Uma operação de fiscalização da Secretaria DF Legal resultou na penalização de um motorista que realizava o despejo irregular de resíduos provenientes da limpeza de fossas em uma área pública do Distrito Federal. A ocorrência foi registrada na última sexta-feira (13), dentro da Área de Proteção Ambiental (APA) da Bacia do Rio São Bartolomeu, nas proximidades do Núcleo Rural Córrego das Antas, na região do Jardim Botânico.
Durante monitoramento realizado pela equipe de fiscalização, os agentes identificaram um caminhão realizando o descarte do material no local. O veículo, um Mercedes-Benz modelo 710, transportava aproximadamente cinco mil litros de resíduos e foi abordado no momento em que o líquido era despejado na área.
Após a constatação da irregularidade, os fiscais lavraram auto de infração contra o responsável. A prática de descarte irregular em área pública é considerada grave pela legislação ambiental, e a penalidade aplicada chegou a R$ 30.580.
A região onde ocorreu o flagrante já vinha sendo acompanhada pelas equipes de fiscalização por apresentar histórico de descarte clandestino de resíduos.
Ações permanentes de fiscalização
O combate ao descarte irregular faz parte das ações contínuas da Secretaria DF Legal em diferentes regiões do Distrito Federal. O trabalho inclui visitas técnicas, monitoramento de pontos críticos e abordagens quando são identificadas situações suspeitas.
Somente nos dois primeiros meses de 2026, a secretaria realizou 1.008 operações de fiscalização voltadas ao controle desse tipo de infração, com 30 autuações registradas no período. No balanço de 2025, foram contabilizadas 8.904 ações de fiscalização, que resultaram na aplicação de 274 multas.
A Secretaria DF Legal também reforça que a colaboração da população é fundamental para identificar práticas ilegais. Denúncias podem ser encaminhadas à Ouvidoria do Distrito Federal pelo telefone 162 ou pela plataforma ParticipaDF.
O envio de informações como local, dia e horário em que o descarte ocorre ajuda a orientar as equipes de fiscalização e amplia a capacidade de resposta do poder público no combate a crimes ambientais.
O Distrito Federal e mais dez estados têm alerta laranja de chuva para este sábado (14). Segundo o Instituto Nacional de Meteorologia (Inmet), o alerta começou à 0h e vai até as 23h59m, com chuvas que variam de 30 a 100 milímetros, dependendo da localidade, com rajadas de vento provocadas pela variação brusca de temperatura.
O alerta laranja abrange as seguintes regiões: quase todo o Espírito Santo, centro-norte do estado do Rio de Janeiro, Minas Gerais (exceto Triângulo Mineiro, extremo sul do estado e Vale do Jequitinhonha), quase todo o estado de Goiás, leste e norte de Mato Grosso, oeste do Tocantins, oeste do Maranhão, quase todo o Pará, todo o Amapá e oeste do Amazonas.
Segundo o Inmet, há previsão de chuva para quase todo o país neste sábado. Apenas o sul do Paraná, Santa Catarina e o Rio Grande do Sul e a Bahia, Pernambuco, Sergipe e Paraíba têm tempo seco e ensolarado.
CPTEC
O Centro de Previsão de Tempo e Estudos Climáticos (Cptec), onde está instalado o supercomputador Jaci, divulgou a previsão de locais onde as tempestades serão mais severas. No Vale do Paraíba do Sul, na divisa do Espírito Santo e Rio de Janeiro, estão previstos os maiores volumes de chuva, de nível 3, e alerta de tempo severo.
Também há previsões de chuva de nível 3 na Região Metropolitana de Belém, no litoral do Pará, no interior do Maranhão e em áreas do interior do Amazonas. Nessas regiões, no entanto, não está previsto tempo severo.
O apresentador Haroldo Arruda passou por um momento delicado durante a edição ao vivo do Cidade Alerta MT, exibido pela TV Vila Real, na sexta-feira (13/3). No meio da transmissão, ele apresentou sinais de mal-estar e desmaiou, o que levou a emissora a suspender o programa temporariamente.
O apresentador Haroldo Arruda passou mal durante a transmissão ao vivo do programa Cidade Alerta, da TV Vila Real, na noite de hoje (13). O incidente ocorreu enquanto o jornalista realizava um comentário sobre Secretaria Estadual de Saúde. Ao se sentir indisposto, Arruda… pic.twitter.com/dW2TY2OCm9
— Ednaldo Ferreira 🙏🇧🇷🇧🇷 (@Ednaldo40916743) March 14, 2026
Durante o noticiário, o jornalista demonstrou desconforto, levou a mão ao peito e desmaiou. A produção então retirou o programa do ar imediatamente, o que causou apreensão entre os telespectadores.
O telejornal ficou cerca de 15 minutos sem exibição. Quando voltou ao ar, a apresentação passou para José Porto, que explicou ao público que o colega havia tido um mal-estar e estava sendo atendido pela equipe.
