpo como um todo. O excesso de gordura — principalmente abdominal — libera substâncias inflamatórias que vão para todo o corpo.
O quadro gera estresse oxidativo, responsável por danificar as células e acelerar o envelhecimento dos tecidos. Órgãos como rins, fígado e o sistema cardiovascular sofrem com o acúmulo de gordura e sobrecarga metabólica, gerando uma perda precoce da funcionalidade.
“Alguns estudos mostram que pessoas com obesidade têm o encurtamento dos telômeros, estruturas que protegem o DNA. À medida que a gente envelhece, sofrendo com o estresse oxidativo causado por processos inflamatórios crônicos, eles vão se encurtando”, afirma a endocrinologista Érika Fernanda de Faria, do Hospital Santa Lúcia, de Brasília.
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A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas acumula-se em forma de gordura corporal
Getty Images
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Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030
Peter Dazeley/ Getty Images
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Obesidade, mais do que o acúmulo de peso, é uma doença que afeta o corpo de forma sistêmica
Gettyimages
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Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMC
Reprodução/tHE lANCET
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A ingestão de alimentos gordurosos e o sobrepeso levam a inflamações de baixa intensidade no cérebro, dizem os pesquisadores
Arte/Metrópoles
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De acordo com especialistas, apesar de a obesidade ser uma doença crônica multifatorial e, como todas elas, não ter cura, ela tem tratamento e controle
Maskot/ Getty Images
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Além das doenças, portadores de obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo peso
Jose Luis Pelaez Inc/ Getty Images
É possível rejuvenescer biologicamente?
De acordo com os especialistas, é possível reverter o envelhecimento biológico com mudanças no estilo de vida. A queima de gordura melhora os marcadores inflamatórios, normalizando os hormônios e saúde celular, especialmente quando combinada com uma rotina alimentar equilibrada, com a prática de exercícios físicos regulares, um sono de qualidade e o controle do estresse.
O mais importante do processo é perder peso de forma saudável. “Se tratando de melhora na renovação celular e longevidade, um padrão alimentar de déficit calórico — comer um pouco menos do que o corpo gasta — traz mais benefícios a longo prazo. A recomendação é não fumar e ingerir bebida alcoólica, fazer atividade física regularmente e consumir um teor menor de carnes vermelhas e processadas”, finaliza o nutricionista Bruno Correia.
Chicago — A farmacêutica Novo Nordisk divulgou, nessa sexta-feira (20/6), um estudo que mostra a eficácia do Wegovy em dose ainda mais potente. Com 7,2 mg de semaglutida, três vezes a dose aprovada no Brasil, a nova versão da caneta emagrecedora pode acelerar o tratamento da obesidade.
“A potência da nova medicação permite que possamos realizar tratamentos ainda mais eficazes e melhorar a qualidade de vida das mais de 1 milhão de pessoas que sofrem com obesidade no mundo”, explicou a endocrinologista Paula Pires em entrevista ao Metrópoles.
Segundo a médica, a mudança será mais impactante para pacientes com peso acima dos 100 kg, que terão a oportunidade de reduzir o peso para a casa dos dois dígitos de forma segura. “A busca por inovação medicinal é essencial para essas pessoas, pois muitas vezes o tratamento com o Wegovy (na dose de 2,4 mg) não é suficiente para ter resultados expressivos”, completou.
Os resultados do ensaio clínico de fase 3 STEP UP mostram que, após 72 semanas de tratamento, os voluntários tiveram emagrecimento médio de aproximadamente 21% do peso. Para um terço deles, a redução chegou a 25%. Os dados do estudo foram apresentados neste sábado (21/6), no congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA, na sigla em inglês), que acontece em Chicago, nos Estados Unidos.
O Wegovy, no geral, não interage tanto com outros medicamentos que já fazem parte da rotina de algumas pessoas
Efeitos adversos do novo Wegovy
O estudo mostra ainda que a segurança e a tolerabilidade da dose mais alta de Wegovy foram mantidas, quando comparadas à dosagem de 2,4 mg de semaglutida.
Para Paula Pires, o principal detalhe está na adaptação, algo que muda de acordo com cada organismo. “Quando saímos do Ozempic para o Wegovy, também foi um susto. Mesmo assim, as reclamações sobre efeitos adversos não aumentaram. É importante acompanhar o início do tratamento com cautela”, indicou.
Na pesquisa, os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais, como náusea e mudança no trânsito intestinal, sendo que a maioria foi de leve a moderada e diminuiu ao longo do tempo.
Ainda assim, a nova dose traz um pouco mais de dificuldade para o paciente: 3,3% das pessoas tratadas com 7,2 mg de semaglutida descontinuaram o uso por conta dos efeitos, em comparação com 2% na dose de 2,4 mg.
“Nas primeiras aplicações, as reclamações de náuseas e desconfortos são maiores por conta dos antigos hábitos alimentares. Conforme o organismo se adapta com o produto, as aplicações dos remédios para emagrecimento ficam mais controladas. É o que deve acontecer”, explicou a médica.
Chicago — A farmacêutica Novo Nordisk divulgou, nessa sexta-feira (20/6), um estudo que mostra a eficácia do Wegovy em dose ainda mais potente. Com 7,2 mg de semaglutida, três vezes a dose aprovada no Brasil, a nova versão da caneta emagrecedora pode acelerar o tratamento da obesidade.
