Uma pesquisa publicada em janeiro na revista científica Nature medicine trouxe uma descoberta importante sobre a segurança da terapia celular CAR-T, um dos avanços mais promissores no tratamento de cânceres hematológicos. De acordo com os pesquisadores, não há evidências de que essa abordagem inovadora cause cânceres secundários, refutando preocupações levantadas anteriormente.
A terapia CAR-T cell (receptor quimérico de antígeno) é um tipo de imunoterapia que consiste na modificação genética das células T do próprio paciente para que elas reconheçam e ataquem células cancerígenas de forma mais eficiente. A tecnologia começou a ser testada no Brasil por meio de protocolos de estudo, um deles no Hospital Israelita Albert Einstein e outro na Universidade de São Paulo (USP).
Apesar do seu sucesso no tratamento de leucemias, linfomas e mielomas, havia uma preocupação na comunidade científica sobre o risco de que essa modificação pudesse, eventualmente, desencadear novos tumores. Segundo o hematologista Nelson Hamerschlak, coordenador da Unidade de Transplante de Medula Óssea do Einstein, a suspeita de que a terapia CAR-T poderia induzir a novos cânceres surgiu porque ela envolve a modificação genética de células T por meio de vetores virais.
“Um dos riscos teóricos desse processo é a mutagênese insercional, que poderia ativar oncogenes ou inativar genes supressores de tumor, levando ao desenvolvimento de câncer secundário”, explica Hamerschlak. Além disso, pacientes tratados com a tecnologia CAR-T já passaram por múltiplas linhas de tratamento, incluindo quimioterapia e radioterapia, que causam imunossupressão e podem predispor a neoplasias secundárias.
Segurança em teste
Para investigar essa hipótese, cientistas da Universidade da Pensilvânia, nos Estados Unidos, analisaram cuidadosamente dados de 783 pacientes, de 38 ensaios clínicos, que passaram por essa terapia nos últimos anos. Os pesquisadores utilizaram técnicas avançadas de sequenciamento genômico para rastrear possíveis mutações associadas ao tratamento.
Ao longo do período, os cientistas encontraram 18 casos de malignidades secundárias (2,3%), mas afirmam que não houve evidência de que elas foram causadas pela mutagênese insercional. A maioria dos casos envolveu novos cânceres hematológicos, como leucemias e linfomas, e não recaída do câncer anterior. Para os autores, os resultados são claros: as células CAR-T não apresentam alterações que favoreçam o desenvolvimento de tumores, reforçando a segurança da terapia.
Terapia celular CAR-T tem sido testada e apresentado bons resultados contra o câncer no sangue
Essas conclusões são tão importantes que os dados foram apresentados e amplamente discutidos no último Congresso EHA-EBMT (das sociedades europeias de hematologia e de transplantes de medula óssea e terapia celular) em Estrasburgo, na França. “Os resultados são muito animadores, pois sugerem que o risco de malignidades secundárias é muito baixo e reforçam a segurança da terapia CAR-T no longo prazo”, comenta o hematologista.
Hamerschlak participou do congresso representando o Brasil e conta que, nas discussões, ficou claro que, apesar da preocupação inicial, os dados coletados globalmente não indicam um risco elevado de malignidades secundárias. O foco dos pesquisadores a partir de agora está no monitoramento a longo prazo desses pacientes e na necessidade de registrar e analisar casos suspeitos para descartar qualquer possível associação.
Impacto no tratamento do câncer
A descoberta é um marco importante para a oncologia e pode ampliar ainda mais o uso da terapia CAR-T. A confirmação da segurança do tratamento abre caminho para que mais pacientes tenham acesso a essa tecnologia, além de incentivar novas pesquisas para expandir seu uso para outros tipos de câncer.
