Saiba riscos da hepatite A, que vive novo boom de casos no Brasil

 on  with No comments 
In  




Embora os dados consolidados de 2024 ainda não tenham sido divulgados, o crescimento de casos de hepatite A entre adultos no Brasil que vem sendo observado desde 2023 já bastou para o Ministério da Saúde decidir ampliar a faixa de público que pode ter acesso à vacina contra a infecção viral.


O foco dos casos agora é na população adulta. Nas últimas décadas, crianças com pouco acesso a redes de saneamento básico costumavam ser o público mais vulnerável à doença, que tem como principal forma de transmissão a fecal-oral.



Nos últimos anos, porém, a transmissão sexual, especialmente no sexo anal, ganhou protagonismo como vetor. Atualmente, homens adultos são os principais afetados, representando 69,5% dos infectados em 2023 (dado mais recente).


“Estamos percebendo um grande aumento nos casos, mas o que preocupa mesmo é a gravidade deles”, relata a hepatologista Cláudia Pontes Ivantes, do Hospital Nossa Senhora das Graças, em Curitiba. “A hepatite A, antigamente, se manifestava em geral nas crianças, de forma leve. E, em 99,9% dos casos, o paciente ficava curado. Agora, o perfil mudou. Ela está atingindo adultos jovens, com alguns casos evoluindo para forma grave e até óbito. Entre os graves, alguns precisam de transplante de fígado”, alerta.


Transmissão por via sexual em evidência


A mudança de perfil levou o governo federal a expandir a oferta da vacina contra a hepatite A. Desde sexta-feira (2/5), as doses passaram a ser recomendadas não só para menores de quatro anos, mas também a quem utiliza a Profilaxia Pré-Exposição (PrEP) ao HIV, medicamento usado para prevenção do vírus.


A medida visa conter surtos em um novo grupo de risco. “Essa mudança de público tem um impacto na gravidade da doença, pois os casos graves acontecem, em geral, em adultos. Com essa ampliação, vamos conseguir reduzir os riscos de internação, casos graves e óbitos por Hepatite A no SUS, protegendo a população”, afirmou o ministro da Saúde, Alexandre Padilha.


A meta do governo é vacinar 80% dos mais de 120 mil usuários da PrEP no país. A imunização será feita com duas doses, com seis meses de intervalo. A aplicação ocorrerá nos serviços de saúde onde o medicamento é distribuído.




Quem pode vacinar contra a hepatite A?



  • A vacina contra a hepatite A previne a maioria de casos graves da doença em todas as idades.

  • Podem se vacinar contra ela pelo SUS com apenas uma dose crianças menores de 4 anos e, agora, usuários de PrEP.

  • Pessoas com doenças crônicas do fígado, HIV, condições imunossupressoras crônicas e transplantados também já tinham direito à vacina gratuita pelo SUS e recebem duas doses.

  • Entre os demais adultos, é preciso procurar a imunização na rede privada.




A hepatite A


A hepatite A é causada por um vírus transmitido principalmente pela via fecal-oral, mas práticas sexuais também podem representar risco. Em 2016, a Organização Mundial da Saúde (OMS) alertou para o aumento de casos por essa via em países com baixa endemicidade.


Muitas vezes, o indivíduo contaminado não apresenta sintomas e quando os primeiros aparecem, são inespecíficos. Com sinais como fadiga, febre, náuseas e icterícia, a infecção pode passar despercebida inicialmente, o que torna a transmissão sexual ainda mais perigosa.


