
A base de dados que sustenta o acesso a programas sociais no Distrito Federal alcançou um novo nível de abrangência e organização. Atualmente, 428.629 famílias estão registradas no sistema, que funciona como principal instrumento de identificação da população em situação de vulnerabilidade na capital.
Os números foram apresentados nesta quarta-feira (25), durante evento promovido pela Secretaria de Desenvolvimento Social em comemoração aos 25 anos da ferramenta. A programação integrou a mobilização nacional que destaca a trajetória do sistema e sua importância na construção de políticas públicas mais eficientes.
O DF também se destaca pela qualidade das informações. Mais de 90% dos cadastros estão atualizados, índice que garante maior precisão na concessão de benefícios e na leitura do cenário social. Com cerca de 2,9 milhões de famílias no território, aproximadamente um terço já está incluído na base.
A secretária de Desenvolvimento Social, Ana Paula Marra, destacou que a consolidação das informações representou uma virada na forma de planejar ações sociais. “Ao longo desses anos, conseguimos transformar dados que antes estavam dispersos em um sistema único e mais organizado. Hoje, temos condições de enxergar com mais clareza a realidade das famílias de baixa renda e, a partir disso, estruturar políticas públicas mais eficientes e alinhadas às necessidades reais”, afirmou.
A evolução também aparece no crescimento do número de inscritos. Em 2012, eram cerca de 239 mil famílias cadastradas. Hoje, o total supera 428 mil. Para a coordenadora de Transferência de Renda e Benefícios, Thaís Mandarino, esse avanço é resultado de uma estrutura mais capilarizada. “Esse aumento não aconteceu por acaso. Ele está ligado à modernização do sistema, ao reforço das equipes e à ampliação dos pontos de atendimento. Com isso, conseguimos chegar a mais pessoas e facilitar o acesso ao cadastro”, explicou.
Outro dado que chama atenção é o aumento do número de pessoas em situação de rua incluídas na base. Atualmente, são mais de 9 mil registros no DF, frente a um número bastante reduzido no início da série histórica. Segundo Thaís, a mudança também reflete uma atuação mais ativa do poder público. “Hoje, conseguimos identificar e incluir melhor esse público, graças a estratégias de busca ativa e a um trabalho mais próximo das equipes em campo”, ressaltou.
As regiões administrativas com maior concentração de famílias cadastradas são Ceilândia, Samambaia, Planaltina, Recanto das Emas e Taguatinga, áreas que concentram maior demanda por políticas sociais.
Durante o evento, que reuniu cerca de 150 participantes, foram apresentados marcos da evolução do sistema, além de relatos de profissionais e beneficiários. A modernização tecnológica foi apontada como um dos principais avanços ao longo dos anos.
“Antes, todo o processo dependia de papel e preenchimento manual. Hoje, trabalhamos com um sistema mais ágil, que melhora a qualidade das informações e dá mais segurança no atendimento”, concluiu Thaís Mandarino.
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