
Pacientes com quadros de menor gravidade que procuram a Unidade de Pronto Atendimento (UPA) de Brazlândia passaram a contar, a partir desta sexta-feira (27), com uma alternativa ao atendimento tradicional: consultas por videochamada realizadas dentro da própria unidade. Com a novidade, o Distrito Federal chega a dez UPAs com salas de teleconsulta em funcionamento.
O serviço é destinado a casos classificados como de baixo risco — identificados pela chamada “pulseira verde” — e funciona com suporte presencial da equipe de enfermagem. Na prática, o paciente pode optar, após a triagem, entre o atendimento convencional ou a consulta remota. Ao escolher a segunda opção, é encaminhado a uma sala equipada, onde permanece acompanhado durante toda a avaliação.
Do outro lado da tela, médicos atuam a partir do complexo de telessaúde do Instituto de Gestão Estratégica de Saúde do Distrito Federal (IgesDF), no SIA. Cabe a eles conduzir a consulta, orientar o paciente, prescrever medicamentos e, se necessário, indicar encaminhamentos para outros níveis de atenção.
A medida busca desafogar o fluxo nas unidades e dar mais rapidez aos atendimentos de menor complexidade — um dos principais gargalos das UPAs. Desde o início da estratégia, em maio de 2025, mais de 18 mil atendimentos desse tipo já foram realizados na rede pública do DF.
Além de Brazlândia, o modelo está presente nas unidades de Vicente Pires, Gama, Ceilândia (I e II), Samambaia, São Sebastião, Recanto das Emas, Sobradinho e Paranoá.
Pressão sazonal e foco em pediatria
A expansão do atendimento remoto também mira um problema recorrente: o aumento de casos respiratórios, especialmente entre crianças, no período entre março e julho. Para enfrentar a demanda, o IgesDF iniciou a oferta de teleconsulta pediátrica nas UPAs de Sobradinho e Recanto das Emas.
A expectativa é que o serviço seja ampliado para outras unidades com atendimento infantil, como São Sebastião e Ceilândia I. A estratégia combina a contratação de profissionais com o uso da tecnologia para ampliar a capacidade de resposta em momentos de maior pressão sobre o sistema.
O modelo também dialoga com um desafio estrutural da saúde no país: a escassez de pediatras, que afeta tanto a rede pública quanto a privada. Ao recorrer à telemedicina, a gestão tenta otimizar o uso desses especialistas e expandir o acesso, sobretudo em regiões com maior demanda.
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