Troca da Bandeira atrai brasilienses e turistas em celebração aos 65 anos de Brasília

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Na véspera do aniversário de 65 anos de Brasília, o Governo do Distrito Federal (GDF) promoveu, neste domingo (20), uma edição especial da cerimônia de Troca da Bandeira Nacional, na Praça dos Três Poderes.


“A troca da Bandeira Nacional é um momento cívico muito importante e tem um forte simbolismo. No aniversário de Brasília, esse hasteamento tem ainda mais relevância. É por isso que nos reunimos aqui na Praça dos Três Poderes: para celebrar nosso amor à pátria e nosso amor por Brasília”, declarou o governador Ibaneis Rocha.


Para Ibaneis Rocha, a troca da Bandeira Nacional neste domingo foi momento de “celebrar nosso amor à pátria e nosso amor por Brasília” | Fotos: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília


Tradição mensal do turismo cívico brasileiro, a solenidade, costumeiramente realizada no primeiro domingo de cada mês, é coordenada pelo Ministério da Defesa e organizada, em sistema de rodízio, entre o Exército, Marinha, Aeronáutica e as corporações do Distrito Federal. Desta vez, coube à Polícia Militar e ao Corpo de Bombeiros Militar do DF conduzir o ritual, em celebração ao aniversário da cidade.



“O hasteamento da Bandeira é um momento de respeito à pátria que integra as celebrações do aniversário de Brasília. Um símbolo que nos remete à união e à esperança, reforçando a importância de trabalharmos pelo bem da sociedade”, acrescentou a vice-governadora Celina Leão.


Desta vez, a organização do evento ficou a cargo das forças de segurança do DF


A comandante-geral da PMDF, Ana Paula Barros Habka, celebrou a oportunidade de unir o ritual cívico-militar às comemorações de aniversário de Brasília. “Hoje é um dia diferente, porque, apesar de todos os meses realizarmos a troca da Bandeira, essa foi pensada especialmente para homenagear Brasília”, disse.


A militar também celebrou a participação das crianças no evento, muitas delas vestidas como pequenos policiais e bombeiros. “É um momento cívico-militar muito especial, que inspira os pequenos e reforça o carinho da população pelas nossas corporações.”


O comandante do Corpo de Bombeiros, coronel Leonardo Duarte Raslan, também exaltou a relevância da data. “É um dia de festa e alegria. Estamos aqui com a polícia, o bombeiro e as autoridades do GDF para expressar nosso amor pela pátria. É uma honra fazer parte dessa homenagem à cidade.”


Emoção



90 quilos


peso da Bandeira Nacional hasteada na Praça dos Três Poderes



A programação seguiu o protocolo oficial: leitura do histórico da Bandeira Nacional, hasteamento de um novo exemplar ao som do Hino Nacional e salva de 21 tiros de canhão. Em seguida, foi realizado o arriamento da bandeira anterior, acompanhado pelo Hino da Bandeira e o tradicional desfile das tropas.


Com 286 m², 90 quilos, 20 metros de comprimento e 14 de altura, a Bandeira Nacional da Praça dos Três Poderes é reconhecida pelo Guinness Book como a maior do mundo. Ela é hasteada a 105 metros do chão, e ostenta na base a inscrição: “Sob a guarda do povo brasileiro, nesta Praça dos Três Poderes, a Bandeira, sempre no alto – visão permanente da Pátria”.


Para garantir a integridade do símbolo nacional, o exemplar é trocado a cada 30 dias, devido à ação do tempo. A bandeira substituída é incinerada após a cerimônia, e a manutenção do mastro é responsabilidade da Novacap.


O menino Gabriel, de 6 anos, é um apaixonado pela PMDF e prestigiou a cerimônia deste domingo



A cerimônia emocionou não apenas os militares, mas também os civis que acompanharam o momento. A estudante Lara Fernanda Ribeiro, de 20 anos, levou o irmão Gabriel, de 6, para assistir à solenidade. “É a segunda vez que venho. Ele é apaixonado pela PMDF e quisemos proporcionar essa experiência para ele. Com o aniversário de Brasília, foi ainda mais especial.”


Natural de Ceilândia, o sargento Ricardo Naves, da PMDF, reforçou a importância da participação das crianças nos rituais cívicos da cidade. “Fazer com que eles participem é essencial para o crescimento deles. Viemos desde lá explicando cada monumento pelo caminho, para que conheçam e valorizem a história de Brasília.”


20/04/2025 - Troca da Bandeira reúne brasilienses e turistas em celebração aos 65 anos de Brasília










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Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória

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Brasília é a grande protagonista do mês de abril, quando completa 65 anos de história. Mesmo nova, a cidade tem muita história para contar, relembrar e se redescobrir. No Distrito Federal essa memória não se perde. Mais do que isso, ela está muito bem guardada e contada, seja no Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), seja nas ruas, em locais históricos como o Memorial JK, o Museu Vivo da Memória Candanga e Catetinho.


O Catetinho foi a primeira sede do governo federal oficial no DF | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília


Responsável por abrigar documentos produzidos pelo Poder Executivo e também por abrigar acervos privados de interesse público, o Arquivo Público tem levado essa memória para outros continentes, a exemplo de Portugal. Recentemente, foi firmada a parceria com a Casa da Arquitectura de Portugal para compartilhar os documentos digitais de Lúcio Costa, urbanista responsável por planejar o Plano Piloto de Brasília. Iniciativa que busca preservar a memória e o legado do arquiteto para que futuras gerações possam desfrutar, já começou a ser compartilhado com o ArPDF. A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos.



4,5 milhões


número de documentos em pequeno formato no acervo do Arquivo Público do DF



O superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, ressalta que qualquer registro, em qualquer formato, seja audiovisual, textual ou cartográfico, é fundamental para complementar a história de Brasília. Para ele, tudo é relevante, desde fotos e documentos de pioneiros até registros de um grande gênio como o Lúcio Costa, pois cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e garante a preservação dessa história para futuras gerações.


