As fortes chuvas que atingiram Ceilândia na noite de sábado (28/2) provocaram alagamentos em diversos pontos da cidade e mobilizaram equipes da administração local, que permaneceram de plantão monitorando as áreas mais afetadas.
“Percorremos a cidade para mapear os pontos mais críticos e definir as intervenções necessárias”, relata o administrador de Ceilândia, Dilson Resende. “Nossas equipes estiveram de plantão e continuarão mobilizadas para dar respostas rápidas à população.”
Novacap utilizou um caminhão hidrojato de alta capacidade para limpar a tubulação; equipamento acelera a desobstrução da rede | Foto: Divulgação/Administração Regional de Ceilândia
Na manhã deste domingo (1º), as equipes constataram acúmulo de lixo nas bocas de lobo. Muito desse material foi arrastado pelas enxurradas após ter sido descartado irregularmente em vias e espaços públicos. Os resíduos acabaram obstruindo a rede de captação de águas pluviais, comprometendo o escoamento da água da chuva e contribuindo para os pontos de alagamento.
Um caminhão hidrojato da Novacap, equipamento de alta potência utilizado para limpeza profunda da tubulação, já começou o serviço. A capacidade operacional do hidrojato equivale ao trabalho manual de aproximadamente 100 homens, o que acelera o processo de desobstrução da rede.
“Estamos atuando de forma integrada com os órgãos do Governo do Distrito Federal para desobstruir a rede pluvial, recuperar as vias e minimizar os impactos causados pelas chuvas”, reforça o administrador. “A prioridade é garantir segurança e normalidade o mais rápido possível.”
A partir desta segunda-feira (2), em parceria com a Novacap e o SLU, a Administração Regional de Ceilândia atuará em reparos de buracos, retirada de resíduos levados pela enxurrada e desobstrução de bocas de lobo, para restabelecer o funcionamento da rede de águas pluviais.
*Com informações da Administração Regional de Ceilândia
A Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF) prorrogou o prazo de inscrições do chamamento público destinado ao preenchimento de 10 mil vagas no programa Qualifica DF. Os interessados terão até sexta-feira (6) para garantir participação na iniciativa, que oferece oportunidades de qualificação profissional em diversas áreas.
As inscrições devem ser feitas exclusivamente de forma eletrônica, por meio do portal oficial da Sedet-DF. Para efetivar o cadastro, é necessário preencher o formulário de inscrição disponível na plataforma.
O programa integra as ações do GDF voltadas à ampliação do acesso à capacitação profissional, com foco na inserção e reinserção de trabalhadores no mercado de trabalho.
*Com informações da Secretaria de Desenvolvimento Econômico, Trabalho e Renda (Sedet-DF)
O que é? A sífilis é uma infecção sexualmente transmissível causada pela bactéria Treponema pallidum. Os sintomas as vezes são discretos e a procura tardia por tratamento pode causar complicações graves. Em gestantes há o risco de contaminação vertical, da pessoa gestante para o bebê (sífilis congênita). A doença tem cura e o tratamento está disponível pelo Sistema Único de Saúde.
A sífilis pode ser adquirida ou congênita. Sua transmissão se dá principalmente por contato sexual ou contato com as lesões; contudo, pode ser transmitida verticalmente para o feto durante a gestação de uma pessoa gestante com sífilis não tratada ou tratada de forma não adequada. A transmissibilidade da sífilis é maior nos estágios iniciais (sífilis primária e secundária), diminuindo gradualmente com o passar do tempo (sífilis latente recente/tardia).
Quais são os principais sintomas e estágios da sífilis?
A sífilis é dividida em estágios que orientam o tratamento e monitoramento, que se dividem em:
Sífilis recente – primária, secundária e latente recente: até um ano de evolução
Sífilis tardia – latente tardia e secundária: mais de um ano de evolução.
Sífilis primária: normalmente se apresenta como uma ferida, geralmente única, no local de entrada da bactéria (pênis, vulva, vagina, boca, ânus, colo uterino ou outros locais da pele), denominada “cancro duro”. Essa lesão é rica em bactérias do Treponema pallidum. Esse estágio pode durar entre duas a seis semanas.
Sífilis secundária: nesta fase os sinais e sintomas surgem entre seis semanas e seis meses após a cicatrização do cancro, e duram em média entre quatro e 12 semanas. Podem ocorrer manchas pelo corpo, principalmente nas palmas das mãos e plantas dos pés, além de febre, mal-estar, dor de cabeça e ínguas pelo corpo.
Sífilis latente: período em que não se observa nenhum sinal ou sintoma clínico da sífilis. Esta fase é dividida em latente recente (até um ano de evolução) e latente tardia (mais de um ano de evolução). A duração é variável e sem tratamento, pode-se observar períodos de leões de secundarismo com os períodos de latência.
Sífilis terciária: pode surgir de dois a 40 anos depois do início da infecção. Nesta fase, a inflamação causada pela sífilis provoca destruição tecidual e são comuns o acometimento do sistema nervoso e do sistema cardiovascular. As lesões podem causar desfiguração, incapacidade e até morte.
