Está com sintomas de dengue? Saiba quando procurar uma UBS ou uma UPA

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O período chuvoso estabelecido no Distrito Federal nas últimas semanas acende o alerta em relação a possíveis criadouros do mosquito Aedes aegypti, transmissor da dengue, que se reproduz em focos de água parada. Mais do que atuar de forma a prevenir e combater a reprodução do mosquito, é importante que a população esteja atenta aos primeiros sinais da doença para já dar início ao tratamento.

O paciente deve procurar o atendimento na unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da sua residência ao sentir sintomas como dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, mal-estar, fadiga, perda de apetite e náuseas associados a febre de 38º graus e manchas avermelhadas pelo corpo | Foto: Paulo H. Carvalho/Agência Brasília

A porta preferencial de atendimento é a Atenção Primária. O paciente deve procurar o atendimento na unidade básica de saúde (UBS) mais próxima da sua residência ao sentir sintomas como dor de cabeça, dores no corpo e nas articulações, mal-estar, fadiga, perda de apetite e náuseas associados a febre de 38 graus e manchas avermelhadas pelo corpo. “Esses sinais são considerados leves, portanto, o paciente deve procurar uma UBS”, orienta a coordenadora de Atenção Primária à Saúde da Secretaria de Saúde (SES-DF), Sandra Araújo de França.

Mais do que atuar de forma a prevenir e combater a reprodução do mosquito, é importante que a população esteja atenta aos primeiros sinais da doença para já dar início ao tratamento | Foto: Lúcio Bernardo Jr./Agência Brasília

Na unidade básica, o usuário será recepcionado por um profissional da enfermagem que fará a avaliação dos sintomas e o teste PCR que identifica o tipo de vírus – até hoje, o DF só teve contato com os DENVs 1 e 2, sorotipos mais conhecidos da dengue. “Após o atendimento, verificou que é dengue, o paciente vai ser notificado e vai receber um cartão de acompanhamento com orientações, sinais de alerta e a data que ele deve voltar para uma segunda avaliação”, explica Sandra. Em caso de necessidade, o paciente pode iniciar a hidratação venosa em uma das 176 unidades básicas e receber um pacote de hidratação oral para a continuidade em casa.

“Nossa intenção neste período de chuva propriamente dito é trazer sempre uma reflexão para que as pessoas deixem que os agentes comunitários adentrem os lares para fazer as orientações”

Sandra Araújo de França, coordenadora de Atenção Primária à Saúde

“Quando a gente faz a notificação também acionamos um agente comunitário de saúde para fazer a visita ao domicílio para verificar se naquela região há focos do mosquito. O objetivo é mitigar o mais rápido possível para evitar novos diagnósticos de dengue”, diz a coordenadora.

É importante que os moradores recepcionem os profissionais e sigam as orientações de prevenção que envolvem a destinação adequada de resíduos e a eliminação de pontos de água armazenada. “Nossa intenção neste período de chuva propriamente dito é trazer sempre uma reflexão para que as pessoas deixem que os agentes comunitários adentrem os lares para fazer as orientações. Precisamos a cada dia aumentar a nossa prevenção. Todo mundo tem que fazer a cada dia mais”, acrescenta.

Casos considerados mais graves são direcionados para a unidade de pronto atendimento (UPA). O paciente pode ser encaminhado pela própria UBS que assume a transferência de responsabilidade, ou ele mesmo procurar uma das 13 unidades do DF quando tiver sintomas como dores intensas na barriga, vômitos persistentes, sangramentos no nariz, na boca ou nas fezes, tonturas e cansaço extremo. “Esses são sinais clássicos que vão ser recepcionados nas UPAs na perspectiva de uma avaliação e uma consulta mais direcionada”, revela.

A empresária Mariana Ângelo, 38 anos, foi diagnosticada com dengue há pouco tempo. Ela conta que fez o acompanhamento na UBS de Vicente Pires. “Fui atendida rapidamente, com solicitação de exame de sangue e, por estar desidratada, recebi soro e vitaminas. Retornei a cada três dias para reavaliação das plaquetas e acompanhamento dos exames. O atendimento foi ágil e extremamente cuidadoso, com medicação intravenosa para minha recuperação”, afirma.

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Saiba como e onde descartar embalagens de vidro corretamente

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Você sabe onde descartar embalagens de vidro, como frascos, garrafas e até mesmo copos quebrados? Os materiais devem ser levados a Pontos de Entrega Voluntária (PEVs), sem resíduos e armazenados corretamente, preferencialmente em caixas de papelão para evitar acidentes. Os pontos de coleta estão espalhados pelo Distrito Federal, em regiões como Gama, Santa Maria, Guará, Sobradinho e Plano Piloto, sob responsabilidade da Secretaria do Meio Ambiente (Sema-DF).

Os objetos devem estar sem líquidos e sem rótulos ou tampas. Os papéis, plásticos e metais devem ser destinados à coleta seletiva. Além disso, o cidadão deve descartar o vidro corretamente para garantir a segurança de garis e catadores. “Um material descartado com resto de bebida ou comida causa mau cheiro ao espaço da cooperativa e pode atrair vetores de doenças, como roedores e baratas, prejudicando o trabalho e o bem-estar das pessoas. O ideal é descartar recipientes secos e limpos”, explica o coordenador de Resíduos Sólidos da Sema-DF, Amir Bittar.

Os objetos de vidro devem ser descartados em Pontos de Entrega Voluntária sem tampa ou rótulos | Foto: Arquivo/ Agência Brasília

O vidro que chega aos pontos de coleta é triado por cooperativas de catadores e são vendidos a indústrias para trituração e reinserção no setor produtivo. “As embalagens são recicladas e transformadas em outros produtos. Esse processo evita que haja extração de mais matéria-prima da natureza para novas embalagens”, frisa Bittar. “Ao fazer a separação e o descarte correto, a população contribui com a preservação do meio ambiente, já que o vidro é um material que demora a degradar e, ao ir para o lixo comum, acaba diminuindo a vida útil do aterro sanitário.”

Neste ano, o Governo do Distrito Federal (GDF) adquiriu o maquinário necessário para a trituração do vidro no Completo Integrado de Reciclagem (CIR), um dos mais modernos espaços públicos para reaproveitamento de resíduos do país. O equipamento está em fase de instalação, com funcionamento previsto para o início de 2025. A gestão do CIR é compartilhada entre o Serviço de Limpeza Urbana (SLU), a Sema-DF, a Central de Cooperativas de Catadores de Materiais Recicláveis do DF (Centcoop) e as associações de catadores que atuam na região.

“Será a primeira máquina que teremos em Brasília para fazer a trituração das embalagens de vidro, agregando mais valor às operações das cooperativas”

Francisco Mendes, chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU

O chefe da Unidade de Sustentabilidade e Mobilização Social do SLU, Francisco Mendes, afirma que o maquinário terá impacto na geração de renda das cooperativas. “Será a primeira máquina que teremos em Brasília para fazer a trituração das embalagens de vidro, agregando mais valor às operações das cooperativas”, explica. “A Centcoop, por meio do complexo, poderá centralizar a trituração das embalagens de vidro, otimizando também o transporte dos materiais, que terão a granulometria definida pelo mercado.”

Atualmente, o SLU mantém 42 contratos de coleta seletiva e triagem com 31 cooperativas. “Acreditamos que haverá um impacto positivo na melhora de preço de mercado a partir do momento em que a máquina de trituração começar a funcionar, em que as cooperativas serão melhor remuneradas”, enfatiza Mendes.

Os pontos de coleta estão disponíveis no site da Sema-DF. Na página, o cidadão pode identificar também os locais apropriados para o recebimento de eletroeletrônicos, lâmpadas – que não devem ser levadas aos PEVs que recebem vidro -, medicamentos, óleo de cozinha, pilhas e baterias, pneus, televisão analógica e chapa de raio-X.

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Disque Defensoria 129 reduz filas e otimiza o fluxo de atendimentos na DPDF

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O Disque Defensoria 129, da Defensoria Pública do Distrito Federal (DPDF), reduz filas e otimiza o fluxo de atendimentos presenciais. O canal de comunicação permite que pessoas em situação de vulnerabilidade social do DF recebam orientações e encaminhamentos da instituição sem qualquer tipo de custo. O dígito 4 atende às demandas gerais da população. O objetivo do ramal é encaminhar aos núcleos de assistência jurídica (NAJs) casos mais estruturados e prontos para encaminhamento, contribuindo para que os cidadãos cheguem aos atendimentos mais informados sobre os seus direitos e as opções jurídicas disponíveis, fortalecendo a busca por soluções justas e eficazes.