15 imagens
A hepatite A é causada por um vírus que pode ser transmitido pelo ato sexual ou pelo consumo de água e alimentos contaminados. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais
Não há tratamento específico para a hepatite A, por isso, deve-se evitar a automedicação. Apesar disso, existe vacina eficaz contra a doença. Entre os principais sintomas dessa tipagem estão: náusea sem motivo aparente, febre baixa, perda de apetite, dor abdominal e fadiga
A hepatite B também é causada por um vírus e pode ser transmitida por compartilhamento de objetos pessoais, ao realizar tatuagens e procedimentos cirúrgicos sem a devida higiene, durante relação sexual, entre outros. Entre os principais sintomas estão: amarelamento dos olhos, dor abdominal e urina escura
Já na hepatite B, o fígado pode apresentar um quadro de inflamação persistente e há risco de a doença evoluir para cirrose hepática. Ela pode ser identificada através de exames laboratoriais. Na maioria dos casos, pode ser tratada com medicamentos antivirais que impedem a multiplicação do vírus e retardam ou melhoram a evolução da doença
A hepatite C, também causada por vírus, tem meio de transmissão semelhante a hepatite B. Contudo, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos e há tratamento disponível com medicamentos por via oral. Entre os sintomas estão fadiga, perda do apetite, náuseas, amarelamento dos olhos ou pele
1 de 15

A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, uso excessivo de medicamentos ou consumo de bebida alcoólica. Existem cinco tipos de hepatite: A, B, C, D e E. No entanto, no Brasil, os tipos A, B e C são os mais comuns

Getty Images
2 de 15

A hepatite A é causada por um vírus que pode ser transmitido pelo ato sexual ou pelo consumo de água e alimentos contaminados. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais

TEK IMAGE/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
3 de 15

Não há tratamento específico para a hepatite A, por isso, deve-se evitar a automedicação. Apesar disso, existe vacina eficaz contra a doença. Entre os principais sintomas dessa tipagem estão: náusea sem motivo aparente, febre baixa, perda de apetite, dor abdominal e fadiga

Glasshouse Images/ Getty Images
4 de 15

A hepatite B também é causada por um vírus e pode ser transmitida por compartilhamento de objetos pessoais, ao realizar tatuagens e procedimentos cirúrgicos sem a devida higiene, durante relação sexual, entre outros. Entre os principais sintomas estão: amarelamento dos olhos, dor abdominal e urina escura

Jeffrey Coolidge/ Getty Images
5 de 15

Já na hepatite B, o fígado pode apresentar um quadro de inflamação persistente e há risco de a doença evoluir para cirrose hepática. Ela pode ser identificada através de exames laboratoriais. Na maioria dos casos, pode ser tratada com medicamentos antivirais que impedem a multiplicação do vírus e retardam ou melhoram a evolução da doença

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
6 de 15

A hepatite C, também causada por vírus, tem meio de transmissão semelhante a hepatite B. Contudo, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos e há tratamento disponível com medicamentos por via oral. Entre os sintomas estão fadiga, perda do apetite, náuseas, amarelamento dos olhos ou pele

MediaProduction/ Getty Images
7 de 15

A hepatite D, também conhecida como hepatite Delta, é causada pelo vírus HDV (Vírus RNA, que precisa do vírus causador da hepatite B para que a infecção ocorra). Está presente no sangue e secreções e pode ser transmitido assim como no caso das hepatites B e C

Luis Alvarez/ Getty Images
8 de 15

A hepatite D pode causar dores abdominais, cansaço e náuseas. O diagnóstico da doença deve ser feito através de exames clínicos e epidemiológicos

boonchai wedmakawand/ Getty Images
9 de 15

A hepatite E, causada pela vírus VHE, é transmitida por via fecal-oral, ou seja, pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Na maioria dos casos, essa versão da doença tem cura. Os sintomas incluem falta de apetite, náuseas e amarelamento da pele. Em casos raros, a doença pode progredir para insuficiência hepática aguda

Ekaterina Smirnova/ Getty Images
10 de 15

Independentemente da vacina, indicada para todos os casos, algumas recomendações são fundamentais para a prevenção das hepatites virais. São elas: lavar as mãos após a utilização de sanitários, lavar alimentos com água tratada, clorada ou fervida, cozinhar bem os alimentos e não tomar banho em água não tratada ou próxima a esgotos

