Dispositivo brasileiro simula tecidos e pode reduzir testes em animais

 on  with No comments 
In  
Dispositivo brasileiro simula tecidos e pode reduzir testes em animais

Dispositivo brasileiro simula tecidos e pode reduzir testes em animais

Tecnologia brasileira cultiva células em 3D e permite avaliar medicamentos em condições próximas ao organismo humano e animal

Pesquisadores do Centro Nacional de Pesquisa em Energia e Materiais (CNPEM), em Campinas (SP), desenvolveram um dispositivo microscópico capaz de cultivar células em três dimensões e submetê-las a testes em condições mais próximas das encontradas no organismo. A tecnologia pode ajudar no desenvolvimento de medicamentos, na avaliação da toxicidade de materiais e na redução do uso de animais em pesquisas.

O estudo foi publicado em 10 de julho na revista científica ACS Measurement Science Au. A plataforma utiliza microfluídica, técnica que controla pequenas quantidades de líquidos em canais microscópicos e permite regular o fluxo de nutrientes, oxigênio e substâncias durante os experimentos.

Brasil Anvisa suspende dispositivos médicos da Heuer International

Distrito Federal Dispositivo criado por pesquisadora da UnB ajuda a evitar amputações

Dispositivo criado por pesquisadora da UnB ajuda a evitar amputações

Saúde Teste rápido para hepatites B e C fica pronto em até 30 minutos

Saúde USP cria teste inédito para identificar superbactérias em 6 horas

USP cria teste inédito para identificar superbactérias em 6 horas

Nos testes convencionais, células costumam crescer sobre superfícies planas. Na plataforma, elas formam estruturas tridimensionais chamadas esferoides, que reproduzem melhor algumas características dos tecidos.

O estudo trabalhou com modelos celulares 3D e demonstrou que a plataforma pode ser utilizada tanto para cultivar as estruturas quanto para testar substâncias sob fluxo contínuo. Os principais avanços apresentados são:

Possibilidade de estudar a ação de medicamentos e outras substâncias em condições dinâmicas.

Um dos diferenciais está no design reversível. Ao contrário de plataformas permanentemente seladas, o dispositivo pode ser aberto depois do experimento, permitindo retirar os modelos celulares para análises complementares.

“Desenvolvemos um protocolo simples e reprodutível, que permitirá o uso da plataforma por pesquisadores de diferentes áreas. Além disso, a possibilidade de recuperar os modelos celulares após os ensaios amplia significativamente as análises que podem ser realizadas”, afirmou Iris Renata Sousa Ribeiro, pesquisadora de pós-doutorado do Laboratório Nacional de Nanotecnologia (LNNano-CNPEM) e primeira autora do estudo, à Agência Fapesp.

Share:

0 #type=(blogger):

Postar um comentário