“A triagem remota evita atendimentos presenciais desnecessários e reduz o tempo de espera para aqueles que precisam de assistência urgente ou de uma resolução rápida. A equipe jurídica pode se concentrar melhor em cada atendimento presencial, garantindo maior eficiência no tratamento das demandas e, ao mesmo tempo, mantendo um atendimento humanizado”

                             Celestino Chupel, defensor público-geral

O defensor público-geral, Celestino Chupel, explica que o 129 permite que o cidadão receba instruções claras sobre quais documentos levar, os requisitos necessários para o atendimento e o passo a passo para seguir com seu caso. “A triagem remota evita atendimentos presenciais desnecessários e reduz o tempo de espera para aqueles que precisam de assistência urgente ou de uma resolução rápida. A equipe jurídica pode se concentrar melhor em cada atendimento presencial, garantindo maior eficiência no tratamento das demandas e, ao mesmo tempo, mantendo um atendimento humanizado”, explicou.

Central de Relacionamento

A Central de Relacionamento com os Cidadãos (CRC) da DPDF funciona de segunda-feira a sexta-feira, das 9h às 12h25 e das 13h15 às 16h55. A ligação é gratuita, e a equipe está pronta para atender e responder as dúvidas dos assistidos.

O canal de comunicação conta com quatro ramais, para atendimentos em diferentes áreas. O dígito 1 é direcionado para casos de competência da Defensoria Pública da União (DPU). O 2 destina-se ao atendimento e ao acolhimento de mulheres vítimas de violência doméstica. O ramal 3 redireciona a ligação ao Núcleo de Execuções Penais (NEP) da DPDF. O dígito 4, por sua vez, recebe, acolhe e orienta demandas sobre todos os outros assuntos não abarcados pelos ramais anteriores. Pessoas que se encontram em outros estados podem acessar os serviços da instituição por meio do número (61) 3465-8200.

*Com informações da DPDF

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Comunidade de Santa Maria recebe espaço reformado para pessoas idosas

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A Secretaria de Justiça e Cidadania do Distrito Federal (Sejus-DF) entregou, nesta sexta-feira (8), a sede reformada da Associação Nova Cidadania, uma entidade sem fins lucrativos, que oferece atividades culturais e desportivas para pessoas idosas de Santa Maria. O espaço ganhou uma cara nova a partir do trabalho de reeducandos da Fundação de Amparo ao Trabalhador Preso (Funap), órgão da Sejus. Eles foram responsáveis pela pintura das paredes internas e externas, recuperação das telas dos alambrados, reconstrução do telhado e troca de toda a parte elétrica.

Maria Terezinha comemora a revitalização: “A comunidade fica mais estimulada a participar das atividades” | Fotos: Divulgação/Sejus-DF

“Está maravilhoso. Frequento este espaço há vinte anos e parece que hoje é a primeira vez que estou vindo aqui. Tudo limpo, pintura com cores alegres, iluminação muito boa. A comunidade está muito agradecida, empolgada e estimulada a fazer mais atividades aqui agora”, comemorou a professora de capoterapia (capoeira adaptada), Maria Terezinha de Almeida, 73 anos, moradora de Santa Maria.

“Quando a gente está na cidade fazendo o GDF Mais Perto do Cidadão, é importante que a gente agradeça à comunidade a forma carinhosa e respeitosa com que eles recebem o Governo do Distrito Federal”

Marcela Passamani, secretária de Justiça e Cidadania

A Sejus passou a adotar essa política de entrega de um espaço reformado após cada edição do programa GDF Mais Perto do Cidadão. A primeira reforma foi a de uma quadra poliesportiva na Vila Roriz, no Gama, no último mês de outubro durante a realização do programa na cidade. A quadra ganhou pintura do piso, troca do alambrado e recuperação das tabelas de basquete. Nas duas entregas ainda foram plantadas mudas de árvores, o que mostra uma responsabilidade desta iniciativa, além de social, como também ecológica.

Antônia Rodrigues não perdeu um evento da Sejus em Santa Maria

“Quando a gente está na cidade fazendo o GDF Mais Perto do Cidadão, é importante que a gente agradeça à comunidade a forma carinhosa e respeitosa com que eles recebem o Governo do Distrito Federal. Em contrapartida, agora a gente passou a deixar espaços reformados para que as pessoas desfrutem melhor de sua cidade”, explicou a secretária de Justiça e Cidadania, Marcela Passamani.

A última edição do programa realizada no início deste mês, as pessoas idosas de Santa Maria foram protagonistas das ações.

Na ocasião, o público 60+ teve acesso a diversos serviços em um espaço exclusivo, amplo e mais confortável, a Tenda do Idoso. No palco principal, os idosos ainda puderam participar de atrações como aulão de ginástica, capoeira especial e muita dança ao som do forró e da zumba.

Cidade e inclusão

O programa já contabilizou mais de 270 mil atendimentos e percorreu Água Quente, Arapoanga, Brazlândia, Ceilândia, Cidade Estrutural, Colônia Agrícola 26 de Setembro, Fercal, Itapoã, Paranoá, Planaltina, Plano Piloto, Recanto das Emas, Riacho Fundo II, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião, Sobradinho, Sobradinho II, Sol Nascente, Varjão, Vicente Pires e Gama. A próxima edição está programada para os dias 15 e 16 de novembro, em São Sebastião.

*Com informações da Sejus-DF

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Projeto Currículo Lilás busca inserir mulheres vítimas de violência no mercado de trabalho

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O enfrentamento à violência contra a mulher passa por pilares como prevenção e repressão. Uma das formas de proteger as vítimas é reduzindo as vulnerabilidades. Com o objetivo de combater uma dessas fragilidades nasceu mais um projeto do Governo do Distrito Federal (GDF). Batizada de Currículo Lilás, a iniciativa estimula mulheres inseridas no programa Viva Flor – que monitora vítimas e permite o acionamento de socorro policial por meio de um dispositivo – a fornecerem os currículos delas para empresas parceiras do GDF. O objetivo é garantir empregabilidade e diminuir a fragilidade econômica.

O projeto foi criado pela Subsecretaria de Prevenção à Criminalidade da Secretaria de Segurança Pública (SSP-DF), responsável por gerenciar o programa Viva Flor, dispositivo de segurança fornecido a mulheres vítimas de violência para monitoramento e acionamento de socorro policial. O órgão também está à frente do projeto Empresa Responsável Comunidade Mais Segura, que sensibiliza a iniciativa privada a participar de ações de segurança pública.

O Currículo Lilás é voltado para as mulheres monitoradas pelo Viva Flor, que são informadas durante a entrada no programa | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

“É uma iniciativa recente que foi criada dentro do contexto da Empresa Responsável Mais Segura, que, sob a perspectiva de integralidade, incentiva a sociedade civil – neste caso as empresas da iniciativa privada – a exercer um papel de responsabilidade social com a segurança pública, que não é uma função só do Poder Público”, comenta a subsecretaria de Prevenção à Criminalidade da SSP-DF, Regilene Siqueira.

O Currículo Lilás é voltado para as mulheres monitoradas pelo Viva Flor, que são informadas durante a entrada no programa. Segundo o dado mais recente da SSP-DF, 787 vítimas são assistidas pelo dispositivo. “Veio para reduzir a vulnerabilidade e incentivar a mulher a sair do ciclo de violência. Estamos focando nas mulheres que estão no Viva Flor. A partir do momento que ela é incluída no programa, pedimos o currículo dela e, se ela tiver interesse de inserção no mercado de trabalho, oferecemos para as nossas empresas parceiras”, explica Regilene.

“A receptividade tem sido muito boa. Porque muitas mulheres que estão no Viva Flor estão em situação de vulnerabilidade por falta de oportunidade de promover o próprio sustento”

Regilene Siqueira, subsecretária de Prevenção à Criminalidade

Os currículos captados são encaminhados para as empresas que fazem parte do programa Empresa Responsável. Atualmente integram o acordo de cooperação técnica, Uber, Multiplan, Sinduscon, Funn Entretenimento, R2 Produções e Agenciauto. Após a triagem, cabe à empresa fazer a seleção de acordo com as necessidades de trabalho. “A receptividade tem sido muito boa. Porque muitas mulheres que estão no Viva Flor estão em situação de vulnerabilidade por falta de oportunidade de promover o próprio sustento”, comenta Regilene.

Por isso, a subsecretária faz um convite para que mais empresas integrem a iniciativa: “O combate à violência contra a mulher não se faz apenas com as forças de segurança. É preciso que a sociedade civil participe ativamente disso. Qualquer empresa privada que tenha disposição para contribuir e ser um parceiro da segurança pública, a SSP está de portas abertas para a parceria e o desenvolvimento do projeto Currículo Lilás”.