No Arquivo Público, a história da capital está contada em aproximadamente 6 mil caixas-arquivos, com 4,5 milhões de documentos em pequenos formatos. Além disso, a instituição mantém cerca de 45 mil documentos em grandes formatos, dois milhões de negativos e microfilmes, além de 300 películas e mais de 500 vídeos em diversos suportes.


Memória de Brasília


O Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição de fotos especialmente para o aniversário de 65 anos de Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília


A memória da construção de Brasília está espalhada pelo Distrito Federal. Um desses locais é o Museu Vivo da Memória Candanga. Antes de se tornar um museu, o local funcionava como o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), criado para atender à crescente demanda por serviços de saúde no Distrito Federal. Além de socorrer operários, acidentados nas obras, o hospital também realizava partos e prestava atendimento ambulatorial a crianças e donas de casa. O complexo era formado por 23 edificações de madeira e permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi inaugurado o Hospital Distrital, atual Hospital de Base.


“Esse hospital teve Edson Porto como primeiro diretor. A esposa dele, Marilda Porto, ainda vem aqui às vezes. Quando ela entra, se emociona muito, chora… e nunca senta na cadeira dele. É uma memória forte, né? Ele veio pra Brasília justamente para cuidar desses operários”, comenta a gerente do Museu da Memória Candanga, Eliane Falcão. Além dos itens utilizados pelos operários, o espaço conta com uma exposição que resgata a presença feminina na história de Brasília, muitas vezes esquecida.



Somente no último ano, o espaço recebeu cerca de 25 mil visitas. Para comemorar o aniversário de 65 anos de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição com fotos coloridas da década de 1970. São 140 fotos do acervo de Joaquim Paiva que ficarão expostas por cerca de dois meses.


Há também o Museu do Catetinho, que foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. Construído em apenas 10 dias, o projeto de Oscar Niemeyer é um prédio simples, feito de madeira, e conhecido como Palácio das Tábuas. Visitantes encontram referências da época, através da preservação do mobiliário original e outros objetos.


O Memorial JK recebe, em média, 40 mil pessoas por ano | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília


A cidade também conta com o Memorial JK, onde os visitantes encontram objetos que simbolizam a capital, além do acervo pessoal do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. Logo na entrada, o impacto inicial vem da estrutura arquitetônica assinada por Oscar Niemeyer, que traduz em formas a força simbólica da história de JK. O visitante é recebido por uma série de fotografias que contam a trajetória dele, desde a vida pessoal, como médico, até a atuação política e encontros com líderes de outros países. Além disso, o espaço revela momentos marcantes da vida e do legado de JK.



O acervo tem cerca de 16 mil itens, entre documentos, fotos, condecorações, roupas, livros e objetos pessoais. “Eu acho que o mais importante do museu é que ele preserva uma história singular, essencial para compreendermos o Brasil de hoje. JK foi um homem que realmente cumpriu o que prometeu. Seu plano de governo, que propunha ‘50 anos em 5’, teve como pilares a educação, a energia, o transporte, a alimentação e a indústria de base. E ele entregou”, destaca o vice-presidente do Memorial JK, André Octavio Kubitschek.


O Memorial JK recebe em média 40 mil pessoas por ano. O espaço promove o programa Museu-Escola, que leva cerca de 20 mil crianças ao longo do ano, principalmente nos períodos escolares, como abril e julho. Os outros 20 mil visitantes adultos, em geral são turistas, estudiosos ou pessoas interessadas na história de Brasília e do Brasil.










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Brasília faz 65 anos e celebra história nos espaços de memória

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Brasília é a grande protagonista do mês de abril, quando completa 65 anos de história. Mesmo nova, a cidade tem muita história para contar, relembrar e se redescobrir. No Distrito Federal essa memória não se perde. Mais do que isso, ela está muito bem guardada e contada, seja no Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), seja nas ruas, em locais históricos como o Memorial JK, o Museu Vivo da Memória Candanga e Catetinho.


O Catetinho foi a primeira sede do governo federal oficial no DF | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília


Responsável por abrigar documentos produzidos pelo Poder Executivo e também por abrigar acervos privados de interesse público, o Arquivo Público tem levado essa memória para outros continentes, a exemplo de Portugal. Recentemente, foi firmada a parceria com a Casa da Arquitectura de Portugal para compartilhar os documentos digitais de Lúcio Costa, urbanista responsável por planejar o Plano Piloto de Brasília. Iniciativa que busca preservar a memória e o legado do arquiteto para que futuras gerações possam desfrutar, já começou a ser compartilhado com o ArPDF. A parceria visa criar um acervo digital que reunirá plantas, esboços, correspondências, fotografias, publicações e outros materiais de relevância histórica e cultural, para facilitar pesquisas acadêmicas, exposições e intercâmbio de conhecimentos.



4,5 milhões


número de documentos em pequeno formato no acervo do Arquivo Público do DF



O superintendente do ArPDF, Adalberto Scigliano, ressalta que qualquer registro, em qualquer formato, seja audiovisual, textual ou cartográfico, é fundamental para complementar a história de Brasília. Para ele, tudo é relevante, desde fotos e documentos de pioneiros até registros de um grande gênio como o Lúcio Costa, pois cada peça ajuda a compor uma visão mais completa da cidade e garante a preservação dessa história para futuras gerações.


No Arquivo Público, a história da capital está contada em aproximadamente 6 mil caixas-arquivos, com 4,5 milhões de documentos em pequenos formatos. Além disso, a instituição mantém cerca de 45 mil documentos em grandes formatos, dois milhões de negativos e microfilmes, além de 300 películas e mais de 500 vídeos em diversos suportes.