“Com base nas evidências disponíveis, podemos afirmar que a terapia CAR-T é segura. Os benefícios são inegáveis, principalmente para pacientes com linfomas, mieloma múltiplo e leucemias refratárias, que antes tinham poucas opções terapêuticas. Os altos índices de resposta sustentada e até de cura observados com CAR-T superam o pequeno risco de malignidades secundárias”, afirma Nelson Hamerschlak.
Atualmente, a terapia CAR-T é aprovada para alguns tipos específicos de câncer no sangue, em pacientes que recidivaram ou pararam de responder ao tratamento. Mas cientistas trabalham para adaptá-la ao tratamento de tumores sólidos, um desafio ainda em aberto. Desde a aprovação da primeira terapia com células CAR-T, em 2017, mais de 30 mil pessoas com câncer no sangue foram tratadas no mundo todo – alguns dos primeiros pacientes entraram em remissões duradouras.
No Brasil, o número de indivíduos tratados com essa tecnologia é pequeno, pois a terapia foi aprovada em 2022 pela Agência Nacional de Vigilância Sanitário (Anvisa) e está em processo de implementação. “Ainda existem problemas de acesso, pois, apesar da aprovação da Anvisa, os planos de saúde seguem negando o procedimento devido ao alto custo. Geralmente, os casos realizados são judicializados”, conta Hamerschlak.
↳Parecer nº 208/2017 – análise e aprovação do documento Diretrizes Pedagógicas e Operacionais para a Educação em Tempo Integral, referente à política de educação em tempo integral na rede pública de ensino do DF.
O mieloma múltiplo é um tipo de câncer que afeta as células plasmáticas na medula óssea, que são responsáveis por produzir anticorpos — elas se replicam de forma errada, atrapalhando a formação também de outras células do sangue. A doença é grave, progressiva, e não tem cura: o tratamento existente é para evitar a progressão do quadro. O paciente, depois de diagnosticado, vive em média 10 anos.
Para pessoas diagnosticadas que estejam em recidiva ou já tenham sido tratadas com duas terapias prévias sem sucesso, o principal tratamento é o carfilzomibe, uma terapia-alvo que custa, em média, R$ 6,5 mil — três anos de tratamento, o recomendado, custariam cerca de R$ 800 mil.
O medicamento está disponível no SUS desde 2023, mas não deixou de ser dispendioso para o sistema único de saúde — um relatório da Conitec publicado na época da incorporação estima um gasto adicional ao governo de 188 milhões em cinco anos.
Opção brasileira e mais em conta
Com o objetivo de baratear o medicamento para o governo, pesquisadores da Universidade de São Carlos (UFSCar), em São Paulo, com apoio da Empresa Brasileira de Pesquisa e Inovação Industrial (Embrapii) e parceria com a empresa Import Now, estão tentando rever a rota de fabricação do fármaco.
A ideia é usar métodos mais eficientes, com novos materiais de baixo custo para baratear o produto final. O projeto está em fase laboratorial, com testes para escalonamento industrial, e a expectativa dos cientistas é que a produção se torne entre 30% e 50% mais rápida e barata.
“O maior destaque dessa tecnologia está na originalidade do nosso processo. Até o momento, não existe nenhuma metodologia similar reportada na literatura. Nossa rota de síntese permitirá a produção desse importante fármaco em um tempo significativamente menor, com maior pureza bruta a um custo reduzido — tudo isso acompanhando os princípios de sustentabilidade. É uma solução que alia eficiência, economia e responsabilidade ambiental”, ressalta o professor Márcio Weber Paixão, coordenador do projeto na Unidade Embrapii.
A inovação tem como meta reduzir o preço do medicamento e garantir produção nacional, diminuindo a dependência de importações. A conclusão do projeto está prevista para 2026.
“Iniciativas deste porte nos enchem de orgulho porque indicam que, com nossa contribuição, o Brasil tem conseguido colocar sua competência científica a favor do fortalecimento da sua capacidade industrial”, destaca o presidente da Embrapii, Alvaro Prata. “Acreditamos que nossos esforços possam contribuir para atingirmos a autossuficiência na produção de medicamentos”, completa.