Para participar, basta entrar em contato pelo canal telefônico (3441-8664), pelo e-mail (coops@ssp.df.gov.br), ou preenchendo o formulário digital.

Empregabilidade

A autonomia financeira também é o pilar de acordos de cooperação técnica firmados pela Secretaria da Mulher do Distrito Federal (SMDF) com 13 órgãos ligados ao governo federal e aos poderes Judiciário e do Legislativo, que garantem a reserva de 4% a 8% das vagas de emprego formais a vítimas de violência, trans, quilombolas e outras mulheres inseridas em situações de vulnerabilidade, em empresas terceirizadas que prestam serviços às instituições.

“Temos diversas ações de capacitação às mulheres do Distrito Federal visando o empreendedorismo e a empregabilidade”

Giselle Ferreira, secretária da Mulher

Desde o início dos acordos, 105 mulheres já foram beneficiadas com empregos em empresas terceirizadas, além do acompanhamento por equipes multidisciplinares com psicólogo, pedagogo e assistente social.

“Temos diversas ações de capacitação às mulheres do Distrito Federal visando o empreendedorismo e a empregabilidade. As ações são planejadas levando em consideração a diversidade de perfis de mulheres e o fomento à autonomia econômica. Superar esses desafios exige um esforço conjunto entre governo, sociedade civil, setor privado e comunidade. O compromisso do GDF é garantir que as políticas públicas sejam efetivas e que os direitos das mulheres sejam respeitados e protegidos. Só assim poderemos construir uma sociedade mais justa, igualitária e livre de violência de gênero”, destaca a secretária da Mulher, Giselle Ferreira.

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Aluguel Social concede auxílio financeiro a mulheres vítimas de violência doméstica

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Com o objetivo de auxiliar vítimas de violência doméstica em situação de vulnerabilidade social, o Governo do Distrito Federal (GDF) lançou este ano o Aluguel Social, benefício financeiro temporário e complementar no valor de R$ 600 para ser utilizado pelas mulheres para custear moradia. O auxílio é concedido mensalmente às beneficiárias durante seis meses prorrogável por igual período. O recurso é uma forma de amparo e incentivo para que as vítimas saiam do ciclo de violência.

A secretária da Mulher, Giselle Ferreira, explica que o benefício permite que a mulher encontre um local seguro, afastando-a do ambiente de violência. “O auxílio financeiro ajuda a promover a autonomia da mulher. Com um novo local para morar, ela pode tomar decisões sobre a vida dela sem a influência ou o controle do agressor. Proporciona um espaço seguro e estável, contribuindo para um ambiente familiar mais saudável”, destaca. “Além de facilitar o acesso a serviços de apoio, como assistência social, atendimento psicológico e capacitação profissional, que são fundamentais para uma recuperação completa”, acrescenta.

O Aluguel Social permite que a mulher encontre um local seguro, afastando-a do ambiente de violência | Foto: Arquivo/Agência Brasília 

Isso foi o que aconteceu com Maria*, 47 anos. Desde 2018, a mulher lida com perseguições de um ex-companheiro que passou a agredi-la e tentar matá-la quando ela quis encerrar a relação. “Ele nunca aceitou o término e começou a perseguição. Eu me mudava e ele ia atrás de mim. Foram várias tentativas de feminicídio. Até que este ano o promotor solicitou um auxílio aluguel. Nem acreditei quando entraram em contato comigo”, conta.

Outubro foi o primeiro mês que Maria recebeu o Aluguel Social. “Ele veio como uma luva. Mais do que me ajudar a pagar um lugar para morar foi o pivô de uma virada na minha vida. Foi graças ao Aluguel Social que passei a receber suporte da Secretaria da Mulher. Além do incentivo financeiro, agora eu tenho um apoio psicológico”, afirma. Esse suporte emocional é fundamental para a mulher que desenvolveu transtornos mentais após as situações de violência que vivenciou com o ex-namorado.

“Eu precisava muito desse apoio psicológico, porque eu passei a ser uma pessoa insociável e ter pânico de tudo. Isso me atrapalhou até no aspecto profissional. Eu fazia bolos para vender e até isso eu parei porque eu tinha medo de sair”, lembra. Agora, o próximo passo de Maria é se inscrever em um dos programas de capacitação oferecido pelo GDF.

Beneficiária do auxílio, ela destaca a importância para as vítimas de violência. “Realmente o Aluguel Social é um benefício muito importante não só para mim, mas para muitas outras mulheres. Porque muitas não têm condições de pagar um aluguel, então acabam ficando com o cara e se sujeitando pela dificuldade financeira”, comenta.

Como solicitar o Aluguel Social

Regulamentado pelo Decreto nº 45.989/24 e de responsabilidade da Secretaria da Mulher, o benefício é voltado para mulheres vítimas de violência doméstica no DF que sejam atendidas pelos equipamentos da Rede de Proteção à Mulher Vítima de Violência.

O recurso deve ser utilizado exclusivamente para despesas de moradia. Todas as beneficiárias são acompanhadas continuamente durante o período do recebimento do auxílio

Para solicitar o benefício, a solicitante precisa ter uma medida protetiva vigente e fazer o pedido em um dos equipamentos da pasta, como a Casa da Mulher Brasileira, os Centros Especializados de Atendimento às Mulheres (Ceams), os Espaços Acolher e os Comitês de Proteção da Mulher. A concessão será avaliada por uma equipe multidisciplinar.

O recurso deve ser utilizado exclusivamente para despesas de moradia. Todas as beneficiárias são acompanhadas continuamente durante o período do recebimento do auxílio. Entre as obrigações, estão a apresentação mensal de documentos que comprovem o uso do recurso para o aluguel, a participação em atendimentos psicossociais conforme determinado no Plano de Atendimento Personalizado e a inscrição no Cadastro Único para Programas Sociais (CadÚnico).

* Nome fictício para preservar a identidade da vítima

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Exposição gratuita celebra a arte e os artistas do Planalto Central

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Retratar a dimensão estética do surgimento de Brasília e celebrar a diversidade artística da capital são premissas da exposição Brasília, a Arte do Planalto, em cartaz no Museu Nacional da República. Com curadoria de Paulo Herkenhoff e cocuradoria de Sara Seilert, a mostra reúne mais de 400 obras de 158 artistas que, de alguma forma, têm ligação com a cidade e a região do Planalto Central.

A exposição ‘Brasília, a arte do Planalto’ leva a diversidade artística da capital para o Museu Nacional da República em 400 obras de 158 artistas | Fotos: Tony Oliveira/Agência Brasília

A exposição, realizada pela FGV Arte em parceria com o Instituto Brasileiro de Ensino, Desenvolvimento e Pesquisa (IDP), teve início no dia 25 de setembro e segue até 24 de novembro. A entrada é franca e livre para todos os públicos.

Segundo a diretora do Museu Nacional da República, Fran Favero, as obras levam o visitante para um passeio que começa na criação da cidade e vai até os movimentos recentes em defesa da democracia e da liberdade, mostrando a importância da capital em diversas esferas, além da política.

“Quando essa exposição veio para Brasília, o curador, Paulo Herkenhoff, teve o cuidado de incluir também a cocuradora Sara Seilert, aqui de Brasília, e de dar uma atenção tanto para acervo do Museu Nacional da República quanto para os artistas daqui do DF. Afinal, é uma exposição sobre Brasília”, explica.

Diretora do Museu Nacional da República, Fran Favero conta que as obras levam o visitante para uma viagem que começa na criação da cidade e vai até os movimentos recentes em defesa da democracia e da liberdade

A cocuradora Sara Seilert, por sua vez, ressalta a pluralidade de técnicas, estilos e identidades presentes na exposição, proporcionando ao espectador uma experiência abrangente que celebra a identidade artística da capital. “A gente decidiu acolher outras linguagens, além de novos artistas, para ampliar essa abordagem de uma possível história da arte brasiliense”, destaca.

“Brasília tem uma produção muito diversa, dispersa e pungente. Aqui, na exposição, a gente vê como essa produção dialoga entre si e até com a academia, porque nós temos obras produzidas por artistas que foram professores, que formaram alunos e alunas, ou artistas que produziram fora do cânone, como autodidatas, mas que também dialogaram com esses artistas”, completa.

A exposição teve início no dia 25 de setembro e segue até 24 de novembro; a entrada é franca e livre para todas as idades

As obras

A exposição destaca artistas contemporâneos, como Christus Nóbrega, em cartaz com a obra Brasília, enfim. Nela, o professor do Departamento de Artes Visuais da Universidade de Brasília (UnB) propõe uma reflexão sobre a ancestralidade e a identidade, imaginando uma capital utópica e abordando a ideia de como construir um futuro sem esquecer o passado.