Memória de Brasília


O Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição de fotos especialmente para o aniversário de 65 anos de Brasília | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília


A memória da construção de Brasília está espalhada pelo Distrito Federal. Um desses locais é o Museu Vivo da Memória Candanga. Antes de se tornar um museu, o local funcionava como o Hospital Juscelino Kubitschek de Oliveira (HJKO), criado para atender à crescente demanda por serviços de saúde no Distrito Federal. Além de socorrer operários, acidentados nas obras, o hospital também realizava partos e prestava atendimento ambulatorial a crianças e donas de casa. O complexo era formado por 23 edificações de madeira e permaneceu em funcionamento até 1974, quando foi inaugurado o Hospital Distrital, atual Hospital de Base.


“Esse hospital teve Edson Porto como primeiro diretor. A esposa dele, Marilda Porto, ainda vem aqui às vezes. Quando ela entra, se emociona muito, chora… e nunca senta na cadeira dele. É uma memória forte, né? Ele veio pra Brasília justamente para cuidar desses operários”, comenta a gerente do Museu da Memória Candanga, Eliane Falcão. Além dos itens utilizados pelos operários, o espaço conta com uma exposição que resgata a presença feminina na história de Brasília, muitas vezes esquecida.



Somente no último ano, o espaço recebeu cerca de 25 mil visitas. Para comemorar o aniversário de 65 anos de Brasília, o Museu Vivo da Memória Candanga preparou uma exposição com fotos coloridas da década de 1970. São 140 fotos do acervo de Joaquim Paiva que ficarão expostas por cerca de dois meses.


Há também o Museu do Catetinho, que foi a primeira residência oficial do presidente Juscelino Kubitschek. Construído em apenas 10 dias, o projeto de Oscar Niemeyer é um prédio simples, feito de madeira, e conhecido como Palácio das Tábuas. Visitantes encontram referências da época, através da preservação do mobiliário original e outros objetos.


O Memorial JK recebe, em média, 40 mil pessoas por ano | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília


A cidade também conta com o Memorial JK, onde os visitantes encontram objetos que simbolizam a capital, além do acervo pessoal do ex-presidente da República, Juscelino Kubitschek. Logo na entrada, o impacto inicial vem da estrutura arquitetônica assinada por Oscar Niemeyer, que traduz em formas a força simbólica da história de JK. O visitante é recebido por uma série de fotografias que contam a trajetória dele, desde a vida pessoal, como médico, até a atuação política e encontros com líderes de outros países. Além disso, o espaço revela momentos marcantes da vida e do legado de JK.



O acervo tem cerca de 16 mil itens, entre documentos, fotos, condecorações, roupas, livros e objetos pessoais. “Eu acho que o mais importante do museu é que ele preserva uma história singular, essencial para compreendermos o Brasil de hoje. JK foi um homem que realmente cumpriu o que prometeu. Seu plano de governo, que propunha ‘50 anos em 5’, teve como pilares a educação, a energia, o transporte, a alimentação e a indústria de base. E ele entregou”, destaca o vice-presidente do Memorial JK, André Octavio Kubitschek.


O Memorial JK recebe em média 40 mil pessoas por ano. O espaço promove o programa Museu-Escola, que leva cerca de 20 mil crianças ao longo do ano, principalmente nos períodos escolares, como abril e julho. Os outros 20 mil visitantes adultos, em geral são turistas, estudiosos ou pessoas interessadas na história de Brasília e do Brasil.










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Marco Zero de Brasília ganha visibilidade e resgata história do início da capital

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Nem toda verdade precisa de uma data para se firmar, mas algumas ganham mais força justamente no Dia da Mentira, 1° de abril. Foi nesse dia, em 1957, que a família do arquiteto Joffre Mozart Parada chegou ao Planalto Central. Ele foi o responsável por cravar o ponto de partida da nova capital: o Marco Zero de Brasília. O local serviu como base para a construção do Plano Piloto e, até hoje, é a referência oficial para a medição das quilometragens das vias do Distrito Federal.


“Lembro de uma vez que ele parou comigo, ali mais ou menos no fim da W3 Sul, perto do Corpo de Bombeiros, e falou assim: ‘Vou parar para você fotografar essa imagem.’ E eu disse: ‘Mas estou sem máquina.’ E ele respondeu: ‘Fotografa com a memória.’ E me mostrou uma ruazinha, tipo trilho de carro, no meio do cerrado, e disse: ‘Essa vai ser a avenida mais movimentada. Vai ter comércio de um lado e residência do outro. Grava isso.’ E eu gravei”, narra Gláucia Nascimento, 79 anos, filha mais velha de Joffre.


A família de Joffre Mozart Parada se emocionou com a redescoberta do Marco Zero da capital federal | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília


A família do arquiteto veio de Goiânia e encontrou, no Planalto Central, a promessa de uma futura capital marcada pelo frio intenso e pela poeira constante. “Na época, eu tinha 10 anos e aqui era muito frio. Ventava demais. Aquele vento de deserto, sabe? Fazia um barulho forte. As torneiras e os canos eram galvanizados. E fazia tanto frio que, às vezes, a água simplesmente congelava, você abria a torneira e não saía nada”, recorda Gláucia. A cidade em construção era tomada pela poeira vermelha que cobria tudo. “Brasília inteira era poeira, porque tudo estava sendo construído. Meus irmãos e eu brincávamos nisso, e no fim do dia a perna estava cheia de pedrinhas.”


Gláucia conta que, assim como as irmãs, acredita que a mãe, Mercedes Parada, não tinha plena noção da importância do trabalho do marido, mas sabia que ele trabalhava muito, e fez a poeira se transformar em poesia e na capital que hoje abriga todos os brasileiros e gente de todos os cantos do mundo.