Caso o projeto tenha sucesso, além de fortalecer a produção local a indústria nacional, ele promoveria um acesso rápido e mais barato para quem depende da medicação. Os métodos ainda estão alinhados à química verde, evitando a geração de toneladas de resíduos por ano.
Ação realizada nesta quarta (30) contou com a presença de alunos do Recanto das Emas e do Riacho Fundo II
Por Ícaro Henrique, Ascom/SEEDF
Iniciativa busca aproximar jovens estudantes das tecnologias e ampliar o acesso ao conhecimento sobre inteligência artificial | Foto: Jotta Casttro, Ascom/SEEDF.
Inclusão digital e formação para o futuro marcaram a 4ª etapa do projeto Brasil.IA, que reuniu, nesta quarta-feira (30), estudantes de escolas públicas do Recanto das Emas e do Riacho Fundo II. A iniciativa, realizada em parceria com o Governo do Distrito Federal, as Secretarias de Educação (SEEDF) e de Ciência, Tecnologia e Inovação (SECTI-DF) e o Instituto Nacional de Empoderamento Social e Qualificação (Inesq), promoveu oficinas e palestras com a presença de autoridades, como a vice-governadora Celina Leão.
“Promover a inclusão digital dos nossos jovens é prepará-los para a vida e para o mercado de trabalho. Esse projeto da SECTI-DF os capacita para um mundo cada vez mais digital, com tecnologias que estão cada vez mais presentes em nossa vida. Aprender sobre esses temas vai ajudá-los a desenvolver habilidades essenciais em um mundo que não para de se transformar”, afirmou a vice-governadora Celina Leão.
O projeto Brasil.IA oferece cursos gratuitos com certificação em áreas como Inteligência Artificial, Desenvolvimento de Games, Internet das Coisas (IoT) e Big Data. O estudante do Centro Educacional (CED) 01 do Riacho Fundo II, David Lian Tavares, de 16 anos, participou do evento. Para ele, a experiência foi enriquecedora e despertou ainda mais interesse pelo tema.
“Conheci o projeto na escola e fui convidado a participar do evento presencial para aprender mais sobre inteligência artificial, seus benefícios e como usá-la de forma mais eficiente. Foi uma chance de ver, na prática, como essa tecnologia funciona e tudo o que ela pode proporcionar para o nosso futuro”, contou.
Estudantes Ana Luiza e David Lian com a coordenadora pedagógica Isabella de Sá participaram do evento, que segundo a educadora alia tecnologia e educação de forma prática e consciente | Foto: Jotta Casttro, Ascom/SEEDF.
Ana Luiza Dias, 17 anos, também aluna do CED 01, vê no projeto Brasil IA uma ponte entre as suas aspirações profissionais e a conexão com temas globais. Interessada em cursar Relações Internacionais, ela explica como a experiência amplia seu olhar sobre tecnologia e cooperação entre países.
“O projeto traz um grande ensinamento, porque mostra como a inteligência artificial funciona não só no Brasil, mas também em outros países. Isso já se conecta com a carreira que quero seguir. Além disso, é uma oportunidade de conhecer pessoas, culturas e realidades de outros estados, o que amplia muito o nosso conhecimento”, afirma. Ana Luiza.
A estudante também desenvolveu um projeto voltado à preservação ambiental no Riacho Fundo II, intitulado Berço das Águas. “Aqui em Brasília temos muitas nascentes que acabam sendo esquecidas. A ideia do meu projeto é conscientizar a comunidade sobre a importância dessas águas e usar a tecnologia como ferramenta de mobilização. Como as pessoas estão sempre conectadas, usar as redes sociais para informar é uma forma de transformar conhecimento em ação prática”, explica a estudante.