Inspirado por um projeto de lei de 2011, que permitiria a afrodescendentes e indígenas alterarem sobrenomes para recuperar suas origens, Nóbrega criou um “cartório de retificação identitária” como parte de sua exposição. Utilizando inteligência artificial, o artista desenvolveu um agente inteligente com uma base de dados de mais de 8 mil sobrenomes africanos e indígenas, permitindo que visitantes participem de uma experiência interativa que lhes possibilita reconstruir seus sobrenomes, resgatando raízes que foram apagadas ao longo da história.

“O objetivo é retratar um Brasil que não tem sobrenomes de duas grandes bases da formação do seu país, tendo que conviver com essa ferida. E também é um momento que a gente tem de colocar um pouco em pauta essa lei e quem sabe movimentá-la novamente, já que está engavetada; seria um benefício de restauração identitária para o país sem precedentes na história”, detalha o docente.

Os visitantes também poderão ver de perto a obra Arco, da artista visual Luciana Paiva. Exposta na mostra, ela aborda a reconfiguração de um objeto cotidiano – uma gaiola – para criar um novo desenho e composição que se relaciona tanto com a cidade de Brasília quanto com o conceito de liberdade.

Segundo a artista, a escultura reflete a ideia de resgate ao espírito de construção e de pertencimento, que marcaram a fundação da capital, além de trazer uma reflexão sobre a relação entre interior e exterior. “É um trabalho que tem um sentido utópico, que está no início da construção da cidade, e que eu acho que precisa ser resgatado pelas pessoas que hoje vivem aqui, pelas pessoas que fizeram parte, fazem parte desse território”.

As peças de autoria de Alice Lara foram inspiradas em uma experiência que a artista teve em um zoológico, onde ela retrata como a humanidade tenta organizar e controlar a natureza

Outra obra em cartaz leva a assinatura de Alice Lara. Intitulada As Ordens do Paraíso, a dupla de pinturas explora a relação entre seres humanos e animais, inspirada por sua vivência no Distrito Federal, onde o contato com a natureza ainda é presente, apesar do avanço natural da urbanização. As peças foram inspiradas em uma experiência que teve em um zoológico, onde ela retrata como a humanidade tenta organizar e controlar a natureza segundo seus próprios padrões.

Em suas palavras, Alice Lara classifica a cena que a inspirou como um “simulacro de natureza”, uma imagem idealizada e artificial de harmonia entre os animais. “Eu estava no zoológico, quando o pai virou para o filho e disse: ‘Olha, filho, como seria maravilhoso se todos os animais vivessem juntos desse jeito. Seria como o paraíso.’ E é isso que a pintura busca retratar – vários animais juntos nesse simulacro de natureza, onde tudo é verdinho, tudo é perfeito e bonito”.

Exposição Brasília, a Arte do Planalto

→ Local: Museu Nacional da República (Setor Cultural Sul, Lote 2)
→ Data: até 24 de novembro, de terça-feira a domingo, das 9h às 18h30
→ Entrada gratuita

09/11/2024 - Exposição gratuita celebra a arte e os artistas do Planalto Central

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Moradores de Taguatinga têm sábado dedicado à saúde física e mental

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Taguatinga recebeu, neste sábado (9), a 8ª edição do projeto Cuide-se+, desenvolvido pelo Governo do Distrito Federal (GDF). A iniciativa levou até à cidade, uma das mais populosas da capital, uma série de serviços gratuitos com foco na saúde física
e mental.

“Queremos mostrar para as pessoas a importância de ter uma saúde mental mais equilibrada e que elas entendam que hoje a gente precisa relaxar, dar tempo para nosso corpo e nossa cabeça para poder desenvolver melhor nossas atividades diárias”

Clara Roriz, secretária de Atendimento à Comunidade

“O Cuide-se+ une governo e comunidade. Aqui a gente busca despertar cada vez na população a preocupação e o cuidado com as saúdes física e mental. Queremos mostrar para as pessoas a importância de ter uma saúde mental mais equilibrada e que elas entendam que hoje a gente precisa relaxar, dar tempo para nosso corpo e nossa cabeça para poder desenvolver melhor nossas atividades diárias”, destaca a secretária de Atendimento à Comunidade, Clara Roriz.

Para participar, bastava comparecer à estrutura montada atrás da Administração do TaguaParque. Na ocasião, os moradores da região administrativa puderam participar de práticas como reiki, automassagem, terapia integrativa complementar e aprenderam sobre técnicas de redução de estresse.

A 8ª edição do projeto Cuide-se+ levou ao Taguaparque uma série de serviços gratuitos com foco na saúde física e mental | Foto: Matheus H. Souza/Agência Brasília

A aposentada Eloísa Marques do Couto, de 71 anos, fez questão de participar de todas as atividades e aprovou: “Serviço maravilhoso. Além de estimular o exercício físico, você está colaborando com a saúde da comunidade e dando condições para melhorar nossa vida, principalmente da terceira idade. A comunidade agradece”.

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Além dos atendimentos terapêuticos, o evento ofereceu serviços de triagem de saúde, como aferição de pressão arterial, teste de infecções sexualmente transmissíveis (ISTs) e glicemia. Também foi possível atualizar o caderno de vacinação.

“A vacina estava atrasada e vi no site que teria vacinação aqui no parque hoje. Acho super-importante estar com as vacinas atualizadas e o serviço foi muito rápido; foi excelente”, avalia a dona de casa Rute Fernandes

A dona de casa Rute Fraga Fernandes, 55, aproveitou a oportunidade para colocar em dia as vacinas do neto, o pequeno Pedro Fernandes, de apenas 2 anos. “A vacina estava atrasada e vi no site que teria vacinação aqui no parque hoje. Acho super-importante estar com as vacinas atualizadas e o serviço foi muito rápido; foi excelente”, avalia.

Cuide-se+

O Cuide-se+ é organizado pela Secretaria de Atendimento à Comunidade em parceria com a Secretaria de Saúde, a Companhia e Ambiental de Saneamento do Distrito Federal (Caesb) e o Instituto Brasília Ambiental. Antes de Taguatinga, a iniciativa esteve, em 21 de outubro, no Estacionamento 11 do Parque da Cidade.

09/11/2024 - Moradores de Taguatinga têm sábado dedicado à saúde física e mental

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Projeto Bombeiro Mirim usa atividades educativas e disciplina para formar jovens de todo o DF

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Desde que era (ainda) mais nova, a pequena Clarice Ferreira, 10 anos, sonha em ser bombeira: “Tem muitas aventuras e eu gosto de salvar as pessoas”. Há três anos e meio, ela começou a realizar esse desejo, ao entrar para o programa Bombeiro Mirim, do Corpo de Bombeiros Militar do Distrito Federal (CBMDF). “Faço [aulas de] flauta, taekwondo, a gente aprende sobre fogo, como cuidar de machucados… Aprendo várias coisas”, elenca.

Clarice Ferreira participa do Bombeiro Mirim há 3 anos: “Gosto de salvar as pessoas” | Foto: Joel Rodrigues/ Agência Brasília

Assim como ela, outras 1,5 mil crianças e adolescentes de 7 a 14 anos integram o projeto, oferecido em 12 unidades do CBMDF de diferentes regiões administrativas. Nesses locais, os jovens têm atividades educativas, esportivas, culturais e recreativas no contraturno escolar, três vezes por semana — com possibilidade de ações extras em outros dias. Entre essas atividades estão artes marciais, música e lições sobre prevenção e combate ao fogo.

“A gente busca, em primeiro lugar, mostrar para eles a importância da cidadania, formar um bom cidadão, e, depois, a gente tenta mostrar que eles conseguem fazer muitas coisas em casa, principalmente nos cuidados para evitar acidentes domésticos. Esse é o nosso foco principal, como acionar um socorro corretamente, se algum familiar passar mal quem eles devem chamar, qual o número que eles vão ligar e qual o atendimento inicial que eles podem dar, mesmo como criança”, conta o sargento Marcos Costa, coordenador do 8º Grupamento de Bombeiro Militar, em Ceilândia. “A missão do bombeiro é ‘vidas alheias e riquezas a salvar’, então, acho que iniciando desde pequeno essa missão de salvar vidas, o trabalho do bombeiro lá na ponta com certeza vai diminuir”, acrescenta.

