Após 25 cirurgias contra câncer de pele, homem descobre novo tumor

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O paulistano Marco Antônio Nadalino, de 61 anos, tem uma trajetória de duas décadas de combate ao câncer de pele. Nesse período, o aposentado passou por 25 cirurgias para retirar lesões suspeitas, incluindo cinco confirmadas como carcinomas e três melanomas, o tipo mais agressivo de tumores de pele, capaz de causar metástases até fatais.


Um novo capítulo nesta jornada de idas e vindas da doença foi iniciado em junho deste ano, quando Marco descobriu um novo tumor, desta vez no olho. Por se tratar de uma região muito sensível, os médicos tentam tratamentos menos invasivos, para evitar a necessidade de remoção cirúrgica, mas o aposentado diz que não tem medo de recorrer a nenhuma alternativa para lidar com a doença.


“Não tenho o que temer. Com mais de 25 remoções, várias cirurgias, se tornou parte do meu tratamento ir acompanhando as manifestações da doença. É um cuidado que eu tenho para sempre e vida que segue”, afirma.


Como reduzir o risco de câncer de pele?



  • A cada dez casos de melanoma, nove estão vinculados à exposição solar.

  • Observar alterações incomuns na pele, como pintas novas ou mudanças em características existentes, também é importante.

  • Sinais e manchas atípicas devem ser avaliados por profissionais de saúde.

  • O Cancer Research UK recomenda três medidas essenciais para reduzir o risco de câncer de pele.

  • Elas incluem: ficar na sombra em horários de maior incidência de raios UV (entre 11h e 15h); cobrir-se com roupas adequadas e usar óculos de sol e chapéus de abas largas; e aplicar protetor solar regularmente, com FPS 30, no mínimo.



O primeiro diagnóstico de câncer de pele


A jornada de Marco Antônio contra o câncer começou durante uma viagem à praia no início dos anos 2000. No segundo dia do passeio, ele passou a mão na lateral direita da cabeça e sentiu uma pequena bolha. Ao ver este sinal, a esposa dele notou que havia ali uma coloração estranha, diferente das demais pintas da região.


“O crescimento foi muito rápido desde o momento que a gente percebeu aquele sinal. Em dois dias, quando voltei a São Paulo, ela já estava muito maior, então estávamos suspeitando já de que podia ser algo grave. Quando a biópsia veio, o resultado foi justamente o de câncer de pele, um carcinoma de esfera inicial, não profunda. Foi assustador demais ouvir a palavra câncer. Ela é suficiente para causar medo e insegurança”, lembra o aposentado.

Desde esta primeira manifestação da doença, o cuidado contra o câncer de pele se tornou parte da vida de Marco Antônio. Ele passou a fazer um acompanhamento especializado, com consultas a cada seis meses ou um ano, além de um mapeamento das pintas para acompanhar eventuais aparecimentos de manchas perigosas.


Homem com câncer de pele recorrente 8 tumores (1)Desde o ano 2000, Marco faz acompanhamentos com frequência para monitorar o câncer de pele

Ao longo desses 25 anos, já fez mais de 25 pequenas cirurgias para retirar manchas suspeitas e passou por mais de 160 exames de imagem. Em cinco dos procedimentos realizados, manchas suspeitas foram confirmadas como carcinomas, e em três casos como melanomas.


Apesar da grande quantidade de cirurgias, o aposentado não ficou com grandes cicatrizes ou com a mobilidade comprometida pelo tratamento. “Sempre me cuido para evitar ter algum dia um melanoma tão agressivo a ponto de perder minha mobilidade ou enfrentar uma deformação. Não podemos subestimar o câncer e muito menos os cuidados para evitá-lo”, defende.


Atualmente, o paciente enfrenta um tumor no olho esquerdo. O tratamento inicial do tumor ocular foi feito com um colírio de quimioterapia. Agora ele está no intervalo de espera, que dura 50 dias, para avaliar os efeitos.



Leia também



Por que tantos cânceres de pele recorrentes?


O câncer de pele é o mais frequente no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que serão detectados 220 mil novos casos de tumores não melanoma em 2025, além de quase 9 mil casos de melanoma, considerado o subtipo mais agressivo. Quando descobertos cedo, ambos têm altas taxas de cura.


Entretanto, a recorrência da doença é alta. Relatórios internacionais, como o da National Comprehensive Cancer Network, mostram que 61% das pessoas diagnosticadas com carcinoma basocelular recebem um novo diagnóstico do mesmo tipo em até uma década. Em homens, esse risco é 160% maior do que em mulheres.


14 imagensA exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, é o principal fator de risco do câncer de pele. Segundo o Inca, existem diversos tipos da doença, que geralmente são classificados como melanoma e não-melanoma  Os casos de não-melanoma são mais frequentes e apresentam altos percentuais de cura. Além disso, esse é o tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e de pele claraO melanoma, por sua vez, tem menos casos registrados e é mais grave, devido à possibilidade de se espalhar para outras partes do corpo. Por isso é importante fazer visitas periódicas ao dermatologista e questionar sobre sinais suspeitosApesar de ser um problema de saúde que pode afetar qualquer pessoa, há perfis que são mais propensos ao desenvolvimento do câncer de pele, tais como: ter pele, cabelos e olhos claros, histórico familiar da doença, ser portador de múltiplas pintas pelo corpo, ser paciente imunossuprimido e/ou transplantadoSegundo especialistas, é importante investigar sempre que um sinal ou pinta apresentar assimetria, borda áspera ou irregular, duas ou mais cores, ter diâmetro superior a seis milímetros, ou mudar de tamanho com o tempo. Todos esses indícios podem indicar a presença de um melanomaFechar modal.1 de 14