Transformação educacional
A coordenadora pedagógica do CED 01 do Riacho Fundo II, Isabella de Sá Felix, falou sobre a importância do programa como ferramenta de transformação educacional. Para ela, a iniciativa alia tecnologia e educação de forma prática e consciente. “Passamos por muitos desafios em relação ao uso do celular na escola, e ter programas voltados para a educação com o uso da tecnologia facilita muito nosso trabalho. É uma forma de incluir tecnologia e educação, permitindo que os alunos usem esses recursos para beneficiar-se”, afirmou.
Isabella explicou que a parceria com o INESQ começou no fim de 2024, mas foi neste ano que a escola conseguiu mobilizar os alunos de forma mais ampla. “Alguns estudantes já participavam, outros já até se formaram. Hoje viemos acompanhar uma nova turma na formatura, e é uma oportunidade de incluir ainda mais alunos. Só falar sobre o projeto dentro da escola nem sempre desperta o interesse, mas quando eles participam do evento, tudo ganha outra dimensão”, pontuou.
Segundo ela, cerca de 45 a 50 estudantes do 3º ano do ensino médio da escola participam do projeto. “É uma formação continuada. Os alunos do turno matutino, por exemplo, têm a tarde livre para dedicar-se aos cursos, o que agrega muito ao que já aprendem na escola. Eles compartilham esse conhecimento com os colegas, criando um ambiente de troca.”
Transformação social
A dona de casa Marta Ferreira, mãe da Lana Cristina, 16, aluna do Colégio Cívico-Militar 308 do Recanto das Emas, fez questão de acompanhar a filha durante o evento. Segundo ela, o projeto impactou significativamente na vida da pequena, que agora desenvolve um projeto de animação.
“A Lana sempre gostou de desenhar, tem vários cadernos cheios de desenhos. Ela também sempre se interessou pela área da tecnologia, mas não sabia qual caminho seguir”, relatou. Segundo Marta, foi com o curso que a estudante encontrou uma direção. “Com o apoio do projeto, ela conseguiu transformar os desenhos feitos à mão em criações digitais no computador. Está super empolgada. O curso ainda nem acabou, e ela já está desesperada procurando onde pode continuar aprendendo.”
A empolgação foi tanta que Lana deu início à criação de um canal no YouTube para divulgar as suas produções. “Ela já criou o canal, escreveu o roteiro e está finalizando a primeira animação para publicar. Está levando a sério mesmo”, contou a mãe, orgulhosa.
Para o secretário de Ciência, Tecnologia e Inovação, Leonardo Reisman, a expansão da inteligência artificial tem gerado novas oportunidades no mercado de trabalho. “O avanço da IA possibilitou uma enorme expansão do setor tecnológico, criando diversas novas carreiras em diferentes áreas. Apenas aqui no DF, existem cerca de 30 mil vagas abertas atualmente”, destaca.
A saúde do corpo resulta do bem-estar de uma série de sistemas que se conectam de maneira interdependente. Por isso, os hábitos que se adota durante a vida são fundamentais para garantir o bom funcionamento de todo o organismo. A alimentação é um dos principais pilares dessa dinâmica.
Um estudo feito por pesquisadores da Universidade Estadual de Campinas (Unicamp), publicado no Journal of Periodontology, relacionou o consumo de alimentos pró-inflamatórios à inflamação gengival. Os apontamentos reforçam a importância de prezar pelo equilíbrio na alimentação, optando por alternativas naturais. Assim, especialmente durante o verão, estação que favorece o consumo de industrializados, priorizar boas opções é crucial.
A dentista biológica especialista em saúde integrativa Sandra Chagas, explica que o bem-estar da boca influencia diretamente na qualidade de vida e na autoconfiança. A saúde bucal é um componente integral na saúde geral. Sendo assim, as doenças periodontais vão além de problemas dentários, comprometendo a qualidade de vida como um todo.
