Projeto Currículo Lilás busca inserir mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho

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O enfrentamento à violência contra a mulher passa por pilares como prevenção e repressão. Uma das formas de proteger as vítimas é reduzindo as vulnerabilidades. Com o objetivo de combater uma dessas fragilidades nasceu mais um projeto do Governo do Distrito Federal (GDF). Batizada de Currículo Lilás, a iniciativa estimula mulheres inseridas no programa Viva Flor – que monitora vítimas e permite o acionamento de socorro policial por meio de um dispositivo – a fornecerem os currículos delas para empresas parceiras do GDF. O objetivo é garantir empregabilidade e diminuir a fragilidade econômica.

O projeto foi criado pela Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), responsável por gerenciar o programa Viva Flor, dispositivo de segurança fornecido a mulheres vítimas de violência para monitoramento e acionamento de socorro policial. O órgão também está à frente do projeto Empresa Responsável Comunidade Mais Segura, que sensibiliza a iniciativa privada a participar de ações de segurança pública.

O Currículo Lilás é voltado para as mulheres monitoradas pelo Viva Flor, que são informadas durante a entrada no programa | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

“É uma iniciativa recente que foi criada dentro do contexto da Empresa Responsável Mais Segura, que, sob a perspectiva de integralidade, incentiva a sociedade civil – neste caso as empresas da iniciativa privada – a exercer um papel de responsabilidade social com a segurança pública, que não é uma função só do Poder Público”, comenta a subsecretaria de Prevenção à Criminalidade da SSP-DF, Regilene Siqueira.

O Currículo Lilás é voltado para as mulheres monitoradas pelo Viva Flor, que são informadas durante a entrada no programa. Segundo o dado mais recente da SSP-DF, 787 vítimas são assistidas pelo dispositivo. “Veio para reduzir a vulnerabilidade e incentivar a mulher a sair do ciclo de violência. Estamos focando nas mulheres que estão no Viva Flor. A partir do momento que ela é incluída no programa, pedimos o currículo dela e, se ela tiver interesse de inserção no mercado de trabalho, oferecemos para as nossas empresas parceiras”, explica Regilene.

“A receptividade tem sido muito boa. Porque muitas mulheres que estão no Viva Flor estão em situação de vulnerabilidade por falta de oportunidade de promover o próprio sustento”

Regilene Siqueira, subsecretária de Prevenção à Criminalidade

Os currículos captados são encaminhados para as empresas que fazem parte do programa Empresa Responsável. Atualmente integram o acordo de cooperação técnica, Uber, Multiplan, Sinduscon, Funn Entretenimento, R2 Produções e Agenciauto. Após a triagem, cabe à empresa fazer a seleção de acordo com as necessidades de trabalho. “A receptividade tem sido muito boa. Porque muitas mulheres que estão no Viva Flor estão em situação de vulnerabilidade por falta de oportunidade de promover o próprio sustento”, comenta Regilene.

Por isso, a subsecretária faz um convite para que mais empresas integrem a iniciativa: “O combate à violência contra a mulher não se faz apenas com as forças de segurança. É preciso que a sociedade civil participe ativamente disso. Qualquer empresa privada que tenha disposição para contribuir e ser um parceiro da segurança pública, a SSP está de portas abertas para a parceria e o desenvolvimento do projeto Currículo Lilás”.

Para participar, basta entrar em contato pelo canal telefônico (3441-8664), pelo e-mail (coops@ssp.df.gov.br), ou preenchendo o formulário digital.

Empregabilidade

A autonomia financeira também é o pilar de acordos de cooperação técnica firmados pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) com 13 órgãos ligados ao governo federal e aos poderes Judiciário e do Legislativo, que garantem a reserva de 4% a 8% das vagas de emprego formais a vítimas de violência, trans, quilombolas e outras mulheres inseridas em situações de vulnerabilidade, em empresas terceirizadas que prestam serviços às instituições.

“Temos diversas ações de capacitação às mulheres do Distrito Federal visando o empreendedorismo e a empregabilidade”

Giselle Ferreira, secretária da Mulher

Desde o início dos acordos, 105 mulheres já foram beneficiadas com empregos em empresas terceirizadas, além do acompanhamento por equipes multidisciplinares com psicólogo, pedagogo e assistente social.

“Temos diversas ações de capacitação às mulheres do Distrito Federal visando o empreendedorismo e a empregabilidade. As ações são planejadas levando em consideração a diversidade de perfis de mulheres e o fomento à autonomia econômica. Superar esses desafios exige um esforço conjunto entre governo, sociedade civil, setor privado e comunidade. O compromisso do GDF é garantir que as políticas públicas sejam efetivas e que os direitos das mulheres sejam respeitados e protegidos. Só assim poderemos construir uma sociedade mais justa, igualitária e livre de violência de gênero”, destaca a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

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Aluguel Social concede auxílio financeiro a mulheres vítimas de violência doméstica

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Com o objetivo de auxiliar vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou este ano o Aluguel Social, benefício financeiro temporário e complementar no valor de R$ 600 para ser utilizado pelas mulheres para custear moradia. O auxílio é concedido mensalmente às beneficiárias durante seis meses prorrogável por igual período. O recurso é uma forma de amparo e incentivo para que as vítimas saiam do ciclo de violência.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, explica que o benefício permite que a mulher encontre um local seguro, afastando-a do ambiente de violência. “O auxílio financeiro ajuda a promover a autonomia da mulher. Com um novo local para morar, ela pode tomar decisões sobre a vida dela sem a influência ou o controle do agressor. Proporciona um espaço seguro e estável, contribuindo para um ambiente familiar mais saudável”, destaca. “Além de facilitar o acesso a serviços de apoio, como assistência social, atendimento psicológico e capacitação profissional, que são fundamentais para uma recuperação completa”, acrescenta.

O Aluguel Social permite que a mulher encontre um local seguro, afastando-a do ambiente de violência | Foto: Arquivo/Agência Brasília 

Isso foi o que aconteceu com Maria*, 47 anos. Desde 2018, a mulher lida com perseguições de um ex-companheiro que passou a agredi-la e tentar matá-la quando ela quis encerrar a relação. “Ele nunca aceitou o término e começou a perseguição. Eu me mudava e ele ia atrás de mim. Foram várias tentativas de feminicídio. Até que este ano o promotor solicitou um auxílio aluguel. Nem acreditei quando entraram em contato comigo”, conta.

Outubro foi o primeiro mês que Maria recebeu o Aluguel Social. “Ele veio como uma luva. Mais do que me ajudar a pagar um lugar para morar foi o pivô de uma virada na minha vida. Foi graças ao Aluguel Social que passei a receber suporte da Secretaria da Mulher. Além do incentivo financeiro, agora eu tenho um apoio psicológico”, afirma. Esse suporte emocional é fundamental para a mulher que desenvolveu transtornos mentais após as situações de violência que vivenciou com o ex-namorado.

“Eu precisava muito desse apoio psicológico, porque eu passei a ser uma pessoa insociável e ter pânico de tudo. Isso me atrapalhou até no aspecto profissional. Eu fazia bolos para vender e até isso eu parei porque eu tinha medo de sair”, lembra. Agora, o próximo passo de Maria é se inscrever em um dos programas de capacitação oferecido pelo GDF.

Beneficiária do auxílio, ela destaca a importância para as vítimas de violência. “Realmente o Aluguel Social é um benefício muito importante não só para mim, mas para muitas outras mulheres. Porque muitas não têm condições de pagar um aluguel, então acabam ficando com o cara e se sujeitando pela dificuldade financeira”, comenta.

Como solicitar o Aluguel Social

Regulamentado pelo Decreto nº 45.989/24 e de responsabilidade da Secretaria da Mulher, o benefício é voltado para mulheres vítimas de violência doméstica no DF que sejam atendidas pelos equipamentos da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência.

O recurso deve ser utilizado exclusivamente para despesas de moradia. Todas as beneficiárias são acompanhadas continuamente durante o período do recebimento do auxílio

Para solicitar o benefício, a solicitante precisa ter uma medida protetiva vigente e fazer o pedido em um dos equipamentos da pasta, como a Casa da Mulher Brasileira, os Centros Especializados de Atendimento às Mulheres (Ceams), os Espaços Acolher e os Comitês de Proteção da Mulher. A concessão será avaliada por uma equipe multidisciplinar.

O recurso deve ser utilizado exclusivamente para despesas de moradia. Todas as beneficiárias são acompanhadas continuamente durante o período do recebimento do auxílio. Entre as obrigações, estão a apresentação mensal de documentos que comprovem o uso do recurso para o aluguel, a participação em atendimentos psicossociais conforme determinado no Plano de Atendimento Personalizado e a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

* Nome fictício para preservar a identidade da vítima

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Exposição gratuita celebra a arte e os artistas do Planalto Central

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Retratar a dimensão estética do surgimento de Brasília e celebrar a diversidade artística da capital são premissas da exposição Brasília, a Arte do Planalto, em cartaz no Museu Nacional da República. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Sara Seilert, a mostra reúne mais de 400 obras de 158 artistas que, de alguma forma, têm ligação com a cidade e a região do Planalto Central.