O câncer de pele é o tipo de alteração cancerígena mais incidente no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A enfermidade pode aparecer em qualquer parte do corpo e, quando identificada precocemente, apresenta boas chances de cura

Peter Dazeley/Getty Images2 de 14

A exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, é o principal fator de risco do câncer de pele. Segundo o Inca, existem diversos tipos da doença, que geralmente são classificados como melanoma e não-melanoma

Barcin/Getty Images3 de 14

Os casos de não-melanoma são mais frequentes e apresentam altos percentuais de cura. Além disso, esse é o tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e de pele clara

BSIP/UIG/Getty Images4 de 14

O melanoma, por sua vez, tem menos casos registrados e é mais grave, devido à possibilidade de se espalhar para outras partes do corpo. Por isso é importante fazer visitas periódicas ao dermatologista e questionar sobre sinais suspeitos

JUAN GAERTNER/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images5 de 14

Apesar de ser um problema de saúde que pode afetar qualquer pessoa, há perfis que são mais propensos ao desenvolvimento do câncer de pele, tais como: ter pele, cabelos e olhos claros, histórico familiar da doença, ser portador de múltiplas pintas pelo corpo, ser paciente imunossuprimido e/ou transplantado

JodiJacobson/Getty Images6 de 14

Segundo especialistas, é importante investigar sempre que um sinal ou pinta apresentar assimetria, borda áspera ou irregular, duas ou mais cores, ter diâmetro superior a seis milímetros, ou mudar de tamanho com o tempo. Todos esses indícios podem indicar a presença de um melanoma

kali9/Getty Images7 de 14

Os primeiros sinais de não-melanona tendem a ter aparência de um caroço, mancha ou ferida descolorida que não cicatriza e continua a crescer. Além disso, pode ter ainda aparência lisa e brilhante e/ou ser parecido com uma verruga

Peter Dazeley/Getty Images8 de 14

O sinal pode causar coceira, crostas, erosões ou sangramento ao longo de semanas ou até mesmo anos. Na maioria dos casos, esse câncer é vermelho e firme e pode se tornar uma úlcera. As marcas são parecidas com cicatrizes e tendem a ser achatadas e escamosas

Getty Images9 de 14

O câncer de pele geralmente aparece em partes do corpo onde há maior exposição ao sol, estando muito associada à proteção inadequada com filtros solares

Callista Images/Getty Images10 de 14

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o não-melanona tende a ser completamente curado quando detectado precocemente. Ele raramente se desenvolve para outras partes do corpo, mas se não for identificado a tempo, pode ir para camadas mais profundas da pele, dificultando o tratamento

SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images11 de 14

O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo dermatologista por meio de exame clínico. Em determinadas situações, pode ser necessária a realização do exame conhecido como "Dermatoscopia", que consiste em usar um aparelho que permite visualizar camadas da pele não vistas a olho nu. Em situações mais específicas é necessário fazer a biópsia

Noctiluxx/Getty Images12 de 14

Segundo o Ministério da Saúde, “a cirurgia oncológica é o tratamento mais indicado para tratar o câncer de pele para a retirada da lesão, que, em estágios iniciais, pode ser realizada sem internação”

lissart/Getty Images13 de 14

Ainda segundo a pasta, “nos casos mais avançados, porém, o tratamento vai variar de acordo com a condição em que se encontra o tumor, podendo ser indicadas, além de cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia”

ALFRED PASIEKA/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images14 de 14

Entre as recomendações para a prevenção do câncer de pele estão: evitar exposição ao sol, utilizar óculos de sol com proteção UV, bem como sombrinhas, guarda-sol, chapéus de abas largas e roupas que protegem o corpo. Além, é claro, do uso diário de filtro solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais

franckreporter/Getty Images

Segundo o cirurgião oncológico Matheus Lobo, coordenador da Comissão de Neoplasias da Pele da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a recorrência de tumores na pele é mais comum diante de alguns cenários. São eles:



  • Tamanho e localização do tumor: tumores maiores que 2 cm no tronco ou braços e pernas têm alto risco. “Além disso, qualquer lesão em áreas mais delicadas, como cabeça, pescoço, mãos, pés, canela ou região ano-genital, é vista como de maior risco”, explica o médico.

  • Aspecto da lesão: quando o tumor tem bordas mal definidas, há uma dificuldade em fazer a sua retirada completa.

  • Subtipos mais graves: tumores na pele de formato basoescamoso, morfeiforme ou micronodular também têm maior risco de reaparecerem.

  • Condições do paciente: pessoas com o sistema imunológico enfraquecido (imunossuprimidas) ou que já passaram por radioterapia na mesma região estão mais vulneráveis.

  • Invasão específica: quando o tumor invade nervos próximos (invasão perineural), o comportamento tende a ser mais agressivo.


Marco Antônio reconhece o desafio, mas leva a experiência de vida como um grande aprendizado, reforçando também as estratégias de prevenção. “Fiquei mais cuidadoso ao me expor ao sol, passei a utilizar protetor facial, solar e óculos escuros”, conclui ele.


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Após 25 cirurgias contra câncer de pele, homem descobre novo tumor

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O paulistano Marco Antônio Nadalino, de 61 anos, tem uma trajetória de duas décadas de combate ao câncer de pele. Nesse período, o aposentado passou por 25 cirurgias para retirar lesões suspeitas, incluindo cinco confirmadas como carcinomas e três melanomas, o tipo mais agressivo de tumores de pele, capaz de causar metástases até fatais.