Como é feito o diagnóstico? O diagnóstico da sífilis pode ser realizado nas Unidades Básicas de Saúde, através do teste rápido, com a coleta de uma gota de sangue na ponta do dedo. Caso o resultado seja reagente, uma amostra de sangue deverá ser coletada e encaminhada para a realização de um teste laboratorial para a conclusão do diagnóstico. Em caso de gestante, devido ao risco de transmissão ao feto, o tratamento deve ser iniciado com apenas um teste positivo (reagente), sem precisar aguardar o resultado do segundo teste. Os testes rápidos de sífilis estão disponíveis nos serviços de saúde do SUS, são práticos, de fácil execução, com leitura do resultado em, no máximo, 30 minutos e não necessitam de estrutura laboratorial. Estes testes são distribuídos pelo Ministério da Saúde como parte da estratégia para ampliar a cobertura diagnóstica.
Quem deve se testar para a sífilis? Recomenda-se que a população sexualmente ativa vá a uma UBS fazer o teste sempre que tiver uma relação sexual desprotegida ou apresentar algum sintoma da doença. Mesmo assintomática, quando não há sinais visíveis, a pessoa pode transmitir a infecção. As pessoas gestantes devem realizar os testes na primeira consulta de pré-natal, no segundo e terceiro trimestre da gestação e no momento do parto, pois a sífilis congênita pode causar consequências severas como abortamento, prematuridade e natimortalidade. É muito importante também testar e tratar todas as parcerias sexuais.
Como é realizado o tratamento? O tratamento é disponibilizado pelo Sistema Único de Saúde (SUS), sendo a benzilpenicilina benzatina o medicamento de escolha e a única droga com eficácia durante a gestação. Para prevenção da sífilis congênita, tanto as pessoas gestantes quanto suas parcerias devem fazer os exames de diagnóstico. Em caso de resultado positivo para a pessoa gestante, é fundamental que a parceria também realize a testagem e o tratamento. Desta forma, a reinfecção por sífilis é evitada, e a saúde da pessoa gestante e do bebê ficam garantidas.
Como se prevenir da sífilis? A principal forma de prevenção da sífilis é o uso do preservativo interno ou externo em todas as relações sexuais (anal, oral e vaginal).
Orientações para profissionais de saúde Todos os casos de sífilis adquirida, sífilis na gestante e sífilis congênita devem ser notificados no Sistema Nacional de Agravos de Notificação. A notificação compulsória é obrigatória para os médicos, outros profissionais de saúde ou responsáveis pelos serviços públicos e provados de saúde, que prestam assistência ao paciente, em conformidade com o artigo 8º da Lei 6.259 de 30 de outubro de 1975.
As fichas de notificação e os instrutivos de preenchimento estão disponíveis nos links abaixo.
Data nacional reforça que pessoas com o transtorno podem conviver em sociedade, trabalhar e ter qualidade de vida com acompanhamento adequado
Estudos recentes apontam que cerca de meio milhão de brasileiros adultos vivem com esquizofrenia, uma doença mental que influencia a forma como uma pessoa pensa, sente e interpreta a realidade. Instituído pela Lei 14.860, o Dia Nacional de Conscientização sobre Esquizofrenia, comemorado nesta semana (24), chama a atenção para a importância do diagnóstico precoce, do tratamento contínuo e, principalmente, para a quebra de preconceitos relacionados à doença.
Enfermidade causa hiperestimulação da atividade dos neurônios, levando a uma atividade cerebral aumentada. Foto: Matheus Oliveira/Agência Saúde DF
A esquizofrenia é uma doença psiquiátrica crônica que requer cuidado ao longo de toda a vida. É uma enfermidade que causa a hiperestimulação da atividade dos neurônios, levando a uma atividade cerebral aumentada. “Durante os episódios de crise, a pessoa com esquizofrenia vive sob ameaça persistente. Seja por meio da errônea interpretação da realidade, seja pela experiência de alucinações auditivas que comentam ou que ameaçam o paciente”, explica o médico, que é Referência Técnica Distrital em Psiquiatra da Secretaria de Saúde (SES-DF), Thiago Blanco.
Apesar do imaginário popular frequentemente associar a doença à imprevisibilidade e risco de violência, o especialista reforça que esse estigma não corresponde à realidade da maioria dos casos. “Pessoas com esquizofrenia tendem a ser mais retraídas, fechadas em si mesmas e instrospectivas. Elas experimentam uma sensação de angústia persistente relacionada a maior parte das vezes a uma crença conspiratória inabalável que provoca uma sensação permanente de ameaça”, esclarece.
Diagnóstico e desafios
O diagnóstico é realizado com base nos critérios clínicos, a partir da observação, o diálogo e o vínculo. Eventualmente, exames podem ser úteis para descartar outras causas de alucinações e delírios. Um dos principais desafios do tratamento, porém, é a dificuldade do próprio paciente em reconhecer os sintomas.
“Pela doença por si só, a pessoa não consegue perceber a irrealidade das suas crenças e acaba não se enxergando como doente. Isso dificulta a adesão ao tratamento, mas esse desafio é enfrentado junto com a família e os profissionais de saúde das equipes multidisciplinares, ajudando o paciente a entender que o tratamento pode ajudá-lo a ter uma vida com autonomia e funcional”, destaca Blanco.