[embed]https://www.youtube.com/watch?v=2s6Zn2CLl08[/embed]

O projeto é totalmente gratuito. As inscrições abrem em fevereiro e devem ser feitas diretamente nas unidades que ofertam o programa (Ceilândia, Brazlândia, Estrutural, Gama, Núcleo Bandeirante, Paranoá, Planaltina, Recanto das Emas, Samambaia, Santa Maria, São Sebastião e Sobradinho). Para participar é necessário ser estudante da rede pública de ensino. Depois que entram, os brigadinos — como são chamados os participantes — podem seguir inscritos até completar 14 anos. “Eles entram soldados bombeiros mirins e, à medida que vão ficando, a cada ano, passam a ser cabo, terceiro sargento, segundo sargento, primeiro sargento… Eles vão aprendendo comandos e desenvolvendo as suas funções, aumentando a responsabilidade nessas atribuições”, explica o capitão Ivaldo Pessoa, que coordena o Bombeiro Mirim em Ceilândia.

Bernardo Assunção: “Quando a gente crescer, já vai saber tudo”

A iniciativa foi criada em 1999, pela Lei 2.449. Desde então, o retorno, aponta o capitão Pessoa, tem sido bom. “Os relatos que a gente recebe, os feedbacks de pais, da comunidade de uma forma geral, são muito positivos. A gente percebe que os brigadinos — trabalhando aqui a parte de hierarquia, de disciplina — melhoram na questão escolar, melhoram com relação ao respeito aos mais velhos e aos pais. A aula afasta os brigadinos da questão da violência, do uso de drogas. Então a gente tem recebido um relato muito positivo nesse sentido durante todo esse tempo.”

Mas o melhor feedback vem mesmo das crianças. “É um programa que ajuda bastante, [na questão da] maturidade, obediência também, e me deu várias amizades legais”, destaca Isabele Almeida, 11. “A gente aprende a marchar, faz atividades sobre o fogo, aprende sobre [cuidados com] eletrodomésticos e várias outras coisas que um bombeiro precisa saber”, emenda Thor Muniz, 9. “Quando a gente crescer, já vai saber tudo”, arremata Bernardo Assunção, 8.

09/11/2024 - Projeto Bombeiro Mirim usa atividades educativas e disciplina para formar jovens de todo o DF

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Espetáculo Rei Leão chega ao Cruzeiro em comemoração aos 65 anos da cidade

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O Ginásio do Cruzeiro receberá o espetáculo Rei Leão, encenado pela Cia Neia e Nando. A apresentação será na terça-feira (12), às 19h, e faz parte da programação do Celebra Cruzeiro, evento que comemora os 65 anos da cidade.

A entrada para o espetáculo é a doação de itens de higiene pessoal. A iniciativa busca não apenas promover a cultura e o entretenimento, mas também incentivar a solidariedade entre os moradores, já que os alimentos arrecadados serão destinados a instituições de caridade.

O espetáculo Rei Leão deve levar público de todas as idades ao Ginásio do Cruzeiro | Foto: Divulgação/ Cia Neia e Nando

Gustavo Aires, administrador do Cruzeiro, conta que era um sonho levar essa apresentação para a região e que está contente de ter entrado na programação de aniversário. “Receber esse evento nos deixou muito felizes. Como pai, inclusive de um filho com 8 meses, a gente sente algo diferente. Estamos empolgados em pensar em todas as famílias que virão pra cá”, convida Aires.

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A entrada para o espetáculo é a doação de itens de higiene pessoal. A iniciativa busca não apenas promover a cultura e o entretenimento, mas também incentivar a solidariedade entre os moradores, já que os alimentos arrecadados serão destinados a instituições de caridade.

O espetáculo Rei Leão deve levar público de todas as idades ao Ginásio do Cruzeiro | Foto: Divulgação/ Cia Neia e Nando

Gustavo Aires, administrador do Cruzeiro, conta que era um sonho levar essa apresentação para a região e que está contente de ter entrado na programação de aniversário. “Receber esse evento nos deixou muito felizes. Como pai, inclusive de um filho com 8 meses, a gente sente algo diferente. Estamos empolgados em pensar em todas as famílias que virão pra cá”, convida Aires.

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Fundos comunitários garantem direitos de povos tradicionais

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Os fundos comunitários têm se tornado cada vez mais uma ferramenta de apoio na luta por garantia de direitos de povos tradicionais, indígenas, ribeirinhos, grupos e organizações comunitárias, entre outros.

É o caso do Fundo Babaçu que tem financiado iniciativas de quebradeiras de coco babaçu no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. A verba financia ações socioambientais voltadas para a segurança alimentar e nutricional e geração de renda, conservação da sociobiodiversidade existente nas florestas de babaçu e na luta pela terra.

Fundos comunitários são fundos criados no seio dos movimentos sociais para apoiar iniciativas dos próprios movimentos. Em resumo, pode-se dizer que, diferentemente de outros fundos e formas de financiamento em que a destinação dos recursos geralmente é definida pelo órgão financiador, nos fundos comunitários a decisão é tomada pelos movimentos a partir da identificação das necessidades dos territórios.

São fundos das comunidades para as comunidades, em que os mecanismos de apoio são adaptados às realidades locais. Em geral, esses fundos apoiam pequenas iniciativas relacionadas às pautas desses movimentos, como no caso do Fundo Babaçu.

Criado em 2012, pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), ele tem por objetivo promover o acesso a recursos para ações de agricultura e de extrativismo de base agroecológica e econômica-solidária em caráter não reembolsável.

Formado por mais de 300 mil mulheres trabalhadoras rurais que vivem em função do extrativismo do babaçu o MIQCB surgiu da luta das quebradeiras pela livre circulação em suas terras, muitas vezes cercadas por criadores de gado, que impedem a coleta do coco.

A partir do manejo da palmeira do babaçu, as quebradeiras produzem azeites, sabonetes, peças de artesanato, carvão vegetal, entre outros produtos. Além de contribuir com a proteção ambiental e os modos de vida dos povos tradicionais, os conhecimentos sobre o manejo dos babaçuais são passados de geração em geração. Muitas quebradeiras de coco são agricultoras familiares e quilombolas.

Atualmente, o fundo está com edital aberto na ordem de R$ 1,6 milhão para apoiar projetos de grupos ou organizações comunitárias atuantes em comunidades agroextrativistas de quebradeiras de coco babaçu. O Edital conta com apoio financeiro do Fundo Amazônia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele também destina recursos para apoiar ações de segurança alimentar e nutricional e geração de renda para a melhoria da qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e outras comunidades que vivem em regime de produção familiar nos babaçuais.

Território

Uma dessas iniciativas é um um projeto de horticultores e horticultoras em São Domingos do Araguaia, no Pará. O projeto visa, além de apoiar a segurança alimentar, promover a sustentabilidade, preservação do meio ambiente e o fortalecimento das identidades territoriais das quebradeiras, cuja luta geral é pelo acesso e posse dos seus territórios.

O foco na luta pela terra é a mais nova iniciativa do fundo. Segundo a advogada do MIQCB Renata Cordeiro, desde 2022 o fundo tem uma linha de financiamento para projetos nos territórios que estão em luta por regularização fundiária ou por livre acesso aos babaçuais, ou seja, tem mais a ver com proteção territorial.

“É algo quentíssimo no Brasil, que vai possibilitar, inclusive, a gente firmar acordos de cooperação com órgãos fundiários para agilizar processos represados. A partir desse apoio a gente está trabalhando o reconhecimento a partir de algum documento, com legalidade, uma juridicidade válida, um título, a regularização de territórios coletivos de quebradeiras de coco babaçu”, disse Renata à Agência Brasil.

Algumas dessas iniciativas são voltadas para a elaboração de legislações tanto no âmbito municipal quanto estadual, reconhecendo o direito das quebradeiras aos seus territórios.

“Já conseguimos emplacar isso em uma lei estadual do Piauí e a gente está caminhando, de 2022 para cá, para regularização do segundo território, onde o título definitivo de propriedade sai de forma coletiva e sai registrado que ali é uma comunidade tradicional de quebradeiras de coco babaçu”, continuou.

“Estamos discutindo também com o governo federal, com o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], com o MMA [Ministério do meio Ambiente e Mudança do Clima], a criação de uma norma jurídica que dê suporte para a gente também fazer isso em situações em que a União ou esteja destinando suas terras ou esteja fazendo desapropriações. E esse apoio do Fundo do Babaçu tem possibilitado a gente avançar nisso também”, afirmou Renata.

No Maranhão, uma dessas iniciativas está localizada na comunidade de Santa Severa, localizada entre os municípios de Viana e Cajari, na região da Baixada Maranhense. Lá um grupo de quebradeiras de coco acessou o edital do Fundo Babaçu, para desenvolver ações voltadas para o fortalecimento territorial.