Mais tarde, Arruda usou as redes sociais para comentar o episódio e tranquilizar os seguidores. Ele afirmou que chegou a desmaiar e recebeu os primeiros socorros ainda na emissora antes de ser levado para um hospital.
“Provavelmente eu tive uma hipoglicemia, né? Eu desmaiei e na sequência eu fui imediatamente atendido lá na TV, encaminhado ao Hospital”, contou.
No hospital, ele foi avaliado por médicos e encontrou a esposa e o cardiologista. Após os exames iniciais, foi identificado também um pico de pressão alta, e o apresentador recebeu medicação.
Apesar do susto, Haroldo afirmou que passa bem e seguirá em acompanhamento médico para investigar o que provocou o episódio, incluindo exames cardíacos.
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) anunciou apoio à vice-governadora Celina Leão na disputa pelo comando do Palácio do Buriti.
Para o parlamentar, Celina reúne qualidades administrativas e políticas que a credenciam para dar continuidade à atual gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), que deve deixar o cargo em 28 de março para disputar uma vaga no Senado.
Segundo Vilela, a vice-governadora mantém diálogo constante com o Legislativo e demonstra proximidade com as demandas da população do Distrito Federal. O deputado também destacou a atuação de Celina em pautas ligadas à segurança pública, especialmente no atendimento às reivindicações das corporações, como o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal.
Em busca da reeleição para um terceiro mandato na Câmara Legislativa, o distrital afirma que há convergência política entre ambos. De acordo com ele, a aliança se baseia em pautas conservadoras e em críticas ao governo federal comandado por Luiz Inácio Lula da Silva.
O Partido Liberal (PL), legenda de Vilela, já manifestou apoio à candidatura de Celina Leão, movimento que reforça a articulação de forças da direita local em torno da sucessão no governo do Distrito Federal.
O advogado, jornalista e professor de Direito Paulo Fernando Melo da Costa morreu neste sábado (14), aos 58 anos, no Distrito Federal, após sofrer um infarto. Ex-deputado federal e figura conhecida nos círculos jurídicos, acadêmicos e políticos de Brasília, ele também era sócio honorário da Associação Brasileira de Portais de Notícias, entidade que lamentou publicamente sua morte.
Filiado ao Republicanos, Paulo Fernando disputou as eleições de 2022 para a Câmara dos Deputados e obteve mais de 15 mil votos, ficando na suplência. Ele assumiu o mandato entre março de 2023 e janeiro de 2024, após a licença do deputado Julio Cesar Ribeiro, que deixou temporariamente o cargo para assumir a Secretaria de Esporte e Lazer do Distrito Federal.
Antes de chegar ao Parlamento, construiu carreira ligada à assessoria legislativa e à gestão pública. Atuou como assessor no Congresso Nacional, diretor adjunto da Fundação de Apoio ao Preso Trabalhador (Funap) e integrante do Conselho Nacional de Políticas sobre Drogas (Conad), no âmbito do Ministério da Justiça. Também exerceu a função de secretário nacional adjunto do Idoso no Ministério da Mulher, Família e Direitos Humanos durante a gestão da então ministra e atual senadora Damares Alves.
Católico praticante, Paulo Fernando também ganhou visibilidade por sua atuação em movimentos cristãos e pró-vida, com posicionamentos públicos contrários à legalização do aborto.
Manifestação da ABBP
Em nota oficial, a Associação Brasileira de Portais de Notícias afirmou ter recebido com “profundo pesar e consternação” a notícia da morte de Paulo Fernando, destacando sua contribuição para o fortalecimento da comunicação digital e da imprensa independente no país.
Segundo a entidade, o jurista foi um entusiasta das mídias alternativas e defensor da atuação de portais de notícias independentes, blogs jornalísticos e rádios comunitárias, espaços que considerava essenciais para ampliar o pluralismo no debate público brasileiro.
Ao longo dos anos, ele também presidiu a Comissão Eleitoral da associação, oferecendo suporte jurídico e contribuindo para a organização dos processos internos da entidade.
O presidente da ABBP, jornalista Toni Duarte, afirmou ter recebido a notícia com tristeza e destacou a convivência com o professor dentro da instituição.
“Recebi com profunda tristeza a notícia do falecimento do professor Paulo Fernando. Tive a oportunidade de conviver com ele por muitos anos na ABBP, onde sempre demonstrou compromisso com o debate público, com a comunicação e com a defesa de valores em que acreditava. Paulo Fernando construiu uma trajetória marcada pelo conhecimento, pela dedicação ao ensino e pela participação ativa na vida pública”, afirmou.
Ainda na nota,a Associação Brasileira de Portais de Notícias afirmou que a memória de Paulo Fernando Melo da Costa permanecerá associada à defesa do debate público e ao incentivo a novas formas de produção jornalística, destacando sua presença constante em discussões sobre comunicação, direito e participação política.
Um visitante inesperado chamou a atenção dos participantes do BBB 26 na noite dessa sexta-feira (13/3). Um gambá apareceu dentro da casa mais vigiada do Brasil e acabou interrompendo a rotina dos brothers.