O tratamento envolve medicamentos antipsicóticos, programas de treino de habilidades cognitivas e sociais, reforço da rede de apoio familiar e comunitária, psicoterapia e educação em saúde. Na rede pública de saúde, as equipes multiprofissionais, tanto das Unidades Básicas de Saúde (UBS) e dos Centros de Atenção Psicossociais (Caps), atuam em conjunto para atender o paciente com integralidade.
Na maioria dos casos de esquizofrenia, estigma de maior imprevisibilidade e risco de violência não corresponde à realidade. Foto: Agência Saúde DF
Participam do cuidado os psicólogos, para ajudar no convívio e na adesão do tratamento; os profissionais do serviço social, para auxiliar na garantia dos direitos; os nutricionistas, para garantir a alimentação adequada e os enfermeiros, para o cuidado no dia a dia e monitoramento. “É um cuidado em rede”, enfatizou.
“Uma pessoa com esquizofrenia não é um usuário permanente e persistente do Caps. O Caps é para quando quem está em crise, que precisa de um apoio mais frequente e intensivo. É muito possível e desejável, que após cessados os episódios de crise, a pessoa possa continuar o tratamento na UBS”, esclarece.
Quebra do estigma
Na data criada para conscientização da doença, Blanco também destacou que portadores da enfermidade são totalmente aptos de conviverem em sociedade. “Uma pessoa com esquizofrenia deve conviver com outras pessoas, trabalhar, ter uma vida reinserida socialmente, claro que com os desafios próprios de uma pessoa com doenças crônicas”, reforçou.
Para isso, a quebra do preconceito é fundamental. “Diminuir este estigma e esse preconceito é fundamental para gerar uma mudança na imagem da experiência da doença, na imagem que temos da experiência dessa doença”, concluiu.
missão tripulada Shenzhou-23 atracou com sucesso na Tiangong, a estação espacial modular da China.
Segundo o Escritório de Engenharia Espacial Tripulada da China, após o encontro e acoplamento da espaçonave com a estação espacial, os astronautas deixaram a cápsula e entraram no módulo orbital sem problemas.
A entrada da tripulação aconteceu às 5h13 no horário de Pequim, quando os integrantes da missão Shenzhou-21, que já estavam em órbita, abriram a escotilha da estação para receber os novos astronautas.
O episódio foi descrito pelas autoridades chinesas como o oitavo “encontro espacial” da história do programa espacial do país.
Primeira astronauta de Hong Kong
A missão ganhou destaque internacional pela participação da taikonauta Li Jiaying, primeira representante de Hong Kong a participar de uma missão espacial tripulada da China.
Ela foi selecionada em 2022 como especialista em carga útil, função responsável pela condução de experimentos científicos no espaço.
Missão fará mais de 100 experimentos
projetos científicos e tecnológicos durante sua permanência em órbita.
Os estudos envolvem áreas como:
ciências da vida espacial;
medicina;
ciência de materiais;
novas tecnologias;
pesquisas sobre comportamento de fluidos em ambiente de microgravidade.
permanência prolongada no espaço.
adaptação do corpo humano, testes de sistemas de saúde para astronautas e pesquisas contínuas em períodos mais longos no ambiente espacial.
Programa espacial chinês avança
O lançamento da Shenzhou-23 aconteceu no domingo (24), a partir do Centro de Lançamento de Satélites de Jiuquan, no noroeste da China.
A missão marca uma nova etapa do programa espacial chinês após o país passar sem voos tripulados desde 2024.
Antes da decolagem, o astronauta Zhu Yangzhu afirmou que a operação representa mais um avanço da China em direção a missões mais longas e complexas no espaço.
Nesta terça-feira (12), a Polícia Civil do Distrito Federal (PCDF) deflagrará a quinta edição da operação Rastreamento Final, realizada no âmbito do Distrito Federal pelos Departamentos de Polícia Circunscricional (DPC) e de Inteligência, Tecnologia e Gestão da Informação (DGI). Nessa ação, 284 aparelhos celulares serão devolvidos aos proprietários legítimos.
Os celulares roubados ou furtados foram recuperados pela PCDF, com o trabalho de inteligência policial e de equipes de investigação das delegacias. A entrega desses aparelhos aos verdadeiros donos será realizada no auditório do edifício-sede da Delegacia-Geral da PCDF, a partir das 10h.
A primeira fase da operação foi realizada em outubro de 2024. Na ocasião, 184 aparelhos furtados ou roubados foram restituídos aos proprietários. Na segunda fase, 135 celulares foram devolvidos, em dezembro de 2024. Na terceira, realizada em maio de 2025, foram devolvidos 430 celulares. Na quarta, em novembro do ano passado, 313 celulares foram restituídos.
Em maio de 2025, a PCDF lançou um serviço no site institucional chamado Consulta IMEI. Com essa ferramenta, o cidadão informa os 15 dígitos do IMEI do celular e verifica se o celular possui restrições registradas no sistema PCDF, como aquelas relacionadas a roubo ou furto. O objetivo é oferecer mais segurança e proteção à pessoa na hora de adquirir um produto. Essa ferramenta pode ser acessada neste link.
A PCDF alerta a população para o combate ao crime de receptação de celulares: ao adquirir o celular, exija nota fiscal e verifique a procedência do aparelho. A compra de celulares oriundos de crimes contribui para a impunidade dos criminosos e financia outras atividades ilícitas. É importante também que a população denuncie qualquer atividade suspeita.
