Menina com dor de cabeça forte e vômitos é diagnosticada com tumor cerebral
Médicos suspeitaram de que quadro era causado por enxaqueca, mas exame oftalmológico mostrou que situação podia ser causada por um tumor
Histórico médico: Phoebe, aos cinco anos, apresentava episódios de vômito e dor de cabeça;
Diagnóstico médico: após exame oftalmológico, a menina foi encaminhada ao hospital, onde foi diagnosticada com astrocitoma pilocítico;
Cirurgia realizada: a criança passou por um procedimento de mais de 10 horas para a retirada completa do tumor, sem necessidade posterior de quimioterapia ou radioterapia.
Em fevereiro de 2026, Katie Nicholls recebeu uma ligação da escola de Phoebe pedindo que a mulher fosse buscar a filha. A menina de cinco anos estava vomitando e com dor de cabeça e precisava ir para casa. Meses depois, o quadro aparentemente comum foi diagnosticado como um tumor cerebral.
A situação corriqueira aconteceu mais duas vezes. Katie levou a menina no médico, que suspeitou de enxaqueca. A família foi orientada a observar quais eram os gatilhos para fechar o diagnóstico.
Antes do retorno, Katie decidiu levar Phoebe ao oftalmologista – ela e o filho usam óculos, e a britânica suspeitava de que as dores de cabeça da menina podiam estar relacionadas à visão.
“Fiquei assustada com o quão ruim era a visão dela no início do exame. O médico fez algumas fotografias do fundo dos olhos da Phoebe e disse que poderia mandá-la para o pronto-socorro ou nos dar um encaminhamento urgente para um especialista”, lembra Katie em relato publicado pela ONG Brain Tumour Research.
A mulher não achou que a situação era tão grave para procurar uma emergência e optou pelo encaminhamento para um especialista. Porém, quando estava voltando para casa, o oftalmologista ligou e pediu que ela fosse diretamente para o hospital.
“Achei que era uma perda de tempo, porque Phoebe estava correndo e brincando normalmente. Pensando agora, ela provavelmente era a criança mais doente do hospital”, conta.
Phoebe passou por vários exames, e os médicos encontraram um tumor em seu cérebro. Ela foi diagnosticada com astrocitoma pilocítico, um tumor benigno que se desenvolve a partir de células do sistema nervoso central.
No dia seguinte, a menina passou por uma cirurgia que durou mais de 10 horas para retirar o tumor. Os médicos conseguiram remover completamente a massa e Phoebe não precisou de quimioterapia nem radioterapia. Três semanas depois da operação, ela já estava voltando para a escola.
“Receber a notícia de que a Phoebe tinha um tumor cerebral foi a pior sensação do mundo, mas agora nos sentimos incrivelmente sortudos, pois a história poderia ter sido completamente diferente. Se o resultado for apenas ela ficar com a visão prejudicada e precisar usar óculos, que assim seja. Temos esperança de que isso seja o fim do problema, mas vimos como a vida pode mudar rapidamente”, diz Katie.
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