Uma adolescente de 14 anos está desaparecida há três dias. Larissa Yasmin Jesus Silva (foto em destaque) foi vista pela última vez na sexta-feira (13/3) após ser deixada por uma van escolar na porta do colégio onde estuda.
Após descer na porta do colégio, localizado no Jardim Goiás, em Goiânia (GO), por volta das 12h30, Larissa foi a um supermercado com amigas antes de entrar na escola e sumiu em seguida.
Quaisquer informações sobre o paradeiro de Larissa podem ser repassadas ao pai, Marcos Aurélio Silva, por meio do número (61) 99146-5423, ou para a Polícia Civil de Goiás (PCGO), no disque-denúncia 197.
De acordo com o pai dela, o motorista Marcos Aurélio Silva, 50 anos, Larissa disse às amigas que estava passando mal e que iria ligar para a mãe dela buscá-la. Ela chegou a ser vista encostando entre dois carros em um estacionamento e, depois disso, desapareceu dos olhares das colegas.
Marcos conta ainda que Larissa saiu de casa com roupas guardadas na mochila, algo que nunca havia feito. “Minha esposa percebeu que estão faltando peças de roupa no guarda-roupa”, explica.
Nesta segunda-feira (16/3), Larissa teria encaminhado uma mensagem a alguns colegas de sala contando que estava bem, mas sem dar detalhes do paradeiro. Sendo assim, a família segue sem pistas de onde a adolescente pode estar.
“Ela não anda de ônibus, nem de carro por aplicativo. A rotina dela é ir para a escola durante a semana e ir para a casa da avó aos sábados”, diz Marcos Aurélio.
A PCGO investiga o caso desde o momento em que a família de Larissa comunicou o desaparecimento e trabalha para encontrá-la.
Um homem foi autuado por lesão corporal após agredir a tia e uma outra mulher, dentro de um restaurante da família, no Distrito de Domiciano Ribeiro, no município de Ipameri, no Goiás. O motivo teria sido um pedido por cachaça negado. Além da agressão o autor também teria destruído objetos do local.
Veja:
Segundo informações da 32ª Companhia Independente da Polícia Militar (Cimp), da Polícia Militar do Goiás (PMGO), eles foram acionados por testemunhas que relataram que o agressor já estava apresentando comportamento violento ao chegar no restaurante.
Ainda de acordo com os relatos, o criminoso teria pedido por uma cachaça, e quando o pedido negado começou a agredir a tia e uma outra mulher. Nas imagens (veja acima) tiradas pelos militares, é possível ver rastros de sangue e objetos quebrados.
O homem foi contido pelos clientes e demais funcionários que estavam presentes. Quando a polícia chegou ele estava com as mãos e os pés amarrados, e ainda assim estava alterado. Ele foi encaminhado até uma Unidade de Pronto Atendimento (UPA), e segundo a corporação, continuou a apresentar comportamento hostil, tendo que ser contido novamente.
Após a alta médica o agressor foi conduzido à Delegacia de Polícia onde permanece a disposição da justiça. Ele responderá por lesão corporal, resistência, dano, dano qualificado contra o patrimônio público e desacato.
Diante de 148,3 mil espectadores, fim de semana teve como grande vencedor o italiano Marco Bezzecchi (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
A vitória do italiano Marco Bezzecchi, neste domingo (22/03), marcou um momento histórico para o esporte brasileiro: o retorno do Autódromo Internacional Ayrton Senna, em Goiânia, ao calendário oficial da MotoGP após mais de três décadas.
A reestreia foi à altura do evento: circuito totalmente reformado, interpretação do hino nacional por Gusttavo Lima e público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias — em sua maioria vindas de fora de Goiás, impulsionando o turismo e a economia local.
Além disso, o evento foi transmitido para mais de 200 países.
MotoGP em Goiânia contou com público recorde de 148.384 pessoas ao longo dos três dias, com maioria das pessoas vindo de outros estados e países (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
O novo autódromo, reinaugurado oficialmente pelo governador Ronaldo Caiado, antes da largada principal, recebeu investimentos de R$ 250 milhões e já garantiu Goiânia como sede exclusiva da MotoGP na América Latina até 2030.
A estrutura moderna, homologada com padrão internacional, recoloca o Brasil no mapa das grandes competições do motociclismo mundial e abre espaço para a atração de novas categorias.
Na pista, Bezzecchi dominou a corrida ao assumir a liderança ainda na primeira volta, após largar em segundo. Ele ultrapassou Fabio Di Giannantonio, que havia conquistado a pole position e terminou em terceiro.
O espanhol Jorge Martín ficou com a segunda colocação, enquanto Marc Márquez, um dos favoritos, cruzou a linha de chegada em quarto. O brasileiro Diogo Moreira terminou na 13ª posição.
Podium teve o italiano Bezzecchi em primeiro lugar, o espanhol Jorge Martín com segunda colocação, e o também italiano Fabio Di Giannantonio em terceiro (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
MotoGP em Goiânia – investimento estratégico e projeção internacional
Após o encerramento da etapa, o governador Ronaldo Caiado destacou o caráter estratégico do investimento e a projeção internacional alcançada pelo estado.
“Demos o passo na hora certa. Hoje nos consolidamos como o único estado do Brasil a receber a motovelocidade”, afirmou.
Ele também ressaltou o desafio da obra.
“Foi um esforço gigantesco concluir esse projeto em 11 meses. Algo que parecia impossível, mas que Goiás mostrou ser capaz de realizar”, disse.
Caiado foi o responsável por dar a bandeirada final e por entregar o troféu ao vencedor da competição.