A exposição ‘Brasília, a arte do Planalto’ leva a diversidade artística da capital para o Museu Nacional da República em 400 obras de 158 artistas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

A exposição, realizada pela FGV Arte em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), teve início no dia 25 de setembro e segue até 24 de novembro. A entrada é franca e livre para todos os públicos.

Segundo a diretora do Museu Nacional da República, Fran Favero, as obras levam o visitante para um passeio que começa na criação da cidade e vai até os movimentos recentes em defesa da democracia e da liberdade, mostrando a importância da capital em diversas esferas, além da política.

“Quando essa exposição veio para Brasília, o curador, Paulo Herkenhoff, teve o cuidado de incluir também a cocuradora Sara Seilert, aqui de Brasília, e de dar uma atenção tanto para acervo do Museu Nacional da República quanto para os artistas daqui do DF. Afinal, é uma exposição sobre Brasília”, explica.

Diretora do Museu Nacional da República, Fran Favero conta que as obras levam o visitante para uma viagem que começa na criação da cidade e vai até os movimentos recentes em defesa da democracia e da liberdade

A cocuradora Sara Seilert, por sua vez, ressalta a pluralidade de técnicas, estilos e identidades presentes na exposição, proporcionando ao espectador uma experiência abrangente que celebra a identidade artística da capital. “A gente decidiu acolher outras linguagens, além de novos artistas, para ampliar essa abordagem de uma possível história da arte brasiliense”, destaca.

“Brasília tem uma produção muito diversa, dispersa e pungente. Aqui, na exposição, a gente vê como essa produção dialoga entre si e até com a academia, porque nós temos obras produzidas por artistas que foram professores, que formaram alunos e alunas, ou artistas que produziram fora do cânone, como autodidatas, mas que também dialogaram com esses artistas”, completa.

A exposição teve início no dia 25 de setembro e segue até 24 de novembro; a entrada é franca e livre para todas as idades

As obras

A exposição destaca artistas contemporâneos, como Christus Nóbrega, em cartaz com a obra Brasília, enfim. Nela, o professor do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB) propõe uma reflexão sobre a ancestralidade e a identidade, imaginando uma capital utópica e abordando a ideia de como construir um futuro sem esquecer o passado.

Inspirado por um projeto de lei de 2011, que permitiria a afrodescendentes e indígenas alterarem sobrenomes para recuperar suas origens, Nóbrega criou um “cartório de retificação identitária” como parte de sua exposição. Utilizando inteligência artificial, o artista desenvolveu um agente inteligente com uma base de dados de mais de 8 mil sobrenomes africanos e indígenas, permitindo que visitantes participem de uma experiência interativa que lhes possibilita reconstruir seus sobrenomes, resgatando raízes que foram apagadas ao longo da história.

“O objetivo é retratar um Brasil que não tem sobrenomes de duas grandes bases da formação do seu país, tendo que conviver com essa ferida. E também é um momento que a gente tem de colocar um pouco em pauta essa lei e quem sabe movimentá-la novamente, já que está engavetada; seria um benefício de restauração identitária para o país sem precedentes na história”, detalha o docente.

Os visitantes também poderão ver de perto a obra Arco, da artista visual Luciana Paiva. Exposta na mostra, ela aborda a reconfiguração de um objeto cotidiano – uma gaiola – para criar um novo desenho e composição que se relaciona tanto com a cidade de Brasília quanto com o conceito de liberdade.

Segundo a artista, a escultura reflete a ideia de resgate ao espírito de construção e de pertencimento, que marcaram a fundação da capital, além de trazer uma reflexão sobre a relação entre interior e exterior. “É um trabalho que tem um sentido utópico, que está no início da construção da cidade, e que eu acho que precisa ser resgatado pelas pessoas que hoje vivem aqui, pelas pessoas que fizeram parte, fazem parte desse território”.

As peças de autoria de Alice Lara foram inspiradas em uma experiência que a artista teve em um zoológico, onde ela retrata como a humanidade tenta organizar e controlar a natureza

Outra obra em cartaz leva a assinatura de Alice Lara. Intitulada As Ordens do Paraíso, a dupla de pinturas explora a relação entre seres humanos e animais, inspirada por sua vivência no Distrito Federal, onde o contato com a natureza ainda é presente, apesar do avanço natural da urbanização. As peças foram inspiradas em uma experiência que teve em um zoológico, onde ela retrata como a humanidade tenta organizar e controlar a natureza segundo seus próprios padrões.

Em suas palavras, Alice Lara classifica a cena que a inspirou como um “simulacro de natureza”, uma imagem idealizada e artificial de harmonia entre os animais. “Eu estava no zoológico, quando o pai virou para o filho e disse: ‘Olha, filho, como seria maravilhoso se todos os animais vivessem juntos desse jeito. Seria como o paraíso.’ E é isso que a pintura busca retratar – vários animais juntos nesse simulacro de natureza, onde tudo é verdinho, tudo é perfeito e bonito”.

Exposição Brasília, a Arte do Planalto

→ Local: Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2)
→ Data: até 24 de novembro, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30
→ Entrada gratuita

09/11/2024 - Exposição gratuita celebra a arte e os artistas do Planalto Central

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Moradores de Taguatinga têm sábado dedicado à saúde física e mental

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Taguatinga recebeu, neste sábado (9), a 8ª edição do projeto Cuide-se+, desenvolvido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa levou até à cidade, uma das mais populosas da capital, uma série de serviços gratuitos com foco na saúde física
e mental.

“Queremos mostrar para as pessoas a importância de ter uma saúde mental mais equilibrada e que elas entendam que hoje a gente precisa relaxar, dar tempo para nosso corpo e nossa cabeça para poder desenvolver melhor nossas atividades diárias”

Clara Roriz, secretária de Atendimento à Comunidade

“O Cuide-se+ une governo e comunidade. Aqui a gente busca despertar cada vez na população a preocupação e o cuidado com as saúdes física e mental. Queremos mostrar para as pessoas a importância de ter uma saúde mental mais equilibrada e que elas entendam que hoje a gente precisa relaxar, dar tempo para nosso corpo e nossa cabeça para poder desenvolver melhor nossas atividades diárias”, destaca a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz.

Para participar, bastava comparecer à estrutura montada atrás da Administração do TaguaParque. Na ocasião, os moradores da região administrativa puderam participar de práticas como reiki, automassagem, terapia integrativa complementar e aprenderam sobre técnicas de redução de estresse.

A 8ª edição do projeto Cuide-se+ levou ao Taguaparque uma série de serviços gratuitos com foco na saúde física e mental | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

A aposentada Eloísa Marques do Couto, de 71 anos, fez questão de participar de todas as atividades e aprovou: “Serviço maravilhoso. Além de estimular o exercício físico, você está colaborando com a saúde da comunidade e dando condições para melhorar nossa vida, principalmente da terceira idade. A comunidade agradece”.

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=J2NuH9uIgug[/embed]

Além dos atendimentos terapêuticos, o evento ofereceu serviços de triagem de saúde, como aferição de pressão arterial, teste de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e glicemia. Também foi possível atualizar o caderno de vacinação.

“A vacina estava atrasada e vi no site que teria vacinação aqui no parque hoje. Acho super-importante estar com as vacinas atualizadas e o serviço foi muito rápido; foi excelente”, avalia a dona de casa Rute Fernandes

A dona de casa Rute Fraga Fernandes, 55, aproveitou a oportunidade para colocar em dia as vacinas do neto, o pequeno Pedro Fernandes, de apenas 2 anos. “A vacina estava atrasada e vi no site que teria vacinação aqui no parque hoje. Acho super-importante estar com as vacinas atualizadas e o serviço foi muito rápido; foi excelente”, avalia.

Cuide-se+

O Cuide-se+ é organizado pela Secretaria de Atendimento à Comunidade em parceria com a Secretaria de Saúde, a Companhia e Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) e o Instituto Brasília Ambiental. Antes de Taguatinga, a iniciativa esteve, em 21 de outubro, no Estacionamento 11 do Parque da Cidade.

09/11/2024 - Moradores de Taguatinga têm sábado dedicado à saúde física e mental

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Projeto Bombeiro Mirim usa atividades educativas e disciplina para formar jovens de todo o DF

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Desde que era (ainda) mais nova, a pequena Clarice Ferreira, 10 anos, sonha em ser bombeira: “Tem muitas aventuras e eu gosto de salvar as pessoas”. Há três anos e meio, ela começou a realizar esse desejo, ao entrar para o programa Bombeiro Mirim, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). “Faço [aulas de] flauta, taekwondo, a gente aprende sobre fogo, como cuidar de machucados… Aprendo várias coisas”, elenca.

Clarice Ferreira participa do Bombeiro Mirim há 3 anos: “Gosto de salvar as pessoas” | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

Assim como ela, outras 1,5 mil crianças e adolescentes de 7 a 14 anos integram o projeto, oferecido em 12 unidades do CBMDF de diferentes regiões administrativas. Nesses locais, os jovens têm atividades educativas, esportivas, culturais e recreativas no contraturno escolar, três vezes por semana — com possibilidade de ações extras em outros dias. Entre essas atividades estão artes marciais, música e lições sobre prevenção e combate ao fogo.