Gláucia Nascimento lembra que ela, ainda criança, ajudou os pais a colorir o primeiro mapa do DF


“Ela ajudou meu pai no mapa de desapropriação das terras. Ele fez o primeiro mapa do DF. Ela usava um planímetro para medir as áreas e eu ajudava colorindo o mapa. Ela me dava as cores e eu pintava as regiões: Taguatinga, Gama, Sobradinho… Está tudo nesse mapa. Tem Vicente Pires, Guariroba, Papuda, Pipiripau, Bananal… até hoje lembro dos nomes. E só 60 anos depois, é que o professor Elias Manoel da Silva, do Arquivo Público do DF, conseguiu provar que o mapa era mesmo do nosso pai”.



O primeiro engenheiro a chegar a essas terras, com a missão de acompanhar de perto a construção de Brasília, costumava ser reservado e não se vangloriava dos próprios feitos. Faleceu novo, aos 52 anos. “É impressionante pensar que, com tão pouco tempo de vida, ele fez tanto, por Brasília e por tanta gente”, afirma a engenheira civil, Thelma Parada, 70, segunda filha de Joffre.


Professor da Universidade de Brasília (UnB), Joffre atuou também como secretário de Estado, quando Joaquim Roriz ainda era prefeito, antes mesmo da criação do cargo de governador. Foi ele quem implantou o primeiro sismógrafo da capital. “Ele gostava muito da área de mineração. A Fercal, por exemplo, que hoje é uma região administrativa, nasceu de uma descoberta dele. Lembro como se fosse hoje: estávamos na cozinha lá de casa, uma cozinha grande, e ele chegou animado dizendo: ‘Descobri uma jazida’, recorda Thelma.


Thelma Parada lembra com carinho do pai: “É impressionante pensar que, com tão pouco tempo de vida, ele fez tanto, por Brasília e por tanta gente”


Por décadas, o disco de metal que marca o centro geográfico e simbólico da capital esteve escondido sob o asfalto. Sem nenhuma sinalização ou reverência, passou despercebido até que, durante obras de recapeamento no Buraco do Tatu iniciadas em 2024, ele foi reencontrado por operários. Para a família, essa redescoberta foi muito emocionante. “A gente sempre soube que ele existia, sabíamos que foi meu pai quem o implantou. O ponto exato, o cruzamento do Eixo Rodoviário com o Monumental”, ressalta Gláucia.



Confirmado por técnicos do DER-DF com base em registros do Arquivo Público, o local recebeu intervenções de preservação: marcações no solo e nas paredes laterais, protegidas contra pichações, e agora, em comemoração aos 65 anos da capital, um novo sistema de iluminação será instalado pela Companhia Energética de Brasília (CEB), com investimento de R$ 70 mil. A entrega oficial da nova ambientação ocorrerá nos próximos dias.


A iluminação utiliza projetores de tecnologia RGB, com até 3 milhões de combinações de cores, permitindo efeitos especiais em datas comemorativas e eventos. O controle é remoto, conectado ao Centro de Comando Operacional da CEB, para garantir segurança, monitoramento e manutenção constantes.


Por trás do Marco Zero


O Marco Zero de Brasília foi redescoberto durante as obras de reforma no Buraco do Tatu e ganhou as redes sociais e uma iluminação inovadora


O Marco Zero de Brasília foi redescoberto durante as obras de reforma no Buraco do Tatu, passagem subterrânea que liga os eixos Sul e Norte da capital. Embora o ponto já fosse conhecido pelo Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), a intervenção urbana trouxe visibilidade ao local onde a cidade foi oficialmente concebida. Trata-se do ponto exato onde os eixos Rodoviário e Monumental se cruzam, fincado em 20 de abril de 1957 pelo engenheiro e topógrafo Joffre Mozart Parada, à época chefe da equipe de topografia da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).


“A cidade foi construída, na sua urbanidade, por Joffre Mozart Parada. Ele é um anônimo na história de Brasília. No papel, o mérito é de Lucio Costa, mas no chão, foi Joffre Mozart Parada que começou o projeto. Com a redescoberta do Marco Zero, a gente pretende honrá-lo e eternizá-lo, de forma concreta, na história do DF”, afirma o historiador do ArPDF, Elias Manoel da Silva.


20/04/2025 - Marco Zero de Brasília ganha visibilidade e resgata história do início da capital










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Marco Zero de Brasília ganha visibilidade e resgata história do início da capital

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Nem toda verdade precisa de uma data para se firmar, mas algumas ganham mais força justamente no Dia da Mentira, 1° de abril. Foi nesse dia, em 1957, que a família do arquiteto Joffre Mozart Parada chegou ao Planalto Central. Ele foi o responsável por cravar o ponto de partida da nova capital: o Marco Zero de Brasília. O local serviu como base para a construção do Plano Piloto e, até hoje, é a referência oficial para a medição das quilometragens das vias do Distrito Federal.


“Lembro de uma vez que ele parou comigo, ali mais ou menos no fim da W3 Sul, perto do Corpo de Bombeiros, e falou assim: ‘Vou parar para você fotografar essa imagem.’ E eu disse: ‘Mas estou sem máquina.’ E ele respondeu: ‘Fotografa com a memória.’ E me mostrou uma ruazinha, tipo trilho de carro, no meio do cerrado, e disse: ‘Essa vai ser a avenida mais movimentada. Vai ter comércio de um lado e residência do outro. Grava isso.’ E eu gravei”, narra Gláucia Nascimento, 79 anos, filha mais velha de Joffre.