Solskin/ Getty Images
11 de 15

Além disso, utilizar preservativos, não compartilhar seringas ou materiais de uso pessoal e certificar-se de que protocolos de biossegurança são cumpridos antes de submeter-se a tatuagens, piercings, tratamentos odontológicos e procedimentos cirúrgicos pode ajudar a evitar a doença

Aja Koska/ Getty Images
12 de 15

Além dessas, existe ainda a hepatite alcoólica, causada pelo consumo abusivo e prolongado de álcool. A hepatite medicamentosa, que causa inflamação no fígado após uso indiscriminado de medicamentos, e a Esteato-hepatite, por exemplo, que surge devido ao acúmulo de gordura no fígado

SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
13 de 15

Em casos mais leves, a doença pode desaparecer sozinha. Mas em certas tipagens é necessário o uso de medicamentos antivirais ou outros cuidados específicos

OsakaWayne Studios/ Getty Images
14 de 15

Recentemente, diversas crianças com idades entre um mês e 16 anos foram diagnosticadas com hepatite aguda em países da Europa e nos EUA. A gravidade da doença levou 17 crianças a passarem por transplantes de fígado e uma delas morreu

Pixabay
15 de 15

Os misteriosos casos de inflamação grave do fígado ainda não têm causa definida, mas evidências apontam para a infecção pelo adenovírus 41F

fotograzia/ Getty Images

“O vírus tem um período de incubação que varia de 15 dias a 2 meses, geralmente com os sintomas aparecendo só depois do primeiro mês. Com isso, a pessoa passa até 30 dias transmitindo a doença sem se dar conta”, explica a hepatologista Liliana Mendes, do Hospital DF Star, em Brasília.


Na maioria dos casos, a hepatite A se resolve em até seis meses, sem necessidade de medicação específica. No entanto, pode evoluir para formas graves, como hepatite fulminante, mais comum em adultos e que exige transplante de fígado.


Prevenção depende de higiene e imunização


Além da vacinação, medidas de higiene são fundamentais. Lavar as mãos, cozinhar bem os alimentos e higienizar frutas e verduras são práticas essenciais para evitar o contágio.


Também é recomendado o uso de preservativos durante o sexo, especialmente o anal, e a atenção redobrada com o consumo de água potável em viagens.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto!





Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/saiba-riscos-da-hepatite-a-que-vive-novo-boom-de-casos-no-brasil/?fsp_sid=144844
Share:

Cientistas criam IA capaz de prever mortes com 78% de precisão

 on  with No comments 
In  




As inteligências artificiais (IAs) vêm ganhando usos cada vez mais inusitados, mas poucos tão mórbidos quanto este: cientistas da Dinamarca e dos Estados Unidos desenvolveram o life2vec, um algoritmo capaz de prever com 78% de precisão a morte de uma pessoa.


A tecnologia analisa sequências de eventos da vida para estimar a longevidade humana. Há fatores que somam anos à expectativa, como a prática regular de exercícios, e outros que reduzem, como o tabagismo frequente.



Embora tenha sido apresentada na Nature Computational Science como umpasso  significativo na análise de dados de saúde, ainda há quem tema que aferramenta possa ser usada por empresas de saúde prejudicando os usuários.


A tecnologia, que ainda está em fase de desenvolvimento, não gerou nenhum site de cadastro, embora muitas calculadoras on-line tenham se aproveitado do nome dela para surfar em sua popularidade.


Como foi feita a pesquisa?


Liderada pelo professor Sune Lehmann, a pesquisa superou as limitações dos modelos tradicionais de análise de dados em saúde, aumentando em 11% a precisão em relação às calculadoras anteriores.


O sistema trabalha com uma base de dados de mais de seis milhões de pessoas, analisando variáveis como educação, saúde, renda, profissão e endereço. Ter rendimentos mais altos ou ocupar cargos de liderança, por exemplo, tende a estar associado a uma vida mais longa.


Cada um desses fatores recebe um código no conjunto de dados dinamarquês — como S52 para antebraço quebrado ou IND4726 para quem trabalha em uma tabacaria — que a equipe traduziu em “palavras” para o algoritmo. Isso tornou os questionários extremamente complexos.