“A gente busca, em primeiro lugar, mostrar para eles a importância da cidadania, formar um bom cidadão, e, depois, a gente tenta mostrar que eles conseguem fazer muitas coisas em casa, principalmente nos cuidados para evitar acidentes domésticos. Esse é o nosso foco principal, como acionar um socorro corretamente, se algum familiar passar mal quem eles devem chamar, qual o número que eles vão ligar e qual o atendimento inicial que eles podem dar, mesmo como criança”, conta o sargento Marcos Costa, coordenador do 8º Grupamento de Bombeiro Militar, em Ceilândia. “A missão do bombeiro é ‘vidas alheias e riquezas a salvar’, então, acho que iniciando desde pequeno essa missão de salvar vidas, o trabalho do bombeiro lá na ponta com certeza vai diminuir”, acrescenta.

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=2s6Zn2CLl08[/embed]

O projeto é totalmente gratuito. As inscrições abrem em fevereiro e devem ser feitas diretamente nas unidades que ofertam o programa (Ceilândia, Brazlândia, Estrutural, Gama, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho). Para participar é necessário ser estudante da rede pública de ensino. Depois que entram, os brigadinos — como são chamados os participantes — podem seguir inscritos até completar 14 anos. “Eles entram soldados bombeiros mirins e, à medida que vão ficando, a cada ano, passam a ser cabo, terceiro sargento, segundo sargento, primeiro sargento… Eles vão aprendendo comandos e desenvolvendo as suas funções, aumentando a responsabilidade nessas atribuições”, explica o capitão Ivaldo Pessoa, que coordena o Bombeiro Mirim em Ceilândia.

Bernardo Assunção: “Quando a gente crescer, já vai saber tudo”

A iniciativa foi criada em 1999, pela Lei 2.449. Desde então, o retorno, aponta o capitão Pessoa, tem sido bom. “Os relatos que a gente recebe, os feedbacks de pais, da comunidade de uma forma geral, são muito positivos. A gente percebe que os brigadinos — trabalhando aqui a parte de hierarquia, de disciplina — melhoram na questão escolar, melhoram com relação ao respeito aos mais velhos e aos pais. A aula afasta os brigadinos da questão da violência, do uso de drogas. Então a gente tem recebido um relato muito positivo nesse sentido durante todo esse tempo.”

Mas o melhor feedback vem mesmo das crianças. “É um programa que ajuda bastante, [na questão da] maturidade, obediência também, e me deu várias amizades legais”, destaca Isabele Almeida, 11. “A gente aprende a marchar, faz atividades sobre o fogo, aprende sobre [cuidados com] eletrodomésticos e várias outras coisas que um bombeiro precisa saber”, emenda Thor Muniz, 9. “Quando a gente crescer, já vai saber tudo”, arremata Bernardo Assunção, 8.

09/11/2024 - Projeto Bombeiro Mirim usa atividades educativas e disciplina para formar jovens de todo o DF

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Espetáculo Rei Leão chega ao Cruzeiro em comemoração aos 65 anos da cidade

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O Ginásio do Cruzeiro receberá o espetáculo Rei Leão, encenado pela Cia Neia e Nando. A apresentação será na terça-feira (12), às 19h, e faz parte da programação do Celebra Cruzeiro, evento que comemora os 65 anos da cidade.

A entrada para o espetáculo é a doação de itens de higiene pessoal. A iniciativa busca não apenas promover a cultura e o entretenimento, mas também incentivar a solidariedade entre os moradores, já que os alimentos arrecadados serão destinados a instituições de caridade.

O espetáculo Rei Leão deve levar público de todas as idades ao Ginásio do Cruzeiro | Foto: Divulgação/ Cia Neia e Nando

Gustavo Aires, administrador do Cruzeiro, conta que era um sonho levar essa apresentação para a região e que está contente de ter entrado na programação de aniversário. “Receber esse evento nos deixou muito felizes. Como pai, inclusive de um filho com 8 meses, a gente sente algo diferente. Estamos empolgados em pensar em todas as famílias que virão pra cá”, convida Aires.

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O Ginásio do Cruzeiro receberá o espetáculo Rei Leão, encenado pela Cia Neia e Nando. A apresentação será na terça-feira (12), às 19h, e faz parte da programação do Celebra Cruzeiro, evento que comemora os 65 anos da cidade.

A entrada para o espetáculo é a doação de itens de higiene pessoal. A iniciativa busca não apenas promover a cultura e o entretenimento, mas também incentivar a solidariedade entre os moradores, já que os alimentos arrecadados serão destinados a instituições de caridade.

O espetáculo Rei Leão deve levar público de todas as idades ao Ginásio do Cruzeiro | Foto: Divulgação/ Cia Neia e Nando

Gustavo Aires, administrador do Cruzeiro, conta que era um sonho levar essa apresentação para a região e que está contente de ter entrado na programação de aniversário. “Receber esse evento nos deixou muito felizes. Como pai, inclusive de um filho com 8 meses, a gente sente algo diferente. Estamos empolgados em pensar em todas as famílias que virão pra cá”, convida Aires.

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Fundos comunitários garantem direitos de povos tradicionais

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Os fundos comunitários têm se tornado cada vez mais uma ferramenta de apoio na luta por garantia de direitos de povos tradicionais, indígenas, ribeirinhos, grupos e organizações comunitárias, entre outros.

É o caso do Fundo Babaçu que tem financiado iniciativas de quebradeiras de coco babaçu no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. A verba financia ações socioambientais voltadas para a segurança alimentar e nutricional e geração de renda, conservação da sociobiodiversidade existente nas florestas de babaçu e na luta pela terra.

Fundos comunitários são fundos criados no seio dos movimentos sociais para apoiar iniciativas dos próprios movimentos. Em resumo, pode-se dizer que, diferentemente de outros fundos e formas de financiamento em que a destinação dos recursos geralmente é definida pelo órgão financiador, nos fundos comunitários a decisão é tomada pelos movimentos a partir da identificação das necessidades dos territórios.

São fundos das comunidades para as comunidades, em que os mecanismos de apoio são adaptados às realidades locais. Em geral, esses fundos apoiam pequenas iniciativas relacionadas às pautas desses movimentos, como no caso do Fundo Babaçu.

Criado em 2012, pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), ele tem por objetivo promover o acesso a recursos para ações de agricultura e de extrativismo de base agroecológica e econômica-solidária em caráter não reembolsável.

Formado por mais de 300 mil mulheres trabalhadoras rurais que vivem em função do extrativismo do babaçu o MIQCB surgiu da luta das quebradeiras pela livre circulação em suas terras, muitas vezes cercadas por criadores de gado, que impedem a coleta do coco.

A partir do manejo da palmeira do babaçu, as quebradeiras produzem azeites, sabonetes, peças de artesanato, carvão vegetal, entre outros produtos. Além de contribuir com a proteção ambiental e os modos de vida dos povos tradicionais, os conhecimentos sobre o manejo dos babaçuais são passados de geração em geração. Muitas quebradeiras de coco são agricultoras familiares e quilombolas.

Atualmente, o fundo está com edital aberto na ordem de R$ 1,6 milhão para apoiar projetos de grupos ou organizações comunitárias atuantes em comunidades agroextrativistas de quebradeiras de coco babaçu. O Edital conta com apoio financeiro do Fundo Amazônia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele também destina recursos para apoiar ações de segurança alimentar e nutricional e geração de renda para a melhoria da qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e outras comunidades que vivem em regime de produção familiar nos babaçuais.

Território

Uma dessas iniciativas é um um projeto de horticultores e horticultoras em São Domingos do Araguaia, no Pará. O projeto visa, além de apoiar a segurança alimentar, promover a sustentabilidade, preservação do meio ambiente e o fortalecimento das identidades territoriais das quebradeiras, cuja luta geral é pelo acesso e posse dos seus territórios.

O foco na luta pela terra é a mais nova iniciativa do fundo. Segundo a advogada do MIQCB Renata Cordeiro, desde 2022 o fundo tem uma linha de financiamento para projetos nos territórios que estão em luta por regularização fundiária ou por livre acesso aos babaçuais, ou seja, tem mais a ver com proteção territorial.

“É algo quentíssimo no Brasil, que vai possibilitar, inclusive, a gente firmar acordos de cooperação com órgãos fundiários para agilizar processos represados. A partir desse apoio a gente está trabalhando o reconhecimento a partir de algum documento, com legalidade, uma juridicidade válida, um título, a regularização de territórios coletivos de quebradeiras de coco babaçu”, disse Renata à Agência Brasil.

Algumas dessas iniciativas são voltadas para a elaboração de legislações tanto no âmbito municipal quanto estadual, reconhecendo o direito das quebradeiras aos seus territórios.

“Já conseguimos emplacar isso em uma lei estadual do Piauí e a gente está caminhando, de 2022 para cá, para regularização do segundo território, onde o título definitivo de propriedade sai de forma coletiva e sai registrado que ali é uma comunidade tradicional de quebradeiras de coco babaçu”, continuou.

“Estamos discutindo também com o governo federal, com o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], com o MMA [Ministério do meio Ambiente e Mudança do Clima], a criação de uma norma jurídica que dê suporte para a gente também fazer isso em situações em que a União ou esteja destinando suas terras ou esteja fazendo desapropriações. E esse apoio do Fundo do Babaçu tem possibilitado a gente avançar nisso também”, afirmou Renata.