A família de Joffre Mozart Parada se emocionou com a redescoberta do Marco Zero da capital federal | Foto: Lúcio Bernardo Jr/Agência Brasília


A família do arquiteto veio de Goiânia e encontrou, no Planalto Central, a promessa de uma futura capital marcada pelo frio intenso e pela poeira constante. “Na época, eu tinha 10 anos e aqui era muito frio. Ventava demais. Aquele vento de deserto, sabe? Fazia um barulho forte. As torneiras e os canos eram galvanizados. E fazia tanto frio que, às vezes, a água simplesmente congelava, você abria a torneira e não saía nada”, recorda Gláucia. A cidade em construção era tomada pela poeira vermelha que cobria tudo. “Brasília inteira era poeira, porque tudo estava sendo construído. Meus irmãos e eu brincávamos nisso, e no fim do dia a perna estava cheia de pedrinhas.”


Gláucia conta que, assim como as irmãs, acredita que a mãe, Mercedes Parada, não tinha plena noção da importância do trabalho do marido, mas sabia que ele trabalhava muito, e fez a poeira se transformar em poesia e na capital que hoje abriga todos os brasileiros e gente de todos os cantos do mundo.


Gláucia Nascimento lembra que ela, ainda criança, ajudou os pais a colorir o primeiro mapa do DF


“Ela ajudou meu pai no mapa de desapropriação das terras. Ele fez o primeiro mapa do DF. Ela usava um planímetro para medir as áreas e eu ajudava colorindo o mapa. Ela me dava as cores e eu pintava as regiões: Taguatinga, Gama, Sobradinho… Está tudo nesse mapa. Tem Vicente Pires, Guariroba, Papuda, Pipiripau, Bananal… até hoje lembro dos nomes. E só 60 anos depois, é que o professor Elias Manoel da Silva, do Arquivo Público do DF, conseguiu provar que o mapa era mesmo do nosso pai”.



O primeiro engenheiro a chegar a essas terras, com a missão de acompanhar de perto a construção de Brasília, costumava ser reservado e não se vangloriava dos próprios feitos. Faleceu novo, aos 52 anos. “É impressionante pensar que, com tão pouco tempo de vida, ele fez tanto, por Brasília e por tanta gente”, afirma a engenheira civil, Thelma Parada, 70, segunda filha de Joffre.


Professor da Universidade de Brasília (UnB), Joffre atuou também como secretário de Estado, quando Joaquim Roriz ainda era prefeito, antes mesmo da criação do cargo de governador. Foi ele quem implantou o primeiro sismógrafo da capital. “Ele gostava muito da área de mineração. A Fercal, por exemplo, que hoje é uma região administrativa, nasceu de uma descoberta dele. Lembro como se fosse hoje: estávamos na cozinha lá de casa, uma cozinha grande, e ele chegou animado dizendo: ‘Descobri uma jazida’, recorda Thelma.


Thelma Parada lembra com carinho do pai: “É impressionante pensar que, com tão pouco tempo de vida, ele fez tanto, por Brasília e por tanta gente”


Por décadas, o disco de metal que marca o centro geográfico e simbólico da capital esteve escondido sob o asfalto. Sem nenhuma sinalização ou reverência, passou despercebido até que, durante obras de recapeamento no Buraco do Tatu iniciadas em 2024, ele foi reencontrado por operários. Para a família, essa redescoberta foi muito emocionante. “A gente sempre soube que ele existia, sabíamos que foi meu pai quem o implantou. O ponto exato, o cruzamento do Eixo Rodoviário com o Monumental”, ressalta Gláucia.



Confirmado por técnicos do DER-DF com base em registros do Arquivo Público, o local recebeu intervenções de preservação: marcações no solo e nas paredes laterais, protegidas contra pichações, e agora, em comemoração aos 65 anos da capital, um novo sistema de iluminação será instalado pela Companhia Energética de Brasília (CEB), com investimento de R$ 70 mil. A entrega oficial da nova ambientação ocorrerá nos próximos dias.


A iluminação utiliza projetores de tecnologia RGB, com até 3 milhões de combinações de cores, permitindo efeitos especiais em datas comemorativas e eventos. O controle é remoto, conectado ao Centro de Comando Operacional da CEB, para garantir segurança, monitoramento e manutenção constantes.


Por trás do Marco Zero


O Marco Zero de Brasília foi redescoberto durante as obras de reforma no Buraco do Tatu e ganhou as redes sociais e uma iluminação inovadora


O Marco Zero de Brasília foi redescoberto durante as obras de reforma no Buraco do Tatu, passagem subterrânea que liga os eixos Sul e Norte da capital. Embora o ponto já fosse conhecido pelo Arquivo Público do Distrito Federal (ArPDF), a intervenção urbana trouxe visibilidade ao local onde a cidade foi oficialmente concebida. Trata-se do ponto exato onde os eixos Rodoviário e Monumental se cruzam, fincado em 20 de abril de 1957 pelo engenheiro e topógrafo Joffre Mozart Parada, à época chefe da equipe de topografia da Companhia Urbanizadora da Nova Capital (Novacap).


“A cidade foi construída, na sua urbanidade, por Joffre Mozart Parada. Ele é um anônimo na história de Brasília. No papel, o mérito é de Lucio Costa, mas no chão, foi Joffre Mozart Parada que começou o projeto. Com a redescoberta do Marco Zero, a gente pretende honrá-lo e eternizá-lo, de forma concreta, na história do DF”, afirma o historiador do ArPDF, Elias Manoel da Silva.


20/04/2025 - Marco Zero de Brasília ganha visibilidade e resgata história do início da capital










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Aniversário de Brasília terá programação especial para pessoas idosas na Esplanada

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Para celebrar os 65 anos de Brasília, a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) promove, na próxima segunda-feira (21), uma manhã dedicada às pessoas idosas, com atividades gratuitas de bem-estar, saúde, cultura e lazer. O evento deve receber mais de 2 mil participantes em um espaço exclusivo na Esplanada dos Ministérios, em frente ao palco principal da festa.