“A potência da nova medicação permite que possamos realizar tratamentos ainda mais eficazes e melhorar a qualidade de vida das mais de 1 milhão de pessoas que sofrem com obesidade no mundo”, explicou a endocrinologista Paula Pires em entrevista ao Metrópoles.
Segundo a médica, a mudança será mais impactante para pacientes com peso acima dos 100 kg, que terão a oportunidade de reduzir o peso para a casa dos dois dígitos de forma segura. “A busca por inovação medicinal é essencial para essas pessoas, pois muitas vezes o tratamento com o Wegovy (na dose de 2,4 mg) não é suficiente para ter resultados expressivos”, completou.
Os resultados do ensaio clínico de fase 3 STEP UP mostram que, após 72 semanas de tratamento, os voluntários tiveram emagrecimento médio de aproximadamente 21% do peso. Para um terço deles, a redução chegou a 25%. Os dados do estudo foram apresentados neste sábado (21/6), no congresso da Associação Americana de Diabetes (ADA, na sigla em inglês), que acontece em Chicago, nos Estados Unidos.
O Wegovy, no geral, não interage tanto com outros medicamentos que já fazem parte da rotina de algumas pessoas
Efeitos adversos do novo Wegovy
O estudo mostra ainda que a segurança e a tolerabilidade da dose mais alta de Wegovy foram mantidas, quando comparadas à dosagem de 2,4 mg de semaglutida.
Para Paula Pires, o principal detalhe está na adaptação, algo que muda de acordo com cada organismo. “Quando saímos do Ozempic para o Wegovy, também foi um susto. Mesmo assim, as reclamações sobre efeitos adversos não aumentaram. É importante acompanhar o início do tratamento com cautela”, indicou.
Na pesquisa, os eventos adversos mais comuns foram gastrointestinais, como náusea e mudança no trânsito intestinal, sendo que a maioria foi de leve a moderada e diminuiu ao longo do tempo.
Ainda assim, a nova dose traz um pouco mais de dificuldade para o paciente: 3,3% das pessoas tratadas com 7,2 mg de semaglutida descontinuaram o uso por conta dos efeitos, em comparação com 2% na dose de 2,4 mg.
“Nas primeiras aplicações, as reclamações de náuseas e desconfortos são maiores por conta dos antigos hábitos alimentares. Conforme o organismo se adapta com o produto, as aplicações dos remédios para emagrecimento ficam mais controladas. É o que deve acontecer”, explicou a médica.
O quadro teria começado na última semana, quando Bolsonaro apresentou mal-estar, calafrios e náuseas. Segundo o cirurgião Claudio Birolini, que operou o ex-presidente em abril, foram feitos exames de sangue, urina e uma tomografia de tórax e abdômen.
“Nessa tomografia foi constatado que ele provavelmente teve um quadro de pneumonia viral. Semana passada ele estava com bastante tosse e isso foi documentado hoje”, contou o médico.
Pneumonia viral
Na maioria dos casos, a pneumonia é causada por bactérias, mas a doença também pode ser provocada por algum dos vírus que causam gripes e resfriados, como o influenza, sincicial, adenovírus, H5N1 (gripe aviária), H1N1 e Sars-CoV-2 (Covid-19).
“A pneumonia é um processo inflamatório do tecido pulmonar, que pode ser causado por vírus, bactérias ou fungos. Quando causada por vírus chamamos de pneumonia viral. Devido a onda de infecções pelo vírus influenza A, é possível que o número de pneumonias virais esteja aumentando”, explicou a pneumologista Bianca Rodrigues, da Clínica Pulmoclínica, em entrevista anterior ao Metrópoles.
Os pacientes podem desenvolver quadros leves, com pouco desconforto, ou mais graves, com risco à vida. A gravidade depende de fatores como a agressividade do vírus responsável pela infecção e as condições clínicas em que a pessoa se encontrava quando ficou doente.
A doença deve ser tratada imediatamente para evitar qualquer complicação. Ao lesionar a mucosa do trato respiratório, o vírus favorece o surgimento de pneumonias bacterianas secundárias, colocando o organismo diante de duas agressões ao mesmo tempo.
Sintomas da pneumonia viral
Os sintomas de pneumonia viral são:
Tosse seca ou com catarro ou pus;
Dores agudas no peito ou nas costas;
Febre;
Calafrios;
Dificuldade ou dor ao respirar;
Falta de ar;
Arritmia cardíaca;
Respiração acelerada;
Fadiga;
Fraqueza
Sudorese.
Como prevenir
Para prevenir infecções virais de qualquer tipo, é importante manter as mãos limpas, lavando ou usando álcool gel, sempre que frequentar locais públicos, como mercados, ônibus e shoppings, além de evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos.
Em geral, o tratamento para pneumonia viral inclui repouso, a prescrição de remédios e, em casos mais graves, a oxigenoterapia. O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá tomar antibióticos por uma semana.
O quadro teria começado na última semana, quando Bolsonaro apresentou mal-estar, calafrios e náuseas. Segundo o cirurgião Claudio Birolini, que operou o ex-presidente em abril, foram feitos exames de sangue, urina e uma tomografia de tórax e abdômen.