No Maranhão, uma dessas iniciativas está localizada na comunidade de Santa Severa, localizada entre os municípios de Viana e Cajari, na região da Baixada Maranhense. Lá um grupo de quebradeiras de coco acessou o edital do Fundo Babaçu, para desenvolver ações voltadas para o fortalecimento territorial.

“É uma comunidade que são pessoas quilombolas, mas que também tem uma atuação do sindicato [de trabalhadores e trabalhadoras rurais], ou seja, são trabalhadores e trabalhadoras rurais, e são extrativistas, são quebradeiras de coco. A partir desse perfil de agroextrativistas, elas propuseram um projeto na linha produtiva, que se remete diretamente ao sustento dessas famílias, mas também é uma forma de fortalecimento territorial à medida que elas conseguem se manter ali, no território, para legitimar a ocupação, para legitimar a forma tradicional de uso das florestas, do solo, das águas, e o que permite a gente ter outras ações em busca de garantia territorial, de regularização fundiária”, disse a advogada.

E é justamente no desenvolvimento de ações voltadas para produção e permanência no território que o fundo está auxiliando as quebradeiras da comunidade de Tauri, em Itupiranga, no Pará a garantir a titulação do seu território.

“São mulheres quebradeiras de coco e também ribeirinhas. Inclusive para coletar coco elas tem que atravessar o rio Tocantins e elas voltam naquelas canoinhas bem fininhas cheias de coco, não sei como não vira, nem nada, para o lugar onde tem a área de produção delas para poder quebrar o coco extrair a amêndoa e fazer o azeite”, disse Renata.

O projeto, realizado em parceria com o Instituto Zé Cláudio e Maria, nome dado em homenagem aos casal de ambientalistas assassinados no Pará, tem foco na construção de uma unidade de beneficiamento da amêndoa para produção do azeite.

A partir dessa organização, as mulheres puderam apresentar um projeto para o Fundo Babaçu porque o MIQCB não pode acessar seu próprio recurso”, esclareceu Renata.

“Lá também elas não têm qualquer tipo de titulação. Se trata muito provavelmente de uma área da União, terra de Marinha, na beira de rio, com muita pressão de outros proprietários, de fazendeiros, que também já se apropriaram ali daquela área. E a partir dessa aproximação, a gente também já está dialogando com o Ministério do Meio Ambiente e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e está dialogando com essa comunidade no sentido de buscar formas de garantia territorial”, finalizou.

De acordo com os dados da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia, atualmente há 18 fundos comunitários, propriamente ditos, na Amazônia, sendo o Fundo Babaçu um deles. Dez estão estabelecidos e em funcionamento; um foi criado mas ainda não repassa recursos; sete estão em processo de criação; oito são fundos indígenas.

Em agosto do ano passado, durante o o 3º Encontro da Rede de Fundos Socioambientais e Territoriais da Amazônia, em Belém, os fundos divulgaram uma carta com algumas afirmações e reivindicações. 

Entre elas estão a defesa de que o financiamento climático deve priorizar o apoio direto aos povos das florestas por meio de nossas organizações e mecanismos financeiros; governos, cooperação internacional e filantropia devem garantir o apoio aos fundos comunitários respeitando seus procedimentos; os procedimentos administrativos e financeiros dos doadores devem se adequar à realidade dos povos e comunidades; o custo financeiro das organizações e seus mecanismos devem ser considerados investimento, e não uma despesa; e que os apoios às comunidades devem ocorrer independentemente da regularização fundiária de seus territórios.

COP16

O tema do financiamento comunitário e da filantropia voltou novamente ao centro dos debates durante a Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), que acontece em Cali, na Colômbia, entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro.

A conferência reuniu representantes de quase 200 países para discutir as metas globais para a conservação da biodiversidade até 2030. O principal objetivo da COP16 da Biodiversidade era a regulamentação do Marco Global Kunming-Montreal, aprovado em 2022 no Canadá, que estabeleceu as metas e objetivos para a salvaguarda e uso sustentável da biodiversidade.

O marco estabeleceu a meta de US$ 200 bilhões ao ano de financiamento para a natureza. Deste total, 10% (ou seja, US$ 20 bilhões ao ano) deveriam vir de recursos públicos dos países desenvolvidos para o Sul Global até 2025.

Depois, de 2025 a 2030, esse número saltaria para US$ 30 bilhões ao ano e os outros US$ 170 bilhões viriam de filantropia, do setor privado, de mobilização doméstica de recursos, de bancos multilaterais de desenvolvimento. Os recursos seriam depositados em um fundo criado pela COP16, o Fundo Cali.

A negociação, no entanto, foi suspensa durante a última plenária da COP16, por falta de quórum, após o veto da União Europeia, Noruega, Japão e Canadá.

A falta de acordo acendeu o sinal amarelo para as organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Em especial sobre a necessidade de ampliar a filantropia independente e comunitária.

Um mapeamento realizado pela Rede Comuá, que reúne 18 organizações da filantropia independente que doam recursos para projetos nas áreas de justiça socioambiental, direitos humanos e desenvolvimento comunitário, identificou que foram investidos cerca de R$395 milhões em projetos de soluções climáticas no biênio 2022/2023.

Em anúncio recente, a Caixa Econômica Federal divulgou que irá destinar R$53 milhões do seu Fundo Socioambiental (FSA) para a execução de projetos baseados em negócios da sociobiodiversidade que ofereçam soluções focadas na natureza e/ou na segurança alimentar.

Serão contempladas 400 organizações sociais de todas as regiões do Brasil. A iniciativa, chamada Teia da Sociobiodiversidade, foi criada e será coordenada pelo Fundo Casa Socioambiental, integrante da Rede Comuá, que, há mais de 19 anos, atua conectando recursos de grandes financiadores às comunidades que desenvolvem soluções locais.

 

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Fundos comunitários garantem direitos de povos tradicionais

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Os fundos comunitários têm se tornado cada vez mais uma ferramenta de apoio na luta por garantia de direitos de povos tradicionais, indígenas, ribeirinhos, grupos e organizações comunitárias, entre outros.

É o caso do Fundo Babaçu que tem financiado iniciativas de quebradeiras de coco babaçu no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. A verba financia ações socioambientais voltadas para a segurança alimentar e nutricional e geração de renda, conservação da sociobiodiversidade existente nas florestas de babaçu e na luta pela terra.

Fundos comunitários são fundos criados no seio dos movimentos sociais para apoiar iniciativas dos próprios movimentos. Em resumo, pode-se dizer que, diferentemente de outros fundos e formas de financiamento em que a destinação dos recursos geralmente é definida pelo órgão financiador, nos fundos comunitários a decisão é tomada pelos movimentos a partir da identificação das necessidades dos territórios.

São fundos das comunidades para as comunidades, em que os mecanismos de apoio são adaptados às realidades locais. Em geral, esses fundos apoiam pequenas iniciativas relacionadas às pautas desses movimentos, como no caso do Fundo Babaçu.

Criado em 2012, pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), ele tem por objetivo promover o acesso a recursos para ações de agricultura e de extrativismo de base agroecológica e econômica-solidária em caráter não reembolsável.

Formado por mais de 300 mil mulheres trabalhadoras rurais que vivem em função do extrativismo do babaçu o MIQCB surgiu da luta das quebradeiras pela livre circulação em suas terras, muitas vezes cercadas por criadores de gado, que impedem a coleta do coco.

A partir do manejo da palmeira do babaçu, as quebradeiras produzem azeites, sabonetes, peças de artesanato, carvão vegetal, entre outros produtos. Além de contribuir com a proteção ambiental e os modos de vida dos povos tradicionais, os conhecimentos sobre o manejo dos babaçuais são passados de geração em geração. Muitas quebradeiras de coco são agricultoras familiares e quilombolas.

Atualmente, o fundo está com edital aberto na ordem de R$ 1,6 milhão para apoiar projetos de grupos ou organizações comunitárias atuantes em comunidades agroextrativistas de quebradeiras de coco babaçu. O Edital conta com apoio financeiro do Fundo Amazônia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele também destina recursos para apoiar ações de segurança alimentar e nutricional e geração de renda para a melhoria da qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e outras comunidades que vivem em regime de produção familiar nos babaçuais.

Território

Uma dessas iniciativas é um um projeto de horticultores e horticultoras em São Domingos do Araguaia, no Pará. O projeto visa, além de apoiar a segurança alimentar, promover a sustentabilidade, preservação do meio ambiente e o fortalecimento das identidades territoriais das quebradeiras, cuja luta geral é pelo acesso e posse dos seus territórios.

O foco na luta pela terra é a mais nova iniciativa do fundo. Segundo a advogada do MIQCB Renata Cordeiro, desde 2022 o fundo tem uma linha de financiamento para projetos nos territórios que estão em luta por regularização fundiária ou por livre acesso aos babaçuais, ou seja, tem mais a ver com proteção territorial.