Governador Ronaldo Caiado ficou responsável pela bandeirada final e pela entrega do troféu ao vencedor da competição. “Hoje nos consolidamos como o único estado do Brasil a receber a motovelocidade”, celebrou (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
Caiado também projetou novos avanços para o complexo esportivo. Segundo ele, Goiânia volta a integrar o circuito dos grandes centros do automobilismo mundial.
“Temos aqui um autódromo com tecnologia de ponta. Nem Interlagos tem o nível de estrutura que implantamos. Vejo chances reais de, no próximo governo, avançarmos para receber categorias como a Fórmula Indy”, afirmou.
“Levamos Goiás ao lugar que ele merece no cenário nacional e internacional”, completou.
Qualidade da pista e da organização foi destacada por representantes da categoria e pela Federação Internacional de Motociclismo (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
Reconhecimento internacional e projeção
A qualidade da pista e da organização foi destacada por representantes da categoria e da federação internacional.
O CEO da Brasil Motorsport, Alan Adler, classificou o circuito como “espetacular” e ressaltou o protagonismo do estado.
“Os pilotos elogiaram muito. Isso mostra que Goiás tem todas as condições de manter a MotoGP por muitos anos”, afirmou.
Ele também destacou o papel decisivo do poder público.
“Sem apoio do governo, um evento desse porte não acontece”.
O presidente da Federação Internacional de Motociclismo (FIM), Jorge Viegas, reforçou que o retorno ao Brasil é estratégico para a categoria.
“É um mercado em que sempre quisemos estar. É uma aposta segura, tanto pelo país quanto pelo público”, disse.
Presidente da FIM, Jorge Viegas, reforçou que retorno ao Brasil é estratégico para categoria. “É um mercado em que sempre quisemos estar” (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
A primeira-dama e coordenadora do Goiás Social, Gracinha Caiado, destacou o padrão internacional do autódromo e a experiência proporcionada ao público.
“Hoje Goiânia tem o melhor autódromo da América Latina, com homologação ‘A’. Isso mostra a capacidade de Goiás de entregar grandes projetos com qualidade e emoção”, afirmou.
O vice-governador Daniel Vilela também ressaltou o potencial de expansão do projeto.
“Estamos dando um passo importante para consolidar Goiânia como a capital da motovelocidade no Brasil e avançar também no automobilismo”, afirmou.
Segundo ele, ajustes naturais serão feitos para fortalecer ainda mais o complexo.
“Vamos seguir aprimorando para manter Goiás em evidência mundial”, disse.
Categoria fica em Goiás até 2030 (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correa)
O secretário de Esporte, Nilton Cézar Moreira, destacou que o estado passa a contar com um dos equipamentos mais seguros da América Latina.
Já o secretário de Indústria e Comércio, Joel Sant’Anna Braga Filho, ressaltou o impacto econômico, com a participação de mais de 150 empresas e forte movimentação em diversos setores da economia do estado.
Além da prova principal, Goiânia também recebeu disputas da Moto2 e da Moto3.
Na Moto2, o pódio foi totalmente espanhol, com Daniel Holgado em primeiro, seguido por Daniel Muñoz e Manuel González.
Na Moto3, o espanhol Máximo Quiles venceu, seguido pelo argentino Marco Morelli e pelo indonésio Veda Pratama.
Michael B. Jordan fez história no último dia 15 ao vencer o Oscar 2026 de Melhor Ator, tornando-se um dos poucos atores negros a conquistar a principal categoria de atuação da premiação. O astro de Pecadores citou seus antecessores no discurso de vitória e destacou que sua conquista só foi possível graças a quem veio antes.
A fala do ator chama atenção para um histórico de desigualdade no Oscar. Criada em 1929, a premiação — considerada o auge da carreira no cinema — consagrou apenas uma mulher negra como Melhor Atriz, seis homens negros — incluindo Michael — como Melhor Ator e nenhum diretor negro na categoria de direção.
O primeiro homem negro a vencer como Melhor Ator foi Sidney Poitier, em 1964, por Uma Voz nas Sombras, 35 anos após a criação do prêmio. Já Halle Berry segue como a única mulher negra a conquistar o Oscar de Melhor Atriz, por A Última Ceia, em 2002, mais de sete décadas depois da primeira cerimônia.
Os números são ainda mais expressivos na categoria de direção. Ao longo de quase um século, apenas alguns cineastas negros foram indicados, entre eles Spike Lee e Jordan Peele. Nenhum deles, no entanto, levou a estatueta de Melhor Diretor até hoje.
Veja os dados:
1 de 3
No total, apenas 14 atores negros foram indicados ao Oscar na categoria Melhor Ator. Seis foram premiados
Gabriel Lucas/ Arte/ Metrópoles
2 de 3
No caso das atrizes, apenas Halle Barry venceu a categoria de Melhor Atriz
Gabriel Lucas/ Arte/ Metrópoles
3 de 3
Quando se fala em diretores, nenhum diretor negro nunca venceu a categoria de Melhor Diretor
Gabriel Lucas/ Arte/ Metrópoles
Vale lembrar que os dados consideram apenas três categorias das 24 que competem por prêmios. Historicamente, as categorias de Melhor Atriz Coadjuvante e Melhor Ator Coadjuvante são as que mais premiam artistas negros. Gigantes do cinema como Viola Davis, Denzel Washington, Whoopi Goldberg e Lupita Nyong’o já levaram prêmios em ambas.
