
O autor Manoel Carlos, que morreu aos 92 anos nesse sábado (10/1), quebrou diversos paradigmas e gerou inúmeras contribuições para a dramaturgia brasileira, entre elas a primeira protagonista negra em uma novela no horário nobre.
Em 2009, o autor escolheu a atriz Taís Araujo para o papel principal na novela das oito Viver a Vida. Ela foi a primeira Helena negra escrita pelo autor.
A artista, que na época vivia na França, voltou ao Brasil apenas para fazer o papel, que foi um marco na televisão brasileira. O Maneco, no entanto, pouco deu importância à escolha, que rendeu várias críticas e polêmicas à época.
“(A atriz) poderia ser japonesa, para mim não faria diferença”, disse em entrevista ao Estadão antes da estreia do folhetim. “É natural que todos pensem que o principal é que ela é negra, mas não é”, garantiu.
Na trama, Taís Araujo era Helena, uma modelo de sucesso internacional que enfrentava a rejeição da família do marido, vivido por José Mayer. “O mais importante é que ela convença como top model, e a Taís, que tem uma beleza internacional, convence”, explicou o autor.
A escolha da atriz gerou polêmica e, até o último capítulo, dividiu espectadores. Para Taís Araujo, porém, este foi um dos mais de maior importância da carreira.
“Obrigada por ter acreditado em mim e por ter me transformado. E, principalmente, obrigada por fazer o Brasil sonhar e ser mais bonito”, dedicou a atriz ao autor nas redes sociais. “Seu legado na teledramaturgia jamais será esquecido por todos nós”, completou.
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