“É uma comunidade que são pessoas quilombolas, mas que também tem uma atuação do sindicato [de trabalhadores e trabalhadoras rurais], ou seja, são trabalhadores e trabalhadoras rurais, e são extrativistas, são quebradeiras de coco. A partir desse perfil de agroextrativistas, elas propuseram um projeto na linha produtiva, que se remete diretamente ao sustento dessas famílias, mas também é uma forma de fortalecimento territorial à medida que elas conseguem se manter ali, no território, para legitimar a ocupação, para legitimar a forma tradicional de uso das florestas, do solo, das águas, e o que permite a gente ter outras ações em busca de garantia territorial, de regularização fundiária”, disse a advogada.

E é justamente no desenvolvimento de ações voltadas para produção e permanência no território que o fundo está auxiliando as quebradeiras da comunidade de Tauri, em Itupiranga, no Pará a garantir a titulação do seu território.

“São mulheres quebradeiras de coco e também ribeirinhas. Inclusive para coletar coco elas tem que atravessar o rio Tocantins e elas voltam naquelas canoinhas bem fininhas cheias de coco, não sei como não vira, nem nada, para o lugar onde tem a área de produção delas para poder quebrar o coco extrair a amêndoa e fazer o azeite”, disse Renata.

O projeto, realizado em parceria com o Instituto Zé Cláudio e Maria, nome dado em homenagem aos casal de ambientalistas assassinados no Pará, tem foco na construção de uma unidade de beneficiamento da amêndoa para produção do azeite.

A partir dessa organização, as mulheres puderam apresentar um projeto para o Fundo Babaçu porque o MIQCB não pode acessar seu próprio recurso”, esclareceu Renata.

“Lá também elas não têm qualquer tipo de titulação. Se trata muito provavelmente de uma área da União, terra de Marinha, na beira de rio, com muita pressão de outros proprietários, de fazendeiros, que também já se apropriaram ali daquela área. E a partir dessa aproximação, a gente também já está dialogando com o Ministério do Meio Ambiente e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e está dialogando com essa comunidade no sentido de buscar formas de garantia territorial”, finalizou.

De acordo com os dados da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia, atualmente há 18 fundos comunitários, propriamente ditos, na Amazônia, sendo o Fundo Babaçu um deles. Dez estão estabelecidos e em funcionamento; um foi criado mas ainda não repassa recursos; sete estão em processo de criação; oito são fundos indígenas.

Em agosto do ano passado, durante o o 3º Encontro da Rede de Fundos Socioambientais e Territoriais da Amazônia, em Belém, os fundos divulgaram uma carta com algumas afirmações e reivindicações. 

Entre elas estão a defesa de que o financiamento climático deve priorizar o apoio direto aos povos das florestas por meio de nossas organizações e mecanismos financeiros; governos, cooperação internacional e filantropia devem garantir o apoio aos fundos comunitários respeitando seus procedimentos; os procedimentos administrativos e financeiros dos doadores devem se adequar à realidade dos povos e comunidades; o custo financeiro das organizações e seus mecanismos devem ser considerados investimento, e não uma despesa; e que os apoios às comunidades devem ocorrer independentemente da regularização fundiária de seus territórios.

COP16

O tema do financiamento comunitário e da filantropia voltou novamente ao centro dos debates durante a Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), que acontece em Cali, na Colômbia, entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro.

A conferência reuniu representantes de quase 200 países para discutir as metas globais para a conservação da biodiversidade até 2030. O principal objetivo da COP16 da Biodiversidade era a regulamentação do Marco Global Kunming-Montreal, aprovado em 2022 no Canadá, que estabeleceu as metas e objetivos para a salvaguarda e uso sustentável da biodiversidade.

O marco estabeleceu a meta de US$ 200 bilhões ao ano de financiamento para a natureza. Deste total, 10% (ou seja, US$ 20 bilhões ao ano) deveriam vir de recursos públicos dos países desenvolvidos para o Sul Global até 2025.

Depois, de 2025 a 2030, esse número saltaria para US$ 30 bilhões ao ano e os outros US$ 170 bilhões viriam de filantropia, do setor privado, de mobilização doméstica de recursos, de bancos multilaterais de desenvolvimento. Os recursos seriam depositados em um fundo criado pela COP16, o Fundo Cali.

A negociação, no entanto, foi suspensa durante a última plenária da COP16, por falta de quórum, após o veto da União Europeia, Noruega, Japão e Canadá.

A falta de acordo acendeu o sinal amarelo para as organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Em especial sobre a necessidade de ampliar a filantropia independente e comunitária.

Um mapeamento realizado pela Rede Comuá, que reúne 18 organizações da filantropia independente que doam recursos para projetos nas áreas de justiça socioambiental, direitos humanos e desenvolvimento comunitário, identificou que foram investidos cerca de R$395 milhões em projetos de soluções climáticas no biênio 2022/2023.

Em anúncio recente, a Caixa Econômica Federal divulgou que irá destinar R$53 milhões do seu Fundo Socioambiental (FSA) para a execução de projetos baseados em negócios da sociobiodiversidade que ofereçam soluções focadas na natureza e/ou na segurança alimentar.

Serão contempladas 400 organizações sociais de todas as regiões do Brasil. A iniciativa, chamada Teia da Sociobiodiversidade, foi criada e será coordenada pelo Fundo Casa Socioambiental, integrante da Rede Comuá, que, há mais de 19 anos, atua conectando recursos de grandes financiadores às comunidades que desenvolvem soluções locais.

 

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Fundos comunitários garantem direitos de povos tradicionais

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Os fundos comunitários têm se tornado cada vez mais uma ferramenta de apoio na luta por garantia de direitos de povos tradicionais, indígenas, ribeirinhos, grupos e organizações comunitárias, entre outros.

É o caso do Fundo Babaçu que tem financiado iniciativas de quebradeiras de coco babaçu no Maranhão, Piauí, Tocantins e Pará. A verba financia ações socioambientais voltadas para a segurança alimentar e nutricional e geração de renda, conservação da sociobiodiversidade existente nas florestas de babaçu e na luta pela terra.

Fundos comunitários são fundos criados no seio dos movimentos sociais para apoiar iniciativas dos próprios movimentos. Em resumo, pode-se dizer que, diferentemente de outros fundos e formas de financiamento em que a destinação dos recursos geralmente é definida pelo órgão financiador, nos fundos comunitários a decisão é tomada pelos movimentos a partir da identificação das necessidades dos territórios.

São fundos das comunidades para as comunidades, em que os mecanismos de apoio são adaptados às realidades locais. Em geral, esses fundos apoiam pequenas iniciativas relacionadas às pautas desses movimentos, como no caso do Fundo Babaçu.

Criado em 2012, pelo Movimento Interestadual das Quebradeiras de Coco Babaçu (MIQCB), ele tem por objetivo promover o acesso a recursos para ações de agricultura e de extrativismo de base agroecológica e econômica-solidária em caráter não reembolsável.

Formado por mais de 300 mil mulheres trabalhadoras rurais que vivem em função do extrativismo do babaçu o MIQCB surgiu da luta das quebradeiras pela livre circulação em suas terras, muitas vezes cercadas por criadores de gado, que impedem a coleta do coco.

A partir do manejo da palmeira do babaçu, as quebradeiras produzem azeites, sabonetes, peças de artesanato, carvão vegetal, entre outros produtos. Além de contribuir com a proteção ambiental e os modos de vida dos povos tradicionais, os conhecimentos sobre o manejo dos babaçuais são passados de geração em geração. Muitas quebradeiras de coco são agricultoras familiares e quilombolas.

Atualmente, o fundo está com edital aberto na ordem de R$ 1,6 milhão para apoiar projetos de grupos ou organizações comunitárias atuantes em comunidades agroextrativistas de quebradeiras de coco babaçu. O Edital conta com apoio financeiro do Fundo Amazônia e do Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social (BNDES).

Ele também destina recursos para apoiar ações de segurança alimentar e nutricional e geração de renda para a melhoria da qualidade de vida de povos e comunidades tradicionais e outras comunidades que vivem em regime de produção familiar nos babaçuais.

Território

Uma dessas iniciativas é um um projeto de horticultores e horticultoras em São Domingos do Araguaia, no Pará. O projeto visa, além de apoiar a segurança alimentar, promover a sustentabilidade, preservação do meio ambiente e o fortalecimento das identidades territoriais das quebradeiras, cuja luta geral é pelo acesso e posse dos seus territórios.

O foco na luta pela terra é a mais nova iniciativa do fundo. Segundo a advogada do MIQCB Renata Cordeiro, desde 2022 o fundo tem uma linha de financiamento para projetos nos territórios que estão em luta por regularização fundiária ou por livre acesso aos babaçuais, ou seja, tem mais a ver com proteção territorial.