Um novo capítulo nesta jornada de idas e vindas da doença foi iniciado em junho deste ano, quando Marco descobriu um novo tumor, desta vez no olho. Por se tratar de uma região muito sensível, os médicos tentam tratamentos menos invasivos, para evitar a necessidade de remoção cirúrgica, mas o aposentado diz que não tem medo de recorrer a nenhuma alternativa para lidar com a doença.


“Não tenho o que temer. Com mais de 25 remoções, várias cirurgias, se tornou parte do meu tratamento ir acompanhando as manifestações da doença. É um cuidado que eu tenho para sempre e vida que segue”, afirma.


Como reduzir o risco de câncer de pele?



  • A cada dez casos de melanoma, nove estão vinculados à exposição solar.

  • Observar alterações incomuns na pele, como pintas novas ou mudanças em características existentes, também é importante.

  • Sinais e manchas atípicas devem ser avaliados por profissionais de saúde.

  • O Cancer Research UK recomenda três medidas essenciais para reduzir o risco de câncer de pele.

  • Elas incluem: ficar na sombra em horários de maior incidência de raios UV (entre 11h e 15h); cobrir-se com roupas adequadas e usar óculos de sol e chapéus de abas largas; e aplicar protetor solar regularmente, com FPS 30, no mínimo.



O primeiro diagnóstico de câncer de pele


A jornada de Marco Antônio contra o câncer começou durante uma viagem à praia no início dos anos 2000. No segundo dia do passeio, ele passou a mão na lateral direita da cabeça e sentiu uma pequena bolha. Ao ver este sinal, a esposa dele notou que havia ali uma coloração estranha, diferente das demais pintas da região.


“O crescimento foi muito rápido desde o momento que a gente percebeu aquele sinal. Em dois dias, quando voltei a São Paulo, ela já estava muito maior, então estávamos suspeitando já de que podia ser algo grave. Quando a biópsia veio, o resultado foi justamente o de câncer de pele, um carcinoma de esfera inicial, não profunda. Foi assustador demais ouvir a palavra câncer. Ela é suficiente para causar medo e insegurança”, lembra o aposentado.

Desde esta primeira manifestação da doença, o cuidado contra o câncer de pele se tornou parte da vida de Marco Antônio. Ele passou a fazer um acompanhamento especializado, com consultas a cada seis meses ou um ano, além de um mapeamento das pintas para acompanhar eventuais aparecimentos de manchas perigosas.


Homem com câncer de pele recorrente 8 tumores (1)Desde o ano 2000, Marco faz acompanhamentos com frequência para monitorar o câncer de pele

Ao longo desses 25 anos, já fez mais de 25 pequenas cirurgias para retirar manchas suspeitas e passou por mais de 160 exames de imagem. Em cinco dos procedimentos realizados, manchas suspeitas foram confirmadas como carcinomas, e em três casos como melanomas.


Apesar da grande quantidade de cirurgias, o aposentado não ficou com grandes cicatrizes ou com a mobilidade comprometida pelo tratamento. “Sempre me cuido para evitar ter algum dia um melanoma tão agressivo a ponto de perder minha mobilidade ou enfrentar uma deformação. Não podemos subestimar o câncer e muito menos os cuidados para evitá-lo”, defende.


Atualmente, o paciente enfrenta um tumor no olho esquerdo. O tratamento inicial do tumor ocular foi feito com um colírio de quimioterapia. Agora ele está no intervalo de espera, que dura 50 dias, para avaliar os efeitos.



Leia também



Por que tantos cânceres de pele recorrentes?


O câncer de pele é o mais frequente no Brasil. O Instituto Nacional de Câncer (Inca) estima que serão detectados 220 mil novos casos de tumores não melanoma em 2025, além de quase 9 mil casos de melanoma, considerado o subtipo mais agressivo. Quando descobertos cedo, ambos têm altas taxas de cura.


Entretanto, a recorrência da doença é alta. Relatórios internacionais, como o da National Comprehensive Cancer Network, mostram que 61% das pessoas diagnosticadas com carcinoma basocelular recebem um novo diagnóstico do mesmo tipo em até uma década. Em homens, esse risco é 160% maior do que em mulheres.


14 imagensA exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, é o principal fator de risco do câncer de pele. Segundo o Inca, existem diversos tipos da doença, que geralmente são classificados como melanoma e não-melanoma  Os casos de não-melanoma são mais frequentes e apresentam altos percentuais de cura. Além disso, esse é o tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e de pele claraO melanoma, por sua vez, tem menos casos registrados e é mais grave, devido à possibilidade de se espalhar para outras partes do corpo. Por isso é importante fazer visitas periódicas ao dermatologista e questionar sobre sinais suspeitosApesar de ser um problema de saúde que pode afetar qualquer pessoa, há perfis que são mais propensos ao desenvolvimento do câncer de pele, tais como: ter pele, cabelos e olhos claros, histórico familiar da doença, ser portador de múltiplas pintas pelo corpo, ser paciente imunossuprimido e/ou transplantadoSegundo especialistas, é importante investigar sempre que um sinal ou pinta apresentar assimetria, borda áspera ou irregular, duas ou mais cores, ter diâmetro superior a seis milímetros, ou mudar de tamanho com o tempo. Todos esses indícios podem indicar a presença de um melanomaFechar modal.1 de 14

O câncer de pele é o tipo de alteração cancerígena mais incidente no país, segundo o Instituto Nacional de Câncer (Inca). A enfermidade pode aparecer em qualquer parte do corpo e, quando identificada precocemente, apresenta boas chances de cura

Peter Dazeley/Getty Images2 de 14

A exposição solar exagerada e desprotegida ao longo da vida, além dos episódios de queimadura solar, é o principal fator de risco do câncer de pele. Segundo o Inca, existem diversos tipos da doença, que geralmente são classificados como melanoma e não-melanoma