Além disso, é necessário atentar-se à presença de inflamações que, se não tratadas corretamente, podem progredir para a periodontite, um quadro severo da infecção, e até mesmo perda dos dentes. “O diagnóstico e tratamento precoces das doenças periodontais não apenas preservam dentes e gengiva, mas também reduzem os riscos de complicações sistêmicas potencialmente graves”, esclarece a especialista.
Leia a reportagem completa no Saúde em Dia, parceiro do Metrópoles.
Projeto atendeu cerca de 400 alunos de Sobradinho, Brazlândia e Planaltina
Por Agência Brasília* | Edição: Vinicius Nader
Musicalização e aprendizagem marcaram a tarde de cerca de cerca de 400 estudantes de escolas públicas de Sobradinho, Brazlândia e Planaltina nesta quarta-feira (30). Eles tiveram a oportunidade de mergulhar no universo da música clássica ao assistir a um concerto didático da Orquestra Sinfônica do Teatro Nacional Cláudio Santoro, sob a regência do maestro Cláudio Cohen. A apresentação foi realizada na Sala Martins Pena.
A ação é uma parceria entre as secretarias de Cultura e Economia Criativa do Distrito Federal (Secec-DF) e de Educação (SEEDF), com o objetivo de aproximar os estudantes da arte sinfônica e ampliar o acesso à cultura.
O projeto Concerto Didático aposta na música clássica para o trabalho de formação de plateia | Foto: Divulgação/Secec-DF
O secretário de Cultura e Economia Criativa, Claudio Abrantes, explicou que o programa foi pensado para formação de plateia entre estudantes da rede pública. “O maestro, em um primeiro momento, apresenta todos os instrumentos, como é a composição da Orquestra, o corpo sinfônico. Depois, ele faz a ‘afinação’ da plateia – que é explicar como os estudantes devem se portar em qualquer concerto. Então, se dá o concerto propriamente dito, com obras eruditas, populares e até pop, nas quais os jovens se identificam. Além da importância do impacto da musicalização na vida dos estudantes, eles têm a oportunidade de conhecer um teatro. É uma oportunidade única”, destaca Abrantes.
O maestro Cláudio Cohen ressaltou a importância do projeto Concertos Didáticos, que aproxima os estudantes da música erudita de forma acessível e interativa. “Nosso objetivo é garantir acessibilidade às crianças, permitindo que conheçam a orquestra não apenas como espectadoras de um concerto tradicional, mas entendendo cada instrumento e família instrumental. Elas têm a oportunidade de ouvir obras clássicas e populares e conectar-se com essa manifestação artística que é a música de concerto”, explicou Cohen.
Dados da nova edição da Demografia Médica, divulgada nesta quarta-feira (30/4), revelam que até o fim de 2025 as mulheres passarão a representar 50,9% dos 635 mil médicos em atividade no Brasil. É a primeira vez que elas se tornam a maioria entre os profissionais.
O crescimento da proporção de mulheres em cursos de medicina foi exponencial nas últimas décadas. Em 2010, a porcentagem era de 41%, mas elas já eram a maioria entre os estudantes de medicina (53,7%). A estimativa é que em 2035 elas correspondam a 56% da força de trabalho médica.
Hoje, as mulheres representam 61,8% dos matriculados nos cursos de graduação em medicina. Apesar da predominância nas salas de aula, o domínio feminino ainda se concentra em apenas 20 das 55 especialidades médicas reconhecidas.
Especialidades e desigualdades regionais
A dermatologia aparece como a área com maior proporção de mulheres, com 80,6% de profissionais. A pediatria também apresenta forte presença feminina, com 76,8%. Já em urologia e ortopedia, os homens são maioria, com 96,5% e 92%, respectivamente.
Em dezembro de 2024, o Brasil registrava 353.287 médicos com título de especialista, o equivalente a 59,1% do total. Ainda assim, o número de especialistas segue abaixo da média da Organização para a Cooperação e Desenvolvimento Econômico (OCDE), que é de 62,9%.