Na época, a hashtag #OscarsSoWhite (Oscar Tão Brancos, em tradução livre) viralizou nas redes sociais. O termo foi criado pela ativista April Reign e gerou críticas massivas contra a Academia responsável pelo prêmio, que criou um planejamento para melhorar a diversidade entre os seus membros.
“A campanha em si ficou no passado, mas não se pode afirmar que a questão está resolvida. Existiram avanços importantes e inegáveis nos últimos 10 anos, mas o trabalho não pode se encerrar. É preciso continuar dando condições de acesso ao cinema para jovens negros, mulheres e outros membros de comunidades sub-representadas de forma contínua. Não apenas nos Estados Unidos mas também em todos os outros fóruns relevantes do cinema internacional”, afirma Felipe Haurelhuk, cineasta e crítico de cinema.
Apesar da campanha e do debate em torno do tema, a professora do curso de Cinema e Audiovisual da ESPM Dani Balbi afirma que é preciso voltar ao começo para entender a formação do Oscar e discutir o motivo da falta de reconhecimento pelo trabalho desses profissionais.
“Nesse período em que surge o Oscar, vivíamos num momento de fortalecimento dos movimentos reacionários, como a Ku Klux Klan. Os Estados Unidos é um país que, assim como o Brasil, tem uma tradição escravocrata, mas diferente do Brasil institucionalizou o seu racismo. Isso dificultou que as pessoas negras produzissem, atuassem”, explica.
1 de 4
Michael B. Jordan venceu a categoria de Melhor Ator no Oscar 2026
Getty Images
2 de 4
Ele se junta a lista de apenas seis atores negros a levarem essa categoria
Mike Coppola/Getty Images
3 de 4
Ele foi premiado por sua atuação em Pecadores
Reprodução
4 de 4
O ator faz gêmeos no filme
Warner Bros. Pictures/Divulgação
Dani ainda pontua a história da atriz Hattie McDaniel, a primeira mulher negra a vencer o Oscar, na categoria Melhor Atriz Coadjuvante, em 1940. Na época, ela só pôde entrar no Hotel Ambassador, onde ocorria a cerimônia, após um pedido especial do produtor David O. Selznick. Ela foi obrigada a se sentar em uma mesa isolada, longe dos colegas, por causa da política de proibição de negros no espaço.
“Se considerarmos o período quase centenário de existência da Academia, poderíamos falar em exceções ou desvios estatísticos. Mas desde que a organização se comprometeu com metas e objetivos de representatividade, iniciados há cerca de 10 anos, as mudanças são evidentes e tendem a se aprofundar. Hoje, nenhum filme pode concorrer à categoria principal se não preencher requisitos de inclusão dos chamados grupos sub-representados, tanto na frente como atrás das câmeras”, emenda Felipe.
E o futuro?
Especialistas apontam que a mudança passa, sobretudo, pela composição de quem vota no Oscar. Para eles, não basta ampliar a presença de pessoas negras na produção — é preciso garantir representatividade também nos espaços de decisão.
“Não basta negros ocuparem os espaços de desenvolvimento e produção cinematográfica. É preciso haver essa mesma preocupação nas curadorias, júris, empresas de distribuição, agências de fomento e em outros espaços de circulação do cinema”, afirma Felipe.
Já Dani avalia que a Academia “não está alheia às suscetibilidades da política” e, por isso, vem renovando seu corpo de membros à medida que os debates avançam.
Conan O’Brien abrindo a cerimônia do Oscar 2026
“A gente popularizou o acesso aos meios de produção, principalmente por conta do digital. Essas pessoas de comunidades que antes não teriam acesso a mecânica do audiovisual acabem tendo isso. É uma realidade do mundo inteiro. Fica difícil pensar nesse cenário , a não ser que haja uma decisão radical de redistribuição de recursos e mudança da função de projeção do símbolo do que é ser norte-americano para os Estados Unidos e para o mundo”, finaliza.
“Ainda não atingimos uma representatividade ideal, mas as mudanças são claras tanto no tipo de projetos indicados quanto nos profissionais envolvidos, que hoje são muito mais diversificados e jovens. E é por isso que projetos como Pecadores quebram recordes de indicações, países como o Brasil chegam ao Oscar de Melhor Filme Internacional e filmes como Parasita quebram barreiras antes intransponíveis“, finaliza o crítico de cinema.
De acordo com a corporação, as buscas desta quarta-feira (18/3) tiveram início onde o córrego do Botafogo deságua: no Rio Anicuns.
A operação conta com o apoio dos cães do CBM, além de utilização de drone e aeronave de asa rotativa, ampliando a capacidade de varredura e localização na área de atuação.
Há também um posto de observação montado na ponte da 44, contribuindo para o monitoramento contínuo da área.
O desaparecimento
A vítima desaparecida foi arrastada por uma cabeça d’água no córrego da Marginal do Botafogo enquanto tomava banho no rio.
Segundo o major Guilherme Antonio Lisita, a mulher estava junto do marido no momento em que foi levada pela enxurrada. O homem foi localizado na ponte de acesso ao Setor Crimeia Leste.
“O homem conseguiu sair e ainda tentou ajudar a companheira, mas não conseguiu. Ele foi transportado pelas nossas equipes com uma possível luxação, ocasionada pela tentativa de salvar a companheira”, disse.
Quem passa diariamente pela Avenida Hélio Prates já percebe: a via deixou de ser apenas um corredor de tráfego intenso para se tornar um espaço mais organizado, seguro e funcional. Ligando Taguatinga a Ceilândia, duas das regiões mais populosas do Distrito Federal, a avenida vem sendo redesenhada por um pacote de obras executado pelo Governo do Distrito Federal (GDF).