O animal foi visto circulando pela sala da casa e quem percebeu primeiro a presença do intruso foi Leandro Boneco, que passava pelo local no momento. Surpreso com a situação, ele tentou lidar com o bicho, mas não conseguiu retirá-lo dali.
Diante da situação inusitada, a produção do reality precisou entrar na casa para remover o gambá com segurança.
Depois do susto, Leandro comentou o episódio com outros participantes enquanto voltava para a festa da noite. Ana Paula ficou surpresa ao ouvir o relato do colega. “Um gambá? Você viu?”, perguntou ela, incrédula. “Sim”, respondeu Boneco. “Tentei tirar, mas não consegui”.
Apesar da aparência considerada fofa por muitas pessoas, gambás podem carregar agentes infecciosos e ectoparasitas. Por isso, o contato direto com o animal não é recomendado. Em casos de mordida ou arranhão, há risco de transmissão de doenças para humanos.
O deputado distrital Roosevelt Vilela (PL) declarou apoio à pré-candidatura da vice-governadora Celina Leão ao Governo do Distrito Federal. Para o parlamentar, a vice-governadora reúne credenciais políticas e administrativas para dar sequência à gestão do governador Ibaneis Rocha (MDB), que deve deixar o cargo em 28 de março para disputar uma vaga no Senado.
Segundo Vilela, Celina mantém interlocução frequente com a Câmara Legislativa do Distrito Federal e demonstra sensibilidade às demandas apresentadas por parlamentares e representantes da sociedade. O deputado avalia que essa articulação política tem contribuído para aproximar o Executivo das pautas discutidas no Legislativo.
O distrital também destacou a atuação da vice-governadora em temas ligados à segurança pública. Entre os pontos mencionados está o diálogo com as corporações do DF, incluindo o Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, em discussões relacionadas a demandas funcionais e estruturais.
Em busca da reeleição para um terceiro mandato na Câmara Legislativa, Vilela afirma que há convergência política entre ele e a vice-governadora. De acordo com o parlamentar, a aproximação ocorre em torno de pautas conservadoras e de críticas ao governo do presidente Luiz Inácio Lula da Silva.
O apoio também acompanha o movimento do Partido Liberal no Distrito Federal, que já sinalizou alinhamento à possível candidatura de Celina Leão ao Palácio do Buriti. A articulação é vista como parte da reorganização das forças políticas de direita no DF de olho na sucessão local.
Para além do glamour em torno da premiação e das estatuetas douradas, consideradas o ápice do sucesso, a Academia de Artes e Ciências Cinematográficas, responsável pelo Oscar, costuma virar alvo de debates por supostamente favorecer filmes e atores norte-americanos. Para os brasileiros, a crítica é recorrente: apenas em 2025 uma produção nacional ganhou destaque em Melhor Filme, a mais desejada categoria da noite, ultrapassando a barreira de Melhor Filme Internacional.
A produção de Kleber Mendonça Filho recebeu quatro indicações: Melhor Filme, Melhor Filme Internacional, Melhor Ator e Melhor Elenco. Esta última estreia na premiação deste ano, reconhecendo o trabalho de diretores de elenco.
Apesar das boas novas para o Brasil, que resgatam a importância do cinema nacional e de seus profissionais como potência mundial, não é bem uma novidade que a Academia escolha filmes não americanos para a categoria de Melhor Filme. A primeira vez foi em 1939, 10 anos depois da primeira edição do prêmio, com o filme francês A Grande Ilusão.
A primeira vitória só veio em 2012, quando o longa O Artista, também da França, ganhou a principal categoria da noite. O filme, no entanto, abre debates por ser mudo. Ou seja, ele não é necessariamente falado em outra língua, apenas produzido por outro país que não os Estados Unidos.
Veja a lista:
O Oscar se abre para o mundo?
“Historicamente, o Oscar foi um prêmio da indústria americana para a indústria americana, ainda que com uma vitrine internacional. Quando filmes estrangeiros começam a disputar Melhor Filme, e não apenas Filme Internacional, há, sim, um deslocamento simbólico relevante. No entanto, é preciso diferenciar gesto institucional de transformação estrutural”, afirma Gabriel Amora, crítico de cinema.
No caso do Brasil, por exemplo, estão os atores Fernanda Montenegro, Fernanda Torres, Wagner Moura, Sônia Braga, Rodrigo Santoro, Alice Braga, Selton Mello e Maeve Jinkings. Já na aba de diretores aparecem Walter Salles, Kleber Mendonça Filho, Fernando Meirelles, José Padilha, Anna Muylaert, Karim Aïnouz e Petra Costa.
“Não se trata de uma ruptura completa, já que Hollywood continua sendo o centro do sistema, e essas indicações ainda são raras quando observamos a história em perspectiva”, alega a cineasta Cíntia Domit Bittar.
