Kristen Stewart mergulha em história real em seu 1º filme como diretora

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A Cronologia da Água, que chega aos cinemas nesta quinta-feira (1º), marca a estreia de Kristen Stewart na direção. Conhecida por interpretar Bella na saga Crepúsculo, a atriz agora adapta para o cinema o livro de memórias da escritora Lidia Yuknavitch.


Longe de vampiros e lobisomens, o filme mergulha em uma narrativa visceral. A trama acompanha Lidia (Imogen Poots), criada em um ambiente familiar marcado por violência: uma mãe alcoólatra e um pai, que abusa física e sexualmente dela e da irmã mais velha. Desde cedo, a água surge como refúgio, especialmente na natação.


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O esporte se torna também uma rota de fuga. Ao conquistar uma vaga para treinar profissionalmente na universidade, a protagonista tenta reconstruir a vida longe da família. Ainda assim, carrega os traumas, que se manifestam em escolhas autodestrutivas e relações marcadas pela dor.


A jornada atravessa a perda da primeira filha durante o parto, a dependência química e uma mente fragmentada, que conduz o ritmo em que a narrativa é contada. Stewart, que leu o livro de Lidia Yuknavitca em 2017, trata a obra como “sagrada” e aposta em uma adaptação sensorial e inquieta.


“Eu queria que esse filme fosse quase impossível de segurar, como uma batata quente. Queria que ele pulsasse. Cortes rápidos, som imersivo e um ritmo visceral do jeito que a memória atravessa o corpo”, explica a diretora.

Imagem promocional de A Cronologia da Àgua
Kristen Stewart e Imogen Poots nos bastidores de A Cronologia da Água

A proposta se reflete na estrutura do filme. As memórias não seguem uma ordem linear, mas se sobrepõem de forma caótica, como fragmentos que pulsam entre o presente e o passado. A “cronologia” do título se constrói a partir de lembranças que retornam e se transformam quando são revisitadas.


Ao longo do filme, realidade e imaginação se confundem. Ao final, não há respostas claras do que de fato aconteceu e do que foi criado pela mente da protagonista, apenas a sensação de uma mente atravessada por traumas e incertezas, traduzidas da página para a tela com intensidade.


“A Yuknavitch não entrega uma narrativa arrumadinha. Ela te dá os estilhaços e exige que você monte tudo por conta própria”, afirma Stewart.


Assista ao trailer:






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