
Em uma movimentação que já era antecipada pelos bastidores políticos do Distrito Federal, a Câmara Legislativa (CLDF) formalizou nesta segunda-feira (9) o arquivamento de um dos pedidos de impeachment contra o governador Ibaneis Rocha (MDB).
O despacho, assinado pelo presidente da Casa, Wellington Luiz (MDB), baseou-se em um parecer jurídico que apontou a fragilidade das acusações e a ausência de provas concretas.
O pedido, protocolado pelo servidor e jornalista Antônio Vitor Leitão, mirava a controversa negociação entre o Banco de Brasília (BRB) e o Banco Master.
No entanto, a Procuradoria-Geral da CLDF foi enfática: a denúncia carecia de “justa causa” e não individualizava a conduta do governador que pudesse ser enquadrada como crime de responsabilidade.
Enquanto o governador Ibaneis Rocha classificou as tentativas de afastamento como “puramente políticas”, sua vice, Celina Leão (PP), tem adotado um tom de cautela e preservação do patrimônio público.
Em vídeos recentes publicados em suas redes sociais e declarações à imprensa, a vice-governadora — que se prepara para assumir o Palácio do Buriti caso Ibaneis se desincompatibilize para disputar o Senado — reforçou que o foco da gestão é a transparência.
“Não temos compromisso com o erro”, tem sido o mantra de Celina ao comentar as investigações que levaram ao afastamento da antiga cúpula do BRB.
Ao se posicionar, Celina busca equilibrar o apoio ao governo com uma imagem de renovação e rigor administrativo, corroborando com sua futura candidatura ao governo do DF em 2026 de possíveis estilhaços da crise bancária.
O imbróglio financeiro que gerou a crise envolve a suposta compra de carteiras de crédito suspeitas e uma tentativa bilionária de aquisição de ações do Banco Master pelo BRB.
A Defesa: Ibaneis sustenta que sua gestão é superior às anteriores e que o arquivamento prova a inexistência de irregularidades cometidas diretamente por ele.
A Oposição: Partidos como PSOL, PT e PSB não recuaram. Mesmo com este arquivamento, outros seis requerimentos ainda tramitam na Casa, pressionando por uma investigação mais profunda sobre o rombo que, segundo parlamentares da oposição, pode superar os R$ 12 bilhões.
O arquivamento reforça uma tendência na CLDF: a necessidade de fundamentos técnicos robustos para processos de impedimento.
Juristas consultados apontam que, sem a “arma fumegante” (prova direta), as denúncias acabam servindo apenas como munição para o debate político, sem força para romper a base aliada do governador no Legislativo.
Com a decisão, Ibaneis ganha fôlego para seguir com seu cronograma político, enquanto Celina Leão solidifica sua posição como a sucessora natural, mantendo o discurso de que as instituições do DF — como o BRB — devem ser protegidas acima de qualquer disputa partidária.
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