Barcin/Getty Images3 de 14

Os casos de não-melanoma são mais frequentes e apresentam altos percentuais de cura. Além disso, esse é o tipo mais comum em pessoas com mais de 40 anos e de pele clara

BSIP/UIG/Getty Images4 de 14

O melanoma, por sua vez, tem menos casos registrados e é mais grave, devido à possibilidade de se espalhar para outras partes do corpo. Por isso é importante fazer visitas periódicas ao dermatologista e questionar sobre sinais suspeitos

JUAN GAERTNER/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images5 de 14

Apesar de ser um problema de saúde que pode afetar qualquer pessoa, há perfis que são mais propensos ao desenvolvimento do câncer de pele, tais como: ter pele, cabelos e olhos claros, histórico familiar da doença, ser portador de múltiplas pintas pelo corpo, ser paciente imunossuprimido e/ou transplantado

JodiJacobson/Getty Images6 de 14

Segundo especialistas, é importante investigar sempre que um sinal ou pinta apresentar assimetria, borda áspera ou irregular, duas ou mais cores, ter diâmetro superior a seis milímetros, ou mudar de tamanho com o tempo. Todos esses indícios podem indicar a presença de um melanoma

kali9/Getty Images7 de 14

Os primeiros sinais de não-melanona tendem a ter aparência de um caroço, mancha ou ferida descolorida que não cicatriza e continua a crescer. Além disso, pode ter ainda aparência lisa e brilhante e/ou ser parecido com uma verruga

Peter Dazeley/Getty Images8 de 14

O sinal pode causar coceira, crostas, erosões ou sangramento ao longo de semanas ou até mesmo anos. Na maioria dos casos, esse câncer é vermelho e firme e pode se tornar uma úlcera. As marcas são parecidas com cicatrizes e tendem a ser achatadas e escamosas

Getty Images9 de 14

O câncer de pele geralmente aparece em partes do corpo onde há maior exposição ao sol, estando muito associada à proteção inadequada com filtros solares

Callista Images/Getty Images10 de 14

De acordo com o Instituto Nacional do Câncer, o não-melanona tende a ser completamente curado quando detectado precocemente. Ele raramente se desenvolve para outras partes do corpo, mas se não for identificado a tempo, pode ir para camadas mais profundas da pele, dificultando o tratamento

SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images11 de 14

O diagnóstico do câncer de pele é feito pelo dermatologista por meio de exame clínico. Em determinadas situações, pode ser necessária a realização do exame conhecido como "Dermatoscopia", que consiste em usar um aparelho que permite visualizar camadas da pele não vistas a olho nu. Em situações mais específicas é necessário fazer a biópsia

Noctiluxx/Getty Images12 de 14

Segundo o Ministério da Saúde, “a cirurgia oncológica é o tratamento mais indicado para tratar o câncer de pele para a retirada da lesão, que, em estágios iniciais, pode ser realizada sem internação”

lissart/Getty Images13 de 14

Ainda segundo a pasta, “nos casos mais avançados, porém, o tratamento vai variar de acordo com a condição em que se encontra o tumor, podendo ser indicadas, além de cirurgia, a radioterapia e a quimioterapia”

ALFRED PASIEKA/SCIENCE PHOTO LIBRARY/Getty Images14 de 14

Entre as recomendações para a prevenção do câncer de pele estão: evitar exposição ao sol, utilizar óculos de sol com proteção UV, bem como sombrinhas, guarda-sol, chapéus de abas largas e roupas que protegem o corpo. Além, é claro, do uso diário de filtro solar com fator de proteção solar (FPS) 15 ou mais

franckreporter/Getty Images

Segundo o cirurgião oncológico Matheus Lobo, coordenador da Comissão de Neoplasias da Pele da Sociedade Brasileira de Cirurgia Oncológica (SBCO), a recorrência de tumores na pele é mais comum diante de alguns cenários. São eles:



  • Tamanho e localização do tumor: tumores maiores que 2 cm no tronco ou braços e pernas têm alto risco. “Além disso, qualquer lesão em áreas mais delicadas, como cabeça, pescoço, mãos, pés, canela ou região ano-genital, é vista como de maior risco”, explica o médico.

  • Aspecto da lesão: quando o tumor tem bordas mal definidas, há uma dificuldade em fazer a sua retirada completa.

  • Subtipos mais graves: tumores na pele de formato basoescamoso, morfeiforme ou micronodular também têm maior risco de reaparecerem.

  • Condições do paciente: pessoas com o sistema imunológico enfraquecido (imunossuprimidas) ou que já passaram por radioterapia na mesma região estão mais vulneráveis.

  • Invasão específica: quando o tumor invade nervos próximos (invasão perineural), o comportamento tende a ser mais agressivo.


Marco Antônio reconhece o desafio, mas leva a experiência de vida como um grande aprendizado, reforçando também as estratégias de prevenção. “Fiquei mais cuidadoso ao me expor ao sol, passei a utilizar protetor facial, solar e óculos escuros”, conclui ele.


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Nutricionistas da rede pública do DF unem técnica e sensibilidade no cuidado diário com pacientes

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A alimentação tem papel fundamental no processo de recuperação de qualquer pessoa que precisa de cuidados. Este domingo (31), Dia do Nutricionista, marca o reconhecimento àqueles que, com dedicação, garantem tanto o cuidado assistencial quanto a produção alimentar de quem depende desse suporte.



“A nutrição é uma ferramenta clínica tão importante quanto qualquer outro recurso utilizado no hospital”


Hiane Cunha, chefe substituta do Núcleo de Nutrição Clínica do Hospital de Base


Além de preparar refeições, os nutricionistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) atuam diariamente para que cada dieta seja parte do tratamento, ajudando a reduzir complicações, acelerar a recuperação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.