“É algo quentíssimo no Brasil, que vai possibilitar, inclusive, a gente firmar acordos de cooperação com órgãos fundiários para agilizar processos represados. A partir desse apoio a gente está trabalhando o reconhecimento a partir de algum documento, com legalidade, uma juridicidade válida, um título, a regularização de territórios coletivos de quebradeiras de coco babaçu”, disse Renata à Agência Brasil.

Algumas dessas iniciativas são voltadas para a elaboração de legislações tanto no âmbito municipal quanto estadual, reconhecendo o direito das quebradeiras aos seus territórios.

“Já conseguimos emplacar isso em uma lei estadual do Piauí e a gente está caminhando, de 2022 para cá, para regularização do segundo território, onde o título definitivo de propriedade sai de forma coletiva e sai registrado que ali é uma comunidade tradicional de quebradeiras de coco babaçu”, continuou.

“Estamos discutindo também com o governo federal, com o MDA [Ministério do Desenvolvimento Agrário], com o MMA [Ministério do meio Ambiente e Mudança do Clima], a criação de uma norma jurídica que dê suporte para a gente também fazer isso em situações em que a União ou esteja destinando suas terras ou esteja fazendo desapropriações. E esse apoio do Fundo do Babaçu tem possibilitado a gente avançar nisso também”, afirmou Renata.

No Maranhão, uma dessas iniciativas está localizada na comunidade de Santa Severa, localizada entre os municípios de Viana e Cajari, na região da Baixada Maranhense. Lá um grupo de quebradeiras de coco acessou o edital do Fundo Babaçu, para desenvolver ações voltadas para o fortalecimento territorial.

“É uma comunidade que são pessoas quilombolas, mas que também tem uma atuação do sindicato [de trabalhadores e trabalhadoras rurais], ou seja, são trabalhadores e trabalhadoras rurais, e são extrativistas, são quebradeiras de coco. A partir desse perfil de agroextrativistas, elas propuseram um projeto na linha produtiva, que se remete diretamente ao sustento dessas famílias, mas também é uma forma de fortalecimento territorial à medida que elas conseguem se manter ali, no território, para legitimar a ocupação, para legitimar a forma tradicional de uso das florestas, do solo, das águas, e o que permite a gente ter outras ações em busca de garantia territorial, de regularização fundiária”, disse a advogada.

E é justamente no desenvolvimento de ações voltadas para produção e permanência no território que o fundo está auxiliando as quebradeiras da comunidade de Tauri, em Itupiranga, no Pará a garantir a titulação do seu território.

“São mulheres quebradeiras de coco e também ribeirinhas. Inclusive para coletar coco elas tem que atravessar o rio Tocantins e elas voltam naquelas canoinhas bem fininhas cheias de coco, não sei como não vira, nem nada, para o lugar onde tem a área de produção delas para poder quebrar o coco extrair a amêndoa e fazer o azeite”, disse Renata.

O projeto, realizado em parceria com o Instituto Zé Cláudio e Maria, nome dado em homenagem aos casal de ambientalistas assassinados no Pará, tem foco na construção de uma unidade de beneficiamento da amêndoa para produção do azeite.

A partir dessa organização, as mulheres puderam apresentar um projeto para o Fundo Babaçu porque o MIQCB não pode acessar seu próprio recurso”, esclareceu Renata.

“Lá também elas não têm qualquer tipo de titulação. Se trata muito provavelmente de uma área da União, terra de Marinha, na beira de rio, com muita pressão de outros proprietários, de fazendeiros, que também já se apropriaram ali daquela área. E a partir dessa aproximação, a gente também já está dialogando com o Ministério do Meio Ambiente e com o Ministério do Desenvolvimento Agrário e está dialogando com essa comunidade no sentido de buscar formas de garantia territorial”, finalizou.

De acordo com os dados da Rede de Fundos Comunitários da Amazônia, atualmente há 18 fundos comunitários, propriamente ditos, na Amazônia, sendo o Fundo Babaçu um deles. Dez estão estabelecidos e em funcionamento; um foi criado mas ainda não repassa recursos; sete estão em processo de criação; oito são fundos indígenas.

Em agosto do ano passado, durante o o 3º Encontro da Rede de Fundos Socioambientais e Territoriais da Amazônia, em Belém, os fundos divulgaram uma carta com algumas afirmações e reivindicações. 

Entre elas estão a defesa de que o financiamento climático deve priorizar o apoio direto aos povos das florestas por meio de nossas organizações e mecanismos financeiros; governos, cooperação internacional e filantropia devem garantir o apoio aos fundos comunitários respeitando seus procedimentos; os procedimentos administrativos e financeiros dos doadores devem se adequar à realidade dos povos e comunidades; o custo financeiro das organizações e seus mecanismos devem ser considerados investimento, e não uma despesa; e que os apoios às comunidades devem ocorrer independentemente da regularização fundiária de seus territórios.

COP16

O tema do financiamento comunitário e da filantropia voltou novamente ao centro dos debates durante a Conferência das Nações Unidas para a Biodiversidade (COP16), que acontece em Cali, na Colômbia, entre os dias 21 de outubro e 1º de novembro.

A conferência reuniu representantes de quase 200 países para discutir as metas globais para a conservação da biodiversidade até 2030. O principal objetivo da COP16 da Biodiversidade era a regulamentação do Marco Global Kunming-Montreal, aprovado em 2022 no Canadá, que estabeleceu as metas e objetivos para a salvaguarda e uso sustentável da biodiversidade.

O marco estabeleceu a meta de US$ 200 bilhões ao ano de financiamento para a natureza. Deste total, 10% (ou seja, US$ 20 bilhões ao ano) deveriam vir de recursos públicos dos países desenvolvidos para o Sul Global até 2025.

Depois, de 2025 a 2030, esse número saltaria para US$ 30 bilhões ao ano e os outros US$ 170 bilhões viriam de filantropia, do setor privado, de mobilização doméstica de recursos, de bancos multilaterais de desenvolvimento. Os recursos seriam depositados em um fundo criado pela COP16, o Fundo Cali.

A negociação, no entanto, foi suspensa durante a última plenária da COP16, por falta de quórum, após o veto da União Europeia, Noruega, Japão e Canadá.

A falta de acordo acendeu o sinal amarelo para as organizações da sociedade civil e movimentos sociais. Em especial sobre a necessidade de ampliar a filantropia independente e comunitária.

Um mapeamento realizado pela Rede Comuá, que reúne 18 organizações da filantropia independente que doam recursos para projetos nas áreas de justiça socioambiental, direitos humanos e desenvolvimento comunitário, identificou que foram investidos cerca de R$395 milhões em projetos de soluções climáticas no biênio 2022/2023.

Em anúncio recente, a Caixa Econômica Federal divulgou que irá destinar R$53 milhões do seu Fundo Socioambiental (FSA) para a execução de projetos baseados em negócios da sociobiodiversidade que ofereçam soluções focadas na natureza e/ou na segurança alimentar.

Serão contempladas 400 organizações sociais de todas as regiões do Brasil. A iniciativa, chamada Teia da Sociobiodiversidade, foi criada e será coordenada pelo Fundo Casa Socioambiental, integrante da Rede Comuá, que, há mais de 19 anos, atua conectando recursos de grandes financiadores às comunidades que desenvolvem soluções locais.

 

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Diplomata e ex-ministro José Botafogo Gonçalves morre, aos 89 anos

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Faleceu no Rio de Janeiro, nesta sexta-feira (8), o diplomata José Botafogo Gonçalves, aos 89 anos. Ele foi ministro da Indústria, do Comércio e do Turismo, entre 1998 e 1999, durante o governo do presidente Fernando Henrique Cardoso.

Além disso, ocupou o cargo de embaixador na Argentina de 2002 a 2004, tendo ainda desempenhado diferentes funções no Ministério das Relações Exteriores ao longo de sua carreira.

Durante anos, ele também presidiu o Cebri (Centro Brasileiro de Relações Internacionais), um dos principais think tanks sobre diplomacia da América Latina. A entidade compartilhou uma mensagem de pesar.

“Lamentamos profundamente e expressamos nossas condolências à família, amigos e colegas do Embaixador.”

José Botafogo Gonçalves deixa a mulher Susana, três filhos e sete netos. Ele é natural de Belo Horizonte e formou-se em Direito e Ciências Sociais pela Pontifícia Universidade Católica do Rio de Janeiro (PUC Rio). Sua carreira diplomática teve início em 1960.

Em nota, o Ministério das Relações Exteriores destacou sua trajetória na pasta, citando por exemplo sua atuação como chefe da Divisão de Política Financeira (1970) e Chefe da Divisão de Política Comercial (1977).

O texto lembra ainda seu trabalho como membro da delegação encarregada de renegociar a dívida externa brasileira (1983), bem como seu desempenho como vice-presidente de Relações Externas do Banco Mundial em Washington (1985-1987).

