
O Distrito Federal começou a fechar o cerco contra a criminalidade em passarelas subterrâneas do Plano Piloto. Quatro desses espaços, que concentram grande fluxo de pedestres todos os dias, já estão sendo monitorados por câmeras com transmissão em tempo real, ampliando o controle e a atuação das forças de segurança.
A iniciativa é liderada pela Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), em parceria com a Novacap e a CEB, e marca o avanço de uma estratégia que aposta na tecnologia para tornar áreas antes consideradas vulneráveis mais seguras.
Foram contempladas, nesta fase inicial, as passagens das quadras 103/203 Norte e, na Asa Sul, 101/201, 103/203 e 105/205. Cada local recebeu quatro câmeras, instaladas em pontos estratégicos, garantindo ampla cobertura dos acessos e da circulação de pessoas.
O monitoramento é feito diretamente pelo Centro Integrado de Operações de Brasília (Ciob), responsável por acompanhar as imagens em tempo real e coordenar o acionamento das equipes em campo. A integração permite respostas mais rápidas diante de qualquer situação suspeita.
Para o secretário de Segurança Pública interino, Alexandre Patury, a implantação representa um avanço na forma de pensar a segurança urbana. Segundo ele, o uso de tecnologia, aliado ao planejamento dos espaços, contribui para reduzir ocorrências e aumentar a sensação de proteção da população que utiliza essas passagens diariamente.
A ação faz parte de um pacote mais amplo do Governo do Distrito Federal, voltado à requalificação de áreas públicas, com foco na prevenção. O projeto segue conceitos da Prevenção Criminal pelo Desenho do Ambiente (CPTED), que orienta intervenções estruturais para diminuir riscos e melhorar a organização dos espaços urbanos.
Além do videomonitoramento, as passarelas também passam por melhorias, como reforço na iluminação, manutenção e ajustes estruturais. A ideia é não apenas vigiar, mas transformar os ambientes em locais mais seguros e bem cuidados.
A expectativa é que o modelo seja ampliado gradualmente para outras passagens subterrâneas do Plano Piloto, consolidando o uso da tecnologia como ferramenta permanente na segurança pública do DF.
De acordo com o subsecretário de Modernização Tecnológica, Gustavo Tarrago, a inclusão dessas áreas no sistema integrado de monitoramento fortalece a capacidade de análise e agiliza a tomada de decisão das equipes operacionais.
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