Com investimento superior a R$ 20 milhões, o conjunto de intervenções buscou resolver problemas históricos da via, como desorganização no estacionamento, calçadas precárias e pontos frequentes de alagamento. A proposta foi ir além de reparos pontuais e promover uma reestruturação completa do espaço urbano.
Na prática, isso significou a reconstrução de calçadas com acessibilidade, a criação de travessias mais seguras, a reorganização de vagas para veículos e a implantação de bolsões de estacionamento. Em um dos trechos mais movimentados, a mudança já impacta diretamente o comércio, que passou a contar com melhor circulação de pedestres e clientes.
Outro destaque foi a implantação de uma via marginal, que ajuda a distribuir o fluxo de veículos, além da utilização de pavimento rígido na faixa exclusiva de ônibus, medida que aumenta a durabilidade da pista e reduz custos de manutenção a longo prazo.
As obras também atacaram um dos principais gargalos da região: o escoamento da água da chuva. Com a instalação de mais de 1,6 mil metros de rede de drenagem, a expectativa é diminuir significativamente os pontos de alagamento e preservar o pavimento recém-implantado.
“A proposta foi transformar a Hélio Prates em um corredor mais eficiente e seguro, atendendo tanto quem dirige quanto quem caminha ou trabalha na região”, afirmou o secretário de Obras, Valter Casimiro, ao destacar o impacto das intervenções.
Mesmo com boa parte das melhorias já concluídas, os trabalhos continuam. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) realiza serviços de manutenção, com fresagem e recapeamento entre o Pistão Norte e o Taguacenter. A ação faz parte de um contrato contínuo de conservação viária em Taguatinga.
Já em outro trecho da avenida, que abrange regiões como QNG, CNG e QND, a obra precisou ser reorganizada após a rescisão do contrato com a empresa responsável. O próprio GDF assumiu os serviços e concluiu a pavimentação em 18 dias, liberando rapidamente o trânsito em uma área estratégica.
Com intervenções estruturais, melhorias urbanísticas e manutenção em curso, a Avenida Hélio Prates passa a integrar o conjunto de vias requalificadas do DF, refletindo uma estratégia mais ampla de modernização da infraestrutura urbana e de valorização das regiões administrativas.
A Avenida Hélio Prates, eixo estratégico que conecta Taguatinga a Ceilândia, passa por um processo contínuo de transformação que vem alterando a dinâmica de circulação e comércio na região. Sob gestão do governador Ibaneis Rocha, o Governo do Distrito Federal (GDF) investiu mais de R$ 20 milhões em obras voltadas à mobilidade, acessibilidade e requalificação urbana.
Diferentemente de intervenções pontuais, o projeto foi estruturado para reorganizar completamente o corredor, que concentra intenso fluxo diário de veículos, transporte coletivo e pedestres. As mudanças vão desde melhorias visíveis, como calçadas e paisagismo, até intervenções estruturais que impactam diretamente o trânsito e a durabilidade da via.
A primeira etapa das obras, entregue em 2023, já modificou significativamente o cenário em um trecho de cerca de 2,5 quilômetros, em Ceilândia. A região passou a contar com calçadas mais amplas e acessíveis, travessias seguras e espaços reorganizados para estacionamento, o que trouxe mais ordenamento ao comércio local, um dos mais movimentados do Distrito Federal.
Além disso, a criação de uma via marginal e a adoção de pavimento em concreto na faixa de ônibus ajudaram a melhorar o fluxo e reduzir desgastes na pista. Outro ponto estratégico foi o reforço no sistema de drenagem, com a implantação de mais de 1,6 mil metros de rede para escoamento da água da chuva, medida essencial para evitar alagamentos recorrentes.
Para o secretário de Obras e Infraestrutura, Valter Casimiro, a intervenção teve impacto direto no cotidiano da população. “Estamos falando de uma obra que reorganiza completamente a avenida, melhora o trânsito e dá mais segurança para quem circula e trabalha na região, além de fortalecer a atividade econômica local”, afirmou.
Enquanto os resultados da primeira fase já são percebidos por quem utiliza a via diariamente, novas ações seguem em andamento. A Companhia Urbanizadora da Nova Capital do Brasil (Novacap) iniciou serviços de fresagem e recapeamento no trecho entre o Pistão Norte e o Taguacenter, ampliando a vida útil do asfalto e garantindo melhores condições de tráfego. Após essa etapa, os trabalhos avançam no sentido contrário da avenida.
Já a segunda fase das obras, que abrange cerca de 2,1 quilômetros em áreas como QNG, CNG e QND, teve parte dos serviços interrompidos após problemas com a empresa contratada. Diante disso, o GDF assumiu diretamente a execução e conseguiu concluir a pavimentação em pouco mais de duas semanas, liberando rapidamente o tráfego e reduzindo impactos para comerciantes e motoristas.
Com frentes já entregues, manutenção em execução e trechos em fase de conclusão, a Avenida Hélio Prates se consolida como um dos principais corredores revitalizados do DF. A expectativa do governo é que, ao final de todas as intervenções, a via ofereça mais fluidez, segurança e qualidade urbana para uma das regiões mais populosas da capital.
O Tribunal do Júri de Caldas Novas condenou Danilo Pereira da Silva, conhecido como Bigode, a 21 anos de prisão em regime fechado pelo assassinato de Antônio Fernando Ribeiro da Silva. O crime ocorreu em abril de 2023 e teve como motivação a disputa entre as facções criminosas Comando Vermelho e Primeiro Comando da Capital (PCC).