“A Academia ampliou seu quadro de votantes nos últimos anos, incorporando mais membros internacionais, mulheres e profissionais fora do eixo tradicional de Hollywood. Isso altera o perfil de votação. Mas o centro financeiro, de distribuição e de lobby ainda é majoritariamente norte-americano. Ou seja, existe abertura, mas dentro de uma hierarquia que permanece”, completa Amora.
É importante lembrar que, ainda hoje, 70% dos votantes para o Oscar são radicados nos Estados Unidos. A festa ainda é deles.
“Existe um movimento de descentralização , é um prêmio da indústria cinematográfica dos Estados Unidos. Ele reflete, antes de tudo, os interesses, a cultura e as dinâmicas de poder desse próprio ecossistema. O que mudou nos últimos anos foi uma maior permeabilidade, impulsionada pela internacionalização gradual da própria Academia”, afirma Cíntia.
Amora, por sua vez, pontua que a Academia está mais aberta artisticamente, mas também se preocupa com a sua própria imagem pública. O Brasil, inclusive, virou figurinha carimbada nas redes sociais da premiação, provando o engajamento que o país entrega quando se trata de suas produções.
“Talvez a melhor resposta seja esta: a Academia está mais aberta porque precisa estar. A abertura artística e a consciência de imagem não são opostas; são parte de uma mesma reorganização. O desafio agora é saber se essa transformação será duradoura ou se permanecerá condicionada às pressões do momento”, garante.
Todos os anos, os vencedores do Oscar recebem uma estatueta banhada a ouro, avaliada em cerca de US$ 400. Na contramão do glamour, o Framboesa de Ouro entrega um prêmio bem mais modesto: uma miniatura de framboesa pintada com spray dourado, avaliada em aproximadamente US$ 5.
A premiação é realizada tradicionalmente um dia antes do Oscar e reconhece os piores filmes e atuações do ano. Apesar da fama atual, a ideia surgiu de forma despretensiosa, em 1981, na sala do redator John Wilson.
Na ocasião, Wilson reuniu amigos para assistir à 53ª edição do Oscar. Após a transmissão, conduziu os convidados até um púlpito de papelão pintado à mão. A brincadeira consistia em apresentar ou receber prêmios fictícios em oito categorias dedicadas ao pior do cinema naquele ano.
“Depois, todos os convidados me disseram o quanto haviam se divertido — e que grande ideia eu havia tido”, escreveu Wilson no livro The Official Razzie Movie Guide.
No dia seguinte, ele enviou à imprensa um comunicado anunciando os grandes “vencedores” da noite. Entre os destaques da primeira edição estavam Robert Greenwald, eleito Pior Diretor por Xanadu, e Can’t Stop the Music, estrelado pelo grupo Village People, vencedor de Pior Roteiro e Pior Filme.
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O Framboesa de Ouro começou como uma brincadeir entre amigos
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Troféu entrege aos ganhadores do Framboesa de Ouro
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John Wilson e Mo Murphy, organizadores do Framboesa de Ouro
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Ao longo das edições, alguns artistas foram pessoalmente receber o Framboesa de Ouro
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“Alguns dias depois, o Los Angeles Daily News publicou uma matéria com o título ‘E os vencedores não são’. O Framboesa estava oficialmente lançados”, publicou o autor.
A repercussão fez a premiação crescer rapidamente. Já no segundo ano, a cerimônia foi transferida para uma mansão em Bel Air. A partir da quarta edição, passou a ocorrer sempre na véspera do Oscar, estratégia que ampliou a atenção da imprensa.
O evento, que começou como uma brincadeira entre amigos, hoje caminha para a 46ª edição e segue acompanhado de perto por indicados e fãs. “Minha criação deixou de ser uma piada de festa sobre o Oscar para se tornar o antídoto perfeito ao exagero autocelebratório da temporada de premiações de Hollywood”, escreveu Wilson.
Brasil entra no “Oscar dos piores” com estreia de Isis Valverde em Hollywood
Apesar da proposta satírica, o prêmio não tem a intenção de desrespeitar artistas. A cofundadora da premiação, Mo Murphy, afirma que o objetivo sempre foi revelar um lado mais humano das celebridades. “Os fãs adoram quando a celebridade favorita assume seus erros. Isso os humaniza, tornando-os mais próximos do público”, declarou.
Ao longo dos anos, alguns artistas decidiram abraçar a brincadeira e comparecer à cerimônia para receber o troféu. O diretor Paul Verhoeven foi o primeiro a fazer isso, em 1996, ao aceitar pessoalmente o prêmio por Showgirls.
Uma das aparições mais marcantes foi a de Halle Berry, eleita Pior Atriz em 2005 pelo papel em Mulher Gato. Durante o discurso, ela segurava o Oscar conquistado três anos antes. Sandra Bullock também entrou para a história da premiação em 2010, ao receber o Framboesa de Ouro por Maluca Paixão. Na noite seguinte, venceu o único Oscar da carreira, por Um Sonho Possível.