“Nessa tomografia foi constatado que ele provavelmente teve um quadro de pneumonia viral. Semana passada ele estava com bastante tosse e isso foi documentado hoje”, contou o médico.
Pneumonia viral
Na maioria dos casos, a pneumonia é causada por bactérias, mas a doença também pode ser provocada por algum dos vírus que causam gripes e resfriados, como o influenza, sincicial, adenovírus, H5N1 (gripe aviária), H1N1 e Sars-CoV-2 (Covid-19).
“A pneumonia é um processo inflamatório do tecido pulmonar, que pode ser causado por vírus, bactérias ou fungos. Quando causada por vírus chamamos de pneumonia viral. Devido a onda de infecções pelo vírus influenza A, é possível que o número de pneumonias virais esteja aumentando”, explicou a pneumologista Bianca Rodrigues, da Clínica Pulmoclínica, em entrevista anterior ao Metrópoles.
Os pacientes podem desenvolver quadros leves, com pouco desconforto, ou mais graves, com risco à vida. A gravidade depende de fatores como a agressividade do vírus responsável pela infecção e as condições clínicas em que a pessoa se encontrava quando ficou doente.
A doença deve ser tratada imediatamente para evitar qualquer complicação. Ao lesionar a mucosa do trato respiratório, o vírus favorece o surgimento de pneumonias bacterianas secundárias, colocando o organismo diante de duas agressões ao mesmo tempo.
Sintomas da pneumonia viral
Os sintomas de pneumonia viral são:
Tosse seca ou com catarro ou pus;
Dores agudas no peito ou nas costas;
Febre;
Calafrios;
Dificuldade ou dor ao respirar;
Falta de ar;
Arritmia cardíaca;
Respiração acelerada;
Fadiga;
Fraqueza
Sudorese.
Como prevenir
Para prevenir infecções virais de qualquer tipo, é importante manter as mãos limpas, lavando ou usando álcool gel, sempre que frequentar locais públicos, como mercados, ônibus e shoppings, além de evitar compartilhar objetos de uso pessoal, como talheres e copos.
Em geral, o tratamento para pneumonia viral inclui repouso, a prescrição de remédios e, em casos mais graves, a oxigenoterapia. O ex-presidente Jair Bolsonaro deverá tomar antibióticos por uma semana.
O número acendeu um alerta sobre o risco de uma epidemia silenciosa desta e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) estar se desenrolando no país. Não é novidade que as infecções por HIV no Brasil têm crescido. Os dados mais recentes publicados — com informações de 2021, 2022 e 2023 — mostram que os novos casos da doença subiram levemente.
Estes dados, no entanto, são compilados a partir da população que busca atendimento de saúde, o que pode levar à subnotificação de casos. Uma grande parcela da população pode estar com a doença se desenvolvendo de forma silenciosa em níveis ainda maiores.
No estudo divulgado pelo Hospital Moinhos de Vento, a metodologia foi outra: os pesquisadores testaram ativamente uma parcela da população para avaliar a incidência das ISTs. É o primeiro estudo de sorologia realizado em alta escala no Brasil.
No caso do HIV, a taxa de prevalência na população gaúcha foi estimada em 1,64%, acima do limite de 1% estabelecido pela OMS para apontar que a epidemia está controlada. Níveis acima deste indicam epidemia generalizada.
O que é o HIV e sua diferença para a aids?
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um microrganismo que ataca o sistema imunológico. Quando não é tratado, ele pode evoluir para a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), que representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV.
Embora não exista a cura para a aids, o tratamento antirretroviral pode controlar a infecção, permitindo que pessoas vivendo com HIV tenham uma vida longa e saudável.
O tratamento correto pode fazer com que o paciente atinja a carga viral indetectável para o HIV, ou seja, tão baixa que não pode ser detectada por testes padrão. Nesse caso, a pessoa também não transmite o vírus.
Beijos, suor, ou qualquer outra forma de contato íntimo, incluindo o sexo feito com preservativo, não transmite o HIV.
O SUS disponibiliza testes rápidos para o HIV e também o tratamento preventivo com a profilaxia pré-exposição (PrEP), com o uso de um remédio diário. Procure um serviço de saúde e informe-se para saber se você tem indicação para PrEP.
Epidemia ganha contornos silenciosos
A pesquisa testou 8.006 pessoas. Foram confirmados 81 casos de HIV, 558 de sífilis, 26 de hepatite B e 56 de hepatite C. Embora a testagem tenha se concentrado no Rio Grande do Sul, os pesquisadores consideram os resultados um sinal de alerta nacional.
O estudo foi conduzido pela médica epidemiologista Eliana Wendland, do Hospital Moinhos de Vento. Ela destaca que a taxa alta de prevalência é um sinal de alerta para este inimigo silencioso.
“Estes dados mostram que estamos diante de uma epidemia generalizada. Quando olhamos para quem tem maior probabilidade de contrair o vírus, esse risco está mais associado a determinadas vulnerabilidades sociais. Estamos falando, por exemplo, de pessoas negras ou pardas, com menor renda e escolaridade, e que geralmente estão na faixa dos 30 aos 59 anos”, afirma.
Números oficiais do HIV apontam tendência
Entre 2007 e 2024, foram notificados mais de 540 mil casos de pessoas com HIV no Brasil. A maioria (70%) dos infectados são homens.