Serviço
Operação Rastreamento Final
Data: terça-feira (12)
Hora: 10h
Local: Auditório Valderia da Silva Barbosa, edifício-sede do Complexo da PCDF
Modelo de aquisição conjunta garante redução média de 10,7% nos custos e amplia acesso a 92 medicamentos na rede pública do DF
O Governo do Distrito Federal (GDF) economizou R$ 5,02 milhões com a compra compartilhada de medicamentos por meio do Consórcio Brasil Central (BrC). Os resultados foram apresentados ao governador Ibaneis Rocha, nesta quinta-feira (13), durante reunião no Palácio do Buriti com o secretário de Saúde, Juracy Lacerda, o secretário de Governo, José Humberto Pires de Araújo, e do secretário-executivo do consórcio, José Eduardo Pereira Filho.
Entre 2024 e 2025, a capital registrou 10,7% de economia média nas aquisições feitas pelo modelo consorciado, que reúne sete unidades da Federação: Distrito Federal, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia e Tocantins. “Esse modelo tem dado certo e traz uma grande economia para os estados e o Distrito Federal. Foi uma aposta que fizemos lá atrás, quando presidi o Consórcio Brasil Central, e temos dado continuidade”, disse Ibaneis Rocha.
“O que nós temos buscado é cada vez mais fortalecer essa integração com o consórcio. Sabemos que tem alguns medicamentos de alto custo que a gente não consegue comprar, a licitação dá deserto. Então, o consórcio vem para solucionar essa questão”, acrescentou o secretário de Saúde, Juracy Lacerda.
Entre 2024 e 2025, a capital registrou 10,7% de economia média nas aquisições feitas pelo modelo consorciado, que reúne sete unidades da Federação. Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Segundo o chefe da pasta, a participação do DF nas compras conjuntas possibilitou a aquisição de 92 medicamentos demandados pela Secretaria de Saúde, com 17 produtos apresentando redução média de 10,4% nos preços. “Com a integração do consórcio, a gente ganha economia e rapidez para garantir o acesso ao medicamento por parte da população. Então, estamos trabalhando para cada vez mais aumentarmos a compra desses itens desta forma”, acrescentou Juracy Lacerda.
Entre os medicamentos adquiridos por meio do consórcio estão itens de oncologia, arboviroses, como os usados no tratamento da dengue, e fármacos voltados a doenças raras e judicializadas, o que contribui para reduzir gastos com ações judiciais e racionalizar o tratamento continuado.
O secretário-executivo do BrC, José Eduardo Pereira Filho, ressaltou que o consórcio vem ampliando sua atuação e ganhando relevância nacional: “Somos um consórcio público que une sete unidades da Federação. Então, nós trabalhamos a transversalidade de políticas públicas e os números evoluíram bastante porque temos políticas muito bem definidas. Trabalhamos também na aquisição para segurança pública. Ou seja, o consórcio ganhou musculatura e hoje é um ente que traz efetivas soluções para os estados consorciados”.
“Gostaria também de destacar o papel fundamental da gestão do governador Ibaneis Rocha à frente do Consórcio Brasil Central entre 2021 e 2022, período em que conduziu uma administração extremamente responsável e estruturante. Foram mudanças essenciais que ajudaram a alavancar iniciativas que hoje geram frutos diretos, como a economia de milhões de reais das compras compartilhadas e o acesso ampliado a medicamentos de alto custo. Mesmo atualmente, como consorciado, ele segue contribuindo ativamente na Assembleia de Governadores do BrC e acompanhando de perto os resultados que sua gestão ajudou a construir.”
Os dados apresentados mostram, ainda, que, apenas na modalidade de Compra Compartilhada de Medicamentos, foram 156 medicamentos licitados em 2025, totalizando R$ 367 milhões em valor global adjudicado, com 18% de economia média. O Distrito Federal participou com 108 medicamentos demandados, alcançando 86% de êxito na licitação e ampliando o acesso a 28 medicamentos que antes não possuíam a ata de registro de preços na rede pública local.
O secretário-executivo do BrC, José Eduardo Pereira Filho, ressaltou que o consórcio vem ampliando sua atuação e ganhando relevância nacional. Foto: Renato Alves/Agência Brasília
Outro destaque foi a Compra Compartilhada de Medicamentos para Arboviroses, que licitou 19 itens e proporcionou economia de 9% em média. Somando os dois programas, o DF obteve R$ 2,85 milhões de economia nas aquisições.
Sobre o Brasil Central
Juntos, Goiás, Maranhão, Mato Grosso, Mato Grosso do Sul, Rondônia, Tocantins e o Distrito Federal formam o Consórcio, responsável por 12,56% do Produto Interno Bruto (PIB) do país. O grupo reúne uma população de aproximadamente 27 milhões de pessoas e conta com uma relevante representação no Congresso Nacional, com 21 senadores e 75 deputados.
O governador Ibaneis Rocha presidiu o BrC entre 2021 e 2022, quando liderou a concessão de linhas de crédito do BRB e a redução de 30% do custo da compra de medicamentos pelo BrC, fruto do projeto Saúde Compras Compartilhadas.