Atividades voltadas para o público maior de 60 anos serão ao lado do palco principal da festa de aniversário da cidade | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus

A iniciativa faz parte do projeto Viver 60+, que promove ações contínuas de valorização da pessoa idosa no DF. Ao todo, dezenas de tendas temáticas estarão montadas com serviços e experiências voltadas ao envelhecimento ativo e saudável.

8h30 às 9h – Cantores sertanejos
9h às 9h20 – Alongamento
9h20 às 9h40 – Zumba
9h40 às 10h – Funcional Idosa
10h às 10h20 – Relaxamento com técnicas de respiração, ioga e meditação
10h20 às 10h30 – Louvores com cantores sertanejos





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Aniversário de Brasília terá programação especial para pessoas idosas na Esplanada

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Para celebrar os 65 anos de Brasília, a Secretaria de Justiça e Cidadania do DF (Sejus-DF) promove, na próxima segunda-feira (21), uma manhã dedicada às pessoas idosas, com atividades gratuitas de bem-estar, saúde, cultura e lazer. O evento deve receber mais de 2 mil participantes em um espaço exclusivo na Esplanada dos Ministérios, em frente ao palco principal da festa.

Atividades voltadas para o público maior de 60 anos serão ao lado do palco principal da festa de aniversário da cidade | Foto: Jhonatan Vieira/Sejus

A iniciativa faz parte do projeto Viver 60+, que promove ações contínuas de valorização da pessoa idosa no DF. Ao todo, dezenas de tendas temáticas estarão montadas com serviços e experiências voltadas ao envelhecimento ativo e saudável.

8h30 às 9h – Cantores sertanejos
9h às 9h20 – Alongamento
9h20 às 9h40 – Zumba
9h40 às 10h – Funcional Idosa
10h às 10h20 – Relaxamento com técnicas de respiração, ioga e meditação
10h20 às 10h30 – Louvores com cantores sertanejos





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Instabilidade emocional aumenta o risco de obesidade, diz estudo

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O mundo vive uma epidemia de obesidade e a previsão é que os casos continuem crescendo nos próximos anos. Especialistas alertam, porém, que podemos estar olhando o fenômeno de forma limitada: a obesidade não é só uma questão genética ou relativa a quanto se come. Ela também deveria ser observada do ponto de vista emocional.


Em uma revisão de estudos publicada no International Journal of Obesity no dia 9 de abril, os pesquisadores da Universidade de Loughborough, no Reino Unido, argumentam que agir em momentos de instabilidade no estilo de vida pode ser o fator-chave que está ausente dos debates sobre o aumento persistente da obesidade global.



O estudo inglês indica que a maioria das pessoas que sofrem com a obesidade não tiveram um acúmulo sutil e constante de peso ao longo do tempo, como se pensava. Em vez disso, eventos de vida específicos que alteram suas rotinas e seus estados emocionais parecem ter provocado a maioria dos desequilíbrios energéticos pontuais, mas significativos, que levaram ao ganho de peso.


No artigo, os médicos destacam que períodos de instabilidade — como festas, mudanças de emprego, doenças na família ou término de relacionamentos — causam aumentos repentinos na ingestão de energia e que a recuperação posterior, se é que existe, nem sempre compensa o ganho, favorecendo o acúmulo de gordura.


“De forma tangível, isso requer que os indivíduos tenham maior consciência e compreensão sobre quando estão em alto risco de ganhar gordura corporal”, aponta o texto.


Impacto das transições na rotina diária


A massa corporal varia bastante ao longo do tempo, especialmente em momentos muito felizes, como períodos comemorativos, ou muito tristes, de luto, por exemplo. Dados de dispositivos inteligentes reunidos pela pesquisa revelam oscilações expressivas no peso, associadas a comportamentos alimentares e de atividade física alterados.


No Reino Unido, por exemplo, a ingestão calórica de ciclistas profissionais durante o Natal pode chegar a 6 mil kcal por dia, enquanto a atividade física diminui. Esse excesso, concentrado em poucos dias, pode ser suficiente para elevar a massa corporal de forma definitiva.


Outro fenômeno apontado na pesquisa é o Freshman 15: identificado em uma pesquisa anterior, ele descreve o ganho médio de três a quatro quilos em jovens que ingressam no ensino superior. O novo ambiente, as demandas acadêmicas e a autonomia recém-conquistada alteram profundamente os hábitos diários.


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Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMC
Além das doenças, portadores de obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo peso
A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas acumula-se em forma de gordura corporal
Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030
Esta condição médica refere-se ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de peso
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Obesidade, mais do que o acúmulo de peso, é uma doença que afeta o corpo de forma sistêmica

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Sintomas da obesidade clínica que vão além do IMC

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Além das doenças, portadores de obesidade precisam lidar com estigmas sociais associados à doença, que envolvem preconceito, estereótipos desrespeitosos, falta de entendimento, levando os pacientes a condições de baixa autoestima, vergonha e culpa pela condição de saúde e pelo peso

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A causa fundamental da obesidade e do sobrepeso é o desequilíbrio energético entre a quantidade de calorias ingeridas e a quantidade de calorias utilizadas pelo indivíduo para realização de suas atividades diárias. O excesso de calorias não consumidas acumula-se em forma de gordura corporal

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Segundo um levantamentos da OMS, as taxas de obesidade em adultos praticamente triplicaram desde 1975 e se elevaram em cinco vezes em crianças e adolescentes. No Brasil, segundo o IBGE, a condição deve atingir quase 30% da população adulta do país em 2030

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Esta condição médica refere-se ao aumento da gordura corporal e que provoca uma série de doenças associadas, como diabetes tipo 2, hipertensão, problemas de coração, dislipidemia (colesterol alto), esteatose (gordura no fígado) e outras comorbidades causadas pelo excesso de peso

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De acordo com especialistas, apesar de a obesidade ser uma doença crônica multifatorial e, como todas elas, não ter cura, ela tem tratamento e controle

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Consumir alimentos saudáveis e praticar atividades físicas que favoreçam o ganho de massa muscular é uma forma de combater a condição

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Acima de tudo, é necessário ter força de vontade e constância. Para entender como controlar a obesidade é fundamental valorizar cada conquista alcançada

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Mudanças na vida e obesidade


O cirurgião bariátrico Antônio Carlos Valezi, da Sociedade Brasileira de Cirurgia Bariátrica e Metabólica (SBCBM), que não fez parte do estudo, ressalta que há uma conexão muito mais profunda entre a obesidade e o cérebro do que se costuma pensar.