O primeiro júri do caso ocorreu em julho de 2025. Na data, Danilo – membro do Comando Vermelho, foi absolvido pelo assassinato de Antônio – que integrava o PCC/Amigos do Estado (ADE).
Inconformado, o Ministério Público de Goiás (MPGO) recorreu da sentença, e o TJGO entendeu que a absolvição contrariava as provas apresentadas no processo. Com isso, um novo júri foi marcado e Danilo acabou condenado.
Segundo a denúncia, o crime ocorreu na madrugada de 15 de abril de 2023. Danilo e Marcelo Gaudioso, conhecido como Marcelinho – já condenado anteriormente pelo mesmo homicídio –, teriam ido até a casa da vítima com a intenção de executá-la.
A dupla invadiu o imóvel após pular o muro e destruiu a porta da casa de Antônio a tiros. Ao tentar escapar pela janela do quarto, a vítima foi atingida por diversos disparos. Conforme informado, ele morreu ainda no local, vítima de graves lesões na cabeça e no tórax.
Julgamento
O homicídio foi classificado como duplamente qualificado. A acusação apontou motivo torpe e uso de recurso que dificultou a defesa da vítima, surpreendida enquanto dormia dentro da própria residência.
Durante o julgamento, o Conselho de Sentença reconheceu a responsabilidade de Danilo pelo crime e rejeitou os argumentos da defesa, que negava a autoria e alegava que o réu teria agido sob forte emoção.
Na definição da pena, a juíza responsável pelo caso considerou o grau de culpabilidade elevado, destacando o planejamento da ação, a invasão de domicílio e o uso de armas de fogo. Também pesou contra o réu seu histórico criminal, que inclui condenações por outros delitos graves.
Além da pena de prisão, a Justiça determinou o pagamento de indenização por danos morais à mãe da vítima, fixada em 50 salários mínimos.
Conforme relatado durante o julgamento, ela sofreu impactos profundos após a morte do filho, passando a enfrentar limitações físicas e emocionais que a impediram de retomar sua rotina de trabalho e independência.
O Autódromo Internacional de Goiânia Ayrton Senna está oficialmente pronto para receber competições de alto nível do automobilismo mundial. A confirmação foi feita pelo governador Ronaldo Caiado durante a etapa da MotoGP, que retorna ao Brasil depois de anos de ausência.
Segundo Caiado, o autódromo passou por uma reestruturação completa, elevando seus padrões técnicos e de segurança a níveis internacionais. “Entregamos uma pista moderna, capaz de sediar grandes eventos e colocar Goiás no mapa do automobilismo mundial. Estamos preparados para receber as principais categorias, e essa conquista é motivo de orgulho para todos os goianos”, afirmou o governador.
O circuito recebeu certificação Grau A da Federação Internacional de Motociclismo, credenciamento que atesta que o autódromo cumpre todos os critérios necessários para competições de alto nível. Para Caiado, a homologação abre caminho para novas disputas, incluindo categorias como a Fórmula 1 e a IndyCar Series. “Essa certificação confirma que Goiás tem capacidade de receber eventos globais e que estamos avançando na consolidação do estado como destino esportivo internacional”, disse.
O vice-governador, Daniel Vilela, destacou que a reconstrução do autódromo envolveu investimento de cerca de R$ 250 milhões, com impactos diretos na economia local. “Esse é um investimento estratégico que movimenta turismo, comércio, hotelaria e gera empregos. Eventos desse porte trazem retorno real para o estado e colocam Goiás em evidência no cenário internacional”, afirmou.
Vilela ainda destacou que a segurança durante a MotoGP foi reforçada com o uso de drones e sistemas de monitoramento inteligente, garantindo organização e proteção para o público e equipes. “Tecnologia e planejamento foram fundamentais para que o evento ocorresse com total segurança e eficiência”, explicou.
Com a modernização do autódromo e a retomada de grandes competições, o governo de Goiás aposta na consolidação do estado como polo internacional do automobilismo, atraindo novos investimentos, fortalecendo a economia e elevando a visibilidade global da região.
Ana Maria Braga e Eliana se emocionaram neste domingo (22/3) ao recordar a amizade que tinham com Hebe Camargo. As apresentadoras tiveram a oportunidade de homenagear a companheira, já falecida, no programa Em Família com Eliana.
“Éramos um trio. Ela, que fez aniversário neste mês de março, ficaria muito feliz de nos ver aqui, neste encontro fantástico… A nossa querida Hebe Camargo”, definiu Eliana.
Se estivesse viva, Hebe Camargo faria 97 anos no último 8 de março. Ela morreu em 29 de setembro de 2012, aos 83 anos.
1 de 4
Ana Maria Braga, Hebe Camargo e Eliana exibidas no telão
Reprodução/TV Globo
2 de 4
Eliana
Globo/Bob Paulino
3 de 4
Ana Maria Braga
Reprodução/Globo
4 de 4
Hebe Camargo
Reprodução
Logo em seguida, fotos das três apresentadoras juntas foram exibidas.
Ana Maria Braga, ao ver as imagens, fez uma confissão: “Eu tenho essas fotos no meu camarim… A gente ria muito! A gente está junto desde aquele meu primeiro câncer. Eu estou careca ali. Vocês foram fantásticas. É uma coisa que você leva para a vida inteira, não tem o que quebre isso.”
Emocionada, Eliana abraçou a amiga. “Você é muito generosa! Obrigada!”, declarou.
Quem mora em Santa Maria já percebe transformações recentes na paisagem urbana e na oferta de serviços públicos. Com investimentos que ultrapassam R$ 109 milhões, a região administrativa recebeu uma série de obras voltadas à mobilidade, educação e saúde, com impacto direto no cotidiano dos moradores.