Entre os médicos especialistas, mais da metade (50,6%) atua em apenas seis áreas: pediatria, cirurgia geral, ginecologia e obstetrícia, anestesiologia, cardiologia e ortopedia e traumatologia. O restante da população médica, 40,9%, é formado por generalistas: médicos com graduação, mas que não fizeram residência médica ou cursos reconhecidos.
“O objetivo da pesquisa é fornecer uma base para o debate sobre os diversos desafios enfrentados pela medicina e pelo sistema de saúde. Queremos produzir e divulgar evidências que possam apoiar a formulação e execução de políticas públicas voltadas ao fortalecimento do SUS”, diz o professor Mário Scheffer, coordenador do estudo, docente do Departamento de Medicina Preventiva da Faculdade de Medicina da Universidade de São Paulo (FMUSP).
A proporção de mulheres na medicina cresceu e o CFM prevê que elas serão 56% dos médicos até 2025
Formação e residência médica
O número de cursos de medicina também aumentou significativamente. Entre 2004 e 2013, foram criados 92 cursos, com 7.692 novas vagas. Já entre 2014 e 2024, esse número saltou para 225 cursos e 27.921 vagas. Além disso, faculdades existentes ampliaram a oferta.
Apesar da expansão da graduação, a formação especializada ainda enfrenta limitações. Apenas 8% dos médicos em atividade cursavam residência médica em 2024. A maioria dos títulos (63,7%) foi obtida por meio da residência, o restante por exames das sociedades médicas.
O tempo de espera para ingressar na residência também varia: 51,5% iniciam até um ano após a graduação, enquanto 4,7% aguardam mais de cinco anos.
Distribuição desigual pelo país
A distribuição dos médicos no território nacional também é marcada por desequilíbrios. Quarenta e oito cidades com mais de 500 mil habitantes concentram 31% da população e 58% dos profissionais. Já os municípios com menos de 50 mil habitantes, com a mesma fatia populacional, têm apenas 8% dos médicos.
Há regiões inteiras com menos de um médico por mil habitantes, enquanto outras registram médias superiores a quatro por mil. Em 2035, a projeção é que a maior quantidade de médicos, proporcionalmente, esteja Distrito Federal, que terá 11,83 médicos por mil habitantes, seguido por Rio de Janeiro e São Paulo.
Na outra ponta, o Maranhão deve registrar 2,43 médicos por mil habitantes em 2035, seguido por Pará, com 2,56, e Amapá, com 2,76. O Brasil deverá alcançar média nacional de 5,2 médicos por mil habitantes até aquele ano, ultrapassando a marca de um milhão de profissionais.
Especialistas também concentrados
A concentração de especialistas no Brasil revela desequilíbrios geográficos. Enquanto o Sudeste abriga 55,4% dos profissionais com especialização, o Norte conta com apenas 5,9%. A região Sul concentra 16,7%, o Nordeste 14,5% e o Centro-Oeste 7,5%.
No Distrito Federal, 72,2% dos médicos são especialistas. O Rio Grande do Sul aparece em seguida, com 67,9%. Já em Rondônia e Piauí, as proporções caem para 46,5% e 45,1%, respectivamente. Os dados indicam maior presença de especialistas na rede privada.
Cirurgias ocorrem mais na rede privada que no SUS
Pela primeira vez, se avaliou na demografia médica a frequência de cirurgias. Proporcionalmente, pacientes com plano de saúde têm mais acesso a cirurgias do que os atendidos exclusivamente pelo SUS. O levantamento analisou os três procedimentos mais realizados no Brasil: remoção do apêndice, retirada da vesícula biliar e correções de hérnias da parede abdominal.
A cirurgia para a retirada do apêndice entre os com plano foi de 100 para cada 100 mil habitantes, 34% a mais que os 74 para a mesma amostragem populacional realizadas no SUS. A cirurgia de retirada de visícula teve uma proporção 58% maior na rede privada e as de hérnia chegaram a 86% mais entre usuários de planos de saúde.