A CBF alterou a data do clássico entre Atlético-GO e Goiás, válido pela 11ª rodada da Série B. Inicialmente marcado para domingo, o confronto foi antecipado para sábado, dia 30, às 16h, no Estádio Antônio Accioly. O duelo será disputado apenas com torcida do Dragão.
A Polícia Militar do Distrito Federal encontrou, na manhã desta segunda-feira (25), um desmanche clandestino de motocicletas na região do Sol Nascente. A ação começou após o proprietário de uma moto furtada acionar os policiais e informar a localização do veículo por meio do rastreador.
Ao chegarem ao endereço indicado, os militares localizaram a motocicleta e encontraram outras peças e veículos em processo de desmontagem. Entre os materiais apreendidos, chamou atenção um equipamento usado para impedir o funcionamento de rastreadores e dificultar a recuperação dos veículos.
Segundo a corporação, esse tipo de recurso costuma ser utilizado por grupos envolvidos em furtos e roubos de veículos. Todo o material foi levado para a 15ª Delegacia de Polícia, que dará continuidade às investigações para identificar os responsáveis e apurar possível receptação e atuação criminosa no local.
Os usuários da Farmácia de Alto Custo do Distrito Federal já podem realizar agendamentos online para retirada de medicamentos e renovação de documentos pelo portal Agenda DF, sem necessidade de aguardar a renovação cadastral no novo sistema Ceaf Digital.
A medida começa a valer nesta sexta-feira (15) e foi adotada como solução imediata para ampliar o acesso da população aos serviços da assistência farmacêutica, garantindo mais comodidade, organização e redução das filas presenciais.
A implantação do novo sistema Ceaf Digital ocorrerá de forma gradual nas Farmácias de Alto Custo do DF, conforme os pacientes forem renovando os cadastros. No entanto, durante esse período de transição, os usuários já poderão utilizar normalmente o Agenda DF para realizar os agendamentos, sem precisar esperar o prazo de renovação cadastral, que pode chegar a até seis meses.
Os agendamentos estarão disponíveis para as unidades da Asa Sul, Ceilândia e Gama. As vagas serão liberadas para atendimento nos sete dias subsequentes à data da marcação, e o paciente deverá realizar o atendimento na unidade em que já possui cadastro ativo.
O agendamento pelo Agenda DF ficará disponível de segunda a sexta-feira. Já as unidades da Farmácia de Alto Custo continuarão funcionando normalmente de forma híbrida e aos sábados, das 7h às 12h, garantindo a continuidade da assistência aos usuários do SUS no Distrito Federal.
Nova interface deve organizar lista com usuários ativos no momento e aqueles que usaram o aplicativo recentemente.
Aplicativo do WhatsApp - Imagem: Samuel Boivin/Shutterstock
Tudo sobre WhatsApp
Quem usa o WhatsApp sabe que descobrir se um amigo está conectado exige uma pequena dose de paciência: atualmente, é preciso abrir o chat de cada pessoa individualmente e olhar o topo da tela. Para resolver esse incômodo, o aplicativo está desenvolvendo uma interface centralizada que mostrará, de uma só vez, quais contatos estão ativos no momento.
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De acordo com o siteWABetaInfo e 9To5Mac, a novidade está disponível na versão de testes (beta) do aplicativo para iPhone. O novo recurso funcionará como uma espécie de “central de contatos”, facilitando o início de novas conversas com quem já está disponível.
Como vai funcionar a nova central
De acordo com os registros da versão beta, a nova tela será integrada às configurações do aplicativo e dividida de forma inteligente para facilitar a navegação:
Contatos favoritos: exibidos no topo da página para acesso rápido.
Online agora: uma lista dedicada com todos os amigos que estão com o aplicativo aberto naquele instante.
Ativos recentemente: mostrando as pessoas que usaram a plataforma há pouco tempo, mesmo que não estejam online no segundo exato.
Nova ferramenta deve respeitar preferências de privacidade dos usuários (Imagem: oasisamuel/Shutterstock)
Privacidade garantida
Para quem se preocupa com a exposição, um ponto fundamental: as regras de privacidade atuais da plataforma devem ser totalmente mantidas.
O WhatsApp só permitirá que você veja o status de atividade dos outros se você também mantiver o seu “online” visível. Ou seja, se você optou por esconder o seu status nas configurações de privacidade, a nova central não mostrará as informações dos seus contatos.
Quando chega?
O recurso ainda está em fase de desenvolvimento e não foi liberado oficialmente nem mesmo para a maioria dos testadores beta. Como o WhatsApp costuma adotar um cronograma de lançamentos bastante cauteloso e gradual, ainda não há uma data oficial para que a novidade chegue à versão final do aplicativo.
Beatriz Campos
Beatriz Campos é jornalista formada pela Universidade São Judas Tadeu e jornalista do Olhar Digital.
Caracterizado por dificuldades na comunicação e na interação social, além da presença de padrões de comportamentos repetitivos, o Transtorno de Espectro Autista (TEA) já atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal, equivalente a 1,2% da população local, segundo o último censo realizado pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).
Durante o mês de abril, é celebrado o Dia Mundial da Conscientização do Autismo, uma data dedicada à ampliação do conhecimento sobre o transtorno, ao enfrentamento do preconceito e à promoção da inclusão das pessoas com TEA na sociedade.