“Se os ‘vencedores’ não se levarem tão a sério, eles podem se divertir bastante com isso”, reflete Murphy. “O premiado pode reagir da forma que quiser: se defender, culpar outra pessoa ou assumir a responsabilidade — qualquer coisa, menos ignorar!”
Nem todos, porém, reagem bem ao título. Com cerca de 40 indicações e 10 vitórias, Sylvester Stallone é o recordista da premiação e já teria demonstrado incômodo com o resultado.
Em 2000, o intérprete de Rambo venceu uma categoria especial: Pior Ator do Século. Anos depois, Wilson afirmou ter recebido uma mensagem de voz atribuída ao ator, na qual ele criticava o prêmio e argumentava que os filmes dele rendiam muito dinheiro.
“O fato de o público e a imprensa apreciarem a brincadeira já faz tudo valer a pena. E o fato de a chamada indústria nos detestar, na verdade, torna o Framboesa de Ouro ainda mais engraçado”, escreveu o idealizador do prêmio.
O poder dos filmes ruins
Segundo os organizadores, a tradição do Framboesa de Ouro se mantém de pé graças à capacidade de Hollywood de produzir filmes ruins. Todos os anos, novas produções que frustram crítica e público aparecem entre os indicados.
Para Murphy, o prêmio também funciona como uma forma de refletir sobre a indústria cinematográfica. “A atitude mais inteligente é entrar em contato conosco e pegar o troféu para colocá-lo em uma vitrine ao lado de outros prêmios prestigiosos — isso os mantém humildes!”, aponta.
Como fã de cinema, ela acredita que o evento pode estimular uma reflexão maior sobre as decisões criativas em Hollywood. A cofundadora acredita que atualmente muitos projetos acabam envolvendo pessoas demais no processo, o que faz com que eles “acabem perdendo a alma”.
Na contramão dessa tendência, a cita dois filmes brasileiros que, na avaliação dela, apresentam uma abordagem única. “O Agente Secreto tem uma visão singular, é um grande filme! Assim como um dos meus outros filmes brasileiros favoritos, Central do Brasil”, opina.
Cena de Wagner Moura como Marcelo/Armando no filme O Agente Secreto
Para se tornar votante do Framboesa de Ouro, é preciso se registrar e pagar uma taxa à organização. A seleção dos indicados considera listas enviadas pelos assinantes, críticas especializadas e a repercussão na imprensa. O valor das assinaturas é destinado às despesas administrativas e criativas do prêmio.
Mesmo com as polêmicas e o tom crítico do evento, ao longo dos anos, o fundador Wilson descobriu o poder dos filmes ruins. “Em um quarto de século apresentando o Framboesa de Ouro, também aprendi que, de vez em quando, surge um filme tão ruim que acaba se tornando incrivelmente divertido”, refletiu.
Ao longo de 24 anos de atividade, Glauber Rocha ajudou a construir alguns dos pilares do cinema brasileiro. Jornalista, intelectual, escritor, crítico e diretor de clássicos como Deus e o Diabo na Terra do Sol, o cineasta baiano completaria 87 anos neste sábado (14/3).
Mesmo após mais de duas décadas de sua morte, a obra de Glauber continua a instigar gerações de espectadores e estudiosos. Seus filmes continuam sendo referência para o audiovisual brasileiro e parte essencial da história do Cinema Novo.
Agora, em 2026, quatro títulos dirigidos pelo cineasta passam por um processo inédito de restauração, que combina técnicas analógicas e tecnologia digital de ponta para preservar esse legado. A iniciativa reúne instituições públicas e privadas no Brasil e no exterior e é liderada por Paloma Rocha, filha do diretor, que há mais de 20 anos se dedica à preservação da memória do pai.
“Este é um grande presente para Glauber Rocha”, declara Paloma. “São filmes de caráter histórico, crítico e político, alguns deles inéditos no Brasil. Este é um projeto pioneiro que valoriza a obra do diretor, que precisava de um reparo à altura.”
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Glauber Rocha (1939-1981)
Acervo pessoal
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Glauber Rocha e a filha, Paloma Rocha
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Glauber Rocha. patrono do Cinema Novo
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Glauber Rocha nasceu em Vitória da Conquista, no sudeste da Bahia
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
Acervo pessoal
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
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Glauber Rocha durante a gravação de Deus e o Diabo na Terra do Sol
Acervo pessoal
Quando o processo for concluído, 10 filmes de Glauber Rocha terão sido resgatados e preservados para a posteridade. Atualmente, quatro obras passam por restauração conduzida por uma equipe especializada de cineastas e técnicos. São elas:
Amazonas, Amazonas (1966) – curta-documentário publicitário produzido para incentivar o turismo no estado do Amazonas. Encomendado pela Ditadura Militar, o filme ajuda a entender as nuances da relação do cineasta com o governo da época.
Di Cavalcanti Di Glauber (1977) – curta-documentário, feito em homenagem ao pintor Di Cavalcanti (1897-1976). Por imbróglios judiciais, o filme nunca foi exibido no Brasil. Vencedor do Prêmio Especial do Júri para Melhor Curta-Metragem no Festival de Cannes e um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos segundo a Associação Brasileira de Críticos de Cinema (Abraccine).