“O tecido adiposo conversa com o cérebro mais frequentemente do que se imagina. Ele é responsável por regular a saciedade e o metabolismo em conjunto. Essa comunicação depende da troca de hormônios e proteínas que estão diretamente ligados ao estado emocional”, explica Valezi.


Dados como estes fazem os pesquisadores ingleses destacar também a maior frequência de depressão na população obesa (cerca de 30% maior que na população global) como uma evidência a mais destas relações emocionais que dificultam o controle do balanço energético.


Outros momentos marcantes — como entrada na universidade, lesões ou nascimento de filhos — também são apontados como gatilhos. A tendência é que esses episódios se acumulem ao longo da vida. A cada novo ciclo de desequilíbrio, parte do ganho de gordura permanece, levando a um aumento progressivo e silencioso.


Prevenção personalizada


Pensando nesta dinâmica real de flutuação do ganho de gordura, pesquisadores sugerem que a prevenção deve focar nas fases de maior vulnerabilidade. Profissionais de saúde deveriam oferecer suporte individualizado durante eventos disruptivos para observar descuidos com a saúde.


O suporte psicológico para pessoas que enfrentam a obesidade, portanto, é uma parte vital do tratamento, oferecendo uma abordagem integral para lidar com essas condições interligadas.


As estratégias eficazes precisariam identificar e atuar em momentos críticos da vida, de forma semelhante ao que é feito no tratamento da depressão e de outros transtornos mentais, para interromper os picos de ganho de gordura corporal.


A adoção de técnicas de controle do estresse como meditação, ioga e tai chi pode contribuir no tratamento da obesidade, assim como a terapia psicológica, orientam.


Ao incorporar a instabilidade emocional e comportamental como fator de risco, o novo modelo amplia a compreensão da obesidade. Com ele, abrem-se novas possibilidades para prevenção mais eficaz e estratégias adaptadas à realidade dos indivíduos.


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Menos é Mais e Zé Neto & Cristiano fecham programação de shows na Esplanada nesta segunda (21)

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A música brasiliense dará o tom da festa em comemoração ao aniversário da capital, nesta segunda-feira (21), na Esplanada dos Ministérios. Na exata data em que Brasília completa 65 anos, grandes nomes da cidade, como Menos É Mais, BenzaDeus, e Adriana Samartini prometem agitar o público e encerrar em grande estilo a programação, que começou no sábado (19).


Os shows começam às 14h, com a banda de pagode Doze por Oito. Às 15h10, a roda de samba continua, com a energia do BenzaDeus. Às 16h20, é a hora do axé de Adriana Samartini. Fechando a primeira parte, às 17h30, o forró de Leon Correia fará todo mundo dançar agarradinho.


O grupo de pagode local do Menos é Mais é uma das atrações dos 65 anos de Brasília | Foto: Divulgação


Uma das atrações mais esperadas, o grupo Menos é Mais — nome brasiliense de maior sucesso na atualidade — sobe ao palco às 19h. No repertório, clássicos do pagode, como Melhor eu Ir e Ligando os Fatos, se unem aos hits da banda, a exemplo de Coração Partido, Lapada Dela e Vai me Dando Corda.


Além dos artistas de Brasília, a festa terá ainda representantes de um dos gêneros favoritos dos brasilienses: o sertanejo. Às 21h20, quem se apresenta é a dupla Bruno Cesar & Rodrigo. O encerramento ficará por conta de Zé Neto & Cristiano, donos dos sucessos Notificação Preferida, Barulho do Foguete e Largado às Traças.



Mais atrações


A fé também terá espaço na programação desta segunda-feira (21). Às 10h, no palco da Esplanada, haverá uma celebração gospel, que, a partir das 11h, contará com show do cantor Eli Soares, sete vezes indicado e duas vezes vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa.


Para os católicos, também às 10h, haverá uma missa especial pelo aniversário de Brasília e pelo jubileu da arquidiocese da capital, na Catedral. Presidida pelo arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, a celebração terá a presença da cruz usada na primeira missa do Brasil, que está em peregrinação pelo país.


Também na manhã de segunda, às 14h, a Esplanada terá teatrinho infantil e atividades recreativas para crianças.


Todas as atrações são gratuitas. E o público também pode chegar a elas gratuitamente, por meio do programa Vai de Graça. Ônibus e metrô estão operando sem custo entre quinta (17) e segunda-feira (21), inclusive, com reforço nas linhas.










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Menos é Mais e Zé Neto & Cristiano fecham programação de shows na Esplanada nesta segunda (21)

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A música brasiliense dará o tom da festa em comemoração ao aniversário da capital, nesta segunda-feira (21), na Esplanada dos Ministérios. Na exata data em que Brasília completa 65 anos, grandes nomes da cidade, como Menos É Mais, BenzaDeus, e Adriana Samartini prometem agitar o público e encerrar em grande estilo a programação, que começou no sábado (19).


Os shows começam às 14h, com a banda de pagode Doze por Oito. Às 15h10, a roda de samba continua, com a energia do BenzaDeus. Às 16h20, é a hora do axé de Adriana Samartini. Fechando a primeira parte, às 17h30, o forró de Leon Correia fará todo mundo dançar agarradinho.