Para prever a longevidade de alguém, a equipe utilizou dados de janeiro de 2008 a dezembro de 2015 de um grupo de pessoas entre 35 e 65 anos de idade. O sistema precisava prever quem ainda estaria vivo quatro anos após 2016.


Em 2021, foram selecionadas aleatoriamente 100 mil pessoas desse grupo — metade já falecida, metade ainda viva — e o algoritmo acertou o prognóstico em 78% dos casos.


Qual a utilidade desta inteligência artificial?


O objetivo do programa não é ser uma simples calculadora de morte, como aquelas de sites que capturam dados pessoais. Segundo os autores, também não se trata de criar ferramentas para planos de saúde ou seguros de vida. A proposta é usar os resultados para planejar políticas públicas de saúde e demografia a longo prazo, a partir de amostragens de determinadas populações.


“Nosso objetivo é de que os dados sejam utilizados para prever resultados de saúde pública, como detecção precoce de insuficiência cardíaca, efeitos colaterais de medicamentos prescritos e mortalidade hospitalar. Estamos trabalhando em maneiras de compartilhar o modelo com comunidades de pesquisa mais amplas, mas não podemos correr o risco de vazar dados e precisamos fazer mais pesquisas antes de podermos fazer isso”, afirma a equipe criadora da life2vec em comunicado à imprensa.


A equipe, liderada pelo professor Sune Lehmann Jørgensen da Universidade Técnica da Dinamarca, observou que, como o modelo foi treinado exclusivamente com dados da Dinamarca, os resultados podem não ser tão precisos para pessoas de outros países.


Siga a editoria de Saúde no Instagram e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/cientistas-criam-ia-capaz-de-prever-mortes-com-78-de-precisao/?fsp_sid=144833
Share:

Maio Vermelho chama atenção para aumento de casos de hepatites virais

 on  with No comments 
In  




Infecções que atingem o fígado, causando alterações leves, moderadas ou graves, as hepatites virais representam um problema de saúde mundial. Segundo o Relatório Global sobre Hepatites de 2024, divulgado pela Organização Mundial da Saúde (OMS), as infecções foram a causa da morte de mais de 3 mil pessoas por dia em todo o mundo, totalizando 1,3 milhão de mortes por ano.



O Brasil também enfrenta cerca de 700 mil casos confirmados de hepatites virais entre 2000 e 2023. Os dados são do Boletim Epidemiológico 2024 do Ministério da Saúde, que aponta a hepatite C como a mais comum no país, seguida pela hepatite B. Já a hepatite A, transmitida pela contaminação de alimentos e água, tem uma prevalência maior nas regiões Norte e Nordeste.


15 imagens
A hepatite A é causada por um vírus que pode ser transmitido pelo ato sexual ou pelo consumo de água e alimentos contaminados. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais
Não há tratamento específico para a hepatite A, por isso, deve-se evitar a automedicação. Apesar disso, existe vacina eficaz contra a doença. Entre os principais sintomas dessa tipagem estão: náusea sem motivo aparente, febre baixa, perda de apetite, dor abdominal e fadiga
A hepatite B também é causada por um vírus e pode ser transmitida por compartilhamento de objetos pessoais, ao realizar tatuagens e procedimentos cirúrgicos sem a devida higiene, durante relação sexual, entre outros. Entre os principais sintomas estão: amarelamento dos olhos, dor abdominal e urina escura
Já na hepatite B, o fígado pode apresentar um quadro de inflamação persistente e há risco de a doença evoluir para cirrose hepática. Ela pode ser identificada através de exames laboratoriais. Na maioria dos casos, pode ser tratada com medicamentos antivirais que impedem a multiplicação do vírus e retardam ou melhoram a evolução da doença
A hepatite C, também causada por vírus, tem meio de transmissão semelhante a hepatite B. Contudo, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos e há tratamento disponível com medicamentos por via oral. Entre os sintomas estão fadiga, perda do apetite, náuseas, amarelamento dos olhos ou pele
1 de 15