“Uma pessoa bem-nutrida responde melhor às terapias”, explica Hiane Cunha, chefe substituta do Núcleo de Nutrição Clínicado HBDF, gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica e Saúde do DF (IgesDF). “A nutrição é uma ferramenta clínica tão importante quanto qualquer outro recurso utilizado no hospital.” Ela lembra que o trabalho é feito de forma integrada com médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, sempre com foco no cuidado multiprofissional.


Yeferson Manuel, 31 anos, está internado há três meses após um acidente de carro e relata como a atenção da equipe faz diferença: “Todos os dias, uma nutricionista passa para me ver, ajustar minha dieta e conversar comigo. Esse cuidado diário dá mais confiança e esperança”.


Para a gerente multiprofissional do HBDF, Niedja Bartira, os nutricionistas têm um papel central dentro do hospital: “Eles cuidam não só dos pacientes, mas também da saúde dos colaboradores, impactando de forma direta a rotina de todos”.


A gerente-geral de assistência, Fernanda Hak, completa: “É um trabalho silencioso, mas vital. Cada refeição preparada, cada dieta planejada, é parte do esforço coletivo para salvar vidas”.


Dedicação faz a diferença


De janeiro a julho deste ano, foram registrados 112.091 atendimentos assistenciais pela equipe da nutrição clínica do HBDF. “Não é só calcular proteínas e calorias”, detalha a nutricionista Hiane. “É entender as limitações, gostos e até mesmo a forma como o paciente se sente diante da comida. Às vezes, um detalhe simples pode mudar a aceitação da dieta e acelerar a recuperação”.


Já a equipe  responsável pela administração e gestão da alimentação oferecida serviu 648.725 refeições para os pacientes, 254.731 para os acompanhantes e 170.456 para os colaboradores no refeitório da unidade de saúde nos primeiros sete meses de 2025.


De acordo com a equipe, uma dieta adequada reduz infecções hospitalares, melhora a resposta imunológica e até encurta o tempo de internação. “Há casos em que o paciente chega em estado de desnutrição, e conseguimos reverter esse quadro”, complementa Hiane.


O olhar humano é essencial. “A comida pode trazer conforto e memórias afetivas, mesmo dentro de um hospital”, pontua a chefe da Nutrição de Produção do HBDF, Ana Cecília Nunes. “Nosso desafio é equilibrar essa dimensão emocional com as necessidades clínicas de cada paciente.”


 


*Com informações do IgesDF






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https://jornalismodigitaldf.com.br/nutricionistas-da-rede-publica-do-df-unem-tecnica-e-sensibilidade-no-cuidado-diario-com-pacientes/?fsp_sid=190558
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Nutricionistas da rede pública do DF unem técnica e sensibilidade no cuidado diário com pacientes

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A alimentação tem papel fundamental no processo de recuperação de qualquer pessoa que precisa de cuidados. Este domingo (31), Dia do Nutricionista, marca o reconhecimento àqueles que, com dedicação, garantem tanto o cuidado assistencial quanto a produção alimentar de quem depende desse suporte.



“A nutrição é uma ferramenta clínica tão importante quanto qualquer outro recurso utilizado no hospital”


Hiane Cunha, chefe substituta do Núcleo de Nutrição Clínica do Hospital de Base


Além de preparar refeições, os nutricionistas do Hospital de Base do Distrito Federal (HBDF) atuam diariamente para que cada dieta seja parte do tratamento, ajudando a reduzir complicações, acelerar a recuperação e melhorar a qualidade de vida dos pacientes.


“Uma pessoa bem-nutrida responde melhor às terapias”, explica Hiane Cunha, chefe substituta do Núcleo de Nutrição Clínicado HBDF, gerido pelo Instituto de Gestão Estratégica e Saúde do DF (IgesDF). “A nutrição é uma ferramenta clínica tão importante quanto qualquer outro recurso utilizado no hospital.” Ela lembra que o trabalho é feito de forma integrada com médicos, enfermeiros, psicólogos e fisioterapeutas, sempre com foco no cuidado multiprofissional.


Yeferson Manuel, 31 anos, está internado há três meses após um acidente de carro e relata como a atenção da equipe faz diferença: “Todos os dias, uma nutricionista passa para me ver, ajustar minha dieta e conversar comigo. Esse cuidado diário dá mais confiança e esperança”.


Para a gerente multiprofissional do HBDF, Niedja Bartira, os nutricionistas têm um papel central dentro do hospital: “Eles cuidam não só dos pacientes, mas também da saúde dos colaboradores, impactando de forma direta a rotina de todos”.


A gerente-geral de assistência, Fernanda Hak, completa: “É um trabalho silencioso, mas vital. Cada refeição preparada, cada dieta planejada, é parte do esforço coletivo para salvar vidas”.


Dedicação faz a diferença


De janeiro a julho deste ano, foram registrados 112.091 atendimentos assistenciais pela equipe da nutrição clínica do HBDF. “Não é só calcular proteínas e calorias”, detalha a nutricionista Hiane. “É entender as limitações, gostos e até mesmo a forma como o paciente se sente diante da comida. Às vezes, um detalhe simples pode mudar a aceitação da dieta e acelerar a recuperação”.


Já a equipe  responsável pela administração e gestão da alimentação oferecida serviu 648.725 refeições para os pacientes, 254.731 para os acompanhantes e 170.456 para os colaboradores no refeitório da unidade de saúde nos primeiros sete meses de 2025.


De acordo com a equipe, uma dieta adequada reduz infecções hospitalares, melhora a resposta imunológica e até encurta o tempo de internação. “Há casos em que o paciente chega em estado de desnutrição, e conseguimos reverter esse quadro”, complementa Hiane.


O olhar humano é essencial. “A comida pode trazer conforto e memórias afetivas, mesmo dentro de um hospital”, pontua a chefe da Nutrição de Produção do HBDF, Ana Cecília Nunes. “Nosso desafio é equilibrar essa dimensão emocional com as necessidades clínicas de cada paciente.”


 


*Com informações do IgesDF






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Com criatividade, produtores de Brazlândia se preparam para a 29ª Festa do Morango

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A contagem regressiva para a 29ª Festa do Morango de Brasília, em Brazlândia, já começou, assim como os preparativos por parte dos produtores rurais. Uma das principais vitrines da produção agrícola do Distrito Federal, a festa reunirá 42 estandes no Espaço Morangolândia para exposição de frutos in natura e quitutes especiais, desde tortas, geleias, bebidas alcóolicas, bombons e até o famoso morango do amor, que se popularizou na internet neste ano.


Antes da programação oficial, foi feito o Encontro Técnico dos Produtores de Morango, promovido pela Emater-DF em parceria com a Embrapa. A atividade ocorreu na sexta-feira (29), no escritório da empresa pública em Brazlândia, com apresentação de inovações tecnológicas, práticas de manejo e escolha de variedades mais adequadas para os sistemas de produção do DF.
A Agência Brasília foi até o Núcleo Rural Chapadinha para conhecer o cardápio das produtoras rurais Osmarina Oliveira Silva, 51 anos, e Vanda Maria Malheiros, 60. As duas iniciaram o cultivo da cultura há mais de três décadas com o objetivo de aumentar a renda familiar e, desde o início, recebem apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Os frutos são utilizados na criação dos derivados, carros-chefes das agricultoras.


O técnico extensionista Claudinei Machado explica que as adaptações agregam valor ao morango e impulsionam os resultados do campo brasiliense. “A Emater-DF incentiva que, cada vez mais, os produtores ganhem espaço no mercado por meio do processamento, porque agrega valor ao produto. Enquanto hoje, por exemplo, você vende uma caixa de morango com quatro bandejas por R$ 12, também consegue vender uma unidade de morango do amor por R$ 15”, observa.


Brazlândia é responsável por mais de 90% da produção de morangos. Neste ano, a expectativa é de uma safra igual ou maior que a de 2024, quando a produção no DF chegou a 6.616 toneladas. Desse total, 5.174,62 toneladas foram produzidas na região administrativa.


“Da pandemia para cá, mantivemos a faixa de plantio em torno de 180 hectares, com 400 famílias plantando morango, gerando uma produtividade de 6,6 mil toneladas no DF. É muito morango no mercado, uma produtividade significativa, e isso tem alavancado não só a economia, mas também o turismo rural”, ressalta Claudinei. “A festa é o local onde os produtores podem ganhar dinheiro e fazer uma reserva para os ciclos dos próximos anos.”


Confeitaria


Polpa, mousse, torta, bombom, coxinha, geladinho, bolo de pote, suco, geleia: Osmarina aposta em variedade e qualidade quando se trata da Festa do Morango. Confeiteira de mão cheia, ela pausa a produção de bolos por encomenda para se dedicar integralmente ao evento. Nos dias de festa, as vendas são feitas pelo marido, a filha e três funcionárias, enquanto Osmarina segue com a mão na massa, em casa.


“Faço os produtos com morango desde o início e a procura sempre foi positiva. O morango é campeão mesmo, todo mundo gosta e vai bem com tudo”, comenta a produtora. “Quando está chegando perto da festa, a gente faz uma reunião em família para ver o que vamos fazer. Esperamos o ano todo por isso, porque é muito bom. O nosso lucro dobra e a gente consegue investir aqui, na cozinha e na plantação.”


O cardápio deste ano terá uma novidade: o morango do amor, comercializado a R$ 10. Ela afirma que a repercussão relacionada ao doce foi positiva para o orçamento familiar: “Peguei muita encomenda. Fiz algumas parcerias, e o restante vendi na cidade. Estou satisfeita trabalhando com morango e só esperando a festa, contando as horas para chegar”. Saiba mais sobre o trabalho de Osmarina na rede social da confeiteira.


Família


Do licor aos doces, como o copo da felicidade, geleias e bombons, os produtos de Vanda são feitos com capricho e se destacam pelo sabor apurado. O trabalho reúne toda a família, que se divide nas etapas da bebida alcoólica e dos demais itens. “É uma maratona. Temos que correr para dar conta de tudo porque são muitas coisas para vender. São dois finais de semana, e precisamos ter produtos fresquinhos e de boa qualidade”, salienta.


Como o foco são os derivados, a plantação de Vanda é pequena, em comparação às propriedades que buscam oferecer os frutos in natura. Os cuidados com os pés são diários, e os morangos são selecionados prezando pela qualidade do produto final. “Podemos colher morangos fresquinhos para fazer coisas bem bacanas. Tem muita coisa para fazer todo dia: tem que molhar direitinho, adubar, manter sempre limpo”, explica.


Assim como o de Osmarina, o cardápio de Vanda também terá o morango do amor, pensado para agradar os clientes e incrementar o faturamento do estande. “Tudo que a gente leva, a gente vende. Não traz nada para casa, e agora, com esse morango do amor, queremos arrebentar”, diz. Para conhecer mais sobre o trabalho da Vanda, acesse a rede social dela.


Vitrine do campo brasiliense


A Festa do Morango é organizada pela Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Emater-DF, da Administração Regional de Brazlândia e das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), de Turismo (Setur) e de Cultura e Economia Criativa (Secec).


“Trata-se de um espaço privilegiado para a apresentação da gastronomia local, do artesanato, das manifestações culturais e do talento dos artistas da região. Nesse contexto, a atuação da administração regional é crucial para apoiar esses aspectos, garantindo que a diversidade e a autenticidade de Brazlândia sejam amplamente conhecidas e apreciadas pelo público”, ressalta a administradora da cidade, Luciana Ferreira.


A Seagri disponibilizou maquinário, como um caminhão-pipa e tratores, para a manutenção do espaço da festa. O titular da pasta, Rafael Bueno, observa a importância do evento para o setor, uma vez que, segundo ele, o DF tem se destacado no cenário nacional como o terceiro maior produtor de morangos do Brasil.


“Isso é fruto do trabalho árduo de nossos agricultores, especialmente em regiões como Brazlândia e Planaltina, onde o morango é uma importante fonte de renda para muitas famílias. A Festa do Morango celebra mais do que a fruta: ela valoriza o trabalho no campo, a dedicação das famílias e a importância da agricultura para o desenvolvimento do Distrito Federal”, complementa Bueno.


Programação


A 29ª Festa do Morango de Brasília vai ocorrer nos dois primeiros finais de semana de setembro: de 5 a 7 (sexta-feira a domingo) e de 12 a 14 (sexta-feira a domingo). A estrutura será montada na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, na BR-080, km 13. A entrada é gratuita, e os detalhes são divulgados na rede social do evento.


O Espaço Morangolândia estará disponível nos seis dias de festa, com uma área exclusiva para comercialização da fruta e derivados. Serão mais de 40 estandes de agricultores assistidos pela Emater-DF, com funcionamento das 10h às 22h, nos finais de semana, e das 19h às 22h, às sextas-feiras. A Florabraz também estará aberta em todos os dias da programação, reunindo flores e plantas ornamentais cultivadas no Quadradinho, além de peças artesanais.


No dia 6, das 10h às 12h, ocorre o tradicional Concurso de Receitas com Morango, que valoriza a gastronomia local e a criatividade no uso do fruto. A competição reúne chefs, estudantes de gastronomia e representantes da comunidade, com avaliação técnica e voto popular. Os três melhores pratos serão premiados com apoio de parceiros da Emater-DF e da Administração Regional de Brazlândia.


O Colha & Pague do Morango será em 6 e 13 de setembro, em propriedades previamente selecionadas. Os participantes poderão conhecer o cultivo e colher os frutos diretamente do pé. Serão organizadas duas turmas por dia, nos períodos matutino e vespertino, com 30 participantes cada


Outra atividade tradicional é a 35ª Exposição Agrícola, agendada para 12 e 13 de setembro, com participação de agricultores de Brazlândia e Ceilândia. O público poderá conferir uma mostra de cerca de 400 alimentos de hortifrutigranjeiros, com destaque para a qualidade e diversidade da produção local.


 







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Com criatividade, produtores de Brazlândia se preparam para a 29ª Festa do Morango

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A contagem regressiva para a 29ª Festa do Morango de Brasília, em Brazlândia, já começou, assim como os preparativos por parte dos produtores rurais. Uma das principais vitrines da produção agrícola do Distrito Federal, a festa reunirá 42 estandes no Espaço Morangolândia para exposição de frutos in natura e quitutes especiais, desde tortas, geleias, bebidas alcóolicas, bombons e até o famoso morango do amor, que se popularizou na internet neste ano.


Antes da programação oficial, foi feito o Encontro Técnico dos Produtores de Morango, promovido pela Emater-DF em parceria com a Embrapa. A atividade ocorreu na sexta-feira (29), no escritório da empresa pública em Brazlândia, com apresentação de inovações tecnológicas, práticas de manejo e escolha de variedades mais adequadas para os sistemas de produção do DF.
A Agência Brasília foi até o Núcleo Rural Chapadinha para conhecer o cardápio das produtoras rurais Osmarina Oliveira Silva, 51 anos, e Vanda Maria Malheiros, 60. As duas iniciaram o cultivo da cultura há mais de três décadas com o objetivo de aumentar a renda familiar e, desde o início, recebem apoio da Empresa de Assistência Técnica e Extensão Rural (Emater-DF). Os frutos são utilizados na criação dos derivados, carros-chefes das agricultoras.


O técnico extensionista Claudinei Machado explica que as adaptações agregam valor ao morango e impulsionam os resultados do campo brasiliense. “A Emater-DF incentiva que, cada vez mais, os produtores ganhem espaço no mercado por meio do processamento, porque agrega valor ao produto. Enquanto hoje, por exemplo, você vende uma caixa de morango com quatro bandejas por R$ 12, também consegue vender uma unidade de morango do amor por R$ 15”, observa.


Brazlândia é responsável por mais de 90% da produção de morangos. Neste ano, a expectativa é de uma safra igual ou maior que a de 2024, quando a produção no DF chegou a 6.616 toneladas. Desse total, 5.174,62 toneladas foram produzidas na região administrativa.


“Da pandemia para cá, mantivemos a faixa de plantio em torno de 180 hectares, com 400 famílias plantando morango, gerando uma produtividade de 6,6 mil toneladas no DF. É muito morango no mercado, uma produtividade significativa, e isso tem alavancado não só a economia, mas também o turismo rural”, ressalta Claudinei. “A festa é o local onde os produtores podem ganhar dinheiro e fazer uma reserva para os ciclos dos próximos anos.”