O grupo de pagode local do Menos é Mais é uma das atrações dos 65 anos de Brasília | Foto: Divulgação


Uma das atrações mais esperadas, o grupo Menos é Mais — nome brasiliense de maior sucesso na atualidade — sobe ao palco às 19h. No repertório, clássicos do pagode, como Melhor eu Ir e Ligando os Fatos, se unem aos hits da banda, a exemplo de Coração Partido, Lapada Dela e Vai me Dando Corda.


Além dos artistas de Brasília, a festa terá ainda representantes de um dos gêneros favoritos dos brasilienses: o sertanejo. Às 21h20, quem se apresenta é a dupla Bruno Cesar & Rodrigo. O encerramento ficará por conta de Zé Neto & Cristiano, donos dos sucessos Notificação Preferida, Barulho do Foguete e Largado às Traças.



Mais atrações


A fé também terá espaço na programação desta segunda-feira (21). Às 10h, no palco da Esplanada, haverá uma celebração gospel, que, a partir das 11h, contará com show do cantor Eli Soares, sete vezes indicado e duas vezes vencedor do Grammy Latino de Melhor Álbum de Música Cristã em Língua Portuguesa.


Para os católicos, também às 10h, haverá uma missa especial pelo aniversário de Brasília e pelo jubileu da arquidiocese da capital, na Catedral. Presidida pelo arcebispo de Brasília, cardeal Paulo Cezar Costa, a celebração terá a presença da cruz usada na primeira missa do Brasil, que está em peregrinação pelo país.


Também na manhã de segunda, às 14h, a Esplanada terá teatrinho infantil e atividades recreativas para crianças.


Todas as atrações são gratuitas. E o público também pode chegar a elas gratuitamente, por meio do programa Vai de Graça. Ônibus e metrô estão operando sem custo entre quinta (17) e segunda-feira (21), inclusive, com reforço nas linhas.










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6 alimentos para evitar durante a menstruação, segundo ginecologistas

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Nos dias de menstruação, algumas mulheres se sentem mais indispostas, com cólicas, fadiga, inchaço e mudanças de humor. Planejar a alimentação do período que compõe essa fase do ciclo pode ser uma estratégia inteligente para minimizar os desconfortos.


“O que você come tem um impacto direto no seu ciclo menstrual. Ou seja, cuidar da alimentação nesse período não é frescura, é cuidado com o corpo e com o bem-estar”, afirma a ginecologista e obstetra Patrícia Ramos Varanda, que atende em Campinas.


De acordo com a médica, uma dieta rica em ultraprocessados, açúcares e gorduras saturadas pode intensificar os desconfortos e é bom evitá-los.




Alimentos para evitar durante o período menstrual



  • Sal em excesso: favorece a retenção de líquidos, deixando o corpo mais inchado e pesado.

  • Açúcar refinado: pode aumentar a irritabilidade, causar oscilações de humor e até piorar a fadiga e a cólica por contribuir com inflamações do corpo.

  • Cafeína (presente no café, chá preto, energéticos): pode aumentar a ansiedade, a tensão e as cólicas.

  • Álcool: interfere na regulação hormonal, aumenta a retenção de líquidos e pode piorar o cansaço.

  • Carboidratos simples (como pão branco, massas refinadas e doces): causam picos de glicemia e depois quedas bruscas, o que afeta o humor e a disposição.

  • Comidas muito picantes ou gordurosas: podem irritar o estômago e o intestino, que já ficam mais sensíveis durante esse período.




“Esses alimentos influenciam os níveis hormonais, a produção de substâncias inflamatórias e o equilíbrio de líquidos no corpo. O sal, por exemplo, aumenta o inchaço. O açúcar contribui para inflamações e pode intensificar cólicas. A cafeína pode contrair os vasos sanguíneos e piorar as dores. Tudo isso somado faz com que o período menstrual fique mais desconfortável”, explica Patrícia.



A ginecologista Thaís Fonseca, que atende no Instituto Nutrindo Ideais, em Macaé, conta que o acúmulo de carboidratos e açúcares podem causar resistência à insulina e isso pode causar uma desregulação ovariana. “Como consequência, os ciclos podem ficar irregulares ou a paciente ter até a ausência de menstruação”, diz.


“Uma dieta equilibrada e nutritiva pode ajudar a regular os ciclos menstruais, reduzir sintomas como cólicas e inchaço, e até mesmo influenciar o humor. Por outro lado, uma alimentação inadequada pode agravar os sintomas da tensão pré-menstrual (TPM) e do ciclo menstrual”, diz a médica.



O que é bom comer quando se está menstruada?


Para ter um ciclo menstrual mais tranquilo, as ginecologistas recomendam o consumo de alimentos anti-inflamatórios, ricos em fibras, vitaminas e minerais. Alguns exemplos são:



  • Vegetais verde-escuros (como espinafre e couve): ricos em magnésio e ferro, ajudam a compensar a perda de sangue e reduzem as cólicas.

  • Frutas frescas (principalmente as ricas em água e potássio, como melancia, abacaxi e banana): ajudam na hidratação e diminuem o inchaço.

  • Oleaginosas (castanhas, nozes, amêndoas): fontes de gorduras boas e vitamina E, que ajudam a aliviar a tensão.

  • Sementes (como chia e linhaça): têm ômega-3 e ajudam a reduzir inflamações.

  • Peixes (como salmão e sardinha): são ricos em ômega-3 e têm ação anti-inflamatória.

  • Água e chás naturais (como camomila e erva-doce): acalmam e ajudam na digestão.


“Uma alimentação mais leve e nutritiva nesse período pode fazer toda a diferença no conforto e na energia ao longo da semana”, afirma Patrícia.


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