História do Brasil (1974) – documentário e um dos filmes mais extensos da filmografia do diretor. Foi produzido durante o exílio de Glauber Rocha em Cuba de 1971 a 1973. Um trabalho que busca refletir de forma crítica sobre o impacto da colonização e do neocolonialismo.
Terra em Transe (1967) – longa-metragem e um dos trabalhos mais celebrados do cineasta. É considerado o filme mais íntimo e pessoal do diretor. Vencedor dos prêmios Luis Buñuel e Fipresci no Festival de Cannes e um dos 100 melhores filmes brasileiros de todos os tempos segundo a Abraccine.
Os três primeiros filmes estão sendo restaurados no Brasil, com financiamento do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES). O projeto é conduzido pela produtora Box Cultural, em parceria com a Cinemateca Brasileira e laboratórios privados de restauração.
Já Terra em Transe passa por restauração no exterior, por meio do World Cinema Project, iniciativa ligada à The Film Foundation, organização fundada pelo diretor Martin Scorsese.
“Terra em Transe é o filme-ápice do movimento Cinema Novo. Nunca houve um filme como ele e não haverá de novo. Esse tal Martin Scorsese, com sua fundação, sabe das coisas”, Lino Meireles
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Imagem de arquivo de Terra em Transe, filme de Glauber Rocha
Reprodução/Cinemateca Brasileira
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Reprodução/Cinemateca Brasileira
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Reprodução/Cinemateca Brasileira
Segundo Sara Rocha, diretora da Box Cultural e neta de Glauber Rocha, o objetivo é trazer o que há de melhor em termos técnicos e tecnológicos para o processo de preservação e restauro da filmografia do cineasta baiano.
“A iniciativa do restauro é de fato devolver esses filmes ao público. São obras eloquentes e polêmicas, e é uma grata oportunidade devolvê-las aos brasileiros e ao mundo. É mais uma etapa em um processo que é um compromisso histórico e de vida, passado de forma geracional na família. Desde dona Lúcia , que salvou tudo o que ele deixou”, afirma Sara.
Esta não é a primeira iniciativa voltada à preservação do legado de Glauber Rocha. Desde 1980, a obra do cineasta vem sendo alvo de projetos de conservação e restauro, viabilizados pelos vastos acervos mantidos pela família, pela Cinemateca Brasileira e pelo Arquivo Nacional.
“Acontece em tempos recentes uma onda de restauração de clássicos do cinema brasileiro”, afirma. “O mais importante é que tudo está sendo feito no Brasil, com equipes técnicas nacionais. Então nós rompemos esta barreira.”
Para Rodrigo Mercês, coordenador de preservação da Cinemateca Brasileira, essas iniciativas não apenas mantêm viva a memória do diretor, como também ajudam a abrir caminhos para todo o audiovisual do país.
“Glauber é um diretor cuja filmografia vem sendo preservada e restaurada há mais de 40 anos. É impressionante pensar que uma mesma coleção tenha atravessado tantos processos e contextos históricos diferentes, que acabam influenciando a forma como a obra é recebida. Sempre que falamos de avanços no cinema brasileiro, ele aparece”, avalia.
União do analógico ao digital
Para restaurar os filmes no Brasil, a equipe utiliza um método que combina técnicas analógicas — voltadas à preservação dos materiais originais — com tecnologias digitais capazes de adaptar o acervo do diretor a novas mídias, na maior resolução atualmente disponível. É a primeira vez que um projeto com esse nível de complexidade técnica é realizado no país.
O primeiro e mais importante passo do processo é a pesquisa dos materiais que servirão de base para o restauro. Apesar do vasto acervo disponível, muitos negativos originais foram severamente danificados pela ação do tempo ou simplesmente se perderam.
Esse é o caso, por exemplo, de Terra em Transe. Há 35 anos, os negativos originais do filme foram destruídos em incêndio em um laboratório em Paris. No Brasil, restava apenas um negativo de câmera com granulação muito forte, o que inviabilizava o uso da imagem. Para viabilizar o restauro, foi necessário combinar uma cópia de positivos franceses, usada como base visual, com um negativo preservado em Cuba, de onde foi recuperado o áudio.
Nos casos de Di Glauber e História do Brasil, os desafios são ainda maiores. No primeiro, o material disponível é precário e apresenta forte deterioração, com fungos e manchas. Já o segundo enfrenta uma camada adicional de complexidade: o documentário, de longa duração, foi montado a partir de imagens de arquivo de baixa qualidade, as únicas às quais o diretor teve acesso em Cuba durante o exílio político.
Rodrigo Mercês, da Cinemateca Brasileira, explica que um dos principais objetivos do restauro — e o que torna o projeto revolucionário — é preservar as características da obra original. Isso inclui não apenas as escolhas estéticas do diretor, mas também as limitações tecnológicas da época e até eventuais imperfeições do material utilizado. Por isso, segundo ele, a combinação entre processos analógicos e digitais é fundamental. “A tecnologia digital e a Inteligência Artificial (IA) não resolvem tudo”, afirma.
