
O Hospital de Base do Distrito Federal encerrou 2025 com um resultado que redefine o ritmo da produção cirúrgica da unidade. Ao longo do ano, foram realizados 15.166 procedimentos, o maior número já registrado em sua história, acima do volume contabilizado em 2024.
O avanço está diretamente relacionado a mudanças estruturais na gestão do centro cirúrgico, conduzidas pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do DF (IgesDF). Entre elas, destaca-se a incorporação da metodologia Lean, adotada desde 2023 como ferramenta para reorganizar rotinas, eliminar gargalos e tornar os processos assistenciais mais eficientes.
Na prática, o uso do Lean modificou a forma como as cirurgias são planejadas e executadas. O hospital passou a monitorar com mais precisão o início dos procedimentos, o tempo de preparação das salas e a transição entre uma cirurgia e outra, pontos críticos que impactam diretamente a produtividade.
Segundo o chefe do centro cirúrgico, Danillo Almeida de Carvalho, a mudança trouxe uma nova lógica de funcionamento. “A aplicação do Lean nos permitiu revisar fluxos e integrar melhor as equipes, o que ajudou a evitar períodos de inatividade e ampliar o número de procedimentos realizados”, explica.
Esse redesenho operacional também abriu espaço para ampliar o uso das salas em horários estratégicos, inclusive à noite, sobretudo para demandas emergenciais. Com isso, foi possível aumentar a resposta assistencial sem depender exclusivamente da ampliação física da estrutura.
Para o superintendente do Hospital de Base, Paulo Saad, o crescimento observado é consequência de uma gestão baseada na melhoria contínua. “Estamos fortalecendo processos e adotando soluções que tornam o hospital mais resolutivo, mantendo sua relevância como referência na rede pública”, afirma.
O aumento da produção cirúrgica foi acompanhado por evolução em diferentes áreas médicas, refletindo diretamente no acesso da população aos procedimentos. O movimento indica ampliação da capacidade de atendimento e maior fluidez no fluxo assistencial.
A tendência é que esse cenário avance ainda mais com a conclusão do novo centro cirúrgico, atualmente em fase final de implantação. A futura estrutura contará com 16 salas operatórias, incluindo duas preparadas para cirurgias com suporte tecnológico avançado, além de uma área de recuperação pós-anestésica com 18 leitos.
Com a migração dos procedimentos de maior complexidade para o novo bloco, o espaço atual deverá ser reconfigurado para cirurgias de menor porte e rápida recuperação. A reorganização deverá permitir maior rotatividade de pacientes e consolidar um novo patamar de eficiência na unidade.
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