O HIV pode permanecer anos no organismo sem causar sintomas. Sem diagnóstico, o vírus continua a ser transmitido, dificultando o controle. A infecção compromete o sistema imunológico e pode evoluir para aids, condição que deixa o corpo vulnerável a infecções e cânceres.
Quando identificado precocemente, o HIV é controlável com o uso contínuo de antirretrovirais que impedem a progressão para a aids. Quando a carga viral chega a níveis indetectáveis, não há risco de transmissão.
“O estigma é um dos principais entraves ao diagnóstico. Muitas pessoas evitam buscar testagem por medo ou vergonha. Isso dificulta o acesso ao tratamento e mantém a cadeia de infecção ativa, especialmente entre grupos mais vulneráveis”, alerta Wendland.
1 de 13
HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O causador da aids ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida
Arte Metrópoles/Getty Images
2 de 13
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids
Anna Shvets/Pexels
3 de 13
Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
Hugo Barreto/Metrópoles
4 de 13
O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas
iStock
5 de 13
O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais
iStock
6 de 13
Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Hugo Barreto/Metrópoles
7 de 13
A empresa de biotecnologia Moderna, junto com a organização de investigação científica Iavi, anunciou no início de 2022 a aplicação das primeiras doses de uma vacina experimental contra o HIV em humanos
Arthur Menescal/Especial Metrópoles
8 de 13
O ensaio de fase 1 busca analisar se as doses do imunizante, que utilizam RNA mensageiro, podem induzir resposta imunológica das células e orientar o desenvolvimento rápido de anticorpos amplamente neutralizantes (bnAb) contra o vírus
Arthur Menescal/Especial Metrópoles
9 de 13
Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenir o HIV em grupos de risco, inclusive para pessoas que mantém relações sexuais com indivíduos com o vírus
spukkato/iStock
10 de 13
O Apretude funciona com duas injeções iniciais, administradas com um mês de intervalo. Depois, o tratamento continua com aplicações a cada dois meses
iStock
11 de 13
O PrEP HIV é um tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) feito especificamente para prevenir a infecção pelo vírus da Aids com o uso de medicamentos antirretrovirais
Joshua Coleman/Unsplash
12 de 13
Esses medicamentos atuam diretamente no vírus, impedindo a sua replicação e entrada nas células, por isso é um método eficaz para a prevenção da infecção pelo HIV
iStock
13 de 13
É importante que, mesmo com a PrEP, a camisinha continue a ser usada nas relações sexuais: o medicamento não previne a gravidez e nem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, por exemplo
Keith Brofsky/Getty Images
Sífilis também avança
Além do HIV, o estudo trouxe resultados sobre a sífilis, que também preocupa as autoridades de saúde. A estimativa é de que sete em cada 100 brasileiros tenham a infecção, que pode ser curada com três aplicações de penicilina benzatina. Muitas vezes, o diagnóstico não é feito a tempo, o que leva à necessidade de tratamentos ainda mais intensos.
A infecção pode permanecer assintomática por anos. “A primeira manifestação pode parecer inofensiva, como uma ferida que some sozinha. Sem tratamento, evolui para estágios mais graves, como a sífilis terciária, com potencial de afetar órgãos internos e o sistema nervoso”, afirma a autora do estudo.
Entre gestantes, o risco é ainda maior. A sífilis congênita pode causar aborto, sequelas ou morte neonatal. O Brasil já registrou mais de 3 mil óbitos desde 1998 por esse motivo. O Rio Grande do Sul tem uma das maiores taxas em gestantes do país: 41,1 casos por mil nascidos vivos, atrás apenas do Rio de Janeiro e Amapá.
Ministério da Saúde se esquiva
O cenário apresentado pela pesquisa feita no Rio Grande do Sul, sobre os riscos de uma epidemia, levantam dúvidas sobre o estado da questão no restante do país. Procurado pelo Metrópoles, o Ministério da Saúde foi perguntado sobre a prevalência da doença em outros estados do país, mas não respondeu aos questionamentos.
A nota enviada pela pasta detalha apenas as boas ações neste sentido, incluindo o recente pedido de certificação de fim da transmissão vertical do HIV (de mãe para o bebê) e do número de pessoas que consegue tratamento após o diagnóstico (96%, taxa acima dos 95% recomendados pela OMS).
“Cabe ainda destacar que as ações da pasta são voltadas à população em geral, com foco ampliado em populações-chave — como gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, profissionais do sexo e usuários de álcool e outras drogas — onde a prevalência é consideravelmente maior”, defendeu.
O número acendeu um alerta sobre o risco de uma epidemia silenciosa desta e de outras infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) estar se desenrolando no país. Não é novidade que as infecções por HIV no Brasil têm crescido. Os dados mais recentes publicados — com informações de 2021, 2022 e 2023 — mostram que os novos casos da doença subiram levemente.
Estes dados, no entanto, são compilados a partir da população que busca atendimento de saúde, o que pode levar à subnotificação de casos. Uma grande parcela da população pode estar com a doença se desenvolvendo de forma silenciosa em níveis ainda maiores.
No estudo divulgado pelo Hospital Moinhos de Vento, a metodologia foi outra: os pesquisadores testaram ativamente uma parcela da população para avaliar a incidência das ISTs. É o primeiro estudo de sorologia realizado em alta escala no Brasil.