“Esses processos mecânicos e fotoquímicos muitas vezes trazem resultados até melhores do que o digital e ajudam a preservar a essência do filme. São elementos como profundidade de campo, iluminação e granulação que dão aquela ‘cara de cinema’. E isso é crucial para entender o que foi e como era aquela época”, explica.
O restauro, ainda em fase inicial, é conduzido por um grupo seleto de cineastas e especialistas que já colaboraram com Paloma Rocha e com a Cinemateca Brasileira em projetos anteriores. Integram a equipe o diretor de fotografia Luís Abramo, o especialista em som José Luiz Sasso e o restaurador João Sócrates.
Para recuperar as imagens, está sendo aplicada uma metodologia inédita no Brasil, que combina duas técnicas distintas: a duplicação fotoquímica — responsável por gerar novas cópias duráveis a partir das matrizes originais — e o escaneamento em “janela molhada”, processo em que um fluido especial é utilizado para preencher arranhões, riscos superficiais e outras imperfeições físicas durante a digitalização do filme.
“O Glauber nos deixou um legado de genialidade incomparável a qualquer outro diretor nacional ou internacional. A obra dele é importantíssima e estamos tendo essa preocupação de que ela não dure só por cinco ou 10 anos, mas por 500 até 1000 anos”, promete o restaurador João Sócrates.
A combinação dessas técnicas não garante apenas maior fidelidade à obra original e melhor qualidade de preservação do acervo. Ela também reduz a dependência de ferramentas digitais mais complexas, o que ajuda a conter custos. A restauração de um filme pode exigir investimentos que variam de R$ 200 mil a R$ 2 milhões, dependendo da duração da obra e do estado de conservação do material.
“Este é um trabalho que merece ser feito“, destaca Paloma Rocha. “Os restauros possibilitam que essas obras estejam disponíveis ao público e sirvam de inspiração para novos projetos, como documentários, exibições em alta qualidade ou lançamentos para o streaming. Nós queremos que a obra do Glauber Rocha possa ser usada para alavancar a qualidade da restauração no Brasil, que ainda não tem uma indústria consolidada. Porque se até para o Glauber é difícil, imagina para tantos outros cineastas.”
A previsão da equipe de restauração é que os primeiros resultados estejam prontos até o fim do primeiro semestre de 2026. A partir de 2027, a ideia é que os filmes integrem mostras especiais pelo país e, posteriormente, sirvam de base para novas produções voltadas ao streaming — ampliando a circulação da obra de Glauber Rocha e levando seu legado a novas mídias e gerações.
O governador Ibaneis Rocha oficializou nesta sexta-feira (13) a ampliação da Área de Segurança Especial (ASE) do Distrito Federal. A medida passa a incluir o Setor Hoteleiro Sul (SHS) e o Setor Hoteleiro Norte (SHN), regiões que concentram grande fluxo de turistas e visitantes na capital.
Com a mudança, os dois setores passam a integrar o conjunto de áreas consideradas estratégicas para o planejamento das ações das forças de segurança. A partir de agora, manifestações e reuniões públicas realizadas dentro desse perímetro deverão ser comunicadas previamente à Secretaria de Segurança Pública do DF (SSP-DF), com antecedência mínima de cinco dias úteis.
Segundo o governador Ibaneis Rocha, a iniciativa busca fortalecer a política de segurança e garantir que ela tenha continuidade ao longo do tempo. “A proposta é dar estabilidade a essa política pública. Queremos que essa estratégia de segurança continue sendo aplicada e que qualquer alteração futura precise ser debatida com a sociedade e com o Legislativo”, afirmou.
A ampliação da área especial foi discutida por um grupo de trabalho criado no âmbito da Secretaria de Segurança Pública e também atende a uma demanda apresentada por representantes do setor hoteleiro da capital.
Para o secretário de Segurança Pública, Sandro Avelar, a medida reforça o caráter preventivo das ações de segurança na região central de Brasília. “Estamos avançando em uma lógica de planejamento antecipado. A ideia é organizar melhor a atuação das forças de segurança e agir antes que situações de risco aconteçam”, destacou.
Representantes do setor hoteleiro avaliaram a decisão como um reconhecimento da importância da atividade turística para a economia local. Para o presidente da Associação Brasileira da Indústria de Hotéis do Distrito Federal (ABIH-DF), Henrique Severien, a inclusão da região na área especial representa um avanço no planejamento urbano e na segurança da cidade.
“Não se trata de classificar a região como insegura, mas de reconhecer o peso estratégico do setor hoteleiro para Brasília e garantir que essa área receba atenção especial no planejamento da segurança”, afirmou.
