Após perder 20 parentes com ELA, homem relata melhora com nova terapia
Cristiano Luiz, 45 anos, tem ELA e uma mutação rara no gene SOD1. Medicamento que mudou sua vida ainda não tem registro no Brasil
Cristiano Luiz de Carvalho, de 45 anos, cresceu vendo a esclerose lateral amiotrófica (ELA) atravessar gerações de sua família. Segundo ele, 20 parentes já morreram pela doença. Outros 27 tiveram resultado positivo para a mutação genética familiar. Entre eles estão sua mãe e três irmãos — os dois filhos ainda não foram testados.
Em 2019, Cristiano começou a buscar respostas para tantas mortes. Três anos depois, em fevereiro de 2022, um teste genético mostrou que ele carregava a alteração ligada ao gene SOD1. “O mais difícil de tudo isso foi falar para minha família que eu era positivo”, lembra.
Saúde Pacientes com ELA podem levar até 16 meses para ser diagnosticados
Pacientes com ELA podem levar até 16 meses para ser diagnosticados
Saúde Neurologista explica os primeiros sintomas da ELA, doença de Eric Dane
Neurologista explica os primeiros sintomas da ELA, doença de Eric Dane
Saúde Brasileira conta dificuldades para tratar marido com ELA na Inglaterra
Brasileira conta dificuldades para tratar marido com ELA na Inglaterra
Saúde Cientistas identificam proteína que pode favorecer doenças cerebrais
Cientistas identificam proteína que pode favorecer doenças cerebrais
A ELA é uma doença neurológica progressiva que destrói as células responsáveis pelo controle dos músculos. Com o avanço, atividades simples, como andar, falar, engolir e respirar, podem ficar comprometidas.
Segundo o neurologista Paulo Sgobbi, diretor médico da PSEG Centro de Pesquisa Clínica, existem diferentes causas genéticas associadas à doença. Algumas alterações no SOD1 podem ser transmitidas entre gerações e provocar quadros agressivos.
“A ELA é uma doença neurodegenerativa grave e progressiva, caracterizada pela perda dos neurônios motores, que são as células responsáveis pelo controle dos movimentos voluntários”, explica o especialista.
0 #type=(blogger):
Postar um comentário