“Um mês dedicado ao autismo é de grande importância para aumentar a conscientização e reduzir o preconceito. Ajuda as pessoas a entenderem melhor sobre o transtorno e a respeitarem as diferenças. É um momento para promover mais respeito, empatia e inclusão na sociedade”, destaca a gerente do Centro de Referência Especializado em Transtorno do Espectro Autista (Cretea), Viviane Veras.
Em relação aos serviços disponibilizados a pessoas com o transtorno, a rede de saúde pública do DF registrou 8.237 atendimentos individuais na Atenção Primária à Saúde, além de 134.987 procedimentos realizados na atenção especializada e na rede contratada.
Dados indicam que o TEA já atinge cerca de 34,5 mil pessoas no Distrito Federal, equivalente a 1,2% da população local | Foto: Jhonatan Cantarelle/Agência Saúde DF
Superação
Gabriela Anchieta, 34, é uma das mães que buscou atendimento especializado na rede pública. A suspeita do autismo surgiu ao observar alguns comportamentos atípicos na filha aos oito meses de idade. “Eu sou mãe de quatro, então percebi que o desenvolvimento dela era diferente. Ela ficava muito desorientada com luzes fortes e raios”, contou.
Registrando todas as etapas de desenvolvimento, Gabriela teve de enfrentar uma dura realidade ao levar as anotações ao médico. “Eu havia feito um relatório próprio meu, em que eu anotava tudo. Quando levei para a médica, ela me falou: ‘Mãezinha, você já deu o diagnóstico, falta você aceitar'”, relembra.
Emanuele, 4, foi uma das primeiras pacientes atendidas no Cretea, inaugurado em dezembro de 2025. Desde então, a mãe observa avanços importantes. “A Manu desenvolveu muito a fala, começou a interagir com outras crianças. A minha tristeza como mãe era que a Manu não falasse com as pessoas. E, hoje, ela já está interagindo aos poucos”, relatou.
O espaço tem como foco o diagnóstico, intervenções especializadas e orientação parental, fatores essenciais para o desenvolvimento cognitivo, social e comportamental. No período compreendido entre dezembro de 2025 e o final de março deste ano, foram agendadas 80 crianças no Cretea e 66 avaliadas, sendo 52,5% com diagnóstico confirmado de TEA.
Outra paciente é Sabrina, 6, que iniciou, no último mês, o primeiro acompanhamento. A mãe Valdinéia Silva, 39, relatou que a filha apresentava sinais de agressividade e pouca interação social quando mais nova. “Iniciei o tratamento há três anos e ela já desenvolveu muito. Os vizinhos me falam que nem parece a mesma criança de antes. É muito importante correr atrás do tratamento e fazer igual em casa, ficar ensinando constantemente”, contou.
Programação especial
Como parte das ações do Mês da Conscientização do Autismo, o Cretea promoveu uma programação especial voltada aos pacientes e familiares do centro, com atividades que promovem vivências significativas e o desenvolvimento social, cultural, sensorial e emocional — todas de acordo com o plano terapêutico singular (PTS), de cada usuário.
Nesta quinta-feira (2), a ação realizada na Mansão Cataventos, no Park Way, contou com muita diversão, lanches e risadas. Valdineia e a pequena Sabrina estavam presentes. “Achei maravilhosa a iniciativa e eu nem esperava. É muito bom para eles e para a gente, já que as crianças brincam, interagem e a gente consegue se distrair", comentou.
Entre outras ações previstas, estão as visitas ao Planetário de Brasília, no dia 16 de abril, e um evento de equoterapia recreativa, no dia 30. A programação completa pode ser conferida no banner abaixo:
Descer ruas em carrinhos de rolimã e reunir amigos nas ladeiras são dois hábitos que marcaram a infância de gerações no Distrito Federal. Agora, essa tradição popular ganhou reconhecimento oficial. Isso porque, nesta sexta-feira (22), a governadora Celina Leão sancionou a Lei nº 7.894/2026 e criou o Dia dos Rolimistas no Distrito Federal. A celebração será anualmente em 1º de maio e passa a integrar o calendário oficial de eventos do DF.
A medida reconhece o carrinho de rolimã como tradição cultural, esportiva e de lazer que marcou gerações de brasilienses, especialmente na região do Paranoá. A iniciativa foi publicada em edição extra do Diário Oficial do Distrito Federal (DODF).
Além de reconhecer a atividade com um dia oficial, a medida prevê incentivo à realização de eventos, competições e atividades educativas relacionadas ao carrinho de rolimã | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília
A nova norma também prevê o incentivo à realização de eventos, competições e atividades educativas relacionadas ao carrinho de rolimã, com foco na integração comunitária e na ocupação consciente dos espaços públicos. Segundo o texto da lei, a iniciativa busca fortalecer o esporte como ferramenta de desenvolvimento social, cultural e de promoção da saúde, além de valorizar ações voltadas ao resgate e à preservação da tradição dos rolimãs no DF.
A proposta é de autoria da deputada distrital Doutora Jane. O projeto foi aprovado pela Câmara Legislativa do Distrito Federal, em dois turnos e redação final, durante sessão deliberativa realizada em 29 de abril.