“É algo quentíssimo no Brasil, que vai possibilitar, inclusive, a gente firmar acordos de cooperação com órgãos fundiários para agilizar processos represados. A partir desse apoio a gente está trabalhando o reconhecimento a partir de algum documento, com legalidade, uma juridicidade válida, um título, a regularização de territórios coletivos de quebradeiras de coco babaçu”, disse Renata à Agência Brasil.

Algumas dessas iniciativas são voltadas para a elaboração de legislações tanto no âmbito municipal quanto estadual, reconhecendo o direito das quebradeiras aos seus territórios.

“Já conseguimos emplacar isso em uma lei estadual do Piauí e a gente está caminhando, de 2022 para cá, para regularização do segundo território, onde o título definitivo de propriedade sai de forma coletiva e sai registrado que ali é uma comunidade tradicional de quebradeiras de coco babaçu”, continuou.

“Estamos discutindo também com o governo federal, com o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], com o MMA [Ministério do meio Ambiente e Mudança do Clima], a criação de uma norma jurídica que dê suporte para a gente também fazer isso em situações em que a União ou esteja destinando suas terras ou esteja fazendo desapropriações. E esse apoio do Fundo do Babaçu tem possibilitado a gente avançar nisso também”, afirmou Renata.

No Maranhão, uma dessas iniciativas está localizada na comunidade de Santa Severa, localizada entre os municípios de Viana e Cajari, na região da Baixada Maranhense. Lá um grupo de quebradeiras de coco acessou o edital do Fundo Babaçu, para desenvolver ações voltadas para o fortalecimento territorial.

“É uma comunidade que são pessoas quilombolas, mas que também tem uma atuação do sindicato [de trabalhadores e trabalhadoras rurais], ou seja, são trabalhadores e trabalhadoras rurais, e são extrativistas, são quebradeiras de coco. A partir desse perfil de agroextrativistas, elas propuseram um projeto na linha produtiva, que se remete diretamente ao sustento dessas famílias, mas também é uma forma de fortalecimento territorial à medida que elas conseguem se manter ali, no território, para legitimar a ocupação, para legitimar a forma tradicional de uso das florestas, do solo, das águas, e o que permite a gente ter outras ações em busca de garantia territorial, de regularização fundiária”, disse a advogada.

E é justamente no desenvolvimento de ações voltadas para produção e permanência no território que o fundo está auxiliando as quebradeiras da comunidade de Tauri, em Itupiranga, no Pará a garantir a titulação do seu território.

“São mulheres quebradeiras de coco e também ribeirinhas. Inclusive para coletar coco elas tem que atravessar o rio Tocantins e elas voltam naquelas canoinhas bem fininhas cheias de coco, não sei como não vira, nem nada, para o lugar onde tem a área de produção delas para poder quebrar o coco extrair a amêndoa e fazer o azeite”, disse Renata.

O projeto, realizado em parceria com o Instituto Zé Cláudio e Maria, nome dado em homenagem aos casal de ambientalistas assassinados no Pará, tem foco na construção de uma unidade de beneficiamento da amêndoa para produção do azeite.

A partir dessa organização, as mulheres puderam apresentar um projeto para o Fundo Babaçu porque o MIQCB não pode acessar seu próprio recurso”, esclareceu Renata.

“Lá também elas não têm qualquer tipo de titulação. Se trata muito provavelmente de uma área da União, terra de Marinha, na beira de rio, com muita pressão de outros proprietários, de fazendeiros, que também já se apropriaram ali daquela área. E a partir dessa aproximação, a gente também já está dialogando com o Ministério do Meio Ambiente e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e está dialogando com essa comunidade no sentido de buscar formas de garantia territorial”, finalizou.

De acordo com os dados da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia, atualmente há 18 fundos comunitários, propriamente ditos, na Amazônia, sendo o Fundo Babaçu um deles. Dez estão estabelecidos e em funcionamento; um foi criado mas ainda não repassa recursos; sete estão em processo de criação; oito são fundos indígenas.

Em agosto do ano passado, durante o o 3º Encontro da Rede de Fundos Socioambientais e Territoriais da Amazônia, em Belém, os fundos divulgaram uma carta com algumas afirmações e reivindicações. 

Entre elas estão a defesa de que o financiamento climático deve priorizar o apoio direto aos povos das florestas por meio de nossas organizações e mecanismos financeiros; governos, cooperação internacional e filantropia devem garantir o apoio aos fundos comunitários respeitando seus procedimentos; os procedimentos administrativos e financeiros dos doadores devem se adequar à realidade dos povos e comunidades; o custo financeiro das organizações e seus mecanismos devem ser considerados investimento, e não uma despesa; e que os apoios às comunidades devem ocorrer independentemente da regularização fundiária de seus territórios.

COP16

O tema do financiamento comunitário e da filantropia voltou novamente ao centro dos debates durante a Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), que acontece em Cali, na Colômbia, entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro.

A conferência reuniu representantes de quase 200 países para discutir as metas globais para a conservação da biodiversidade até 2030. O principal objetivo da COP16 da Biodiversidade era a regulamentação do Marco Global Kunming-Montreal, aprovado em 2022 no Canadá, que estabeleceu as metas e objetivos para a salvaguarda e uso sustentável da biodiversidade.

O marco estabeleceu a meta de US$ 200 bilhões ao ano de financiamento para a natureza. Deste total, 10% (ou seja, US$ 20 bilhões ao ano) deveriam vir de recursos públicos dos países desenvolvidos para o Sul Global até 2025.

Depois, de 2025 a 2030, esse número saltaria para US$ 30 bilhões ao ano e os outros US$ 170 bilhões viriam de filantropia, do setor privado, de mobilização doméstica de recursos, de bancos multilaterais de desenvolvimento. Os recursos seriam depositados em um fundo criado pela COP16, o Fundo Cali.

A negociação, no entanto, foi suspensa durante a última plenária da COP16, por falta de quórum, após o veto da União Europeia, Noruega, Japão e Canadá.

A falta de acordo acendeu o sinal amarelo para as organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Em especial sobre a necessidade de ampliar a filantropia independente e comunitária.

Um mapeamento realizado pela Rede Comuá, que reúne 18 organizações da filantropia independente que doam recursos para projetos nas áreas de justiça socioambiental, direitos humanos e desenvolvimento comunitário, identificou que foram investidos cerca de R$395 milhões em projetos de soluções climáticas no biênio 2022/2023.

Em anúncio recente, a Caixa Econômica Federal divulgou que irá destinar R$53 milhões do seu Fundo Socioambiental (FSA) para a execução de projetos baseados em negócios da sociobiodiversidade que ofereçam soluções focadas na natureza e/ou na segurança alimentar.

Serão contempladas 400 organizações sociais de todas as regiões do Brasil. A iniciativa, chamada Teia da Sociobiodiversidade, foi criada e será coordenada pelo Fundo Casa Socioambiental, integrante da Rede Comuá, que, há mais de 19 anos, atua conectando recursos de grandes financiadores às comunidades que desenvolvem soluções locais.

 

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Diplomata e ex-ministro José Botafogo Gonçalves morre, aos 89 anos

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Faleceu no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (8), o diplomata José Botafogo Gonçalves, aos 89 anos. Ele foi ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo, entre 1998 e 1999, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Além disso, ocupou o cargo de embaixador na Argentina de 2002 a 2004, tendo ainda desempenhado diferentes funções no Ministério das Relações Exteriores ao longo de sua carreira.

Durante anos, ele também presidiu o Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), um dos principais think tanks sobre diplomacia da América Latina. A entidade compartilhou uma mensagem de pesar.

“Lamentamos profundamente e expressamos nossas condolências à família, amigos e colegas do Embaixador.”

José Botafogo Gonçalves deixa a mulher Susana, três filhos e sete netos. Ele é natural de Belo Horizonte e formou-se em Direito e Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio). Sua carreira diplomática teve início em 1960.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou sua trajetória na pasta, citando por exemplo sua atuação como chefe da Divisão de Política Financeira (1970) e Chefe da Divisão de Política Comercial (1977).

O texto lembra ainda seu trabalho como membro da delegação encarregada de renegociar a dívida externa brasileira (1983), bem como seu desempenho como vice-presidente de Relações Externas do Banco Mundial em Washington (1985-1987).

“No exterior, serviu nas Embaixadas do Brasil em Moscou (1962-1964), Roma (1964-1967), Santiago (1967-1969), Paris (1973-1975) e Bonn (1976-1977). Foi Cônsul-geral em Milão (1991-1995) e Embaixador em Buenos Aires (2002-2004). Foi também Embaixador Especial para Assuntos do Mercosul”, acrescenta a nota.

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Assessor diz que Trump pedirá ‘visão realista’ a ucranianos

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Bryan Lanza, assessor do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista transmitida neste sábado (9) que a prioridade do novo governo será restabelecer a paz na Ucrânia, e não restaurar os territórios que o país perdeu, como a Crimeia.

O estrategista do Partido Republicano afirmou à BBC que o governo Trump pedirá ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, uma “visão realista para a paz”.

“E, se o presidente Zelenskiy chegar à mesa e disser, ‘bom, só podemos ter paz com a Crimeia’, ele mostra para nós que não é sério. A Crimeia já era”, afirmou. “E se sua prioridade é tomar a Crimeia de volta e ter soldados norte-americanos lutando para ter a Crimeia de volta, você está por sua conta.”

