Emagrecedores: 71% de anúncios no Mercado Livre têm indícios de infração
Abrafarma encontrou promessas terapêuticas e falta de composição em anúncios. Especialista explica os riscos para os consumidores
Monitoramento da Abrafarma: estudo identificou indícios de irregularidades em 1.865 de 2.624 anúncios de produtos para emagrecer no Mercado Livre;
Principais irregularidades: levantamento aponta promessas de efeitos medicamentosos, ausência de fórmula clara e nomes semelhantes a medicamentos conhecidos;
Posição da plataforma: o Mercado Livre afirma que mantém monitoramento e equipes especializadas para retirar produtos que descumpram normas ou políticas da empresa.
Um monitoramento da Associação Brasileira de Redes de Farmácias e Drogarias (Abrafarma) identificou indícios de irregularidades em 1.865 dos 2.624 anúncios de produtos para emagrecer analisados no Mercado Livre, o equivalente a 71% da amostra.
Entre os problemas estavam promessas de efeitos medicamentosos para suplementos, informações incompletas sobre a composição e nomes semelhantes aos de medicamentos conhecidos.
A coleta ocorreu entre 15 e 19 de junho de 2026. O conteúdo dos anúncios foi confrontado com normas sanitárias e com os termos de uso da plataforma.
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Nove em cada 10 anúncios avaliados, ou 2.362, foram classificados como suplementos alimentares. Dentro do grupo, 70% apresentaram ao menos uma ocorrência de irregularidade. A mais frequente foi a promessa de efeito terapêutico ou medicamentoso, encontrada em 1.141 anúncios.
“Suplemento alimentar não é medicamento. O consumidor não pode comprar um suplemento acreditando que está levando para casa um produto com efeito medicamentoso”, afirma Sérgio Mena Barreto, CEO da Abrafarma.
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