
O Hospital Regional de Santa Maria (HRSM) avançou, ao longo de 2025, na qualificação da vigilância epidemiológica hospitalar e passou a ocupar posição de destaque no monitoramento de agravos no Distrito Federal. A unidade figura atualmente como a quinta que mais realiza notificações entre os 64 hospitais cadastrados na Rede de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Reveh).
O resultado é atribuído a uma série de mudanças implementadas pelo Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar (Nuepi), que reorganizou fluxos internos, aprimorou o registro de informações e fortaleceu a articulação com as equipes assistenciais. As medidas buscaram corrigir falhas nos processos de notificação e ampliar a capacidade de resposta do hospital diante de agravos e possíveis surtos.
Administrado pelo Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), o HRSM ampliou sua participação em frentes estratégicas da saúde pública, como os comitês de óbitos materno-infantis da Região Sul, as ações de enfrentamento à transmissão vertical da sífilis e a Rede Cegonha. A atuação integrada permitiu respostas mais rápidas e intervenções precoces em situações de risco.
Segundo a chefe do Nuepi, Larysse Lima, a vigilância epidemiológica hospitalar tem papel central na tomada de decisões em saúde. “Quando os dados são registrados de forma correta e em tempo oportuno, o hospital consegue agir com mais eficiência e contribuir diretamente para as ações de saúde pública”, afirma.
Entre as iniciativas adotadas em 2025 estão a produção de boletins informativos e materiais técnicos voltados aos profissionais de saúde, além da ampliação do acesso às fichas de notificação, o que facilitou o registro adequado dos agravos no dia a dia assistencial.
O núcleo também promoveu ações de imunização dentro da própria unidade, atendendo colaboradores dos turnos diurno e noturno. A estratégia ampliou o acesso às vacinas e respeitou a rotina de trabalho das equipes. O hospital mantém ainda o controle e a oferta de vacinas, imunoglobulinas e soros, garantindo prontidão frente a situações epidemiológicas de urgência.
Outro avanço foi o fortalecimento da integração entre vigilância e assistência. Ao longo do ano, o Nuepi realizou blitzes epidemiológicas em diferentes setores e intensificou a participação nos rounds clínicos, especialmente em áreas estratégicas como as unidades de terapia intensiva (UTIs) e a ortopedia, contribuindo para a identificação precoce de agravos.
Na área de gestão da informação, foi implantado um painel com relatórios em tempo real das fichas de notificação nos setores de interface. A ferramenta permite acompanhamento contínuo dos registros e amplia a capacidade de análise e de tomada de decisão no ambiente hospitalar.
Para 2026, o Núcleo de Vigilância Epidemiológica Hospitalar planeja ampliar as capacitações das equipes, consolidar o uso das fichas de notificação no sistema MV e implantar um painel de indicadores para monitorar o desempenho das notificações. “O fortalecimento da equipe e a qualificação dos processos refletem diretamente na prevenção e na resposta em saúde”, destaca Larysse Lima.
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