Na área de transporte, a nova rodoviária — inaugurada em 2021 — reorganizou o embarque e desembarque de passageiros. O terminal passou a contar com novas baias, estacionamento, bicicletário e áreas de apoio, em uma tentativa de melhorar o fluxo e a infraestrutura para usuários do transporte coletivo.
A rede de ensino também foi ampliada. A Escola Técnica de Santa Maria oferece formação profissional para jovens e adultos em diferentes áreas, enquanto o Centro de Educação para a Primeira Infância (Cepi), localizado na CL 201 e entregue em 2024, reforça o atendimento a crianças na etapa inicial da educação básica.
Na saúde, a inauguração de uma segunda unidade da UBS 6 ampliou a capacidade de atendimento na região sul do Distrito Federal. A estrutura atende cerca de 10 mil moradores e busca reduzir a demanda sobre outros equipamentos públicos da região.
Além dos novos prédios, intervenções em espaços já existentes também fazem parte das mudanças. O Parque Ecológico passou por reformas, e a cidade ganhou novas ciclovias, em meio a um conjunto de ações voltadas à mobilidade urbana e ao lazer.
O Tribunal de Justiça do Estado de Goiás (TJGO) condenou, pela segunda vez, Adriana José da Silva, influenciadora digital de Rio Verde (GO), por crimes contra a honra de guardas-civis municipais (GCMs) pelas redes sociais. Segundo a denúncia, a condenada criava perguntas e respostas na “caixinha” perfil do Instagram, simulando ser outras pessoas, para difamar desafetos, de outros criadores de conteúdo e de agentes públicos.
Adriana tinha mais de 311 mil seguidores. Segundo a 1ª Promotoria de Justiça de Rio Verde, do Ministério Público de Goiás (MPGO), responsável pela denúncia, a Polícia Civil (PCGO), realizou busca e apreensão e apreendeu o celular de Adriana. De acordo com os investigadores, ela criava perguntas e comentários nas caixas de perguntas do Instagram e os publicava nos stories, simulando que terceiros seriam os autores das ofensas e inverdades.
De acordo com o promotor de Justiça Cauê Alves Ponce Liones, titular da 1ª PJ, no primeiro processo, as condenações reforçam que a internet não é uma terra sem lei. Do ponto de vista de Liones, os crimes praticados no ambiente virtual são devidamente investigados, processados e punidos pelo sistema de Justiça, cabendo ao MP zelar pela responsabilização de quem faz uso das redes sociais para praticar ilícitos penais.
No segundo processo, Adriana foi condenada pelo crime de difamação contra um GCM. Segundo a denúncia, entre os dias 8 e 9 de novembro de 2023, a acusada utilizou o perfil para publicar vídeos e textos imputando ao agente a prática de relacionamentos extraconjugais e o uso indevido de viatura oficial para fins pessoais. As postagens atingiram quase cinco mil visualizações.
A pena foi fixada em 1 ano e 2 meses de detenção, mais 48 dias-multa, em regime inicial semiaberto, agravado pela reincidência, acrescida de indenização de R$ 3 mil à vítima. Segundo o MPGO, dezenas de vítimas registraram boletim de ocorrência contra a acusada por crimes contra a honra. Mas as denúncias foram oferecidas exclusivamente em relação aos delitos praticados contra funcionários públicos, em razão dessa condição. Nas demais hipóteses, a legislação atribui às próprias vítimas a iniciativa de ajuizar ação penal privada mediante o oferecimento de queixa-crime.
Perfil bloqueado
Conforme as investigações, a acusada já havia tido um perfil anterior bloqueado judicialmente e que costumava apagar remotamente o conteúdo dos aparelhos celulares para dificultar as investigações. De acordo Liones, no primeiro processo, a acusada foi condenada pelos crimes de calúnia e injúria contra outro guarda civil municipal.
Os fatos ocorreram em 19 de julho de 2022, quando a acusada utilizou um dos perfis para publicar postagens que imputavam falsamente ao agente a conduta de ameaçar pessoas com uma pistola em posto de combustível, além de utilizar expressões ofensivas. A sentença fixou pena de 2 anos, 8 meses e 21 dias de detenção, mais 96 dias-multa, em regime inicial semiaberto, além de indenização de R$ 1 mil a título de reparação de danos à vítima.
Em razão de decisão judicial, houve o bloqueio de primeiro perfil, sendo que a ré criou outros perfis, usados para continuar as práticas difamatórias.
Outro lado
O Metrópoles não conseguiu localizar Adriana José da Silva ou sua defesa. O espaço está aberto para eventuais manifestações.
“Naquele dia, alguém deixou… a Jade Picon estava lá, também… alguém não trancou a porta. A gente estava em uma mini baladinha, foi pra casa duas horas depois. O MC Guimê, que ainda era casado com a Lexa, tinha deixado vários dólares em cima da cama, que ele estava contando”, continuou.
Floss diz que Juliette também não sofreu prejuízos, embora ficasse no quarto de Anitta. “Roubaram só coisa da Anitta. Estranho, muito estranho. Roubaram o relógio dela e uma mochila caríssima que ela tinha. Foi desesperador”, contou o brother.
O vice-governador Mateus Simões assumiu oficialmente o comando de Minas Gerais neste domingo (22), após cerimônia de transmissão de cargo realizada no Palácio da Liberdade, em Belo Horizonte. Mais cedo, ele havia sido empossado em sessão solene na Assembleia Legislativa de Minas Gerais (ALMG).