Ele afirmou que a prioridade é a “paz e o fim das mortes”.

“O que falaremos para a Ucrânia é: você sabe o que está vendo? O que você vê como uma perspectiva real para a paz? Não é uma visão para vencer, mas uma visão para a paz. Vamos começar a ter uma conversa honesta”, disse.

A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014, após uma revolta que obrigou o então presidente, que era pró-Moscou, a fugir. Mais de dois anos e meio após lançarem uma invasão ampla sobre a nação, as forças russas mantêm controle de pouco menos de 20% do seu território.

Zelenskiy tem repetidamente dito que a paz não é possível até que todas as forças russas sejam expulsas e todos os territórios tomados por Moscou, inclusive a Crimeia, devolvidos. Seu “plano para a vitória”, apresentado no mês passado, mantém essa ideia e também a entrada da nação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), algo criticado há tempos pela Rússia.

Durante a campanha, Trump afirmou que encontraria uma solução para a guerra “em um dia”, mas não falou como o faria.

Zelenskiy e Trump falaram por telefone nesta semana, depois da eleição, em conversa com participação do bilionário Elon Musk, segundo informações da imprensa.

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Assessor diz que Trump pedirá ‘visão realista’ a ucranianos

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Bryan Lanza, assessor do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista transmitida neste sábado (9) que a prioridade do novo governo será restabelecer a paz na Ucrânia, e não restaurar os territórios que o país perdeu, como a Crimeia.

O estrategista do Partido Republicano afirmou à BBC que o governo Trump pedirá ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, uma “visão realista para a paz”.

“E, se o presidente Zelenskiy chegar à mesa e disser, ‘bom, só podemos ter paz com a Crimeia’, ele mostra para nós que não é sério. A Crimeia já era”, afirmou. “E se sua prioridade é tomar a Crimeia de volta e ter soldados norte-americanos lutando para ter a Crimeia de volta, você está por sua conta.”

Ele afirmou que a prioridade é a “paz e o fim das mortes”.

“O que falaremos para a Ucrânia é: você sabe o que está vendo? O que você vê como uma perspectiva real para a paz? Não é uma visão para vencer, mas uma visão para a paz. Vamos começar a ter uma conversa honesta”, disse.

A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014, após uma revolta que obrigou o então presidente, que era pró-Moscou, a fugir. Mais de dois anos e meio após lançarem uma invasão ampla sobre a nação, as forças russas mantêm controle de pouco menos de 20% do seu território.

Zelenskiy tem repetidamente dito que a paz não é possível até que todas as forças russas sejam expulsas e todos os territórios tomados por Moscou, inclusive a Crimeia, devolvidos. Seu “plano para a vitória”, apresentado no mês passado, mantém essa ideia e também a entrada da nação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), algo criticado há tempos pela Rússia.

Durante a campanha, Trump afirmou que encontraria uma solução para a guerra “em um dia”, mas não falou como o faria.

Zelenskiy e Trump falaram por telefone nesta semana, depois da eleição, em conversa com participação do bilionário Elon Musk, segundo informações da imprensa.

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Palmeiras vira sobre Ferroviária e vai à final do Paulistão Feminino

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O Palmeiras é o primeiro finalista do Campeonato Paulista Feminino de futebol. Neste sábado (9), as Palestrinas derrotaram a Ferroviária por 2 a 1 no Allianz Parque, em São Paulo, no segundo jogo do confronto válido pelas semifinais da competição. O Verdão busca o terceiro título estadual da história entre as mulheres, após as conquistas de 2001 e 2022.

A equipe dirigida por Camilla Orlando enfrenta na final o ganhador do confronto entre Corinthians e São Paulo, que fazem a partida de volta da outra semifinal no próximo domingo (10), às 11h (horário de Brasíli), na Neo Química Arena. Na semana passada, as Brabas venceram o jogo de ida por 1 a 0, no Canindé, também na capital paulista, gol da meia Duda Sampaio, e têm a vantagem do empate.

No duelo anterior, há uma semana, as equipes empataram por 1 a 1, na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). As Guerreiras Grenás, tricampeãs estaduais e que tentavam se igualar a Santos, Corinthians e Juventus (maiores vencedores, com quatro títulos), saíram na frente. Aos 28 minutos, a equipe do interior teve um pênalti marcado, da zagueira Poliana sobre a atacante Darlene, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo). A lateral Kati cobrou e abriu o marcador.

Aos 48, a zagueira Luana foi expulsa após entrada dura na atacante Laís Estevam, novamente com participação do VAR, deixando a Ferroviária com uma a menos. Dois minutos depois, Ingryd recebeu na meia-lua e lançou a também volante Brena, que chutou forte da entrada da pequena área para deixar tudo igual.

A vantagem numérica palmeirense chegou ao fim aos 16 minutos da etapa final, com a expulsão da atacante Tainá Maranhão, também com intervenção do VAR, por um puxão no cabelo de Kati. Mesmo assim as Palestrinas chegaram à virada aos 30. Após cobrança de escanteio, Poliana cabeceou, a goleira Luciana defendeu e a própria zagueira aproveitou o rebote para balançar as redes e decretar a classificação alviverde.

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Palmeiras vira sobre Ferroviária e vai à final do Paulistão Feminino

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O Palmeiras é o primeiro finalista do Campeonato Paulista Feminino de futebol. Neste sábado (9), as Palestrinas derrotaram a Ferroviária por 2 a 1 no Allianz Parque, em São Paulo, no segundo jogo do confronto válido pelas semifinais da competição. O Verdão busca o terceiro título estadual da história entre as mulheres, após as conquistas de 2001 e 2022.

A equipe dirigida por Camilla Orlando enfrenta na final o ganhador do confronto entre Corinthians e São Paulo, que fazem a partida de volta da outra semifinal no próximo domingo (10), às 11h (horário de Brasíli), na Neo Química Arena. Na semana passada, as Brabas venceram o jogo de ida por 1 a 0, no Canindé, também na capital paulista, gol da meia Duda Sampaio, e têm a vantagem do empate.

No duelo anterior, há uma semana, as equipes empataram por 1 a 1, na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). As Guerreiras Grenás, tricampeãs estaduais e que tentavam se igualar a Santos, Corinthians e Juventus (maiores vencedores, com quatro títulos), saíram na frente. Aos 28 minutos, a equipe do interior teve um pênalti marcado, da zagueira Poliana sobre a atacante Darlene, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo). A lateral Kati cobrou e abriu o marcador.

Aos 48, a zagueira Luana foi expulsa após entrada dura na atacante Laís Estevam, novamente com participação do VAR, deixando a Ferroviária com uma a menos. Dois minutos depois, Ingryd recebeu na meia-lua e lançou a também volante Brena, que chutou forte da entrada da pequena área para deixar tudo igual.

A vantagem numérica palmeirense chegou ao fim aos 16 minutos da etapa final, com a expulsão da atacante Tainá Maranhão, também com intervenção do VAR, por um puxão no cabelo de Kati. Mesmo assim as Palestrinas chegaram à virada aos 30. Após cobrança de escanteio, Poliana cabeceou, a goleira Luciana defendeu e a própria zagueira aproveitou o rebote para balançar as redes e decretar a classificação alviverde.

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BNDES libera R$ 7,3 bilhões para o Fundo Clima entre abril e outubro

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O Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES) aprovou, de abril a outubro, cerca de R$ 7,3 bilhões para operações do programa Fundo Clima, vinculado ao Ministério do Meio Ambiente e da Mudança do Clima.

Apresentado nesta semana na 36ª reunião ordinária do Comitê Gestor do fundo, o valor corresponde a 70% da quantia reservada pela União para financiar projetos de mitigação da mudança climática.

O valor aprovado corresponde a 2,5 vezes a soma de todas os montantes alocados no Fundo Clima de 2013 a 2023, um total de R$ 3 bilhões, em cifras atualizadas.

O dinheiro disponibilizado permite, por exemplo, o desenvolvimento de iniciativas voltadas à resiliência e sustentabilidade da zona urbana e à transição energética, que podem acelerar a substituição de combustíveis fósseis, um dos aspectos do Brasil mais criticados por especialistas. A expectativa é de que sejam aprovados R$ 10 bilhões até o final do ano.

Conforme destacou o presidente do BNDES, Aloizio Mercadante, 15,2 mil empregos verdes foram criados com a aprovação dos recursos, superando em 20 vezes a quantidade do ano passado, de 753.

Mercadante ressaltou, ainda, que R$ 167 milhões devem servir a projetos de produção de combustíveis sustentáveis, incluindo o combustível de aviação sustentável (SAF) e os de navegação, definição que demonstra que o Brasil tem uma janela de oportunidade para assumir uma posição de protagonismo no processo de descabonização.

“Somos líderes globais da agenda de biocombustíveis há mais de 50 anos e a demanda para entrarmos nos combustíveis sustentáveis está muito forte. Por isso, precisamos, pelo menos, dobrar os recursos do Fundo Clima, como já está previsto no orçamento do ano que vem.”

Dos R$ 7,3 bilhões, R$ 2,7 bilhões ainda terão o destino definido até dezembro e a projeção para 2025 é de cerca de R$ 11,5 bilhões.

