Flávio nega corte na aposentadoria e diz que fará ajuste acima da inflação
Afirmação foi feita a jornalistas após deixar a reunião que firmou o apoio do Podemos à sua candidatura
Declaração de candidato: o senador Flávio Bolsonaro afirmou que não fará cortes em aposentadorias e manterá o reajuste dos pagamentos acima da inflação;
Posicionamento sobre benefícios: o candidato do PL negou pretender desvincular benefícios previdenciários e assistenciais, como o BPC, do salário mínimo;
Proposta de ajuste: Flávio Bolsonaro declarou que pretende focar no combate à corrupção e em contratos superfaturados como forma de buscar cortes de gastos.
O senador e candidato à Presidência Flávio Bolsonaro (PL) afirmou nesta quinta-feira (8/10) que não fará cortes em aposentadorias e declarou que vai manter o reajuste nos pagamentos acima da inflação. A afirmação foi feita a jornalistas após deixar a reunião que firmou o apoio do Podemos à sua candidatura.
Ao ser questionado sobre a possibilidade de desvincular benefícios previdenciários e assistenciais do salário mínimo, o senador negou que pretende desindexar a Previdência e o BPC (Benefício de Prestação Continuada).
“Eu não vou fazer economia em cima de quem precisa das pessoas mais carentes desse Brasil. Aposentado, fique tranquilo, não caia nessa fake news do PT dizendo que eu vou acabar com um reajuste aposentado”, declarou o candidato do PL.
A promessa pode ser um desafio para o ajuste fiscal defendido por Flávio. A campanha estima uma economia de 1,5% do PIB, cerca de R$ 200 bilhões. Ao mesmo tempo, a Previdência responde por cerca de metade dos gastos do governo federal, com previsão de R$ 1,2 trilhão em benefícios no próximo ano.
Hoje, aposentadorias no valor do salário mínimo têm reajuste real, enquanto benefícios acima do piso são corrigidos apenas pela inflação medida pelo INPC.
O candidato do PL declarou ainda que pretende mirar no combate à corrupção em busca de cortes de gastos. “O Brasil é riquíssimo e tem muito de onde tirar, a começar com o combate à corrupção desse governo aí”, disse em referência à gestão do presidente Lula.
“Só estatais que no governo do presidente Bolsonaro deram 18 bilhões de lucro. Agora já deram 36 bilhões de prejuízo. Mais de 50 milhões de 50 bilhões de diferença. Onde é que foi parar esse dinheiro, gente? Olha como é que a gente não pode fazer um governo moderno e chuto combatendo cada centavo do dinheiro público que é desperdiçado em contratos superfaturados, com roubo de aposentado e INSS. O Brasil é riquíssimo, não vou fazer economia em cima das pessoas que mais precisam”, declarou.
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