O ato simbólico da troca de comando foi marcado pela entrega do Grande Colar da Inconfidência pelo agora ex-governador Romeu Zema ao sucessor. A honraria, a mais alta concedida pelo Estado, representa a formalização da transição de governo.
Ao se despedir do cargo após sete anos de gestão, Zema afirmou encerrar o ciclo “com a consciência tranquila e o dever cumprido” e disse confiar na continuidade da administração. Já Simões destacou o significado pessoal da posse e o desafio de conduzir o Estado. “Assumir o Governo de Minas Gerais é uma honra para qualquer pessoa”, afirmou, ao relembrar sua trajetória até o cargo.
Após a cerimônia, os dois caminharam até a saída principal do palácio, onde Zema se despediu. Em seguida, Simões recebeu convidados e falou com a imprensa.
Posse na Assembleia
A posse formal ocorreu horas antes, no plenário da ALMG, sob condução do presidente da Casa, Tadeu Martins Leite. O novo governador cumpriu os ritos previstos, como a entrega da declaração de bens, a leitura do compromisso constitucional e a assinatura do termo de posse.
A cerimônia incluiu ainda a entrega das Constituições federal e estadual ao novo chefe do Executivo, além de discursos de autoridades presentes.
Trajetória
Eleito vice-governador na chapa de Zema em 2022, Simões teve papel relevante na articulação política do governo anterior, especialmente como secretário-geral. Advogado, professor e empresário, construiu carreira no setor público e privado.
Natural de Minas Gerais, mudou-se ainda jovem para a capital após a morte dos pais. Formado em Direito pela Faculdade Milton Campos, também leciona na área jurídica. Antes de chegar ao Executivo estadual, foi vereador em Belo Horizonte e procurador concursado da ALMG.
No governo, participou de negociações consideradas estratégicas, como os acordos de reparação relacionados ao Rompimento da barragem de Brumadinho e ao desastre do Rio Doce, além de discussões sobre o equilíbrio fiscal do Estado.
Ao assumir o cargo, Simões herda uma gestão marcada por ajustes fiscais e busca manter a continuidade administrativa, em um cenário que combina desafios financeiros e demandas por ampliação de serviços públicos.
Ponto alto do evento será corrida principal da MotoGP, marcada para as 15h, quando principais pilotos do mundo disputam Grande Prêmio do Brasil em Goiânia (Fotos: Cristiano Borges e Hegon Correia)
A etapa da MotoGP em Goiânia chega ao seu momento decisivo neste domingo (22/03), com programação oficial definida pela organização e início das atividades ainda pela manhã.
O dia começa com a classificação da Moto2, às 9h40, seguida do warm-up da categoria principal às 10h40, culminando nas corridas que encerram o fim de semana histórico no Autódromo Internacional Ayrton Senna.
A primeira largada do dia será da Moto3, às 12 horas, abrindo a sequência de provas. Na sequência, a Moto2 entra na pista às 13h15.
O ponto alto do evento será a corrida principal da MotoGP, marcada para as 15 horas, quando os principais pilotos do mundo disputam o Grande Prêmio do Brasil em Goiânia.
MotoGP em Goiânia
O domingo consolida o retorno da MotoGP à capital goiana após 37 anos, já que o circuito havia recebido a competição pela última vez em 1989.
A realização da etapa marca a retomada do Brasil no calendário mundial da motovelocidade e reposiciona Goiânia como sede de grandes eventos internacionais do esporte.
Para viabilizar esse retorno, o Autódromo Internacional Ayrton Senna passou por uma ampla modernização, com:
investimentos em recapeamento da pista;
reestruturação de boxes;
melhorias nas áreas de segurança e adequação às exigências da Federação Internacional de Motociclismo (FIM).
As intervenções colocaram o circuito em padrão internacional e ampliaram a capacidade de receber outras categorias do automobilismo mundial.
Além do impacto esportivo, o evento também movimenta a economia goiana.
Estimativas oficiais indicam que a MotoGP pode gerar cerca de R$ 870 milhões em impacto econômico, com possibilidade de superar R$ 1 bilhão.
O fluxo de visitantes, que inclui turistas de diversas regiões do Brasil e do exterior, impulsiona setores como hotelaria, alimentação, transporte e comércio, além de gerar milhares de empregos diretos e indiretos ao longo da realização do evento.
O cinema brasileiro vive um momento de projeção internacional. Nos últimos anos, produções nacionais voltaram a ganhar espaço entre as principais do mundo e entraram novamente no radar do Oscar. Esse movimento reforça a força das histórias brasileiras no exterior e alimenta a expectativa por uma possível indicação na edição de 2027 — mas isso não garante presença na premiação.
Mesmo impulsionado pelos resultados de Ainda Estou Aqui (2024) e O Agente Secreto (2025), o caminho não é simples e envolve uma combinação de fatores que vão além da qualidade dos filmes. A safra de produções brasileiras segue crescendo, mas especialistas apontam que visibilidade internacional, estratégia e investimento continuam sendo decisivos para transformar potencial em indicação.
Veja os filmes que podem estar no radar:
1 de 5
Pôster do filme Feito Pipa, estrelado Lázaro Ramos, Yuri Gomes, Teca Pereira
Divulgação
2 de 5
Elenco do filme Velhos Bandidos
Laura Campanella
3 de 5
Amyr Klink com o ator Filipe Bragança que o interpretará no filme 100 dias
Divulgação/ Adriano Vizoni
4 de 5
Cena do filme Corrida dos Bichos, estrelado por Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso, Isis Valverde, Grazi Massafera, João Guilherme, Silvero Pereira e Seu Jorge
Divulgação/Prime Video
5 de 5
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
Divulgação
Feito Pipa, de Allan Deberton
Gugu, um menino de 11 anos que sonha em ser jogador de futebol, vive uma relação de liberdade e afeto com sua avó, Dilma. Diante da fragilidade da saúde dela, ele tenta esconder a situação para evitar a separação e o reencontro forçado com um pai que não o aceita. Estrelado por Lázaro Ramos, Yuri Gomes e Teca Pereira.