A Área de Segurança Especial reúne alguns dos principais pontos institucionais e turísticos da capital federal, como a Esplanada dos Ministérios, o Eixo Monumental, a Praça dos Três Poderes, a Plataforma Rodoviária, a Praça do Buriti e os setores culturais Norte e Sul. Também fazem parte do perímetro a Esplanada da Torre e o Setor do Palácio Presidencial, onde ficam os palácios da Alvorada e do Jaburu.
Parte desses espaços integra o Conjunto Urbanístico de Brasília, área tombada pelos governos distrital e federal e reconhecida como Patrimônio Mundial pela Organização das Nações Unidas para a Educação, a Ciência e a Cultura (Unesco).
A portaria assinada pelo governador também institui o Comitê Técnico de Aprimoramento das Normas e Protocolos Relacionados às Manifestações Públicas. O grupo terá caráter consultivo e será responsável por propor melhorias nos procedimentos adotados pelos órgãos de segurança durante eventos e manifestações.
O colegiado será coordenado pela Secretaria de Segurança Pública e contará com representantes da Polícia Civil do Distrito Federal, Polícia Militar do Distrito Federal, Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal, Departamento de Trânsito do Distrito Federal e Casa Militar do Distrito Federal.
Evento será realizado das 15 às 22 horas, e a entrada é gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado ao Cevam(Fotos: Silvio Simões)
O Centro Cultural Martim Cererê recebe, neste domingo (15/03), mais uma edição da Feira Raiz Feminina, iniciativa que promove o empreendedorismo feminino, a economia criativa e a ocupação qualificada dos espaços públicos.
O evento será realizado das 15 às 22 horas, e a entrada é gratuita mediante a doação de 1kg de alimento não perecível, que será destinado ao Centro de Valorização da Mulher (Cevam).
Ao longo do dia, o público poderá conferir produtos comercializados por mulheres e mães e apoiar o trabalho das empreendedoras.
A programação deste domingo inclui ainda uma palestra da empreendedora Luciana Brandão sobre sua trajetória no ramo da moda.
Oficina de colagem
Além disso, será realizada uma oficina de colagem com a artista visual Natasha Alkmim, no valor de R$ 62,00. A atividade irá fornecer todos os materiais necessários, como revistas, papéis coloridos, cola e tesoura, e requer inscrição prévia por meio do Instagram da Feira (@feiraraizfeminina).
Feira Raiz Feminina – primeira feira Lixo Zero de Goiânia
A Feira Raiz Feminina é a primeira feira Lixo Zero de Goiânia, atuando com práticas sustentáveis, educação ambiental e consumo consciente, guiada pela crença de que a transformação da cidade também passa pela forma como se produz, consome e relaciona.
Ao longo do ano, o empreendimento promove formação, capacitação e redes de apoio, fomentando o crescimento sustentável para negócios liderados por mulheres.
Serviço
Feira Raiz Feminina Data: Domingo (14/03) Horário: A partir das 15h Local: Centro Cultural Martim Cererê (Travessa Bezerra de Menezes – St. Sul, Goiânia)
No sertão da Bahia, um grupo de mulheres sustenta a família com um trabalho duro: quebrar rochas brutas para transformá-las em paralelepípedos. Foi sob o sol da Chapada Diamantina, que o fotógrafo e jornalista Alexandre Augusto transformou essa realidade no livro de fotografias Mulheres de Pedra, lançado em janeiro deste ano.
A obra revela a rotina de trabalhadoras que vivem da pedreira. O livro apresenta 58 fotografias que mostram uma realidade que atravessa gerações: mães, filhas e netas submetidas a um trabalho desgastante e pouco debatido publicamente. Após horas nas pedreiras, muitas ainda assumem as tarefas domésticas e o cuidado com a família.
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O livro mulheres de pedra retrata o trabalho de baianas na Chapada Diamantina
Alexandre Augusto
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Cada pedra tranformada em paralelepípedo vale cerca de
Alexandre Augusto
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O trabalho nas pedreiras é passado de mãe para filha
Alexandre Augusto
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Capa do livro Mulheres de Pedra (2026)
Divulgação
“Essas mulheres trabalham na pedreira sob o sol forte, cuidam da casa, dos filhos e, quando a noite chega, ainda há comida pronta na mesa”, afirma Alexandre. “Minhas fotos tentam guardar essa força silenciosa, que resiste sem aplauso, sem discurso e sem proteção.”
O projeto documental começou em 2015 e tem um primeiro livro publicado em 2018. Dez anos depois, o fotógrafo retornou à região para reencontrar algumas das mulheres retratadas nas primeiras imagens.
O trabalho nas pedreiras foi registrado pelo fotógrafo Alexandre Augusto
Segundo ele, algumas conseguiram melhorar minimamente as condições de vida graças ao trabalho com a pedra. Conquistas como a compra de uma geladeira ou até de uma moto são fruto de décadas de esforço e de milhares de pedras quebradas, cada uma vendida por cerca de R$ 0,15.
“Agradeço a Deus todos os dias pela pedra. Foi com a pedra que criei meus filhos. É com a pedra que hoje eles criam meus netos”, relata uma das trabalhadoras.