Outra questão salientada pela instituição financeira é a ampliação de verbas para as regiões Norte e Nordeste. No caso do Nordeste, o valor aprovado no período foi 19 vezes maior do que as aprovações de 2022, ou seja, de R$ 1 bilhão ante R$ 51 milhões.

Volume de emissões

Em outras palavras, quando se busca entender o que representam os números liberados, dentro do contexto de metas que o Brasil e outros países devem atingir, em relação ao Acordo de Paris, a resposta é de que evitam ou removem 3,3 milhões de toneladas de gás carbônico equivalente por ano. Esse volume é igual ao total de emissões evitadas no ano passado (204 mil tCO2e/ano) multiplicado por 16.

 

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Manoel Messias ganha etapa de Brasília da Copa do Mundo de triatlo

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Assim como no ano passado, a etapa de Brasília da Copa do Mundo de triatlo coroou um atleta do país-sede. Neste sábado (9), o cearense Manoel Messias venceu a disputa na orla do Lago Paranoá. Ele finalizou a prova (de 750 metros de natação, 20 quilômetros de pedalada e cinco quilômetros de corrida) em 53min35s. O australiano Callum McClusky e o espanhol Sérgio Cabrera completaram o pódio masculino.

O trecho a pé da prova foi o que fez diferença para Messias, único a concluir a corrida em menos de 15 minutos (14min58s). Ao cruzar a linha de chegada, ele não conteve a emoção. Em 2024, o brasileiro não finalizou duas etapas da Copa do Mundo (Hamburgo, na Alemanha, e Cagliari, na Itália) e foi apenas o 45º colocado na Olimpíada de Paris (França).

“Esse não foi meu melhor ano, mas estou extremamente feliz de terminá-lo com uma vitória em casa. Eu realmente me senti muito bem durante a corrida e fui para cima”, celebrou Messias após o evento.

Outros dez atletas representaram o Brasil na orla do Lago Paranoá. Vencedor da etapa de Brasília em 2023 e décimo colocado nos Jogos de Paris, o paulista Miguel Hidalgo chegou na quarta posição. O top-10 ainda teve dois brasileiros: o paranaense Kauê Willy (nono) e Antônio Bravo Neto (décimo), que nasceu nos Estados Unidos.

Na disputa feminina, que reuniu 25 competidoras (cinco brasileiras), a representante da casa mais bem colocada foi a cearense Vittoria Lopes, que chegou em oitavo, com o tempo de 1h00min35s. A vitória foi da mexicana Rosa Tapia, seguida pela francesa Sandra Dodet e pela estadunidense Tamara Gorman.

A prova em Brasília foi marcada, também, por uma homenagem a Luísa Baptista. A paulista, que foi atropelada por um motociclista em dezembro do ano passado durante um treino e chegou a ficar três meses em coma, trotou por cinco minutos acompanhada dos brasileiros que participaram da etapa. Foi a primeira vez que ela foi liberada para correr desde o acidente. No fim, a triatleta recebeu uma medalha simbólica e deu um emocionante abraço na mãe, Jaqueline.

“Correr esses cinco minutos é legal demais para mim. É muito importante para a minha recuperação. Sem dúvidas, se não fosse por vocês, eu não estaria aqui hoje. Eu sei que muita gente me dá uma força enorme e eu tinha mais do que motivos para poder voltar”, disse Luísa, medalhista de ouro nos Jogos Pan-Americanos de Lima (Peru).

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“Precisamos nos fortalecer nesta democracia”, diz ministra em reunião com secretários estaduais de Cultura

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A ministra da Cultura, Margareth Menezes, participou na quinta-feira (7) da Reunião do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, no Centro Cultural Solar Ferrão, no Pelourinho, reforçando a disponibilidade do MinC em construir soluções conjuntas com os entes federativos para a aplicação das políticas públicas de cultura. O encontro, que se estendeu até esta sexta (8), foi realizado paralelamente ao G20 da Cultura, em Salvador (BA).

“Somos testemunhas do esforço de cada um de nós, da maneira como as pessoas estão se dedicando neste momento a essa oportunidade que o presidente Lula nos deu. São pensamentos diferentes, mas é conversando, discordando, concordando; é assim que se faz, encontrando os pontos de convergência. Acho que é uma boa maneira de nos fortalecer. Precisamos nos fortalecer nesta democracia”, declarou a ministra.

O secretário-Executivo do Ministério, Márcio Tavares, também estava presente e ressaltou a importância da realização da reunião de alinhamento durante o G20 da Cultura. “Acho que é especial para educar, reunindo as principais lideranças de cultura do planeta, e a gente poder ir em conjunto, discutindo aqui também o nosso projeto, mas também trazendo para a contribuição federativa no âmbito das discussões globais”. 

Política Nacional Aldir Blanc: Perspectivas 

Entre as pautas debatidas durante a reunião, o MinC apresentou uma proposta de pactuação federativa para execução dos próximos ciclos da Política Nacional Aldir Blanc de Fomento à Cultura (PNAB). O objetivo é uma estruturação da Política para aprimorar a gestão dos recursos, que são da ordem de R$ 3 bilhões ao ano.

Para a titular da Secretaria dos Comitês de Cultura (SCC) do MinC, Roberta Martins, a parceria com os entes federativos vai possibilitar  que os recursos da PNAB cheguem ao Brasil profundo e fortaleçam também o Sistema Nacional de Cultura (SNC).

“A PNAB é este caminho para migrarmos para um Sistema com habilidades, competências e principalmente responsabilidades definidas entre os entes federados. Nós temos um caminho que foi progressivo durante esta gestão. Juntos, trabalhamos na execução da Lei Paulo Gustavo e ela se mostrou vitoriosa, com cerca de 90% dos recursos já empenhados – e avançaremos ainda mais nesta execução. Para a PNAB, muito se atendeu coletivamente e nós vamos com certeza ter uma execução muito mais vitoriosa, unindo o país em torno da execução da Política e da construção do Sistema Nacional de Cultura”, afirmou.

Fabrício Noronha, presidente do Fórum Nacional de Secretários e Dirigentes Estaduais de Cultura, disse que a reunião com a presença da ministra e da equipe do MinC é uma oportunidade de debate estratégico para que a PNAB deixe legados substanciais para a cultura brasileira. “Esse é um momento que para além de debatermos questões práticas de prazos e minutas, sonharmos novos modelos de acesso, ações de impacto para o conjunto da sociedade. Para sonharmos e planejarmos  juntos”.

O secretário de Cultura da Bahia, Bruno Monteiro, afirmou que a partir da experiência dos editais lançados pelo estado, foi possível perceber as principais necessidades e acredita que a partir de agora será possível estruturar a PNAB de maneira mais sólida.

“Por exemplo, mostrou-se uma necessidade muito grande de maior formação de profissionais qualificados. Especialmente no audiovisual, mas em toda a cadeia da economia criativa. E nós, nessa transição da política emergencial para estruturante, passamos a atuar de forma a direcionar o aporte dos recursos para programas de formação, por exemplo, justamente desenhando uma trajetória que permita, com esse recurso, consolidarmos uma política mais de estado, para que, ao superar este momento, tenhamos um balanço que nos permita dar passos além, mais seguros, e não ter retrocessos”, avaliou.

A proposta de pactuação federativa apresentada pelo MinC também será levada aos gestores municipais de cultura.

Um ano de PNAB

Regulamentada pelo Decreto Nº 11.740/2023, assinado pelo presidente Luiz Inácio Lula da Silva, e pela ministra da Cultura, Margareth Menezes, a PNAB completou um ano de execução no mês de outubro. Com o objetivo de destinar R$ 3 bilhões por ano, até 2027, a estados, municípios e o Distrito Federal, o primeiro ciclo teve adesão de todos os estados e 97% dos municípios brasileiros.

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());

Fonte: Ministério da Cultura

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Brasileira Nicole Silveira vence etapa da Copa da Ásia de skeleton

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A brasileira Nicole Silveira venceu a segunda etapa da Copa da Ásia de skeleton (modalidade na qual o atleta desce uma pista de gelo em um trenó, de barriga para baixo e cabeça para frente). Neste sábado (9), em PyeongChang (Coreia do Sul), a gaúcha de 30 anos estabeleceu um tempo combinado de 1min48s35 após duas voltas, apenas 14 centésimos à frente da belga Kim Meylemans. A alemã Jacqueline Pfeifer (1min48s95) completou o pódio.

Nicole concluiu a primeira descida em 53s79, apenas cinco centésimos atrás de Meylemans, que fez o melhor tempo entre as 45 competidoras. A belga (que é noiva da brasileira) não foi bem na segunda volta, fazendo apenas a sexta marca. A gaúcha, por sua vez, cravou a segunda melhor parcial da série (54s56), ficando à frente da parceira no tempo combinado.

Entre as atletas participantes, estiveram a holandesa Kimberley Bos, atual campeã da Copa do Mundo de skeleton, e a alemã Hannah Neise, campeã olímpica de inverno nos Jogos de 2022, em Pequim (China). Bos terminou a prova deste sábado na quinta posição, enquanto Neise foi a nona colocada.