No caso do HIV, a taxa de prevalência na população gaúcha foi estimada em 1,64%, acima do limite de 1% estabelecido pela OMS para apontar que a epidemia está controlada. Níveis acima deste indicam epidemia generalizada.
O que é o HIV e sua diferença para a aids?
O vírus da imunodeficiência humana (HIV) é um microrganismo que ataca o sistema imunológico. Quando não é tratado, ele pode evoluir para a aids (síndrome da imunodeficiência adquirida), que representa o estágio mais avançado da infecção pelo HIV.
Embora não exista a cura para a aids, o tratamento antirretroviral pode controlar a infecção, permitindo que pessoas vivendo com HIV tenham uma vida longa e saudável.
O tratamento correto pode fazer com que o paciente atinja a carga viral indetectável para o HIV, ou seja, tão baixa que não pode ser detectada por testes padrão. Nesse caso, a pessoa também não transmite o vírus.
Beijos, suor, ou qualquer outra forma de contato íntimo, incluindo o sexo feito com preservativo, não transmite o HIV.
O SUS disponibiliza testes rápidos para o HIV e também o tratamento preventivo com a profilaxia pré-exposição (PrEP), com o uso de um remédio diário. Procure um serviço de saúde e informe-se para saber se você tem indicação para PrEP.
Epidemia ganha contornos silenciosos
A pesquisa testou 8.006 pessoas. Foram confirmados 81 casos de HIV, 558 de sífilis, 26 de hepatite B e 56 de hepatite C. Embora a testagem tenha se concentrado no Rio Grande do Sul, os pesquisadores consideram os resultados um sinal de alerta nacional.
O estudo foi conduzido pela médica epidemiologista Eliana Wendland, do Hospital Moinhos de Vento. Ela destaca que a taxa alta de prevalência é um sinal de alerta para este inimigo silencioso.
“Estes dados mostram que estamos diante de uma epidemia generalizada. Quando olhamos para quem tem maior probabilidade de contrair o vírus, esse risco está mais associado a determinadas vulnerabilidades sociais. Estamos falando, por exemplo, de pessoas negras ou pardas, com menor renda e escolaridade, e que geralmente estão na faixa dos 30 aos 59 anos”, afirma.
Números oficiais do HIV apontam tendência
Entre 2007 e 2024, foram notificados mais de 540 mil casos de pessoas com HIV no Brasil. A maioria (70%) dos infectados são homens.
O HIV pode permanecer anos no organismo sem causar sintomas. Sem diagnóstico, o vírus continua a ser transmitido, dificultando o controle. A infecção compromete o sistema imunológico e pode evoluir para aids, condição que deixa o corpo vulnerável a infecções e cânceres.
Quando identificado precocemente, o HIV é controlável com o uso contínuo de antirretrovirais que impedem a progressão para a aids. Quando a carga viral chega a níveis indetectáveis, não há risco de transmissão.
“O estigma é um dos principais entraves ao diagnóstico. Muitas pessoas evitam buscar testagem por medo ou vergonha. Isso dificulta o acesso ao tratamento e mantém a cadeia de infecção ativa, especialmente entre grupos mais vulneráveis”, alerta Wendland.
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HIV é a sigla em inglês do vírus da imunodeficiência humana. O causador da aids ataca o sistema imunológico, responsável por defender o organismo de doenças. Os primeiros sintomas são muito parecidos com os de uma gripe, como febre e mal-estar. Por isso, a maioria dos casos passa despercebida
Arte Metrópoles/Getty Images
2 de 13
A baixa imunidade permite o aparecimento de doenças oportunistas, que recebem esse nome por se aproveitarem da fraqueza do organismo. Com isso, atinge-se o estágio mais avançado da doença, a aids
Anna Shvets/Pexels
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Os medicamentos antirretrovirais (ARV) surgiram na década de 1980 para impedir a multiplicação do HIV no organismo. Esses medicamentos ajudam a evitar o enfraquecimento do sistema imunológico
Hugo Barreto/Metrópoles
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O uso regular dos ARV é fundamental para aumentar o tempo e a qualidade de vida das pessoas que vivem com HIV e reduzir o número de internações e infecções por doenças oportunistas
iStock
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O tratamento é uma combinação de medicamentos que podem variar de acordo com a carga viral, estado geral de saúde da pessoa e atividade profissional, devido aos efeitos colaterais
iStock
6 de 13
Em 2021, um novo medicamento para o tratamento de HIV, que combina duas diferentes substâncias em um único comprimido, foi aprovado pela Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa)
Hugo Barreto/Metrópoles
7 de 13
A empresa de biotecnologia Moderna, junto com a organização de investigação científica Iavi, anunciou no início de 2022 a aplicação das primeiras doses de uma vacina experimental contra o HIV em humanos
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8 de 13
O ensaio de fase 1 busca analisar se as doses do imunizante, que utilizam RNA mensageiro, podem induzir resposta imunológica das células e orientar o desenvolvimento rápido de anticorpos amplamente neutralizantes (bnAb) contra o vírus
Arthur Menescal/Especial Metrópoles
9 de 13
Nos Estados Unidos, o Centro de Controle e Prevenção de Doenças aprovou o primeiro medicamento injetável para prevenir o HIV em grupos de risco, inclusive para pessoas que mantém relações sexuais com indivíduos com o vírus
spukkato/iStock
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O Apretude funciona com duas injeções iniciais, administradas com um mês de intervalo. Depois, o tratamento continua com aplicações a cada dois meses
iStock
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O PrEP HIV é um tratamento disponível no Sistema Único de Saúde (SUS) feito especificamente para prevenir a infecção pelo vírus da Aids com o uso de medicamentos antirretrovirais
Joshua Coleman/Unsplash
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Esses medicamentos atuam diretamente no vírus, impedindo a sua replicação e entrada nas células, por isso é um método eficaz para a prevenção da infecção pelo HIV
iStock
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É importante que, mesmo com a PrEP, a camisinha continue a ser usada nas relações sexuais: o medicamento não previne a gravidez e nem a transmissão de outras doenças sexualmente transmissíveis, como clamídia, gonorreia e sífilis, por exemplo
Keith Brofsky/Getty Images
Sífilis também avança
Além do HIV, o estudo trouxe resultados sobre a sífilis, que também preocupa as autoridades de saúde. A estimativa é de que sete em cada 100 brasileiros tenham a infecção, que pode ser curada com três aplicações de penicilina benzatina. Muitas vezes, o diagnóstico não é feito a tempo, o que leva à necessidade de tratamentos ainda mais intensos.