“No exterior, serviu nas Embaixadas do Brasil em Moscou (1962-1964), Roma (1964-1967), Santiago (1967-1969), Paris (1973-1975) e Bonn (1976-1977). Foi Cônsul-geral em Milão (1991-1995) e Embaixador em Buenos Aires (2002-2004). Foi também Embaixador Especial para Assuntos do Mercosul”, acrescenta a nota.

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Assessor diz que Trump pedirá ‘visão realista’ a ucranianos

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Bryan Lanza, assessor do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista transmitida neste sábado (9) que a prioridade do novo governo será restabelecer a paz na Ucrânia, e não restaurar os territórios que o país perdeu, como a Crimeia.

O estrategista do Partido Republicano afirmou à BBC que o governo Trump pedirá ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, uma “visão realista para a paz”.

“E, se o presidente Zelenskiy chegar à mesa e disser, ‘bom, só podemos ter paz com a Crimeia’, ele mostra para nós que não é sério. A Crimeia já era”, afirmou. “E se sua prioridade é tomar a Crimeia de volta e ter soldados norte-americanos lutando para ter a Crimeia de volta, você está por sua conta.”

Ele afirmou que a prioridade é a “paz e o fim das mortes”.

“O que falaremos para a Ucrânia é: você sabe o que está vendo? O que você vê como uma perspectiva real para a paz? Não é uma visão para vencer, mas uma visão para a paz. Vamos começar a ter uma conversa honesta”, disse.

A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014, após uma revolta que obrigou o então presidente, que era pró-Moscou, a fugir. Mais de dois anos e meio após lançarem uma invasão ampla sobre a nação, as forças russas mantêm controle de pouco menos de 20% do seu território.

Zelenskiy tem repetidamente dito que a paz não é possível até que todas as forças russas sejam expulsas e todos os territórios tomados por Moscou, inclusive a Crimeia, devolvidos. Seu “plano para a vitória”, apresentado no mês passado, mantém essa ideia e também a entrada da nação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), algo criticado há tempos pela Rússia.

Durante a campanha, Trump afirmou que encontraria uma solução para a guerra “em um dia”, mas não falou como o faria.

Zelenskiy e Trump falaram por telefone nesta semana, depois da eleição, em conversa com participação do bilionário Elon Musk, segundo informações da imprensa.

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Assessor diz que Trump pedirá ‘visão realista’ a ucranianos

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Bryan Lanza, assessor do presidente eleito dos Estados Unidos, Donald Trump, afirmou em entrevista transmitida neste sábado (9) que a prioridade do novo governo será restabelecer a paz na Ucrânia, e não restaurar os territórios que o país perdeu, como a Crimeia.

O estrategista do Partido Republicano afirmou à BBC que o governo Trump pedirá ao presidente da Ucrânia, Volodymyr Zelenskiy, uma “visão realista para a paz”.

“E, se o presidente Zelenskiy chegar à mesa e disser, ‘bom, só podemos ter paz com a Crimeia’, ele mostra para nós que não é sério. A Crimeia já era”, afirmou. “E se sua prioridade é tomar a Crimeia de volta e ter soldados norte-americanos lutando para ter a Crimeia de volta, você está por sua conta.”

Ele afirmou que a prioridade é a “paz e o fim das mortes”.

“O que falaremos para a Ucrânia é: você sabe o que está vendo? O que você vê como uma perspectiva real para a paz? Não é uma visão para vencer, mas uma visão para a paz. Vamos começar a ter uma conversa honesta”, disse.

A Rússia anexou a península da Crimeia em 2014, após uma revolta que obrigou o então presidente, que era pró-Moscou, a fugir. Mais de dois anos e meio após lançarem uma invasão ampla sobre a nação, as forças russas mantêm controle de pouco menos de 20% do seu território.

Zelenskiy tem repetidamente dito que a paz não é possível até que todas as forças russas sejam expulsas e todos os territórios tomados por Moscou, inclusive a Crimeia, devolvidos. Seu “plano para a vitória”, apresentado no mês passado, mantém essa ideia e também a entrada da nação na Organização do Tratado do Atlântico Norte (Otan), algo criticado há tempos pela Rússia.

Durante a campanha, Trump afirmou que encontraria uma solução para a guerra “em um dia”, mas não falou como o faria.

Zelenskiy e Trump falaram por telefone nesta semana, depois da eleição, em conversa com participação do bilionário Elon Musk, segundo informações da imprensa.

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Palmeiras vira sobre Ferroviária e vai à final do Paulistão Feminino

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O Palmeiras é o primeiro finalista do Campeonato Paulista Feminino de futebol. Neste sábado (9), as Palestrinas derrotaram a Ferroviária por 2 a 1 no Allianz Parque, em São Paulo, no segundo jogo do confronto válido pelas semifinais da competição. O Verdão busca o terceiro título estadual da história entre as mulheres, após as conquistas de 2001 e 2022.

A equipe dirigida por Camilla Orlando enfrenta na final o ganhador do confronto entre Corinthians e São Paulo, que fazem a partida de volta da outra semifinal no próximo domingo (10), às 11h (horário de Brasíli), na Neo Química Arena. Na semana passada, as Brabas venceram o jogo de ida por 1 a 0, no Canindé, também na capital paulista, gol da meia Duda Sampaio, e têm a vantagem do empate.

No duelo anterior, há uma semana, as equipes empataram por 1 a 1, na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). As Guerreiras Grenás, tricampeãs estaduais e que tentavam se igualar a Santos, Corinthians e Juventus (maiores vencedores, com quatro títulos), saíram na frente. Aos 28 minutos, a equipe do interior teve um pênalti marcado, da zagueira Poliana sobre a atacante Darlene, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo). A lateral Kati cobrou e abriu o marcador.

Aos 48, a zagueira Luana foi expulsa após entrada dura na atacante Laís Estevam, novamente com participação do VAR, deixando a Ferroviária com uma a menos. Dois minutos depois, Ingryd recebeu na meia-lua e lançou a também volante Brena, que chutou forte da entrada da pequena área para deixar tudo igual.

A vantagem numérica palmeirense chegou ao fim aos 16 minutos da etapa final, com a expulsão da atacante Tainá Maranhão, também com intervenção do VAR, por um puxão no cabelo de Kati. Mesmo assim as Palestrinas chegaram à virada aos 30. Após cobrança de escanteio, Poliana cabeceou, a goleira Luciana defendeu e a própria zagueira aproveitou o rebote para balançar as redes e decretar a classificação alviverde.

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Palmeiras vira sobre Ferroviária e vai à final do Paulistão Feminino

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O Palmeiras é o primeiro finalista do Campeonato Paulista Feminino de futebol. Neste sábado (9), as Palestrinas derrotaram a Ferroviária por 2 a 1 no Allianz Parque, em São Paulo, no segundo jogo do confronto válido pelas semifinais da competição. O Verdão busca o terceiro título estadual da história entre as mulheres, após as conquistas de 2001 e 2022.

A equipe dirigida por Camilla Orlando enfrenta na final o ganhador do confronto entre Corinthians e São Paulo, que fazem a partida de volta da outra semifinal no próximo domingo (10), às 11h (horário de Brasíli), na Neo Química Arena. Na semana passada, as Brabas venceram o jogo de ida por 1 a 0, no Canindé, também na capital paulista, gol da meia Duda Sampaio, e têm a vantagem do empate.

No duelo anterior, há uma semana, as equipes empataram por 1 a 1, na Arena da Fonte Luminosa, em Araraquara (SP). As Guerreiras Grenás, tricampeãs estaduais e que tentavam se igualar a Santos, Corinthians e Juventus (maiores vencedores, com quatro títulos), saíram na frente. Aos 28 minutos, a equipe do interior teve um pênalti marcado, da zagueira Poliana sobre a atacante Darlene, com auxílio do VAR (árbitro de vídeo). A lateral Kati cobrou e abriu o marcador.

Aos 48, a zagueira Luana foi expulsa após entrada dura na atacante Laís Estevam, novamente com participação do VAR, deixando a Ferroviária com uma a menos. Dois minutos depois, Ingryd recebeu na meia-lua e lançou a também volante Brena, que chutou forte da entrada da pequena área para deixar tudo igual.

A vantagem numérica palmeirense chegou ao fim aos 16 minutos da etapa final, com a expulsão da atacante Tainá Maranhão, também com intervenção do VAR, por um puxão no cabelo de Kati. Mesmo assim as Palestrinas chegaram à virada aos 30. Após cobrança de escanteio, Poliana cabeceou, a goleira Luciana defendeu e a própria zagueira aproveitou o rebote para balançar as redes e decretar a classificação alviverde.

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