Na última sexta-feira (8), Nicole e Meylemans também fizeram dobradinha no pódio, mas com a belga em primeiro. A competição em PyeongChang, cidade-sede da Olímpíada de Inverno de 2018, serve como preparação para a Copa do Mundo da modalidade, que tem a primeira etapa no próximo dia 16, novamente na cidade sul-coreana.

Natural de Rio Grande (RS), mas residente no Canadá desde os sete anos, Nicole representou o Brasil na Olimpíada de Inverno de 2022, ficando em 13º lugar, melhor resultado de um atleta latino-americano no skeleton. A próxima edição dos Jogos será em 2026, nas cidades italianas de Milão e Cortina d’Ampezzo.

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Aviões da força aérea britânica fazem pouso de emergência no Rio

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Cinco aviões da força aérea do Reino Unido, incluindo três caças, precisaram fazer pousos de emergência no Aeroporto Internacional do Rio de Janeiro na tarde da última sexta-feira (8). A informação foi confirmada pela concessionária que administra o aeroporto, RIOGaleão, e pela Força Aérea Brasileira (FAB).

Segundo o Departamento de Controle do Espaço Aéreo da FAB, o Centro de Controle do Espaço Aéreo de Curitiba (ACC-CW) recebeu o pedido para a realização do pouso de emergência na capital fluminense.

A nota divulgada pela Aeronáutica informa que “uma aeronave da Royal Air Force [Força Aérea Real Britânica], um Airbus KC3 Voyager RRR9301 A330-200, estava com um caça Eurofighter Typhoon em emergência e solicitou alteração de rota para pousar no Aeroporto do Galeão, no Rio de Janeiro”.

“As aeronaves, em voo de formação, seguiam de Espargos Amilca Cabral International Airport (GVAC), Cabo Verde, para Mount Pleasant Airport (EGYP), Falklands/Malvinas”, descreve a FAB.

Cinco aeronaves britânicas pousaram no Galeão: um A-400 Atlas, um A-330 Tanker e três aviões caça Eurofighter Typhoon.

“Os pousos foram realizados com segurança e, logo em seguida, as aeronaves seguiram normalmente o plano de voo”, afirma a FAB.

Em nota, a concessionária RIOGaleão também informou que os pousos de emergência ocorreram em segurança na tarde de sexta, o que chegou a impactar o tráfego no aeroporto, causando o atraso de sete aterrissagens. A operação no momento ocorre dentro da normalidade.

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Brasileirão: Rádio Nacional transmite Botafogo x Cuiabá neste sábado

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Neste sábado (9), a Rádio Nacional acompanha o confronto entre Botafogo e Cuiabá válido pela 33ª rodada da Série A do Campeonato Brasileiro. A jornada esportiva da emissora pública começa às 16h, meia hora antes do início da partida. O pré-jogo traz notícias sobre as equipes, detalhes da escalação dos times e a tabela atualizada dos clubes na competição.

A cobertura da Nacional é destaque para parte da rede em AM e OC, além do FM no Rio de Janeiro e no Alto Solimões. A Nacional FM nas demais praças segue com a programação musical. O ouvinte pode curtir as produções e os seus conteúdos preferidos no app Rádios EBC e no site da emissora. Os áudios ficam disponíveis em tempo real por streaming nas duas plataformas.

Botafogo e Cuiabá se enfrentam às 16h30 no Estádio Nilton Santos, no Rio de Janeiro. Para esta cobertura, a Nacional escalou André Luiz Mendes na locução e Carlos Molinari nos comentários. Bruno Mendes atua na reportagem e no plantão da informação.

O Botafogo está na liderança da competição, totalizando 67 pontos, e vai em busca da vitória para ampliar sua vantagem no campeonato. Já o time do Cuiabá vive uma situação delicada: soma 28 pontos e está em penúltimo lugar na tabela do torneio.

Brasileirão

O Campeonato Brasileiro é a principal competição de futebol profissional entre clubes do país. Por meio da disputa, são indicados os representantes brasileiros para a Copa Libertadores da América juntamente com o campeão da Copa do Brasil.

Vinte clubes participam do torneio. No decorrer da temporada, cada time joga duas vezes contra os outros em um sistema de pontos corridos, uma vez em seu estádio e a outra no de seu adversário, em um total de 38 jogos.

As equipes recebem três pontos por vitória e um por empate. Os clubes são classificados pelo total de pontos, depois pelo saldo de gols e, em seguida, pelos gols marcados. Em caso de empate entre dois ou mais times, os critérios de desempate são: maior número de vitórias; maior saldo de gols; maior número de gols pró; confronto direto; menor número de cartões vermelhos recebidos; e menor número de cartões amarelos recebidos.

Cobertura esportiva da Nacional

O futebol é um dos destaques da programação da Rádio Nacional, emissora pública referência em transmissões de partidas no país há décadas. Os jogos das principais competições e as notícias mais importantes têm espaço nas jornadas esportivas diárias.

Ao longo do ano, a emissora apresenta, ao vivo, partidas de diversos campeonatos. Os torcedores podem ficar ligados pelo rádio, site ou streaming e acompanhar as emoções das disputas entre os maiores clubes brasileiros.

Antes e depois dos confrontos, o ouvinte se informa sobre a preparação das equipes e a repercussão do placar nas ondas da Nacional. A ideia é oferecer ao público uma programação jornalística com noticiário preciso e informação relevante, comentários embasados e opinião fundamentada sobre o que acontece de mais recente no futebol do país e no exterior.

Talentos do jornalismo esportivo

O time da Rádio Nacional reúne craques do jornalismo esportivo. Experientes comentaristas e talentos das novas gerações integram a equipe de esportes da Empresa Brasil de Comunicação (EBC). As principais notícias são destacadas no programa No Mundo da Bola, de segunda a sexta, às 18h.

Além de informar o público nas ondas do rádio, o time também está na tela da TV Brasil. Os profissionais realizam o programa Stadium, de segunda a sexta, às 12h30 e às 18h30, e a mesa-redonda dominical No Mundo da Bola, às 20h30.

Sempre ao vivo, as tradicionais produções da emissora pública trazem análises e apurações atualizadas. O esporte tem espaço destacado na programação do canal. Os telejornais diários como o Repórter Brasil também oferecem uma ampla cobertura dos principais resultados do dia.

Os profissionais que entram em campo na equipe de esporte da empresa ainda fazem a cobertura das jornadas de diversas modalidades e noticiam os principais resultados em reportagens no site da Agência Brasil. As tabelas atualizadas das competições podem ser acessadas em tempo real pelos usuários.

Serviço

Brasileirão Série A – Botafogo x Cuiabá – sábado, dia 9/11, a partir das 16h, na Rádio Nacional RJ, AM, OC e AS

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Exposição Foto de Quebrada mostra trabalhos de 30 artistas em Brasília

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Começa neste sábado (9), à 14h, a terceira edição da exposição Foto de Quebrada, mostra que reúne trabalhos de 30 artistas de todo o país na Galeria Risofloras, localizada na Praça do Cidadão, em Ceilândia, região administrativa do Distrito Federal.

Haverá, durante a abertura da exposição, atrações como a apresentação do DJ Kayaman; um aulão de funk com a Cia Versão Brasileira; e, às 17h, o Leilão Espetáculo de Venda de Arte Periférica. A iniciativa conecta mais de 200 artistas brasileiros de várias regiões, promovendo um novo circuito de compra e venda de arte.

“As quebradas brasileiras são territórios vivos e dinâmicos. Nesta exposição, revelamos algumas de suas múltiplas vivências compartilhadas por todo o país. Cada imagem é, simultaneamente, um espelho e uma janela. Olhares únicos que captam detalhes que, muitas vezes, passam despercebidos, revelando as camadas afetivas, os sonhos, as celebrações e até as pequenas tragédias cotidianas”, diz a curadoria da exposição.

A exposição pode ser visitada até 24 de janeiro, das 14h às 18h, de terça a sábado. Mais informações podem ser obtidas neste site.

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Helicóptero Sentinela transporta 74º coração para transplante

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A aeronave do Departamento de Trânsito do Distrito Federal (Detran-DF), o Sentinela 01, transportou na tarde desta sexta-feira (8) o 74º coração para a realização de transplante no Distrito Federal.

O órgão veio de Goiânia (GO) em aeronave da Força Aérea Brasileira (FAB) até Brasília e seguiu para o Hospital do Coração do Brasil, no Setor Hospitalar Sul, em voo realizado pela unidade de operações aéreas do Detran-DF. O helicóptero pousou próximo ao cemitério Campo da Esperança para desembarcar a equipe médica e o coração e embarcá-los na viatura da unidade aérea para transportá-los até o hospital.

Nos transplantes, cada segundo vale muito e o transporte do coração doado precisa ser muito célere, pois o procedimento eficiente de captação e condução para a cirurgia influencia diretamente na resistência do órgão e no sucesso da operação.

A parceria entre Detran-DF e a Central Estadual de Transplantes do Distrito Federal (Cet-DF) existe desde 2015 e tem garantido essa agilidade indispensável ao aproveitamento dos órgãos nos transplantes realizados no Distrito Federal. O comandante Ricardo Timóteo, o copiloto Ramon Chagas e o operador aerotático Fernando Garrido fizeram o voo desta tarde.

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