Não se sabe a proporção de negros ou trans
A avaliação demográfica, porém, não mostra diferenças raciais ou de orientação sexual e de gênero entre os médicos. A pesquisa é feita colhendo dados dos cadastros no CFM e estes dados não são perguntados.
Encontro com o administrador Alceu Prestes abordou cidadania, segurança e inclusão social
A secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani, visitou a Administração Regional da Cidade Estrutural. A reunião com o administrador Alceu Prestes teve como foco o diálogo sobre demandas da comunidade, reforçando o compromisso do Governo do Distrito Federal com a escuta ativa e a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades reais da população.
Durante o encontro, foram abordados temas como cidadania, segurança e inclusão social, com o objetivo de identificar caminhos concretos para melhorar a qualidade de vida dos moradores da Estrutural.
Marcela Passamani tem se destacado por sua atuação firme em defesa do bem-estar das mulheres do DF. Projetos liderados por sua gestão têm promovido o empoderamento feminino, ampliado o acesso a direitos e contribuído diretamente para a transformação social. Milhares de mulheres já foram beneficiadas por essas ações, que têm gerado impacto positivo e fortalecido comunidades em todo o Distrito Federal.
“A escuta é o primeiro passo para a mudança”, destacou a secretária. A visita reforça a importância da aproximação entre governo e população, por meio de um trabalho colaborativo e sensível às demandas de cada território.
Encontro com o administrador Alceu Prestes abordou cidadania, segurança e inclusão social
A secretária de Justiça e Cidadania do Distrito Federal, Marcela Passamani, visitou a Administração Regional da Cidade Estrutural. A reunião com o administrador Alceu Prestes teve como foco o diálogo sobre demandas da comunidade, reforçando o compromisso do Governo do Distrito Federal com a escuta ativa e a construção de políticas públicas alinhadas às necessidades reais da população.
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“A escuta é o primeiro passo para a mudança”, destacou a secretária. A visita reforça a importância da aproximação entre governo e população, por meio de um trabalho colaborativo e sensível às demandas de cada território.
Durante o outono, as temperaturas começam a cair e, com o frio, é comum surgir uma vontade maior de comer, especialmente alimentos mais calóricos. Isso pode dificultar a manutenção de uma dieta equilibrada, exigindo algumas adaptações no cardápio.
Essa mudança no apetite tem explicação científica. Segundo um estudo publicado no Journal of Clinical Endocrinology & Metabolism, em 2014, o corpo aumenta a taxa metabólica em ambientes frios para produzir calor e manter a temperatura interna estável.
“Durante as temperaturas mais baixas, o corpo precisa de mais energia para se aquecer, o que pode aumentar a vontade de consumir alimentos ricos em carboidratos e gorduras”, explica Carolina Faiad, coordenadora de nutrição da Clínica Seven.
A boa notícia é que dá para atender a essa demanda energética do corpo sem abrir mão de uma alimentação saudável. A seguir, confira cinco dicas da nutricionista para manter o equilíbrio no outono:
1. Aposte em sopas e caldos nutritivos
Esses preparos aquecem, confortam e ainda podem ser bastante nutritivos. Segundo Carolina, é possível incluir ingredientes como legumes, grãos integrais e proteínas magras. Sopa de abóbora, por exemplo, é rica em vitamina A e fibras. Já caldos com frango e vegetais fornecem proteínas e minerais importantes.
2. Priorize os carboidratos complexos
Eles são fontes de energia mais estáveis e ajudam a manter a saciedade. Entre as boas opções estão batata-doce, abóbora, quinoa e grãos integrais. “São alimentos ricos em fibras e evitam picos de fome”, diz Carolina.
Leia a matéria completa no site Alto Astral, parceiro do Metrópoles.