Geni e o Zepelim, de Anna Muylaert
Inspirado na obra de Chico Buarque, o filme acompanha uma prostituta hostilizada pela cidade onde vive. Sua sorte muda quando um militar (Seu Jorge) ameaça destruir a região, a menos que Geni aceite se deitar com ele, colocando o destino de seus algozes nas mãos dela.
Velhos Bandidos, de Claudio Torres
Uma comédia de ação que acompanha um casal de assaltantes veteranos que planeja um último e audacioso assalto a um banco. Para o plano dar certo, eles precisam recrutar dois jovens criminosos inexperientes, gerando um conflito de gerações enquanto tentam realizar o crime perfeito. Estrelado por Fernanda Montenegro, Ary Fontoura, Bruna Marquezine, Vladimir Brichta e Lázaro Ramos.
Corrida dos Bichos, de Fernando Meirelles
Ambientado em um Rio de Janeiro distópico e tecnológico, o filme apresenta um universo onde o Jogo do Bicho evoluiu para uma corrida de parkour de alta performance. A trama segue um jovem que entra nessa competição perigosa para salvar a vida de sua irmã, enfrentando as castas que dominam a cidade. Estrelado por Rodrigo Santoro, Isis Valverde, Bruno Gagliasso e Matheus Abreu.
A Fabulosa Máquina do Tempo, de Eliza Capai
O documentário retrata meninas do sertão do Piauí equilibrando-se entre tradições familiares, desigualdade de gênero e sonhos de futuro.
A cinebiografia do político paulista Braz Nogueira (1928-2018) mostra como ele, com a ajuda de líderes comunitários, conseguem transformar uma escola repleta de violência urbana em um centro de lazer. A produção é protagonizada por Júlio Andrade.
Outras produções em destaque:
Vicentina Pede Desculpas, de Gabriel Martins
Pequenas Criaturas, de Anne Pinheiro Guimarães
No jardim do Ogro, de Leila Slimani
As Vitrines, de Flavia Castro
O Homem de Ouro, de Mauro Lima
Leila e a Noite, de Fellipe Barbosa
O que pode levar um filme ao Oscar
Para a crítica de cinema Isabella Faria, que integra o corpo de votantes do Globo de Ouro, o primeiro passo está nos festivais. Segundo ela, eventos como o Festival de Cannes e o Festival de Veneza funcionam como vitrines globais, onde os filmes ganham projeção e atraem distribuidoras internacionais.
Já o crítico Marcio Sallem, que é votante no Critic’s Choice Awards, reforça que esse circuito é determinante para qualquer produção estrangeira que queira chegar ao Oscar. É nesses espaços que ocorrem negociações com empresas que levam os filmes ao mercado americano.
Mesmo assim, a presença em festivais não garante o sucesso na premiação. Isabella Faria destaca que o investimento em marketing tem peso central na disputa e que campanhas bem estruturadas aumentam a visibilidade entre os votantes, podendo impulsionar até filmes menos evidentes.
“Não adianta nada a gente ter um apelo internacional do tema, presença de nomes conhecidos se a gente não tiver dinheiro para colocar na campanha do filme. Às vezes o filme pode ser mediano e ser propagandeado como a melhor coisa do mundo. Então, na verdade, o que mais pesa pro filme brasileiro entrar na corrida do Oscar é dinheiro de campanha”, pontua a especialista.
Nos conteúdos das produções, também há um padrão. Marcio Sallem aponta que histórias com apelo universal, mas ancoradas em contextos locais, costumam ter mais força. Ele também destaca que diretores já consolidados facilitam o reconhecimento internacional e ampliam as chances de circulação.
Entre os nomes que chegam com mais peso na safra de 2026, estão Fernando Meirelles, Cao Hamburger e Anna Muylaert, todos com filmes prestes a estrear em 2026. Projetos como Corrida dos Bichos e 100 dias aparecem como apostas com maior alcance fora do Brasil, enquanto outros títulos podem enfrentar mais dificuldades dependendo do perfil.
Cena do filme Corrida dos Bichos, estrelado por Rodrigo Santoro, Bruno Gagliasso, Isis Valverde, Grazi Massafera, João Guilherme, Silvero Pereira e Seu Jorge
Há também ressalvas em relação ao circuito de festivais. Mesmo premiado em Berlim, Feito Pipa pode não ter o mesmo impacto na corrida, já que o evento não costuma influenciar o Oscar com a mesma força de Cannes ou Veneza.
“Acho um cenário cedo, ainda incerto para a gente escolher um título. Talvez quando nós tivermos em mente tanto a seleção dos filmes do Festival de Cannes e se há representantes brasileiros ou não, ou mesmo a seleção de Veneza, que também é um festival convidativo — foi de lá que veio Ainda Estou Aqui — aí poderemos ter uma resposta mais conclusiva para essa pergunta”, pontuou Sallem.
Quem vai decidir o filme que tentará uma vaga no Oscar de 2027 é a Academia Brasileira de Cinema. Para Isabella Faria, a decisão precisa considerar não apenas o valor artístico, mas principalmente o potencial de campanha e circulação internacional.