A infecção pode permanecer assintomática por anos. “A primeira manifestação pode parecer inofensiva, como uma ferida que some sozinha. Sem tratamento, evolui para estágios mais graves, como a sífilis terciária, com potencial de afetar órgãos internos e o sistema nervoso”, afirma a autora do estudo.
Entre gestantes, o risco é ainda maior. A sífilis congênita pode causar aborto, sequelas ou morte neonatal. O Brasil já registrou mais de 3 mil óbitos desde 1998 por esse motivo. O Rio Grande do Sul tem uma das maiores taxas em gestantes do país: 41,1 casos por mil nascidos vivos, atrás apenas do Rio de Janeiro e Amapá.
Ministério da Saúde se esquiva
O cenário apresentado pela pesquisa feita no Rio Grande do Sul, sobre os riscos de uma epidemia, levantam dúvidas sobre o estado da questão no restante do país. Procurado pelo Metrópoles, o Ministério da Saúde foi perguntado sobre a prevalência da doença em outros estados do país, mas não respondeu aos questionamentos.
A nota enviada pela pasta detalha apenas as boas ações neste sentido, incluindo o recente pedido de certificação de fim da transmissão vertical do HIV (de mãe para o bebê) e do número de pessoas que consegue tratamento após o diagnóstico (96%, taxa acima dos 95% recomendados pela OMS).
“Cabe ainda destacar que as ações da pasta são voltadas à população em geral, com foco ampliado em populações-chave — como gays e outros homens que fazem sexo com homens (HSH), pessoas trans, profissionais do sexo e usuários de álcool e outras drogas — onde a prevalência é consideravelmente maior”, defendeu.
Nos meses de junho e julho, pipocam pelo Brasil as celebrações de festas juninas e ninguém quer ficar de fora. Entretanto, quem sofre de refluxo acaba tendo dificuldade para encontrar opções de comidas típicas que não agravem os sintomas porque os alimentos mais populares do festejo são ricos em açúcar e gordura.
E não é uma população pequena. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), cerca de 25 milhões de brasileiros adultos convivem com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e para eles, essa temporada pode trazer riscos.
O que é o refluxo?
O refluxo ocorre quando a válvula entre o esôfago e o estômago, o esfíncter esofágico inferior, não se fecha corretamente, permitindo o retorno do conteúdo gástrico.
A condição é multifatorial, incluindo até componentes genéticos. Entre os principais fatores estão obesidade, tabagismo, consumo de álcool, cafeína e refeições volumosas ou muito próximas da hora de dormir.
Em casos mais graves, o refluxo pode causar tosse crônica, rouquidão, inflamação da garganta, desgaste dos dentes e até aumentar o risco de câncer gástrico.
O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e medicamentos. Antiácidos também são usados e, em casos severos, pode ser indicada cirurgia para correção da válvula esofágica.
As receitas típicas, embora saborosas, incluem ingredientes que podem facilitar o retorno do ácido estomacal ao esôfago. Esse processo, comum em quem sofre da doença, provoca sintomas como queimação, azia e desconforto abdominal.
A temperatura dos alimentos, especialmente os muito quentes, também pode piorar os sintomas e exigir maior cautela durante as comemorações.
Pensando nisso, o gastrocirurgião Eduardo Grecco, endoscopista e professor de medicina da Faculdade do ABC, elaborou uma lista dos alimentos mais consumidos durante os festejos juninos e que podem cair como verdadeiras bombas para quem tem refluxo.
Os 5 alimentos mais perigosos da festa junina
Canjica: o açúcar e as gorduras usadas (como creme de leite e leite condensado) podem relaxar o esôfago inferior e retardar o esvaziamento gástrico, aumentando os sintomas.
Quentão: bebida quente e açucarada, pode estimular a produção de ácido estomacal.
Pé de moleque: o doce de amendoim é rico em gorduras e açúcar. A combinação contribui para o aumento da pressão no estômago e da produção de ácido.