A Secretaria de Saúde é o órgão do Poder Executivo do Distrito Federal responsável pela organização e elaboração de planos e políticas públicas voltados para a promoção, prevenção e assistência à saúde.
É função da Secretaria de Saúde dispor de condições para a proteção e recuperação da saúde da população, reduzindo as enfermidades, controlando as doenças endêmicas e parasitárias e melhorando a vigilância à saúde, dando, assim, mais qualidade de vida aos moradores do Distrito Federal.
VIII – formação e capacitação dos servidores da saúde.
As Superintendências das Regiões de Saúde – SRS e Unidades de Referência Distrital – URD executam e controlam as ações e serviços, considerando as atividades de planejamento de médio prazo, de controle e a execução técnica das atividades-fim, orientadas pelo desdobramento dos objetivos estratégicos. Desse modo, completando o ciclo gerencial para alcance dos resultados organizacionais.
Clique aqui para acessar o Regimento Interno da Secretaria de Saúde do Distrito Federal
Clique aquipara ver o painel com as atribuições de cada setor da SES/DF
Selecionado pelo edital FAPDF Tech Learning (2023), o projeto "Lab Metaverse UCB: o futuro é ancestral" é apresentado na conferência Human Rights in Immersive Realities (XR): Freedom of Expression, Justice, Children’s Rights and Well-Being, realizada nos dias 18 e 19 de maio de 2026, em Estrasburgo, na França.
Coordenada pela professora e pesquisadora Florence Dravet, da Universidade Católica de Brasília (UCB), a iniciativa conta com investimento de R$ 1 milhão da Fundação de Apoio à Pesquisa do Distrito Federal (FAPDF) e propõe o uso de realidades imersivas, metaverso e inteligência artificial (IA) para valorizar e difundir saberes ancestrais de povos indígenas brasileiros.
Para a FAPDF, o apoio à iniciativa está alinhado ao fomento de pesquisas interdisciplinares, inclusivas e capazes de gerar impacto científico, tecnológico, social e cultural. “Por meio de seus editais, a Fundação apoia projetos que aproximam educação, inovação e novas linguagens tecnológicas, ampliando as possibilidades de aplicação do conhecimento científico em diferentes áreas da sociedade”, afirma Leonardo Reisman, diretor-presidente da FAPDF.
Promovida pelo Conselho da Europa, a conferência reúne representantes de Estados-membros, pesquisadores, especialistas em tecnologia, integrantes da sociedade civil e instituições ligadas à defesa dos direitos humanos. O encontro discute como as tecnologias imersivas, conhecidas pela sigla XR — que inclui realidade virtual, realidade aumentada e ambientes digitais interativos —, estão transformando temas como liberdade de expressão, justiça, direitos das crianças, saúde mental, bem-estar, democracia e Estado de Direito.
Tecnologias imersivas foram apresentadas durante a programação da conferência promovida pelo Conselho da Europa, que discutiu os impactos da XR nos direitos humanos, na democracia e no bem-estar | Foto: Divulgação/FAPDF
Nesse cenário, a participação do projeto apoiado pela FAPDF insere a produção científica do Distrito Federal em uma discussão internacional sobre os caminhos éticos, sociais e culturais das novas tecnologias. A apresentação da professora Florence Dravet integra a programação da conferência com o tema From the Forest to the Metaverse: Immersive Experiences and Co-Creation with Indigenous Peoples, em tradução livre, “Da floresta ao metaverso: experiências imersivas e cocriação com povos indígenas”.
Da floresta ao metaverso
O Lab Metaverse UCB é um laboratório dedicado ao desenvolvimento de projetos de inovação tecnológica, pedagógica e cultural. A iniciativa integra recursos como realidade virtual, ambientes interativos no metaverso e inteligência artificial generativa para criar experiências voltadas à preservação da cultura, da linguagem e das formas tradicionais de narrar o mundo.
Um dos eixos do projeto é inspirado no Manifesto do Futuro Ancestral, da professora Florence Dravet, e busca desenvolver vivências digitais dedicadas às etnias Pataxó, Yawanawá e Tukano. Nos ambientes virtuais, os visitantes podem entrar em contato com elementos como oralidade, mitos, grafismos, cantos, narrativas e cosmologias desses povos.
Entre as ações já desenvolvidas está um filme imersivo em realidade virtual 360º, realizado em parceria com lideranças da Aldeia Mutum, do povo Yawanawá, localizada no Acre. A produção narra um mito ancestral da Floresta Amazônica e conduz o espectador por uma experiência sensorial e simbólica que conecta tecnologia, espiritualidade e memória.
Inovação com responsabilidade cultural
Professora Florence Dravet, coordenadora do projeto, em demonstrações práticas de realidade virtual integraram a programação da conferência internacional realizada no Conselho da Europa, em Estrasburgo
Ao propor experiências imersivas construídas em diálogo com povos indígenas, o projeto mostra que ambientes virtuais também podem ser espaços de educação, preservação cultural, reconhecimento de identidades e valorização de narrativas tradicionais.
A proposta se diferencia por tratar a tecnologia não como substituta das tradições, mas como ferramenta de escuta, registro e compartilhamento de saberes. Dessa forma, o metaverso e a realidade virtual passam a ser discutidos também como meios de aproximação entre diferentes formas de conhecimento, ampliando o debate sobre diversidade cultural no ambiente digital.