A hepatite é a inflamação do fígado. Ela pode ser causada por vírus, bactérias, uso excessivo de medicamentos ou consumo de bebida alcoólica. Existem cinco tipos de hepatite: A, B, C, D e E. No entanto, no Brasil, os tipos A, B e C são os mais comuns

Getty Images
2 de 15

A hepatite A é causada por um vírus que pode ser transmitido pelo ato sexual ou pelo consumo de água e alimentos contaminados. O diagnóstico é feito por meio de exames clínicos e laboratoriais

TEK IMAGE/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
3 de 15

Não há tratamento específico para a hepatite A, por isso, deve-se evitar a automedicação. Apesar disso, existe vacina eficaz contra a doença. Entre os principais sintomas dessa tipagem estão: náusea sem motivo aparente, febre baixa, perda de apetite, dor abdominal e fadiga

Glasshouse Images/ Getty Images
4 de 15

A hepatite B também é causada por um vírus e pode ser transmitida por compartilhamento de objetos pessoais, ao realizar tatuagens e procedimentos cirúrgicos sem a devida higiene, durante relação sexual, entre outros. Entre os principais sintomas estão: amarelamento dos olhos, dor abdominal e urina escura

Jeffrey Coolidge/ Getty Images
5 de 15

Já na hepatite B, o fígado pode apresentar um quadro de inflamação persistente e há risco de a doença evoluir para cirrose hepática. Ela pode ser identificada através de exames laboratoriais. Na maioria dos casos, pode ser tratada com medicamentos antivirais que impedem a multiplicação do vírus e retardam ou melhoram a evolução da doença

KATERYNA KON/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
6 de 15

A hepatite C, também causada por vírus, tem meio de transmissão semelhante a hepatite B. Contudo, a hepatite C tem cura em mais de 95% dos casos e há tratamento disponível com medicamentos por via oral. Entre os sintomas estão fadiga, perda do apetite, náuseas, amarelamento dos olhos ou pele

MediaProduction/ Getty Images
7 de 15

A hepatite D, também conhecida como hepatite Delta, é causada pelo vírus HDV (Vírus RNA, que precisa do vírus causador da hepatite B para que a infecção ocorra). Está presente no sangue e secreções e pode ser transmitido assim como no caso das hepatites B e C

Luis Alvarez/ Getty Images
8 de 15

A hepatite D pode causar dores abdominais, cansaço e náuseas. O diagnóstico da doença deve ser feito através de exames clínicos e epidemiológicos

boonchai wedmakawand/ Getty Images
9 de 15

A hepatite E, causada pela vírus VHE, é transmitida por via fecal-oral, ou seja, pelo consumo de água ou alimentos contaminados. Na maioria dos casos, essa versão da doença tem cura. Os sintomas incluem falta de apetite, náuseas e amarelamento da pele. Em casos raros, a doença pode progredir para insuficiência hepática aguda

Ekaterina Smirnova/ Getty Images
10 de 15

Independentemente da vacina, indicada para todos os casos, algumas recomendações são fundamentais para a prevenção das hepatites virais. São elas: lavar as mãos após a utilização de sanitários, lavar alimentos com água tratada, clorada ou fervida, cozinhar bem os alimentos e não tomar banho em água não tratada ou próxima a esgotos

Solskin/ Getty Images
11 de 15

Além disso, utilizar preservativos, não compartilhar seringas ou materiais de uso pessoal e certificar-se de que protocolos de biossegurança são cumpridos antes de submeter-se a tatuagens, piercings, tratamentos odontológicos e procedimentos cirúrgicos pode ajudar a evitar a doença

Aja Koska/ Getty Images
12 de 15

Além dessas, existe ainda a hepatite alcoólica, causada pelo consumo abusivo e prolongado de álcool. A hepatite medicamentosa, que causa inflamação no fígado após uso indiscriminado de medicamentos, e a Esteato-hepatite, por exemplo, que surge devido ao acúmulo de gordura no fígado