Pipoca: quando preparada com excesso de gordura, pode irritar o estômago e dificultar a digestão. Para quem tem refluxo, o ideal é preparar versões com menos óleo.
Bolo de milho: o milho, por si só, não é o problema. O cuidado deve ser com o açúcar, a gordura e o leite presentes na receita, que favorecem o refluxo.
“Não devemos considerar o refluxo um problema menor”, alerta o gastrocirurgião. “O retorno do ácido do estômago para o tubo alimentar pode causar irritações na mucosa, estreitamento do esôfago, pneumonia e lesões que podem evoluir para o câncer de esôfago”, aponta Grecco.
Hora e quantidade também influenciam
Além dos ingredientes, o horário da refeição é decisivo. As festas costumam acontecer à noite, e refeições pesadas antes de dormir são especialmente prejudiciais para quem tem refluxo. Deitar após comer aumenta a chance do ácido subir para o esôfago.
A nutricionista Aline Quissak, de Curitiba, reforça o papel da alimentação no controle do refluxo. “Nós somos o que comemos. Controlar a dieta pode melhorar ou piorar os sintomas”, afirma. Ela recomenda evitar sempre alimentos industrializados, café, chocolate, bebidas alcoólicas e laticínios integrais para não prejudicar o processo digestivo.
Para o período junino, Aline recomenda as que as pessoas com refluxo sigam as orientações tradicionais para evitar contratempos. “Comer devagar e sem exageros, pegando leve nas frituras e bebidas alcoólicas e evitando deitar logo após as refeições ajuda muito. É preciso fazer as refeições em horários regulares para controlar a acidez estomacal e fazer a boa mastigação dos alimentos. Essas pequenas mudanças já reduzem os sintomas”, conclui Quissak.
Nos meses de junho e julho, pipocam pelo Brasil as celebrações de festas juninas e ninguém quer ficar de fora. Entretanto, quem sofre de refluxo acaba tendo dificuldade para encontrar opções de comidas típicas que não agravem os sintomas porque os alimentos mais populares do festejo são ricos em açúcar e gordura.
E não é uma população pequena. Segundo a Federação Brasileira de Gastroenterologia (FBG), cerca de 25 milhões de brasileiros adultos convivem com a doença do refluxo gastroesofágico (DRGE) e para eles, essa temporada pode trazer riscos.
O que é o refluxo?
O refluxo ocorre quando a válvula entre o esôfago e o estômago, o esfíncter esofágico inferior, não se fecha corretamente, permitindo o retorno do conteúdo gástrico.
A condição é multifatorial, incluindo até componentes genéticos. Entre os principais fatores estão obesidade, tabagismo, consumo de álcool, cafeína e refeições volumosas ou muito próximas da hora de dormir.
Em casos mais graves, o refluxo pode causar tosse crônica, rouquidão, inflamação da garganta, desgaste dos dentes e até aumentar o risco de câncer gástrico.
O tratamento inclui mudanças no estilo de vida e medicamentos. Antiácidos também são usados e, em casos severos, pode ser indicada cirurgia para correção da válvula esofágica.
As receitas típicas, embora saborosas, incluem ingredientes que podem facilitar o retorno do ácido estomacal ao esôfago. Esse processo, comum em quem sofre da doença, provoca sintomas como queimação, azia e desconforto abdominal.
A temperatura dos alimentos, especialmente os muito quentes, também pode piorar os sintomas e exigir maior cautela durante as comemorações.
Pensando nisso, o gastrocirurgião Eduardo Grecco, endoscopista e professor de medicina da Faculdade do ABC, elaborou uma lista dos alimentos mais consumidos durante os festejos juninos e que podem cair como verdadeiras bombas para quem tem refluxo.
Os 5 alimentos mais perigosos da festa junina
Canjica: o açúcar e as gorduras usadas (como creme de leite e leite condensado) podem relaxar o esôfago inferior e retardar o esvaziamento gástrico, aumentando os sintomas.
Quentão: bebida quente e açucarada, pode estimular a produção de ácido estomacal.
Pé de moleque: o doce de amendoim é rico em gorduras e açúcar. A combinação contribui para o aumento da pressão no estômago e da produção de ácido.
Pipoca: quando preparada com excesso de gordura, pode irritar o estômago e dificultar a digestão. Para quem tem refluxo, o ideal é preparar versões com menos óleo.
Bolo de milho: o milho, por si só, não é o problema. O cuidado deve ser com o açúcar, a gordura e o leite presentes na receita, que favorecem o refluxo.
“Não devemos considerar o refluxo um problema menor”, alerta o gastrocirurgião. “O retorno do ácido do estômago para o tubo alimentar pode causar irritações na mucosa, estreitamento do esôfago, pneumonia e lesões que podem evoluir para o câncer de esôfago”, aponta Grecco.
Hora e quantidade também influenciam
Além dos ingredientes, o horário da refeição é decisivo. As festas costumam acontecer à noite, e refeições pesadas antes de dormir são especialmente prejudiciais para quem tem refluxo. Deitar após comer aumenta a chance do ácido subir para o esôfago.
A nutricionista Aline Quissak, de Curitiba, reforça o papel da alimentação no controle do refluxo. “Nós somos o que comemos. Controlar a dieta pode melhorar ou piorar os sintomas”, afirma. Ela recomenda evitar sempre alimentos industrializados, café, chocolate, bebidas alcoólicas e laticínios integrais para não prejudicar o processo digestivo.