A presença do Lab Metaverse UCB na França fortalece a internacionalização da ciência produzida no Distrito Federal. Ao ser apresentado em uma conferência do Conselho da Europa, o projeto passa a dialogar com pesquisadores, formuladores de políticas públicas e especialistas de diferentes países sobre o uso responsável das tecnologias imersivas.
A Polícia Militar do Distrito Federal (PMDF), por meio do 8º Batalhão da Polícia Militar, intensificou o policiamento ostensivo e preventivo na região central de Ceilândia, com foco especial nas áreas da CNM 1 e CNM 2.
A ação foi realizada em atendimento a uma demanda oficial encaminhada pela Administração Regional de Ceilândia e tem como objetivo ampliar a sensação de segurança, reforçar a presença das forças de segurança e proporcionar mais tranquilidade para moradores, comerciantes e trabalhadores que circulam diariamente pela região.
A medida integra a estratégia de presença contínua da PMDF em áreas de grande movimentação comercial, garantindo maior cobertura operacional e resposta mais ágil às demandas da população. “O trabalho conjunto entre a administração regional e a Polícia Militar tem sido fundamental para fortalecer a segurança em Ceilândia. A PMDF atende prontamente às solicitações da comunidade e dos comerciantes, consolidando um ambiente mais seguro e acolhedor para todos”, destaca o administrador regional de Ceilândia, João Marcelo Ferreira de Souza.
*Com informações da Administração Regional de Ceilândia
Número de atendimentos cresceu 18% em relação ao ano passado e acende alerta para conscientização em relação a trotes
O Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu) ultrapassou 83,9 mil atendimentos no Distrito Federal entre janeiro e março de 2026. O número, levantado pela Secretaria de Saúde do DF (SES-DF), representa um aumento de 18% em comparação com o mesmo período de 2025, quando foram registradas cerca de 71,1 mil ocorrências.
Os casos clínicos continuam sendo a principal razão para o acionamento do serviço, à frente das ocorrências traumáticas. Também fazem parte da rotina das equipes atendimentos nas áreas psiquiátrica, obstétrica e pediátrica, o que evidencia a variedade e a complexidade das situações enfrentadas diariamente pelos profissionais do atendimento pré-hospitalar móvel.
O atendimento do Samu no DF vai da área psiquiátrica à obstétrica. Fotos: Arquivo/Agência Brasília
O crescimento no volume de atendimentos indica uma demanda maior por serviços de urgência e emergência em todo o DF. As equipes atuam em diferentes tipos de ocorrências, muitas vezes de forma simultânea, o que exige preparo constante e agilidade no atendimento.
De acordo com a diretora do Samu-DF, Lorhana Morais, os servidores passam por atualizações obrigatórias em todas as áreas a cada dois anos. “Nós atendemos a demanda com qualidade e uma boa preparação profissional, justamente para prestar um atendimento qualificado”, afirma. Além disso, a profissional atribui a intensificação no trabalho de divulgação como uma das razões do aumento no acionamento do Samu: “A população está aprendendo a ligar no 192, temos trabalhado constantemente nessa educação e repasse de informações”.
O perigo dos trotes
Apesar da alta nos atendimentos, a diretora chama a atenção para outro ponto importante: o desserviço dos trotes. Ainda que dados apontem para uma diminuição significativa do mau hábito nos últimos anos, alguns meses principalmente em períodos de férias ou feriados - ainda representam um número alto. Nos três primeiros meses de 2026, por exemplo, foram registradas 1.697 chamadas falsas no DF.
O cenário reforça a necessidade de uso consciente do Samu, visto que as ligações indevidas comprometem o funcionamento do serviço, podem atrasar o socorro a quem realmente precisa e provocam o deslocamento desnecessário de equipes. A diretora Lorhana reforça que as chamadas falsas impactam diretamente o tempo de resposta em ocorrências reais: “Há uma importância de os pais estarem em vigilância das crianças e também inibirmos esse comportamento em jovens e adultos. A ligação que está ocupada com um trote pode ser a perda de alguém que realmente precisava e não conseguiu falar com a nossa regulação”, explica.
No centro de atendimento, a chamada é atendida por um médico, que de imediato passa as orientações de primeiros socorros ao solicitante do serviço, enquanto uma equipe está em deslocamento — sendo possível até uma chamada de vídeo em casos de extrema necessidade.
“Com as orientações corretas em tempo hábil, uma criança pode ser desengasgada, por exemplo. A cada minuto sem assistência, em uma parada cardiorrespiratória, se diminui em 10% a sobrevida do paciente, além de aumentar as chances de sequelas. Esse atendimento faz toda diferença nos primeiros minutos”, acrescenta Morais.
Além de prejudicar o fluxo de atendimento, os trotes também configuram crime. A prática pode ser enquadrada no artigo 266 do Código Penal Brasileiro, que trata da interrupção ou perturbação de serviço de utilidade pública, com pena de detenção de um a três anos e multa. Em alguns casos, também pode ser aplicada penalidade com base no artigo 340, que prevê punição para quem provoca a ação de autoridade ao comunicar uma ocorrência falsa de crime.