SEBASTIAN KAULITZKI/SCIENCE PHOTO LIBRARY/ Getty Images
13 de 15

Em casos mais leves, a doença pode desaparecer sozinha. Mas em certas tipagens é necessário o uso de medicamentos antivirais ou outros cuidados específicos

OsakaWayne Studios/ Getty Images
14 de 15

Recentemente, diversas crianças com idades entre um mês e 16 anos foram diagnosticadas com hepatite aguda em países da Europa e nos EUA. A gravidade da doença levou 17 crianças a passarem por transplantes de fígado e uma delas morreu

Pixabay
15 de 15

Os misteriosos casos de inflamação grave do fígado ainda não têm causa definida, mas evidências apontam para a infecção pelo adenovírus 41F

fotograzia/ Getty Images

Leia a notícia completa no Correio 24 Horas, parceiro do Metrópoles.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/maio-vermelho-chama-atencao-para-aumento-de-casos-de-hepatites-virais/?fsp_sid=144822
Share:

Veja benefícios à saúde de incluir a água de coco na dieta

 on  with No comments 
In  




A água de coco é uma bebida muito popular entre os brasileiros, especialmente por seu sabor leve e refrescante. Conforme o nutricionista Filipe Oliveira, ela é rica em eletrólitos e minerais como potássio, sódio, cálcio, magnésio e fósforo. “Esses minerais são fundamentais para a função muscular, equilíbrio eletrolítico e saúde óssea”, explica.



A bebida também possui algumas vitaminas do complexo B, e enzimas naturais que podem ajudar na digestão, facilitando a absorção de nutrientes pelo corpo. E não para por aí: a água de coco possui ainda aminoácidos essenciais que contribuem para a construção e a reparação dos tecidos do corpo.


Leia a matéria completa no Correio 24 horas, parceiro do Metrópoles.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/veja-beneficios-a-saude-de-incluir-a-agua-de-coco-na-dieta/?fsp_sid=144811
Share:

Diabetes: confira quais frutas podem fazer parte da dieta

 on  with No comments 
In  




Uma doença cada vez mais prevalente na população brasileira, a diabetes tipo 2 acontece quando há altos níveis de glicose no sangue que não conseguem ser regularizados pela resistência do corpo à insulina ou a fabricação insuficiente do hormônio. Descontrolada, a condição pode causar problemas cardiovasculares, condições renais, lesões nos nervos e até situações que envolvem a visão.


A alimentação é parte essencial para controlar os níveis de glicose em diabéticos. O recomendado é escolher uma dieta que tenha índices glicêmicos baixos — opções com poucos carboidratos e açúcares são as mais indicadas. Mas, por serem naturalmente doces, as frutas ainda são uma grande dúvida entre as pessoas com diabetes.



A Sociedade Brasileira de Diabetes (SBD) aponta que as frutas, apesar de saudáveis, não devem ser consumidas em grande quantidade e em uma única refeição: uma porção normalmente tem 15 g de carboidratos, o que não é considerado ruim, mas três porções já passam o limite aceitável. O melhor é porcionar as frutas ao longo do dia para aproveitar as vitaminas e minerais presentes nos alimentos.


“As pessoas com diabetes podem comer de tudo, desde que em quantidade correta e horário correto. A alimentação precisa apenas ser saudável, como deveria ser a alimentação de todas as pessoas”, explicou a nutricionista Cynara Oliveira, do Hospital Santa Lúcia, de Brasília, em entrevista anterior ao Metrópoles.




Saiba sinais que podem indicar que você tem diabetes



  • Sensação de cansaço e irritabilidade.

  • Visão turva

  • Sede excessiva.

  • Fome frequente.

  • Boca seca.

  • Doença periodontal.

  • Feridas que demoram para cicatrizar.

  • Formigamento nos pés e mãos.

  • Perda de peso.