Confeitaria


Polpa, mousse, torta, bombom, coxinha, geladinho, bolo de pote, suco, geleia: Osmarina aposta em variedade e qualidade quando se trata da Festa do Morango. Confeiteira de mão cheia, ela pausa a produção de bolos por encomenda para se dedicar integralmente ao evento. Nos dias de festa, as vendas são feitas pelo marido, a filha e três funcionárias, enquanto Osmarina segue com a mão na massa, em casa.


“Faço os produtos com morango desde o início e a procura sempre foi positiva. O morango é campeão mesmo, todo mundo gosta e vai bem com tudo”, comenta a produtora. “Quando está chegando perto da festa, a gente faz uma reunião em família para ver o que vamos fazer. Esperamos o ano todo por isso, porque é muito bom. O nosso lucro dobra e a gente consegue investir aqui, na cozinha e na plantação.”


O cardápio deste ano terá uma novidade: o morango do amor, comercializado a R$ 10. Ela afirma que a repercussão relacionada ao doce foi positiva para o orçamento familiar: “Peguei muita encomenda. Fiz algumas parcerias, e o restante vendi na cidade. Estou satisfeita trabalhando com morango e só esperando a festa, contando as horas para chegar”. Saiba mais sobre o trabalho de Osmarina na rede social da confeiteira.


Família


Do licor aos doces, como o copo da felicidade, geleias e bombons, os produtos de Vanda são feitos com capricho e se destacam pelo sabor apurado. O trabalho reúne toda a família, que se divide nas etapas da bebida alcoólica e dos demais itens. “É uma maratona. Temos que correr para dar conta de tudo porque são muitas coisas para vender. São dois finais de semana, e precisamos ter produtos fresquinhos e de boa qualidade”, salienta.


Como o foco são os derivados, a plantação de Vanda é pequena, em comparação às propriedades que buscam oferecer os frutos in natura. Os cuidados com os pés são diários, e os morangos são selecionados prezando pela qualidade do produto final. “Podemos colher morangos fresquinhos para fazer coisas bem bacanas. Tem muita coisa para fazer todo dia: tem que molhar direitinho, adubar, manter sempre limpo”, explica.


Assim como o de Osmarina, o cardápio de Vanda também terá o morango do amor, pensado para agradar os clientes e incrementar o faturamento do estande. “Tudo que a gente leva, a gente vende. Não traz nada para casa, e agora, com esse morango do amor, queremos arrebentar”, diz. Para conhecer mais sobre o trabalho da Vanda, acesse a rede social dela.


Vitrine do campo brasiliense


A Festa do Morango é organizada pela Associação Rural Cultural Alexandre de Gusmão (Arcag) com apoio do Governo do Distrito Federal (GDF), por meio da Emater-DF, da Administração Regional de Brazlândia e das secretarias de Agricultura, Abastecimento e Desenvolvimento Rural (Seagri), de Turismo (Setur) e de Cultura e Economia Criativa (Secec).


“Trata-se de um espaço privilegiado para a apresentação da gastronomia local, do artesanato, das manifestações culturais e do talento dos artistas da região. Nesse contexto, a atuação da administração regional é crucial para apoiar esses aspectos, garantindo que a diversidade e a autenticidade de Brazlândia sejam amplamente conhecidas e apreciadas pelo público”, ressalta a administradora da cidade, Luciana Ferreira.


A Seagri disponibilizou maquinário, como um caminhão-pipa e tratores, para a manutenção do espaço da festa. O titular da pasta, Rafael Bueno, observa a importância do evento para o setor, uma vez que, segundo ele, o DF tem se destacado no cenário nacional como o terceiro maior produtor de morangos do Brasil.


“Isso é fruto do trabalho árduo de nossos agricultores, especialmente em regiões como Brazlândia e Planaltina, onde o morango é uma importante fonte de renda para muitas famílias. A Festa do Morango celebra mais do que a fruta: ela valoriza o trabalho no campo, a dedicação das famílias e a importância da agricultura para o desenvolvimento do Distrito Federal”, complementa Bueno.


Programação


A 29ª Festa do Morango de Brasília vai ocorrer nos dois primeiros finais de semana de setembro: de 5 a 7 (sexta-feira a domingo) e de 12 a 14 (sexta-feira a domingo). A estrutura será montada na sede da Associação Rural e Cultural Alexandre de Gusmão, na BR-080, km 13. A entrada é gratuita, e os detalhes são divulgados na rede social do evento.


O Espaço Morangolândia estará disponível nos seis dias de festa, com uma área exclusiva para comercialização da fruta e derivados. Serão mais de 40 estandes de agricultores assistidos pela Emater-DF, com funcionamento das 10h às 22h, nos finais de semana, e das 19h às 22h, às sextas-feiras. A Florabraz também estará aberta em todos os dias da programação, reunindo flores e plantas ornamentais cultivadas no Quadradinho, além de peças artesanais.


No dia 6, das 10h às 12h, ocorre o tradicional Concurso de Receitas com Morango, que valoriza a gastronomia local e a criatividade no uso do fruto. A competição reúne chefs, estudantes de gastronomia e representantes da comunidade, com avaliação técnica e voto popular. Os três melhores pratos serão premiados com apoio de parceiros da Emater-DF e da Administração Regional de Brazlândia.


O Colha & Pague do Morango será em 6 e 13 de setembro, em propriedades previamente selecionadas. Os participantes poderão conhecer o cultivo e colher os frutos diretamente do pé. Serão organizadas duas turmas por dia, nos períodos matutino e vespertino, com 30 participantes cada


Outra atividade tradicional é a 35ª Exposição Agrícola, agendada para 12 e 13 de setembro, com participação de agricultores de Brazlândia e Ceilândia. O público poderá conferir uma mostra de cerca de 400 alimentos de hortifrutigranjeiros, com destaque para a qualidade e diversidade da produção local.


 







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