Para o período junino, Aline recomenda as que as pessoas com refluxo sigam as orientações tradicionais para evitar contratempos. “Comer devagar e sem exageros, pegando leve nas frituras e bebidas alcoólicas e evitando deitar logo após as refeições ajuda muito. É preciso fazer as refeições em horários regulares para controlar a acidez estomacal e fazer a boa mastigação dos alimentos. Essas pequenas mudanças já reduzem os sintomas”, conclui Quissak.
Consideradas uma das maiores revoluções no tratamento da obesidade, as canetas emagrecedoras baseadas em GLP-1 estão cada vez mais populares pelo mundo e as informações sobre elas continuam sendo atualizadas.
Um novo estudo da Novo Nordisk mostra que uma dose de semaglutida ainda maior do que a aprovada até o momento pode potencializar a perda de peso sem efeitos adversos graves. O estudo foi divulgado nesta sexta-feira (20/6) e será apresentado no sábado (21/6) nas Sessões Científicas da American Diabetes Association (ADA), que acontecem em Chicago, nos Estados Unidos.
O estudo Step Up, que teve duração de 72 semanas, comparou grupos que tomaram 7,2 mg e 2,4 mg com um que recebeu placebo. Foram incluídos 1.407 adultos com IMC maior ou igual a 30 e sem diabetes.
O aumento foi considerado seguro e mostrou que a aplicação da dose mais alta de Wegovy resultou em uma perda de peso média de 21%, com um terço dos participantes perdendo 25% ou mais do peso corporal em 72 semanas. Na dose de 2,4 mg, no mesmo período, a perda de peso foi de 17,5%. O grupo que recebeu placebo perdeu 2,4% do peso corporal durante o estudo.
O Wegovy é fabricado a partir da semaglutida, assim como o Ozempic, mas é voltado especificamente para a perda de peso
Efeitos adversos do Wegovy
O estudo mostra ainda que a segurança e tolerabilidade da dose mais alta de Wegovy foram mantidas e seguem tão consistentes quanto as da dose comercializada atualmente.
Questionada sobre outros efeitos adversos, como a neuropatia óptica isquêmica anterior-não arterítica (NOIA), Julia Cabral, gerente médica de diabetes da Novo Nordisk, afirmou que os casos são isolados.
“Não temos pesquisa que prove NOIA ou outros efeitos adversos como perda de cabelo. São alguns casos isolados, mas com pouca evidência. Não existem referências bibliográficas sobre isso e, no estudo, não foram relatados outros eventos adversos consideráveis”, explica em entrevista ao Metrópoles.
A Novo Nordisk pretende solicitar a atualização da bula com a dose mais alta de Wegovy na União Europeia no segundo semestre de 2025, com submissões regulatórias posteriores nos demais mercados onde o medicamento já está aprovado — como no Brasil.
Consideradas uma das maiores revoluções no tratamento da obesidade, as canetas emagrecedoras baseadas em GLP-1 estão cada vez mais populares pelo mundo e as informações sobre elas continuam sendo atualizadas.
Um novo estudo da Novo Nordisk mostra que uma dose de semaglutida ainda maior do que a aprovada até o momento pode potencializar a perda de peso sem efeitos adversos graves. O estudo foi divulgado nesta sexta-feira (20/6) e será apresentado no sábado (21/6) nas Sessões Científicas da American Diabetes Association (ADA), que acontecem em Chicago, nos Estados Unidos.
O estudo Step Up, que teve duração de 72 semanas, comparou grupos que tomaram 7,2 mg e 2,4 mg com um que recebeu placebo. Foram incluídos 1.407 adultos com IMC maior ou igual a 30 e sem diabetes.
O aumento foi considerado seguro e mostrou que a aplicação da dose mais alta de Wegovy resultou em uma perda de peso média de 21%, com um terço dos participantes perdendo 25% ou mais do peso corporal em 72 semanas. Na dose de 2,4 mg, no mesmo período, a perda de peso foi de 17,5%. O grupo que recebeu placebo perdeu 2,4% do peso corporal durante o estudo.
O Wegovy é fabricado a partir da semaglutida, assim como o Ozempic, mas é voltado especificamente para a perda de peso
Efeitos adversos do Wegovy
O estudo mostra ainda que a segurança e tolerabilidade da dose mais alta de Wegovy foram mantidas e seguem tão consistentes quanto as da dose comercializada atualmente.
Questionada sobre outros efeitos adversos, como a neuropatia óptica isquêmica anterior-não arterítica (NOIA), Julia Cabral, gerente médica de diabetes da Novo Nordisk, afirmou que os casos são isolados.
“Não temos pesquisa que prove NOIA ou outros efeitos adversos como perda de cabelo. São alguns casos isolados, mas com pouca evidência. Não existem referências bibliográficas sobre isso e, no estudo, não foram relatados outros eventos adversos consideráveis”, explica em entrevista ao Metrópoles.
A Novo Nordisk pretende solicitar a atualização da bula com a dose mais alta de Wegovy na União Europeia no segundo semestre de 2025, com submissões regulatórias posteriores nos demais mercados onde o medicamento já está aprovado — como no Brasil.