  • Coceira ao redor do pênis ou vagina, ou episódios recorrentes de candidíase.

  • Vontade excessiva de urinar.

  • Coceira na pele.

  • Manchas escuras na pele.

  • Infecções frequentes.




Quais as melhores frutas para diabéticos?


Na hora de escolher qual fruta consumir, o ideal é optar pelas que têm menor índice glicêmico. Boas alternativas são mamão, morango, abacate e abacaxi, maçã, cereja, pêssego, mirtilo, goiaba, pera e laranja. Ameixa, kiwi e framboesa também entram na lista.


O recomendado é também consumir, quando possível, a casca do alimento, que é rica em fibras e ajuda a evitar picos de glicose.


Porém, não é preciso excluir nenhuma fruta do cardápio. Opções com maior índice glicêmico, como banana, uva e manga, podem ser consumidas, desde que com moderação.


“Recomendo comer esse tipo de fruta com alguma fonte de fibra, como aveia e chia, ou de proteína, como queijo, iogurte e castanhas. Assim, a absorção do açúcar torna-se mais lenta”, sugere Cynara.


Prato em formato de relógio e aparelho para controle da diabetes ao lado - Metrópoles
Evitar picos de glicose é importante para prevenir problemas de saúde, como diabetes tipo 2 e doenças cardíacas

Como prevenir a diabetes


A diabetes tipo 2 é considerada uma doença de estilo de vida: ela está relacionada ao sobrepeso, sedentarismo, colesterol alto, hipertensão e dieta descontrolada.


“A prevenção envolve mudanças no estilo de vida, como manter uma dieta equilibrada, rica em fibras e com baixo teor de açúcares, praticar atividades físicas regularmente e controlar o peso, especialmente em pessoas com histórico familiar da doença. Essas medidas reduzem o risco de desenvolver resistência à insulina e, consequentemente, o diabetes tipo 2”, explicou a endocrinologista Larissa Figueiredo, consultora do Sabin Diagnóstico e Saúde, também em entrevista anterior ao Metrópoles.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/diabetes-confira-quais-frutas-podem-fazer-parte-da-dieta/?fsp_sid=144800
Share:

Pedra nos rins: saiba como prevenir e tratar o problema

 on  with No comments 
In  




Os cálculos renais, também conhecidos como pedra nos rins, são uma massa semelhante a pedras que podem surgir em qualquer local do sistema urinário. Dados da Sociedade Brasileira de Urologia mostram que até 13% da população mundial possuem cálculos renais. No Brasil, esse índice é de 5% dos cidadãos.



Segundo o nefrologista do Hospital HSANP, Alexandre Mannis, as pedras nos rins surgem principalmente devido à alimentação rica em proteína e sódio, além da pouca ingestão de líquidos durante o dia, resultando em uma urina mais concentrada, capaz de aumentar o risco da formação da pedra. Além disso, histórico familiar, sedentarismo e obesidade também são fatores de risco para o problema.


Entre os principais sintomas da doença estão uma intensa dor, também presente quando a pessoa urina, e febre acima dos 38ºC em caso de crises. Diante desses sinais, é importante consultar um médico especialista, como um nefrologista ou urologista, para que sejam feitos exames e iniciado o melhor tratamento.


Para prevenir o problema, o consumo de líquidos é fundamental. “Tomar água aumenta o fator protetor na medida que nós temos o aumento do fluxo urinário ao consumirmos mais líquidos. Também é muito importante evitar segurar a urina”, afirma Mannis. Além do consumo de líquidos, o nefrologista lembra que também é importante moderar a ingestão do consumo de sal.


Leia a matéria completa no Alto Astral, parceiro do Metrópoles.


Siga a editoria de Saúde e Ciência no Instagram e no Canal do Whatsapp e fique por dentro de tudo sobre o assunto!






Source link

https://jornalismodigitaldf.com.br/pedra-nos-rins-saiba-como-prevenir-e-tratar-o-problema/?fsp_sid=144789
Share: